Categoria: Política

  • Deputado propõe barrar verba cultural para promoção política após escola anunciar homenagem a Lula no Carnaval

    Projeto “Cultura Sem Partido” quer proibir uso de recursos estaduais para enaltecer agentes públicos ou partidos.

    Política – O anúncio do enredo da escola de samba Acadêmicos de Niterói para o Carnaval de 2026 provocou reação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O deputado estadual Thiago Gagliasso (PL) apresentou um projeto de lei que proíbe a utilização de recursos públicos estaduais destinados à cultura para promoção político-partidária.

    A proposta, batizada de “Cultura Sem Partido”, foi protocolada após a escola divulgar que levará para a avenida o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como o desfile ocorrerá em ano eleitoral, parlamentares da oposição passaram a questionar a possibilidade de uso político de manifestações culturais que recebam, ainda que indiretamente, verbas públicas.

    O que prevê o projeto

    O texto estabelece a vedação expressa ao financiamento, com dinheiro público estadual, de iniciativas culturais que promovam, enalteçam ou favoreçam a imagem de agentes políticos com mandato, ocupantes de cargos públicos ou pré-candidatos.

    De acordo com a proposta, será considerada promoção político-partidária qualquer ação cultural custeada com recursos do Estado que gere exaltação ou favorecimento de figuras públicas ou partidos. O projeto também define como “vantagem política indevida” a utilização de manifestações culturais tradicionais para produzir benefício ou prejuízo político direcionado.

    Caso a medida seja aprovada e descumprida, as penalidades previstas incluem:

    Suspensão imediata do repasse de verbas;

    Devolução integral dos valores recebidos;

    Aplicação de multa administrativa;

    Proibição de acesso a novos recursos estaduais de cultura por até cinco anos.


    Debate sobre liberdade artística

    Ao defender a iniciativa, Gagliasso afirmou que o objetivo não é limitar a expressão cultural, mas impedir o que considera uso político de recursos públicos.

    “O artista pode se expressar como quiser. O que não pode é usar dinheiro público do Estado para promover agente político ou partido. Cultura não pode virar palanque financiado pelo contribuinte”, declarou o parlamentar.

    O tema deve gerar debate entre governistas e oposição, especialmente quanto aos limites entre liberdade artística, tradição carnavalesca e uso de recursos públicos.

    Próximos passos

    O projeto agora segue para análise nas comissões temáticas da Alerj. Após essa etapa, poderá ser encaminhado ao plenário para votação. A discussão promete mobilizar o meio cultural e o cenário político fluminense, principalmente diante da proximidade do calendário eleitoral de 2026.

  • Extradição de Zambelli: audiência em Corte da Itália deve continuar na 5ª feira

    Caso retorne ao Brasil, a ex-deputada federal ficará custodiada na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como ‘Colmeia’.

    Política – A audiência na Corte de Apelação de Roma, na Itália, sobre o pedido da Justiça brasileira para que a ex-deputada Carla Zambelli seja extraditada começou na quarta-feira (10). Após suspensão, o julgamento deve continuar na quinta-feira (12).

    A primeira decisão da Corte italiana sobre o pedido de extradição sairá dessa primeira audiência. Após a determinação, a defesa de Zambelli e a Justiça brasileira poderão recorrer, em até 15 dias, junto à Corte de Cassação. O processo será concluído pelo Ministério de Justiça da Itália.

    Na terça-feira (10), o pedido feito pela defesa de Zambelli para troca de juízes foi negado. Os advogados da ex-deputada federal disseram haver falta de imparcialidade dos três magistrados que compõem o colegiado responsável por julgar o pedido de extradição. Para os defensores, em razão das decisões proferidas ao longo do processo, o posicionamento é favorável à solicitação da Justiça brasileira contra a ex-parlamentar.

    A audiência de Zambelli foi adiada quatro vezes. A última remarcação, em 20 de janeiro, foi por determinação da Corte de Apelação de Roma, que não conseguiu tempo suficiente para analisar as informações enviadas pelo governo brasileiro em relação ao lugar onde a ex-deputada federal ficará detida em caso de retorno ao Brasil. Em caso de extradição, a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como “Colmeia”, custodiará a ex-parlamentar.

    Desde julho de 2025, Carla Zambelli está presa preventivamente na Penitenciária de Rebibbia, em Roma, na Itália. Em 2025, a ex-deputada foi sentenciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dois processos.

    Relembre as condenações de Zambelli

    Em maio de 2025, a Primeira Turma do STF condenou Carla Zambelli a 10 anos de prisão em regime inicialmente fechado por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No mesmo mês, a ex-deputada federal deixou o Brasil. De Buenos Aires, na Argentina, ela viajou para Flórida, nos Estados Unidos. Em junho, foi para a Itália, onde acreditava estar protegida em razão de sua cidadania italiana. No entanto, no mesmo dia de sua chegada ao país, a ex-parlamentar foi incluída na lista de difusão da Interpol.

    Em agosto, o STF sentenciou Zambelli a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A condenação foi em razão do episódio no qual a ex-deputada federal perseguiu um homem a mão armada por ruas de São Paulo, às vésperas das eleições de 2022.

    O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou, em dezembro, a revogação da decisão da Câmara dos Deputados em manter o mandato de Carla Zambelli. Dias depois, a ex-deputada federal renunciou ao cargo.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Janja chamou atenção de Lula durante evento; veja o que ela disse

    Primeira-dama fez adendo ao presidente após demonstrar tom de preocupação.

    Política – Um vídeo que viraliza nas redes sociais esta semana mostra o momento em que a primeira-dama Janja chama a atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um evento comemorativo pelos 46 anos de fundação do Partido dos Trabalhadores, no último sábado (07), em Salvador, na Bahia.

    Apesar das especulações de que a primeira-dama estaria reclamando da atitude do petista, de tirar foto com uma mulher que se aproximou, a interação parece ter sido em tom de preocupação, tendo em vista o procedimento cirúrgico recente que o presidente fez.

    O influenciador Velloso publicou um vídeo onde faz a leitura labial da situação, e mostra a primeira-dama fazendo o adendo ao chefe do Executivo.

    Janja chamou a atenção de Lula

    A gravação mostra o momento em que a mulher, identificada como Manuella Tyler, se aproxima do presidente e faz o pedido para tirar uma foto com ele, que aceita fazer o registro. “Mas não pode tirar por causa da cirurgia”, diz Janja, enquanto Lula continua acatando o pedido da apoiadora.

    Em seguida, a primeira-dama volta a fazer o alerta ao marido. “Não pode, não pode tirar por causa do seu olho, você sabe que é por causa do seu olho”, diz ela.



    Cirurgia no olho

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou por uma cirurgia de catarata no olho esquerdo no dia 30 de janeiro. O procedimento, realizado é considerado de baixa complexidade e rápida execução. Lula recebeu alta hospitalar no mesmo dia, após o procedimento ocorrer sem qualquer intercorrência.

    O procedimento consiste na substituição do cristalino (a lente natural do olho que se torna opaca com a idade) por uma lente intraocular artificial. Por ser uma intervenção minimamente invasiva, a recuperação costuma ser ágil, exigindo apenas cuidados básicos com exposição e esforço físico nos primeiros dias.



    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Câmara aprova projeto de lei que cria a Universidade Federal do Esporte

    Proposta, de iniciativa do governo federal, agora segue para análise do Senado.

    Política – A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (10) o projeto de lei que cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), com sede em Brasília, para atuar na área do conhecimento relativa à ciência do esporte. A proposta será enviada ao Senado.

    O Projeto de Lei 6133/25 foi uma iniciativa do governo federal, apresentada no fim do ano passado. Na mesma época, o governo também anunciou a criação da Universidade Federal Indígena (Unind), cujo projeto segue em tramitação.

    O texto aprovado em plenário é um substitutivo do relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). Ele retirou do texto expressões como misoginia, racismo e gênero no trecho sobre as finalidades da nova universidade ligadas ao enfrentamento dessas questões no esporte.

    Pela proposta, fica permitida a abertura futura de campi em outros estados.

    O estatuto da nova autarquia definirá sua estrutura organizacional e forma de funcionamento, observado o princípio de não separação das atividades de ensino, pesquisa e extensão. A instituição poderá utilizar formas alternativas de ingresso, estratégias de atendimento e fomento, respeitadas as normas de inclusão e de cotas.

    “A criação da UFEsporte se justifica pelo fato de o Brasil carecer de profissionais qualificados nas áreas de gestão, ciência do esporte e políticas públicas, situação que contrasta com a reconhecida capacidade do país em descobrir grandes talentos esportivos”, destacou o relator, ao ler seu voto em plenário.

    Além de outros bens, legados e direitos doados, a UFEsporte contará com bens móveis e imóveis da União que o projeto permite doar para a instituição começar a funcionar administrativamente. A autarquia contará ainda com receitas eventuais, a título de remuneração por serviços prestados compatíveis com sua finalidade; e de convênios, acordos e contratos celebrados com entidades e organismos nacionais e internacionais.

    Parte da receita de apostas em bets também poderá ser direcionada pelo Ministério do Esporte.

    Segundo o que prevê o projeto, caberá ao governo federal nomear o reitor e o vice-reitor com mandato temporário até que a universidade seja organizada na forma de seu estatuto. Caberá ao reitor temporário estabelecer as condições para a escolha do reitor de acordo com a legislação.

    Dentro de 180 dias da nomeação do reitor e vice-reitor temporários, a instituição enviará ao Ministério da Educação propostas de estatuto e regimento geral.

    “A oferta pública e gratuita de cursos de tecnólogos, graduação e pós-graduação, com abrangência em todas as regiões do país, enfocando a qualidade da formação de novos profissionais e assegurando condições de acesso e permanência a atletas estudantes, parece-nos bastante positiva e tende a suprir uma carência histórica dos profissionais do setor”, continuou o deputado Julio César Ribeiro, em seu voto.

    Concurso público

    Após autorização de lei orçamentária, a instituição poderá organizar concurso público de provas e de títulos para o ingresso na carreira de professor do magistério superior e na carreira de técnico-administrativo.

    Para o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), a criação da universidade é muito mais uma demanda da sociedade do que iniciativa do governo.

    “Isso vem sendo discutido há muito tempo. Todos os esportistas brasileiros pedem que essa universidade exista, inclusive como formadora de atletas e de diretrizes para o esporte brasileiro nas suas variadas modalidades”, disse.

    Contrário à proposta, o deputado Alberto Fraga (PL-DF), vice-líder da oposição, afirmou que o projeto é “eleitoreiro e populista”.

    “O governo anuncia a criação sem colocar um centavo no Orçamento. É marketing puro, é uma promessa vazia que gera manchete hoje e será esquecida amanhã”, disse.

    A deputada Julia Zanatta (PL-SC) criticou o fato de o governo criar universidades sem conseguir manter as instituições de ensino já existentes.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Motta diz que Brasil está pronto para acabar com escala 6×1

    Após encaminhar a PEC à CCJ, o presidente da Câmara dos Deputados afirmou que mudar o atual modelo de jornada ‘é o certo a fazer’.

    Política – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o Brasil está pronto para discutir o fim da escala de trabalho 6×1.

    Nesta segunda-feira (9), ele encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças no atual modelo de jornada, considerado por críticos como excessivamente desgastante para os trabalhadores.

    “Vamos começar esta grande caminhada agora porque o Brasil precisa, porque o povo merece, porque é o certo a fazer”, declarou Motta ao defender o avanço da proposta no Congresso.

    A CCJ deve analisar duas PECs que tramitam apensadas sobre o tema: a PEC 8/25, de autoria da deputada Erika Hilton (Psol-SP), e a PEC 221/19, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). O colegiado será responsável por avaliar a admissibilidade constitucional dos textos. Caso sejam aprovados, os projetos seguem para análise de uma comissão especial.

    Segundo o presidente da Câmara, o debate já está atrasado e precisa avançar para garantir mais qualidade de vida à população. Para Motta, é necessário discutir soluções que permitam ao trabalhador “dispor de mais tempo, mais dignidade” em um modelo econômico que caminhe para o respeito ao ser humano e ao seu tempo de qualidade.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Cláudio Castro depõe na CPI do Crime Organizado na quarta-feira

    Governador do Rio de Janeiro falará sobre o enfrentamento a facções criminosas; semana também marca análise de requerimentos envolvendo o Banco Master e parentes de magistrados.

    Política – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado receberá, na quarta-feira (11), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), para prestar depoimento sobre a segurança pública no estado. Além da oitiva do governador, a agenda da comissão nesta semana inclui a votação de requerimentos para convocar familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) citados em investigações financeiras.

    A audiência com Cláudio Castro, remarcada após o governador cumprir agenda internacional, contará também com a presença do secretário de Segurança Pública do Rio, Victor dos Santos. A convocação atende a pedidos do relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

    O objetivo do depoimento é debater a experiência do Rio de Janeiro como base territorial de facções criminosas. Segundo o relator, a comissão busca aprofundar discussões sobre lavagem de dinheiro, dificuldades operacionais das polícias e a articulação entre os governos estaduais e federal no combate ao crime organizado.

    Banco Master

    Na terça-feira (10), dia anterior à oitiva de Castro, a comissão deve votar requerimentos que solicitam novos depoimentos e quebras de sigilo. Os pedidos, também de autoria de Alessandro Vieira, focam em transações ligadas ao Banco Master e envolvem:

    Viviane Barci: esposa do ministro Alexandre de Moraes (STF). O requerimento pede explicações sobre um contrato de honorários de R$ 129 milhões entre o banco e o escritório de advocacia Barci de Moraes, firmado dois meses antes da liquidação da instituição financeira;

    Irmãos de Dias Toffoli: José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli. O pedido cita a venda de participação societária em um resort para fundos ligados ao Banco Master e menciona a suposta existência de um cassino no local;

    Daniel Vorcaro: controlador do Banco Master;

    A comissão também analisará pedidos de Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) ao Coaf sobre as movimentações financeiras dos citados e da empresa Lex Instituto de Estudos Jurídicos.



    Fonte e Foto: Estadão

  • Laudo da PF descarta transferência e afirma que Bolsonaro pode seguir preso na Papudinha

    Relatório aponta quadro clínico estável; Moraes abre prazo de cinco dias para defesa e PGR se manifestarem.

    Política – Um laudo elaborado pela Polícia Federal (PF) concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não precisa ser transferido da chamada “Papudinha”, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O documento, divulgado nesta sexta-feira (6) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirma que o estado de saúde do ex-mandatário é estável e pode ser tratado no local onde ele se encontra atualmente.

    A perícia foi determinada por Moraes após a transferência de Bolsonaro da Superintendência Regional da Polícia Federal para a Sala de Estado Maior instalada no 19º Batalhão da Polícia Militar, dentro do complexo prisional. Com a divulgação do laudo, o ministro retirou o sigilo do documento e concedeu prazo de cinco dias para que a defesa do ex-presidente e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem.

    Defesa voltou a pedir prisão domiciliar

    Na última quarta-feira (4), os advogados de Bolsonaro reiteraram o pedido de prisão domiciliar, alegando agravamento do quadro de saúde. No requerimento, a defesa afirmou que o ex-presidente teria apresentado episódios de vômito e crises intensas de soluços nos últimos dias.

    Apesar disso, os peritos da Polícia Federal avaliaram que, embora Bolsonaro, de 70 anos, possua diversas comorbidades — como hipertensão, obesidade, apneia do sono, artérias obstruídas e refluxo gastroesofágico — todas as condições estão sob controle clínico, com uso regular de medicamentos e equipamentos médicos, como o CPAP.

    Laudo descarta diagnósticos mais graves

    O relatório também refuta hipóteses levantadas por médicos ligados à defesa. Segundo a PF, não foram encontrados indícios de pneumonia bacteriana, anemia por deficiência de ferro, depressão ou sarcopenia, condição caracterizada pela perda significativa de massa muscular.

    Com base nessas conclusões, os peritos descartaram a necessidade de transferência para hospital penitenciário ou concessão de prisão domiciliar neste momento.

    Recomendações e condições da cela

    Embora tenha negado a remoção, o laudo recomenda melhorias estruturais no espaço onde Bolsonaro está custodiado, como a instalação de barras de apoio em banheiros e corredores, campainhas de emergência e acompanhamento fisioterapêutico contínuo, com o objetivo de prevenir quedas e outros incidentes.

    Atualmente, Bolsonaro ocupa uma Sala de Estado Maior com 38,5 metros quadrados, equipada com quarto, banheiro privativo, copa, ar-condicionado e acesso a uma área externa para banho de sol. O local atende a critérios diferenciados previstos em lei para autoridades que exercem ou exerceram cargos de alta relevância institucional.

    Com o prazo aberto por Moraes, caberá agora à defesa e à PGR se posicionarem oficialmente antes de uma nova decisão do STF sobre a situação do ex-presidente.

  • PGR envia ao STF parecer favorável à pejotização do trabalho

    Para Paulo Gonet, competência para analisar contratos é da Justiça comum.

    Política – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável à pejotização das relações de trabalho.

    Gonet também se manifestou na última quarta-feira (4) a favor da competência da Justiça comum para analisar a validade de contratos entre prestadores de serviços e as empresas, ou seja, avaliar se houve fraude para evitar o pagamento de direitos. Atualmente, as ações que contestam fraudes na contratação por pejotização seguem direto para a Justiça trabalhista.

    A manifestação foi motivada pelo processo no qual a Corte vai decidir sobre a legalidade da pejotização, termo usado para caracterizar contratações de trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) pelas empresas, em vez de assinar a carteira de trabalho. A forma de contratação é vista como fraude para evitar o pagamento de direitos trabalhistas.

    Segundo Gonet, o STF já validou a pejotização e entendeu que esse tipo de contratação, por si só, não constitui fraude trabalhista.

    Ao se manifestar sobre a competência para julgar a validade dos contratos, o procurador-geral defendeu que a Justiça do Trabalho deve ser acionada somente se o contrato for anulado pela Justiça comum.

    “O parecer é pelo reconhecimento da constitucionalidade da contratação por formas alternativas distintas da tradicional relação de emprego, bem como da competência da Justiça comum para decidir sobre a existência, a validade e a eficácia de contratos civis/comerciais de prestação de serviços”, afirmou Gonet.

    No ano passado, o ministro Gilmar Mendes, relator, suspendeu todas as ações sobre o tema que estão em tramitação no país.

    Os processos só voltarão a tramitar após a decisão da Corte sobre a legalidade da pejotização. A data do julgamento ainda não foi definida.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Kim Kataguiri detona escolha de Flávio Bolsonaro: ‘entrega a eleição de bandeja para a esquerda’

    Ao repórter Lucas Tadeu, deputado afirma que Tarcísio de Freitas não tem autonomia e “apanha dos filhos de Bolsonaro”.

    Política – O deputado federal Kim Kataguiri (MISSÃO) criticou duramente a oficialização de Flávio Bolsonaro como herdeiro político do clã. Em entrevista exclusiva ao repórter Lucas Tadeu, Kim afirmou que a direita está cometendo um erro estratégico que pode pavimentar a permanência do PT no poder por mais quatro anos.

    Para o parlamentar, o senador Flávio Bolsonaro carrega um desgaste jurídico e político que contamina qualquer debate de renovação. Kim argumenta que a escolha ignora as necessidades reais do país em troca de uma proteção familiar que já se provou ineficiente para a direita.

    “Manter o sobrenome Bolsonaro na urna hoje é entregar a eleição de bandeja para a esquerda. Flávio Bolsonaro carrega um histórico tão pesado que obrigou o governo inteiro a trabalhar para blindá-lo da prisão. Esse é o nome que vai liderar uma renovação nacional?”

    Kim também direcionou sua artilharia ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Embora Tarcísio seja visto por muitos como o “plano B” ideal, o deputado do partido Missão enxerga um gestor submisso, incapaz de tomar decisões sem o aval da família Bolsonaro, o que o tornaria um presidente fraco.

    “Tarcísio mostra sinais cada vez mais claros de que não tem autonomia política. Ele não enfrenta nem 10% das decisões da família Bolsonaro, apanha mais do Eduardo e do Carlos do que do próprio Lula e só se move com autorização.”

    O deputado encerrou pontuando que o Brasil não precisa de nomes tutelados, mas de lideranças com coragem para enfrentar corporações e cortar privilégios da elite do funcionalismo. Para ele, sem independência para mexer em gastos intocáveis, qualquer governo de direita será apenas uma extensão do atual sistema.


    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • CPMI do INSS pode votar quebras de sigilo bancário e fiscal relacionados ao Master

    Medida integra a investigação sobre possíveis irregularidades na concessão de crédito consignado a aposentados e pensionistas.

    Política – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deve votar nesta quinta-feira (5) uma série de requerimentos, entre eles pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal relacionados ao Banco Master.

    Os pedidos de quebra de sigilo foram apresentados pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e deputados da bancada do Novo. Os parlamentares solicitam informações sobre contas, investimentos, bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras pelo Banco Master. A medida integra a investigação sobre possíveis irregularidades na concessão de crédito consignado a aposentados e pensionistas.

    Segundo integrantes da CPMI, mais de 250 mil contratos de empréstimos consignados vinculados ao banco apresentam indícios de irregularidades, incluindo casos suspeitos de contratação sem autorização dos beneficiários.

    Voos e passageiros

    A comissão também deve analisar requerimento da deputada Coronel Fernanda (PL-MT) que solicita à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informações sobre histórico de voos e passageiros de aeronaves registradas em nome da empresa Viking Participações Ltda., ligada ao empresário Daniel Vorcaro. A justificativa é apurar possíveis conexões entre a atuação do Banco Master no mercado de consignados e eventuais desvios de recursos.

    Pedidos de prisão

    Entre as propostas em análise, há requerimentos que pedem a representação por prisão preventiva do ex-ministro do Trabalho e Previdência José Carlos Oliveira, investigado na Operação Sem Desconto. O deputado Rogério Correia (PT-MG) aponta risco de interferência nas investigações e possibilidade de fuga.

    Outro pedido se refere a medidas cautelares e prisão preventiva de investigados apontados como responsáveis por associações que teriam aplicado descontos indevidos em benefícios previdenciários, causando prejuízos estimados em cerca de R$ 714 milhões. Também há proposta de retenção de passaportes e proibição de saída do país de suspeitos. O grupo batizado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) como “golden boys” inclui Felipe Macedo Gomes, Américo Monte Júnior, Igor Dias Delecrode, Anderson Cordeiro de Vasconcelos e Marco Aurélio Gomes Júnior.

    Depoimento

    O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou o adiamento do depoimento de Daniel Vorcaro para o dia 26 de fevereiro, antes previsto para esta quinta (5). A decisão foi tomada após reunião com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator de processos envolvendo o Banco Master.

    Com a mudança na agenda, a CPMI ouve nesta quinta-feira apenas o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. Ele deve prestar esclarecimentos sobre os contratos de crédito consignado sob investigação e as medidas adotadas pelo instituto diante das suspeitas de fraude.

    A reunião será realizada às 9 horas, no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado Federal.


    Fonte e Foto: JP Notícias