Categoria: Política

  • Valdemar nega tensão entre família de Bolsonaro e Tarcísio: ‘Tudo fofoca’

    Presidente do Partido Liberal (PL) garantiu que o governador de São Paulo é ‘faz parte do time de Bolsonaro’.

    Política – O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, negou que haja tensão entre a família Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. “Tudo fofoca, estamos juntos”, disse. “Tarcísio faz parte do time de Bolsonaro”, afirmou.

    Conforme mostrou o portal, o cancelamento da visita do governador de São Paulo à Jair Bolsonaro, preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, aconteceu por contada pressão que o governador tem sofrido de parte da direita, inclusive dos filhos mais velhos do ex-presidente: o senador Flávio Bolsonaro, e o ex-vereador Carlos Bolsonaro.

    Segundo aliados,  Tarcísio enxergou uma espécie de “armadilha” em uma declaração dada por Flávio, que disse que o governador de São Paulo deveria focar na reeleição. Apesar das supostas desavenças, Tarcísio segue reafirmando sua lealdade a Bolsonaro.

    Ele deveria visitar o ex-presidente nesta quinta-feira (22), mas , na terça-feira (20), por meio de uma nota, o Palácio dos Bandeirantes informou que o governador cancelou a visita alegando “compromissos oficiais em São Paulo”.

    Valdemar Costa Neto disse que analisou o adiamento da visita como “um problema de força maior”.

    Pressão da Direita 

    As tensões entre Tarcísio e a direita, se dá porque aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro acreditam que o governador de São Paulo não estaria dando o apoio necessário para a pré-candidatura de Flávio à presidência.

    Na semana passada, uma publicação da esposa de Tarcísio, Cristiane Freitas, deixaram Tarcísio na mira dos aliados de Bolsonaro. Em uma postagem, ela disse que a chegada de um novo “CEO” no Planalto que faria uma “reforma administrativa” e adotaria um plano econômico diferente da atual gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    O post chegou a ser curtido por Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, atacada pela ação. “Pessoas amargas, como esse ser, apressam-se em julgar, em apontar (como ele diz) o que acha que é verdade ou, por conveniência, repete o que lhe mandam repetir: é um boneco ventríloquo”, escreveu o influenciador Allan dos Santos. Em resposta, Michelle disse não ter interpretado o comentário de Cristiane como sendo Tarcísio “o tal CEO”. “Todos sabemos que precisa mesmo! Preferencialmente, Jair Bolsonaro”, argumentou a presidente do PL Mulher.

    Flávio Bolsonaro também comentou sobre o ocorrido e argumentou que sempre vai buscar a unidade. “Tem uma situação concreta que está colocada: sou o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro. E não vai ter outra possibilidade A minha pré-candidatura é uma coisa que não tem volta. Não tem página virada”, afirmou.

    Para além dos episódios recentes, Tarcísio já tinha sido alvo de críticas da direita ao criticar o tarifaço de Donald Trump.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • TSE propõe novas regras e recebe sugestões sobre eleições de 2026

    Manifestações na pré-campanha e conteúdos digitais estão entre temas.

    Política – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou nesta semana 12 minutas com propostas de alterações nas regras para as Eleições 2026. As mudanças tratam de calendário eleitoral, manifestações na pré-campanha, pesquisas eleitorais, critérios para distribuição de recursos eleitorais e responsabilidade pela remoção de conteúdos digitais com ataques ao processo eleitoral, entre outros temas.

    Desde segunda-feira (19), qualquer cidadão ou entidade que queira opinar sobre as regras para as Eleições 2026 pode usar um formulário eletrônico para enviar contribuições. As sugestões serão recebidas até 30 de janeiro.

    Terminado o prazo, o TSE deverá selecionar as melhores propostas para serem apresentadas em uma série de audiências públicas marcadas entre os dias 3 e 5 de fevereiro. Pela Lei das Eleições, o plenário do TSE tem até 5 de março do ano eleitoral para debater e aprovar todas as normas.

    Conforme determinado pela Constituição, o primeiro turno das Eleições 2026 ocorrerá em 3 de outubro, primeiro domingo do mês, e o segundo turno, em 31 de outubro, último domingo. Neste ano, os eleitores devem votar para presidente, governador e senador, além de deputados federal, estadual e distrital.

    Redes sociais e IA

    Como de praxe, as minutas de resolução eleitoral foram assinadas pelo vice-presidente do TSE, posto atualmente ocupado pelo ministro Nunes Marques.

    Entre as principais sugestões está o aumento da responsabilidade das plataformas de redes sociais por conteúdos que promovam ataques ao processo eleitoral. O ministro propôs que as empresas provedoras sejam obrigadas a retirar do ar as publicações mesmo sem autorização judicial.

    Pela regra vigente, que valeu para as últimas eleições municipais, os provedores de serviços de redes sociais somente poderiam ser responsabilizados caso descumprissem alguma decisão judicial. Nunes Marques propôs aumentar o rigor contra esse tipo de conteúdo.

    O ministro, contudo, deixou inalteradas as regras sobre a utilização de inteligência artificial durante a campanha. Em 2024, o TSE aprovou uma série de normas para o uso de IA na propaganda eleitoral, incluindo a vedação do chamado deep fake ─ conteúdo fabricado em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos e que tenha sido gerado ou manipulado digitalmente para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia.

    Pré-campanha

    O ministro também incluiu novas exceções para o comportamento de candidatos na pré-campanha. Ele propôs, por exemplo, liberar as lives em perfis nas redes sociais de pré-candidatos não configura campanha antecipada, embora deixando claro que as transmissões ao vivo não podem ter pedido de votos ou menção à própria candidatura.

    Ele também propôs regras mais claras para isentar pessoas naturais por críticas feitas à administração pública atual, mesmo se feita com a contratação de impulsionamento na internet, “desde que ausentes elementos relacionados à disputa eleitoral”, escreveu o ministro.

    A proposta assinada por Nunes Marques libera as manifestações espontâneas “em ambientes universitários, escolares, comunitários ou de movimentos sociais, respondendo os responsáveis por eventuais abusos nos termos da lei”. A exceção seria válida somente se a presença do pré-candidato no local ou o evento não tiverem sido financiados, direta ou indiretamente, por pré-candidatas, pré-candidatos, partidos ou federações.

    Em relação ao financiamento de campanha, Nunes Marques sugeriu, por exemplo, que os partidos possam alterar os critérios de distribuição dos recursos até o 30 de agosto, desde que a mudança seja justificada. Tais critérios devem ser aprovados pela maioria do diretório nacional das siglas.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Após 36 km percorridos, Nikolas recebe apoio de deputados em caminhada rumo a Brasília

    Política – O deputado federal Nikolas Ferreira informou que já percorreu 36 quilômetros da caminhada simbólica iniciada em Paracatu, no noroeste de Minas Gerais, com destino a Brasília. O trajeto total previsto é de aproximadamente 520 quilômetros e deve ser concluído ao longo de vários dias.

    Durante o percurso, o parlamentar relatou ter feito pausas para conversar e registrar fotos com apoiadores que encontrou pelo caminho. Em publicação divulgada à noite, Nikolas mostrou os pés machucados e afirmou sentir dores após o esforço físico.

    Segundo o deputado, a caminhada tem caráter de protesto contra o que ele classifica como injustiças no país e busca mobilizar apoiadores. Em um dos registros divulgados nas redes sociais, foi exibida a frase “acorda Brasil”, escrita com batom, em referência ao caso de Débora Rodrigues. Outros parlamentares também se juntaram ao deputado em trechos do percurso.

  • Moraes envia à PF 39 perguntas da defesa de Bolsonaro, que tenta aprovar prisão domiciliar

    Os quesitos foram apresentados pela defesa ao STF na sexta-feira, 16, após Moraes facultar aos advogados e à Procuradoria-Geral da República (PGR) a formulação de questionamentos no prazo de 24 horas.

    Política – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Polícia Federal (PF) 39 perguntas formuladas pela defesa para avaliar as condições do ex-presidente Jair Bolsonaro de cumprir pena em unidade prisional e a possibilidade de concessão de prisão domiciliar por motivos de saúde. A PF confirmou o recebimento dos quesitos na segunda-feira, 19.

    A medida faz parte da avaliação do quadro clínico de Bolsonaro. Na decisão, Moraes também homologou a indicação do médico particular do ex-presidente, o Dr. Cláudio Birolini, como assistente técnico da defesa. A corporação terá o prazo de dez dias para concluir a perícia e juntar o laudo aos autos.

    A possibilidade foi aberta na decisão proferida na quinta-feira, 15, que determinou a transferência de Bolsonaro da Superintendência da PF para a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), conhecido como “Papudinha”, também em Brasília.

    A transferência ocorreu justamente após a defesa apresentar novo pedido de prisão domiciliar por razões de saúde, sob o argumento de “questões humanitárias”. Ao analisar o caso, Moraes afirmou que o ex-presidente passaria a ter “condições ainda mais favoráveis” na Papudinha, em sala igualmente exclusiva e com isolamento em relação aos demais presos da unidade.

    Os quesitos foram apresentados pela defesa ao STF na sexta-feira, 16, após Moraes facultar aos advogados e à Procuradoria-Geral da República (PGR) a formulação de questionamentos no prazo de 24 horas. Como mostrou o Estadão, o documento integra a estratégia dos advogados para reforçar o pedido de prisão domiciliar. A PGR informou que “não tem quesitos complementares a formular”.

    Entre as perguntas encaminhadas à perícia, a defesa questiona se Bolsonaro apresenta quadro clínico de alta complexidade e se o ambiente prisional é capaz de garantir acompanhamento médico contínuo. Os advogados também indagam se a permanência na unidade pode elevar o risco de complicações graves, inclusive de morte súbita.

    Confira as perguntas na íntegra:

    Quesitos técnicos para perícia médica judicial

    Com base nos documentos médicos juntados aos autos, o paciente apresenta quadro clínico de alta complexidade, caracterizado por múltiplas doenças crônicas e comorbidades (cardiovasculares, respiratórias, metabólicas, nutricionais e psiquiátricas), com risco aumentado de descompensação súbita?

    O paciente possui condição clínica que demanda acompanhamento médico multidisciplinar contínuo, com atendimento especializado (clínico, cardiológico, pneumológico, gastroenterológico, psicológico, fisioterápico e fonoaudiológico), conforme relatado?

    As comorbidades descritas – incluindo apneia obstrutiva do sono grave, hipertensão arterial, doença aterosclerótica, insuficiência renal limítrofe, anemia ferropriva, esofagite erosiva, soluços incoercíveis e sequelas abdominais pós-cirúrgicas – requerem medidas terapêuticas ou assistenciais contínuas, que podem não ser garantidas no ambiente prisional comum?

    O uso contínuo de CPAP, a necessidade de dieta fracionada, controle rigoroso de pressão arterial, hidratação adequada, prevenção de broncoaspiração e acesso a exames laboratoriais e de imagem periódicos são compatíveis com o ambiente carcerário?

    Considerando o histórico recente de queda com traumatismo cranioencefálico e confusão mental associada ao uso de medicamentos com ação central, o paciente apresenta risco aumentado de novos eventos semelhantes, caso esteja em local sem observação contínua e sem pronta resposta médica?

    A não observância das medidas médicas descritas pode acarretar risco de complicações graves como pneumonia aspirativa, insuficiência respiratória, AVC, insuficiência renal, quedas com traumatismo craniano ou morte súbita?

    O paciente necessita de infraestrutura de saúde domiciliar complexa e contínua (uso de dispositivos, controle clínico frequente, suporte nutricional, prevenção de quedas e acesso hospitalar imediato), o que seria viável apenas em ambiente extra-hospitalar e domiciliar adequadamente estruturado?

    As condições clínicas descritas e a complexidade assistencial exigida pela boa prática médica são compatíveis com a permanência do paciente em unidade prisional, ou seria indicada a permanência em regime domiciliar como forma de assegurar o direito à vida e à saúde conforme o art. 5º, caput e inciso XLIX da Constituição Federal e o art. 117 da Lei de Execução Penal?

    Quesitos médicos com ênfase nas comorbidades do paciente

    Qual é a incidência de aderências intestinais em pacientes submetidos a múltiplas laparotomias? Quais os riscos de aderências intestinais pós-laparotomia? Há necessidade de cirurgia de urgência em pacientes com obstrução intestinal por aderências?

    A diminuição da complacência abdominal resultante do reparo de hérnia incisional com uso de tela ocupando toda a parede abdominal anterior pode causar aumento da pressão abdominal? Quais as consequências da elevação crônica da pressão intra-abdominal? Há aumento da incidência de refluxo gastroesofágico em pacientes com elevação da pressão intra-abdominal?

    O refluxo gastroesofágico está associado à pneumonia aspirativa? Qual o risco de pneumonia broncoaspirativa em idosos? A pneumonia aspirativa em idosos pode causar insuficiência respiratória aguda?

    A pneumonia aspirativa é causa de morte em idosos?

    Quais as principais condições associadas ao soluço incoercível? Quais as consequências de soluços incoercíveis? Como a ocorrência de soluços incoercíveis impacta a qualidade de vida do paciente?

    O tratamento de soluços incoercíveis com drogas que atuam no sistema nervoso central, por exemplo, gabapentina e clorpromazina, pode causar alterações do nível de consciência, sonolência, alucinações e outras alterações do comportamento?

    A interação medicamentosa entre clorpromazina, gabapentina e escitalopram pode causar alterações do nível de consciência, sonolência, alucinações e outras alterações do comportamento?

    Pacientes idosos têm maior risco de quedas quando não assistidos em suas atividades cotidianas? O uso de drogas que atuam no sistema nervoso central, causando sonolência ou alterações do nível de consciência, aumenta significativamente o risco de queda em idosos?

    A ocorrência de queda em idosos é causa de traumatismos significativos? O traumatismo cranioencefálico resulta em morbidade significativa em idosos? Quais outros traumatismos estão associados a quedas em idosos?

    A administração de medicamentos com efeitos no sistema nervoso central ou no sistema cardiovascular, quando realizada de forma irregular ou em dosagem inadequada, pode trazer riscos à saúde do paciente? Quais os riscos associados à administração de medicamentos com ação no sistema cardiovascular ou no sistema nervoso central de forma ou dosagem inadequada?

    Qual é o risco de evento cardiovascular em paciente que apresenta apneia/hipopneia obstrutiva do sono, com mais de 50 episódios de apneia por hora? Há aumento do risco de acidente vascular cerebral em paciente portador de apneia obstrutiva do sono e ateromatose carotídea?

    Há risco de morte por hipóxia em pacientes que apresentam apneia grave do sono?

    Há aumento da ocorrência de arritmia cardíaca em pacientes com apneia grave do sono?

    Quais os riscos de crise hipertensiva em paciente portador de hipertensão essencial primária? Quais as consequências de uma crise hipertensiva não diagnosticada de forma adequada e em um momento precoce? A ocorrência de crise hipertensiva em paciente portador de ateromatose coronariana aumenta significativamente a incidência de isquemia coronariana e infarto agudo do miocárdio?

    Pacientes portadores de queratose actínica solar, com antecedente de carcinoma escamoso da pele, devem ser avaliados continuamente para diagnóstico precoce de novas lesões? O carcinoma escamoso de pele pode evoluir com metástases em casos tratados de forma negligente e sem acompanhamento?

    Quais as causas de sarcopenia no idoso? A sarcopenia no idoso pode favorecer a ocorrência de quedas, perda de massa muscular e atrofia muscular?

    Quesitos médicos com ênfase em doenças crônicas, estado mental e risco de morte

    Considerando os relatórios médicos juntados, pode o perito afirmar que o periciado é portador de doenças crônicas múltiplas, de caráter permanente e progressivo, incluindo patologias cardiovasculares, respiratórias, gastrointestinais, metabólicas, nutricionais e psiquiátricas?

    As patologias descritas configuram quadro de multimorbidade, reconhecido na literatura médica como fator independente de aumento de mortalidade?

    É correto afirmar que tais doenças não possuem caráter transitório, exigindo tratamento contínuo, monitoramento permanente e intervenções frequentes por tempo indeterminado?

    As doenças cardiovasculares documentadas associadas à apneia obstrutiva do sono grave aumentam o risco de eventos cardiovasculares maiores, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e arritmias potencialmente fatais?

    A interrupção, irregularidade ou inadequação do uso do CPAP em paciente com índice de apneia-hipopneia severamente elevado (˜50 eventos/hora) eleva significativamente o risco de morte súbita, AVC e deterioração cognitiva?

    Os episódios recorrentes de pneumonia aspirativa, associados à esofagite erosiva e à broncoaspiração, configuram risco contínuo de insuficiência respiratória aguda e sepse?

    Os relatórios médicos descrevem sintomas compatíveis com transtorno depressivo, além de episódios de confusão mental e alteração do nível de consciência. Essas condições impactam negativamente a autonomia, o juízo crítico e a capacidade de autocuidado do periciado?

    O uso contínuo de medicamentos com ação no sistema nervoso central para controle de soluços incoercíveis, associado à apneia do sono e à sarcopenia, aumenta o risco de sonolência excessiva, quedas, desorientação e novos traumatismos cranioencefálicos?

    O episódio recente de queda da própria altura com traumatismo craniofacial indica risco real e atual de recorrência, especialmente na ausência de vigilância contínua e ambiente controlado?

    O quadro de sobrepeso com composição corporal desfavorável, risco de sarcopenia e necessidade de dieta fracionada frequente caracteriza estado de fragilidade clínica, conforme critérios aceitos na geriatria e na clínica médica?

    A perda de massa muscular, associada às múltiplas cirurgias abdominais e às limitações funcionais, aumenta o risco de quedas, infecções, declínio funcional acelerado e mortalidade?

    O periciado necessita de monitoramento clínico diário, controle rigoroso da pressão arterial, hidratação adequada, administração regular de múltiplos fármacos, acesso rápido a exames laboratoriais e de imagem e possibilidade de atendimento médico imediato em intercorrências?

    A ausência dessas medidas, conforme descrito pelos médicos assistentes, pode resultar em descompensação clínica súbita com risco concreto de morte?

    À luz da boa prática médica, é possível afirmar que o ambiente prisional comum não oferece estrutura suficiente para garantir: uso contínuo e adequado de CPAP; prevenção efetiva de quedas; dieta fracionada rigorosa; vigilância clínica permanente; atendimento imediato em situações de urgência; prevenção de sarcopenia e hipovitaminoses; administração de medicamentos de forma contínua e regular?

    A permanência do periciado em ambiente prisional implica risco aumentado, concreto e previsível de agravamento das doenças de base, sofrimento evitável e eventos fatais?

    Do ponto de vista médico-pericial, o conjunto das doenças crônicas, da fragilidade clínica, do risco cardiovascular, respiratório, neurológico e psiquiátrico permite enquadrar o quadro como grave enfermidade, nos termos do art. 117 da Lei de Execução Penal?

    O cumprimento da pena em regime domiciliar, com estrutura adequada de assistência médica, é a melhor alternativa capaz de preservar a vida, a integridade física e a dignidade humana do periciado, segundo critérios técnicos e éticos da medicina?

    Fonte e Foto: JP Notícias

  • INSS: Mendonça concede domiciliar a suposto “diretor financeiro” de fraude

    Defesa disse ao ministro que Silvio Feitoza está internado desde a semana passada em quadro clínico grave e com efetivo risco de morte.

    Política – O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), converteu na última sexta-feira (16) a prisão preventiva de Silvio Feitoza, investigado por fraudes no INSS (Instituto Nacional de Seguro Social), em prisão domiciliar.

    A decisão do ministro atende a um pedido feito pela defesa, que afirmou que Feitoza está internado desde a semana passada em quadro clínico grave e com efetivo risco de morte. A PGR (Procuradoria-Geral da República) foi favorável à concessão de prisão domiciliar.

    Feitoza foi submetido a um procedimento de cateterismo e angioplastia com implante de stent na última semana após a constatação médica de isquemia miocárdica provocada por obstrução de cerca de 90% de suas artérias coronárias.

    Silvio Roberto Machado Feitoza é investigado no inquérito que apura irregularidades no pagamento de descontos associativos a aposentados e pensionistas do INSS e foi preso em dezembro do ano passado pela PF (Polícia Federal).

    A investigação aponta que Feitoza “desempenhava funções típicas de um diretor financeiro dentro do esquema criminoso” liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

    “Silvio geria contas bancárias, coordenava pagamentos, assessorava o investigado em negociações estratégicas e participava de viagens destinadas à venda de imóveis, além de intermediar tratativas com advogados e operadores financeiros. Esse conjunto de atribuições revela um papel material na ocultação e dissimulação patrimonial, compatível com atividades estruturais de lavagem de capitais”, sustentam os investigadores.

    A prisão de Feitoza foi determinada por Mendonça em dezembro. O ministro afirmou que ele e outros investigados “não desistiram de continuar na empreitada criminosa mesmo após as medidas judiciais deflagradas em abril deste ano [2025] e mesmo após o caso ter se tornado de repercussão nacional”.

    A PGR sustentou na ocasião que Feitoza “detém acesso a fluxos financeiros e a registros patrimoniais sensíveis e já demonstrou disposição em dar continuidade às práticas delitivas, seguindo ordens de Antônio e Romeu mesmo ciente da sua ilicitude”.

    Diante das informações atualizadas sobre o quadro de saúde de Feitoza, Mendonça afirma que se tornou “desproporcional” a “manutenção de sua custódia em uma penitenciária”.

    “O recente incremento do nível de cuidado com a doença do referido investigado passou a exigir, na linha do que requerido por sua defesa e do entendimento do MPF, o acolhimento da excepcional medida de conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar, sem prejuízo da aplicação concomitante de medidas cautelares”, diz Mendonça.

    O ministro lembra que “os crimes investigados envolvem o desvio de quantias expressivas de dinheiro público e privado, o que potencializa o risco de práticas destinadas à fuga do país com os recursos ilicitamente obtidos” e, por isso, determina a entrega de todos os passaportes em até 48 horas à PF.

    Mendonça ordena ainda que Feitoza utilize tornozeleira eletrônica. “A monitoração terá condições de cumprir a função de vigilância e supervisão dos investigados para evitar que atuem contra a produção de provas e de modo contrário aos interesses do sistema de justiça”, afirma.

    O ministro determina, por fim, que Feitoza seja proibido de manter contato com qualquer pessoa investigada no âmbito da “Operação Sem Desconto”, que apura a prática de crimes relacionados a descontos indevidos nos benefícios previdenciários do INSS.

    “Caso o investigado pudesse continuar mantendo contato com os demais investigados nestes autos e em outros inquéritos que tratam de crimes relacionados à citada operação, o risco de a dinâmica ilícita continuar a ocorrer e de bens adquiridos com produto do crime serem ocultados se elevaria”, diz o ministro.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Prioridade do governo, fim da escala 6×1 tem duas frentes no Congresso

    PECs sobre a mudança na escala de trabalho estão em análise no Legislativo desde 2015; tema é debatido na Câmara e no Senado e deve ganhar tração com a retomada dos trabalhos na próxima semana.

    Política – Pauta prioritária para o governo, o fim da escala de trabalho 6×1 está em análise na Câmara e no Senado e deve ganhar tração com a retomada dos trabalhos no Congresso, previsto para daqui uma semana. Enquanto isso, base aliada do Executivo ainda avalia qual proposta – e em qual Casa – terá mais tração nas negociações.

    O tema deve ser um dos explorados na campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com apelo popular, a proposta enfrenta, no entanto, resistência de setores produtivos, que avaliam haver possível impacto econômico.

    No total, há quatro propostas de Emenda à Constituição tramitando no Congresso sobre a escala 6×1. A mais antiga, de 2015, está no Senado e aguarda votação no plenário. A matéria foi pautada e aprovada de última hora na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) durante a última sessão do ano passado.

    A versão aprovada foi o parecer do senador Rogério Carvalho (PT-SE), que propôs uma transição gradual, ao longo dos próximos anos, até a jornada máxima de 36 horas semanais. O texto original foi apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), historicamente ligado à causa trabalhista.

    “É um debate que ganhou a opinião pública. Se analisarmos bem, veremos que na maioria das empresas no Brasil a jornada já é 5 por 2”, afirmou Paim.

    Na Câmara, no ano passado, o fim da escala 6×1 ganhou força após uma campanha da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e apresentação de um novo texto. Essa proposta está em análise em uma subcomissão na Casa e aguarda votação.

    A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou acreditar que a redução na jornada de trabalho pode ser aprovada na Câmara ainda neste ano. Segundo ela, o presidente Lula pediu prioridade para o tema.

    “Não é possível a pessoa ter um dia só de descanso na semana. Isso afeta muito as mulheres, principalmente, que ainda têm dupla jornada de trabalho, trabalham fora e trabalham dentro de casa. Ficam com um dia por semana para descansar e ter os seus afazeres. É uma questão de dignidade das pessoas”, disse a ministra.

    A redução da jornada de trabalho é debatida há anos no Legislativo. Desde 1995, ao menos 13 propostas sobre o tema já foram apresentadas e arquivadas. Outras diversas matérias tratam de jornadas diferenciadas a depender da categoria de trabalho.

    Matérias em tramitação

    Deputados e senadores propõem alterações ao artigo 7º da Constituição Federal, nos trechos que tratam da duração da jornada semanal e do repouso semanal remunerado. Entenda as propostas que tramitam no Congresso:

    PEC n° 8/2025 – A proposta de autoria da deputada Erika Hilton altera artigo da Constituição para reduzir o limite semanal do “trabalho normal” de 44 para 36 horas semanais, além da previsão de jornada de trabalho de quatro dias por semana. Parecer do relator Luiz Gastão (PSD-CE), entretanto, propôs uma jornada semanal máxima de 40 horas. A proposta carece de decisão de subcomissão da Comissão de Trabalho da Câmara.

    PEC nº 221/2019 – Proposta de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), a PEC está parada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara. A matéria altera trecho da Constituição para reduzir a carga horária semanal de trabalho para 36 horas, o que entraria em vigor 10 anos após sua publicação.

    PEC nº 148/2015 – Em tramitação no Senado há dez anos, a matéria do senador Paulo Paim aguarda deliberação no plenário da Casa. O texto, na forma do substitutivo de Rogério Carvalho, reduz de 44 para 36 horas semanais, em até cinco dias por semana, com período de transição ao longo dos próximos anos. Prevê ainda repouso semanal remunerado de, no mínimo, dois dias, preferencialmente aos sábados e domingos.

    PEC nº 4/2025 – De autoria do senador Cleitinho (Republicanos-MG), o texto reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas semanais, a serem prestadas em até cinco dias por semana. Ele ainda propõe trecho que estabelece repouso semanal remunerado preferencialmente nos sábados e domingos. A matéria ainda aguarda despacho da presidência do Senado para dar início à tramitação.

    Além das PECs, deputados têm lançado mão de projetos de lei para propor a redução da jornada semanal de trabalho. Tramitam na Câmara dos Deputados ao menos três propostas que promovem alterações na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), lei que dispõe sobre a regulamentação do exercício da profissão de comerciário e lei que trata do repouso semanal remunerado.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Lula diz que salário mínimo no Brasil é insuficiente e defende mobilização para valorização do piso

    Durante cerimônia no Rio de Janeiro, presidente afirmou que o valor atual não cumpre o propósito original da lei e reforçou papel do governo e da sociedade na defesa dos trabalhadores.

    Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na sexta-feira (16), que o salário mínimo praticado no Brasil “é muito pouco” e não atende ao objetivo para o qual foi criado. A declaração foi feita durante a cerimônia que marcou os 90 anos da instituição do salário mínimo no país, realizada na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro.

    Ao discursar, Lula destacou que o evento não tinha como foco celebrar o valor atual do piso salarial, mas sim a ideia histórica que levou à sua criação. Segundo ele, o salário mínimo deveria garantir condições básicas de dignidade aos trabalhadores, algo que, na avaliação do presidente, ainda não é plenamente cumprido. “O salário mínimo é muito pouco. O que estou defendendo aqui é a ideia de o país ter um salário mínimo. Todos nós, governo e cidadãos, temos a obrigação de brigar para que ele melhore”, afirmou.

    O presidente também ressaltou que o valor vigente não corresponde à intenção original da lei que instituiu o piso salarial no Brasil, criada em 1936. “Não estamos fazendo apologia ao valor do salário mínimo, porque ele é muito baixo. Estamos fazendo apologia à decisão histórica de estabelecer um salário que garantisse direitos elementares aos trabalhadores”, declarou.

    Atualmente, o salário mínimo está fixado em R$ 1.621 e passou a valer a partir de 1º de janeiro de 2026. O reajuste de 6,7% seguiu a política de valorização do piso salarial retomada em 2023 e levou em conta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acumulou alta de 4,18% nos últimos 12 meses.

    Durante o discurso, Lula também abordou a diferença entre trabalhadores organizados e não organizados, destacando o papel dos sindicatos na conquista de salários mais altos. Segundo ele, categorias com maior nível de organização costumam negociar pisos salariais superiores ao mínimo nacional. “Por que nas categorias organizadas as pessoas não ganham salário mínimo? Porque todos os trabalhadores organizados têm um piso acima do salário mínimo”, afirmou.

    A fala do presidente reforça o debate sobre o poder de compra do salário mínimo e sua importância como instrumento de proteção social, especialmente em um cenário de inflação e desigualdade, além de sinalizar a continuidade da pauta de valorização do piso ao longo do atual governo.

  • Na Papudinha, Bolsonaro volta a ter crise intensa de soluços e médico foi chamado

    Ex-presidente pediu atendimento médico e foi acompanhado por equipe de saúde durante a noite.

    Política – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a apresentar uma forte crise de soluços após ser transferido para a nova unidade prisional do Batalhão Militar da Polícia Militar, em Brasília. De acordo com informações apuradas pelo SBT News, ainda quando estava na superintendência da Polícia Federal, na quinta-feira (15), Bolsonaro solicitou a presença de um médico devido ao quadro persistente.

    Após a transferência, o ex-presidente foi levado para a realização de exames de corpo de delito e, em seguida, retornou à prisão conhecida como “Papudinha”. Mesmo após os procedimentos, a crise de soluços continuava, segundo relatos de fontes ouvidas pela reportagem.

    Ainda conforme as informações, Bolsonaro foi recebido de forma cordial ao chegar à unidade militar. Durante a noite, ele foi acompanhado por uma médica tenente que estava de plantão no local. A expectativa é de que o médico pessoal do ex-presidente faça uma visita nesta sexta-feira para avaliar o quadro clínico.

    No início da noite de quinta-feira, Jair Bolsonaro também recebeu a visita de seus advogados e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Na ocasião, ela levou alimentos ao marido durante o período de permanência na unidade prisional.

    O estado de saúde do ex-presidente tem sido citado de forma recorrente pela defesa em pedidos de revisão do regime de prisão, tema que segue em análise no Supremo Tribunal Federal (STF).


    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • ‘Qualquer dano a Bolsonaro, será responsabilidade da Justiça’, diz oposição

    Deputado Nikolas Ferreira comenta que nova penitenciária ‘parece ser um espaço melhor’.

    Política – A determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro para a ‘Papudinha’, gerou reação imediata da oposição, que atacou o ministro. O gabinete de Rogério Marinho (PL), senador pelo estado do Rio Grande do Norte, emitiu uma nota condenando a decisão de Moraes: “a transferência para a Papudinha escancara o abuso: traficantes e assassinos recebem tratamento mais humano do Estado do que um homem preso por um crime impossível”. A nota informa ainda que “qualquer dano a Bolsonaro, será responsabilidade da Justiça”, visto a sua condição precária de saúde.

    Um dos filhos de Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, fez um post nas redes sociais Instagram e X criticando diretamente Alexandre de Moraes e dizendo que “suas qualidades como ser humano não merecem ser enumeradas diante da maldade praticada contra Jair Bolsonaro”.

    Na publicação ele lista os crimes atribuídos ao ex-presidente, que alega serem acusados de forma injusta. Ele finaliza dizendo que “a transferência para um ambiente prisional severo ultrapassa o cumprimento de uma decisão judicial e se transforma em um marco simbólico de confronto institucional”.

    O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Sóstenes Cavalcante, usou o X para manifestar sua insatisfação com a situação alegando que a decisão de transferência não é justiça e sim “autoritarismo de toga, abuso de poder institucionalizado, a caneta usada como cassetete”. Para ele, a medida foi com o intuito de castigar e que “o Brasil está sob um regime de arbítrio judicial”.

    Já o deputado federal Nikolas Ferreira comunicou em seu perfil no X que a “Papudinha” parece ser um ambiente maior para Bolsonaro e com atendimento médico 24h. Mas critica a decisão primária de sua prisão já que, segundo ele, o filiado do PL é inocente: “por que não enviá-lo pra casa? Enfim, tudo isso por um crime que ele nunca cometeu e deveria estar livre”.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Malafaia reage a declarações de Damares e exige provas sobre denúncias envolvendo igrejas

    Pastor afirma que acusações genéricas sobre fraudes no INSS são graves, pede nomes e documentos e critica postura da senadora.

    Política – O pastor Silas Malafaia publicou um vídeo na quarta-feira (14) com duras críticas à senadora Damares Alves (Republicanos-DF), após declarações feitas por ela sobre a suposta participação de grandes líderes e igrejas evangélicas em fraudes relacionadas a aposentadorias do INSS.

    Na gravação, Malafaia afirma que as acusações são extremamente sérias e cobra que a parlamentar apresente nomes, fatos concretos e provas que sustentem as declarações. Para o líder religioso, citar de forma genérica líderes evangélicos sem individualizar responsabilidades pode caracterizar uma denúncia leviana.

    “O que está sendo dito é muito grave. Ou se apresentam nomes e provas, ou isso se torna uma acusação irresponsável”, afirmou Malafaia, em tom exaltado. Ele questiona diretamente a postura da senadora ao mencionar supostos envolvidos sem identificá-los publicamente.

    Durante o vídeo, o pastor afirma ainda que, caso Damares não detalhe quem seriam os responsáveis pelas supostas irregularidades, estaria colocando sob suspeita todo um segmento religioso. Em um dos trechos mais duros, Malafaia diz que a senadora “não é digna nem de ser evangélica” se não apresentar provas concretas para sustentar o que foi dito.

    As declarações acirraram o debate dentro do meio evangélico e repercutiram nas redes sociais, dividindo opiniões entre apoiadores de Malafaia e defensores da senadora. Até o momento, Damares Alves não havia apresentado publicamente nomes ou documentos relacionados às acusações mencionadas, nem respondido diretamente ao vídeo do pastor.

    O episódio amplia a tensão entre lideranças religiosas e políticas em meio às investigações sobre irregularidades no INSS, tema que tem provocado forte reação em diferentes setores da sociedade.