Categoria: Educação

  • Embaixadores da União Europeia conhecem iniciativas de inovação e sustentabilidade de universidade em Manaus

    A visita aconteceu na Escola Superior de Tecnologia (EST) e fez parte da missão anual da comitiva europeia no Brasil, que neste ano escolheu o Amazonas como sede da agenda

    Educação – Embaixadores de 17 países da União Europeia visitaram nesta quinta-feira (21) a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em Manaus. O encontro teve como objetivo ampliar parcerias econômicas, comerciais e acadêmicas, especialmente após a implementação do Acordo União Europeia-Mercosul.

    A visita aconteceu na Escola Superior de Tecnologia (EST) e fez parte da missão anual da comitiva europeia no Brasil, que neste ano escolheu o Amazonas como sede da agenda.

    Os diplomatas da Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Finlândia, Irlanda, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polônia, Portugal, República Tcheca e Suécia foram recebidos pelo reitor da UEA, professor André Zogahib.

    Durante o encontro, Zogahib destacou projetos voltados para tecnologia e meio ambiente. Segundo ele, a aproximação com a União Europeia pode ampliar o intercâmbio de alunos, professores e pesquisadores.

    A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, coordenadora da missão, reforçou a importância de fortalecer parcerias com instituições da Amazônia.

    Os embaixadores conheceram projetos desenvolvidos na EST, como:

    • Projeto Yara: monitoramento da qualidade da água do rio Amazonas;
    • Projeto Curupira: sistema integrado de vigilância ambiental;
    • ProQAS/AM: programa de monitoramento de água, ar e solos no estado.

    A comitiva também visitou laboratórios da universidade, incluindo o de Química Aplicada à Tecnologia (GP-QAT), que abriga a maior plataforma de monitoramento de mercúrio da região Norte. A agenda incluiu ainda o Saltu-UEA, voltado ao desenvolvimento de jogos eletrônicos, e o Cyber Labs, dedicado a sistemas ciberfísicos.

    A recepção contou com pró-reitores, professores, diretores de unidades acadêmicas e reitores de outras instituições de ensino superior do Amazonas.

    Programação sexta-feira

    A programação de visita dos embaixadores dos 17 países da União Europeia segue nesta sexta-feira (22) na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), em seguida haverá um encontro no Centro de Bionegócios da Amazônia e também haverá uma ida às instalações da Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI).

    Fonte: G1

  • Sisu 2026 terá seleção complementar no segundo semestre; veja datas e quem pode participar

    Intenção do MEC é preencher vagas remanescentes nas instituições públicas participantes. Apenas quem estava inscrito no Sisu regular poderá participar.

    Educação – O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) terá uma etapa de seleção adicional para o segundo semestre de 2026. De acordo com o Ministério da Educação, a iniciativa é chamada de Sisu+ e visa preencher as vagas de ingresso no segundo semestre deste ano.

    Desde 2024, o Sisu tem apenas uma edição anual, com seleção simultânea para início no primeiro ou no segundo semestre de cada ano. De acordo com o edital do Sisu+, a iniciativa não se trata de um novo processo seletivo, mas de uma complementação da edição de 2026

    As inscrições no Sisu+ deverão ser feitas exclusivamente pela página do programa (acessounico.mec.gov.br/sisu), de 15 a 19 de junho.

    Podem se inscrever quem:

    • participou de uma ou mais edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos anos de 2023, 2024 ou 2025;
    • participou da etapa regular do Sisu 2026;
    • não foi “treineiro” na edição do Enem cuja nota está sendo utilizada, a menos que tenha feito o exame na intenção de obter o certificado de conclusão do ensino médio; e
    • obteve nota superior a zero na prova de redação.

    Para fins de inscrição, classificação e seleção dos candidatos, o programa vai utilizar as notas da edição na qual o participante teve a melhor média ponderada.

    Cada candidato pode escolher até duas opções de curso de interesse no ato da inscrição. As opções podem ser alteradas ao longo do período de inscrição, mas serão consideradas as alternativas salvas em sistema ás 23h59 de 19 de junho.

    O participante deve ainda indicar se deseja concorrer às modalidades de ações afirmativas eventualmente adotadas nos cursos escolhidos. Caso opte por concorrer, será permitida a escolha de uma ação afirmativa do tipo bônus e uma do tipo reserva de vaga.

    Abaixo, entenda mais sobre o que se sabe sobre o Sisu+:

    O que é o Sisu+ 2026?

    O Sisu+ é uma etapa complementar de seleção para ocupação de vagas que eventualmente sobrarem nas universidades, após o encerramento de todas as chamadas da lista de espera da etapa regular do Sisu 2026 e de eventuais processos seletivos próprios das faculdades.

    Sim. O edital exige apenas que o candidato tenha participado da etapa regular do Sisu 2026, não apresentando impedimentos para quem foi selecionado anteriormente e não efetuou a matrícula.

    Quais notas do Enem serão aceitas?

    Assim como no Sisu 2026, o Sisu+ permite o uso de resultados de três edições do exame: 2023, 2024 e 2025. O sistema selecionará automaticamente a edição que garantir a melhor média ponderada para o curso que o aluno escolher, seguindo os critérios de peso de cada universidade.

    Quantas opções de curso posso escolher?

    Você pode se inscrever em até duas opções de curso. É importante destacar que essas escolhas são independentes das opções que você marcou na etapa regular do Sisu 2026.

    Posso mudar minha modalidade de concorrência?

    Sim. No momento da inscrição no Sisu+, o estudante poderá atualizar o questionário socioeconômico e alterar as modalidades de concorrência para as quais deseja disputar uma vaga.

    Lembre-se de que os inscritos em cotas devem comprovar o direito a elas com documentos no momento da matrícula

    Quando começam as inscrições?

    O prazo para as universidades aderirem ao sistema vai de 4 a 29 de maio de 2026.

    Já a inscrição dos alunos começam em 15 de junho e se encerram às 23h59 de 19 de junho.

    O cronograma completo do processo seletivo é:

    • Adesão das instituições: de 4 a 29 de maio.
    • Inscrição dos candidatos: de 15 a 19 de junho.
    • Divulgação da chamada regular (única): 24 de junho.
    • Manifestação de interesse na lista de espera: de 24 a 26 de junho.
    • Matrícula da chamada regular: a partir de 25/6, conforme edital das instituições.
    • Matrícula dos convocados via lista de espera: a partir de 1º/7, conforme edital das instituições.

    Fonte: G1

  • Formação de professores a distância mostra desempenho 53,1% inferior

    73,9% dos formandos em cursos presenciais tiveram melhor avaliação.

    Educação – Dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) nesta quarta-feira (20) mostram que 53,1% dos concluintes de cursos de licenciaturas na modalidade de educação a distância (EaD), em 2025, tiveram desempenho insuficiente no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas do ano passado.

    Entre todos os formandos, em 2025, 40% estudaram em cursos presenciais e 60%, nos cursos de EAD.

    O levantamento aponta que os concluintes de cursos presenciais apresentaram desempenho significativamente superior ao observado na educação a distância. Segundo os dados oficiais, 73,9% deles foram avaliados como proficientes, ou seja, atingiram o nível considerado adequado de conhecimento ou habilidade em área.

    Em coletiva na sede do MEC, em Brasília, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que medidas regulatórias recentes adotadas pela pasta, entre elas, a de que todos os cursos de licenciatura EAD existentes serão extintos até maio de 2027.

    “Aqueles alunos que estavam matriculados nesses cursos [100% EAD] não poderão migrar para outros cursos. Mas, todos esses cursos estão migrando para uma situação de semi-presencialidade ou presencialidade.”

    Conceito Enade

    O Conceito Enade é um indicador de qualidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que avalia os cursos de graduação com base no desempenho dos estudantes concluintes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas. Ele é expresso em uma escala contínua e em faixas de 1 a 5, onde 5 é a nota máxima de excelência.

    Os resultados mostram que, no total, foram avaliados 1.127 cursos EaD, 3.420 presenciais e outros 401 que tinham menos de dois alunos e, por isso, estes últimos não tiveram conceito Enade.

    Entre os 4.547 cursos formação de professores efetivamente avaliados no Enade das Licenciaturas, 56,8% alcançaram desempenho de pelo menos 60% da prova, nos conceitos 3, 4 e 5, sendo que aproximadamente 31,9% estão classificados com as notas mais altas (4 e 5).

    Por outro lado, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 1.730 cursos (35% dos 4.547 cursos) tiveram classificação 1 e 2. O rendimento corresponde a menos de 60% de estudantes proficientes.

    Modalidade de ensino

    Entre os cursos com conceito Enade, quando considerada a modalidade de ensino, dos 1.730 cursos das faixas mais baixas do indicador de qualidade, 682 cursos são a distância e 1.048 presenciais.

    A conclusão é que 6 em cada 10 (60,51%) cursos de formação de professores na modalidade de educação a distância (EAD) tiveram desempenhos 1 e 2 do Conceito Enade.

    Durante a apresentação, a secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação, Marta Abramo, demonstrou otimismo com a divulgação dos resultados. classificando as avaliações como marcos divisores para a fiscalização do ensino superior no país.

    “Em 2026, temos a divulgação dos resultados do Enade, assim como o Enamed [Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes de Medicina], que trazem, pela primeira vez, parâmetros muito claros do que é o desempenho esperado para um estudante concluinte de um curso”, afirmou.

    A secretária do MEC destacou a importância das mudanças nos exames nacionais de avaliação de estudantes em 2026. “Do ponto de vista da regulação e da supervisão, é muito relevante. Só agora, temos a clareza do que se espera que um curso entregue para a sociedade, qual que é o nível de proficiência que esse formando tem que ter”, explicou Marta.

    A gestora comemorou o atual Enade das Licenciaturas, com aplicação anual, que permitirá a comparação dos índices de desempenhos dos cursos e dos concluintes ao longo dos anos, o que ela considera importante para a regulação e a supervisão dos cursos superiores, o que não existia no formato do Enade anterior.

    Monitoramento para melhorar a qualidade

    Os cursos que obtiveram conceitos Enade 1 e 2, considerados insatisfatórios, terão os desempenhos acompanhados pelo Ministério da Educação, por meio de monitoramento sistemático da evolução dos indicadores de qualidade no período de transição de dois anos, estabelecido pela Portaria MEC nº 381/2025, que trata das regras para aplicação do Decreto Presidencial nº 12.456/2025, de regulação da oferta de cursos de graduação a distância.

    Outra iniciativa da portaria é a suspensão da renovação automática de reconhecimento de cursos, ou seja, sem visitas para avaliação in loco.

    As medidas e o acompanhamento da performance dos estudantes devem evitar que não alcancem rendimento satisfatório até o fim do curso, segundo o ministro Leonardo Barchini.

    “Levando em consideração que temos quase a metade dos estudantes formados em cursos EAD proficientes, é possível que os próximos se formem de maneira proficiente.”

    Federais e estaduais lideram Enade 2025

    O balanço oficial do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas de 2025 mostra que estudantes de instituições públicas federais e estaduais concentram os melhores resultados. 

    Quando consideradas as categorias administrativas, foram avaliados como proficientes: 

    75,9% dos concluintes de pública federal;

    73,3% dos concluintes de pública estadual;

    70,8% dos concluintes de comunitárias;  

    46,5% dos concluintes de privadas.

    Regulação da EAD

    Pela nova política de educação a distância, todos os cursos de licenciatura deverão ser ofertados exclusivamente nos formatos presencial ou semipresencial, sendo vedada a oferta a distância. Assim, todos os cursos de licenciatura EaD foram colocados em extinção até maio de 2027.

    O MEC estabeleceu que os cursos presenciais de licenciatura também devem adequar a oferta de vagas, limitando o ensino a distância ao percentual determinado pelo decreto até maio de 2027.

    Já os recém-criados cursos semipresenciais devem iniciar seu funcionamento de acordo com as novas regras do decreto presidencial.

    Para induzir a qualidade dos cursos de graduação brasileiros e aumentar o desempenho geral dos concluintes nas próximas edições futuras do Enade das Licenciaturas, adicionalmente, todos os cursos de licenciatura passarão por avaliação in loco, após o período de transição que se encerrará em maio de 2027.

    Enade das Licenciaturas

    O Enade das Licenciaturas tem o objetivo de avaliar a qualidade da formação inicial de professores oferecida pelos cursos de licenciatura no país.

    O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palacios, destacou que o Enade Licenciaturas é uma iniciativa inédita no Brasil.

    “São 30 anos de trabalho e expectativas associadas à introdução do sistema de avaliação da formação docente no país.”

    O MEC entende que o exame serve de ferramenta para direcionar as políticas de melhoria e regulação da formação docente com melhor qualidade da educação básica no Brasil.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • MEC oficializa novas regras para cursos de Enfermagem; graduação terá mínimo de 4 mil horas presenciais

    Nova diretriz amplia carga horária, reforça estágios no SUS e exige adaptação dos cursos até 2028. Mudanças valem para bacharelado e licenciatura em Enfermagem.

    Educação – O Ministério da Educação publicou nesta segunda-feira (19) novas diretrizes curriculares para os cursos de graduação em Enfermagem no Brasil. A resolução estabelece mudanças na formação de enfermeiros, amplia a carga horária mínima dos cursos e reforça a integração com o Sistema Único de Saúde (SUS).

    Entre as principais mudanças, o texto determina que os cursos de bacharelado tenham carga horária mínima de 4 mil horas obrigatoriamente no formato presencial, com prazo mínimo de cinco anos para conclusão.

    A nova regra também amplia o peso dos estágios supervisionados, que deverão representar ao menos 30% da carga horária total da graduação. Metade dessa formação prática deverá ocorrer na atenção primária à saúde, como unidades básicas e Estratégia Saúde da Família, e os outros 50% em hospitais ou serviços de média complexidade.

    A resolução foi aprovada pelo Conselho Nacional de Educação e publicada no Diário Oficial da União desta segunda. Ela substitui as diretrizes que estavam em vigor desde 2001.

    Formação mais integrada ao SUS

    O texto afirma que a formação dos enfermeiros deverá seguir os princípios e diretrizes do SUS, com foco em atenção integral à saúde, ética, humanização e atuação interdisciplinar.

    A resolução também inclui temas considerados estratégicos para a formação, como:

    • segurança do paciente;
    • pesquisa científica;
    • educação permanente em saúde;
    • gestão em saúde;
    • redução de desigualdades;
    • valorização da diversidade;
    • trabalho interprofissional.

    Outro ponto previsto é o fortalecimento da integração entre universidades, serviços de saúde e comunidades, além do uso de metodologias de ensino com maior participação ativa dos estudantes

    Cursos terão prazo para adaptação

    As instituições de ensino superior terão até 30 de junho de 2028 para adaptar os currículos às novas exigências.

    Segundo a resolução, as mudanças buscam alinhar a formação dos profissionais às demandas atuais do sistema de saúde e às necessidades sociais da população brasileira. O texto define que o perfil esperado do enfermeiro deve ser “generalista, humanista, crítico, reflexivo, ético e político”, com compromisso com a cidadania e a dignidade humana.

    Fonte: G1

  • Dia do Pedagogo: educação como aliada da promoção da saúde

    Profissionais contribuem para ações educativas e fortalecimento das políticas públicas em saúde

    Educação – Para marcar o Dia Nacional do Pedagogo, celebrado nesta quarta-feira (20/05), a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) destaca a atuação desses profissionais nas áreas de educação, ensino, pesquisa e promoção da saúde.

    Entre estratégias educativas, a pedagogia contribui para fortalecer a saúde pública, aproximando os serviços de saúde das comunidades e apoiando ações de educação permanente e participação social.

    De acordo com a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a Fundação está entre as primeiras instituições de saúde do país a incluir pedagogos em seu quadro de servidores.

    “O pedagogo também exerce função importante no diálogo interinstitucional, colaborando com diferentes frentes de trabalho nas esferas municipal, estadual e federal. Esse profissional integra equipes que atuam junto a grupos e comunidades, tanto em áreas urbanas quanto em comunidades rurais, ribeirinhas e do interior do Amazonas”, afirmou Tatyana Amorim.

    O pedagogo da FVS-RCP, Raimundo Sidnei Campos, afirma que a atuação desses profissionais na Amazônia possui características específicas muito relevantes, especialmente no fortalecimento das ações de vigilância em saúde em diferentes territórios do estado.

    “Para nós, amazonenses, é importante destacar a atuação do pedagogo na vigilância em saúde junto às populações do interior do Amazonas. Esse trabalho é desenvolvido a partir de construções dialógicas, participativas, populares e comunitárias”, destacou Sidnei Campos.

    A importância das ações do pedagogo

    Na FVS-RCP, o pedagogo tem papel importante no fortalecimento das ações de saúde pública, atuando na educação permanente, na organização de projetos e em atividades educativas junto às comunidades. A presença desse profissional na instituição reforça a importância da educação em saúde como ferramenta de aproximação entre os serviços de saúde e a população.

    A atuação dos pedagogos na FVS-RCP é desenvolvida pelos profissionais Ivanilde Mafra, Raimundo Sidnei Campos e Elcilene Sinarega, que contribuem diretamente para o fortalecimento das ações educativas e da educação em saúde no Amazonas.

    Fonte: Beatriz Crispim / FVS-RCP

    Foto: Jaqueline Vieira / FVS-RCP

  • Candidatos do Bolsa Idiomas 2026 devem entregar documentação a partir desta terça-feira em Manaus

    Etapa é obrigatória para confirmar o benefício e garantir a matrícula nas instituições de ensino parceiras

    Educação –  Inicia, nesta terça-feira (19), a entrega de documentos dos candidatos classificados no Programa Bolsa Idiomas (PBI) 2026. A etapa é obrigatória para confirmar o benefício e garantir a matrícula nas instituições de ensino parceiras.

    Os candidatos devem comparecer à unidade escolhida no momento da inscrição com toda a documentação exigida no edital. A conferência será feita para validar as informações cadastradas on-line.

    Segundo a prefeitura, o candidato que não entregar os documentos dentro do prazo ou apresentar pendências pode ser eliminado do processo seletivo.

    Após a análise dos documentos, os candidatos aprovados seguirão para a etapa de adesão ao benefício, conforme o cronograma das instituições participantes.

    Bolsa Idiomas 2026

    Nesta edição, o programa conta com novas unidades parceiras em diferentes zonas de Manaus. Entre elas estão a Unisabermais, nos bairros Jorge Teixeira e Nova Cidade; Rockfeller, no São Jorge; Thank You, no Centro e Cidade Nova; What’s On English, no conjunto Vieiralves; e Yes! Idiomas, na rotatória da Suframa e no conjunto Campos Elíseos.

    O Programa Bolsa Idiomas oferece bolsas integrais e parciais em cursos de idiomas para moradores de Manaus.

    Como consultar o resultado

    Os candidatos podem acessar o resultado pelo site: https://sgbi.manaus.am.gov.br

    A lista completa também foi publicada no Diário Oficial do Município no dia 30 de abril.

    Fonte: G1

  • Enem terá inscrição automática para alunos do 3º ano da rede pública

    Os estudantes terão apenas que confirmar a participação no exame e escolher a prova de língua estrangeira que deseja fazer, além de solicitar recursos de acessibilidade se necessários.

    Educação – O Ministério da Educação (MEC) anunciou na segunda-feira (18) que os alunos concluintes do ensino médio da rede pública terão inscrição automática no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

    A Portaria nº 422/2026, publicada, prevê a inclusão do exame Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), visando aumentar a participação dos estudantes para uso do Enem no Saeb.

    Inscrição automática

    De acordo com o MEC, a inscrição automática já passa a valer para edição 2026 do Enem. O estudantes concluintes, do 3º ano, serão inscritos a partir de dados encaminhados pelas redes de ensino.

    O aluno terá apenas que confirmar a participação no exame e escolher a prova de língua estrangeira que deseja fazer, além de solicitar recursos de acessibilidade se necessários.

    Mais locais de prova

    Com a novidade, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, irá aumentar o número de locais de aplicação das provas do Enem em cerca de 10 mil escolas. Estima-se, conforme o ministério, que 80% dos alunos da rede pública façam as provas na própria escola em que estudam.

    O ministério informou que já estuda apoio de transporte e deslocamento para aqueles estudantes que precisarem fazer o exame em outras cidades.

    Com essas medidas, o MEC espera, pelo menos, que 70% dos concluintes das escolas públicas participem do Enem em 2026, consolidando o exame como parte importante da avalição da educação básica.



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • O que são terras raras (que não são terras nem raras)? Entenda em 10 perguntas e respostas

    Entenda a definição desses elementos e por que eles são tão disputados na geopolítica mundial. Especialistas os comparam a ‘vitaminas da indústria tecnológica’: em pequenas quantidades, garantem a eficiência e o funcionamento de celulares a carros elétricos

    Educação – O avanço da tecnologia e a corrida pela energia limpa colocaram o Brasil no centro de uma disputa geopolítica global, já que o país tem a segunda maior reserva das chamadas terras raras (curiosidade: na verdade, elas não são terras e tampouco raras, como você entenderá nesta reportagem).

    Após ter sido pauta do Congresso Nacional e tema estratégico de conversa entre os presidentes Lula e Donald Trump (EUA), o brasileiro disse, nesta segunda-feira (18), que espera que Trump deixe de “brigar” com o líder chinês Xi Jinping e passe a se associar ao Brasil em projetos ligados ao setor.

    Nesta reportagem, veja as respostas para as seguintes questões:

    1. O que são terras raras e quais elementos fazem parte desse grupo?
    2. O que diferencia as terras raras de metais comuns como cobre ou ferro?
    3. Como elas aparecem no seu dia a dia e por que são basicamente insubstituíveis?
    4. Por que o processamento desses elementos é tão caro e complexo?
    5. Qual a diferença entre terras raras ‘leves’ e ‘pesadas’?
    6. Qual o custo ambiental da extração?
    7. O que faz do Brasil um território privilegiado?
    8. Por que o Brasil ainda não aproveita todo o seu potencial?
    9. Como funciona a ‘guerra fria’ das terras raras entre China e EUA?
    10. O que está em jogo na conversa entre Lula e Trump e no Congresso?

    O interesse mundial nas terras raras tem uma explicação: a eficiência. Esses elementos (com nomes complicados, como neodímio, praseodímio e disprósio) funcionam como as “vitaminas” da indústria tecnológica, essenciais para fabricar desde motores potentes de carros elétricos até o sistema que faz o seu celular vibrar.

    Embora o Brasil destaque-se na concentração desses recursos, ainda não detém a tecnologia necessária para processá-los. O desafio brasileiro é deixar de ser apenas um fornecedor de matéria-prima e tornar-se uma potência tecnológica.

    As terras raras receberam esse nome no final do século XVIII e no início do XIX. Não é exatamente uma terminologia precisa: elas não são “terras” e nem tão “raras” assim na crosta terrestre. Trata-se de um grupo de 17 elementos químicos da Tabela Periódica (sim, aquela que você estudou na escola).

    Fazem parte deste grupo:

    • Os 15 lantanídeos: elementos que vão do lantânio ao lutécio. Eles são “quimicamente pegajosos”: onde está um, geralmente estão todos os outros, o que torna a separação deles um dos maiores desafios da engenharia moderna.

    ➡️O nome “lantanídeo” vem do primeiro elemento da fila, o Lantânio (do grego lanthanein, que significa ‘escondido’). É um nome muito apropriado, porque são elementos que ficam “escondidos” uns dentro dos outros nas rochas.

    • Escândio e ítrio: costumam aparecer associados aos lantanídeos e, por isso, também recebem o rótulo de “terras raras”.

    Enquanto o ferro e o cobre são usados em grandes volumes para construção e fiação, as terras raras operam como componentes de altíssima performance.

    De acordo com Sidney Lima Ribeiro, professor titular no Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a explicação técnica para esse poder está na estrutura atômica:

    ➡️Os elétrons ficam em uma camada tão profunda do átomo (orbitais 4f) que não sofrem interferência do ambiente externo. Por isso, eles mantêm o “spin” (que você pode imaginar como o giro constante de um pião) sempre na mesma direção.

    ➡️É esse giro protegido e incessante que garante que um ímã de neodímio, por exemplo, seja muito mais forte e estável do que um ímã de geladeira comum.

    2- Outra grande diferença das terras raras em relação a outros metais é a estabilidade.

    Alguns desses elementos conseguem manter a condução elétrica e o magnetismo mesmo quando o equipamento esquenta muito.

    Até existem, mas há perda de qualidade. “Há substitutos parciais, mas não equivalentes em desempenho. Se usarmos outros materiais, o equipamento pode ficar mais pesado, menos eficiente, maior ou consumir muito mais energia”, explica o pesquisador Ysrael Marrero Vera.

    Quais tecnologias são geradas a partir das terras raras?

    Se você abrir um celular, desmontar um carro elétrico ou observar uma torre de energia eólica, encontrará terras raras. Elas são essenciais porque permitem um alto desempenho com pouca massa. Em outras palavras: graças a elas, conseguimos criar aparelhos minúsculos que são incrivelmente poderosos.

    Veja como elas aparecem no seu dia a dia e por que se destacam:

    • Superímãs (Neodímio e Praseodímio): São os “músculos” da tecnologia. Em um carro elétrico, esses ímãs permitem que o motor seja pequeno e leve, mas com força suficiente para acelerar o veículo. Sem eles, precisaria ser gigante para ter a mesma potência.
    • Celulares e Eletrônicos: Estão nos alto-falantes e no sistema que faz o aparelho vibrar. Também garantem o brilho e as cores vibrantes das telas (graças ao európio e térbio).
    • Energia Limpa: Uma única turbina eólica de grande porte pode usar centenas de quilos de neodímio em seus geradores para transformar vento em eletricidade de forma eficiente.
    • Saúde e Defesa: São fundamentais em máquinas de ressonância magnética, lasers cirúrgicos, drones, sensores e sistemas de orientação de satélites.

    Por que o processamento desses minerais é tão caro e complexo?

    O problema não é achar o minério, mas “desgrudar” um elemento do outro. Como são quimicamente muito parecidos (os tais “irmãos gêmeos”), separá-los exige um processo industrial exaustivo e caro. O processamento um dos maiores desafios da engenharia moderna.

    Em resumo, o preço elevado não se deve à escassez geológica, mas à exigência industrial:

    • consumo massivo de reagentes: uso repetitivo de ácidos e ingredientes orgânicos caros;
    • infraestrutura especializada: necessidade de plantas industriais contínuas com controle rigoroso de pH e acidez;
    • gestão de resíduos: tratamento de efluentes (metais, sulfatos e nitratos) e controle de radioatividade natural para evitar desastres ambientais.
    • conhecimento técnico: profissionais com formação avançada para operar processos que a China levou mais de 50 anos para dominar.

    Fonte: G1

  • Enem terá inscrição automática para alunos da rede pública e 10 mil novos locais de prova

    Mudanças anunciadas pelo MEC permitem que o exame seja usado para concluir o Ensino Médio e ampliam o acesso dos estudantes com provas dentro das próprias escolas.

    Educação – O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deverá contar com cerca de 10 mil novos locais de aplicação em 2026, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). Com isso, o governo espera diminuir o número de alunos que precisam se deslocar para outros municípios para fazer a prova, e aumentar a faixa de participantes que fazem o exame na própria escola.

    Mas este não é o objetivo final da mudança. A ampliação dos locais de prova está alinhada a uma portaria publicada pelo ministério nesta segunda-feira (18), no Diário Oficial da União, que prevê medidas que garantam a implementação da Política Nacional de Avaliação e Exames da Educação Básica.

    As mudanças acontecem para possibilitar a inclusão do Enem integrado ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que vai permitir a avaliação da qualidade da educação básica por meio dos resultados do exame.

    Para isso, o MEC e o Inep, responsável pelo Enem, precisarão implementar um conjunto de medidas para ampliar o acesso e a participação de estudantes no exame — como o aumento no número de locais de prova e a inscrição automática dos concluintes da rede pública.

    A pasta estima que 80% dos concluintes da rede pública farão o exame na própria escola onde estão matriculados. Mas, para os concluintes das redes públicas que precisarão se deslocar para outra escola, o MEC estuda como implementar ações de apoio logístico de transporte entre municípios.

    Os principais impactos para os estudantes dessa etapa são:

    • Inscrição Automática para Alunos da Rede Pública: Todos os estudantes concluintes de escolas públicas (matriculados na terceira e quarta séries) serão inscritos no Enem automaticamente. O aluno deve apenas acessar o sistema para definir detalhes como a língua estrangeira, necessidade de atendimento especializado e o município de aplicação.
    • Certificação de Conclusão: O Enem passa a ser formalmente um instrumento para a certificação de conclusão do ensino médio ou para a emissão de declaração parcial de proficiência, conforme normas do Inep e das instituições certificadoras.
    • Acesso ao Ensino Superior e Programas Governamentais: O exame permanece como o mecanismo (único, alternativo ou complementar) de acesso à educação superior, especialmente em instituições federais, além de ser o critério para acessar programas de financiamento e apoio estudantil do governo.
    • Novos Padrões de Desempenho: O Inep estabelecerá padrões de desempenho esperados para a conclusão do ensino médio baseados nos resultados do Enem, que servirão como referência de qualidade.
    • Garantia de Participação: Para assegurar que os alunos das 3ª e 4ª séries participem, o Inep poderá organizar aplicações complementares do exame dentro das próprias escolas públicas de ensino médio.
    • Acessibilidade e Reaplicação: Estão garantidos o atendimento especializado, a acessibilidade e o direito à reaplicação do exame em casos específicos de impossibilidade de realização no local previsto, conforme as regras do edital.
    • Uso dos Resultados para Financiamento (Fundeb): A partir de 2027, os resultados obtidos pelos alunos no Enem serão utilizados para o cálculo de indicadores que impactam o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

    Fonte: G1

  • Copa de 2026 pode parar escolas no Brasil e provocar mudanças no calendário letivo; entenda

    Possíveis suspensões de aulas durante jogos decisivos da Seleção Brasileira já entram no radar de redes públicas e privadas em todo o país.

    Educação – A proximidade da Copa do Mundo de 2026 já começa a gerar debates sobre possíveis mudanças no calendário escolar brasileiro. O torneio, que será realizado entre os dias 11 de junho e 19 de julho, poderá impactar diretamente o funcionamento de escolas públicas e particulares, principalmente durante os jogos da Seleção Brasileira nas fases eliminatórias.

    Mesmo sem qualquer decisão oficial do Governo Federal, estados e municípios têm autonomia para adaptar horários e até suspender aulas em dias considerados de grande mobilização nacional. A expectativa é de que as mudanças aconteçam principalmente caso o Brasil avance para oitavas de final, quartas, semifinal ou final da competição.



    Na fase de grupos, os jogos da Seleção estão previstos majoritariamente para o período da noite, o que reduz impactos imediatos nas atividades escolares. Ainda assim, redes de ensino já acompanham o calendário do Mundial para avaliar possíveis ajustes caso haja confrontos em horários de aula ao longo do torneio.

    Tradicionalmente, Copas do Mundo alteram a rotina de milhões de brasileiros e influenciam diretamente o funcionamento de repartições públicas, empresas e instituições de ensino. Em edições anteriores, diversas escolas optaram por liberar estudantes mais cedo, cancelar turnos ou promover atividades temáticas relacionadas ao futebol e à cultura esportiva.

    Além do aspecto esportivo, gestores educacionais também consideram fatores como mobilidade urbana, segurança e adesão dos alunos durante partidas decisivas da Seleção. Em muitas cidades, especialmente onde o futebol possui forte influência cultural, os jogos acabam se transformando em eventos coletivos que impactam toda a rotina da população.

    As redes estaduais e municipais devem definir eventuais adaptações conforme o avanço da equipe brasileira na competição. Até o momento, não existe confirmação oficial sobre suspensão nacional das aulas, mas a tendência é que decisões regionais sejam tomadas mais próximas do início da Copa do Mundo.