Categoria: Educação

  • Dia da Matemática: o que é o ‘buraco negro’ que nos leva sempre ao mesmo número secreto?

    Dattaraya Ramchandra Kaprekar, um professor de escola primária na Índia nascido no início do século 19, descobriu que, ao aplicar uma regra simples de ordenação e subtração, um mesmo número aparecia constantemente.

    Educação – Que a matemática é cheia de mistérios e curiosidades, todo mundo sabe. Mas você conhece a Constante de Kaprekar? Esse é um dos fenômenos aritméticos mais fascinantes para os estudiosos da área é um “buraco negro” numérico que sempre aparece em subtrações de quatro algarismos.

    Para resumir, funciona mais ou menos assim: imagine escolher quatro algarismos quaisquer e, ao aplicar uma regra simples de ordenação e subtração, ser inevitavelmente ”sugado” para o número 6174.

    A princípio, pode parecer complexo, mas é bem simples. E, como o nome diz, é constante. Ou seja, acontece sempre!

    Neste 6 de maio, Dia Nacional da Matemática, o g1 te explica como a Constante de Kaprekar acontece e como chegar até ela.

    6174: O número impossível de fugir

    Para ver a mágica acontecer, basta seguir alguns passos simples:

    1. Escolha quatro algarismos de 0 a 9 (desde que não sejam todos iguais).
    2. Os organize em duas ordens diferentes: do maior para o menor, e do menor para o maior .
    3. Em seguida, subtraia o menor número do maior (maior − menor).
    4. Repita o processo com o resultado, reordenando os algarismos nas duas ordens e subtraia novamente, até chegar em 6174.

    Veja o exemplo com o número 3524:

    • 5432 − 2345 = 3087
    • 8730 − 0378 = 8352
    • 8532 − 2358 = 6174

    Em no máximo sete passos, você chegará ao 6174. E o mais curioso: se tentar repetir o processo com o próprio 6174 (7641 – 1467), o resultado será… 6174. Ele é um ponto fixo; uma vez que você entra, não sai mais.

    Um detalhe que torna tudo ainda mais interessante é que todos os resultados intermediários dessa “caça” ao 6174 são sempre múltiplos de 9.

    Essa descoberta não veio de um laboratório de alta tecnologia, mas da mente de Dattaraya Ramchandra Kaprekar, um professor de escola primária na Índia que nasceu no início do século 19 e que se descrevia como um “viciado em números”.

    Hoje, seu legado é reconhecido mundialmente e, para o professor Panthio, a história do indiano deixa uma lição valiosa: a de que o universo dos números não é restrito a quem possui títulos acadêmicos, mas se revela àqueles que se dedicam com curiosidade e persistência a descobri-lo.

    Como a “mágica” acontece?

    Segundo professores ouvidos pelo g1, o grande “mistério” é explicado por conceitos matemáticos como valor absoluto (ou valor posicional), ordenação (crescente e decrescente) de múltiplos e divisores e operações básica.

    A curiosidade também ilustra ideias importantes como padrões, algoritmos e pontos fixos.

    Fellipe Rossi, professor de Matemática da Escola SAP, explica o que acontece:

    “Neste conjunto, o processo [da subtração] sempre conduz a um ponto fixo único. A forma como o sistema decimal organiza os dígitos faz com que as diferenças entre os números convirjam para esse valor [6174].” — Fellipe Rossi, professor de Matemática.

    As regras e outras dimensões

    Como toda boa regra, existem exceções. O cálculo não dá esse resultado caso os algarismos sejam todos iguais (como 1111 ou 2222), pois a subtração resultará em zero e o processo se interrompe.

    Além disso, o fenômeno muda dependendo da quantidade de dígitos. Com 3 algarismos, o destino final é a constante 495.

    Por exemplo, utilizando o 352:

    • 532 − 235 = 297
    • 972 − 279 = 693
    • 963 − 369 = 594
    • 954 − 459 = 495

    Com 2 ou 5 algarismos, a matemática não encontra um ponto fixo, mas cria ciclos infinitos de números que se repetem.

    Fascínio em sala de aula

    Para os professores de matemática, a Constante de Kaprekar é uma ferramenta poderosa de engajamento, porque atrai a atenção dos alunos.

    O professor Panthio Vicente Junior nota que o truque desperta um fascínio imediato, especialmente nos alunos mais novos, que ficam curiosos para descobrir o “segredo” por trás do número. Já para os mais velhos, o tema abre portas para estudar sistemas dinâmicos, algoritmos e ciência da computação.

    A Constante geralmente é trabalhada em sala a partir do 6º ano, e ajuda a fixar conceitos de ordenação, múltiplos e divisores de forma lúdica.

    Fellipe Rossi avalia que a maior lição de Kaprekar é mostrar como regras simples podem revelar padrões surpreendentes, incentivando o pensamento investigativo. Afinal, como o próprio Kaprekar demonstrou, a matemática não se prende a títulos; ela responde a quem quer descobri-la.

    Fonte: G1

  • Tire dúvidas sobre como renegociar dívidas do Fies com descontos de até 99% no Desenrola 2.0

    Medida Provisória assinada na segunda-feira (4) permite que mais de 1 milhão de estudantes parcelem débitos em até 150 vezes. Prazo de adesão é de 90 dias.

    Educação – Mais de 1 milhão de estudantes beneficiados pelo Fies que estão inadimplentes podem renegociar as dívidas do programa e obter descontos nos pagamentos. A oportunidade faz parte do Desenrola 2.0, uma iniciativa do governo federal que promete um “alívio bilionário” ao focar em dívidas atrasadas do Fies.

    A iniciativa foi firmada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira (4) por meio de uma medida provisória. Por se tratar de uma MP, as novas regras passam a valer imediatamente após a publicação.

    Abaixo, veja como funciona a renegociação para a modalidade Fies:

    O que é o Desenrola Fies 2.0?

    A modalidade faz parte do Novo Desenrola Brasil e foca em estudantes com financiamento pelo Fies que estão com pagamentos atrasados. A iniciativa promove descontos e parcelamentos especiais para a quitação do empréstimo estudantil.

    Quem pode participar do Desenrola Fies 2.0?

    De acordo com o Ministério da Educação, o programa é voltado para estudantes com dívidas do Fies vencidas e não pagas até a publicação da MP. O foco principal são os débitos de “difícil recuperação”, que estão em atraso há mais de um ano.

    De quanto são os descontos?

    Os percentuais de redução dependem do perfil do estudante e do tempo de atraso da dívida:

    • Estudantes no CadÚnico: Para dívidas vencidas há mais de 360 dias, o desconto é de até 99% sobre o valor total (incluindo o principal, juros e multas).
    • Estudantes fora do CadÚnico: Para atrasos acima de 360 dias, o desconto chega a 77% sobre o valor total devido.
    • Atrasos acima de 90 dias: Caso o estudante opte pelo pagamento à vista, o desconto é de até 12% sobre o valor principal, com isenção total de juros e multas.

    O valor renegociado pode ser parcelado?

    Débitos vencidos há mais de 90 dias podem ser pagos à vista ou parcelados. Cada modalidade tem suas vantagens:

    • Pagamento à vista: Desconto total dos encargos e redução de até 12% do valor principal.
    • Parcelamento: Pagamento em até 150 vezes, com redução de 100% dos juros e multas.

    Pagamento à vista vs. parcelado: É importante destacar que o desconto de até 12% sobre o valor principal da dívida é exclusivo para quem optar pelo pagamento à vista na renegociação. No caso do parcelamento, o desconto incide apenas sobre os juros e multas.

    Quando começa a renegociação?

    A renegociação estará disponível por 90 dias.

    Como fazer a renegociação?

    O pedido de renegociação da dívida deve ser feito diretamente com o banco responsável pelo contrato, nos canais indicados por ele.

    Fonte: G1

  • Mais de 8 mil vagas em cursos gratuitos do Cetam abrem inscrições nesta terça-feira (5) em Manaus

    Mais de 100 cursos presenciais serão oferecidos nas unidades de educação tecnológica da capital, com certificado gratuito após a conclusão.

    Educação – As inscrições para cursos presenciais de qualificação profissional do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) começam nesta terça-feira (5) em Manaus. São 8.009 vagas disponíveis para moradores da capital do Amazonas que buscam entrar ou se atualizar no mercado de trabalho. O prazo vai das 7h de terça até 23h59 de quarta-feira (6), exclusivamente pelo site.

    Como a seleção é feita por ordem de inscrição, a recomendação do do Cetam é acessar o sistema logo nas primeiras horas do dia.

    Para evitar contratempos, os candidatos podem fazer um cadastro prévio no Portal do Candidato. É necessário preencher dados pessoais e enviar RG, CPF e comprovante de escolaridade. Só após a validação será possível escolher o curso.

    Cursos

    Ao todo, mais de 100 opções de cursos estão disponíveis nas Unidades de Educação Profissional e Tecnológica (UEPT) da capital. Entre elas estão Assistente Administrativo, Almoxarife, Informática, Power BI e Programação Python.

    Regras

    Cada candidato pode se inscrever em apenas um curso. É importante verificar os pré-requisitos de idade e escolaridade no edital antes de confirmar a inscrição.

    Todos os cursos são gratuitos e dão direito a certificado após a conclusão.

    Fonte: G1

  • Cetam abre mais de 8 mil vagas em cursos gratuitos em Manaus; saiba como participar

    As vagas estão distribuídas em unidades de diferentes bairros da capital e têm como objetivo preparar os participantes para o mercado de trabalho.

    Educação – O Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) publicou o edital com mais de 8 mil vagas gratuitas em 112 cursos presenciais de qualificação profissional em Manaus. As vagas estão distribuídas em unidades de diferentes bairros da capital e têm como objetivo preparar os participantes para o mercado de trabalho.

    Como participar?

    As inscrições devem ser feitas apenas pela internet, no site , entre 7h do dia 5 de maio e 23h59 do dia 6 de maio. Todos os cursos são gratuitos, incluindo matrícula e certificação.

    O edital com a lista de cursos e horários está disponível no site oficial do Cetam.

    Cada candidato pode se inscrever em apenas um curso. As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição. É necessário atender aos requisitos de idade mínima e escolaridade previstos no edital.

    Fonte: G1

  • Manaus está entre as capitais com pior cobertura de pré-escola no país, aponta estudo

    Apenas 80,2% das crianças de 4 e 5 anos estão matriculadas na rede de educação infantil na capital. O percentual coloca a cidade abaixo do nível considerado ideal, de pelo menos 90% de atendimento.

    Educação – Manaus está entre as capitais com os piores índices de cobertura de pré-escola no Brasil. Segundo levantamento da Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), apenas 80,2% das crianças de 4 e 5 anos estão matriculadas na rede de educação infantil na capital amazonense.

    O percentual coloca a cidade entre os sete piores resultados do país e abaixo do nível considerado ideal, de pelo menos 90% de atendimento. A pré-escola é obrigatória no Brasil desde 2013.

    Na região Norte, Manaus aparece atrás de Rio Branco (AC), com 85,9%, e Porto Velho (RO), com 81,6%. Outras capitais também apresentam índices baixos, como Boa Vista (RR), Belém (PA) e Macapá (AP).

    O g1 procurou a Secretaria Municipal de Educação de Manaus (Semed) para comentar os dados do levantamento e questionou quais medidas estão sendo adotadas para ampliar a oferta de vagas na pré-escola na capital. Até a última atualização desta reportagem, não houve retorno.

    O estudo mostrou ainda que o problema é mais concentrado na região Norte. Cerca de 29% dos municípios não atingem 90% de cobertura, quase o triplo do registrado na região Sul, onde o índice é de 11%. Ao todo, são 130 cidades nortistas com atendimento considerado insuficiente.

    Em todo o país, 876 municípios têm menos de 90% das crianças matriculadas na pré-escola. Isso representa cerca de 329 mil crianças fora da sala de aula nessa etapa.

    Os dados foram calculados a partir do cruzamento de informações do Censo Escolar com estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento acompanha, ano a ano, o acesso de crianças à educação infantil, incluindo creche e pré-escola.

    Infraestrutura precária nas escolas de educação infantil

    Além do desafio do acesso, os dados revelam problemas graves na qualidade da oferta. Apenas 17% das escolas públicas de educação infantil no Brasil possuem toda a infraestrutura básica considerada adequada para o funcionamento, segundo o levantamento baseado no Censo Escolar

    A infraestrutura pedagógica também é limitada. A maioria das unidades não dispõe de biblioteca ou sala de leitura, e estruturas fundamentais para a infância seguem sendo exceção: apenas 45% das escolas contam com parque infantil e 36% têm área verde, espaços considerados essenciais para o desenvolvimento físico, motor e emocional das crianças.

    Os dados sinalizam a importância de garantir a ampliação do acesso em sintonia com condições mínimas de aprendizagem e bem‑estar, evitando que desigualdades sejam perpetuadas desde os primeiros anos de vida.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Marmitório, mi-mi-mi, parditude: novas palavras podem entrar no vocabulário oficial da língua portuguesa; veja lista

    Linguistas explicam quais os critérios usados pela Academia Brasileira de Letras (ABL) para incorporar (ou desprezar) novos termos.

    Educação – Naquela cordelteca improvisada no fundo do marmitório, o enredista tentava organizar um debate sobre parditude em tempos de policrise, evitando o mi-mi-mi e apostando em ideias pesquisáveis.

    As palavras destacadas em negrito na frase acima estão passando por um “processo seletivo” para ganhar uma vaga fixa no Vocabulário Oficial da Língua Portuguesa (Volp). Dependendo da decisão dos lexicógrafos da Academia Brasileira de Letras (ABL), elas podem ser incorporadas oficialmente ao idioma.

    Em 2025, por exemplo, “pejotização” (prática de contratar um trabalhador como pessoa jurídica) e “terrir” (gênero de filme ou obra que mistura terror e humor) estavam na disputa e foram aprovadas com sucesso.

    O que significam?

    • cordelteca: coleção, acervo ou espaço dedicado à guarda e divulgação de literatura de cordel.
    • marmitório: local de refeição simples, geralmente associado a trabalhadores que levam marmita, ou espaço de venda desses pratos prontos.
    • enredista: pessoa que cria enredos, especialmente para narrativas, peças, novelas ou desfiles (como no Carnaval).
    • parditude: condição, identidade ou conjunto de características associadas a pessoas pardas; termo ligado a discussões raciais no Brasil.
    • policrise: situação em que múltiplas crises (econômica, social, ambiental etc.) ocorrem simultaneamente e se inter-relacionam.
    • mi-mi-mi: reclamação considerada excessiva ou repetitiva; choramingo.
    • pesquisável: que pode ser pesquisado ou investigado.

    O que é Volp?

    É o documento oficial que estabelece qual é a grafia correta de cada palavra na norma padrão do português brasileiro. Ele tem força de lei.

    Ao contrário de dicionários como “Houaiss” e “Aurélio”, que são mais descritivos e que registram inclusive gírias para mostrar o “uso cotidiano da língua”, o Volp privilegia a forma culta. Nos resultados de busca, ele não mostra o significado do termo, e sim a forma certa de escrita, a flexão da palavra (o plural de couve-flor, por exemplo, ou um feminino irregular) e a classe gramatical dela (substantivo masculino, verbo etc.

    O Volp não introduz uma palavra no léxico nem é um censor que autoriza ou não o ingresso de um termo na língua. Quem cria é o falante. O que o VOLP faz é registrar”, explicou Ricardo Cavalieri, da ABL, em entrevista ao g1 em 2025.

    Um termo que é só “modinha do momento” não pode entrar no Volp — é preciso haver estabilidade e continuidade de uso.

    Podemos pensar, por exemplo, em “Inshalá”, que dominou as conversas em 2002, durante a transmissão de “O Clone”, na TV Globo, mas que caiu em desuso pouco tempo depois. Fez sentido não entrar no Volp.

    Os principais critérios levados em conta pela comissão de lexicógrafos para incorporar um novo termo ao nosso vocabulário são os seguintes:

    1. Ocorrência em textos escritos: a palavra precisa constar em materiais como reportagens, livros, artigos acadêmicos ou textos doutrinários. “Não basta circular apenas na oralidade, em redes ou em conversas digitais”, afirma Cavalieri.
    2. Presença em pelo menos três gêneros textuais distintos: é necessário que o vocábulo apareça em registros diversos — como reportagens jornalísticas, artigos científicos, textos técnicos e obras literárias. Isso mostra que ele não está restrito a um grupo específico de pessoas.
    3. Uso estável e uniforme: o termo deve apresentar “homogeneidade de sentido em diferentes contextos”, sem variações de significado. Um neologismo que seja entendido de forma diferente por cada um pode não estar ainda consolidado na língua.
    4. Adaptação ortográfica, no caso de estrangeirismos: termos como “deletar”, aportuguesados, podem ser incorporados. Já aqueles que mantêm a grafia original, como “spin-off” e “bullying”, costumam ser registrados em um vocabulário específico de palavras estrangeiras, distinto do Volp.

    E quem está na ‘sala de espera’?

    Para acompanhar essa dinâmica, a ABL mantém o Observatório Lexical, que funciona como uma “sala de espera”. Ali, determinados termos sugeridos por leitores ou por profissionais do Volp ficam no aguardo de uma decisão: são apenas um modismo ou estão sendo usados de forma estável?

    Chegar à resposta é um processo complexo que envolve pesquisas textuais intensas tanto na internet quanto em obras digitalizadas nas bibliotecas. Também é comum receber contribuições de lexicógrafos de fora da ABL.

    Não há um prazo estipulado para que a decisão seja tomada. Como explicou Cavalieri ao g1, “a própria palavra faz seu tempo. Cada termo tem sua história até se firmar”.

    Covid-19, por exemplo, entrou no vocabulário oficial rapidamente, pelo uso massivo durante a pandemia.

    Outras candidatas

    Veja a lista com mais palavras que estão sendo analisadas pelos lexicógrafos no momento e descubra o significado de cada uma delas (além das já mencionadas no início da reportagem):

    • ordinarista: relativo ao cotidiano ou ao que é comum; também pode designar alguém que se ocupa de fatos ordinários.
    • preferencialista: que adota ou defende critérios de preferência; ligado a políticas ou práticas de prioridade.
    • reclínio: ato ou efeito de reclinar; posição inclinada ou de repouso.
    • refilável: que pode ser reabastecido (com refil), especialmente embalagens reutilizáveis.

    Fonte: G1

  • Geração Z no mercado de trabalho: o que as empresas realmente procuram

    Desvendando as Expectativas: Além da Tecnologia, as Soft Skills e a Formação Técnica que as Empresas Valorizam na Geração Z

    Educação – Formada por jovens nascidos entre 1995 e 2010, a geração Z é frequentemente chamada de “nativos digitais” por ter crescido em contato direto com a tecnologia. Durante muito tempo, essa característica foi vista como uma vantagem no mundo do trabalho, mas especialistas avaliam que, hoje, apenas a familiaridade com o ambiente digital já não é suficiente para garantir espaço no mercado.
    A cada ano, a presença da geração Z no mundo profissional aumenta. Em 2026, a expectativa é que eles representem 30% da força de trabalho global, percentual que poderá representar 58% já em 2030, segundo estudos citados pelo Fórum Econômico Mundial.
    Mesmo com essa presença crescente, especialistas apontam que a adaptação às exigências das empresas será determinante para a consolidação desses profissionais no ambiente corporativo. Para a diretora-presidente do Centro de Ensino Técnico (Centec), Eliana Cássia de Souza, a percepção de que ser nativo digital garante vantagem automática no mercado não corresponde mais à realidade das empresas.
    “A Geração Z chega ao mercado com facilidade para lidar com tecnologia, mas as empresas esperam muito mais do que isso. Elas procuram profissionais que saibam trabalhar em equipe, cumprir responsabilidades e transformar o conhecimento digital em produtividade no ambiente de trabalho”, afirma.
    Para contribuir com essa adaptação às demandas do mercado, o Centec oferece como disciplina básica em todos os seus cursos técnicos aulas de ética e psicologia do trabalho. A proposta é desenvolver o controle emocional, a atuação em coletivos e a liderança, entre outras habilidades comportamentais (soft skills) cada vez mais valorizadas pelas empresas.

    Habilidades técnicas
    Outro desafio observado pelas empresas, e que também aparece em gerações anteriores, é a formação técnica insuficiente para determinados cargos. Um levantamento do LinkedIn com profissionais de Recursos Humanos (RH) aponta que, para 72% deles, encontrar talentos tem se tornado mais desafiador. Para 65%, há escassez de habilidades técnicas nos candidatos.
    “Ter familiaridade com tecnologia ou com redes digitais não significa, necessariamente, ter habilidade suficiente para ocupar determinadas funções. O mercado procura profissionais que dominem processos, ferramentas específicas e que tenham preparo prático para executar as atividades da função. Por isso, a formação técnica é essencial”, afirma.

    Comprometimento
    Também chama a atenção na geração Z a alta rotatividade no mundo do trabalho. Algumas pesquisas indicam que uma parcela significativa dos jovens considera trocar de emprego em períodos curtos, de até dois anos, muitas vezes em busca de melhores condições ou maior identificação com a empresa.
    Por esse motivo, muitas organizações passaram a observar com mais atenção características como comprometimento, disposição para o desenvolvimento profissional e capacidade de adaptação a diferentes contextos de trabalho.
    “O jovem que tem interesse em mudar de emprego precisa fazer uma reflexão maior sobre as motivações para que não interrompa, sem necessidade, um processo de aprendizado pelo qual está passando. O crescimento profissional nas empresas requer tempo”, aconselha Eliana Cássia de Souza.

    Foto: Freepik

    Por Agência de Comunicação Repercussão

  • STF decide que professores temporários da educação básica têm direito ao piso nacional do magistério

    Ministros formularam uma tese que será aplicada em processos sobre o mesmo tema nas instâncias inferiores. Prevaleceu o voto do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes

    Educação – O Supremo Tribunal Federal decidiu, nesta quinta-feira (16), que professores temporários da educação básica na rede pública têm direito ao piso salarial nacional do magistério.

    Prevaleceu o voto do relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes. A decisão foi por unanimidade.

    Seguiram nesta linha os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Dias Toffoli, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia, o decano Gilmar Mendes e o presidente Edson Fachin.

    A Corte aprovou uma tese, um resumo da decisão a ser aplicado em processos semelhantes em instâncias inferiores.

    Os ministros deixaram claro que o reconhecimento da equiparação do piso não significa uma isonomia entre temporários e efetivos também quanto a outros benefícios.

    Por maioria, o plenário também definiu um limite para a cessão de profissionais da educação efetivos para outras funções na Administração Pública.

    O remanejamento, que acaba fazendo surgir a necessidade de contratação temporária, será restrito a 5% do total do quadro de servidores da área em cada estado.

    Os ministros deixaram claro que o reconhecimento da equiparação do piso não significa uma isonomia entre temporários e efetivos também quanto a outros benefícios.

    Por maioria, o plenário também definiu um limite para a cessão de profissionais da educação efetivos para outras funções na Administração Pública.

    O remanejamento, que acaba fazendo surgir a necessidade de contratação temporária, será restrito a 5% do total do quadro de servidores da área em cada estado.

    A profissional recebia salário abaixo do piso. Por isso, solicitou a equiparação com o valor recebido por professores que exerciam o cargo efetivo.

    O pedido foi negado na primeira instância, mas reconhecido pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE).

    O tribunal considerou que a professora exercia as mesmas atribuições de colegas efetivos. Assim, o fato de o contrato ser por tempo determinado não impediria o direito a ter remuneração igual.

    O estado, então, recorreu da decisão ao STF, que analisa a questão com a chamada repercussão geral. Ou seja, sua decisão servirá de modelo para resolver processos semelhantes por todo o país.

    Fonte: G1

  • Esmam abre inscrições para curso “Gestão prisional e Direitos Fundamentais

    O curso  é oferecido na modalidade semipresencial, com aulas online, nos dias 23 e 24/4 e presencial nos dias 4 e 5/5, sempre das 14 às 18h (horário Manaus).

    Educação – Esmam abriu inscrições para o curso “Gestão Prisional e Direitos Fundamentais”, na modalidade semipresencial, com aulas online, nos dias 23 e 24/4 e presencial nos dias 4 e 5/5, sempre das 14 às 18h (horário Manaus).

    O curso pretende oferecer aos operadores do direito compreensão aprofundada e atuação estratégica para superar os desafios impostos por um sistema prisional que apresenta dificuldades em garantir os direitos fundamentais e promover a ressocialização. A superlotação, a precariedade das instalações e a violação de direitos são realidades inaceitáveis que demandam uma resposta urgente e qualificada por parte do Poder Judiciário.

    Segundo a secretária da Controladoria Prévia da Esmam, Mirian Falcão da Silveira Rolim, este curso é um chamado à responsabilidade e à ação e objetiva, ao finalizar, que cada um dos magistrados e magistradas estejam mais preparados para atuar como agente de transformação, contribuindo para a construção de um sistema de justiça criminal mais justo, equitativo e que respeite a dignidade humana.

    “Na perspectiva da formação judicial, verifica-se que o Conselho Nacional de Justiça, por meio de diversas recomendações e resoluções, têm reiterado a importância da capacitação contínua de magistrados em temas relacionados à gestão prisional e direitos humanos. O curso atende, portanto, às especificações das diretrizes nacionais e dos normativos do CNJ, as quais recomendam a promoção de programas educacionais que disseminem valores éticos de irrestrito respeito à dignidade do ser humano. Este curso é um chamado à responsabilidade e à ação”, afirmou Rolim

    Formadoras
    Marcela Santana Lobo – Juíza de Direito do Tribunal de Justiça do Maranhão. Doutoranda em Direitos e Garantias Fundamentais na Faculdade de Direito de Vitória. Mestre em Direito e Poder Judiciário pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM). Formadora da Magistratura na ENFAM e em Escolas Judiciais.

    Manuella Viana dos Santos Faria Ribeiro – Juíza de Direito Auxiliar de Entrância Final do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, atualmente respondendo pela 2ª Vara de Execuções Penais da Comarca da Ilha. Diretora da Escola Judiciária Eleitoral e Membro Substituta da Corte Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão. Graduada em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-graduada em Direito Constitucional pela Faculdade UNDB.

    As inscrições podem ser feitas no site da ESMAM, pelo link https://esmam.tjam.jus.br/moodle_esmam/

    Fonte: Ramiro Neto

  • Ufam abre 70 vagas para professores substitutos com salários de até R$ 4,4 mil

    Inscrições seguem até as 17h da próxima segunda-feira (20), pelo site da instituição.

    Educação – A Universidade Federal do Amazonas abriu processo seletivo simplificado com 70 vagas para professores substitutos, com salários que chegam a R$ 4,4 mil. As oportunidades são para unidades da capital e do interior do estado.

    As inscrições seguem até as 17h da próxima segunda-feira (20), pelo site da instituição. Os candidatos selecionados vão atuar de forma presencial.

    As vagas são para diferentes áreas, como Saúde, Engenharias, Ciências Humanas, Letras, Direito e Ciências Biológicas.

    A seleção será realizada em duas etapas: prova didática, de caráter eliminatório e classificatório, e prova de títulos, apenas classificatória. A aplicação da prova didática está prevista para o dia 15 de maio.

    A remuneração varia conforme a carga horária e a titulação do candidato. Para jornada de 20 horas, o salário base é de R$ 3,1 mil. Já para 40 horas, o valor inicial é de R$ 4,4 mil, podendo aumentar de acordo com a titulação.

    O processo seletivo terá validade de um ano, podendo ser prorrogado por igual período.

    Fonte: G1