Categoria: Geral

  • Voos em Congonhas e em Guarulhos são retomados após falha geral no controle de tráfego aéreo em SP

    Segundo informações iniciais, o problema foi no Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste, que é um órgão de controle do tráfego.

    Geral – Os pousos e decolagens nos aeroportos de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, e no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, os mais movimentados do país, foram retomados após serem temporariamente suspensos na manhã desta quinta-feira (9) devido a uma pane geral no controle de tráfego aéreo na região de São Paulo.

    A pane técnica afetou a circulação de voos em várias aeroportos do Brasil, em especial no Rio de Janeiro, causando transtornos aos passageiros.

    Os voos em Congonhas ficaram interrompidos entre as 8h58 e as 10h09, segundo a Aena, concessionária que administra o aeroporto.

    Voos cancelados

    Nos aeroportos do Rio, ao menos oito voos foram impactados. No Aeroporto Internacional do Galeão, quatro voos foram afetados: um que iria para Campinas foi cancelado e outro para Guarulhos estava atrasado. Entre as chegadas, um de Campinas foi cancelado e outro de Guarulhos estava atrasado.

    No Aeroporto de Santos Dumont, também foram quatro voos afetados: um que iria para Congonhas foi cancelado e outros três que sairiam de Congonhas foram cancelados.

    No Aeroporto Internacional de Brasília, houve reflexos somente em duas partidas: uma que iria para Guarulhos e outra para Congonhas.

    Em Belo Horizonte, o Aeroporto Internacional de Confins teve cancelados seis voos que tinham Congonhas ou Cumbica como destino ou origem.

    Em São Paulo, os saguões estão lotados de passageiros tentando remarcar voos. Embora as autoridades informem que os voos estão em processo de normalização, os painéis ainda registram diversas viagens atrasadas ou canceladas nos dois aeroportos. Também houve impacto no Aeroporto do Campo de Marte, na Zona Norte da capital paulista.

    O que diz a FAB

    Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), informou que a interrupção durou 36 minutos, das 9h30 às 10h06, “houve uma interrupção temporária das operações aéreas devido a um problema técnico operacional, na região de São Paulo”, mas não explicou o que causou essa falha.

    Disse ainda que “as aeronaves foram devidamente sequenciadas, cumprindo rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo e mantendo o fluxo operacional previsto para o aeródromo”.

    A FAB acrescentou ainda “as atividades já foram restabelecidas e o problema técnico será apurado pelo DECEA”

    O que diz o Ministério de Portos e Aeroportos

    O Ministério de Portos e Aeroportos disse que foi identificado um problema técnico no Controle de Aproximação (APP, do inglês Approach Control) na região de São Paulo, o que fez com que as autorizações de decolagem na área de controle terminal de São Paulo (TMA-SP), que abrange os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, fossem suspensas por 35 minutos.

    Disse ainda que o ministério e a Anac, com o apoio das concessionárias de Guarulhos e de Congonhas trabalham “conjuntamente para identificar os possíveis impactos na malha aérea por conta da intercorrência” e mantém articulação com o Decea “para garantir a plena regularidade das operações”.

    O que diz a Anac

    A Anac informou que chegou a acionar um conjunto de ações iniciais previstas no protocolo de pré-crise, com o objetivo de acompanhar os impactos da paralisação e a evolução do cenário, mas que, “como a operação aparentemente já foi restabelecida, concentra as ações em ver quais empresas aéreas e rotas foram afetadas e quantos passageiros acabaram impactados.

    A agência também irá acompanhar, ao longo do dia, o desempenho operacional das empresas e dos aeroportos afetados, para avaliação de eventuais reflexos e efeitos em cascata na malha

    O casal de aposentados Cid Cruz e Maria Luiza Cruz, que aguardava para embarcar de SP para Natal, está entre os afetados pela suspensão dos voos. Eles contam que já tinham tido problema na quarta (8) em uma conexão em Guarulhos e foram obrigados a dormir na capital. Quando chegaram em Congonhas, foram avisados que o problema no radar iria atrasar todos os embarques desta quinta.

    O voo deles está previsto para meio-dia para Foz do Iguaçu, porém não sabem se vão conseguir embarcar com esse caos. “Companhia informou que estava com problema técnico nos voos e as aeronaves de São Paulo não estariam decolando por problemas de segurança, e sem previsão”, disse Cruz.

    O empresário Conrado Souza iria embarcar para Natal às 11h30, mas o voo já está atrasado. Ele disse que foi informado que a última vez em que houve um problema no radar foi há cinco anos e ele foi “premiado”.

    O que dizem as concessionárias

    A Aena disse que, neste momento, o aeroporto opera normalmente e que os “motivos do ocorrido podem ser obtidos diretamente com a Força Aérea Brasileira. A empresa acrescentou ainda que “está tomando medidas para mitigar os impactos” em Congonhas.

    A GRU Airport, que faz a gestão do aeroporto de Guarulhos, disse que a paralisação foi causada por “uma interrupção geral no controle de tráfego aéreo na região de São Paulo (TMA-SP) e não tem relação com nenhuma ocorrência neste aeroporto”.

    Segundo informações iniciais, houve um incêndio no Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste, que é um órgão de controle do tráfego. Os bombeiros foram acionados para o local

    Fonte: G1

  • Uma civilização inteira morrerá’: Irã, políticos dos EUA, ONU e Papa reagem a ameaça de Trump

    Horas antes do prazo final dado pelo presidente dos EUA para ataque massivo ao país, ele disse que não quer ‘que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá’.

    Mundo – A declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que “uma civilização inteira morrerá nesta noite [de terça-feira (7)]” gerou reações no Irã, na ONU, entre políticos e de diferentes correntes nos EUA e do Papa Leão XIV.

    A fala faz parte das ameaças de Trump ao Irã em meio à escalada das tensões na guerra que envolve o país, Israel e os Estados Unidos.

    O presidente dos EUA deu prazo até as 21h (horário de Brasília) desta terça-feira (7) para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo, fechada por Teerã em resposta a ataques dos EUA e de Israel.

    Após declarações de autoridades iranianas indicando que Teerã não deve ceder às ameaças dos EUA, Trump disse que não quer “que isso [o ataque] aconteça, mas provavelmente acontecerá”, e condenou o atual regime, que está no comando do país há 47 anos.

    Chefe da ONU está ‘muito preocupado’ com declarações

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou nesta terça-feira (7) sua preocupação com a ameaça do presidente Donald Trump de acabar com “toda uma civilização” caso o Irã se recuse a aceitar as exigências dos EUA.

    Irã chama ameaça de potencial genocídio e diz que ‘não ficará de braços cruzados’

    O enviado iraniano na ONU afirmou nesta terça-feira (7) que Teerã não ficará de braços cruzados se Trump cumprir as ameaças de “crimes de guerra”.

    Amir-Saeid Iravani, representante de Teerã na ONU, afirmou que as ameaças de Trump de que “toda uma civilização morrerá” se o Irã não fechar um acordo, “constituem incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio”.

    Durante uma sessão do Conselho de Segurança sobre o Estreito de Ormuz, Iravani instou a comunidade internacional a denunciar a retórica de Trump antes que seja tarde demais.

    A declaração do presidente Donald Trump gerou críticas em diferentes espectros políticos dos EUA, segundo o The Wall Street Journal.

    O senador Ron Johnson, do partido republicano (o mesmo que Trump), afirmou que não apoia um possível bombardeio americano contra infraestrutura civil iraniana. “Acho que seria um grande erro”, disse.

    O influente podcaster de direita Tucker Carlson também criticou a possibilidade de escalada militar, afirmando que autoridades americanas deveriam resistir a qualquer tentativa de ataques em massa que possam matar civis iranianos.

    Já o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, do partido democrata, chamou Trump de “uma pessoa extremamente doente” após o presidente afirmar que “uma civilização inteira morrerá”.

    Na Câmara, a liderança democrata pediu o retorno imediato dos parlamentares a Washington para votar o fim da guerra com o Irã.

    Além disso, a ex-vice-presidente dos EUA Kamala Harris chamou as ameaças de Donald Trump contra o Irã de “abomináveis” em um post na rede social X, nesta terça-feira (7). A democrata, que perdeu as últimas eleições para Trump, afirmou:

    O Papa Leão XIV chamou de “inaceitáveis” as ameaças contra todo o povo do Irã durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (7).

    Nos últimos dias, o pontífice tem intensificado críticas ao conflito no Oriente Médio. Em 29 de março, ele afirmou que Deus não escuta as orações de líderes que promovem a guerra.

    Agora, Leão fez um novo apelo e pediu que cidadãos de todo o mundo entrem em contato com representantes políticos e cobrem o fim da guerra. Ele disse ainda que todos precisam pensar nas vítimas do conflito, incluindo crianças

    Em referência às ameaças de Trump de bombardear pontes e usinas de energia, o papa afirmou que ataques à infraestrutura civil são violações do direito internacional.

    Fonte: G1

  • Abandono afetivo: entenda a lei que permite que filhos peçam indenização a pais omissos

    Nova legislação reconhece o dever de cuidado na criação dos filhos e abre caminho para ações por danos morais contra pais ausentes.

    Geral – A ausência de pai ou mãe na infância, marcada por promessas não cumpridas e falta de convivência, pode deixar sequelas profundas ao longo da vida. Esse tipo de situação tem nome na Justiça: abandono afetivo. E, desde outubro de 2025, uma lei brasileira passou a permitir que filhos processem responsáveis ausentes e peçam indenização por danos morais.

    A legislação reconhece que não basta garantir sustento financeiro. A presença, o cuidado e a participação na vida da criança também são deveres legais. Mesmo pais que pagam pensão podem ser responsabilizados se forem omissos no vínculo afetivo.

    Criada pelos avós após perder a mãe ainda na infância, Vitória relata que sentia a ausência principalmente em momentos simbólicos, como datas comemorativas. Já adulta, entrou com ação judicial e conseguiu indenização de R$ 150 mil. O pai recorreu.

    Relatos mostram o impacto dessa ausência desde cedo. Crianças que esperam por visitas que nunca acontecem, que veem colegas acompanhados pelos pais na escola ou em festas, e que crescem tentando entender por que foram deixadas de lado.

    Segundo a psicóloga clínica e forense Andréia Calçada, o momento em que a criança percebe essa falta costuma ser marcante. “Ela começa a comparar com outras famílias e se pergunta: ‘por que comigo é diferente?’”, explica.

    Em um dos casos, uma mãe decidiu acionar a Justiça após anos vendo o filho sofrer com a ausência do pai. O homem chegou a prometer presentes e visitas, mas nunca cumpriu. A indenização fixada foi de R$ 300 mil.

    Antes mesmo da nova lei, decisões judiciais já reconheciam o direito à reparação. Em 2012, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou um caso considerado histórico. No voto, a ministra Nancy Andrighi destacou que, mais do que amor — que não pode ser imposto —, existe uma obrigação legal de cuidado. “Amar é faculdade, cuidar é dever”, afirmou.

    Não se discute mais a mensuração do intangível, o amor, mas sim a verificação do cumprimento, descumprimento ou parcial cumprimento de uma obrigação legal”, continua.

    A nova lei consolida esse entendimento. De acordo com especialistas, o abandono afetivo não é caracterizado por conflitos pontuais ou relações difíceis, mas por ausência contínua e prejuízos concretos ao desenvolvimento emocional do filho.

    As consequências podem ser duradouras. Entre elas, medo de rejeição, ansiedade e dificuldade em estabelecer relações. Há também impactos na autoestima. “Muitos crescem com a sensação de que precisam ser perfeitos para não serem abandonados novamente”, explica a psicóloga Glícia Brasil.

    Especialistas apontam que, além da compensação financeira, o reconhecimento judicial pode ter efeito importante na reconstrução emocional. “É restaurativo da dignidade. A pessoa entende que não foi culpada pelo abandono”, diz Glícia.

    A lei também estabelece regras sobre quem pode entrar com a ação. O pedido pode ser feito pelo próprio filho a partir dos 18 anos ou por responsáveis legais. Atualmente, o entendimento predominante é que há prazo até os 21 anos, mas juristas defendem que esse tipo de dano seja considerado imprescritível.

    Dados apontam que, em cerca de 90% dos casos, a ausência é paterna. Para especialistas, isso está ligado a fatores culturais e à forma como muitos homens ainda se relacionam com a paternidade após separações.

    Mesmo com as marcas deixadas, há quem ressignifique a própria história. Um homem, que preferiu não se identificar e que sofreu abandono materno na infância, após enfrentar doenças e longos períodos de internação, diz que encontrou força para seguir em frente. Hoje, é pai de três filhas.

    Se pudesse rever a mãe, afirma que não guardaria rancor. “Eu abraçaria e diria: eu venci”, diz.

    Para especialistas, o avanço da lei reflete uma mudança na sociedade. Cada vez mais, cresce a compreensão de que cuidar vai muito além de prover — envolve presença, afeto e construção de memórias. E, quando isso falha, a Justiça pode ser um caminho para reconhecimento e reparação.

    Fonte: Fantástico

  • Documentário sobre Suzane von Richthofen é confirmado após vazamento de imagens de pré-estreia

    Netflix reconhece produção após imagens de exibição restrita para convidados circularem nas redes. Obra segue em produção e ainda não tem data de estreia.

    Geral – Condenada pelo assassinato dos pais em 2002, Suzane von Richthofen é o tema central de um novo documentário que detalha sua vida em regime aberto.

    A produção da Netflix tem o título provisório de “Suzane vai falar” e ganhou repercussão após imagens de uma pré-estreia restrita a convidados circularem nas redes sociais durante o último feriado.

    De acordo com o jornal “O Globo”, o longa-metragem tem cerca de duas horas de duração e traz depoimentos inéditos de Suzane sobre o crime, além de registros de sua tentativa de reintegração social.

    Procurada pelo g1, a Netflix confirmou a existência do projeto, mas ressaltou que o material “ainda está em fase de produção e não tem data de estreia prevista”.

    Diferente de produções anteriores de ficção, como a trilogia de filmes do Prime Video (“A Menina que Matou os Pais”), o documentário foca na versão de Suzane sobre os fatos e na sua rotina atual.

    Em cenas da nova produção, Suzane revisita a mansão da família, em São Paulo, onde o crime ocorreu.

    Ela descreveria o ambiente familiar como um local marcado por cobranças e “silêncio emocional”. “Era zero afeto”, afirma em um dos trechos da entrevista.

    A obra também expõe detalhes da vida atual de Suzane. Ela aparece ao lado do marido, o médico Felipe Zecchini Muniz, e relata que o contato entre os dois começou pelo Instagram, quando ele encomendou sandálias customizadas produzidas por ela para as filhas dele.

    O conteúdo exibe cenas de Suzane com a nova família. As três filhas do médico aparecem em momentos de lazer, como na decoração de Natal da casa.

    Suzane também exibe o filho pequeno na produção, ainda segundo o jornal.

    Até o momento, a Netflix não confirmou se o corte final do documentário manterá todas as cenas exibidas na pré-estreia restrita ou se o título provisório será alterado.

    Suzane von Richthofen foi condenada pelo assassinato dos seus pais, Manfred e Marísia von Richthofen.

    Após cumprir parte da pena na Penitenciária de Tremembé (SP), ela obteve progressão para o regime aberto em janeiro de 2023. Atualmente, ela reside no interior de São Paulo.

    A nova produção da Netflix soma-se a uma lista crescente de obras que exploram o crime cometido pelos irmãos Cravinhos e Suzane.

    Recentemente, o Prime Video lançou a trilogia de filmes “A Menina que Matou os Pais”, “O Menino que Matou meus Pais” e “A Menina que Matou os Pais: A Confissão”, que dramatizam os depoimentos dos envolvidos e os bastidores da investigação.

    Além disso, o caso também serviu de inspiração para a série “Tremembé”, produzida também pelo Prime, que retrata o cotidiano da penitenciária conhecida por abrigar detentos de casos notórios, onde Suzane cumpriu grande parte de sua pena de 39 anos.

    Fonte: G1

  • Diaristas premium sofisticam profissão para cobrar mais: ‘Não tiro menos de R$ 8 mil por mês’

    O g1 conversou com diaristas e especialistas para detalhar o que muda em relação à limpeza tradicional e quais são os principais riscos e cuidados do modelo.

    Geral – Durante anos, o trabalho de diarista ocupou a vida de Cláudia Rodrigues de maneira exaustiva. A rotina começava às 3h da manhã: ônibus lotado, longos deslocamentos por São Paulo e chegada às casas dos clientes antes do amanhecer.

    As jornadas eram longas, os ambientes, enormes. Cláudia limpava do chão ao teto, sem saber se sairia dali no meio da tarde ou já à noite. Com semanas cheias, eram mais de 20 diárias mensais.

    Por dia, recebia R$ 120. Após pagar transporte e alimentação, chegava em casa com cerca de R$ 80.

    São tempos que ficaram para trás. Hoje, Cláudia continua trabalhando com limpeza, mas em outro patamar: ela se tornou diarista premium.

    Seus pacotes custam R$ 250 (4h), R$ 280 (6h) e R$ 330 (8h), com adicionais entre R$ 80 e R$ 100 para serviços como limpeza de geladeira e armários. A agenda ficou tão cheia que ela contratou uma colaboradora para acompanhar a demanda.

    Segundo o IBGE, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores domésticos foi de R$ 1.367 em 2025. O valor se refere à média geral da categoria, sem distinção entre quem tem carteira assinada e quem não tem.

    As diaristas premium conseguem faturar quase seis vezes mais que a média dos domésticos ao refinar o serviço e atender um público de alto padrão.

    Cláudia conta que sua virada aconteceu quando descobriu, no Instagram, que havia outra forma de fazer o que sempre fez. Encontrou profissionais falando sobre técnica, método, organização e posicionamento. Não era uma nova profissão — era um novo olhar sobre a limpeza.

    Essa reinvenção também cria um ecossistema próprio. Algumas delas usaram os aprendizados para lançar cursos, listas de produtos e conteúdos que fortalecem a profissão e ajudam a combater o preconceito ainda existente.

    Cláudia, por exemplo, investiu em mentoria, mudou a forma de atender, passou a levar os próprios produtos, estruturou pacotes por hora e adotou técnicas de detalhamento — do uso de pincéis ao acabamento de metais.

    A imagem profissional também virou parte central do negócio. A diarista investiu em fotos, passou a usar uniforme e formalizou o trabalho como microempreendedora individual (MEI).

    Essa transformação também marcou a trajetória de Gabriela Valente. Ela pediu demissão de um emprego com carteira assinada porque acreditava que a faxina poderia trazer mais retorno. A decisão gerou insegurança, mas a aposta deu certo.

    Durante a pandemia, Gabriela lotou a agenda com pacotes que chegavam a R$ 400 por dia. Ao mesmo tempo, viu colegas perderem clientes e enfrentarem dificuldades.

    Hoje, Gabriela é diarista por escolha. Além dos atendimentos, atua como mentora, palestrante e criadora de conteúdo. Ela também criou seu próprio produto de limpeza.

    “Passei fome. Vendi roupa para comer. Hoje, tudo mudou. Consegui reformar a casa da minha mãe, construir a lavanderia dos sonhos dela, montar um escritório e pagar colégio particular para meus filhos”, relata.

    Mesmo com novas frentes de trabalho, Gabriela mantém quatro clientes fixos. Para novos contratantes, cobra R$ 600 por quatro horas e R$ 1.000 por oito horas. Mas não revela ao g1 quanto fatura por mês.

    Trabalha uniformizada e leva uma mala de 23 quilos com equipamentos profissionais. Nas aulas, ela insiste que a técnica evita prejuízos. Em casas com porcelanatos de R$ 5 mil o metro ou sofás de R$ 30 mil, um erro pode sair muito caro.

    A diarista detalha as diferenças entre pisos, rejuntes e estofados e orienta sobre os produtos adequados para cada superfície.

    Embora muitas profissionais se sintam atraídas pela promessa de autonomia e ganhos maiores, sindicatos e consultores reforçam que essa transição não é simples. Ignorar riscos pode comprometer a estabilidade que muitos buscam ao deixar o emprego formal.

    O Sebrae alerta que diaristas autônomas não têm Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), férias remuneradas, 13º salário ou aviso prévio. Também reforça que a faxina premium não é uma nova categoria formal, mas um movimento de mercado em um contexto de queda do emprego fixo.

    Está cada vez mais custoso ter um trabalhador doméstico formalizado. Além disso, os próprios profissionais perceberam que o trabalho como diarista é mais lucrativo e dá mais liberdade para ter mais tempo livre ou investir em outras atividades”, explica Glauco Nunes, coordenador de Mercado do Sebrae Rio.

    Segundo a entidade, o sucesso depende de planejamento. Isso vai desde a forma de se vender até a precificação e a gestão do orçamento.

    Fonte: G1

  • Analistas dizem que nenhum cenário pode reestabelecer, no curto prazo, a antiga ordem de preços do petróleo

    Eles explicam que, em qualquer desfecho – seja o recuo dos Estados Unidos ou a intensificação do conflito –, o Irã não perde o poder de controlar o escoamento do petróleo e, por consequência, o rumo dos mercados globais

    Geral – Economistas e analistas internacionais passaram a quinta-feira (2) analisando as declarações do presidente americano, Donald Trump, e tentando encontrar sinais de quando a guerra pode acabar. Sem respostas claras, a cotação do barril petróleo subiu mais de 7%.

    O que o presidente americano fala não pode ser traduzido como tranquilidade nas mesas de negociação. Essa é a análise do professor de Relações Internacionais Oliver Stuenkel:

    Enquanto houver guerra, a trajetória dos gráficos passa pelo Estreito de Ormuz, por onde escoa uma parte significativa do combustível da economia global. Fernando Siqueira, chefe de análise de investimentos da Eleven, diz que hoje, diante de tanta incerteza, a compra de petróleo é um dos principais movimentos entre os negociadores – e isso tem efeito direto nos valores pagos

    O valor do barril superou US$ 100 nos primeiros minutos do discurso de Trump; chegou nesta quinta-feira (2) a US$ 109. A Ásia depende mais do combustível que passa pelo ponto de conflito, então as bolsas são as primeiras a sentir, com quedas no Japão e na China. Na Europa, os principais pregões também tiveram baixa. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones chegou a despencar e encerrou em leve queda. No Brasil, as ações da Petrobras, que sobem com o petróleo, suavizaram o impacto. O dólar e a bolsa ficaram praticamente estáveis.

    Investidores trabalham com cenários e, segundo analistas, nenhum pode reestabelecer, no curto prazo, a antiga ordem de preços. Eles explicam que, em qualquer desfecho – seja o recuo dos Estados Unidos ou a intensificação do conflito –, o Irã não perde o poder de controlar o escoamento do petróleo e, por consequência, o rumo dos mercados globais.

    Fonte: Jornal Nacional

  • Licença-paternidade ampliada: veja o que muda e os próximos passos após sanção de Lula

    Proposta regulamenta direito previsto na Constituição de 1988 e prevê aumento gradual do benefício até 2029.

    Geral – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta terça-feira (31) o projeto de lei que amplia gradualmente a licença-paternidade no Brasil, passando dos atuais cinco dias para até 20 dias a partir de 2029.

    O benefício será concedido aos pais em casos de nascimento, adoção ou obtenção de guarda de criança ou adolescente.

    A ampliação da licença-paternidade era discutida no Congresso Nacional há mais de uma década. A Constituição de 1988 já prevê o direito, mas determinou que uma lei específica deveria regulamentar a duração do benefício.

    A proposta institui o salário-paternidade como benefício previdenciário e promove alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e nas normas da seguridade social, com o objetivo de aproximar a proteção à paternidade das garantias já asseguradas à maternidade

    Para a Coalizão Licença-Paternidade (CoPai), a aprovação do projeto que amplia a licença-paternidade representa um avanço histórico e um primeiro passo para incentivar uma divisão mais equilibrada do cuidado com os filhos.

    Segundo a entidade, a medida pode trazer benefícios como melhora no desenvolvimento infantil, apoio à recuperação das mães e impactos positivos no mercado de trabalho, além de ajudar a reduzir desigualdades de gênero.

    Trabalhadores tinham direito a cinco dias corridos de licença-paternidade, pagos pela empresa.

    Além disso, empresas que participam do Programa Empresa Cidadã podem conceder mais 15 dias de licença aos funcionários e, em troca, recebem deduções no Imposto de Renda.

    Pela nova regra, a duração da licença-paternidade passará a ser:

    • 10 dias, a partir de 1º de janeiro de 2027;
    • 15 dias, a partir de 1º de janeiro de 2028;
    • 20 dias, a partir de 1º de janeiro de 2029.

    A proposta também prevê que a Previdência Social passará a arcar com o custo do afastamento. Na prática, a empresa continuará pagando o salário normalmente e depois será reembolsada pelo INSS.

    O texto garante que o empregado receberá a remuneração integral ou o valor equivalente à média dos últimos seis meses.

    O trabalhador também poderá emendar a licença às férias. No entanto, o período não poderá ser dividido.

    Pela nova lei, o benefício poderá ser negado ou suspenso em casos de violência doméstica ou familiar, além de situações de abandono material — quando o pai deixa de prestar assistência financeira à criança.

    O salário-paternidade também poderá ser suspenso caso o trabalhador não se afaste efetivamente de suas atividades durante o período da licença.

    Fonte: G1

  • Por que Avenida Brasil é um fenômeno na teledramaturgia brasileira? g1 lista dez pontos

    Novela volta a ser exibida nesta segunda-feira (30) no ‘Vale a Pena Ver de Novo’.

    Geral – O ano era 2012, e o Brasil conhecia a história de uma jovem em busca de vingança contra a própria madrasta. À primeira vista, a premissa pode parecer simples, mas foi justamente essa trama que deu origem a um dos maiores marcos da teledramaturgia brasileira.

    “Avenida Brasil”, de João Emanuel Carneiro, se tornou um fenômeno não só de audiência, mas também cultural, com impacto direto nas conversas do país.

    O g1 lista 10 pontos que mostram por que “Avenida Brasil” é um fenômeno na teledramaturgia brasileira:

    Vilã icônica e carismática

    Difícil falar de “Avenida Brasil” sem começar citando Carminha (Adriana Esteves). Uma das vilãs mais memoráveis, protagonista de cenas que ficaram para a história. “Toca para o inferno, motorista”, “Deus seja louvado? Eu seja louvada! Eu, aqui, meu amor, Carminha!”, “”Ah, obrigada pelo toque, Lucinda. A coisa que eu mais prezo na vida é conselho de mendiga!”, e a mais inesquecível “É tudo culpa da Rita!” são alguns bordões da antagonista, lembrada também por sua maldade, manipulação e armações.

    2) Protagonista movida por vingança

    A novela apostou na jornada de Nina/Rita (Débora Falabella), movida pela vingança e com um lado sombrio e, por vezes, obsessivo em relação a Carminha. Após ser descoberta pela vilã, a trama entrega uma das cenas mais emblemáticas da televisão, com a traição exposta e o confronto direto entre as rivais, eternizado pelo icônico “Me serve, vadia”.

    3) Representação da nova classe média

    A novela retrata o jogador que ganha fama e dinheiro, mas não perde o jeito da Zona Norte carioca. Com Tufão (Murilo Benício) e toda a sua família de agregados, a trama retrata o Brasil emergente dos anos 2010, com foco no subúrbio e na ascensão social, especialmente no bairro fictício do Divino.

    4) Personagens secundários fortes

    Avenida Brasil foi uma novela em que não só os protagonistas brilharam: os personagens secundários tinham tramas tão envolventes quanto a principal. Leleco (Marcos Caruso) e Tessália (Débora Nascimento), Adauto (Juliano Cazarré), o “chupetinha”, Cadinho (Alexandre Borges) e suas três mulheres, além da “periguete” Suelen (Isis Valverde), são alguns dos destaques que conquistaram o público.

    ) Reviravoltas marcantes

    Avenida Brasil entregava plot twists constantemente. Quando o público achava que era o fim de Nina (sim, ela foi enterrada viva), a personagem dava a volta por cima e colocava um novo plano em ação. Isso garantia um enredo dinâmico, com ganchos frequentes e ritmo acelerado (aquele clássico sentimento de “perdi um capítulo e não sei o que está acontecendo”).

    6) Final como evento nacional

    Poucas novelas geraram uma mobilização nacional em seu último capítulo, e “Avenida Brasil” entra com tranquilidade nessa lista. Não é exagero dizer que o Brasil parou para descobrir respostas para perguntas como: “Quem matou Max?” e “Qual seria o destino de Carminha?”.

    7) Forte presença nas redes sociais

    “Avenida Brasil” foi uma das primeiras novelas a viralizar intensamente na internet. O #OiOiOi, o encerramento com a “cara congelada” e os GIFs da Carminha gritando “inferno” seguem circulando até hoje em timelines.

    8) Trilha sonora extremamente popular

    A canção “Meu Lugar” ganhou uma adaptação especial, substituindo “Madureira” por “Divino”, enquanto o maior destaque ficou para “Vem Dançar Com Tudo”. O refrão “Oi, oi, oi” se tornou tão marcante que acabou funcionando como um quase segundo nome de “Avenida Brasil”.

    9) Estética e figurino marcantes

    Roupas claras, acessórios dourados e cabelo loiro: assim era Carminha, com uma aparência quase angelical que contrastava com um comportamento manipulador, enquanto tentava sustentar a elegância de sua ascensão social. Mas não foi só ela que chamou atenção pelo visual. O estilo “periguete” da maria-chuteira Suelen (Isis Valverde), assim como a clássica camisa do Divino Futebol Clube, podiam ser encontrados pelas ruas do país.

    10) Repercussão internacional

    Os números já mostravam que “Avenida Brasil” era um sucesso em todo o país. Com audiência batendo 49 pontos, a produção conseguiu uma repercussão internacional. Os principais veículos estrangeiros, como “The Guardian”, BBC, “Washington Post” e “Forbes” destacaram o fenômeno da novela e o impacto na vida dos brasileiros.

    Fonte: G1

  • Plano de demissão dos Correios tem adesão de 2,3 mil funcionários; número abaixo da meta

    Na sexta-feira (27), os Correios anunciaram a prorrogação do prazo de adesão ao programa até 7 de abril. Anteriormente, o período se encerraria nesta terça-feira (31).

    Economia – Até a manhã desta segunda-feira (30), o Plano de Desligamento Voluntário (PDV) dos Correios registrou 2.347 adesões de funcionários, segundo a estatal. O número está bem abaixo da meta, que previa que 10 mil pessoas deixassem a empresa este ano, além da projeção de outros cinco mil em 2027.

    Na sexta-feira (27), os Correios anunciaram a prorrogação do prazo de adesão ao programa até 7 de abril. Anteriormente, o período se encerraria nesta terça-feira (31).

    O plano inclui medidas como a contratação de empréstimos, a revisão do modelo de negócios e a implementação do próprio PDV, entre outras ações.

    Segundo a estatal, a decisão busca “oferecer mais tempo e segurança” para que os empregados analisem as novas condições de assistência médica, incluindo a ampliação regional do Plano Família da Postal Saúde.

    Apontado como um dos principais pilares do processo de reestruturação, o PDV tem como meta reduzir o quadro de pessoal em até 15 mil funcionários até 2027.

    A situação da empresa vem se deteriorando nos últimos quatro anos. Em 2022, a empresa fechou o balanço com um prejuízo de mais de R$ 700 milhões. Em 2024, o déficit pulou para R$ 2,5 bilhões. O rombo de 2025 ainda não foi oficialmente fechado.

    Para manter as operações, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos e receberam no início de 2026 R$ 10 bilhões desse total. A operação só foi concluída após o Tesouro Nacional oferecer garantias, segundo a estatal.

    O dinheiro será usado para quitar dívidas imediatas e sustentar a operação, mas a empresa admite que pode precisar de mais R$ 8 bilhões ao longo do ano.

    No fim de 2025, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, disse que o resultado negativo de 2026 pode chegar a R$ 23 bilhões se o ciclo de perdas não for interrompido.

    Na tentativa de equilibrar as contas, os Correios anunciaram, no fim de 2025, um amplo programa de reestruturação. O programa prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e fechamento de cerca de mil agências — hoje a empresa tem aproximadamente 5 mil unidades.

    Segundo Rondon, o modelo econômico-financeiro da empresa deixou de ser viável. O plano busca reverter uma sequência de 12 trimestres consecutivos de prejuízos.

    A estatal afirma que pretende economizar R$ 2 bilhões por ano a partir de 2027 com as medidas.

    Fonte: G1

  • Passageira é presa suspeita de levar 45 ampolas de tirzepatida em bagagem no aeroporto de Manaus

    Durante a inspeção das malas no raio-x, os agentes identificaram imagens suspeitas que indicavam frascos escondidos.

    Geral – Uma passageira foi presa neste sábado (28) no Aeroporto Internacional de Manaus suspeita de levar 45 ampolas de tirzepatida na bagagem. Segundo a Polícia Federal, a operação foi orientada por informações de inteligência.

    A passageira vinha da região Sul, com conexão em São Paulo. Durante a inspeção das malas no raio-x, os agentes identificaram imagens suspeitas que indicavam frascos escondidos.

    Os policiais abriram as bagagens e encontraram as ampolas escondidas em embalagens.

    A passageira foi presa em flagrante e levada para a Superintendência da PF no Amazonas. O material ficará sob análise para medidas legais.

    Fonte: G1