Categoria: Saúde

  • Menopausa altera pele, cabelos e unhas; entenda os cuidados essenciais

    Transformações na Menopausa e os cuidados para Manter a Beleza e o Bem-estar

    Saúde – A menopausa vai além das ondas de calor e das mudanças no ciclo menstrual. A queda dos hormônios femininos provoca transformações visíveis no corpo, especialmente na pele, nos cabelos e nas unhas, afetando diretamente a autoestima e o bem-estar das mulheres. Ressecamento, perda de elasticidade, fios mais frágeis e unhas quebradiças passam a fazer parte da rotina de muitas pacientes a partir dessa fase da vida.
    Essas alterações estão ligadas, principalmente, à redução do estrogênio, hormônio responsável por manter a hidratação e a renovação celular dos tecidos. Com menos estrogênio circulando, a pele tende a ficar mais fina e opaca, os cabelos podem perder densidade e brilho, e as unhas se tornam mais suscetíveis a quebras e descamações.
    Embora o processo seja gradual, seus efeitos tornam-se mais perceptíveis ao longo dos anos. Por isso, além de acompanhamento médico e reposição hormonal (nos casos indicados), muitas mulheres também buscam a suplementação vitamínica focada na saúde da pele, dos cabelos e das unhas.
    “Os suplementos têm como objetivo complementar a ingestão de nutrientes quando a alimentação não é suficiente ou quando há aumento das necessidades nutricionais, como ocorre em fases específicas da vida, a exemplo da menopausa”, explica a farmacêutica da rede Santo Remédio, Rute do Vale.
    A orientação profissional é fundamental para definir quais nutrientes são realmente necessários em cada caso. Vitaminas do complexo B, vitamina D, zinco, selênio e colágeno estão entre os mais procurados. Existem também produtos que já reúnem todos os nutrientes voltados para “pele e unhas”, como a linha de suplementos Animativ que leva esse nome.

    Cuidados
    Embora os suplementos nutricionais sejam amplamente utilizados para complementar a alimentação, eles não são isentos de riscos. Assim como medicamentos, podem apresentar contraindicações, interações e efeitos adversos, especialmente quando utilizados sem orientação profissional.
    Rute alerta que esses produtos devem ser utilizados com acompanhamento adequado “para garantir segurança, eficácia e uso racional”. Nesse contexto, a farmácia torna-se um espaço seguro para tirar dúvidas sobre possíveis interações entre suplementos e medicamentos em uso, além de contraindicações.
    A farmacêutica reforça que a menopausa é uma fase natural da vida da mulher, e que o cuidado com a saúde neste período deve ser realizado de maneira integrada. Isso inclui adotar uma alimentação balanceada, prática regular de atividade física, hidratação adequada e acompanhamento profissional.

    Sobre a menopausa
    Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem aproximadamente 17 milhões de mulheres na faixa etária do climatério, entre 40 e 65 anos. Desse total, cerca de 9,2 milhões estão na idade em que a menopausa é mais comum, entre 50 e 65 anos.
    Além da faixa etária normalmente associada a essa fase da vida, estima-se que cerca de 30 milhões de mulheres no Brasil sejam afetadas pela menopausa precoce. A condição ocorre quando a mulher perde a função dos ovários antes dos 40 anos, antecipando alterações hormonais típicas da menopausa.
    A menopausa é caracterizada pelo fim definitivo dos ciclos menstruais, resultado da redução progressiva da produção dos hormônios ovarianos, especialmente estrogênio e progesterona. A confirmação ocorre após 12 meses consecutivos sem menstruação, podendo provocar mudanças físicas, emocionais e metabólicas.

    Foto: Freepik

    Por Agência de Comunicação Repercussão

  • Neuromielite óptica: doença rara pode levar à cegueira e paralisia se não for diagnosticada a tempo

    Campanha do Março Verde alerta para sinais precoces e dificuldade de acesso ao tratamento de condição autoimune grave que afeta nervos ópticos e medula.

    Saúde – Pouco conhecida, mas altamente incapacitante, a Neuromielite óptica (NMOSD) é uma doença autoimune rara que pode causar cegueira, paralisia e sequelas neurológicas permanentes. O alerta ganha força durante o Março Verde, campanha que busca ampliar o conhecimento sobre a condição e incentivar o diagnóstico precoce.

    A doença atinge o sistema nervoso central e ocorre quando o próprio organismo produz anticorpos que atacam estruturas essenciais, principalmente a proteína aquaporina-4, responsável pela regulação de água nas células do cérebro, medula espinhal e nervos ópticos.

    Sintomas podem surgir de forma repentina

    Os sinais iniciais costumam ser intensos e aparecem de forma abrupta. Entre os principais sintomas estão perda rápida da visão, dor ocular, fraqueza nos membros, alterações de sensibilidade e perda do controle urinário e intestinal.

    Em cerca de 40% dos casos, o primeiro sintoma é visual. Outros pacientes apresentam inicialmente comprometimento da medula, que pode evoluir para paraplegia ou até tetraplegia.

    Além disso, manifestações como náuseas, vômitos persistentes e soluços prolongados também podem estar associados à doença — o que muitas vezes dificulta o reconhecimento imediato do quadro.

    Diagnóstico ainda demora no Brasil

    A confirmação da doença depende de avaliação clínica, exames de imagem e da identificação do anticorpo anti-aquaporina-4 no sangue. Apesar disso, o diagnóstico pode levar de seis meses a um ano e meio no Brasil — um intervalo crítico, já que a maioria dos pacientes sofre novos surtos nesse período.

    Desde 2025, o exame para detecção do anticorpo passou a ser oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de estar disponível na rede privada.

    Especialistas alertam que qualquer perda visual súbita ou sintomas neurológicos inexplicáveis devem ser investigados com urgência.

    Doença é grave, mas tem controle

    Sem tratamento adequado, a neuromielite óptica pode ter consequências severas. Estimativas indicam que até metade dos pacientes pode evoluir para cegueira ou dependência de cadeira de rodas.

    O tratamento é dividido em duas fases. Na fase aguda, o objetivo é conter a inflamação com medicamentos como corticosteroides ou plasmaférese. Já na fase de manutenção, são utilizados imunossupressores para evitar novos surtos.

    Apesar dos avanços, o acesso ainda é um desafio. Embora existam medicamentos aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, eles não estão amplamente disponíveis no SUS para essa indicação específica, o que leva muitos pacientes a recorrer à Justiça para garantir o tratamento.

    Informação pode evitar sequelas

    A neuromielite óptica é mais comum em mulheres entre 30 e 40 anos, com maior incidência entre pessoas negras e pardas no Brasil. Mesmo sendo rara, seu impacto é significativo — especialmente quando o diagnóstico é tardio.

    O Março Verde reforça um ponto crucial: cada surto pode deixar sequelas irreversíveis. Por isso, reconhecer os sinais e buscar atendimento rápido pode fazer toda a diferença entre a recuperação e a perda permanente de funções.

    Mais do que uma doença rara, a NMOSD é um exemplo de como informação e acesso à saúde podem ser determinantes para preservar a qualidade de vida.

  • Dia da Água: FVS-RCP realiza atividade educativa em escola de Manaus

    Atividade mobiliza estudantes para refletir sobre a qualidade da água e sua importância para o planeta

    Saúde – Para despertar a atenção para o cuidado e a importância da água, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto participa, nesta sexta-feira (20/03), de uma programação no Centro Educacional de Tempo Integral Elisa Bessa Freire, na zona leste de Manaus.

    A iniciativa integra a programação pelo Dia Internacional da Água, celebrado em 22 de março, e reúne apresentações de trabalhos dos alunos, além de envolver a comunidade escolar em atividades voltadas ao uso consciente da água e à relevância desse recurso para a saúde e o meio ambiente.

    Para a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, o impacto das ações educativas na promoção da saúde contribui para a aproximação com a comunidade.

    “Nosso objetivo é despertar o interesse dos alunos e incentivar práticas que melhorem a qualidade da água consumida, além de reforçar cuidados no ambiente domiciliar. Quando esse conhecimento chega às famílias, amplia o alcance da prevenção e contribui para mudanças de hábitos que fazem diferença no dia a dia”, afirma.

    O gerente da gerência de Riscos Não Biológicos da FVS-RCP, Ronaldo Adriano, reforça que a qualidade da água utilizada dentro das residências é uma responsabilidade compartilhada pelos moradores.

    “É essencial manter os reservatórios sempre limpos, bem vedados e conservados, evitando contaminações e garantindo que a água utilizada no dia a dia esteja própria para o consumo, prevenindo riscos à saúde”, comenta.

    Para a aluna do 9º ano do Ceti Elisa Bessa, Izabele Cristina Mota, a palestra trouxe um alerta de que a água é essencial para a vida e para o equilíbrio do planeta.

    “Quero colocar isso em prática. Pretendo economizar mais água, reduzir o tempo de banho, ter mais atenção ao escovar os dentes e também incentivar as pessoas ao meu redor a fazerem o mesmo. Economizar água é muito importante”, revelou a aluna. 

    Programa VIGIÁGUA – Com o objetivo de promover a qualidade da água destinada ao consumo humano, o Ministério da Saúde instituiu o Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água (VIGIÁGUA). A ação busca ampliar o acesso da população a água em quantidade adequada e dentro dos padrões recomendados.

    No Amazonas, 23 municípios já aderiram ao programa e realizam o monitoramento da água. No estado, a FVS-RCP coordena as ações por meio da Gerência de Riscos Não Biológicos, oferecendo apoio técnico às equipes municipais, além de disponibilizar insumos e equipamentos para a estruturação de laboratórios locais. O monitoramento é de responsabilidade das secretarias municipais de Saúde.

    Fonte:  Jaqueline Vieira / FVS-RCP

  • Inclusão começa no diagnóstico: o que a síndrome de Down escancara — e ainda é ignorado

    No Dia Internacional da Síndrome de Down, especialistas e famílias alertam: informação, acolhimento e acesso são decisivos — e ainda falham no início da jornada.

    Saúde – Celebrado em 21 de março, o Dia Internacional da Síndrome de Down vai além de uma data simbólica. Ele revela uma realidade que ainda passa despercebida por muitos: a inclusão começa — ou falha — no momento do diagnóstico.

    A Síndrome de Down, também conhecida como trissomia do cromossomo 21, não define limites absolutos, mas ainda é cercada por estigmas que impactam diretamente famílias desde os primeiros minutos de vida da criança.

    Para muitos pais, o diagnóstico chega de forma inesperada e, frequentemente, acompanhado de silêncio, insegurança e falta de preparo na comunicação médica. Em vez de acolhimento e orientação, o que se vê, em muitos casos, é uma abordagem carregada de medo e incertezas — como se a condição representasse apenas perdas.

    O impacto começa na forma de comunicar

    Especialistas destacam que a maneira como o diagnóstico é transmitido pode moldar toda a trajetória da família. Não se trata de ignorar desafios, mas de apresentar possibilidades reais, com base em evidências e no potencial de desenvolvimento da criança.

    O momento inicial costuma vir acompanhado de sentimentos legítimos: luto pelo filho idealizado, medo do desconhecido e insegurança sobre o futuro. No entanto, quando essa fase é marcada por desinformação ou despreparo, o impacto emocional se intensifica.

    Inclusão não é discurso — é acesso

    A rotina de famílias com crianças com síndrome de Down exige acompanhamento constante e multidisciplinar, envolvendo áreas como fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Esses estímulos são fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, motor e social.

    Mas há um obstáculo pouco discutido fora dessa realidade: o acesso. Muitas famílias enfrentam dificuldades para garantir atendimentos básicos, terapias e direitos já previstos, transformando o cuidado em uma batalha diária contra o sistema.

    Essa sobrecarga vai além da criança — afeta toda a estrutura familiar.

    Potencial existe — e é comprovado

    Ao contrário de visões ultrapassadas, pessoas com síndrome de Down podem estudar, trabalhar, desenvolver autonomia e construir uma vida plena. O que faz diferença não é apenas a condição genética, mas o ambiente em que estão inseridas.

    A ciência já demonstrou que intervenções precoces, inclusão escolar e oportunidades sociais impactam diretamente a qualidade de vida e o desenvolvimento dessas pessoas.

    O que quase ninguém comenta

    O maior desafio não está na síndrome em si, mas na forma como a sociedade responde a ela. A falta de informação, o preconceito velado e a ausência de políticas efetivas ainda limitam trajetórias que poderiam ser muito mais amplas.

    Por isso, o debate precisa ir além da conscientização superficial. Inclusão não é apenas aceitar — é garantir espaço, acesso e oportunidades reais.

    Um chamado à mudança

    Neste 21 de março, a reflexão é clara: pessoas com síndrome de Down não precisam de pena. Precisam de respeito, estímulo e condições para desenvolver todo o seu potencial.

    E essa responsabilidade não é apenas das famílias ou dos profissionais de saúde — é de toda a sociedade.

    Porque, quando a inclusão acontece de verdade, não é só uma vida que muda. É o mundo ao redor que evolui junto.

  • Barco Hospital oferece atendimento médico, exames e odontológico gratuito em comunidade do Amazonas

    O Barco Hospital São João XXIII ficará ancorado na comunidade Vencedor, até o dia 24 de março

    Saúde – O município de Novo Aripuanã, no interior do Amazonas, recebe, neste sábado (21), a 30ª expedição do Barco Hospital São João XXIII. A unidade hospitalar ficará ancorada na comunidade Vencedor, até o dia 24 de março, oferecendo serviços médicos, como cirurgias, consultas e exames, além de atendimento odontológico.

    O barco está equipado para ofertar os seguintes procedimento: cirúrgicos de pequena e média complexidades, incluindo cirurgias gerais (hérnia e vesícula), do aparelho digestivo, postectomia, mastologia, laqueadura e vasectomia; consultas médicas com clínico geral, pediatra, ginecologista, dermatologista, oftalmologista e atendimento odontológico.

    Também serão oferecidos exames laboratoriais, raio-X, ultrassonografia, mamografia e eletrocardiograma, além de serviços de vacinação e dispensação de medicamentos.

    Para a realização de mamografia, mulheres a partir de 40 anos não necessitam de um encaminhamento. Os moradores da região devem apresentar documento de identidade, CPF e cartão do Sistema Único de Saúde (SUS).

    De acordo com a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, o Barco Hospital representa uma estratégia essencial para ampliar a presença da rede estadual no interior, garantindo o acesso da população que mora em comunidades afastadas a serviços especializados e exames diagnósticos

    Barco São João XXIII

    O Barco São João XXIII tem uma estrutura distribuída em quatro andares, contando com 14 leitos, sendo 10 de internação e quatro de recuperação pós-anestésica, centro cirúrgico, salas de procedimentos e suporte para exames diagnósticos, consultórios médico odontológicos, oftalmológicos, farmácia, áreas administrativas, cozinha, camarotes para as equipes de saúde, elevador, sistema próprio de tratamento de esgoto e duas ambulanchas de apoio

    O diretor da embarcação hospitalar, frei Matias, destaca a atuação conjunta das equipes durante as expedições e a relevância dos serviços levados às comunidades atendidas.

    Fonte: G1 Amazonas

  • FVS-RCP explica como prevenir a leishmaniose e reduzir riscos no Amazonas

    Informação e cuidados simples ajudam a diminuir o contato com o inseto transmissor da doença

    Saúde –  Conhecer a leishmaniose e adotar cuidados no dia a dia são passos importantes para reduzir o risco de transmissão da doença no Amazonas. Com esse entendimento, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) reforça, nesta sexta-feira (20/03), orientações à população sobre prevenção e reconhecimento dos sinais da doença.

    No estado, as condições ambientais favorecem a presença de diversos insetos que podem transmitir doenças. Entre eles conhecido como o mosquito-palha, responsável pela transmissão da leishmaniose. Diante desse cenário, a informação em saúde se torna uma aliada importante para orientar a população sobre como evitar o contato com o inseto e adotar medidas de proteção.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que ampliar o acesso a informações claras contribui para fortalecer a prevenção.

    “Quando a informação chega de forma acessível à população, ela ajuda a orientar práticas simples de proteção no cotidiano e aproxima ainda mais a vigilância em saúde das comunidades”, afirmou.

    De acordo com a gerente de Vigilância de Doenças Transmissíveis da FVS-RCP, Lilian Furtado, falar sobre a doença e suas formas de prevenção também contribui para ampliar o conhecimento sobre as estratégias de vigilância e controle.

    “Promover espaços de diálogo sobre a leishmaniose é fundamental para compartilhar informações atualizadas e fortalecer as ações de prevenção e enfrentamento da doença”, explicou.

    Entenda a doença

    A forma mais registrada no Amazonas é a Leishmaniose Tegumentar, que provoca feridas na pele. Essas lesões costumam apresentar bordas elevadas e fundo avermelhado ou com crostas, aparecendo principalmente em áreas expostas do corpo, como braços, pernas, rosto e orelhas.

    Na maioria das vezes, as feridas causam pouca ou nenhuma dor, mas podem demorar para cicatrizar e aumentar de tamanho com o passar do tempo. Os sintomas podem surgir semanas ou até meses após a picada do inseto transmissor.

    Pessoas que vivem ou trabalham em áreas rurais, regiões de mata ou locais próximos a estradas estão mais expostas ao risco. A ausência de medidas de proteção contra insetos também aumenta a possibilidade de contato com o mosquito-palha.

    Como se prevenir

    Algumas atitudes no dia a dia ajudam a reduzir a presença do inseto transmissor e a proteger a população:

    – Manter quintais, terrenos e abrigos de animais limpos;

    – Evitar locais que favoreçam a reprodução do inseto;

    – Instalar telas de proteção em portas e janelas e, quando possível, utilizar mosquiteiros;

    – Usar repelentes apropriados;

    – Em áreas com maior presença do inseto, optar por roupas que cubram a maior parte do corpo.

    FVS-RCP esclarece que caso apareça alguma lesão suspeita na pele, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A leishmaniose tem tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e a identificação precoce contribui para melhores resultados no cuidado.

    Fonte: Beatriz Crispim/ FVS-RCP

  • Patente do Ozempic chega ao fim e acende expectativa por queda de preços — mas alívio no bolso pode demorar

    Fim da exclusividade da semaglutida abre espaço para concorrência, porém especialistas alertam que impacto no valor não será imediato.

    Saúde – A patente da Ozempic expira oficialmente nesta sexta-feira (20), marcando uma nova fase para o mercado de medicamentos à base de semaglutida. A mudança abre caminho para a entrada de genéricos e similares, aumentando a concorrência — mas sem garantia de redução rápida nos preços.

    O medicamento, desenvolvido pela Novo Nordisk, ganhou destaque mundial não apenas no tratamento do diabetes tipo 2, mas também pelo uso associado à perda de peso. No Brasil, o custo por caneta ainda pesa no bolso, variando entre R$ 800 e R$ 1.000.

    Concorrência vai crescer, mas não de imediato

    Apesar da expiração da patente, a chegada de versões alternativas nas farmácias ainda depende de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A previsão é que os primeiros produtos similares só sejam liberados a partir de junho, após análise regulatória.

    Até lá, o mercado segue praticamente sob domínio da marca original, mantendo os preços elevados.

    Queda de preço não é automática

    A expectativa de que medicamentos mais baratos apareçam rapidamente pode não se concretizar. Especialistas explicam que não existe obrigação legal para que genéricos ou similares sejam vendidos por valores menores.

    Na prática, o preço final depende de fatores como estratégia comercial das farmacêuticas, custos de produção, posicionamento no mercado e até a demanda pelo produto.

    Mesmo no caso de biossimilares — versões próximas ao original —, a redução costuma acontecer, mas não é garantida nem imediata.

    Mercado em expansão e disputa acirrada

    O Ozempic lidera uma categoria em forte crescimento, disputando espaço com medicamentos como Wegovy (também com semaglutida), Saxenda e Mounjaro, utilizados no controle do peso e de doenças metabólicas.

    Esse cenário indica que a concorrência deve aumentar nos próximos meses — um fator que, no médio e longo prazo, pode favorecer o consumidor.

    Acesso ainda é o principal desafio

    Mais do que a expectativa por preços menores, especialistas destacam que o ponto central será o acesso seguro ao tratamento. A entrada de novos produtos precisa seguir critérios rigorosos de qualidade, eficácia e aprovação regulatória.

    A tendência é que o mercado se torne mais competitivo, mas a redução de preços dependerá da dinâmica entre indústria, regulação e demanda.

    Enquanto isso, pacientes que dependem da medicação devem continuar atentos às mudanças — que, embora promissoras, ainda devem levar algum tempo para chegar ao bolso do consumidor.

  • Lançamento Parintins 2026: Vigilância em Saúde envia equipe para prevenção de riscos e monitoramento do evento

    Grupo multiprofissional atuará de forma integrada no município para fortalecer  a promoção da saúde junto aos moradores e visitantes

    Saúde –  A equipe da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) desembarca em Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) nesta quinta-feira (19/03) com a missão de reforçar ações de prevenção e promoção da saúde voltadas aos moradores e visitantes que irão acompanhar o lançamento do 59º Festival de Parintins, programado para sexta-feira (20/03), no município.

    A mobilização faz parte de um planejamento articulado das áreas técnicas da vigilância em saúde. A força-tarefa reúne profissionais das frentes epidemiológica, sanitária, ambiental, laboratorial e de saúde do trabalhador, que atuam de forma integrada para acompanhar a movimentação do evento e apoiar estratégias voltadas à proteção da saúde da população.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que a preparação segue o mesmo protocolo executado no período do festival, considerado um público de quase 26 mil pessoas.

    “Este evento é dinâmico, com grande circulação de pessoas. Por isso, nossa vigilância precisa ser ativa, integrada e ágil, capaz de identificar precocemente qualquer risco à saúde pública e permitir uma resposta rápida, quando necessário”, avalia.

    As ações também contam com a participação do diretor de Epidemiologia da FVS-RCP, Alexsandro Melo, que explica que o trabalho é desenvolvido de forma estratégica e em parceria com as equipes locais.

     “Nosso foco é reduzir riscos e acompanhar possíveis agravos associados a eventos de grande porte, como doenças infecciosas, surtos alimentares e outras situações que exigem monitoramento contínuo”, afirma.

    Durante a programação no Bumbódromo de Parintins, as atividades também contarão com o apoio das equipes do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), responsáveis pela análise de dados e pela identificação precoce de possíveis eventos de interesse em saúde pública, contribuindo para decisões rápidas e coordenadas.

    Entre as atividades as equipes da FVS-RCP também irão promover ações educativas e distribuir insumos de prevenção, com orientações sobre infecções sexualmente transmissíveis e outras medidas de cuidado. A iniciativa busca ampliar o acesso à informação e incentivar práticas de proteção à saúde, contribuindo para que o lançamento do festival ocorra em um ambiente mais seguro para moradores e visitantes.

    Fonte: Maíra Pessoa/ FVS-RCP

  • FVS-RCP promove curso e amplia estratégias de enfrentamento à malária

    Formação qualifica agentes para atuação em campo e fortalece o controle vetorial no Amazonas

    Saúde – Integrando as ações de educação permanente, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) realiza, até sexta-feira (20/03), o Curso Básico de Controle de Vetores, voltado à qualificação de Agentes de Combate a Endemias (ACE) para fortalecer o enfrentamento da malária no estado. Nesta edição, participam agentes do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Manaus, estratégia importante diante do cenário atual, em que mais de 40% dos casos da doença estão concentrados em áreas indígenas.

    A formação reúne atividades teóricas e práticas sobre a transmissão da doença, o ciclo do vetor e as estratégias de controle, incluindo o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), o manuseio adequado de inseticidas e a aplicação de técnicas em campo. Os participantes também são capacitados para operar equipamentos como bombas de pulverização domiciliar, nebulizadores espaciais (fumacê) e máquinas de ultra baixo volume (UBV), utilizados no controle do mosquito na fase adulta.

    De acordo com a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim,  o curso ocorre em estrutura própria da fundação e segue orientações do Ministério da Saúde. “As atividades estão alinhadas aos protocolos nacionais, promovendo uma atuação mais segura e padronizada no controle da malária”, afirmou.

    O diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Elder Figueira, ressalta o papel dos agentes na mobilização comunitária. “Além das ações em campo, os profissionais atuam como multiplicadores de informação, levando orientações à população e ampliando o alcance das estratégias de prevenção”, disse.

    Segundo o assessor do Departamento de Vigilância Ambiental, Heine Teixeira, o treinamento também aborda planejamento e organização das ações no território. “Os agentes são preparados para identificar áreas de risco, realizar visitas domiciliares e definir intervenções conforme a realidade local”, explicou.

    A programação inclui ainda noções de mecânica básica e manutenção preventiva dos equipamentos, contribuindo para maior durabilidade dos materiais e mais eficiência nas operações, além de reforçar práticas seguras no manuseio dos insumos utilizados nas atividades.

    Fonte: Cândido Miranda/ FVS-RCP

  • Março Lilás: Boletim da FVS-RCP revela panorama do câncer no Amazonas entre 2020 e 2024

    Monitoramento epidemiológico reforça importância da prevenção e diagnóstico precoce

    Saúde – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulga, nesta quarta-feira (18/03), um novo boletim epidemiológico que apresenta a situação das neoplasias malignas no estado entre 2020 e 2024. O movimento Março Lilás reforça a importância da informação e da prevenção no enfrentamento do câncer. 

    O levantamento reúne informações sobre diagnósticos, hospitalizações e óbitos, contribuindo para o acompanhamento da carga da doença e para o planejamento das ações de saúde no território amazonense. O documento completo está disponível em www.fvs.am.gov.br.

    De acordo com o boletim, o Amazonas registrou 21.257 diagnósticos positivos de neoplasias malignas no período analisado, com média superior a 4 mil casos por ano. Os dados mostram maior proporção de diagnósticos no sexo feminino (60,3%) e concentração entre pessoas de 40 a 79 anos, faixa etária que reúne 77,6% dos registros.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que o monitoramento desses indicadores ajuda a orientar políticas públicas e fortalecer a rede de atenção à saúde.

    “Os dados do boletim ampliam a compreensão sobre como o câncer se distribui no Amazonas e ajudam a direcionar estratégias de saúde pública. A vigilância epidemiológica tem papel fundamental ao reunir e analisar informações que apoiam o planejamento das ações e estimulam a prevenção e o diagnóstico precoce”, avalia Tatyana Amorim.

    O diretor de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, Alexsandro Melo, explica que os registros ajudam a identificar desafios e oportunidades de melhoria na rede de atenção oncológica.

    “A vigilância epidemiológica trabalha para qualificar os registros e ampliar a análise dos dados. Isso contribui para compreender melhor o cenário das neoplasias e apoiar decisões que ampliem a oportunidade de cuidado”, afirmou.

    Mortalidade por Câncer

    Entre 2020 e 2024, os óbitos por neoplasias malignas no Amazonas passaram de 2.587 para 3.140 registros, com maior concentração entre pessoas acima de 50 anos. Em relação à raça/cor, a maior proporção ocorreu entre pessoas pardas (74,4%), seguidas por brancas (18,1%), pretas (2,9%) e indígenas (2,8%).

    Entre as mulheres, os óbitos estão principalmente relacionados ao câncer de colo do útero e ao câncer de mama. Já entre os homens, destacam-se câncer de estômago, próstata, brônquios e pulmões, evidenciando diferenças no perfil da doença entre os sexos.

    O boletim da FVS-RCP também chama atenção para fatores de risco que podem ser modificados, como tabagismo, consumo de álcool, alimentação inadequada e sedentarismo. A adoção de hábitos saudáveis, aliada ao acompanhamento regular nos serviços de saúde e à participação em exames de rastreamento, contribui para reduzir riscos e favorecer o diagnóstico precoce.

    A publicação integra as ações de análise da situação de saúde da FVS-RCP e reúne informações que apoiam gestores e profissionais no planejamento das estratégias de prevenção, vigilância e cuidado à população amazonense.

    Fonte:  Maíra Pessoa _ FVS-RCP