Categoria: Geral

  • Preço médio do diesel sobe quase 20% nos postos desde o início da guerra e chega a R$ 7,26, diz ANP

    Desconto em impostos promovido pelo governo federal ainda não foi suficiente para impedir a alta. A guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo, principal insumo para a produção de combustíveis.

    Geral – Em meio a uma severa alta dos preços do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio, o preço médio do litro do diesel nos postos de combustíveis do país subiu 19,41% em duas semanas, mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (20).

    Na última semana, o preço médio no Brasil subiu mais 6,76%, passando de R$ 6,80 para R$ 7,26. Antes da guerra, o valor médio era de R$ 6,08.

    Na tentativa de amenizar a alta, o presidente Lula anunciou a isenção de impostos federais e uma ajuda financeira (a chamada subvenção) a produtores e importadores de diesel. Mas, com o “desconto” bancado pelo governo, a Petrobras decidiu elevar em 11,6% o preço do diesel nas refinarias, acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional

    • preço médio do diesel nos postos do Brasil ficou em R$ 7,26 por litro. O maior valor foi de R$ 8,99, registrado em Brumado (BA). Já o menor preço foi encontrado em João Pessoa (PA), a R$ 5,79.
    • A gasolina teve preço médio de R$ 6,65 por litro, alta de 2,94% na última semana. O valor mais alto foi de R$ 9,39, registrado em Guarujá (SP). Já o menor preço foi encontrado em São Paulo (SP), onde a agência identificou o litro a R$ 5,49.
    • O etanol teve preço médio de R$ 4,70 por litro, alta de 1,29%. O maior valor foi de R$ 6,99, registrado em Santa Maria (RS). Já o menor preço foi encontrado em Lins (SP), a R$ 3,86.

    Neste mês, a guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo de cerca de US$ 60 para mais de US$ 112, aumentando em 86,67% o custo da matéria-prima usada na produção de combustíveis.

    Como o g1 já mostrou, o diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando o preço sobe, o custo do frete tende a aumentar — e acaba sendo repassado ao longo da cadeia produtiva.

    O aumento foge do padrão, já que o mercado costuma reajustar preços dessa forma após mudanças anunciadas pela Petrobras.

    O caso virou alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), depois que sindicatos do setor apontaram preços mais altos em várias regiões, mesmo sem alteração até então nos valores praticados pela Petrobras nas refinarias.

    O governo brasileiro anunciou um pacote de medidas para tentar conter os efeitos da disparada do preço do petróleo sobre a inflação e reduzir o risco de desabastecimento de diesel no país.

    Entre as ações apresentadas estão:

    • Zerar alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, o que representa uma redução de R$ 0,32 por litro;
    • O aumento do imposto de exportação sobre o petróleo;
    • Uma medida provisória que cria uma subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores de diesel;

    Novas regras de fiscalização para garantir que os benefícios cheguem ao consumidor final.

    Quem compra combustível precisa ficar atento aos seus direitos. Segundo Luiz Orsatti, diretor executivo do Procon-SP, a comunicação do posto deve ser clara e não pode levar o cliente a interpretações equivocadas.

    Orsatti explica que um preço é considerado abusivo quando aumenta sem um motivo que justifique a mudança. “Não existe um percentual específico para definir esse abuso; cada caso é avaliado de forma individual”.

    O consumidor pode denunciar à ANP e ao Procon se acreditar que o posto está cobrando valores abusivos. “Analisamos o preço exibido na bomba, o valor da nota fiscal da compra do combustível e verificamos se existe abuso”, afirma Orsatti.

    Fonte: G1

  • China flexibiliza regra sobre ervas daninhas na soja brasileira, e cargas devem ser liberadas

    Nos últimos dias, país asiático devolveu cerca de 20 navios brasileiros por não estarem de acordo com regras sanitárias do país.

    Geral – Autoridades da China aceitaram flexibilizar regras em relação à presença de ervas daninhas em carregamentos de soja importados do Brasil.

    A informação consta em um documento da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), do Ministério da Agricultura, publicado nesta sexta-feira (20) no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) do governo federal.

    Nos últimos dias, o país asiático devolveu cerca de 20 navios brasileiros carregados com soja por conterem ervas daninhas proibidas na China.

    No documento, a SDA explica que, em uma reunião com as autoridades chinesas, o governo brasileiro explicou “que não é possível atestar a ausência absoluta de sementes de plantas daninhas em soja, dado as características de produção”.

    O texto acrescenta que “as autoridades chinesas entenderam e aceitaram que não será adotado o critério de tolerância zero” nas cargas que saem do Brasil.

    Diante desse cenário, o governo brasileiro determinou a certificação de navios mesmo quando houver presença de plantas daninhas apontada em laudos laboratoriais.

    Segundo o documento, o percentual aceitável será discutido futuramente em negociações bilaterais entre representantes dos dois países.

    Até lá, a avaliação seguirá baseada em análise de risco e em medidas de mitigação, de acordo com o destino do produto.

    O que aconteceu

    Nos últimos dias, a China devolveu cargas de soja enviadas pelo Brasil que descumpriram regras sanitárias do país, enquanto a Cargill – uma das maiores exportadoras de grãos – cancelou embarques para o parceiro asiático no dia 12 deste mês.

    Principal destino da soja brasileira, a China responde por cerca de 80% das exportações do produto.

    Cerca de 20 navios brasileiros foram devolvidos pela China recentemente por apresentarem grãos de soja misturados a ervas daninhas proibidas no país asiático. Diante da situação, representantes do Ministério da Agricultura devem viajar à China na próxima semana para tratar do tema.

    Na terça-feira (17), o ministro da Agricultura do Brasil, Carlos Fávaro, disse em coletiva de imprensa que a qualidade da soja brasileira “é inquestionável”, mas que a preocupação dos chineses é legítima.

    Ele afirmou ainda que vai propor à China a criação de um protocolo sanitário específico para o comércio de soja

    Apesar de o caso ter ganhado repercussão nos últimos dias, a situação não é nova, afirma Raphael Bulascoschi, analista do mercado de soja da StoneX Brasil.

    O problema começou no final do ano passado, quando o GACC, órgão responsável pela fiscalização na China, informou ao governo brasileiro que carregamentos estavam chegando com excesso de sementes proibidas e materiais estranhos”, diz Bulascoschi.

    Na prática, diz ele, o Ministério passou a fazer inspeções mais frequentes e deixou de emitir certificados para carregamentos que não cumprem as exigências.

    “Sem esse certificado, as empresas ficam impedidas de entregar a carga na China e de receber o pagamento”, explica.

    Agora, com a flexibilização por parte da China, as cargas devem ser liberadas.

    Interrupção da Cargill

    Segundo Bulascoschi, foi nesse contexto que a Cargill decidiu interromper as exportações para a China.

    g1 procurou a companhia, que informou que suas entidades representativas — a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) — publicariam uma nota conjunta.

    No entanto, as entidades não têm dado explicações. Na nota conjunta, publicada na quinta-feira (12), disseram apenas que acompanham “de forma atenta” os “recentes desdobramentos” das exportações de soja.

    Fonte: G1

  • Amazon planeja primeiro celular mais de 10 anos após tentativa frustrada com Fire Phone

    Conhecido internamente como Transformer, aparelho deve ser focado na assistente Alexa e em compras na Amazon. Empresa lançou outro smartphone em 2014, mas descartou projeto em pouco mais de um ano

    Geral – A Amazon está se preparando para lançar um novo celular, mais de 10 anos depois de anunciar um aparelho que foi considerado um de seus maiores fracassos, revelou nesta sexta-feira (20) a agência Reuters.

    O novo projeto é conhecido internamente como Transformer e está sendo desenvolvido pela unidade de dispositivos e serviços da Amazon, afirmaram à Reuters quatro fontes que pediram anonimato porque não estavam autorizadas a discutir assuntos internos.

    O telefone é visto como um potencial dispositivo de personalização móvel capaz de se sincronizar com a assistente de voz Alexa e servir como um canal de contato com os clientes da Amazon ao longo do dia, explicaram as fontes.

    Em 2014, a Amazon lançou seu primeiro smartphone, na esperança de enfrentar a Apple e a Samsung. Em vez disso, o Fire Phone – supervisionado diretamente pelo fundador Jeff Bezos – foi descartado em pouco mais de um ano.

    O projeto Transformer é o mais novo capítulo de um esforço de anos para levar ao mercado a visão de longa data de Bezos de um assistente de computação onipresente acionado por voz, semelhante ao computador controlado por voz da série de ficção científica “Star Trek”.

    Bezos imaginou um smartphone com foco em compras e capacidade de competir com a Apple, oferecendo facilidades de entrega e descontos por meio da assinatura Prime.

    Com o aparelho, a Amazon poderia obter ainda mais dados sobre os usuários. As informações seriam combinadas com o histórico de compras e as preferências de conteúdo. 

    O esforço da Amazon para lançar um novo smartphone não foi relatado anteriormente. A Reuters não conseguiu determinar alguns detalhes, como o preço previsto do telefone, a receita projetada com o aparelho ou o investimento que a empresa está fazendo no projeto.

    O cronograma para o projeto Transformer da Amazon também não está claro, e as fontes advertiram que ele poderia ser descartado se a estratégia mudar ou devido a preocupações financeiras.

    Um porta-voz da Amazon não quis comentar sobre o caso.

    Os recursos de personalização do novo telefone facilitariam comprar no site da Amazon, assistir ao Prime Video, acessar o Prime Music ou pedir comida em serviços de delivery parceiros como o Grubhub.

    Um dos principais focos do Transformer é a integração de recursos de inteligência artificial no celular. Isso eliminaria a necessidade de lojas de aplicativos tradicionais, que exigem o download e o registro de aplicativos antes que eles possam ser usados.

    A Alexa provavelmente seria um recurso ⁠central, mas não necessariamente o sistema operacional principal do telefone.

    Fonte: G1

  • Lollapalooza 2026: fãs enfrentam calor, filas, espera e busca por lugar na sombra no 1º dia de festival

    Público enfrenta calor, filas e horas de espera no Autódromo de Interlagos no primeiro dia do Lollapalooza 2026, enquanto se prepara para maratona de shows que tem Sabrina Carpenter como principal atração da noite.

    Geral – O Lollapalooza 2026 começou nesta sexta-feira (20), em São Paulo, com portões abertos às 11h e milhares de fãs já ocupando o Autódromo de Interlagos desde as primeiras horas do dia. Em meio ao calor, filas e ansiedade, o público encara uma verdadeira maratona até os shows mais aguardados da noite — com direito a perrengue, estratégia e muita expectativa.

    Logo cedo, antes mesmo da abertura, já havia gente esperando para garantir um bom lugar perto dos palcos. Ao longo da manhã, o sol de 27 ºC virou um dos principais desafios para quem decidiu chegar cedo. Mas para quem ainda não chegou, a previsão é de chuva durante o meio da tarde.

    Ainda do lado de fora, o público lidou com filas para entrada e revista. Depois, já dentro do autódromo, a disputa por sombra virou prioridade. Em um espaço amplo e com poucos pontos cobertos, grupos se apertavam debaixo de estruturas, tendas e até placas para fugir do sol direto.

    A estudante Raquel de Andrade, de 19 anos, veio especialmente para ver Sabrina Carpenter — a principal atração do dia. Mesmo tendo chegado por volta de 10h30, ela já se preparava para enfrentar horas até o show, previsto para a noite.

    Trouxemos bastante comida, porque o importante é não passar mal. A gente vai se manter hidratada e respeitar o nosso corpo, parar, descansar um pouco. Não compensa ficar direto no calor até a noite”, contou, enquanto se abrigada em uma sombra atrás de uma estrutura montada distante do palco.

    A estratégia é comum entre fãs mais experientes: intercalar momentos de descanso com idas ao palco, garantir alimentação e fugir do sol sempre que possível. Ainda assim, o desgaste é inevitável. O trajeto entre palcos também exige fôlego, especialmente para quem quer assistir a vários shows.

    Raquel está no festival pela primeira vez — e não esconde que o motivo principal tem nome e sobrenome

    Próximo ao palco Palco Budweiser, onde Sabrina Carpenter sobe para cantar às 21h30, as três amigas Yasmin Elias, Celini Felix e Ingrid Rodrigues, que se conheceram na escola se reuniram especialmente para o festival.

    O grupo comprou ingressos ainda em agosto, na semana de abertura das vendas, já planejando viver os três dias de evento. Com o calor, elas improvisaram uma estrutura que lembra uma cabana. Para isso, usaram cangas amarradas ao gradil e presas com uma corda em volta dos pés.

    Nesta sexta, o line-up é um dos mais diversos do festival. Além de Sabrina Carpenter, nomes como Doechii — que faz sua estreia no Brasil — e a banda Deftones, que volta ao país após mais de uma década, estão entre os destaques.

    Também se apresentam Interpol, Blood Orange e o brasileiro Edson Gomes. Na música eletrônica, a curiosidade fica por conta de Shaquille O’Neal, que se apresenta como DJ Diesel, além do norueguês Kygo.

    Fonte: G1

  • Três vítimas do desabamento da Ponte JK seguem desaparecidas e famílias não foram indenizadas

    Novas imagens, divulgadas nas redes sociais, mostram o momento em que carros, caminhões e uma moto foram arremessados. O Dnit informou que não há previsão de quando indenizações serão pagas.

    Geral – Três vítimas do desabamento da Ponte JK, entre Tocantins e Maranhão, seguem desaparecidas. O colapso da estrutura aconteceu em dezembro de 2024 e as buscas seguiram até janeiro de 2025. Novas imagens, divulgadas nas redes sociais nesta quinta-feira (19), mostram o momento em que carros, caminhões e uma moto foram arremessados.

    O acidente aconteceu no dia 22 de dezembro de 2024, pouco antes das 15h. O vão central colapsou e derrubou parte da estrutura, levando diversos veículos para o fundo do Rio Tocantins. A tragédia deixou 14 mortos, três desaparecidos, e um ferido. Famílias ainda não foram indenizadas.

    As vítimas que seguem desaparecidas são:

    • Salmon Alves Santos, de 65 anos,
    • Felipe Giuvannuci Ribeiro, 10 anos
    • Gessimar Ferreira da Costa, de 38 anos

    Felipe viajava com os avós Salmon e Alessandra Ribeiro, que teve o corpo localizado pelas equipes de buscas.

    “A gente precisa fechar esse ciclo que a gente não fechou. A gente está nesta expectativa, nessa espera que é angustiante, que demora demais. A gente não sabe onde buscar, a quem recorrer. É muito difícil para a família”, disse Maristelia Alves Santos, irmã de Salmon, em entrevista à TV Anhanguera.

    g1 questionou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, a Marinha do Brasil e o Corpo de Bombeiros do Tocantins se novas buscas serão realizadas, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem.

    Em dezembro de 2025, a Marinha informou que as buscas pelas vítimas desaparecidas chegaram ao limite técnico-operacional no dia 29 de janeiro daquele ano, um mês após o desabamento.

    O Dnit informou que não há uma previsão de quando as indenizações serão pagas.

    “No momento, não é possível estabelecer uma previsão geral para o pagamento das indenizações. No caso das ações judiciais, eventuais pagamentos dependerão do regular andamento processual e ocorrerão por meio de requisições judiciais, como precatórios ou RPVs (Requisições de Pequeno Valor), após decisão definitiva

    Como foi o desabamento

    A Ponte JK tinha sido construída em 1960 e há anos era alvo de reclamações dos usuários. A última grande reforma da estrutura ocorreu entre 1998 e 2000. O laudo da Polícia Federal apontou que queda foi provocada pela deformação do vão central, causada pelo excesso de peso dos veículos.

    A ponte colapsou por volta das 14h50 do dia 22 de dezembro de 2024. No desabamento, caíram no Rio Tocantins três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões, sendo que dois deles carregavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e os outros dois levavam 22 mil litros de defensivos agrícolas.

    Antes da ponte cair, moradores do Tocantins e do Maranhão alertavam as autoridades sobre a situação da estrutura. A queda aconteceu no exato momento em que o vereador de Aguiarnópolis, Elias Júnior (Republicanos), filmava o local para denunciar os problemas da ponte.

    O que restou da ponte passou por uma implosão em fevereiro de 2025. Logo após o procedimento, as obras da nova estrutura que passa pela rodovia BR-226 começaram. A nova ponte foi inaugurada no dia 22 de dezembro de 2025.

    Advogada cobra providências

    A advogada Melissa Fachinello divulgou outros trechos das imagens que mostram o desabamento, registradas por câmeras de segurança de caminhões que afundaram no rio.

    Ela atua como advogada de empresas e de pescadores afetados, e afirmou que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) não iniciou as indenizações aos pescadores.

    “Uma tragédia que poderia ter sido evitada se houvesse cuidado, manutenção, fiscalização e responsabilidade. Que a memória desse dia nos lembre que vidas não podem ser tratadas com descaso, silêncio e irresponsabilidade. Respeito e indenização já”, desabafou.

    O Dnit afirmou que as demandas relacionadas às indenizações estão judicializadas e está em tratativas para realizar mutirões com foco na busca de soluções consensuais.

    O DNIT informa que as demandas relacionadas às indenizações decorrentes do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, ocorrido entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), em dezembro de 2024, encontram-se atualmente judicializadas.

    Há diversas ações em tramitação, ajuizadas por particulares, por entes públicos — como o Ministério Público — e por organizações da sociedade civil. Nessas demandas, são discutidos diferentes tipos de indenização, incluindo danos materiais, danos morais, lucros cessantes e eventuais danos ambientais.

    Nesse contexto, estão em tratativas, junto à Justiça Federal, iniciativas voltadas à realização de mutirões com foco na busca de soluções consensuais, com o objetivo de conferir maior celeridade e efetividade às respostas às famílias atingidas. Também há a possibilidade de celebração de acordos, observados os procedimentos e critérios estabelecidos na Portaria nº 498/AGU, a partir da análise de viabilidade jurídica e administrativa das propostas apresentadas pelas partes envolvidas.

    No momento, não é possível estabelecer uma previsão geral para o pagamento das indenizações. No caso das ações judiciais, eventuais pagamentos dependerão do regular andamento processual e ocorrerão por meio de requisições judiciais, como precatórios ou RPVs (Requisições de Pequeno Valor), após decisão definitiva.

    A condução das demandas judiciais envolve a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU), por meio do DNIT e dos órgãos de representação judicial da autarquia, em articulação com o DNIT e demais órgãos competentes.

    Fonte: G1

  • Difícil aceitar que perdi Raíssa por causa de uma fatia de pizza’, diz namorado de mulher morta após comer em pizzaria

    Servidora pública de 44 anos morreu após jantar em uma pizzaria, e o namorado está entre as mais de 100 que passaram mal. A família cobra respostas e diz que a vítima não tinha problemas de saúde conhecidos

    Geral – O namorado da servidora pública Raíssa Bezerra e Silva, de 44 anos, que morreu após comer em uma pizzaria em Pombal, no Sertão da Paraíba, busca respostas para a tragédia. André Marreiro, de 39 anos, que também passou mal, sobreviveu e agora lida com a dor de perder a companheira com quem namorava há oito meses.

    O namorado de Raíssa está entre as mais de 100 pessoas que procuraram atendimento médico com sintomas de intoxicação alimentar. Os dois foram atendidos no Hospital Regional de Pombal por duas vezes: na noite do domingo (15) e na manhã da segunda-feira (16).

    O surto de intoxicação alimentar na pizzaria de Pombal está sendo investigado pela Polícia Civil e também pelo Ministério Público da Paraíba.

    O último jantar

    Na noite de domingo (15), o casal decidiu jantar em uma pizzaria onde nunca havia ido. Eles pediram uma pizza metade calabresa e metade carne de sol na nata. Após a refeição, André deixou a namorada em casa e seguiu para a sua. Cerca de 15 minutos depois, ele começou a passar mal. “Comecei a sentir os calafrios, aquela ânsia de vômito, aí já comecei a vomitar”, relatou.

    Pouco depois, ao pegar o celular, viu uma mensagem da irmã de Raíssa informando que ela também não estava bem. André dirigiu até a casa dela e levou a namorada para o Hospital Regional de Pombal.

    O casal foi medicado e liberado após apresentar sinais de melhora, mas, na manhã seguinte, segunda-feira (16), ambos acordaram passando mal novamente e retornaram ao hospital. Desta vez, foram internados na mesma enfermaria para receber medicação intravenosa. Enquanto André apresentava melhora, o quadro de Raíssa se agravava.

    Um médico de plantão percebeu a gravidade da situação ao constatar que ela estava muito desidratada, com batimentos cardíacos alterados e a saturação de oxigênio oscilando. Raíssa foi imediatamente transferida para a ala vermelha, enquanto André recebeu alta, mas permaneceu no hospital para acompanhar a namorada.

    O estado de saúde da servidora pública piorou rapidamente. Ainda na tarde da segunda-feira (16), ela deu entrada na UTI, e foi lá onde André viu a namorada pela última vez.

    Na noite da segunda-feira (16), Raíssa Bezerra teve falência renal e precisou ser intubada. Na manhã de terça-feira (17), por volta das 8h50, a mulher faleceu, uma notícia que chocou a família. “A gente estava com a fé de que ela ia sair, que ia ser apenas um tratamento de dois, três dias, ou uma semana, mas que ela iria melhorar”.

    A servidora pública foi enterrada na manhã desta quarta-feira (18), em Pombal.

    A família busca entender o que aconteceu, já que Raíssa não tinha nenhuma doença preexistente conhecida. “Acho que não tem nem 30 dias que Raíssa fez endoscopia e não deu nada, fez exames de sangue, deu tudo perfeito”, afirmou o namorado.

    Os planos de casamento foram interrompidos pela tragédia. Agora, o desejo é por justiça e clareza.

    Fonte: G1

  • China restringe exportações de fertilizantes; país é um dos principais fornecedores do Brasil

    Produto chinês representou 11,5% das compras brasileiras em 2025, totalizando mais de US$ 93 milhões.

    Geral – A China está restringindo as exportações de fertilizantes para proteger seu mercado interno, segundo várias fontes do setor, informou a agência de notícias Reuters.

    A medida coloca pressão adicional sobre os mercados globais que já estão lutando contra a escassez causada pela guerra dos EUA e Israel contra o Irã.

    O país é o terceiro maior fornecedor de fertilizantes do Brasil. Segundo dados do Comexstat, plataforma do Ministério do Comércio Exterior, o país representou 11,5% das compras brasileiras em 2025, totalizando mais de US$ 93 milhões.

    O país também é importante para o restante do mundo. Seus embarques foram avaliados em mais de US$13 bilhões no ano passado.

    Apesar disso, a China já tem um histórico de controle das exportações para manter os preços baixos para os agricultores.

    As remessas pelo Estreito de Ormuz, bloqueado pela guerra, são responsáveis por cerca de um terço do suprimento por via marítima. Em meados de março, Pequim proibiu as exportações de misturas de fertilizantes de nitrogênio e potássio e de certas variedades de fosfato, disseram fontes à Reuters.

    A proibição, que não foi formalmente revelada, foi reportada no início desta semana pela Bloomberg News.

    Além das proibições existentes e das cotas de exportação de ureia, apenas alguns fertilizantes — principalmente o sulfato de amônio — podem ser exportados, disseram cinco fontes à Reuters.

    Isso significaria que cerca de metade das exportações da China no ano passado estão restritas, potencialmente até 40 milhões de toneladas, de acordo com uma estimativa da Reuters.

    “Esse padrão é consistente: a China restringe os suprimentos em vez de vir em socorro durante a escassez global”, disse Matthew Biggin, analista sênior de commodities da BMI à Reuters.

    As restrições de Pequim, como a medida tomada na semana passada de proibir as exportações de combustível refinado, ocorrem no momento em que os governos limitam as exportações de produtos cujos insumos foram ameaçados pela interrupção da guerra, agravando a escassez e os preços mais altos em todo o mundo.

    Os preços internacionais da ureia aumentaram cerca de 40% em relação aos níveis anteriores à guerra. Na China, os futuros da ureia estão próximos de uma máxima de 10 meses.

    Apesar disso, para os produtores brasileiros, esse encarecimento deve afetar apenas as safras que são plantadas a partir do segundo semestre, aponta Paulo Pavinato, professor associado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP)

    Isso ocorre porque o fertilizante usado agora já foi comprado. Nos Estados Unidos, a situação é diferente: os produtores ainda estão adquirindo o produto e podem sentir o impacto de forma imediata.

    Os fertilizantes são essenciais para o crescimento das plantas e o rendimento das colheitas. Os preços mais altos podem levar à redução do uso, ou os agricultores podem mudar para culturas que exijam menos fertilizantes.

    No ano passado, a China enviou ao Brasil, à Indonésia e à Tailândia cerca de um quinto de suas importações de fertilizantes, e esse número ficou em um terço para a Malásia e a Nova Zelândia, de acordo com dados do International Trade Centre. Para a Índia, foi cerca de 16%, de acordo com dados comerciais.

    Entre metade e 80% dessas exportações estão agora restritas, de acordo com uma análise da Reuters dos dados alfandegários chineses.

    “Compradores esperavam que a China interviesse e preenchesse a lacuna de fornecimento, mas essa decisão apenas restringirá ainda mais o fornecimento”, disse um funcionário de uma empresa de fertilizantes com sede em Nova Délhi, em referência às recentes restrições

    O funcionário da empresa não quis se identificar devido à sensibilidade do assunto.

    Na quarta-feira, as Filipinas disseram que a China havia garantido que as exportações de fertilizantes não seriam restringidas.

    Questionado sobre os comentários um dia depois, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China encaminhou a questão para outros departamentos.

    A Administração Geral de Alfândega da China, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e o Ministério do Comércio não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters.

    Em uma conferência sobre fertilizantes em Xangai na quarta-feira (18), cinco vendedores disseram que não esperavam que as proibições de fertilizantes fossem suspensas antes de agosto, após o período de pico de exportação da China, de junho a agosto.

    Os produtores estão atentos aos sinais do governo após o plantio da primavera para saber se as proibições poderiam ser estendidas.

    Fonte: G1

  • Escritório de Ibaneis movimentou R$ 43 milhões com fundo sob suspeita, aponta Coaf; oposição pede apuração

    Repasses ocorreram em novembro de 2023, antes da operação Compliance Zero e da liquidação de instituições. Documentos constam em Relatório de Inteligência Financeira do Coaf.

    Geral – Duas operações que envolvem pagamento ou recebimento de valor foram identificadas entre o escritório particular de advocacia do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) e um fundo da Reag Investimentos — suspeita de atuar junto ao Banco Master para estruturar fundos usados em operações “atípicas”.

    Os repasses somam quase R$ 43 milhões: um de R$ 32.541.248 e outro de R$ 10.394.973, ambos realizados em novembro de 2023 — mais de dois anos antes da operação Compliance Zero e da liquidação do Master e da Reag.

    Ao longo dos meses seguintes, o Banco de Brasília (BRB) injetou R$ 16,7 bilhões no Master e tentou comprar o banco. A transação foi barrada pelo Banco Central, e o BRB ainda tenta reaver o dinheiro.

    As operações constam no Relatório de Inteligência Financeira (RIF) feito pelo Coaf. A negociação foi revelada nesta quarta-feira (18) pelo blog da Malu Gaspar no Globo; o g1 também teve acesso à documentação.

    As transações aconteceram entre o escritório particular de Ibaneis e o Laguz I Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios Não Padronizados, que era administrada pela Reag e agora está sob gestão da Planner Corretora de Valores.

    A oposição ao Governo na Câmara Legislativa DF pediu ao Ministério Público a investigação de Ibaneis Rocha por improbidade administrativa e também o bloqueio de bens

    No último dia 10, já havia sido revelado um contrato de milionário do escritório de Ibaneis com outro fundo da Reag, celebrado em maio de 2024.

    De um lado, o escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria e uma outra firma de advocacia. Do outro, o fundo “Reag Legal Claims”, que hoje se chama Pedra Azul FIDC.

    No contrato, os escritórios de advocacia “cederam” ao fundo da Reag R$ 38,12 milhões em honorários advocatícios ainda não recebidos de uma ação do Sindicato dos Servidores do Legislativo Federal (Sindilegis).

    Essa cessão funciona como uma antecipação de pagamento. Os escritórios venderam a dívida para o fundo por um valor menor que os R$ 38,12 milhões, mas receberam o dinheiro “no ato”.

    O documento a que a TV Globo teve acesso não indica quanto foi efetivamente pago pela Reag, ou seja, qual foi o deságio da transação.

    Em nota, a defesa de Ibaneis disse que o governador está afastado do escritório desde 2018, quando assumiu o cargo público. E negou a participação de Ibaneis nas negociações. Reag e BRB disseram que não iriam se manifestar.

    Já o escritório particular de advocacia do governador declarou que recebeu apenas R$ 4 milhões dos R$ 38 milhões de honorários advocatícios vendidos à Reag e que o contrato foi um negócio jurídico regular.

    Fundada em 2013 por João Carlos Mansur, a Reag Investimentos se tornou uma das maiores gestoras independentes do país, sem vínculo com bancos. Ela chegou a administrar R$ 299 bilhões de pessoas físicas, empresas, fundos de pensão e investidores institucionais e foi a primeira gestora de patrimônio a ter ações negociadas na bolsa brasileira.

    Em janeiro deste ano, o Banco Central determinou a liquidação do extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, novo nome da Reag Trust DTVM — empresa que faz a gestão dos fundos no grupo da Reag Investimentos.

    A medida aconteceu após a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o envolvimento da empresa em irregularidades no sistema financeiro e a atuação de nomes ligados à antiga estrutura da gestora no suposto esquema de fraudes do Banco Master.

    A Reag teria atuado na estruturação e administração de fundos suspeitos de movimentar recursos de forma atípica, inflar resultados e ocultar riscos, com indícios de fraude e lavagem de dinheiro.

    O nome da Reag, porém, não aparece apenas neste inquérito. Ela é investigada na megaoperação Carbono Oculto, deflagrada contra o PCC. Nesse caso, a empresa é acusada de gerir fundos de investimento usados pela facção para lavagem de dinheiro.

    Banco Master x BRB

    O BRB e o governo do Distrito Federal – seu acionista controlador – passaram 2024 e 2025 tentando comprar a maior parte do Banco Master. O banco distrital injetou R$ 16,7 bilhões no Master – e agora, sabe-se que pelo menos R$ 12,2 bilhões desse aporte estão sob suspeita de irregularidades.

    Fonte: G1

  • Casal atropelado por ‘barco pirata’ durante beijo: Marinha vai investigar colisão em Balneário Camboriú

    Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí informou que busca entender as causas, circunstâncias e responsabilidades relacionadas ao acidente. Vítimas estavam em moto aquática

    Geral – A Marinha do Brasil abriu um inquérito para investigar o caso do casal atropelado por uma embarcação turística que simula um barco pirata em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. As vítimas estavam se beijando em uma moto aquática parada, no domingo (15), quando foram atingidas (assista acima).

    Em nota, a Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí informou que busca entender as causas, circunstâncias e responsabilidades relacionadas ao acidente registrado na saída da Barra do Rio Camboriú. O casal não sofreu ferimentos graves.

    Após a colisão, uma equipe de quatro militares da Delegacia de Itajaí se deslocou até o local para levantamentos preliminares e colher depoimentos dos envolvidos. Outros detalhes não foram informados.

    A situação ocorreu em uma área onde há circulação de embarcações de turismo e veículos aquáticos, comuns na cidade, que é um dos principais destinos de lazer no litoral catarinense.

    O piloto do barco não teria visto os dois, que estavam parados no canal de manobra. Nas imagens, é possível ouvir pessoas em uma estrutura longe das embarcações tentando alertar o barco maior sobre a moto pouco antes da batida.

    Em nota, o Grupo Barco Pirata afirmou que a moto estava fora do campo de visualização do barco e o tempo de resposta da embarcação é lento. Disse ainda que manobras de desvio com embarcações desse porte não são imediatas, exigindo tempo e espaço

    Já a empresa que alugou a moto ao casal afirmou que o condutor era habilitado e toda a documentação estava regular, e que os clientes teriam recebido a assistência necessária e, em paralelo, informações já teriam sido repassadas à Marinha

    A empresa Nautiusados, especializada na venda e locação de motoaquáticas, vem a público prestar esclarecimentos sobre o acidente ocorrido neste final de semana envolvendo o Barco Pirata, em Balneário Camboriú.

    Informamos que, no momento do ocorrido, a embarcação estava com condutor devidamente habilitado, documentação regular e seguro vigente. Desde o primeiro momento, foram prestados apoio imediato e atendimento às vítimas, bem como toda a assistência necessária.

    Grupo Barco Pirata esclarece que tomou conhecimento da colisão envolvendo a embarcação e um jetski na tarde deste domingo por meio de um vídeo que circula nas redes sociais.

    A empresa informa que até o momento não foi procurada pelo piloto do jetski, razão pela qual ainda não possui informações precisas sobre as circunstâncias do ocorrido.

    O grupo destaca ainda que, no campo de visualização do barco, não foi identificado o jetski. Ressalta também que manobras de desvio com embarcações desse porte não são imediatas, exigindo tempo e espaço maiores para mudança de direção.

    Além disso, a embarcação navegava dentro do canal de navegação, que é a rota adequada e segura para esse tipo de embarcação naquele trecho, sendo uma área de passagem, portanto inadequada para que embarcações ou motos aquáticas permaneçam fundeadas ou paradas.

    O Grupo Barco Pirata informa ainda que está notificando a Marinha do Brasil sobre o ocorrido e irá prestar todas as informações necessárias às autoridades competentes, colaborando integralmente com a apuração dos fatos

    Fonte: G1

  • Operação contra esquema milionário de furto de açúcar e soja em trens prende 4 no interior de SP

    Policiais cumprem mandados de prisão e apreensão em Aguaí (SP) nesta terça (17). Grupo acessava vagões em movimento, lançava produtos e revendia no mercado com notas falsas.

    Geral – A Polícia Civil realizou uma ação em Aguaí (SP), na manhã desta terça-feira (17), para desarticular uma quadrilha especializada no furto de cargas de farelo de soja e açúcar em trens. Quatro pessoas foram presas.

    A Operação Ouro Branco, deflagrada pela Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar) do Departamento de Investigações Criminais (Deic), reuniu 29 policiais para cumprir mandados de prisão temporária e de busca e apreensão.

    Durante as diligências, os agentes apreenderam três carros, um caminhão, uma moto, sacos utilizados no transporte da carga furtada e dois simulacros de arma, além de outros materiais ligados à atuação do bando.

    Segundo as investigações, os produtos pertencem à concessionária Ferrovia Centro-Atlântica S.A. (FCA/VLI) e são levados do interior paulista com destino ao Porto de Santos, para exportação. Durante o trajeto, os criminosos acessam os vagões em movimento, abrem compartimentos de carga e ensacam o material, que é lançado na linha férrea.

    Na sequência, outros integrantes do grupo recolhem a carga utilizando veículos e a transportam para galpões e sítios da região. Nesses locais, os produtos passam por um processo de descaracterização antes de serem revendidos no mercado formal, com aparência de legalidade.

    As investigações apontam que o esquema criminoso tem como alvo principal cargas de commodities, com foco em açúcar e soja, e atua na rota de escoamento do interior paulista até o Porto de Santos. Desde 2023, houve aumento expressivo dos ataques, com prejuízos estimados em milhões de reais por ano.

    Além das perdas financeiras, a ação da quadrilha também provoca impactos logísticos, como a indisponibilidade de produtos considerados críticos no principal porto do país, gerando gargalos no comércio internacional.

    De acordo com a polícia, a organização criminosa era estruturada em quatro frentes de atuação. A primeira era a equipe de vandalismo, formada por integrantes com conhecimento técnico que atuavam diretamente na ferrovia, sabotando os trens ao cortar mangueiras de ar para forçar a parada das composições, romper lacres e abrir os vagões.

    A segunda frente era composta por coletores, responsáveis por recolher o açúcar despejado na linha férrea, ensacar rapidamente o produto e levá-lo para áreas de mata.

    Já a terceira célula atuava na logística e ocultação da carga. Os intermediários pagavam entre R$ 10 e R$ 15 por pessoa envolvida na coleta e transportavam o material em veículos como vans e kombis, armazenando-o em imóveis e sítios da região.

    Por fim, a quadrilha contava com uma equipe de receptadores, responsável por operar galpões onde o açúcar era limpo, reensacado e inserido novamente no mercado com o uso de notas fiscais fraudulentas, simulando origem lícita.

    O nome da operação faz referência ao alto valor e à facilidade de escoamento dos produtos furtados. “O açúcar, por exemplo, é uma mercadoria que, assim que subtraída, já tem comprador certo. Por isso, a alusão ao ‘ouro branco’, pela liquidez e rápida inserção no mercado”, acrescentou o delegado.

    As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema criminoso. A operação segue em andamento.

    Em nota ao g1, a VLT informou que as equipes de segurança patrimonial realizam rondas constantes e monitoram os ativos da companhia em tempo integral.

    A empresa informou que, na região do fato, conta com equipes de vigilância 24 horas e seus trens são equipados com sistemas de segurança para garantir a integridade do time envolvido na operação, das cargas transportadas e de vagões e locomotivas.

    A companhia disse que mantém contato constante com as autoridades de segurança pública por meio de reuniões e comitês especiais com objetivo de mapear soluções para tais ocorrências

    Fonte: G1