Categoria: Política

  • Bolsonaro pode perder aposentadoria do Exército, mas valor ficaria com Michelle

    Em novembro do ano passado, o ex-presidente já perdeu o salário relativo à posição de presidente de honra do PL, de R$ 46 mil.

    Política – O ex-presidente Jair Bolsonaro pode perder sua aposentadoria de mais de R$ 15 mil do Exército brasileiro. O capitão da reserva teve o pedido de perda da patente requerido pelo Ministério Público Militar ao Supremo Tribunal Militar (STM).

    Caso seja expulso da Força, Bolsonaro perderá o salário de R$ 15.216,13, segundo dados do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União. O valor, no entanto, passará a ser depositado, em forma de pensão, à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e a Laura Bolsonaro, de 15 anos.

    Em novembro do ano passado, após a condenação a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, ele também perdeu o salário que recebia como presidente de honra do Partido Liberal (PL), de R$ 46 mil. Medida cumpre a lei após Bolsonaro perder os direitos políticos.

    O ex-presidente ainda recebe a aposentadoria do tempo em que foi deputado federal, avaliada em R$ também em 46 mil.

    Perda de patente

    O Ministério Público Militar pediu nesta terça-feira (3) ao Supremo Tribunal Militar (STM) a cassação dos postos e patentes do ex-presidente Jair Bolsonaro, do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, e dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Souza Braga Netto.

    O STM irá julgar se os militares tem condições éticas de continuar nas Forças. Bolsonaro e os outros foram todos condenados por tentativa de golpe de Estado. Se os pedidos foram acatados, os oficiais serão expulsos.

    O Ministério Público Militar pediu nesta terça-feira (3) ao Supremo Tribunal Militar (STM) a cassação dos postos e patentes do ex-presidente Jair Bolsonaro, do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, e dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Souza Braga Netto.

    O STM irá julgar se os militares tem condições éticas de continuar nas Forças. Bolsonaro e os outros foram todos condenados por tentativa de golpe de Estado. Se os pedidos foram acatados, os oficiais serão expulsos.Caso percam a patente, tanto os generais como o almirante podem ser transferidos de suas prisões, já que estão em unidades das Forças. A presidente do STM, Maria Elizabeth Guimarães só vota em caso de empate, a favor do réu.

    Eles também perdem a remuneração relativa ao cargo, mas seus familiares continuam recebendo uma pensão.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • CPMI do INSS avalia quebra de sigilos de Lulinha

    Além dele, os parlamentares avaliam pedidos de quebra de sigilo de Danielle Fonteles, que atuou em campanhas eleitorais do PT, e da lobista Roberta Luchsinger, apontada como pessoa próxima ao filho do presidente.

    Política – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS pode votar na quinta-feira (05) requerimentos que pedem a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A pauta inclui ainda pedidos semelhantes envolvendo outros investigados no âmbito da comissão.

    A CPMI apura possíveis vínculos entre empresários, lobistas e agentes públicos investigados por suspeitas de irregularidades relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social.

    Outros alvos de requerimentos

    Além de Lulinha, os parlamentares devem analisar pedidos de quebra de sigilo da publicitária Danielle Fonteles, que atuou em campanhas eleitorais do PT, e da lobista Roberta Luchsinger, apontada como pessoa próxima ao filho do presidente.

    Segundo a investigação, o trio teria ligação com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, personagem central das apurações conduzidas pela CPMI.

    Relatos e pagamentos sob investigação

    Em depoimento à Polícia Federal, o ex-funcionário de Antônio Carlos, Edson Claro, afirmou que o empresário teria efetuado pagamentos mensais de R$ 300 mil a Lulinha. De acordo com o relato, o objetivo seria facilitar o acesso da empresa Cannabis World, voltada à produção de maconha medicinal, a espaços estratégicos do governo federal.

    No caso de Danielle Fonteles, a comissão analisa um pagamento de R$ 200 mil feito por uma empresa de consultoria chamada Spyder, que, segundo parlamentares, apresenta indícios de ser de fachada. Questionada, a publicitária declarou que o valor teria sido repassado diretamente por Antônio Carlos Camilo Antunes.

    Mensagens trocadas por aplicativo de mensagens, reveladas em reportagens jornalísticas, indicariam ainda que Danielle coordenava atividades relacionadas à operação internacional da empresa de maconha medicinal do empresário, com atuação em Portugal.

    Relações pessoais e reuniões oficiais

    Roberta Luchsinger, por sua vez, é apontada como amiga pessoal de Lulinha e teria atuado profissionalmente ao lado de Antônio Carlos Camilo Antunes. Ambos teriam participado de reuniões no Ministério da Saúde para tratar de interesses de uma empresa de telemedicina.

    De acordo com apuração da comissão, Lulinha costuma se hospedar em Brasília em um imóvel localizado no Lago Sul, alugado por Roberta. O mesmo endereço já havia sido utilizado anteriormente por dirigentes partidários.

    Fundamentação dos pedidos

    Em um dos requerimentos apresentados pelo relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), consta que a necessidade de investigar Lulinha decorre de mensagens interceptadas durante as apurações.

    Segundo o documento, ao ser questionado sobre o destino de um pagamento de R$ 300 mil feito à empresa de Roberta Luchsinger, Antônio Carlos Camilo Antunes teria respondido que o valor se destinava a “o filho do rapaz”, expressão interpretada pelos investigadores como referência ao filho do presidente.

    Parlamentares como Kim Kataguiri (União-SP) também assinam requerimentos com pedidos semelhantes.

    Ex-dirigente do INSS também na pauta

    A CPMI ainda deve votar a quebra de sigilos do ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência Aldroaldo Portal. Em dezembro, ele foi alvo da Polícia Federal durante uma fase da Operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de fraudes conhecidas como “Farra do INSS”.

    Na ocasião, Aldroaldo Portal foi afastado do cargo e preso por decisão judicial. A comissão avalia se há necessidade de aprofundar a análise de sua movimentação financeira e fiscal no contexto das investigações.



    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Análise dos crimes eleitorais e as restrições legais no dia da votação

    O ordenamento jurídico brasileiro frente às condutas de boca de urna e delitos em flagrante.

    Política – A integridade do processo democrático depende da existência de regras claras que garantam a liberdade do eleitor e a igualdade de oportunidades entre os candidatos. No Brasil, o Direito Eleitoral estabelece normas rígidas para coibir abusos de poder econômico e político, tipificando condutas específicas como crimes. O dia do pleito é cercado de proteções legais adicionais, visando assegurar que o momento do voto ocorra sem coação ou influências indevidas. A compreensão dessas normas é essencial para a manutenção da legitimidade do sufrágio universal.

    Definição e classificação legal

    Os crimes eleitorais são infrações penais definidas no Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965) e em leis esparsas, como a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). A principal função dessas tipificações é proteger a lisura do pleito, a veracidade do cadastro de eleitores e o sigilo do voto. Diferentemente de infrações meramente administrativas, que resultam em multas ou cassação de registro, os crimes eleitorais possuem natureza penal e podem acarretar penas privativas de liberdade (detenção ou reclusão).

    No ordenamento jurídico, essas condutas são tratadas como crimes de ação penal pública. Isso significa que cabe ao Ministério Público Eleitoral promover a acusação perante a Justiça Eleitoral. No dia da votação, a fiscalização torna-se mais rigorosa, pois é o momento crítico em que a vontade do eleitor se materializa. A legislação busca criar um “período de silêncio” e neutralidade, onde a propaganda ativa é vedada para evitar o desequilíbrio na disputa de última hora.

    Evolução histórica das normas de fiscalização

    A tipificação dos crimes eleitorais no Brasil reflete a evolução política do país e a necessidade histórica de combater práticas arcaicas, como o “voto de cabresto” e a fraude nas urnas. O Código Eleitoral de 1965 foi um marco na sistematização dessas infrações, estabelecendo as bases para a repressão penal de condutas fraudulentas. Anteriormente, a manipulação de resultados e a coação física de eleitores eram práticas comuns e pouco fiscalizadas.

    Com a promulgação da Constituição de 1988 e a subsequente Lei das Eleições em 1997, o foco da fiscalização expandiu-se. Se antes a preocupação central era a fraude na contagem (o que foi mitigado com a urna eletrônica), hoje o combate volta-se para a compra de votos, o abuso de poder econômico e a desinformação. A legislação precisou adaptar-se para definir o que é boca de urna em contextos modernos e para garantir a segurança no dia da votação, equilibrando a liberdade de expressão com a necessidade de ordem pública.

    Funcionamento e tipificação dos delitos comuns

    A aplicação da lei no dia da eleição segue regras específicas, especialmente no que tange à prisão de eleitores e candidatos. O Artigo 236 do Código Eleitoral determina que ninguém pode ser preso desde 5 dias antes e até 48 horas depois do encerramento da eleição, salvo em caso de flagrante delito. Portanto, entender o que é boca de urna e quais crimes eleitorais dão cadeia no dia da votação é fundamental para evitar a prisão em flagrante.

    O que caracteriza a boca de urna

    A “boca de urna” é tipificada no Artigo 39, § 5º, da Lei nº 9.504/1997. Configura-se pela atuação de cabos eleitorais e demais ativistas junto aos eleitores que se dirigem à seção eleitoral, visando promover ou pedir votos para determinado candidato ou partido. A lei proíbe:

    A arregimentação de eleitor ou a propaganda de boca de urna no dia da eleição.

    A divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos.

    A publicação de novos conteúdos ou o impulsionamento de conteúdos na internet (podendo ser mantidos no ar os publicados anteriormente).

    A pena prevista para a boca de urna é de detenção de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade, além de multa. O uso de alto-falantes e a realização de comícios ou carreatas também são expressamente proibidos na data do pleito.

    Crimes que levam à prisão em flagrante

    Além da boca de urna, existem outras condutas graves que configuram flagrante delito e podem resultar em prisão imediata no dia da votação. As autoridades policiais estão instruídas a deter quem for surpreendido cometendo as seguintes infrações:

    Compra de votos (Corrupção Eleitoral): Previsto no Art. 299 do Código Eleitoral, consiste em “dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”. A pena é de reclusão de até quatro anos.

    Violação do sigilo do voto: É crime tentar violar ou violar o sigilo do voto (Art. 312). Isso inclui o uso de celulares ou câmeras na cabine de votação para registrar a escolha feita na urna.

    Transporte ilegal de eleitores: A Lei nº 6.091/1974 proíbe o fornecimento de transporte ou refeições a eleitores por parte de candidatos ou partidos no dia da eleição, visando evitar o aliciamento. A pena é de reclusão de quatro a seis anos.

    Promover desordem: Causar tumulto ou prejudicar os trabalhos eleitorais também é passível de prisão.

    Impacto na legitimidade do pleito

    A rigorosa aplicação das leis penais eleitorais é um pilar de sustentação da democracia. A criminalização de condutas como a boca de urna e a compra de votos serve para proteger a soberania popular, garantindo que o resultado das urnas reflita a vontade genuína da população, e não o poderio econômico ou a capacidade de coação de determinados grupos. Quando a Justiça Eleitoral age prontamente para coibir esses crimes, ela reforça a confiança das instituições e desencoraja a prática de ilícitos futuros.

    O respeito às normas no dia da votação assegura a civilidade do processo eleitoral. As restrições impostas, embora limitem momentaneamente certas manifestações, são necessárias para criar um ambiente de tranquilidade, onde o cidadão possa exercer seu direito cívico sem assédio. A estrutura legal brasileira, ao definir claramente o que é boca de urna e quais crimes eleitorais dão cadeia, estabelece limites precisos para a atuação política, reafirmando que a liberdade democrática deve ser exercida dentro dos contornos da lei.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Caso Master, CPIs e indicação de Messias pautam retomada no Senado

    Casa também deve debater nova lei do impeachment e plano nacional para educação neste ano.

    Política – O Senado Federal retoma os trabalhos nesta segunda-feira (2) em meio às articulações dos parlamentares envolvendo as investigações do Banco Master. A fraude financeira e as possíveis relações com ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) estão na mira das comissões de inquérito que já estão em funcionamento.

    Na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, os integrantes têm previsto para quinta-feira (5) os depoimentos do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master. A defesa do banqueiro, no entanto, ainda avalia entrar com recurso e a oitiva está confirmada.

    A intenção dos congressistas é ouvir esclarecimentos sobre possíveis irregularidades em empréstimos consignados a aposentados e pensionistas.

    Em outra frente, a CPI do Crime Organizado também deve analisar pedidos de convocação e de quebras de sigilo envolvendo o Master e a atuação de ministros do Supremo, além de possíveis ligações de familiares dos integrantes da Corte com o banco.

    Congressistas da oposição questionam a manutenção do ministro Dias Toffoli na relatoria do caso no STF. Também são alvos de críticas as ligações do escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes com o Master e as conversas do magistrado com o comando do Banco Central.

    O caso Master também deve ser investigado pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) por meio de um grupo de trabalho, que tem reunião marcada para quarta-feira (4). O GT mira ouvir Vorcaro, Galípolo e o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto.

    Os senadores também se mobilizam para a instalação de uma CPI no Senado ou uma CPMI, composta por deputados e senadores, específica sobre o Master. As iniciativas já contam com as assinaturas suficientes, mas dependem do aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

    Indicação ao STF

    Em paralelo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, mantém o périplo por gabinetes de senadores em prol da sua indicação para o cargo de ministro do STF.

    Ele foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contrariando Alcolumbre, que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga.

    Depois, o tratado deve ser avaliado na Câmara. Como o portal mostrou, a intenção do presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), é aprovar no plenário antes do Carnaval, ou seja, até metade de fevereiro. Após a aprovação dos deputados, o texto segue para o Senado.

    Em prol das articulações do acordo, Alcolumbre deve participar de missão oficial à Europa, junto de representantes da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) para reforçar a pressão política pela aprovação do acordo.

    O tratado foi assinado em 17 de janeiro, mas ainda precisa do aval dos parlamentares dos países envolvidos e da análise no Tribunal de Justiça da União Europeia.

    Pautas pendentes

    Neste ano, o Senado também deve priorizar a aprovação do novo Plano Nacional de Educação. O projeto foi aprovado na Câmara e chegou ao Senado no fim de 2025. A proposta define prioridades e diretrizes para a área em todo o país nos próximos dez anos.

    Escalonadas ao longo do decênio, as medidas incluem, por exemplo, objetivos de alfabetização, a garantia de acesso à internet em escolas públicas, a universalização do acesso à escola e a ampliação dos investimentos em educação.

    Outra pauta que deve ser debatida é o projeto sobre a revisão da Lei do Impeachment, que chegou a ser pautado no fim do ano após o ministro Gilmar Mendes, do STF, suspender trechos da lei atual, de 1950. Os senadores, no entanto, acordaram aprofundar o debate no retorno dos trabalhos no Legislativo em 2026.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Moraes libera visitas à Papudinha após solicitação de Bolsonaro; Nikolas Ferreira está entre os autorizados

    Deputado mineiro deve visitar o ex-presidente em fevereiro; STF também libera entrada de outros três aliados políticos.

    Política – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a visita do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (DF). A decisão atende a um pedido feito pela defesa de Bolsonaro e também contempla outros três aliados políticos.

    De acordo com a determinação do ministro, as visitas ocorrerão em datas e horários previamente estabelecidos. No dia 18 de fevereiro, uma quarta-feira, o senador Bruno Bonetti (PL-RJ) poderá visitar Bolsonaro das 8h às 10h, seguido pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), que terá acesso ao ex-presidente das 11h às 13h.

    Já o deputado Nikolas Ferreira está autorizado a entrar na Papudinha no sábado, 21 de fevereiro, no horário das 8h às 10h. No mesmo dia, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) fará a visita das 11h às 13h.

    Visitas políticas seguem monitoradas pelo STF

    A autorização reforça o controle rígido imposto pelo STF sobre o acesso ao ex-presidente. Segundo as regras em vigor, apenas visitas previamente autorizadas podem ocorrer, com exceção da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, advogados constituídos e médicos, que não precisam de aval judicial para entrar no local.

    As visitas são permitidas às quartas e quintas-feiras, além de datas excepcionais autorizadas pelo ministro, sempre em horários definidos pela administração penitenciária.

    Tarcísio de Freitas já esteve com Bolsonaro

    Na última quarta-feira (29), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), realizou sua primeira visita a Bolsonaro desde a transferência do ex-presidente para a Papudinha, ocorrida em 15 de janeiro. Tarcísio chegou ao complexo por volta das 10h50, acompanhado do chefe do escritório do Governo de São Paulo, Vicente Santini.

    Nikolas e atos políticos recentes

    Nikolas Ferreira tem se destacado como um dos principais aliados de Bolsonaro. Em janeiro, o deputado liderou a chamada “caminhada pela justiça e liberdade”, percorrendo mais de 230 quilômetros entre Paracatu (MG) e Brasília. O ato teve como pauta críticas a decisões do Judiciário e pedidos de anistia política, além de manifestações relacionadas a CPIs e CPMIs em andamento.

    O evento contou com a participação de nomes como Paulo Mansur e Carlos Bolsonaro, culminando em manifestações realizadas na Praça do Cruzeiro, nas proximidades da Esplanada dos Ministérios.

    Pedidos negados e restrições

    Apesar das autorizações concedidas, Alexandre de Moraes também negou pedidos de visita feitos por outros aliados. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, teve o acesso barrado por ser investigado no mesmo inquérito que levou à prisão de Bolsonaro. Já o senador Magno Malta (PL-ES) teve o pedido rejeitado após tentar entrar no presídio sem autorização judicial, segundo o STF.

    Jair Bolsonaro está preso desde 15 de janeiro e cumpre pena após condenação a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. Mesmo detido, o ex-presidente mantém direitos previstos em lei, como assistência médica, visitas familiares e benefícios previstos na execução penal.

  • Ratinho e Caiado contestam posição de Leite sobre indulto a Bolsonaro

    Candidato à Presidência pelo PSD será escolhido em abril; Kassab diz que decisão será política.

    Política – Apresentados como pré-candidatos ao Palácio do Planalto pelo PSD, os governadores Ratinho Jr (PR) e Ronaldo Caiado (GO) divergem de Eduardo Leite (RS) no tratamento aos envolvidos nos atos golpistas de 8/1.

    Em entrevista, o chefe do executivo paranaense se alinhou ao goiano na defesa de indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros envolvidos na invasão à Praça dos Três Poderes.

    “Esses vândalos que erraram têm que ser tratados como criminosos em cima de um crime de vandalismo. Mas, se for para pacificar o país, é necessário fazer isso”, disse Ratinho sobre o indulto.

    Ronaldo Caiado reiterou que vai conceder o indulto se for eleito.

    Em entrevista recente para jornalistas no Rio Grande do Sul enviada por sua assessoria, Eduardo Leite afirmou que a anistia “não é admissível nas circunstâncias que vivemos”.

    Auxiliares e aliados de Leite reiteram que o governador não concederia indulto ao ex-presidente se fosse eleito.

    A agenda em torno do 8/1 é prioritária para o bolsonarismo e um critério de corte na relação entre o grupo leal ao ex-presidente e a direita moderada.

    Nesse sentido, a narrativa de Ratinho e Caiado tenta evitar uma disputa fratricida no primeiro turno por meio de ataques da ala mais ideológica dos seguidores de Jair Bolsonaro.

    A posição de Eduardo Leite é interpretada entre aliados de Flávio Bolsonaro como um sinal de que ele não estaria de fato concorrendo com Caiado e Ratinho pela vaga, mas apenas marcando posição e ganhando projeção para se eleger senador no Rio Grande do Sul.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • EUA declaram emergência nacional contra Cuba e ampliam sanções com foco em petróleo

    Principal eixo da nova política é a criação de tarifas punitivas contra qualquer país que forneça petróleo a Cuba, direta ou indiretamente.

    Mundo – O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald J. Trump, na quinta-feira (29) uma nova Ordem Executiva declarando que o Governo de Cuba representa uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional e à política externa norte-americana.

    A medida amplia de forma significativa o alcance das sanções contra Havana e cria um novo mecanismo de pressão econômica indireta, com potencial impacto regional e global. A ordem entra em vigor em 30 de janeiro de 2026. A informação tinha sido adiantada

    A intensificação da tensão com Cuba já havia sido informado pela Coluna, que destacou que essa seria um nova rota de choque com a América Latina.

    O que a ordem determina:

    O principal eixo da nova política é a criação de tarifas punitivas contra qualquer país que forneça petróleo a Cuba, direta ou indiretamente.

    Na prática, os Estados Unidos passam a poder:

    Declarar emergência nacional com base na relação de Cuba com potências e grupos considerados hostis;

    Aplicar tarifas adicionais (impostos de importação) sobre produtos vindos de países que vendam petróleo a Cuba;

    Penalizar inclusive fornecimentos indiretos, feitos por meio de intermediários ou terceiros;

    Ajustar, ampliar ou suspender as medidas conforme o comportamento de Cuba ou dos países afetados.

    A decisão final sobre quando e quanto tarifar caberá ao presidente, com base em recomendações dos Departamentos de Comércio, Estado, Tesouro e Segurança Interna.

    Por que o petróleo é o foco?

    Cuba é fortemente dependente de importações de petróleo para manter:

    • transporte,
    • geração de energia,
    • indústria,
    • serviços básicos.

    Ao mirar o fornecimento de petróleo, os EUA buscam asfixiar economicamente o governo cubano, aumentar o custo político para países que mantêm relações energéticas com Havana, forçar um realinhamento diplomático regional.

    Diferentemente de sanções tradicionais, essa estratégia não pune apenas Cuba, mas cria um efeito cascata sobre terceiros.

    Países que podem ser afetados

    Com base nas atuais relações políticas e energéticas, os principais países potencialmente impactados incluem:

    Venezuela

    Rússia

    China

    Irã

    Países latino-americanos que mantêm relações políticas próximas com Havana passam a enfrentar um dilema:
    manter apoio a Cuba e sofrer retaliações comerciais, ou recuar diplomaticamente para proteger suas exportações aos EUA.

    A Ordem Executiva representa uma das medidas mais duras dos EUA contra Cuba nos últimos anos, não apenas pelo conteúdo, mas pela estratégia de punir terceiros.

    Ao transformar o fornecimento de petróleo em um fator de risco comercial global, Washington amplia seu poder de pressão — mas também eleva o potencial de conflitos diplomáticos, especialmente na América Latina, onde os efeitos econômicos, políticos e migratórios tendem a ser mais intensos.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Carlos Viana convoca novos nomes para a CPMI do INSS; confira

    Reunião entre Viana e Alcolumbre acontece na próxima semana para o acordo de mais 60 dias de CPMI.

    Política – No fim da tarde da quinta-feira (29), o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que é o presidente da CPMI do INSS, anunciou em coletiva quem são os convocados às primeiras oitivas do caso nos próximos dias.

    O primeiro citado foi Daniel Vorcaro, do Banco Master, que esta sob medida restritiva e portanto precisará ser liberado pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), para comparecer ao depoimento, que será no dia 05 de fevereiro. O pedido de liberação também foi feito pela CPMI.

    O segundo convocado foi Luiz Félix Cardamone Neto, o ex-presidente do Banco BMG, que estará em viagem até o dia 21 de fevereiro, mas que mesmo assim “virá de boa vontade à CPMI” segundo o senador na coletiva. O banqueiro deve prestar depoimento no dia 25 de fevereiro.

    Viana também disse que buscarão por aqueles que foram convocados anteriormente à CPMI mas não compareceram. O primeiro deles é o empresário investigado, Maurício Camisotti que, na época de sua primeira convocação, recebeu um Habeas Corpus dado pelo STF que o isentava de estar presente no depoimento. “Esperamos que o STF nos dê a oportunidade de trazê-lo, cumprindo a regra da CPMI, não há a possibilidade que uma pessoa diga se quer vir ou não (prestar o depoimento)”, falou o presidente da CPMI.

    Outros nomes que apresentaram atestado e não vieram à CPMI, como Américo Monte, estão sendo catalogados e serão convocados para que assim possam encerrar os depoimentos o mais rápido possível.

    Uma reunião com o presidente do senado, Davi Alcolumbre, e Carlos Viana já está marcada e deve acontecer na próxima semana para o pedido de pelo menos mais 60 dias para que a CPMI possa recolher todos os documentos necessários, além das principais figuras citadas que trarão seus depoimentos. “Estou muito confiante de termos pelo menos mais 60 dias, minha conversa com o presidente do senado foi muito boa”, completou o senador.

    Depois da coletiva, Viana publicou na rede social X que o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, também está convocado para prestar seu depoimentos na CPMI.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Pesquisa indica desgaste político: maioria dos brasileiros é contra reeleição de Lula em 2026

    Levantamento do Paraná Pesquisas aponta que 51% do eleitorado rejeitam novo mandato do presidente, enquanto 45,3% apoiam a recondução.

    Política: A maioria dos brasileiros avalia que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não merece um novo mandato à frente do Palácio do Planalto. É o que revela uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (29) pelo instituto Paraná Pesquisas, que mediu a opinião do eleitorado sobre a possibilidade de reeleição do chefe do Executivo nas eleições de 2026.

    De acordo com o levantamento, 51% dos entrevistados afirmaram que Lula não deveria ser reeleito. Em contrapartida, 45,3% disseram que o presidente merece permanecer no cargo por mais quatro anos. Outros 3,8% não souberam responder ou preferiram não opinar.

    A sondagem foi realizada entre os dias 25 e 28 de janeiro, com 2.080 eleitores entrevistados em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

    Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08254/2026, a pesquisa reflete um cenário de divisão no eleitorado e indica um momento de desgaste para o atual governo, a pouco mais de um ano do início oficial da corrida presidencial. Os números reforçam que a eventual candidatura de Lula à reeleição deve enfrentar resistência significativa entre os eleitores brasileiros.

  • Tarcísio vista Bolsonaro na ‘Papudinha’ pela primeira vez

    O encontro entre o governador de São Paulo e o ex-presidente está previsto para ocorrer no período das 11h às 13h.

    Política – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cumpre uma agenda política de grande repercussão nesta quinta-feira (29). Pela primeira vez, o chefe do executivo paulista visitará o ex-presidente Jair Bolsonaro desde que este passou a cumprir pena por tentativa de golpe de Estado no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha“, em Brasília.

    A visita, que marca um reencontro simbólico entre os aliados, foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro entre o governador de São Paulo e o ex-presidente está previsto para ocorrer no período das 11h às 13h.

    Este é um marco importante na relação entre os dois, já que o último contato presencial havia ocorrido em agosto do ano passado. Naquela ocasião, Bolsonaro ainda estava sob regime de prisão domiciliar. No entanto, após o trânsito em julgado de sua condenação, o ex-mandatário foi transferido para a unidade prisional onde se encontra atualmente.

    Tarcísio visita Bolsonaro na ‘Papudinha’ após adiamentos e tensões

    Inicialmente, a ida de Tarcísio de Freitas a Brasília estava programada para a última quinta-feira (22). Contudo, o governador cancelou o compromisso na última hora, alegando oficialmente a necessidade de cumprir agendas internas em São Paulo.

    Apesar da justificativa pública, o adiamento gerou desconforto e especulações. Aliados próximos ao governador sugerem que a verdadeira motivação foi um mal-estar político provocado por declarações de Flávio Bolsonaro. O senador teria afirmado à imprensa que a visita de Tarcísio serviria para selar, de forma definitiva, o apoio do governador à sua pré-campanha, o que teria irritado o mandatário paulista.

    A visita de hoje é vista como um movimento necessário para dissipar rumores de distanciamento entre Tarcísio e a base bolsonarista, ao mesmo tempo em que mantém a imagem de lealdade ao seu antigo padrinho político.

    Papudinha

    Bolsonaro cumpre pena na Papudinha desde o dia 15 de janeiro, quando foi transferido da Superintendência da Polícia Federal (PF), também em Brasília.

    Além de ter direito a uma cela maior, o ex-presidente também pode receber visita de familiares e assistência médica sem necessidade de solicitar autorização, bem como remição de pena por leitura, alimentação especial e mais.


    Fonte e Foto: BacciNoticias