Categoria: Política

  • Carlos diz que Jair Bolsonaro prepara lista de pré-candidatos em 2026

    Ex-vereador relatou visita ao pai na Papudinha e afirmou que ele projeta nomes para disputar eleições em outubro

    Política – O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) informou neste sábado (21) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preparando uma lista inicial de pré-candidatos aos cargos eleitorais deste ano.

    Em visita ao pai, que se encontra preso na Papudinha, uma ala do Complexo da Papuda, Carlos relatou um quadro instável de saúde e afirmou que, ainda assim, ele está elaborando uma lista de possíveis candidatos ao Senado e governos estaduais.

    “Meu pai, preso político, continua soluçando intensamente e, ontem, apresentou uma crise severa de vômitos ao longo da tarde. Ainda assim, pediu que eu informasse aos senhores que está confeccionando, inicialmente, uma lista de pré-candidatos ao Senado, aos governos estaduais e a outras participações políticas igualmente relevantes”, escreveu o ex-vereador no X.

    Carlos disse que teve uma “longa e atenta” conversa com o ex-mandatário e que pôde cumprimentar os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Ubiratan Sanderson (PL-RS), que também visitaram Bolsonaro nesta manhã.

    “Mesmo diante da evidente degradação de sua saúde, mantém-se focado, lúcido e construtivo. Tudo verdadeiramente impressionante, dada a força que demonstra em meio a tantas adversidades”, acrescentou.

    Fonte: CNN Brasil

  • Federação de esquerda aciona TSE contra Flávio, Zema e PL por suposta propaganda antecipada contra Lula

    PT, PCdoB e PV alegam uso de conteúdos falsos e estratégia eleitoral antecipada nas redes sociais.

    Política – A Federação Brasil da Esperança — formada por Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV) — protocolou ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o Partido Liberal (PL). As siglas acusam os representados de promover propaganda eleitoral antecipada e disseminar conteúdos considerados inverídicos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Segundo a federação, publicações feitas nas redes sociais teriam utilizado “conteúdos inverídicos e falsos que atacam de forma leviana a imagem” do presidente, com o objetivo de influenciar eleitores antes do período permitido pela legislação eleitoral.

    Vídeo com inteligência artificial e críticas ao governo

    Entre os materiais citados está um vídeo compartilhado por Flávio Bolsonaro que utiliza recursos de inteligência artificial para simular um desfile de escola de samba com imagens de Lula, da primeira-dama Janja, da ex-presidente Dilma Rousseff, além de outras figuras políticas nacionais e internacionais.

    A peça faz menções a temas como a liquidação do Banco Master, descontos indevidos no INSS e a situação dos Correios. Para a federação, o conteúdo teria caráter eleitoral e intenção de associar o presidente a escândalos financeiros de forma “inverídica e leviana”.

    Adesivos com “Flávio 2026”

    Em outra representação, PT, PCdoB e PV acusam Flávio Bolsonaro e o ex-ministro do Turismo Gilson Machado de propaganda antecipada pela distribuição de adesivos com a frase: “Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026”, acompanhada de imagens do senador e do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O deputado federal Lindbergh Farias também protocolou ação sobre o caso, citando um vídeo em que Gilson Machado aparece colando o adesivo em uma motocicleta.

    Gilson negou irregularidades e afirmou que todas as ações foram previamente avaliadas por equipe jurídica eleitoral. Segundo ele, as acusações seriam uma “cortina de fumaça”.

    Representação contra Zema e o PL

    A federação também pede punição ao PL e a Romeu Zema por vídeos publicados nas redes sociais. A assessoria do governador mineiro declarou que as publicações tiveram como objetivo “recordar passagens marcantes da carreira de Lula que foram esquecidas no desfile do Sambódromo”.

    “Lula acha normal que uma escola de samba use dinheiro público para fazer campanha a seu favor, mas fica nervoso quando alguém lembra sua verdadeira trajetória”, afirmou Zema.

    Até o momento, Flávio Bolsonaro e o PL não haviam se manifestado oficialmente.

    Disputa também envolve desfile da Acadêmicos de Niterói

    O embate ocorre em meio a outra frente jurídica envolvendo o desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que anunciou o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

    O PL e o Partido Missão também acionaram o TSE alegando propaganda antecipada na homenagem. Em resposta, o PT sustentou que o Sambódromo Marquês de Sapucaí é um espaço tradicional de manifestações artísticas e que a homenagem partiu exclusivamente da escola, sem interferência do partido ou do presidente.

    A legenda argumenta que a narrativa do desfile retrata a trajetória de vida de Lula e faz parte da liberdade de expressão artística, destacando que o Carnaval historicamente homenageia e satiriza figuras públicas de diferentes espectros políticos.

    Próximos passos

    As representações agora serão analisadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, que deverá avaliar se houve, de fato, propaganda antecipada ou abuso na divulgação dos conteúdos.

    O caso amplia a tensão política no cenário pré-eleitoral e antecipa disputas jurídicas que devem marcar o ambiente político até 2026.

  • TSE retomará julgamento que pode cassar mandato de Claúdio Castro

    O governador do Rio de Janeiro é acusado de abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022.

    Política – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para o dia 10 de março a retomada do julgamento do processo que pede a cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Claúdio Castro, por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022.

    Em novembro do ano passado, a ministra Maria Isabel Galotti, relatora do caso, votou pela cassação do governador, mas a análise do caso foi suspensa por um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira, que será o próximo a votar.

    O Ministério Público Eleitoral (MPE) e a coligação do ex-deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) pretendem reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que, em maio de 2024, absolveu Castro e outros acusados no processo que trata de supostas contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)

    O MPE afirmou que Castro obteve vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários, sem amparo legal, e na descentralização de projetos sociais para enviar recursos para entidades desvinculadas da administração pública do Rio.

    Segundo a acusação, a descentralização de recursos ocorreu para fomentar a contratação de 27.665 pessoas, totalizando gastos de R$ 248 milhões.

    Defesa

    Antes da suspensão do julgamento, o advogado Fernando Neves, representante de Castro, disse que o governador apenas sancionou uma lei da Assembleia Legislativa e um decreto para regulamentar a atuação da Ceperj e não pode ser responsabilizado por eventuais irregularidades.



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Auditor teria acessado dados de enteada de Gilmar ao buscar ex de amigo

    Política – O auditor da Receita Ricardo Mansano teria acessado dados sigilosos da enteada do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ao tentar encontrar informações sobre a ex-esposa de um amigo. O relato foi dado pelo presidente da Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal), Kleber Cabral, em entrevista.

    O auditor teria acessado o CPF da enteada de Gilmar, Maria Carolina Feitosa, filha da advogada Guiomar Feitosa. Ele disse que já prestou esses esclarecimentos à Receita.

    “Tinha sido um acesso que ele não devia ter feito. Ele mesmo acusou isso: ‘eu não devia ter feito, porque na verdade era uma questão que eu tentei achar uma pessoa que era ex-esposa de um amigo de longa data. Eu vi o mesmo sobrenome, a mesma cidade, achei que era a mesma pessoa e acabei usando o sistema da Receita para tentar tirar essa dúvida’”, disse Cabral.

    Mansano e outros três servidores da Receita foram alvos de mandados de busca e apreensão e medidas cautelares por suspeita de vazar dados fiscais sigilosos de ministros do STF, da PGR (Procuradoria-Geral da República) e de seus parentes.

    O presidente da Unafisco pondera, porém, que não há indícios de vazamento por parte do auditor.

    “O que nós temos até esse momento são indícios de acesso. De vazamento, pelo menos em relação ao auditor fiscal, absolutamente nenhum, porque não há notícia nenhuma de que a pessoa que ele acessou, que é uma enteada do ministro Gilmar, que tenha vazado qualquer informação sobre ela”, afirmou.

    A ação foi deflagrada no âmbito de uma investigação aberta dentro do inquérito das fake news. O ministro Alexandre de Moraes determinou ainda, atendendo solicitação da PGR, medidas cautelares, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país.

    O inquérito das fake news foi instaurado em 2019 pelo ministro Dias Toffoli, que à época presidia o STF, por iniciativa própria, sem que houvesse pedido da Polícia Federal e da PGR. Toffoli designou Alexandre de Moraes como relator da investigação.

    Moraes determinou em janeiro a abertura de uma nova investigação para apurar se o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e a Receita Federal quebraram de forma ilegal o sigilo fiscal de integrantes da Suprema Corte e seus familiares.

    Em nota após a operação dessa semana, o STF informou que investigações iniciais identificaram “diversos e múltiplos acessos ilegais” ao sistema da Secretaria da Receita para tentativa de coleta de dados sigilosos de autoridades. Também teria sido constatada a entrega dos dados a terceiros.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Brasil quer parceria com Índia para produção de remédios e vacinas

    Presidente Lula e comitiva estão em Nova Délhi.

    Política – O governo brasileiro manifestou, na quarta-feira (18), a intenção de estabelecer cooperação com a Índia para produção de medicamentos e vacinas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, integra a comitiva do presidente Lula que está em Nova Délhi para participar da cúpula sobre impacto da inteligência artificial.

    Segundo Padilha, conforme divulgou o governo, a proposta de parceria inclui instituições públicas e empresas dos dois países para produção de medicamentos oncológicos e também remédios para combater doenças tropicais.

    Sistemas públicos

    Em encontro com os ministros indianos Jagat Prakash Nadda (Saúde e Bem-Estar da Família) e Prataprao Jadhav (de Medicina Tradicional), Padilha apresentou também a intenção de ampliar as ações e trocas de experiências sobre o acesso gratuito da população aos serviços de saúde.

    “Brasil e Índia têm sistemas públicos robustos, forte capacidade científica e papel estratégico no Sul Global. Nossa cooperação em saúde pode ampliar o acesso da população a medicamentos, fortalecer a produção local e impulsionar a inovação”, afirmou o ministro brasileiro.

    Padilha convidou os indianos para integrar a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo. “Queremos que Índia e Brasil estejam na linha de frente de uma nova agenda internacional de saúde baseada em produção local, inovação e cooperação solidária”, ponderou.

    Inteligência artificial

    Outra discussão entre autoridades do Brasil e da Índia teve relação com a utilização de tecnologias digitais e inteligência artificial para organização dos sistemas públicos de saúde.

    Segundo Padilha, o intercâmbio em saúde digital pode colaborar com a modernização do SUS, ampliar o acesso e qualificar o cuidado à população.

    Uma outra proposta foi a implementação de uma biblioteca digital de medicina tradicional, reunindo evidências científicas, protocolos, estudos clínicos, registros históricos e boas práticas sobre práticas integrativas e complementares em saúde.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • De mensagens a resort: os vínculos que colocaram Dias Toffoli no centro do caso Banco Master

    Viagens, sociedade em empreendimento de luxo e conversas apreendidas pela PF ampliaram questionamentos e levaram ministro a deixar relatoria no STF.

    Política – O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, deixou a relatoria do caso envolvendo o Banco Master após uma série de revelações que levantaram questionamentos sobre sua atuação no processo. As conexões incluem mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, uma viagem internacional em jatinho particular e a ligação indireta com um resort que recebeu investimentos de fundos associados à instituição financeira.

    As revelações ampliaram a pressão política e jurídica sobre o magistrado, que nega qualquer irregularidade ou conflito de interesses.

    A relatoria e o sigilo

    Toffoli assumiu a relatoria do caso no STF em 28 de novembro, após sorteio interno. Relator é o ministro responsável por analisar o processo, tomar decisões preliminares e apresentar voto ao plenário.

    A condução passou a ser questionada quando o ministro determinou sigilo total sobre a investigação e ordenou que processos relacionados ao banco no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) fossem remetidos à Suprema Corte — medida considerada incomum por juristas.

    Viagem a Lima e advogado do banco

    Dias antes de impor o sigilo, Toffoli viajou para Lima, no Peru, para assistir à final da Libertadores. Ele utilizou um jatinho particular acompanhado do advogado Augusto Arruda Botelho, defensor de um ex-diretor do Banco Master.

    A viagem passou a ser citada por críticos como um elemento que poderia gerar questionamentos sobre a imparcialidade na condução do caso.

    Acareação entre banco, BRB e Banco Central

    Em dezembro de 2025, o ministro determinou uma acareação envolvendo o Banco Master, o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Central do Brasil (BC).

    A medida tinha como objetivo esclarecer a tentativa frustrada de aquisição do Master pelo BRB, operação que foi barrada pela autoridade monetária.

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a suspensão da acareação, argumentando que o procedimento deveria ocorrer apenas após depoimentos formais. Parte da comunidade jurídica interpretou a decisão como potencial pressão sobre o Banco Central, que havia decretado a liquidação extrajudicial do Master.

    Materiais apreendidos no STF

    Outra decisão considerada atípica foi a ordem para que todo o material apreendido na Operação Compliance Zero fosse lacrado e mantido na sede do STF.

    Tradicionalmente, a perícia de celulares e computadores é realizada pela própria Polícia Federal, o que gerou novas críticas à condução do processo.

    O caso do resort Tayayá

    As suspeitas ganharam novo fôlego quando veio a público que o resort de luxo Tayayá, no Paraná — ligado a familiares de Toffoli — recebeu investimentos de fundos conectados ao Banco Master.

    Fundos como Arllen e a gestora Reag, associados ao grupo de Vorcaro, teriam participado do empreendimento. Posteriormente, a Polícia Federal apontou mensagens no celular do banqueiro mencionando a empresa Madridt, ligada a familiares do ministro.

    Em nota, Toffoli confirmou ser sócio da Madridt, mas afirmou que não mantinha relação de amizade com Vorcaro nem recebeu qualquer valor do banqueiro ou de seus familiares.

    Mensagens apreendidas pela PF

    O relatório da Polícia Federal com mensagens extraídas do celular de Vorcaro foi encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin.

    As conversas incluíam referências a valores e discussões sobre repasses financeiros, o que intensificou a repercussão política do caso.

    Toffoli, por meio de nota, negou envolvimento financeiro ou vínculo pessoal com os investigados.

    Saída da relatoria

    Em meio ao aumento das críticas e após conversas internas na Corte, Toffoli deixou a relatoria do caso Banco Master. A decisão foi apresentada como resultado de entendimento entre os ministros, que também divulgaram nota pública de apoio ao colega.

    O episódio ampliou o debate sobre transparência, conflitos de interesse e os limites institucionais na atuação de ministros da Suprema Corte em processos de grande repercussão.

  • Auditores da Receita criticam ação do STF contra servidores: ‘Bodes expiatórios’

    Segundo a Unafisco, as investigações ainda são “preliminares” pela própria Receita Federal e, por isso, é preciso respeitar o devido processo legal e da presunção da inocência.

    Política – A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco) divulgou nota em que afirma ver com “preocupação” as medidas adotadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes contra servidores suspeitos de vazamento de dados fiscais de parentes de integrantes da Corte.

    Segundo a Unafisco, as investigações ainda são “preliminares” pela própria Receita Federal e, por isso, é preciso respeitar o devido processo legal e da presunção da inocência.

    “A Unafisco Nacional manifesta preocupação com a adoção de medidas cautelares gravosas contra Auditor-Fiscal em contexto ainda classificado como análise preliminar pela própria Receita Federal”, diz a nota.

    “A entidade defende que eventuais irregularidades sejam rigorosamente apuradas, mas sempre com observância do devido processo legal, da presunção de inocência e da proporcionalidade das medidas adotadas. A aplicação de sanções cautelares extremas exige fundamentação robusta e lastro probatório consistente”, afirmou.

    O órgão lembra que já houve caso anterior em que houve punições a servidores que depois se mostraram inocentes das acusações.

    “Em 2019, também utilizando o Inquérito das Fakenews, o Ministro Alexandre de Moraes afastou dois Auditores-Fiscais acusados de vazamento de informações fiscais de parentes de ministros do STF Posteriormente a acusação mostrou-se sem nenhum lastro probatório, tendo sido os dois Auditores-Fiscais reintegrados”.

    O caso

    Na manhã desta terça-feira, 17, a Receita Federal informou que detectou violação de informações de autoridades protegidas por sigilo no curso da investigação.

    A Receita não especificou oficialmente se os dados vazados pertencem a ministros do Supremo e seus parentes. Contudo, o Estadão apurou que houve quebra de sigilo fiscal da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, além do filho de um outro ministro da Corte. A informação havia sido divulgada primeiramente pelo portal Metrópoles.

    O Supremo informou que “foram constatados diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil, seguindo-se de posterior vazamento das informações sigilosas”.

    A Corte divulgou os nomes de quatro servidores públicos, da “própria Receita ou cedidos por outros órgãos”, suspeitos de acessarem ilegalmente as informações: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes.

    Os quatro investigados foram afastados de suas funções e tiveram o sigilo quebrado (bancário, fiscal e telemático). Eles estão proibidos de saírem das cidades onde residem e obrigados ao recolhimento domiciliar no período noturno e aos finais de semana. Os suspeitos tiveram os passaportes retidos e estão proibidos de deixar o País e de ingressar nas dependências do Serpro (Serviço Federal de Porcessamento de Dados) e da Receita.

    Para a Unafisco, os servidores não podem ser transformados em “bodes expiatórios” para conflitos institucionais.

    “Os Auditores-Fiscais da Receita Federal não podem, mais uma vez, ser transformados em bodes expiatórios em meio a crises institucionais ou disputas que não lhes dizem respeito”, diz o texto.

    “A Receita Federal é órgão de Estado e seus servidores não podem ser submetidos a exposição pública ou constrangimentos institucionais antes da conclusão das apurações”, completa.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Michelle se pronuncia após Bolsonaro ser retratado como palhaço no Carnaval

    Michelle Bolsonaro reagiu nas redes sociais à forma como o ex‑presidente Jair Bolsonaro foi retratado pela escola de samba Acadêmicos de Niterói durante o desfile no Carnaval.

    Política – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comentou, na noite deste domingo (15), sobre a forma como o ex-presidente Jair Bolsonaro foi representado pela escola de samba Acadêmicos de Niterói, que prestou homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o desfile do Carnaval no Rio de Janeiro.

    Na alegoria, Bolsonaro é retratado como um palhaço atrás das grades, usando tornozeleira eletrônica com sinais de violação, referência ao episódio que resultou na revogação de sua prisão domiciliar em novembro do ano passado.

    “Só para registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial, não opinião”, disse.

    Samba-enredo celebra trajetória de Lula

    No desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, o samba-enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” homenageou a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde seu nascimento em 1952.

    O ator e humorista Paulo Vieira interpretou o presidente durante a apresentação. Embora Lula não tenha desfilado na Sapucaí, ele acompanhou o espetáculo de perto, assistindo diretamente da avenida ao lado do prefeito Eduardo Paes.

    Críticas de opositores

    Desde o início, a possibilidade de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participasse do desfile provocou polêmica, principalmente entre políticos de oposição de direita, que apontaram propaganda eleitoral antecipada e questionaram o uso de recursos públicos para promoção pessoal. Grupos opositores chegaram a recorrer à Justiça contra a presença do presidente na Sapucaí.

    Para o Carnaval deste ano, o Governo Federal destinou R$ 12 milhões em recursos públicos às escolas do grupo especial do Rio de Janeiro. A escola Acadêmicos de Niterói deve receber cerca de R$ 1 milhão pela participação no desfile.


    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Moraes manda intimar Ramagem em ação por atos antidemocráticos

    Ação penal contra o ex-deputado por dano qualificado e deterioração de patrimônio é reaberta após a perda do mandato.

    Política – O ministro Alexandre de Moraes (STF) determinou a intimação do ex-deputado federal Alexandre Ramagem na ação em que ele é acusado de dano qualificado ao patrimônio da União e de deterioração de patrimônio tombado em razão da trama golpista. O processo foi reaberto após a perda do mandato. À época dos fatos sob apuração, Ramagem ocupava o cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

    Na intimação, assinada no dia 11 de fevereiro, o magistrado concedeu prazo de 15 dias para que a defesa apresente as alegações finais contra as acusações formuladas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Em maio de 2025, Moraes suspendeu a denúncia contra Alexandre Ramagem pelos crimes de dano qualificado com violência e grave ameaça ao patrimônio da União e de deterioração de patrimônio tombado. A decisão foi tomada no âmbito da ação penal que analisou os envolvidos no chamado Núcleo 2 da trama golpista.

    Durante o exercício do mandato parlamentar, Ramagem estava amparado pela Resolução nº 18, de 2025, da Câmara dos Deputados, e pelo artigo 53 da Constituição, que preveem imunidade para crimes supostamente cometidos após a diplomação. No caso de Ramagem, a diplomação ocorreu em dezembro de 2022.

    Cassação

    Com a cassação do mandato de Alexandre Ramagem em dezembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes decidiu reabrir o caso. “Em 22/12/2025, determinei a retomada da marcha processual, para análise dos crimes praticados após a diplomação e designei audiência de instrução para oitiva das testemunhas arroladas na denúncia e pela defesa, bem como realização do interrogatório do réu”, registrou o ministro na ação penal. Os depoimentos foram prestados em 5 de fevereiro, por videoconferência.

    De acordo com o despacho, após o interrogatório de Ramagem foi aberto prazo para a solicitação de novas diligências. Como o ex-deputado já havia sido condenado a 16 anos de prisão por golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, no processo relativo ao Núcleo 2, a PGR decidiu não requerer novas medidas. A defesa não se manifestou nessa fase.

    Agora, Moraes determinou a apresentação das alegações finais pela acusação e pela defesa, etapa necessária para o agendamento do julgamento na Primeira Turma do STF.

    Ramagem transferiu a residência para os EUA em setembro do ano passado e é considerado foragido da Justiça brasileira.


    Fonte e Foto: Metrópoles

  • Maioria dos brasileiros só aceita fim do 6×1 se não houver redução salarial, diz pesquisa

    Apoio da PEC cai para apenas 28% se a remuneração também diminuir.

    Política – Cerca de 73% dos brasileiros são a favor da extinção da jornada de trabalho 6×1, de seis dias trabalhados para ter direito a um dia de folga, segundo pesquisa realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, divulgada nesta semana. A opinião, no entanto, é diferente quando o assunto envolve redução salarial.

    O levantamento mostra que 30% dos entrevistados deixa de apoiar a decisão caso haja alteração no salário, enquanto apenas 28% afirmou com convicção que a mudança na remuneração não iria interferir na opinião sobre o debate.

    “A ampla maioria é a favor do fim da jornada 6×1, mas boa parte das pessoas passa a desaprovar o projeto quando entra em campo o argumento da redução do salário.”, disse Marcelo.

    Tokarski, CEO da Nexus. “Isso se explica pelo lado da renda do brasileiro: boa parte das pessoas vive apertada financeiramente e precisa daqueles rendimentos, por isso acabam negando o projeto se isso lhes tirar parte da renda mensal”, explicou.

    Brasileiros pedem dois dias de descanso

    Ainda segundo o estudo, 84% dos brasileiros consultados pela pesquisa são favoráveis aos trabalhadores terem, no mínimo, dois dias de descanso por semana. “Quase todo mundo é a favor de uma jornada de trabalho menor, mas pouca gente topa abrir mão de recursos financeiros em troca disso”, disse Tokarski.

    Outros 11% dos respondentes afirmou que não concorda com o fim do 6×1, inclusive quando os salários são mantidos. Ao todo, independente das condições, cerca de 22% se posicionou contrário. Ainda 6% não opinaram, além de outros 10% que não sabem ou não responderam as perguntas.

    O levantamento foi feito com 2.021 pessoas a partir dos 16 anos, nas 27 unidades da Federação, entre os dias 30 de janeiro e 05 de fevereiro. A margem de erro no total da amostra é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

    Fim da escala 6×1

    Na última segunda-feira (09), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala. O texto ainda será votado no plenário da Casa antes de ir para o Senado, em caso de aprovação.

    Se aprovado, o projeto deverá ser implementado gradualmente. No primeiro ano, as regras não se alteram. No ano seguinte, o número de descansos semanais subirá de um para dois. Atualmente, a jornada máxima de trabalho é de 44 horas semanais, com projeção para cair para 40 horas a partir de 2027.


    Fonte e Foto: BacciNoticias