Categoria: Economia

  • Desemprego cai para 5,4% no Brasil e renda média do trabalhador atinge recorde histórico

    Dados da Pnad Contínua mostram queda da desocupação em relação a 2025 e salário médio de R$ 3.652; massa de renda na economia chega a R$ 370,3 bilhões.

    Economia – A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, segundo dados divulgados na quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), principal indicador do mercado de trabalho no país.

    O índice representa queda em relação ao mesmo período de 2025, quando a taxa de desocupação era de 6,5%. Na comparação com o trimestre móvel encerrado em dezembro, quando o desemprego estava em 5,1%, houve leve alta, movimento considerado normal em períodos de ajuste do mercado após o fim das contratações sazonais de fim de ano.

    Apesar da pequena oscilação recente, os números mostram que o mercado de trabalho segue relativamente aquecido.

    Renda média bate recorde

    Outro destaque da pesquisa foi o crescimento da renda média do trabalhador, que atingiu R$ 3.652 no trimestre encerrado em janeiro, o maior valor já registrado na série histórica da Pnad Contínua.

    O rendimento real habitual apresentou alta de 2,8% na comparação com o trimestre anterior e avanço de 5,4% em relação ao mesmo período do ano passado, refletindo aumento do número de trabalhadores ocupados e reajustes salariais em diferentes setores da economia.

    Massa de salários cresce

    A soma total dos rendimentos pagos aos trabalhadores — conhecida como massa de renda real — alcançou R$ 370,3 bilhões no trimestre encerrado em janeiro.

    O valor representa crescimento de 7,3% na comparação anual, equivalente a um aumento de R$ 25,1 bilhões em circulação na economia em relação ao mesmo período de 2025.

    Na comparação com o trimestre encerrado em outubro, a massa de renda também avançou 2,9%, com acréscimo de R$ 10,5 bilhões.

    Impacto na economia

    Para especialistas, o aumento da renda e a manutenção de níveis baixos de desemprego tendem a estimular o consumo das famílias, um dos principais motores da economia brasileira. Ao mesmo tempo, o crescimento da massa salarial amplia o dinheiro em circulação no mercado interno, favorecendo setores como comércio e serviços.

    Os dados da Pnad Contínua reforçam o cenário de recuperação gradual do mercado de trabalho, embora analistas apontem que a evolução do emprego e da renda ainda dependerá do ritmo de crescimento econômico nos próximos meses.

  • Guerra no Irã deixa agro em alerta; governo prega cautela

    Fontes ouvidas pelo portal disseram que nenhuma decisão será tomada antes de os preços aumentarem.

    Economia – Enquanto a guerra no Irã vai ganhando novos contornos, o Brasil observa atento os desdobramentos que causarão impacto na economia. Os países do Oriente Médio representam de 10% a 15% das exportações brasileiras, com destaque para o milho e carnes de frango, bovina e halal.

    A carne halal é produzida por meio de um método de abate animal que segue as regras da religião muçulmana. O Brasil é o maior exportador do produto.

    O Irã não tem um grande peso na balança comercial com o Brasil. A exceção é o mercado do milho, que representou aproximadamente 67% do que foi embarcado ao país persa, somando quase U$ 2 bilhões.

    O portal apurou que os desdobramentos da guerra estão sendo acompanhados com atenção pelo governo, mas nenhuma decisão será tomada antes de qualquer elevação dos preços.

    Interlocutores disseram que mantêm diálogo constante com o setor produtivo e que o Planalto tomará as medidas necessárias para auxiliar caso seja necessário.

    Os setores de grãos e carnes tendem a ser afetados, mas, no momento, a principal preocupação é com o preço do petróleo, já que a região é de extrema importância para a produção e circulação do combustível. Com isso, as consequências do conflito podem afetar os custos de produção.

    O fechamento do Estreito de Ormuz, maior e principal passagem marítima do petróleo no Oriente Médio, nesta segunda-feira (2), preocupa. A passagem fica entre a Península Arábica e o Irã, é uma artéria vital para o comércio mundial, principalmente para o transporte de petróleo. O estreito conecta grandes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico, e concentra cerca de 20% do fluxo global da commodity.

    Leandro Gilio, professor do Insper Agro Global, diz que o preço do petróleo acaba reverberando no valor dos insumos, principalmente os nitrogenados, como os fertilizantes, por exemplo.

    “A preocupação geral pro setor é essa questão de custos. A gente está vivendo um momento onde os custos eles têm apertado muito a margem do produtor e os preços globais não estão num patamar tão alto como anteriormente”, diz.

    Nesta segunda-feira, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse que o governo segue acompanhando os desdobramentos. Ele também ressaltou o impacto no preço do petróleo, usando como exemplo outros países produtores envolvidos em conflitos, como Rússia e Venezuela. Durante coletiva de imprensa, ele negou que a inflação no Brasil possa piorar: “A inflação não preocupa. O Brasil é autossuficiente em petróleo, mas isso (guerra) não é bom para a economia, nunca é bom para ninguém”.

    O ministro da Economia, Fernando Haddad, também comentou sobre possíveis desdobramentos. “A escala do conflito vai determinar muita coisa, agora, a economia brasileira está em um momento muito bom de atração de investimento, então, mesmo que haja uma turbulência de atração de curto prazo, ela não deve impactar as variáveis macroeconômicas”, disse Haddad nesta terça-feira (2) em entrevista a jornalistas na Universidade de São Paulo (USP).

    Apesar do momento de estabilidade, o ministro adiantou que, se houver uma escalada maior, haverá necessidade de adotar outras medidas. “No momento, é acompanhar com cautela e estar eventualmente preparado para uma piora do ambiente econômico, que nesse momento é difícil prever que vá acontecer”, declarou.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Preço dos chocolates dispara e pressiona inflação para Páscoa de 2026

    Preço do chocolate subiu 24,77% nos últimos 12 meses, puxado pela disparada do cacau no mercado internacional.

    Economia – O preço do chocolate acumulou alta de 24,77% nos últimos 12 meses, influenciado pelo preço do cacau no mercado internacional, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O aumento de quase 25% supera a inflação geral do período e coloca o chocolate entre os itens alimentícios que mais pressionaram o bolso do consumidor. A alta acontece meses antes da celebração da Páscoa, marcada para o dia 5 de abril, data em que os brasileiros se presenteiam com ovos de chocolate.

    O preço do cacau, principal ingrediente na produção do chocolate, disparou após dificuldades no mercado internacional, principalmente entre os maiores produtores, Costa do Marfim e Gana.

    Em 2025, o Brasil importou 42.143 toneladas de amêndoas de cacau e 42.844 toneladas de derivados de cacau e exportou 52.951 toneladas de derivados da fruta.

    A escassez do produto no mercado internacional fez com que os preços dos chocolates disparassem no Brasil, mesmo que a quantidade de cacau utilizada pela maioria das indústrias seja baixa.

    Para o professor de economia de alimentos da Strong Business School, Valter Palmieri Jr, após cerca de dois anos de forte alta no mercado internacional, pode se observar alguma acomodação nos preços do cacau. No entanto, o repasse ao consumidor tende a ocorrer com defasagem significativa.

    “Grandes indústrias operam com contratos futuros e compras antecipadas de insumos, o que retarda tanto a transmissão das altas quanto das quedas. Portanto, eventuais recuos recentes dificilmente terão impacto relevante na Páscoa imediata”, explica.

    Entenda o que levou os preços do cacau às alturas

    Exportadores de Costa do Marfim e Gana acumulam estoques sem vender porque preços internos estão acima dos preços mundiais;

    Clima instável, doenças nas plantas e estratégias de preço rígidas são parte das razões da crise de oferta e demanda;

    Os produtores enfrentaram dificuldades financeiras e os compradores devem grandes somas aos bancos, pressionando o setor;

    Mesmo com safras mais fortes previstas, o mercado segue volátil e sensível a mudanças de oferta e demanda;

    No Brasil, a crise global do cacau elevou os preços da matéria-prima e refletiu nos custos do chocolate, deixando produtos mais caros para o consumidor.

    Páscoa 2026

    Tradição entre os brasileiros, o ovo de Páscoa feito de chocolate ocupou as gôndolas dos supermercados já no final do mês de janeiro, em um movimento considerado inesperado para o consumidor.

    Para o professor, a antecipação pode ser uma tentativa das empresas de diluir o impacto de preços mais altos e ampliar o ciclo de vendas com o objetivo de reduzir o risco de encalhe.

    “Diante de preços mais elevados, alongar o período de exposição permite diluir o impacto psicológico do preço ao oferecer mais tempo para planejamento financeiro do consumidor. Além disso, amplia a janela de vendas, reduz o risco de encalhe e melhora a gestão de estoques, especialmente em um contexto de demanda mais sensível ao preço”, avalia ele.

    De acordo com Valter, o consumidor enfrenta preços mais elevados, sobretudo nos produtos com maior teor de cacau e melhor qualidade. Mas empresas podem usar estratégias como redução de peso, ajustes de mix de produtos e promoções para suavizar parcialmente o impacto direto sobre o preço final.

    O professor explicou, ainda, que diante de preços mais altos, o consumidor pode optar pela substituição por produtos mais baratos, redução de quantidade comprada ou migração para alternativas fora da categoria tradicional de ovos de chocolate.

    Indústria de chocolates

    Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), os itens de Páscoa, especialmente os ovos, começam a ser fabricados em agosto do ano anterior e cada vez mais a indústria está atenta às preferências do consumidor, com produtos de todos os tipos e para todas as faixas de consumo.

    De acordo com a Abicab, os produtos ofertados variam em tamanho e gramatura, e sempre surgem novos lançamentos na Páscoa visando atender às oscilações de gosto dos consumidores.

    “No ano passado foram produzidas 806 mil toneladas de chocolates e 45 milhões de ovos de Páscoa. Com a estabilidade da economia e baixo índice de desemprego, acreditamos numa Páscoa igual ou melhor do que em 2025”, avalia a associação.


    Fonte e Foto: Metrópoles

  • Grandes bancos vão arcar com maior parte do rombo do Master no FGC; entenda

    Itaú Unibanco, Caixa Econômica, Bradesco, Banco do Brasil e Santander arcarão com os maiores custos para bancar a recomposição do Fundo Garantidor de Créditos.

    Economia – Itaú Unibanco, Caixa Econômica, Bradesco, Banco do Brasil e Santander arcarão com os maiores custos para bancar a recomposição do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), após o rombo deixado pelo caso Master. Estimativas de analistas consultados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) sugerem que os cinco maiores bancos do País podem ter que desembolsar, no agregado, um montante ao redor R$ 30 bilhões já nos próximos meses.

    O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, sob suspeitas de fraudes. Cerca de 800 mil investidores que aplicaram recursos em títulos do banco estavam cobertos pela proteção do FGC e estão sendo ressarcidos.

    O FGC tem patrimônio ao redor de R$ 125 bilhões. Desse total, Banco Master, Will Bank e Banco Pleno podem consumir ao menos R$ 52 bilhões, indicando a necessidade de recapitalizar a instituição.

    Até agora, entre os cinco maiores bancos, só o BB falou publicamente uma estimativa de desembolso. Enquanto isso, analistas e investidores estão fazendo seus próprios cálculos.

    A conta considera o adiantamento imediato do equivalente a cinco anos de contribuições mensais ao Fundo, como parte do plano de reconstrução acertado neste mês. Como não são públicos, os números representam uma estimativa para fornecer uma dimensão dos efeitos da reconstrução do FGC sobre o setor. Por isso, os cálculos dos analistas podem ser um pouco maiores que o dos próprios bancos, que têm acesso aos números completos.

    Para além desse valor, haverá ainda uma contribuição adicional extraordinária de 50% dos aportes mensais, o que no caso das quatro principais instituições de capital aberto pressupõe um dispêndio de R$ 2,6 bilhões por ano, segundo cálculos do Citi. A cifra terá impacto material, mas administrável sobre as principais métricas financeiras dos bancos, na opinião dos analistas.

    Pelas regras atuais, os bancos associados contribuem mensalmente com 0,01% do total de seus instrumentos financeiros garantidos. No caso dos Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGE), a alíquota mensal é de 0,02% para emissões com alienação de recebíveis e de 0,03% para o estoque sem alienação.

    No caso do Itaú, a fórmula se traduz em um desembolso inicial de R$ 8,8 bilhões e de mais R$ 882 milhões no ano para cobrir o incremento extraordinário de 50% nas contribuições, conforme estimativas do Citi. Os números podem estar ligeiramente superestimados, porque consideram os depósitos de toda a operação, inclusive fora do Brasil. E o FGC só cobre os depósitos no Brasil.

    O presidente do Itaú, Milton Maluhy, tem defendido a implementação de “mecanismos inteligentes” para recapitalizar o FGC e transmitir a mensagem de que o Fundo está bem capitalizado para cumprir o objetivo de proteção do investidor. Na visão dele, o processo deve atenuar ao máximo os custos para o setor financeiro e a sociedade. “Muitas normas internacionais podem servir de referência”, disse quando comentou os resultados do banco.

    O Bradesco deve mobilizar cerca de R$ 7 bilhões na primeira rodada e, depois, mais R$ 696 milhões no ano, ainda segundo o Citi. Para o Santander Brasil, o custo será de R$ 3,4 bilhões na primeira etapa e, na sequência, R$ 336,7 milhões.

    Já o Banco do Brasil declarou que vai tirar R$ 5 bilhões de seu caixa para cumprir a antecipação das contribuições ordinários, fora mais R$ 500 milhões de contribuição extraordinária. Do ponto de vista contábil, o impacto será gradual: ao Broadcast, o banco público explicou que a rubrica será constituída como um ativo no balanço. Com isso, a cada mês, a instituição vai abater do ativo de contribuições o valor de R$ 83 milhões, que passa a ser reconhecido nas demonstrações financeiras através da margem.

    O montante se soma a uma despesa mensal de R$ 41,5 milhões para entregar o desembolso extraordinário. Para o banco, analistas calculam uma contribuição maior, na casa dos R$ 6,8 bilhões, mas com a ressalva que o número leva em conta todos os depósitos do BB, o que inclui os números fora do Brasil.

    Para a Caixa Econômica Federal, pelos dados mais recentes disponíveis, o impacto do adiantamento de 60 meses está estimado em cerca de R$ 5,8 bilhões, de acordo com um analista que não quis se identificar. Com menos depósitos elegíveis, as fintechs tendem a enfrentar repercussões mais limitadas: o Nubank, por exemplo, arcaria com R$ 251,2 milhões no primeiro momento.

    No caso do Santander, os cálculos dos analistas indicam necessidade de colocar entre R$ 3,6 bilhões a R$ 3,7 bilhões. Ao comentar os resultados do banco, no começo do mês, o CEO Mario Leão defendeu a contínua evolução do ambiente regulatório para evitar outro evento semelhante ao colapso do Banco Master e disse que o processo de recomposição e os ajustes nas regras do FGC será “desafiador”.

    Compulsório

    Para mitigar esses efeitos, os bancos negociam uma proposta para redirecionar recursos do compulsório bancário para a recomposição do FGC. A solução demanda autorização do Banco Central, que ainda não se manifestou sobre o assunto. “Como os compulsórios já são ativos sem remuneração mantidos no Banco Central, redirecioná-los poderia reduzir o custo de oportunidade para os bancos”, ressaltam analistas do Citi, liderados por Gustavo Schroden.

    A liberação de compulsórios, sobretudo o não remunerado, seria o melhor cenário para os bancos, na visão de um analista de um banco estrangeiro. De todo modo, para este analista, os bancos estão bem capitalizados e esse dinheiro extra que será desembolsado não terá maiores impactos. Haverá, sim, um custo de oportunidade, se o compulsório não for utilizado. Ou seja, esse dinheiro que poderia render juro para o banco ou ser usado para outro fim vai ficar parado no FGC. “Claramente precisa ser feito alguma coisa no FGC. O impacto do escândalo do Master foi grande”, comenta.

    Já no lucro dos bancos, o aporte dos bancos no FGC deve ter impacto marginal. “Vemos impactos limitados para nossa cobertura, variando de 0,4% dos lucros (Nubank) a cerca de 1,9% (Banco do Brasil), estima Schroden, do Citi em um relatório recente.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Inflação acelera em fevereiro e IPCA-15 sobe 0,84%, aponta IBGE

    Educação lidera alta com reajustes de início de ano, enquanto transportes — puxados por passagens aéreas — respondem por quase metade do impacto no índice.

    Economia – A prévia da inflação oficial do país acelerou em fevereiro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,84%, segundo dados divulgados na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O resultado ficou 0,64 ponto percentual acima da taxa observada em janeiro (0,20%) e levou o acumulado do ano para 1,04%. Nos últimos 12 meses, o índice soma 4,10%, mantendo-se dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação, mas sinalizando pressão no curto prazo.

    Educação dispara com volta às aulas

    O principal destaque de fevereiro foi o grupo Educação, que apresentou variação de 5,20%, a maior entre todos os segmentos pesquisados. O avanço reflete os reajustes típicos do início do ano letivo, especialmente em mensalidades de cursos regulares, como ensino fundamental, médio e superior.

    Tradicionalmente, fevereiro concentra aumentos nesse grupo, o que explica parte da aceleração do índice no período.

    Transportes pesam no bolso

    Apesar de Educação ter registrado a maior alta percentual, o grupo Transportes foi o que mais impactou o resultado geral, respondendo por 0,35 ponto percentual do IPCA-15 — quase metade da taxa total do mês.

    O principal vilão foi o aumento de 11,64% nas passagens aéreas. Também contribuíram para a pressão inflacionária os reajustes nos combustíveis e nas tarifas de transporte público em algumas capitais.

    Como é calculado o IPCA-15

    O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial e serve como termômetro para o comportamento dos preços no país. Para o resultado de fevereiro, o IBGE coletou preços entre 15 de janeiro e 12 de fevereiro de 2026 e comparou com os valores vigentes de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026.

    O indicador abrange famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos e contempla as regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

    Sinal de alerta?

    Embora o acumulado em 12 meses permaneça controlado, a aceleração em fevereiro reforça a atenção do mercado e do Banco Central sobre a trajetória dos preços nos próximos meses. A combinação de reajustes sazonais e pressões no setor de transportes pode influenciar as próximas decisões sobre juros e política monetária.

  • Etanol deve ficar mais barato; entenda o motivo

    O cenário até 2027 aponta para um período de maior estabilidade após anos marcados por forte volatilidade. O setor brasileiro mantém vantagem competitiva, mas precisará de disciplina financeira e estratégias de proteção para atravessar o novo ciclo.

    Economia – O mercado internacional de açúcar entrou em um ciclo de maior oferta que pode alterar as estratégias do setor sucroenergético brasileiro até 2027. Projeções indicam superávits consecutivos nas safras 2025/26 e 2026/27, impulsionados pela recuperação da produção no Brasil e pela expansão da oferta em países como Índia e Tailândia, o que deve impactar no preço do etanol.

    Com maior disponibilidade global, as cotações recuaram nas bolsas internacionais. Em Nova York, contratos futuros do açúcar bruto para março de 2027 giram em torno de 15 centavos de dólar por libra-peso, abaixo dos níveis observados no último ciclo de escassez. Em Londres, o açúcar branco mantém prêmio acima de US$ 400 por tonelada, refletindo custos de refino e logística, mas dentro de um cenário de mercado abastecido.

    Decisão sobre o destino da cana

    Para o Brasil, maior exportador mundial, o desafio passa pela definição do mix de produção. As usinas do Centro-Sul possuem flexibilidade para direcionar a cana-de-açúcar à fabricação de açúcar ou de etanol, conforme a rentabilidade de cada produto.

    A decisão depende principalmente do preço internacional do açúcar, do valor doméstico do etanol hidratado e do câmbio. Com a redução das cotações externas, o diferencial que antes favorecia a produção de açúcar diminuiu, tornando o etanol mais competitivo em determinados cenários.

    Na B3, os contratos futuros de etanol hidratado indicam preços mais baixos no curto prazo, mas com perspectiva de recuperação para 2027. Quando convertidos em dólar e comparados ao equivalente energético do açúcar, as margens se aproximam.

    Gestão de risco e impacto nos preços

    Ampliar a produção de etanol surge como estratégia de gestão de risco. Ao reduzir o volume exportado de açúcar, o Brasil pode contribuir para aliviar o excesso global e, ao mesmo tempo, fortalecer o caixa das usinas com vendas no mercado interno de combustíveis.

    Esse movimento, no entanto, encontra limites. A demanda doméstica, a competitividade frente à gasolina e a política de preços são fatores determinantes. Além disso, o câmbio exerce papel central. Um real desvalorizado favorece as exportações de açúcar mesmo com preços internacionais mais fracos, enquanto uma moeda mais forte pode intensificar a pressão sobre as receitas.

    Novo ciclo de normalização

    O cenário até 2027 aponta para um período de maior estabilidade após anos marcados por forte volatilidade. O setor sucroenergético brasileiro mantém vantagem competitiva, mas precisará de disciplina financeira e estratégias de proteção para atravessar o novo ciclo.

    Caso o excedente global persista, o etanol tende a funcionar como alternativa para equilibrar a produção. A movimentação não indica mudança estrutural definitiva, mas sim ajuste contínuo no mix produtivo diante de um ambiente internacional de preços mais moderados.


    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Saída de Haddad do governo depende de reunião entre Lula e Trump

    Encontro está previsto para a metade de março.

    Economia – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na quarta-feira (25) que a data de sua saída do cargo dependerá da possível viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos para reunião com o presidente americano, Donald Trump.

    Em entrevista a jornalistas, Haddad disse que pretende se reunir com Lula nesta quinta (26) para definir se integrará a comitiva presidencial. A expectativa é de que o encontro bilateral ocorra entre os dias 15 e 20 de março, embora ainda não haja confirmação oficial.

    “Se eu for [viajar], a data de saída é uma, se eu não for, a data é outra”, declarou o ministro na portaria do Ministério da Fazenda, após retornar da Índia e da Coreia do Sul, onde acompanhou o presidente Lula.

    Desde o fim de 2025, Haddad indica a intenção de deixar a pasta para colaborar com a campanha de reeleição de Lula. Inicialmente, ele cogitou deixar o cargo ainda em fevereiro, mas a mudança deve ficar para meados de março.

    Antes de sair, o ministro pretende concluir estudos sobre alternativas de financiamento para a proposta de tarifa zero no transporte público, que devem ser apresentados até abril, e a regulamentação sobre a tributação de criptoativos.

    Sucessão

    O nome mais cotado para assumir o comando da Fazenda é o do atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan. Caso a mudança se confirme, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, assumirá a secretaria-executiva.

    Apesar de descartar publicamente candidatura nas eleições deste ano, Haddad enfrenta pressão dentro do PT para disputar o governo de São Paulo ou uma das duas vagas para o Senado no estado. O ministro, no entanto, continua a dar declarações de que não quer disputar as próximas eleições.




    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Novas tarifas de Trump poupam 46% das exportações do Brasil, contabiliza MDIC

    As mudanças ocorrem após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou as chamadas tarifas recíprocas impostas pelo governo Trump com base em legislação de emergência nacional.

    Economia – O novo regime tarifário dos Estados Unidos deve poupar 46% dos produtos brasileiros exportados ao país, informou na terça-feira (24) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Entre os itens beneficiados estão as aeronaves, que passam a ter alíquota zero para ingresso no mercado estadunidense.

    As mudanças ocorrem após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou as chamadas tarifas recíprocas impostas pelo governo do presidente Donald Trump com base em legislação de emergência nacional.

    Em nota, o ministério informou que, com a nova ordem executiva publicada em 20 de fevereiro, cerca de 46% das exportações brasileiras aos EUA (US$ 17,5 bilhões) ficam sem qualquer sobretaxa adicional.

    Outros 25% (US$ 9,3 bilhões) passam a estar sujeitos à tarifa global de 10%. Aplicado com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, o percentual pode subir para 15% conforme o governo estadunidense.

    Já 29% das exportações (US$ 10,9 bilhões) continuam submetidas às tarifas setoriais previstas na chamada Seção 232, mecanismo aplicado de forma linear a diversos países com base em argumentos de segurança nacional, como no caso de aço e alumínio.

    Antes das alterações, aproximadamente 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas a sobretaxas de até 40% ou 50%.

    Aeronaves

    Uma das principais mudanças é a exclusão das aeronaves da incidência das novas tarifas. O produto passa a ter alíquota zero, contra tributação anterior de 10%.

    Segundo o Mdic, as aeronaves foram o terceiro principal item da pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos em 2024 e 2025, com elevado valor agregado e conteúdo tecnológico.

    Setores beneficiados

    Além das aeronaves, o ministério avalia que o novo regime amplia a competitividade de diversos segmentos industriais brasileiros no mercado norte-americano.

    Entre os setores beneficiados estão:

    Máquinas e equipamentos;

    Calçados;

    Móveis;

    Confecções;

    Madeira;

    Produtos químicos;

    Rochas ornamentais.

    Esses produtos deixam de enfrentar tarifas de até 50% e passam a competir sob alíquota isonômica (igual para todos os países) de 10%, ou eventualmente 15%.

    No setor agropecuário, pescados, mel, tabaco e café solúvel também saem da alíquota de 50% para a tarifa geral de 10% (ou eventuais 15%).

    Comércio bilateral

    Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 82,8 bilhões, alta de 2,2% sobre 2024. As exportações brasileiras totalizaram US$ 37,7 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 45,1 bilhões, gerando déficit comercial de US$ 7,5 bilhões para o Brasil.

    O Mdic ressalta que os dados foram estimados com base nas exportações para os Estados Unidos no ano passado. Segundo a pasta, os cálculos podem sofrer variações conforme critérios técnicos de classificação tarifária e destinação específica dos produtos.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 3,91%

    Pela sétima semana seguida, o índice para 2026 foi reduzido e permanece dentro da meta do BC.

    Economia – A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – passou de 3,95% para 3,91% em 2026. A estimativa está no boletim Focus da segunda-feira (23), pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

    Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,5% para os dois anos.

    Pela sétima semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi reduzida e se mantém dentro do intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC.

    Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

    Luz e gasolina

    Em janeiro, a alta dos preços da conta de luz e da gasolina fez a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado levou o IPCA a acumular alta de 4,44% em 2025.

    Taxa Selic

    Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

    Apesar do recuo da inflação e do dólar, o colegiado não mexeu nos juros pela quinta vez seguida na última reunião, no fim de janeiro.

    A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando se situou em 15,25% ao ano. Em ata, o Copom confirmou que começará a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico. Ainda assim, os juros serão mantidos em níveis restritivos.

    A estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica foi reduzida nesta edição do Boletim Focus – de 12,25% ao ano para 12,13% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.

    Juros

    Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

    Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

    Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

    PIB e câmbio

    Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 1,8% para 1,82%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

    Puxada pelas expansões da indústria e da agropecuária, no terceiro trimestre de 2025 a economia brasileira cresceu 0,1%, o que é considerado pelo IBGE como estabilidade. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está agendada para 3 de março.

    Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando alcançou 4,8%.

    A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,45 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Tarifaço de Trump: entenda as mudanças e como ficam as cobranças para o Brasil

    Na sexta-feira (20), a Suprema Corte derrubou a maior parte das tarifas do presidente americano. Em resposta, ele anunciou outro instrumento legal para impor novas taxas.

    A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar o tarifaço do presidente Donald Trump — seguida pelo anúncio de uma nova tarifa global de 10% — gerou dúvidas sobre como ficam as cobranças sobre produtos brasileiros exportados ao país. 

    A política tarifária do presidente ganhou novos contornos no sábado (21), quando ele anunciou que a alíquota subiria de 10% para 15%, dentro do limite previsto na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite a aplicação de tarifas por até 150 dias antes de avaliação pelo Congresso.

    As novas tarifas, previstas para entrar em vigor às 00h01 (horário de Washington) da terça-feira (24), atingem todos os países que mantêm relações comerciais com os EUA. Há, no entanto, exceções para determinados produtos, como minerais críticos, itens agrícolas e componentes eletrônicos.

    Mas como ficam as tarifas para o Brasil?

    Na prática, a decisão da Suprema Corte, na última sexta-feira (20), anulou todas as tarifas aplicadas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). 

    O especialista em comércio exterior Jackson Campos explica que, após a decisão do tribunal e o novo anúncio feito por Trump no sábado, o resultado final é uma sobretaxa de 15% sobre produtos brasileiros.

    “Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item [ou seja, as taxas já em vigor antes do tarifaço de 2025], acrescida do novo adicional temporário global de 15%”, afirma.

    Campos lembra ainda que as exportações brasileiras de aço e alumínio para os EUA continuam sujeitas a alíquotas de 50%, que se somam aos 15% recém-anunciados, mantendo o custo desses insumos elevado.

    Veja a cronologia do tarifaço de Trump:

    • Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA.
    • Em junho, o republicano elevou as taxas sobre aço e alumínio para 50%, com base na Seção 232 — instrumento separado do IEEPA. 
    • Em julho, o republicano impôs um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total de diversos itens para 50%. A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções.
    • Já em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas. 
    • Em 20 de fevereiro de 2026, a Suprema Corte invalidou o uso da IEEPA para tarifas amplas. Caíram, assim, a taxa “recíproca” de 10% e a sobretaxa de 40% sobre o Brasil. Aço e alumínio não foram afetados, pois se baseiam na Seção 232.
    • No mesmo dia, Trump anunciou uma tarifa global temporária de 10% por 150 dias, com base em um dispositivo da lei comercial de 1974, que se soma às tarifas já existentes.
    • Em 21 de fevereiro, o republicano anunciou o aumento da taxa para 15%, com o objetivo de corrigir, segundo ele, “décadas de práticas comerciais injustas” que prejudicaram a economia americana.

    Brasil e China são os mais beneficiados

    Brasil e China são os países mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas anunciadas por Trump, segundo a Global Trade Alert, organização independente que monitora políticas de comércio internacional. 

    Relatório da entidade aponta que o Brasil terá a maior redução nas tarifas médias — incluindo as já vigentes —, com queda de 13,6 pontos percentuais. Em seguida vêm China, com recuo de 7,1 pontos, e Índia, com diminuição de 5,6 pontos. 

    Com a reconfiguração das tarifas, aliados importantes dos EUA, como Reino Unido (+2,1 pontos), União Europeia (+0,8 ponto) e Japão (+0,4 ponto), passarão a enfrentar encargos mais altos com a nova alíquota, segundo a Global Trade Alert.

    Governo brasileiro comemora a decisão

    O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também chefia o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, comemorou na sexta-feira a decisão da Suprema Corte. Para ele, a derrubada do tarifaço coloca o Brasil em condições de competitividade equivalentes às de seus concorrentes. 

    Neste domingo, após Trump anunciar o aumento da taxa global de 10% para 15%, Alckmin afirmou que a mudança não provoca perda de competitividade para as empresas brasileiras. Segundo ele, isso ocorre porque a alíquota é aplicada de forma uniforme a todos os países. 

    “Foi positivo. Acho que tem uma avenida de negociação com a ida do presidente Lula agora em março aos EUA para a gente conseguir abordar ainda questões não tarifárias”, acrescentou.

    O ministro também explicou que, antes da decisão da Suprema Corte, 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas a uma sobretaxa de 40%. 

    De acordo com cálculo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados de 2024 da Comissão de Comércio Internacional dos EUA (USITC), a decisão do tribunal americano de derrubar o tarifaço afeta US$ 21,6 bilhões em exportações brasileiras ao país.

    Fonte: G1