Categoria: Geral

  • GPA fecha acordo com credores para plano de recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bilhões

    Plano do grupo responsável pela rede de supermercados Pão de Açúcar prevê suspensão temporária de pagamentos enquanto a empresa negocia novas condições com credores.

    Geral – O Grupo Pão de Açúcar (GPA), responsável pela rede de supermercados Pão de Açúcar, informou nesta terça-feira (10) que firmou um acordo com seus principais credores para apresentar um plano de recuperação extrajudicial.

    A medida envolve cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas e tem como objetivo reorganizar as finanças da empresa sem recorrer à recuperação judicial, processo que ocorre na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo.

    A recuperação extrajudicial é um acordo em que uma empresa renegocia parte de suas dívidas diretamente com credores, fora da Justiça. O objetivo é ganhar prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como a falência, mantendo as operações da empresa funcionando normalmente.

      Segundo a companhia, o plano foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e já recebeu o apoio de credores que detêm 46% dos créditos incluídos no processo — um montante equivalente a cerca de R$ 2,1 bilhões.

      Esse percentual supera o mínimo exigido pela legislação para dar início a tipo de negociação.

      O acordo prevê a suspensão temporária dos pagamentos dessas dívidas enquanto a empresa negocia novas condições para quitar suas obrigações.

      O plano tem efeito imediato e prazo inicial de 90 dias — período em que a companhia pretende conseguir apoio da maioria dos credores e chegar a uma solução definitiva para reorganizar seu endividamento.

      empresa destacou que dívidas com fornecedores, parceiros, clientes e obrigações trabalhistas não fazem parte do plano e, portanto, não serão afetadas. Na prática, isso significa que as operações do grupo devem continuar normalmente.

      Em comunicado ao mercado, o GPA afirmou que a iniciativa busca melhorar o perfil da dívida e fortalecer o balanço da companhia, criando condições para resolver problemas de liquidez no curto prazo e garantir a sustentabilidade financeira no longo prazo.

      A empresa também disse que suas lojas seguirão funcionando normalmente e que está em dia com pagamentos a fornecedores e parceiros comerciais.

      O plano, segundo o GPA, foi estruturado justamente para preservar a operação do negócio enquanto as negociações com credores avançam.

      Entenda a crise do Grupo Pão de Açúcar

      O Grupo Pão de Açúcar tem enfrentado dificuldades financeiras há anos, reflexo de uma série de acontecimentos que impactaram os resultados da companhia ao longo do tempo. Entre os principais fatores, estão:

      • a baixa demanda vista em períodos de alta na inflação de alimentos;
      • o nível elevado dos juros por tempo prolongado, que afetaram os resultados devido ao alto grau de endividamento da companhia;
      • custos com mudanças internas na gestão;
      • pagamentos de dívidas fiscais e trabalhistas; e
      • reconhecimento de perdas em lojas com baixo desempenho.

      Diante desse cenário, a empresa — que já vinha reportando prejuízos líquidos anuais desde 2022 — ligou o alerta dos investidores ao informar, no resultado do último trimestre do ano passado, que havia dúvidas sobre sua capacidade de dar continuidade às suas operações.

      Segundo nota explicativa divulgada pela companhia, o grupo apresentava um déficit — ou seja, tinha mais contas a pagar do que dinheiro disponível no caixa — de cerca de R$ 1,2 bilhão no final do ano passado, resultado de empréstimos e títulos de dívida com vencimento em 2026.

      Assim, mesmo com resultados melhores nas vendas, a empresa continuou a registrar prejuízo.

      “Estas condições indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia”, disse a empresa no documento, divulgado no final de fevereiro.

      A empresa ainda informou que já vinha adotando iniciativas para reduzir os riscos de que sua operação fosse afetada, já tendo iniciado negociações com seus credores para o alongamento dos prazos de dívidas financeiras, redução do custo financeiro e de despesas e monetização de créditos tributários.

      O GPA passou por mudanças relevantes no ano passado, com o Grupo Coelho Diniz assumindo como principal acionista (24,6%). O grupo francês Casino, que já foi controlador da companhia, ainda detém uma fatia de 22,5%.

      Em outubro, o empresário André Coelho Diniz foi eleito presidente do conselho de administração. Na sequência, o presidente-executivo, Marcelo Pimentel, que estava no cargo desde 2022, renunciou. No começo de 2026, Alexandre de Jesus Santoro foi eleito como diretor-presidente da companhia.

      Em 2025, a companhia registrou um prejuízo líquido das operações continuadas de cerca de R$ 651 milhões, encerrando o exercício com uma dívida líquida de R$ 2 bilhões, enquanto a dívida bruta total somava R$ 4 bilhões.

      Nos últimos 12 meses, as ações do GPA, negociadas na bolsa sob o ticker PCAR3, acumulam alta de 9,64%. Segundo os dados mais recentes divulgados pela companhia, o grupo possui 728 lojas no Brasil. Desse total, 187 são da bandeira Pão de Açúcar, 164 do Extra Mercado, 155 do Mini Extra e 221 do Minuto Pão de Açúcar.

      Fonte: G1

    • Estupro coletivo em Copacabana: relatos revelam padrão de violência e novas vítimas aparecem após denúncia

      O Fantástico teve acesso aos depoimentos da família, de outras vítimas e aos documentos da investigação. Jovem de 17 anos denunciou violência sexual em apartamento de Copacabana e outras adolescentes relataram abusos semelhantes praticados pelos mesmos suspeitos.

      Geral – A dor que atravessou uma família no fim de janeiro se transformou em um caso que expõe um ciclo de violências sexuais cometidas, segundo a polícia, por um mesmo grupo de jovens do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. A estudante de 17 anos, violentada por quatro homens e um menor de idade em um apartamento em Copacabana, rompeu o silêncio — e, ao fazer isso, encorajou outras adolescentes a contar que viveram situações semelhantes com os mesmos suspeitos.

      O Fantástico teve acesso aos depoimentos da família, de outras vítimas e aos documentos da investigação.

      O irmão da adolescente foi a primeira pessoa a quem ela conseguiu pedir ajuda.

      “Ela me mandou mensagem, falou: preciso de ajuda agora, é sério. Ela falou: acho que fui estuprada”, contou.

      A avó, que tem a guarda da menina, também descreveu o impacto ao ouvir o que havia acontecido:

      Ela me abraçou e falou: ‘mãe, desculpa’. Eu falei: ‘desculpa de quê? Você não teve culpa’”, relata, emocionada.

      Quando ajudou a neta a levantar o vestido, viu hematomas graves:

      “Não era um roxo, era um roxo preto, em várias partes. Fiquei apavorada.”

      O estupro ocorreu em 31 de janeiro. A estudante foi convidada ao apartamento por um colega de escola, um menor de 17 anos, com quem já havia se relacionado. O local é de propriedade da família de um dos suspeitos.

      Imagens de câmeras de segurança mostram:

      • às 19h24, três dos cinco jovens entrando no prédio;
      • às 19h25, a vítima chegando acompanhada do menor.

      Segundo depoimento da menina, ela foi levada ao quarto para namorar com o menor. Foi quando os outros quatro jovens invadiram o cômodo. Ela afirmou que negou todas as tentativas de convencimento para ter relações com os amigos do garoto. Eles então a imobilizaram e trancaram a porta.

      O relato aponta que, por aproximadamente uma hora, os cinco se revezaram nas agressões sexuais e físicas.

      O delegado responsável pelo caso, Angelo Lages, afirmou que as lesões confirmadas pelo IML são compatíveis com o depoimento da vítima.

      Após o crime, câmeras do prédio registraram o menor e a vítima deixando o apartamento. No elevador, os suspeitos aparecem celebrando.

      Depois do estupro, o menor continuou frequentando a escola e, segundo a família, passou a rondar a irmã mais nova da vítima, de 12 anos.

      Assim que o caso se tornou público, outras vítimas procuraram a polícia.

      Uma mãe relatou que a filha, então com 14 anos, foi violentada por parte do mesmo grupo.

      “Ela falou que também foi vítima de dois deles, pelo menos dois deles e, tinha um terceiro, que era maior. Que não aparece nessas, na lista, né? De procurados desse caso. Mas que estavam sempre juntos. Eu só ouvi isso. Eu só ouvi aconteceu, eles fizeram a mesma coisa comigo há três anos atrás. E eu não, eu não tive estômago. Eu não tive estômago….”

      Outra jovem, hoje maior de idade, contou ter sido abusada em uma festa por um dos acusados presos:

      “Aí ele teve uma hora que ele pediu pra eu praticar sexo oral nele, eu falei que eu não ia fazer aquilo, muito menos ali, aí ele falou, não, só um pouco, só um pouco, eu falando, não vou fazer isso, vamos voltar pra festa, e ele começou, enquanto a gente se beijava, ele começou a tentar empurrar a minha cabeça pra baixo, e eu falei, Vitor, eu não vou fazer isso aqui, e aí nisso ele continuou, só que eu já tava muito fraca, e aí eu acabei, assim, minhas pernas meio que cederam, eu caí, ele começou a forçar um sexo oral nele, entendeu?”

      Ela afirmou que nunca contou por não ter assimilado o trauma — até que viu o caso da adolescente de 17 anos.

      A mesma jovem acusa o colégio de ter ignorado sinais. O Colégio Pedro II afirmou, por nota, que todas as denúncias são acolhidas e que abriu processo disciplinar, que pode resultar no desligamento compulsório dos envolvidos.

      Situação atual dos suspeitos

      • Quatro maiores de idade: entregaram-se e foram encaminhados ao sistema penitenciário.
      • O menor de 17 anos: foi apreendido e levado ao Degase.

      As defesas dos cinco negam as acusações e afirmam que irão provar inocência no decorrer do processo.

      Fonte: G1

    • Dentista preso no Paraná por estupro de crianças e adolescentes abusava de familiares e pacientes, diz polícia

      Investigações apontam que crimes aconteciam durante reuniões familiares na chácara do homem e também no consultório dele. Advogado de Luis Alberto Zurita Pohlmann Júnior disse que teve acesso ao inquérito e está analisando os fatos.

      Geral – A Polícia Civil acredita que Luis Alberto Pohlmann Júnior, dentista preso suspeito de estuprar crianças e adolescentes, abusou de pacientes e também de familiares.

      As investigações apontam que ele cometeu os crimes durante atendimentos em consultório e também durante reuniões da própria família, na chácara que ele possui em Teixeira Soares. A cidade possui cerca de 9,5 mil habitantes e fica nos Campos Gerais do Paraná.

      O homem foi preso preventivamente na terça-feira (3), após cerca de cinco meses de investigação. A primeira vítima procurou a polícia em outubro de 2025, o que encorajou outras cinco a também denunciarem o homem. Atualmente, as seis mulheres têm entre 27 e 40 anos, e todas contam que foram abusadas quando eram crianças e adolescentes e conviveram com a dor em silêncio por muito tempo.

      Também em entrevista, o advogado Felipe Feltrin, que atua na defesa do dentista, disse que teve acesso ao inquérito e está analisando os fatos, e afirmou esperar que eles sejam analisados “com cuidado e sem qualquer tipo de julgamento antecipado”.

      Luis Alberto Pohlmann Jr. responde pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual.

      A expectativa da Polícia Civil é finalizar o inquérito nos próximos dias. Além do processo atual, o homem já foi condenado por importunação sexual de uma paciente e também é réu em outra ação, pelo mesmo crime, movida por outra vítima.

      Atualmente, Luis mantém um consultório em Curitiba. Em nota, o Conselho Regional de Odontologia confirmou que ele está com registro ativo, mas não informou se há, ou não, algum procedimento em andamento para investigar a conduta do dentista, alegando se tratar de informação sigilosa.

      O delegado Rafael Nunes afirma que Luis Alberto Pohlmann Júnior se aproveitava da confiança depositada nele – tanto como profissional, quanto como familiar – para cometer os crimes.

      As investigações também apontam que o homem usava sempre o mesmo “modus operandi”: buscava ficar sozinho com as vítimas, ou agia de forma que outras pessoas não pudessem ver o que estava acontecendo.

      Entre as vítimas ouvidas pela RPC, uma contou que foi estuprada na piscina, outra disse que o homem se aproveitou da desculpa de assistir a um filme para abusá-la por baixo de um cobertor, e outra disse que ele a fez sentar no colo dele para mostrar um jogo, por exemplo.

      Todas relataram que o homem era muito querido e respeitado na família, tanto pelo jeito com que ele tratava os adultos, quanto pelo poder aquisitivo que possuía.

      Para o delegado, os depoimentos das vítimas foram muito claros e precisos, o que contribuiu para o pedido e o mandado de prisão preventiva.

      Denúncias

      Denúncias sobre este ou quaisquer outros casos podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou, 181, do Disque-Denúncia.

      Se o crime estiver acontecendo naquele momento e/ou houver alguém em situação de perigo, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.

      Fonte: G1

    • Escritório de mulher de Moraes relata contratação por Vorcaro e nega atuação junto ao STF

      Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a ser preso na última quarta-feira (4) pela Polícia Federal em São Paulo em uma investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras.

      Geral – O escritório de advocacia Barci de Moraes Sociedade de Advogados, de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, divulgou uma nota nesta segunda-feira (9) na qual relata a contratação de serviços jurídicos pelo banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

      Também informa que “nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF)”.

      De acordo com a nota, o escritório foi contratado no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo cliente Banco Master, “para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica”, informa.

      O serviço foi prestado por uma equipe composta por 15 advogados. “Para a realização dos serviços, também contratou outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação”, prossegue o texto.

      O texto especifica quais seriam os serviços prestados e os documentos entregues como resultado do contrato. Mas, não traz informações sobre os valores firmados.

      Segundo o documento, as duas equipes jurídicas foram responsáveis pela consultoria e atuação jurídicas, entre o início do contrato, em 2024, e a liquidação extrajudicial do banco, em novembro de 2025, com o consequente encerramento contratual.

      Ao todo, informa que foram realizados os seguintes encontros para o cumprimento dos trabalhos:

      • 79 reuniões presenciais na sede do Banco Master, todas com duração aproximada de 3 horas, entre o banco, por meio de suas superintendências de Compliance e Corporativa e gerência de Compliance, e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, para análise de documentos, discussão dos problemas jurídicos e desenvolvimento do objeto do contrato;
      • 13 reuniões com a presidência da instituição e a equipe jurídica, sendo 2 presenciais na sede do escritório e 11 por videoconferência, com duração aproximada de 2 horas;
      • 2 reuniões por videoconferência entre o jurídico do Banco Master e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes, com duração aproximada de 2 horas.

      Vorcaro está preso

      Que O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a ser preso na última quarta-feira (4) pela Polícia Federal em São Paulo em uma investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras.

      As prisões aconteceram como parte da terceira fase Operação Compliance Zero, que, segundo a PF, tem o objetivo de investigar a “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.

      A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em sua primeira ação como relator do caso, que assumiu no mês passado.

      Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular que sairia do aeroporto de Guarulhos, na Grande SP. Para a PF, não havia dúvidas de que ele iria fugir do país.

      Mensagens atribuídas a Moraes

      Dias após a nova prisão, na sexta-feira (6), uma reportagem publicada pelo blog da jornalista Malu Gaspar, do jornal “O Globo”, trouxe novos prints de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro enviadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no dia 17 de novembro de 2025, horas antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez.

      Segundo a reportagem, as mensagens foram obtidas pelo sistema de perícia da Polícia Federal (PF), que apreendeu celulares e outros dispositivos eletrônicos de Vorcaro.

      Após a publicação, a comunicação do STF divulgou uma nota, na qual o ministro Alexandre de Moraes nega que as mensagens enviadas pelo banqueiro foram para ele.

      Fonte: G1

    • Vieira conversa com Rubio para barrar classificação de facções como organizações terroristas; temor é de intervenção no Brasil

      Diplomatas temem que os Estados Unidos utilizem o combate ao narcotráfico e a classificação de PCC e CV como terroristas para justificar operações militares na região.

      Geral – O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, na noite desse domingo (8), para tratar da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington.

      Lula pretende fazer uma visita oficial à Casa Branca, para se reunir com o presidente Donald Trump. A ideia inicial era que o encontro ocorresse neste mês de março, mas diante da dificuldade de agendas, uma data ainda não foi acertada.

      Segundo fontes do governo ouvidas pela GloboNews, além da viagem, Vieira também colocou em pauta outra questão importante para o governo brasileiro: evitar que os Estados Unidos classifiquem facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho (CV), como Organizações Terroristas Estrangeiras.

      Em caráter reservado, diplomatas mencionam o temor de que os Estados Unidos utilizem o combate ao narcotráfico e a classificação de grupos como terroristas para justificar operações militares na região.

      Fontes ligadas ao governo Trump que atuam no Brasil confirmam que a ideia é encabeçada por Marco Rubio e está bem avançada. A proposta deve, nos próximos dias, ser levada ao Congresso para ratificação.

      O debate no governo americano sobre designar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas não é novo. Mas, ganhou novas nuances após o ataque militar dos Estados Unidos na Venezuela, em janeiro deste ano.

      Conforme a legislação norte-americana, o governo dos Estados Unidos possui mecanismos legais e políticas ativas que permitem intervenção, incluindo o uso de força militar e operações unilaterais, contra organizações designadas como terroristas estrangeiras.

      O Secretário de Estado, em consulta com o Departamento de Justiça e Tesouro, pode designar grupos como terroristas, permitindo sanções financeiras, restrições de imigração e ação militar.

      Sob a gestão de Donald Trump, o governo norte-americano tem incluído cartéis de drogas na América Latina na lista. Com isso, autoriza o Pentágono a usar força militar contra eles, inclusive, de forma unilateral.

      Essas ações permitem o uso de inteligência e capacidades militares do Departamento de Defesa para atacar grupos considerados “narcoterroristas”.

      O que é preciso para ser classificado, e o que muda?

      Para receber a designação de FTO (Organização Terrorista Estrangeira), é preciso cumprir alguns critérios, segundo o Departamento de Estado dos EUA.

      São três condições principais:

      • Ser uma organização estrangeira.
      • Engajar-se em atividade terrorista (ou ter capacidade e intenção de fazê-lo).
      • Representar ameaça à segurança de cidadãos ou à segurança nacional dos EUA (defesa, relações exteriores ou interesses econômicos).

      O que acontece quando um grupo recebe essa designação?

      A classificação tem consequências legais e políticas importantes, por exemplo:

      • É crime nos EUA fornecer “apoio material” (dinheiro, treinamento, armas, serviços etc.) ao grupo.
      • Ativos financeiros ligados ao grupo podem ser bloqueados e transações proibidas.
      • Membros ou associados podem ter visto negado ou ser deportados.
      • A designação ajuda a isolar o grupo internacionalmente e a cortar seu financiamento.

      Caso da Venezuela

      Em novembro do ano passado, o governo Trump classificou como organização terrorista o Cartel de los Soles, organização venezuelana que os EUA dizem ser chefiada pelo então presidente Nicolás Maduro.

      Na época, Trump afirmou que a inclusão dá aos EUA o poder de atacar alvos ligados a Maduro em território venezuelano. Ele também disse que não iria fazer isso, mas que “todas as opções” estavam sobre a mesa.

      Washington acusa o Cartel de los Soles de trabalhar com a gangue venezuelana Tren de Aragua, também já designada como organização terrorista estrangeira pelos Estados Unidos, no envio de drogas aos EUA.

      Maduro nega a acusação e a própria existência do Cartel de los Soles, que também é contestada por especialistas.

      A nova designação ocorreu também em meio à operação militar conduzida pelo governo Trump no mar do Caribe, perto da costa da Venezuela.

      Ataque e captura de Maduro

      Meses depois, em 3 de janeiro, forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram Nicolás Maduro.

      Ele foi detido e levado para julgamento dois dias depois em Nova York, sob acusação de narcoterrorismo, conspiração para o tráfico, posse de armas e explosivos e conspiração para posse de armas e explosivos. Durante a sessão, se declarou inocente.

      A audiência foi um trâmite burocrático da Justiça norte-americana, no qual réus devem comparecer para ouvir formalmente por que estão sendo julgados. O juiz responsável pelo caso marcou uma nova audiência para 17 de março, na qual Maduro e sua esposa prestarão depoimento.

      Fonte: G1

    • Haddad deixará Fazenda na próxima semana para concorrer ao governo de São Paulo

      Ministro acatou pedido de Lula para concorrer ao governo do estado. Resultados de pesquisas mostram que cenário presidencial pode ser mais apertado.

      Geral – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixará o comando da pasta na próxima semana para concorrer ao governo de São Paulo, segundo fontes próximas ao ministro ouvidas pelo blog.

      A previsão é que Haddad deixe o governo na quinta-feira (19), a tempo de cumprir o período estabelecido pela Constituição.

      Pela legislação eleitoral brasileira, ministros que desejam disputar eleições precisam se desincompatibilizar — ou seja, deixar seus cargos oficiais — até seis meses antes da votação: o que neste ano ocorre no início de abril.

      Apesar de ter demonstrado resistência, Haddad aceitou o pedido de Lulaque disse precisar dele na disputa ao Palácio dos Bandeirantes, contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

      O acirramento da disputa presidencial, em especial depois da divulgação da pesquisa Datafolha no último sábado (7), foram o argumento final para convencer o ministro.

      Haddad argumentava, em conversas internas do governo, que Lula estava em uma situação bem mais positiva na corrida presidencial do que em 2022, quando disputou com Bolsonaro ocupando a cadeira de presidente.

      Só que as pesquisas têm mostrado um segundo turno muito apertado entre Lula e Flavio Bolsonaro.

      Por isso, a presença dele na disputa em São Paulo, importante colégio eleitoral, tem sido considerada fundamental para o governo.

      Disputa em SP

      Outro ponto importante é que, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada no domingo (8), Haddad apresenta um desempenho melhor que outras possibilidades ventiladas pelo governo, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a ministra Simone Tebet (MDB).

      O ministro da Fazenda, no entanto, ainda aparece atrás de Tarcísio nas intenções de voto. O atual governador do estado tem 44% das intenções de voto, na pesquisa, ante 31% do ministro da Fazenda.

      Fonte: G1

    • O que a gente queria era solucionar o problema da água’, diz filho de agricultor que pode ter encontrado petróleo ao furar poço

      Líquido semelhante a petróleo foi descoberto em propriedade de Tabuleiro do Norte (CE) enquanto agricultor furava o solo em busca de água.

      Geral – O que a gente queria era água, né? O que a gente queria era solucionar o problema da água lá”, resumiu ao g1 o gerente de vendas Saullo Moreira, filho do agricultor Sidrônio Moreira, que pode ter descoberto um poço de petróleo em sua propriedade, em Tabuleiro do Norte , no interior do Ceará, enquanto perfurava o solo em busca de água, em novembro de 2024.

      Após revelação do caso pelo g1, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) notificou a família na última terça-feira (3) e informou que vai mandar uma equipe ao local. Enquanto aguarda a análise da ANP, a família continua se equilibrando em um cenário de incerteza no abastecimento hídrico.

      A residência onde a família vive, a cerca de 35 quilômetros da sede do município, não possui água encanada. Para abastecer a propriedade, em boa parte do ano, a família paga por carregamentos de água de carro-pipa.

      Em busca de outras alternativas, o agricultor tomou um empréstimo, em 2024, para furar o solo e construir um poço de água, do qual saiu o líquido escuro. A possível descoberta de petróleo, porém, tornou a busca por um poço artesiano mais complexa.

      A família foi alertada, por exemplo, que, se um poço fosse perfurado incorretamente, o óleo poderia vazar para o lençol freático e contaminar a água da região, gerando uma série de problemas ambientais.

      Agora, eles aguardam orientações da ANP e das autoridades ambientais para saber como proceder. Mesmo que o petróleo seja confirmado, o agricultor não poderá comercializar o combustível, uma vez que, no Brasil, riquezas encontradas no subsolo pertencem à União.

      Fonte: G1

    • Pesquisadora da polilaminina admite erros em gráfico, problemas de escrita e alega que pesquisa vai ter nova versão

      Ao g1, Tatiana Sampaio disse que reconhece falhas no texto e que vai apresentar nova redação com ajustes nos dados. Apesar disso, alega que a polilaminina é eficaz.

      Geral – A pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável pela pesquisa que apresentou a polilaminina como um possível tratamento para lesões na medula espinhal, afirmou ao g1 que vai fazer correções no artigo que apresenta os primeiros testes em humanos. Segundo ela, o texto vai passar por uma revisão geral, com correções, ajustes na apresentação dos dados e mudanças na forma como os resultados foram descritos.

      Esse pré-print eu coloquei assim no momento. Eu pensei: ‘isso aí não vai dar Ibope, vou deixar lá só para registrar que a gente fez isso em algum momento, por questões de autoria’. Mas ele não estava bem escrito.

      O trabalho que Tatiana vai revisar foi divulgado em pré-print em fevereiro de 2024 e aborda o resultado de duas décadas de pesquisas dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), incluindo a fase experimental em oito pacientes humanos que começou em 2018 (antes, os pesquisadores avaliaram a ação da molécula em cães)Os resultados atraíram a farmacêutica Cristália, que já investiu R$ 100 milhões na pesquisa para que a polilaminina seja transformada em medicamento.

      No início de 2026, o estudo e Tatiana ganharam destaque quando a cientista passou a dar entrevistas ao lado de Bruno Drummond, um dos pacientes que participou da pesquisa, teve lesão medular e voltou a andar.

      A divulgação gerou grande repercussão em trends nas redes sociais e também críticas de especialistas sobre a pesquisa. Pesquisadores questionaram pontos do trabalho, como inconsistências na apresentação de alguns dados e a interpretação de eficácia do tratamento sem que fosse possível isolar o efeito da substância de outras intervenções, como cirurgia e fisioterapia intensiva.

      Um dos exemplos citados envolve um paciente que morreu poucos dias após o procedimento, mas que nos dados do estudo aparecia com melhoras registradas após cerca de 400 dias de tratamento. A pesquisadora disse que isso foi um erro e que vai ser corrigido.

      Ao g1, Tatiana negou que as mudanças estejam sendo feitas em resposta às críticas.

      Ela diz que agora trabalha em uma nova versão do artigo na tentativa de publicá-lo em uma revista científica.

      Tatiana afirma que as mudanças incluem correções técnicas, ajustes na apresentação de dados e novas explicações sobre os resultados do estudo. Segundo ela, as alterações não modificam os dados já apresentados nem as conclusões da pesquisa – ela segue acreditando na eficácia da polilaminina.

      A pesquisadora disse que a nova versão não vai ser divulgada publicamente antes de ser aceita por uma revista científica e por isso não encaminhou o manuscrito ao g1, mas mostrou alguns dos seus ajustes.

      Erro em gráfico de paciente

      Uma das correções envolve um erro de identificação em um dos gráficos do estudo.

      Na versão atual do pré-print, o participante 1 aparece com cerca de 400 dias de acompanhamento, apesar de o texto indicar que ele morreu cinco dias após o procedimento.

      Tatiana confirmou que os dados pertencem, na verdade, ao participante 2 e que houve um erro de digitação na figura. “Foi um erro de digitação, isso está errado”, disse.

      Fonte: G1

    • EMS acerta compra da Medley, marca de remédios genéricos da Sanofi

      A conclusão do negócio ainda depende do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento de outras condições regulatórias.

      Dicas – O Grupo EMS firmou um acordo com a farmacêutica francesa Sanofi para comprar 100% da Medley, uma das principais marcas de medicamentos genéricos do Brasil, informaram as empresas nesta sexta-feira (6). O valor da transação não foi divulgado. Segundo o jornal Valor Econômico, a operação foi avaliada em cerca de R$ 3,6 bilhões (US$ 670 milhões).

      Fundada em 1996, a Medley é uma das principais marcas de genéricos do país e ganhou espaço ao longo dos anos com medicamentos de menor custo. Em 2009, a empresa foi comprada pela farmacêutica francesa Sanofi por cerca de R$ 1,5 bilhão.

      O negócio ocorreu após uma disputa que mobilizou diversos laboratórios interessados no ativo. Além da EMS, empresas como Sun Pharma, Hypera, Biolab e Aché também apresentaram propostas pela Medley.

      Com fábrica em Campinas (SP), a empresa produz comprimidos, cápsulas, drágeas, líquidos, pomadas, cremes e suspensões. Ao todo, a emprega cerca de 1.800 pessoas.

      Para a EMS, a aquisição deve ampliar o portfólio de medicamentos e reforçar a presença da companhia no segmento de genéricos, considerado um dos pilares de crescimento do grupo. A companhia atualmente lidera o ranking da indústria farmacêutica no Brasil em vendas para no varejo, à frente de empresas como Eurofarma, Hypera Pharma e Sanofi.

      “A empresa construiu uma marca muito sólida e respeitada no mercado brasileiro e possui medicamentos importantes. Esta aquisição é relevante para o povo brasileiro e para a indústria nacional”, afirmou Carlos Sanchez, presidente do conselho de administração do Grupo EMS.

      Para a Sanofi, a venda faz parte da estratégia de concentrar investimentos em medicamentos biofarmacêuticos inovadores e vacinas. A empresa informou que pretende direcionar recursos para áreas com maior potencial de impacto em tratamentos ainda pouco atendidos.

      Durante o processo de aprovação da operação, a Medley continuará sendo administrada pela Sanofi, mantendo suas atividades normalmente, segundo as empresas.

      A conclusão do negócio ainda depende do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento de outras condições regulatórias.

      • 💊 Medicamentos genéricos são remédios que têm o mesmo princípio ativo, dose e eficácia que o medicamento de marca, mas são vendidos sem marca e por preço mais baixo. No Brasil, eles são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e são identificados pela tarja amarela com a letra “G” na embalagem.

      Em 2025, o segmento de genéricos movimentou R$ 23 bilhões, alta de 13,4% em relação a 2024, e responde por cerca de 40% do mercado de medicamentos, segundo a PróGenéricos.

      Hoje, 75% dos medicamentos mais prescritos no país são genéricos, presentes também em 85% dos itens do Programa Farmácia Popular, programa do Governo Federal de acesso gratuito a medicamentos.

      Em 2024, a EMS fez uma proposta para comprar até 20% das ações da Hypera, uma das maiores farmacêuticas do país e concorrente da companhia. A ideia era unir as operações das duas companhias e criar o maior grupo farmacêutico do Brasil.

      A oferta previa pagar R$ 30 por ação, com prêmio em relação ao preço de mercado, e sugeria que a empresa resultante fosse listada no Novo Mercado da B3. O conselho da Hypera rejeitou a oferta.

      As duas empresas também disputaram a compra das marcas Buscopan e Buscofem, que pertenciam ao portfólio da farmacêutica Boehringer Ingelheim. Na ocasião, a Hypera Pharma acabou vencendo a disputa contra a EMS, que também demonstrava forte interesse no negócio.

      Já em 2025, a EMS entrou em um novo mercado ao lançar no Brasil suas canetas injetáveis para tratamento de obesidade e diabetes tipo 2, com os medicamentos Olire e Lirux, à base de liraglutida.

      A empresa se tornou a primeira fabricante totalmente brasileira a produzir análogos de GLP-1, classe de medicamentos usada no tratamento dessas doenças.

      Os produtos chegaram às farmácias com preços a partir de cerca de R$ 307, com a estratégia de competir com marcas internacionais oferecendo valores mais baixos.

      Fonte: G1

    • Toffoli não teve acesso ao material da quebra de sigilo de Vorcaro enquanto era relator do Master, diz gabinete

      Segundo o ministro, o material só foi recebido pelo Supremo após André Mendonça assumir a relatoria do caso, em 12 de fevereiro.

      Geral – O gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou nesta sexta-feira (6) que o magistrado não teve acesso aos dados extraídos pela Polícia Federal (PF) do celular do banqueiro Daniel Vorcaro enquanto ficou na relatoria do caso Master.

      Segundo Toffoli, esse material só foi recebido pelo Supremo após o ministro André Mendonça assumir a relatoria do caso, em 12 de fevereiro.

      As mensagens encontradas pela PF levaram a deflagração da 3ª fase da Operação Compliance Zero nesta semana, com o retorno de Vorcaro para a prisão, e, segundo investigadores, revelaram detalhes de uma engrenagem criminosa movida por corrupção.

      As medidas foram autorizadas pelo novo relator, André Mendonça.

      O gabinete de Toffoli informou que “até o dia 12 de fevereiro de 2026, o material retirado dos aparelhos celulares apreendidos não havia sido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal”

      A nota acrescenta: “devendo-se salientar que a última decisão por mim proferida nestes autos, em 12 de janeiro de 2026, foi justamente para determinar que a Polícia Federal encaminhasse o material ao Supremo”.

      O gabinete apontou ainda que, durante o período em que Toffoli ficou na relatoria, o ministro autorizou “todas as medidas requeridas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República” e que “as investigações continuaram a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos e nenhum pedido de nulidade foi deferido”.

      Toffoli deixou a relatoria do Master após revelar que é sócio de uma empresa que vendeu a fundos ligados a Vorcaro parte do resort Tayayá, que fica no Paraná.

      Caso Master

      A liquidação do Banco Master pelo Banco Central, em novembro do ano passado, e a nova prisão de Daniel Vorcaro, dono da instituição, marcaram mais um capítulo de uma crise que já vinha se desenhando há meses e que também levou à liquidação do Will Bank e do Banco Pleno, integrantes do mesmo grupo.

      O banco operava sob risco elevado de insolvência, pressionado pelo alto custo de captação e pela exposição a investimentos considerados arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado.

      O sinal de alerta no mercado ficou mais evidente quando o banco passou a oferecer produtos financeiros com remunerações muito acima do padrão. O principal deles eram os CDBs emitidos pela instituição.

      O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um investimento de renda fixa em que o investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros em troca. Essa remuneração pode ser pré-fixada (definida no momento da aplicação) ou pós-fixada (atrelada a indicadores como o CDI).

      Tentativas de venda do Master, como a proposta do Banco de Brasília (BRB), não avançaram. Todas foram interrompidas por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao Master em investigações.

      Fonte: G1