Categoria: Saúde

  • Cofen autoriza enfermeiros a prescrever antibióticos

    Resolução publicada nesta quinta-feira amplia a lista de medicamentos permitidos e formaliza mudança já reconhecida pela Anvisa.

    Saúde – O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) publicou nesta quinta-feira (22) uma resolução que autoriza enfermeiros a prescrever antibióticos, ampliando oficialmente o rol de medicamentos que podem ser indicados por esses profissionais de saúde no Brasil.

    A medida ocorre após uma atualização realizada no ano passado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), que passou a incluir o registro profissional de enfermeiros. O sistema é responsável por monitorar a movimentação de medicamentos controlados em farmácias e drogarias privadas, desde a compra até a venda ao consumidor final.

    Com a mudança feita pela Anvisa, as receitas assinadas por enfermeiros passaram a ser reconhecidas para fins de monitoramento. No entanto, a autorização formal para a prescrição dependia de uma norma do Cofen, o que foi efetivado com a nova resolução.

    O texto atualiza a lista de medicamentos passíveis de prescrição por enfermeiros e inclui antibióticos como amoxicilina, azitromicina e eritromicina. Na prática, a regra permite que farmácias aceitem receitas assinadas por enfermeiros e realizem a venda direta desses medicamentos aos pacientes, desde que sejam observados os critérios técnicos, protocolos assistenciais e limites definidos na norma.

    A prescrição poderá ser feita tanto para adultos quanto para crianças, dentro do escopo de atuação do profissional de enfermagem.

    A ampliação da atribuição, no entanto, enfrenta resistência. No ano passado, o Conselho Federal de Medicina (CFM) se posicionou contra medida semelhante e chegou a acionar a Justiça para barrar uma resolução que permitia a prescrição de antibióticos por enfermeiros no Distrito Federal.


    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Injeção contra HIV: como funcionarão os testes conduzidos pela Fiocruz?

    Pesquisa avaliará incorporação do medicamento lenacapavir ao SUS, com aplicações semestrais destinadas inicialmente a grupos específicos em sete municípios brasileiros.

    Saúde – A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) confirmou que irá iniciar um estudo para avaliar a incorporação da injeção semestral de prevenção ao HIV ao SUS (Sistema Único de Saúde). A pesquisa utilizará o medicamento lenacapavir, produzido pelo laboratório Gilead Sciences, que já recebeu aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

    O medicamento, que promete revolucionar os métodos de prevenção ao vírus HIV, será aplicado a cada seis meses, reduzindo significativamente a frequência de administração em comparação com outros métodos preventivos existentes. As doses do medicamento já foram enviadas pelo laboratório fabricante, mas o início das aplicações ainda depende da chegada das agulhas específicas ao país.

    Cidades participantes e público-alvo

    O estudo será conduzido em sete cidades brasileiras, distribuídas por diferentes regiões do país. Na região Sul, a pesquisa acontecerá em Florianópolis (SC). No Sudeste, serão contempladas São Paulo, Campinas (SP), Rio de Janeiro e Nova Iguaçu (RJ). Completando a lista estão Salvador (BA), no Nordeste, e Manaus (AM), na região Norte.

    Nesta fase inicial, a pesquisa será voltada a grupos específicos: homens gays e bissexuais, pessoas não binárias identificadas como do sexo masculino ao nascer e pessoas transgênero, com idades entre 16 e 30 anos. Para participar do estudo, os voluntários precisarão realizar testes e apresentar resultado negativo para o vírus HIV.

    Indicações e expectativas

    De acordo com a Anvisa, a injeção lenacapavir é indicada para adultos e adolescentes a partir de 12 anos que pesem pelo menos 35 quilos e que estejam sob risco de contrair o vírus HIV. A aplicação semestral representa uma alternativa importante aos métodos preventivos diários, podendo aumentar a adesão à prevenção.

    A iniciativa da Fiocruz busca gerar dados que subsidiem a avaliação sobre a viabilidade de incorporação desta tecnologia ao SUS, ampliando as opções de prevenção ao HIV disponíveis na rede pública de saúde. Caso aprovada após os estudos, a injeção semestral poderá se tornar uma importante ferramenta no combate à transmissão do vírus no país.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Vacina contra câncer de pele reduz em 49% risco de morte e retorno do tumor

    Dose demonstra resultados promissores no combate ao melanoma.

    Saúde – A vacina contra câncer de pele, mRNA-4157 (V940), revelou resultados promissores segundo novos dados divulgados pelas farmacêuticas Moderna e MSD, na terça-feira (20).

    Após um acompanhamento de cinco anos, foi indicado que a combinação da vacina, chamada autogene intismeran, com o imunoterápico Keytruda reduz significativamente o retorno da doença em pacientes com melanoma de alto risco.

    Participaram da atual fase de testes clínicos 157 pacientes com melanoma em estádios III e IV que passaram por cirurgia para retirada do tumor, mas apresentavam alto risco de reincidência da doença.

    Principais resultados

    Segundo a análise divulgada pelas farmacêuticas, o tratamento reduziu em 49% o risco de recorrência ou morte em comparação com o uso isolado do Keytruda, medicamento já utilizado na imunoterapia contra alguns tipos de câncer.

    O benefício foi mantido ao longo do acompanhamento de cinco anos, o que revela uma resposta imunológica duradoura. Esta é a segunda das três etapas dos testes clínicos, sendo que a última fase dos testes teve início em 2023 e tem uma previsão de ser finalizada em 2030.

    “Para muitos pacientes com melanoma em estágio III/IV, existe um risco significativo de recorrência após a cirurgia. Assim, demonstrar o potencial a longo prazo do autogene intismeran e do Keytruda para reduzir o risco de recorrência em certos pacientes com melanoma é um marco importante”, disse Marjorie Green, vice-presidente sênior e chefe de oncologia do desenvolvimento clínico global dos Laboratórios de Pesquisa da MSD.

    “Esses dados de acompanhamento de cinco anos são encorajadores e aguardamos com expectativa os dados da fase final do programa de desenvolvimento clínico INTerpath com a Moderna, em uma variedade de tipos de tumores onde ainda existem necessidades significativas não atendidas.”

    Como a vacina é feita

    A vacina é produzida de forma personalizada, a partir do sequenciamento genético do tumor de cada paciente. Com base nessas informações, o imunizante é desenvolvido para “ensinar” o sistema imunológico a reconhecer e atacar células cancerígenas específicas, por meio da ativação de células de defesa do organismo.

    No estudo, os pacientes foram divididos em dois grupos: a maioria recebe a vacina personalizada em conjunto com o Keytruda, enquanto o grupo de controle foi tratado apenas como o imunoterápico. O perfil de segurança da combinação foi considerado consistente, sem o surgimento de novos efeitos adversos relevantes.

    Especialistas destacaram, ainda, que o estudo representa um avanço importante no uso de vacinas terapêuticas contra o câncer por demonstrar benefício sustentado em um câncer sólido.

    O melanoma é o tipo mais grave de câncer de pele, devido a sua alta possibilidade de provocar metástase (se espalhar para outros órgãos). No Brasil, esse tipo de tumor representa 4% das neoplasias malignas na pele, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer).


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Entenda por que Ministério da Saúde vetou vacina contra herpes-zóster

    Decisão levou em conta parecer técnico de especialistas; entenda o motivo.

    Saúde – O SUS (Sistema Único de Saúde) permanecerá sem o imunizante contra o herpes-zóster no Calendário Nacional de Vacinação.

    A negativa foi anunciada pelo Ministério da Saúde em portaria publicada no DOU (Diário Oficial da União), no dia 8 de janeiro, e levou em conta um parecer técnico da Conitec, que apontou a inviabilidade financeira da tecnologia para os cofres públicos no cenário atual.

    O que motivou a decisão?

    Embora a eficácia da vacina recombinante seja amplamente reconhecida para grupos vulneráveis — especificamente idosos acima de 80 anos e pacientes imunossuprimidos —, o governo federal avaliou que o preço proposto pelo fabricante excede a capacidade de sustentabilidade orçamentária do país.

    De acordo com a análise técnica, o investimento necessário não apresenta, neste momento, um equilíbrio custo-benefício que justifique a ampla distribuição gratuita, considerando o volume de recursos exigido para cobrir o público-alvo prioritário.

    Decisão pode mudar no futuro, avalia pasta

    A pasta ressaltou que a decisão não é definitiva, mas condicionada a uma futura redução de valores. Uma nova rodada de avaliação pela comissão de tecnologias poderá ser aberta caso surjam propostas comerciais mais vantajosas ou novas evidências clínicas que modifiquem o entendimento sobre o impacto econômico da doença.

    Popularmente chamada de cobreiro, a enfermidade decorre da reativação do vírus da catapora, manifestando-se por meio de erupções cutâneas dolorosas que acompanham o trajeto nervoso em apenas um lado do tronco ou rosto.

    Além das bolhas e do mal-estar sistêmico, o quadro é marcado por uma forte sensibilidade local, sendo um desafio de saúde pública especialmente para quem possui o sistema imunológico debilitado.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Uso de IA por jovens para saúde mental pode levar a dependência e solidão

    Especialistas alertam para riscos ao lidar com situações reais de conflito; conheça os sinais de que a interação deixou de ser saudável.

    Saúde – Cada vez mais presentes no nosso dia a dia, as ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa — aquelas capazes de gerar conteúdos novos em texto, vídeo ou imagem — têm sido utilizadas para uma infinidade de propósitos, desde agilizar leituras acadêmicas até criar ilustrações. Contudo, o avanço dessa tecnologia também trouxe uma nova configuração para um problema de saúde pública global: a solidão. E isso é especialmente preocupante quando se trata de adolescentes.

    Um estudo publicado no final de 2025 no periódico BMJ aponta que plataformas de IA como ChatGPT, Claude e Gemini têm sido cada vez mais usadas como confidentes, funcionando como um “porto seguro” emocional para muitos usuários, especialmente os jovens. Segundo a pesquisa, um terço dos adolescentes usa IA para interação social, e um em cada dez relatou que as conversas com o chatbot são mais satisfatórias do que as com humanos.

    Existe a preocupação de que eles desenvolvam uma dependência emocional e passem a ver a IA como um “amigo”. Contudo, embora pareçam conscientes, esses sistemas carecem de capacidade real de empatia, cuidado e sintonia relacional humana. Portanto, se de um lado há uma certa democratização do cuidado em saúde mental por pessoas com dificuldade de acesso a serviços de saúde, do outro existe o potencial de agravamento do isolamento social. “Estamos o tempo todo com a possibilidade de nos conectar, só que essas conexões, inclusive com outros seres humanos via digital, muitas vezes são mais superficiais”, observa o médico psiquiatra Daniel de Paula Oliva, do Espaço Einstein Bem-estar e Saúde Mental, do Einstein Hospital Israelita.

    No Brasil, essa realidade pode ser ainda mais preocupante diante da falta de acesso a serviços de saúde mental. De acordo com uma pesquisa realizada pela Cisco, líder mundial em redes de segurança, em parceria com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é o segundo país que mais usa IA generativa (51,6%), atrás apenas da Índia (66,4%). O levantamento ouviu mais de 14 mil pessoas de 14 países, sendo mais de mil brasileiros.

    De ponte a barreira

    O artigo do BMJ aponta que, embora a IA possa ajudar a reduzir sintomas de ansiedade e depressão em contextos controlados, seu uso pode levar a “relacionamentos quase-pessoais”, conforme escrevem os autores Susan C. Shelmerdine e Matthew M. Nour, médicos vinculados a instituições de saúde e pesquisa no Reino Unido. Isso ocorre porque a fluência da tecnologia induz o cérebro a humanizá-la.

    O impacto em longo prazo no desenvolvimento dos jovens ainda é desconhecido, mas a publicação também alerta para um perigo específico: as IAs oferecem paciência infinita e dificilmente apresentam narrativas contrárias e desafiadoras, o que pode criar uma geração que não sabe lidar com conflitos naturais de interações humanas reais. “Com a inteligência artificial, muitas vezes, nem encontramos frustração. Ela vai alimentando os nossos desejos e tirando nossa capacidade de entender o outro, de se entender, de buscar algo em consonância ou de se afastar da pessoa, de construir outros laços, de ceder, exigir e aprender que esse é um ritmo da vida”, avalia o psiquiatra do Einstein.

    A IA pode ser positiva se funcionar como um caminho para o cuidado real. “Ela tem o potencial de identificar sinais de que o indivíduo está em sofrimento psíquico e de ser uma ponte, como até o próprio artigo traz, para um cuidado efetivo, um convite para a pessoa repensar o tipo de relação com a máquina e com os seres humanos em volta dela, e buscar um cuidado de saúde mental”, analisa Oliva.

    Daí por que debates sobre regulação e fortalecimento de redes de apoio presenciais são tão necessários. “Ofertar mais cuidados em saúde mental e grupos de troca dentro das comunidades pode ser um passo que ajude a trabalhar essa questão da solidão”, sugere o médico. A recomendação para familiares e profissionais de saúde é observar se o uso da tecnologia está gerando alienação, ou seja, se a interação com a máquina está substituindo o contato humano a ponto de o indivíduo perder as ferramentas de convívio social. Essa pode ser a hora de buscar ajuda profissional.

    Sinais de alerta e dependência

    A transição do uso recreativo das inteligências artificiais para um padrão problemático pode ser marcada por sintomas semelhantes aos de outras dependências químicas ou comportamentais. Confira alguns dos principais sinais de alerta:

    Abstinência digital: sentir ansiedade ao ficar longe de conexões de internet ou do chatbot;

    Abandono da rotina: deixar de praticar atividades físicas, trabalhar ou estudar para manter a interação virtual;

    Perda de funcionalidade social: dificuldade em lidar com as frustrações do dia a dia e com as complexidades de um relacionamento humano real, em que há divergências e necessidade de ceder;

    Dificuldade para dormir ou “trocar o dia pela noite”;

    Sentimentos como tristeza profunda ou isolamento total.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Marcapasso no cérebro: reprogramação que alivia tremores e devolve autonomia

    Tecnologia da neurocirurgia ajuda a controlar sintomas resistentes e melhora a vida de pacientes selecionados com rigor.

    Saúde – A estimulação cerebral profunda, conhecida pela sigla DBS (do inglês Deep Brain Stimulation), representa um dos maiores avanços da neurocirurgia funcional nas últimas décadas. Indicada para pacientes que não respondem adequadamente ao tratamento medicamentoso, a técnica consiste na implantação de eletrodos em áreas específicas do cérebro, capazes de modular circuitos neuronais responsáveis por sintomas motores e neurológicos incapacitantes. Mais do que “estimular”, o objetivo é reorganizar o funcionamento cerebral e devolver autonomia ao paciente.

    Como funciona a estimulação cerebral profunda

    O procedimento envolve a implantação de eletrodos finos em regiões profundas do cérebro, previamente mapeadas por exames de imagem e testes neurofisiológicos. Esses eletrodos são conectados a um gerador de impulsos, semelhante a um marca-passo, implantado sob a pele, geralmente na região do tórax.

    Os impulsos elétricos emitidos modulam a atividade dos circuitos cerebrais alterados pela doença. Diferentemente de cirurgias ablativas do passado, a DBS não destrói tecido cerebral e pode ser ajustada ao longo do tempo, de acordo com a resposta clínica do paciente. Esse caráter ajustável e reversível é uma das grandes vantagens da técnica.

    Principais indicações e benefícios clínicos

    A indicação mais conhecida da estimulação cerebral profunda é o tratamento da doença de Parkinson em estágios moderados a avançados, especialmente quando há flutuações motoras importantes, tremores resistentes e efeitos colaterais dos medicamentos. A DBS também é utilizada em casos de tremor essencial e distonias, com resultados expressivos na redução dos sintomas.

    Em pacientes bem selecionados, a técnica pode reduzir significativamente a rigidez, os tremores e a lentidão dos movimentos, permitindo reduzir as doses de medicamentos e melhorar a qualidade de vida. Estudos mais recentes também investigam seu uso em epilepsia refratária, transtorno obsessivo-compulsivo e depressão resistente, sempre em contextos altamente controlados.

    Quem pode se beneficiar e quais são os cuidados

    A estimulação cerebral profunda não é indicada para todos os pacientes. A seleção criteriosa é fundamental e envolve avaliação neurológica detalhada, exames de imagem, testes neuropsicológicos e discussão multidisciplinar. Idade, tempo de doença, resposta prévia aos medicamentos e estado cognitivo são fatores determinantes para a indicação.

    O procedimento cirúrgico é considerado seguro quando realizado em centros especializados, mas, como qualquer cirurgia cerebral, envolve riscos que devem ser discutidos com clareza. Após a implantação, o acompanhamento contínuo é essencial para ajustar os parâmetros do dispositivo e otimizar os resultados. O sucesso da DBS depende tanto da cirurgia quanto do seguimento a longo prazo.

    A estimulação cerebral profunda não cura doenças neurológicas, mas pode transformar a forma como elas impactam a vida do paciente. Ao modular circuitos cerebrais específicos, a neurocirurgia funcional abre caminho para tratamentos mais precisos, personalizados e eficazes. Para quem convive com sintomas incapacitantes apesar do tratamento clínico, a DBS pode representar a possibilidade real de retomar autonomia, movimento e qualidade de vida.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Terapia com luz ganha espaço na medicina e mostra resultados no alívio da dor e da inflamação

    Fotobiomodulação utiliza luz vermelha e infravermelha para estimular processos celulares, acelerar a recuperação dos tecidos e complementar tratamentos convencionais.

    Saúde – A terapia com luz, conhecida cientificamente como fotobiomodulação (PBM), tem se destacado como uma alternativa terapêutica segura e baseada em evidências para o alívio da dor e o controle da inflamação. Diferente de abordagens invasivas ou do uso contínuo de medicamentos, o método utiliza comprimentos de onda específicos da luz vermelha e infravermelha para estimular processos biológicos naturais do organismo, favorecendo a recuperação dos tecidos e a redução dos sintomas.

    O efeito da fotobiomodulação começa em nível celular. Quando a luz atinge o tecido, ela é absorvida principalmente pelas mitocôndrias, estruturas responsáveis pela produção de energia. Essa estimulação aumenta a síntese de ATP, essencial para o funcionamento e a reparação das células. Com maior disponibilidade energética, o organismo consegue acelerar processos de cicatrização, regeneração e equilíbrio metabólico, sem causar aquecimento ou danos às estruturas tratadas.

    Além do estímulo energético, a terapia com luz apresenta efeito anti-inflamatório comprovado. Pesquisas indicam que a técnica contribui para a redução de mediadores inflamatórios e para o aumento de substâncias que ajudam a regular a resposta inflamatória. Esse mecanismo é especialmente relevante em quadros de inflamação persistente, frequentemente associados à dor crônica, lesões musculares, articulares e condições degenerativas.

    No controle da dor, os benefícios vão além da diminuição da inflamação. A fotobiomodulação pode reduzir a sensibilidade das terminações nervosas, melhorar a circulação local e favorecer a oxigenação dos tecidos, fatores que contribuem para o alívio da dor e para a recuperação funcional. Por isso, o método tem sido amplamente utilizado como complemento em fisioterapia, reabilitação esportiva, odontologia, ortopedia e outras áreas da saúde.

    Especialistas alertam, no entanto, que os resultados dependem diretamente da aplicação correta. Parâmetros como comprimento de onda, intensidade, tempo de exposição e frequência das sessões devem seguir protocolos específicos e individualizados. O uso sem orientação profissional ou sem critérios técnicos pode comprometer a eficácia do tratamento.

    Com o avanço das pesquisas e a ampliação do conhecimento científico sobre seus mecanismos de ação, a fotobiomodulação vem se consolidando como uma ferramenta importante na medicina moderna. Quando bem indicada, a terapia com luz se mostra uma aliada no manejo da dor e da inflamação, oferecendo uma opção não invasiva, segura e eficaz para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

  • Síndrome de Batten: criança de 4 anos é diagnosticada com doença raríssima e sem cura

    A condição de saúde não possui cura e provoca perda progressiva das funções motoras e cognitivas.

    Saúde – O menino Caio, de 4 anos, foi diagnosticado com a Síndrome de Batten variante CLN7, uma condição genética degenerativa ultrarrara. A doença, que não possui cura, provoca perda progressiva das funções motoras e cognitivas. No Brasil, a doença é extremamente rara e apenas seis pessoas convivem com a condição de saúde.

    Segundo o relato dos pais do menino, Rose Barbosa e Thiago dos Reis, a jornada até o diagnóstico correto foi longa. A criança chegou a passar por uma suspeita de hidrocefalia, mas a condição verdadeira foi descoberta há três meses.

    Vale destacar que a síndrome não tem cura. Atualmente, o único tratamento disponível é um procedimento experimental nos Estados Unidos que custa cerca de R$ 2 milhões.

    O objetivo deste tratamento é inserir um novo gene no organismo do paciente com a síndrome de Batten variante CLN7, para retardar o avanço dos sintomas devastadores da doença.

    Agora, a família tenta arrecadar fundos necessários para o tratamento vital. Enquanto isso, eles administram os desafios diários. Caio faz uso de medicamentos que ajudam a reduzir as convulsões e preservar as habilidades atuais pelo maior período possível.


    Fonte e Foto: Léo Dias

  • Joelho gasto? Veja causas, sintomas e tratamentos que funcionam

    Problemas no joelho podem aparecer em diferentes idades. Entenda os sinais e conheça opções que ajudam a reduzir a dor e melhorar a mobilidade.

    Saúde – Por que nossos joelhos se desgastam?

    O desgaste nos joelhos, também chamado de artrose ou osteoartrite, é uma doença degenerativa em que a cartilagem, que é a estrutura que reveste os ossos, se desgasta ao longo do tempo. As principais causas são o envelhecimento, em que a cartilagem perde a capacidade de se regenerar, e a predisposição genética familiar. Pessoas com predisposição genética para o desgaste precoce e que fazem uso excessivo do joelho, com exercícios repetitivos e impactos, estão mais sujeitas. Além disso, pessoas com sobrepeso ou que sofreram lesões anteriores nos meniscos ou ligamentos também estão mais sujeitas ao aparecimento do desgaste.

    Sinais e sintomas

    Os sinais e sintomas do desgaste são dor, inchaço e deformidade, que vão aumentando com o tempo, podendo levar à dificuldade de caminhar e de dobrar o joelho. O desgaste acomete as pessoas em várias idades e em graus diferentes.

    Opções de tratamento

    O desgaste ainda não tem cura, mas existe tratamento eficaz para aliviar a dor, reduzir a inflamação e melhorar a função do joelho. Dependendo do grau do desgaste e da idade do paciente, existem vários tratamentos que podem ser instituídos. Nos casos mais leves, exercícios de fortalecimento e alongamento muscular, associados à perda de peso e, eventualmente, a analgésicos, podem ser suficientes. Nos casos moderados, o uso de infiltrações com ácido hialurônico, PRP (plasma rico em plaquetas) ou células derivadas da gordura pode ajudar a combater o processo inflamatório, melhorar a dor e retardar o desgaste. Nos casos mais avançados, o bloqueio dos nervos ao redor do joelho pode ajudar a aliviar a dor por alguns meses, ou uma cirurgia com a colocação de uma prótese pode ser realizada, melhorando a qualidade de vida por anos.



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Henri Castelli no BBB 26: é normal ter crises convulsivas repetidamente?

    Ator sofreu duas crises de convulsão na quarta-feira (14) dentro da casa do reality.

    Saúde – O ator Henri Castelli, 47, teve uma convulsão durante a primeira Prova do Líder do BBB 26 na manhã da quarta-feira (14). Ele passou mal após 10 horas de resistência e recebeu atendimento médico em um hospital. No período da tarde, ele voltou para o confinamento, mas teve um segundo quadro convulsivo.

    O funcionamento normal do cérebro requer uma descarga ordenada e coordenada dos impulsos elétricos, que possibilitam a comunicação cerebral com a medula espinhal, nervos, músculos e comunicações dentro do próprio cérebro. As convulsões acontecem quando essa atividade cerebral é interrompida. De acordo com o Manual MSD, cerca de 2% dos adultos têm uma convulsão em algum momento da vida.

    Existem dois tipos de convulsões:

    Epilépticas: não possuem um gatilho aparente e ocorrem duas ou mais vezes, sendo consideradas crises epilépticas ou epilepsia quando se tornam frequentes e estão associadas a distúrbios cerebrais, como AVC ou tumores;

    Não epilépticas: costumam ser desencadeadas por uma doença reversível ou quadro clínico temporário que irrita o cérebro, como infecção, traumatismo craniano ou reação a um medicamento. Em crianças, a febre pode desencadear uma crise não epiléptica, chamada convulsão febril.

    De acordo com Liz Rebouças, neurologista da UPA Vila Santa Catarina, unidade pública gerenciada pelo Einstein Hospital Israelita, não é comum ter crises convulsivas repetidas. “Isso acende um alerta para investigarmos um pouco mais”, afirma a especialista.

    “Se pensamos que esse paciente, por exemplo, estava em um jejum prolongado, teve uma crise convulsiva, corrigimos esse jejum e, mesmo assim, esse paciente volta a ter crise convulsiva, precisamos pensar em uma outra possibilidade diagnóstica, outra causa dessa crise convulsiva”, explica.

    O que causa convulsões?

    Segundo Carla Guariglia, neurologista do Hospital Samaritano Higienópolis, uma crise convulsiva pode acontecer em diferentes situações.

    “Ela pode ser manifestação de um sangramento no cérebro, de um tumor cerebral ou de doenças infecciosas, como a neurocisticercose. Também existem situações transitórias que afetam o cérebro. Um exemplo é a desidratação extrema. Quando o paciente perde muito líquido, ele perde também eletrólitos, como sódio e potássio, que são fundamentais para o funcionamento do cérebro”, explica.

    Situações extremas de calor, exercício físico intenso e sudorese excessiva também podem desencadear crises convulsivas, segundo a especialista.

    “Existe ainda a epilepsia, que é uma doença neurológica específica, muitas vezes com componente genético ou hereditário, e que se manifesta por crises convulsivas recorrentes”, explica.

    Ainda de acordo com o Manual MSD, pessoas com transtorno convulsivo estão mais propensas a ter uma convulsão quando:

    Ficam sob excesso de estresse físico ou emocional;

    Ficam embriagadas ou privadas de sono;

    Param repentinamente de beber ou usar sedativos.

    Com menos frequência, as convulsões são desencadeadas por sons repetitivos, luzes pulsáteis, jogos em vídeo ou até pelo toque em certas áreas do corpo. Em tais casos, a doença é denominada epilepsia reflexa.


    Fonte e Foto: CNN Brasil