Categoria: Política

  • Michelle rebate Allan dos Santos e nega ter endossado Tarcísio ao Planalto

    A ex-primeira-dama curtiu recentemente um comentário feito por Cristiane Freiras, esposa do governador de São Paulo, sobre o Brasil precisar de um ‘novo CEO’ no Executivo.

    Política – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se manifestou na quarta-feira (14), por meio de publicação em seu perfil no X (ex-Twitter), sobre suposição feita pelo influenciador Allan dos Santos, em postagem na mesma rede social, de que a presidente do PL Mulher teria endossado uma possível candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao Planalto. “Pessoas amargas, como esse ser, apressam-se em julgar, em apontar (como ele diz) o que acha que é verdade ou, por conveniência, repete o que lhe mandam repetir: é um boneco ventríloquo”, escreveu.

    Mais cedo, Allan dos Santos publicou um vídeo em que mostrava as curtidas feitas em comentário feito da esposa de Tarcísio, Cristiane Freitas, em um vídeo compartilhado do governador. Um dos “likes” era de Michelle.

    “A mulher de Tarcísio deixou escapar, ‘sem querer’, que o plano dela e do marido é a faixa presidencial, sabe quem curtiu o comentário? A mesma pessoa que publicou o vídeo nos stories do Instagram”, escreveu Allan. O influenciador disse ainda que “quando apontou isso” foi chamado “de tudo que é pérfido”. “Sempre que alguém tenta levar luz a quem está na caverna, os que preferem a escuridão se voltam contra quem [mostra] a claridade”, declarou.

    Na terça-feira (13), Tarcísio publicou, em seu perfil no Instagram, um vídeo em que fala sobre a chegada de um novo “CEO” no Planalto que faria uma “reforma administrativa” e adotaria um plano econômico diferente da atual gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na postagem, o governador ainda disse que “o Brasil não aguenta mais quatro anos de PT”. “Estamos limitando o nosso potencial como nação e tirar esse governo atrasado é o único lado que a direita precisa ter em 2026”, afirmou o chefe do Executivo paulista. Nos comentários, Cristiane endossou a fala do esposo. “Nosso país precisa de um novo CEO, meu marido”, escreveu a primeira-dama paulista.

    Em sua publicação, Michelle afirmou não ter interpretado o comentário de Cristiane como sendo Tarcísio “o tal CEO”. A ex-primeira-dama disse ter entendido que a sua “amiga pessoal” apenas declarou a Tarcísio que “o Brasil precisa de um novo CEO, de um novo governante”. “Todos sabemos que precisa mesmo! Preferencialmente, Jair Bolsonaro”, argumentou a presidente do PL Mulher.

    Sobre compartilhamento do vídeo do governador de São Paulo em seus stories, no Instagram, a ex-primeira-dama disse que repostou “uma mensagem sobre economia que concorda totalmente”. Michelle relatou que faz o mesmo “com várias pessoas” que publicam conteúdos relevantes nas redes sociais.

    “Nem o meu galego dos olhos azuis tenta intervir na minha liberdade ou nas minhas opiniões, e esse cidadão tenta me intimidar com seus vômitos de ódio?! Querendo julgar o que eu devo ou não postar?! Se enxerga!”, escreveu a presidente do PL Mulher.

    Michelle ainda iniciou a publicação falando que Allan “seria dos demônios”, um trocadilho com o sobrenome “dos Santos” do influenciador. A ex-primeira-dama continuou dizendo que ele “fez acusações levianas e injustas” contra ela e que estaria “servindo de ventríloquo de alguém que está perto dele”, mas não citou nomes. A esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que o blogueiro estaria “totalmente interessado em atacar mulheres ou qualquer um que possa ser um obstáculo aos seus espúrios interesses umbilicais”.

    “Ele diz que aponta os erros das pessoas e quer ser luz, mas se esquece de que, quando ele aponta um dedo contra alguém, existem quatro dedos apontados para ele mesmo”, escreveu. A presidente do PL Mulher acrescentou que Allan dos Santos “diz querer ‘levar luz’ para outros, mas o que ele faz se parece mais com levar Lúcifer do que luz”.

    Esta não é a primeira vez que o influenciador critica a ex-primeira-dama. Em dezembro, Allan dos Santos afirmou que Michelle “age sem o consentimento dos enteados e ignora as orientações do marido”. Na ocasião, ele ainda afirmou que a presidente do PL Mulher não ligava para Bolsonaro. A declaração do blogueiro foi dada em meio a uma crise interna na família do ex-presidente depois que Michelle criticou a aproximação entre o PL e Ciro Gomes (PSDB).


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Oposição aponta risco de fuga e pede medidas cautelares contra Lulinha

    O documento foi encaminhado ao ministro André Mendonça e sustenta que haveria elementos que dariam maior consistência às acusações.

    Política – Parlamentares da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram no Supremo Tribunal Federal um pedido para a adoção de medidas cautelares contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente. A solicitação inclui o uso de tornozeleira eletrônica e a retenção do passaporte, sob o argumento de risco de saída do país.

    O requerimento foi anunciado na terça-feira (13), pelo deputado Marcel van Hattem, do Novo do Rio Grande do Sul, vice-líder da Minoria no Congresso. O documento foi encaminhado ao ministro André Mendonça e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e conta com as assinaturas do senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, do senador Eduardo Girão, do deputado Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, além dos deputados Luiz Lima e Adriana Ventura.

    Alegação de risco de fuga

    Em vídeo publicado nas redes sociais, Marcel van Hattem afirmou que a medida se justifica pelo suposto risco de Lulinha deixar o território nacional. Segundo o deputado, o filho do presidente teria retornado recentemente ao Brasil e planejava voltar à Espanha, onde estaria residindo.

    “Protocolamos um pedido para que o ministro André Mendonça avalie a colocação de tornozeleira eletrônica e a retenção do passaporte, diante da possibilidade de saída do país”, declarou o parlamentar.

    Suposta ligação com fraudes no INSS

    O pedido menciona uma possível relação de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como um dos principais articuladores de um esquema de fraudes na Previdência Social. De acordo com a solicitação, Lulinha teria recebido uma mesada de R$ 300 mil, informação que, segundo os parlamentares, já havia sido antecipada em reportagens publicadas no início de dezembro.

    Os congressistas também citam o caso de Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal por envolvimento com os negócios ilícitos de Antunes. Segundo as investigações, ela teria orientado o envio de valores ao “filho do rapaz”, expressão que os autores do pedido associam a Lulinha. Roberta atualmente cumpre medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

    Defesa reage e nega irregularidades

    Procurado, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, afirmou que Fábio Luís já retornou à Espanha, onde vive com a família desde julho de 2025, e que a viagem ao Brasil ocorreu apenas para as festas de fim de ano. Segundo ele, não há qualquer irregularidade na movimentação do filho do presidente.

    “O pedido da oposição é um esforço criativo, juridicamente frágil e sem fundamento”, afirmou. Para o advogado, Lulinha não é alvo de investigação da Polícia Federal e estaria sendo alvo de ataques políticos. “Não há investigação em curso contra ele. Falta técnica jurídica e sobra má-fé”, disse.

    Pedido de prisão preventiva

    Além do requerimento apresentado pela oposição, outro pedido envolvendo Lulinha foi protocolado no STF no mesmo dia. O advogado Jeffrey Chiquini ingressou com um requerimento solicitando a prisão preventiva do filho do presidente, mesmo sem representar diretamente qualquer parte nas investigações sobre as fraudes no INSS.

    O documento foi encaminhado ao ministro André Mendonça e sustenta que haveria elementos que dariam maior consistência às acusações. Chiquini afirma que o pedido tem caráter técnico e não está relacionado à sua atuação na defesa de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por participação em tentativa de golpe de Estado.

    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Defesa de Bolsonaro cita queda em novo pedido de prisão domiciliar a Moraes

    Advogados alegam que incidente altera as circunstâncias desde o último requerimento por domiciliar, negado pelo ministro em 1º de janeiro.

    Política – A defesa de Jair Bolsonaro (PL) citou a queda que o ex-presidente sofreu na noite do último dia 6 ao protocolar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

    Os advogados alegam que o incidente altera as circunstâncias desde o último pedido por domiciliar, que foi negado por Moraes em 1º de janeiro.

    “O evento não constitui episódio isolado ou fortuito. Ao contrário, ele materializa, de forma inequívoca, os riscos clínicos concretos e reiteradamente advertidos pela equipe médica que acompanha o Peticionário há anos, riscos esses amplamente documentados nos autos e que, até então, vinham sendo tratados como projeções teóricas. Agora, converteram-se em realidade objetiva”, argumentam.

    O requerimento ainda cita trechos dos relatórios médico e fisioterapêutico para defender a necessidade de presença humana contínua junto ao ex-presidente.

    “Nesse contexto, a prisão domiciliar não se apresenta como medida de conveniência ou favor, mas como única forma juridicamente adequada de compatibilizar a execução da pena com a preservação mínima da saúde e da vida do apenado, sob fiscalização rigorosa, monitoramento eletrônico e demais condições que Vossa Excelência entender necessárias”, afirmam os advogados.

    “A manutenção do Peticionário em ambiente prisional, após o evento ora narrado, transfere ao Estado um risco que já se mostrou concreto, expondo-o a responsabilidade objetiva por eventuais desfechos mais graves, plenamente previsíveis à luz dos laudos médicos ora anexados”, acrescentam.

    Bolsonaro teve um traumatismo craniano leve após cair na cela onde está detido na Superintendência da PF (Polícia Federal) de Brasília.

    Exames realizados pelo ex-presidente após a queda evidenciaram uma “densificação das partes moles na região frontal e temporal direita”.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Na mira da PF, Lulinha deixa o país e retorna à Europa em meio a investigações do INSS

    Filho do presidente volta a Madri em meio a apurações da PF sobre suposta ligação com lobista investigado no esquema do INSS.

    Política – O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, deixou o Brasil e retornou à Europa após passar cerca de três semanas no país durante o período das festas de fim de ano. A viagem ocorre em meio a investigações da Polícia Federal que apuram uma possível relação entre Lulinha e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador de um esquema de desvios de recursos de aposentados e pensionistas.

    Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, Lulinha deve retomar residência em Madri, onde mora desde meados de 2025. Durante a estadia no Brasil, não houve registro público de encontros com o pai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    As investigações da PF analisam mensagens e movimentações financeiras atribuídas a pessoas ligadas ao lobista, incluindo referências ao nome de Lulinha. Entre os pontos apurados estão o envio de uma encomenda descrita como “medicamento” a um endereço associado à família e uma viagem conjunta a Portugal, com passagens supostamente custeadas pelo operador investigado. Valores mencionados em depoimentos seguem sob verificação pelas autoridades.

    O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou publicamente a existência da investigação. Até o momento, Lulinha não constituiu advogado nem foi localizado para comentar o caso.

    Em declarações anteriores, o presidente Lula afirmou que qualquer pessoa deve responder à Justiça caso tenha cometido irregularidades. No Congresso, a base governista votou contra a convocação de Lulinha para depor na CPMI do INSS, decisão que gerou críticas da oposição. As apurações seguem em andamento.

  • PF deflagra operação para investigar desvios de emendas parlamentares; Deputado Félix Mendonça é o principal alvo

    Ao todo, a Polícia Federal cumpre nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na Bahia e no Distrito Federal.

    Política – A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil (RFB), deflagrou, nesta terça-feira (13), a nona fase da Operação Overclean, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro.

    Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na Bahia e no Distrito Federal.

    O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) é o foco central da nona fase da Operação Overclean. A Polícia Federal realizou busca e apreensão no apartamento funcional ocupado pelo parlamentar, em Brasília.

    O STF determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas, com o objetivo de interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação aos cofres públicas.

    Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Milei descarta diálogo com Lula sobre Venezuela e declara apoio a Flávio Bolsonaro

    Líder argentino classificou propostas do atual governo brasileiro como “socialistas”, enquanto o senador do PL celebrou o apoio vindo de Buenos Aires.

    Mundo – O presidente da Argentina, Javier Milei, não poupou as críticas ao governo brasileiro em entrevista recente. Durante a conversa, o líder argentino afirmou categoricamente que não vê motivos para manter diálogo com o presidente Lula a respeito da situação política na Venezuela.

    Milei, que defende uma postura de confronto direto contra o regime venezuelano, manifestou sua preferência pela vitória do senador Flávio Bolsonaro na próxima disputa presidencial brasileira, evidenciando o distanciamento ideológico entre os atuais mandatários das duas maiores economias da América do Sul.

    As declarações ocorrem em um momento de transformações drásticas na região, especialmente após a captura de Nicolás Maduro em uma operação coordenada pelos Estados Unidos. Enquanto o governo brasileiro mantém uma linha diplomática contrária a intervenções militares estrangeiras, Milei endossa integralmente as ações de Washington. O presidente argentino classificou as propostas de Lula como heranças do socialismo e afirmou que projeta uma solução para a região com a família Bolsonaro no poder, embora tenha ressaltado que as divergências políticas não devem interromper as relações comerciais que beneficiam ambos os países.

    Apoio de Milei a Flávio Bolsonaro

    O senador Flávio Bolsonaro recebeu com entusiasmo o apoio vindo de Buenos Aires, utilizando suas redes sociais para destacar a sintonia entre as lideranças que defendem a liberdade econômica.

    O parlamentar projeta que, a partir de 2027, uma eventual convergência política entre Brasil e Argentina poderia resultar em uma parceria comercial mais assertiva, com foco na redução de barreiras e na reestruturação do Mercosul. Esse movimento ocorre em paralelo à aprovação histórica do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que promete extinguir tarifas sobre a maioria das mercadorias trocadas entre os blocos.

    No campo diplomático, a tensão entre Brasília e Buenos Aires ganhou novos contornos com a decisão do Itamaraty de deixar de representar os interesses argentinos na Venezuela. A custódia da embaixada da Argentina em Caracas, que era exercida pelo Brasil desde o rompimento das relações entre Milei e o regime chavista, será transferida para a Itália.

    A mudança sinalizou a um esfriamento nas relações de cooperação direta entre os ministérios das relações exteriores dos dois países, refletindo as abordagens opostas adotadas diante da crise institucional venezuelana.



    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Fachin entra em recesso e Moraes assume presidência do STF nesta segunda

    André Mendonça, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Flávio Dino farão plantão para decisões urgentes; pausa no Judiciário vai até o final de janeiro.

    Política – O ministro Alexandre de Moraes assume temporariamente a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) na próxima segunda-feira (12).

    A troca ocorre porque o presidente, ministro Edson Fachin, entrará em recesso, e Moraes, como vice-presidente, passa a comandar o tribunal durante o período.

    O recesso do STF começou em dezembro e vai até o fim de janeiro. Nesse intervalo, a Corte funciona em regime de plantão para analisar casos urgentes, tanto novos quanto em processos que já estavam em andamento. 

    Além de Moraes, os ministros André Mendonça, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Flávio Dino também integram o plantão.

    Em novembro, Moraes já havia presidido o STF de forma interina, quando Fachin viajou a Belém para compromissos ligados à Cúpula do Clima, evento preparatório da COP30.

    Fachin e Moraes estão no comando da Corte desde o fim de setembro, em um mandato de dois anos. 

    Pela tradição do STF, que segue a ordem de antiguidade, Moraes deve assumir a presidência de forma definitiva em 2027.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Bolsonaro aparece de cueca em foto divulgada pelo filho; veja

    As imagens foram publicadas nas redes sociais junto a um comunicado sobre o estado de saúde do ex-mandatário.

    Política – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apareceu de cueca em fotos divulgadas pelo filho, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), na noite deste domingo (11). As imagens foram publicadas nas redes sociais junto a um comunicado sobre o estado de saúde do ex-mandatário.

    Segundo Carlos, o médico de Bolsonaro foi chamado à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, após crises persistentes de soluço evoluírem para um quadro de azia constante, o que estaria dificultando sua alimentação e o sono.

    “A foto anexa registra meu pai em intermináveis crises de vômito, decorrentes das sequelas da facada que sofreu”, escreveu Carlos, ao atribuir o atual estado de saúde às consequências do atentado sofrido por Bolsonaro em 2018.



    Ainda de acordo com o ex-vereador, além dos problemas físicos, o pai enfrenta um abalo psicológico significativo, agravado pelo fato de permanecer sozinho em cela individual.

    Pedido de prisão domiciliar
    Carlos Bolsonaro informou que, neste fim de semana, a defesa do ex-presidente protocolou mais um pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento, segundo ele, a solicitação ainda não foi analisada pela Corte.

    No pronunciamento, Carlos também voltou a contestar as condenações impostas ao pai, alegando perseguição política e questionando a responsabilização de Bolsonaro pelos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.

    Condenação de Bolsonaro

    A Primeira Turma do STF condenou Jair Bolsonaro por participação em uma tentativa de golpe de Estado e outros crimes, fixando pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado. Esta foi a primeira vez que um ex-presidente eleito foi condenado por crimes contra o Estado Democrático de Direito, conforme a Constituição de 1988.

    Atualmente, Bolsonaro está preso na sede da Polícia Federal, em Brasília, e permanece inelegível.



    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Confira a lista de todas as trocas no governo Lula após saída de Lewandowski

    Por causa das eleições, o Palácio do Planalto espera ter pelo menos mais 10 mudanças na Esplanada até 4 de abril.

    Política – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou na quinta-feira (8) pedido de demissão do cargo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Essa saída marca a 15ª troca no alto escalão do governo do petista desde que assumiu o Palácio do Planalto, em 1º de janeiro de 2023. Leia a lista abaixo.

    Por ser ano eleitoral, o Palácio do Planalto espera que haja pelo menos 10 trocas na Esplanada neste primeiro trimestre de 2026. As regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinam que os ministros precisam estar desvinculados de seus cargos no Executivo seis meses antes do pleito. Ou seja, até 4 de abril.

    Ao PlatôBR, Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, confirmou que deixará o governo federal. Ela vai disputar reeleição para deputada federal pelo Paraná. Em dezembro de 2025, o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, declarou que vai sair candidato à Câmara dos Deputados por Pernambuco.

    Nos bastidores, é especulado que os ministros Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Waldez Goés (Integração e Desenvolvimento Regional) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) saiam candidatos ao Senado pelos seus respectivos estados. Para a Câmara, a expectativa é de que Jader Filho (Cidades) dispute assento pelo Pará. Para os governos estaduais, Camilo Santana (Educação) deve concorrer ao Executivo do Ceará e Renan Filho (Transportes), de Alagoas.

    O futuro do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), ainda é incerto. Caso não continue na chapa com Lula para reeleição ao Planalto, ele deve sair candidato em algum cargo por São Paulo.

    Gabinete de Segurança Institucional

    A primeira troca no alto escalão do governo Lula foi no Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Em 19 de abril de 2023, o então ministro-chefe, general Gonçalves Dias, pediu demissão após vazamento de vídeos do circuito de segurança do Palácio do Planalto. As imagens captadas mostraram o militar caminhando pela sede do Executivo durante a invasão aos prédios dos Três Poderes, em 8 de Janeiro. Quem assumiu a chefia do GSI foi o general Marcos Antônio Amaro dos Santos.

    Turismo

    A segunda baixa do governo se deu no Ministério do Turismo. Em 13 de julho, a deputada federal Daniela Carneiro (União Brasil-RJ) foi demitida. No dia seguinte, a nomeação do deputado federal Celso Sabino (Sem Partido-AP), indicado pelo seu ex-partido União Brasil, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

    Antes de Lewandowski, a troca mais recente no Executivo também ocorreu no Turismo. Em 17 de dezembro de 2025, Lula anunciou a saída de Sabino. Filho do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil-PB), Gustavo Feliciano foi escolhido para comandar a pasta.

    Esporte

    Ana Moser foi a terceira ministra a deixar o governo Lula. Em 6 de setembro de 2023, o chefe do Executivo oficializou a reforma ministerial para ampliar a presença do Centrão no governo. Com isso, o deputado federal André Fufuca (PP-MA) assumiu o ministério.

    Portos e Aeroportos

    Também na reforma ministerial de 2023, Lula remanejou o ministro Márcio França para o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, criado para acomodá-lo na Esplanada. O deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) passou a comandar a pasta.

    Justiça e Segurança Pública

    Em 27 de novembro de 2023, Lula indicou Flávio Dino para assumir a vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF) aberta após aposentadoria de Rosa Weber. O maranhense deixou o governo em 1º de fevereiro de 2024 e retornou ao seu assento no Senado até ser empossado na Corte. O chefe do Executivo nomeou Lewandowski para o ministério.

    Direitos Humanos e Cidadania

    Após denúncias de assédio sexual contra Silvio de Almeida, Lula decidiu demiti-lo em 6 de setembro de 2024. No seu lugar, entrou Macaé Evaristo.

    Secretaria de Comunicação Social

    Em 7 de janeiro de 2025, o presidente comunicou a oitava troca no alto escalão de seu governo. O chefe do Executivo decidiu demitir o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) da Secretaria de Comunicação Social. O publicitário Sidônio Palmeira assumiu o cargo. A troca se deu como uma tentativa de melhorar a comunicação do Executivo, bem como a popularidade de Lula.

    Saúde

    Em mais uma reforma ministerial, Lula comunicou, em 25 de fevereiro de 2025, que Nísia Trindade deixaria o ministério. Para o seu lugar, foi realocado Alexandre Padilha, que era responsável pela Secretaria de Relações Institucionais do governo.

    Secretaria de Relações Institucionais

    Para substituir Padilha, Lula escolheu Gleisi Hoffmann. Ela foi nomeada para comandar a articulação política do governo e fortalecer as relações com os partidos da base aliada.

    Comunicações

    O deputado federal Juscelino Filho (União Brasil-MA) pediu demissão, em 8 de abril de 2025, após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao STF sob acusação de desvio de emendas parlamentares. Para substituí-lo, Lula acatou a indicação do União Brasil e escolheu o líder da sigla na Câmara dos Deputados, Pedro Lucas Fernandes (União Brasil-MA). No entanto, o parlamentar recusou o convite para permanecer em seu posto no Legislativo. Indicado pelo partido e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Frederico de Siqueira Filho assumiu o ministério.

    Previdência Social

    Em meio ao escândalo de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Carlos Lupi pediu demissão em 2 de maio de 2025. O então secretário Executivo da pasta, Wolney Queiroz, assumiu o cargo.

    Mulheres

    Cida Gonçalves deixou o governo em 5 de maio de 2025. Em declaração durante oficialização de sua demissão, a ex-ministra refutou as alegações de assédio moral durante a sua gestão no Ministério das Mulheres e afirmou que o assunto não foi abordado em reunião com Lula que definiu a troca de comando da pasta. Ela foi sucedida por Márcia Lopes.

    Secretaria-Geral da Presidência

    Visando a disputa para reeleição nas eleições, Lula trocou o comando da Secretaria-Geral da Presidência. No lugar de Márcio Macêdo, entrou o deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) em 20 de outubro de 2025. A migração do parlamentar para o Executivo foi um movimento estratégico para reaproximar o governo dos movimentos sociais, área que Boulos possui forte influência e liderança, a fim de fortalecer e ampliar o capital político do presidente junto a esse eleitorado.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Careca do INSS teria mandado encomenda para apartamento alugado por Lulinha, aponta PF

    Mensagens apreendidas ligam lobista preso por fraudes no INSS a endereço associado ao filho do presidente Lula, em São Paulo.

    Brasil – Mensagens obtidas pela Polícia Federal no curso das investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) indicam que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, solicitou a entrega de uma encomenda em um apartamento alugado pelo empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    De acordo com os dados apreendidos, em 6 de outubro de 2024, Antunes encaminhou a um funcionário o endereço de um imóvel localizado no bairro de Moema, zona sul de São Paulo, pedindo a entrega de um “medicamento”. Na mensagem, o lobista orienta que a encomenda fosse destinada a Renata Moreira, esposa de Lulinha. O conteúdo das conversas integra relatórios da Polícia Federal.

    O imóvel mencionado pertence formalmente ao empresário Jonas Leite Suassuna Filho, ex-sócio de Lulinha, conforme registros cartoriais. O apartamento fica na rua Juriti, em uma área de alto padrão da capital paulista, e está alugado pelo filho do presidente.

    Procurada, a defesa de Lulinha afirmou que ele não tem conhecimento da encomenda nem qualquer relação com o episódio. O advogado Marco Aurélio de Carvalho negou a existência de proximidade entre Lulinha e o Careca do INSS e classificou as citações como uma tentativa de envolvê-lo indevidamente nas investigações sobre a fraude previdenciária.

    As apurações da Polícia Federal investigam um esquema milionário de descontos irregulares em aposentadorias e pensões, que teria sido comandado por Antonio Carlos Camilo Antunes, preso desde setembro. Segundo os investigadores, o nome de Lulinha aparece em três núcleos distintos de dados, obtidos a partir da quebra de sigilo de investigados ligados ao lobista. As informações foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    A PF também analisa indícios de proximidade entre Antunes e pessoas do círculo social de Lulinha. Relatórios apontam que ambos teriam viajado juntos para Portugal em novembro de 2024. Além disso, o lobista teria transferido cerca de R$ 1,5 milhão para a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e de sua esposa. Em uma das operações financeiras, Antunes teria mencionado que o valor seria para o “filho do rapaz”, referência ainda sob análise dos investigadores.

    Roberta Luchsinger foi alvo de mandado de busca e apreensão e é citada como participante de ações de lobby no Ministério da Saúde em conjunto com o Careca do INSS, segundo a Polícia Federal.

    Em dezembro do ano passado, após uma nova fase da Operação Sem Desconto, o presidente Lula afirmou que todos os envolvidos nas fraudes do INSS devem ser investigados, sem exceções. “Quem tiver culpa precisa responder”, declarou à época.

    O apartamento de Moema já havia sido citado em investigações anteriores, durante a Operação Lava Jato. O imóvel, adquirido em 2009 por Jonas Suassuna, possui 524 metros quadrados, ocupa um andar inteiro do prédio e conta com três suítes, terraço gourmet, piscina e quatro vagas de garagem. Segundo a defesa, o contrato de locação permanece ativo.