Categoria: Economia

  • BC anuncia liquidação do Banco Master Múltiplo, antes sob regime especial de administração

    BC explicou que regime especial do banco Master Múltiplo visava ‘viabilizar a continuidade dos negócios’ de sua controlada, Will Financeira. Como esta foi liquidada em janeiro, disse que não havia mais motivo para manter o banco Master Múltiplo no regime especial.

    Economia – O Banco Central anunciou nesta terça-feira (17) a liquidação extrajudicial do Banco Master Múltiplo, parte do conglomerado do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro.

    Com isso, foi interrompido o funcionamento da instituição financeira, que foi retirada do sistema financeiro nacional.

    Até então, o banco Master Múltiplo estava sob Regime de Administração Especial Temporária (RAET), que não afetava as atividades normais da instituição. O RAET havia sido decretado em 18 de novembro do ano passado, com duração de 120 dias.

    Esse tipo de regime é adotado, segundo o BC, quando o banco, em razão do seu porte ou complexidade operacional, desempenha funções críticas para a economia real ou a quando a paralisação abrupta do seu funcionamento possa causar riscos à estabilidade financeira

    A autoridade monetária argumentou que, com a decretação da liquidação extrajudicial da Will Financeira, em de janeiro deste ano, “não mais subsistem motivos para o prosseguimento do Raet do Banco Master Múltiplo”.

    O BC continua adotando as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. A indisponibilidade dos bens dos controladores e dos administradores decorrentes da decretação do Raet é mantida com a decretação da liquidação extrajudicial’, concluiu a instituição, por meio de nota.

    Fonte: G1

  • INSS quer que C6 Bank devolva R$ 300 milhões a aposentados

    Órgão previdenciário suspendeu as operações de crédito consignado do banco após verificar irregularidades.

    Economia – O INSS suspendeu nesta terça-feira (17) novos empréstimos consignados do banco C6 após a CGU (Controladoria-Geral da União) identificar irregularidades. O órgão quer que o banco devolva R$ 300 milhões a segurados.

    A suspensão das novas operações permanecerá até que os valores cobrados indevidamente sejam restituídos e devidamente corrigidos.

    Segundo o INSS, verificou-se a existência de ao menos 320 mil contratos com indícios de cobrança de custo adicionais referentes a seguros e pacotes de serviços. A cobrança adicional resultava na redução do valor líquido efetivamente disponibilizado aos beneficiários.

    Por essa razão, a conduta foi considerada de “elevada gravidade”. O INSS proíbe a inclusão de custos extras, como taxas administrativas, prêmios de seguros ou quaisquer encargos estranhos à operação de crédito consignado.

    “A regra existe para preservar a integridade da margem consignável e proteger a renda alimentar dos beneficiários”, disse o órgão.

    Em nota, o C6 disse discordar integralmente da interpretação do INSS e que vai buscar seu direito de defesa na esfera judicial “porque não praticou nenhuma irregularidade e seguiu rigorosamente todas as normas vigentes”.

    O banco afirmou também que a contratação do consignado nunca esteve condicionada à compra de nenhum outro produto e que não desconta parcelas mensais referentes à contratação de pacote de benefícios.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Receita exigirá declaração de ganhos com bets no Imposto de Renda

    Prêmios acima de R$ 28.467,20 em 2025 deverão ser informados.

    Economia – O contribuinte terá de informar ao Fisco os ganhos obtidos em 2025 com apostas esportivas e plataformas de jogos online, conhecidas como “bets”, que deverão ser declarados no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026. Além dos prêmios recebidos, os contribuintes também precisarão informar os saldos mantidos nas contas dessas plataformas no fim do ano passado.

    De acordo com o Fisco, a obrigação vale para quem recebeu mais de R$ 28.467,20 em prêmios ao longo de 2025 em apostas de quota fixa, modalidade que inclui as plataformas digitais de apostas e algumas loterias.

    Segundo o supervisor do Imposto de Renda da Receita, José Carlos da Fonseca, os apostadores devem apurar os ganhos e registrar as informações na declaração anual.

    “Essas pessoas apuram e pagam o imposto conforme está na lei. Agora, elas precisam informar esse rendimento na declaração. Trata-se de um ganho tributável”, explicou.

    Campo específico

    A Receita também criou campos específicos no sistema da declaração para informar os rendimentos obtidos em plataformas de apostas.

    Os valores devem ser registrados de duas formas:

    – ganhos com apostas, informados como rendimento tributável;

    – saldo mantido nas contas das plataformas, declarado na ficha de “Bens e Direitos”.

    O saldo existente em 31 de dezembro de 2025 precisa ser informado quando ultrapassar R$ 5 mil.

    Para facilitar o preenchimento, as plataformas devem oferecer ao usuário um documento chamado “ComprovaBet”, que reúne o histórico de movimentações e prêmios obtidos ao longo do ano.

    Tributação

    Segundo as regras atuais, o imposto incide sobre o ganho líquido anual, ou seja, a diferença entre o total de prêmios recebidos e o valor gasto nas apostas.

    Caso o lucro anual ultrapasse R$ 28.467,20, o valor excedente será tributado com alíquota de 15%.

    Mudanças

    A declaração dos ganhos com bets é uma das principais mudanças na declaração deste ano. As outras novidades são as seguintes:

    – declaração pré-preenchida ampliada: o sistema terá mais dados automáticos, facilitando o envio das informações;

    – restituições em quatro lotes: o pagamento das restituições será feito em quatro lotes, e não mais em cinco como em anos anteriores;

    – restituição automática para pequenos contribuintes: quem teve pequenos valores de IR retidos na fonte e não fizerem a declaração receberão automaticamente a restituição num lote especial, em 15 de julho;

    – nome social: contribuintes poderão informar nome social diretamente na declaração.

    Prazo da declaração

    O prazo de envio da declaração do IR 2026 será de 23 de março a 29 de maio. O programa para preenchimento poderá ser baixado pelos contribuintes a partir de sexta-feira (20), apenas para preenchimento, com as transmissões começando na segunda-feira (23) às 8h.

    Quem entregar a declaração após o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

    A Receita Federal estima receber cerca de 44 milhões de declarações do Imposto de Renda em 2026.

    Assim como em anos anteriores, quem enviar a declaração mais cedo e sem pendências tende a receber a restituição primeiro.




    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Imposto de Renda 2026: veja 10 perguntas e respostas sobre prazos, mudanças e quem é obrigado a declarar

    Fisco divulgou regras do IR 2026 nesta segunda-feira (16)

    Economia – A Receita Federal apresentou nesta segunda-feira (16) as regras do Imposto de Renda 2026, ano-base 2025. O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio, e os contribuintes poderão fazer o download do programa já na próxima sexta-feira (20).

    Entre as mudanças na declaração deste ano estão:

    • a possibilidade de os contribuintes informarem seu nome social na declaração;
    • aumento de informaçoes disponibilizadas na declaração pré-preenchida;
    • redução no número de restituições feitas pelo Fisco ao longo do ano, de cinco para quatro lotes;
    • um tipo de “cashback” para contribuintes que tiveram alguma retenção na fonte em 2025, mas que não vão apresentar a declaração neste ano. (Entenda mais abaixo)

    A expectativa do Fisco é que cerca de 44 milhões de declarações sejam entregues neste ano.

    São obrigadas a fazer a declaração do IR 2026:

    • quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado;
    • contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado;
    • quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;
    • quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias;
    • quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural;
    • quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil;
    • quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025;
    • quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física;
    • quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior;
    • quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024);
    • quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos;

    Segundo o Fisco, o prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio.

    Quem não entregar a declaração dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido

    De acordo com a Receita Federal, a declaração pré-preenchida estará disponível desde o primeiro dia do prazo de entrega, em 23 de março.F

    Fonte: G1

  • Receita Federal divulga regras do IR 2026 nesta segunda (16)

    Fisco deve divulgar calendário oficial do ano-base 2025; expectativa é de entrega da declaração até o fim de maio.

    Economia – A Receita Federal divulga nesta segunda-feira (16) as novas regras para declaração do Imposto de Renda em 2026, quem tem como ano-base 2025. O anúncio acontecerá em coletiva de imprensa a partir das 10h.

    Apesar do calendário oficial ainda não ter sido divulgado pelo Fisco, seguindo a agenda do último ano, a expectativa é de que o prazo de entrega da declação comece na próxima semana e se estenda até o final de maio.

    Embora o governo já tenha aprovado a nova tabela do Imposto de Renda, ampliando a faixa de isenção para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil, a medida não impactará a declaração a ser entregue em 2026.

    Isso porque a regra passa a valer apenas para rendimentos recebidos a partir de 2026, refletindo-se, na prática, somente na declaração apresentada em 2027.

    Atualmente, o limite oficial de isenção do IR é de R$ 2.428,80. A nova faixa começou a vigorar em maio, mas, considerando os ajustes aplicados, a isenção efetiva contempla rendimentos mensais de até R$ 3.036, o equivalente a dois salários mínimos.

    A coletiva terá presença do Secretário Especial da Receita Federal, Robson Sakiyama; do subsecretário de Arrecadação, Cadastros e Atendimento, Gustavo Andrade Manrique; do subsecretário de Gestão Corporativa, Juliano Neves; do auditor-fiscal José Carlos da Fonseca, responsável pelo programa do Imposto de Renda 2026; e de Ariadne Fonseca, da Diretoria de Negócios Econômico-Fazendários do Serpro.

    Quem deve declarar o Imposto de Renda em 2026?

    Com base nas regras aplicadas no último exercício fiscal, que não sofreram alteração neste ano, devem apresentar a declaração os contribuintes que, em 2025:

    Receberam rendimentos tributáveis, como salários, aposentadorias ou aluguéis, acima de R$ 33.888;

    Obtiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 200 mil;

    Tiveram receita bruta de atividade rural acima de R$ 169.440;

    Obtiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos;

    Fizeram operações em bolsas de valores, mercadorias ou futuros com soma superior a R$ 40 mil;

    Fizeram operações de day trade (compra e venda na bolsa no mesmo dia) com lucro;

    Venderam ações com lucro em meses com volume superior a R$ 20 mil;

    Possuíam bens ou direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro;

    Tornaram-se residentes no Brasil ao longo de 2025;

    Declararam bens ou participações em entidades no exterior;

    Foram titulares de trusts (empresas de investimento) no exterior;

    Atualizaram bens no exterior a valor de mercado ou receberam rendimentos financeiros de entidades estrangeiras;

    Optaram por isenção de ganho de capital na venda de imóvel residencial, desde que tenham reinvestido o valor em outro imóvel em 180 dias.

    Quem fica isento do imposto?

    A nova tabela do Imposto de Renda ampliou a faixa de isenção para rendimentos mensais de até R$ 5 mil, mas a regra só valerá para rendimentos recebidos a partir de 2026.

    Por isso, o efeito prático aparecerá apenas na declaração entregue em 2027.

    Atualmente, o limite oficial de isenção do imposto é de R$ 2.428,80 por mês.

    Com os ajustes aplicados na tabela, que criou deduções adicionais, a isenção efetiva alcança rendimentos mensais de até R$ 3.036, valor equivalente a dois salários mínimos em 2025.

    Documentos necessários para declarar

    Para preencher a declaração, o contribuinte deve reunir documentos pessoais e comprovantes de renda e patrimônio.

    Documentos de identificação:

    Documento oficial com CPF (RG ou CNH);

    Comprovante de endereço atualizado;

    CPF do cônjuge;

    Número do título de eleitor;

    Recibo da declaração do ano anterior;

    Número do PIS, NIT ou inscrição no INSS;

    Dados de dependentes e alimentandos.

    Comprovantes de renda:

    Informes de rendimentos do titular e dependentes;

    Extratos bancários e de aplicações financeiras;

    Relatórios de aluguéis recebidos;

    Informes de previdência privada;

    Rendimentos de programas de incentivo à nota fiscal.

    Comprovantes de renda variável:

    Notas de corretagem;

    DARFs pagos;

    Informes de rendimentos de investimentos.

    Restituições

    Seguindo o padrão dos últimos anos, o pagamento das restituições deve começar no fim de maio. A expectativa é que o primeiro lote seja liberado em 29 de maio, enquanto o quinto e último lote tende a ser pago em 30 de setembro.

    Informe de rendimentos

    Documento essencial para preencher a declaração, o informe de rendimentos foi repassado por empregadores e pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) até 27 de fevereiro, último dia útil do mês passado.

    O mesmo vale para as instituições financeiras, que eram obrigadas a enviar os rendimentos de aplicações e o saldo em contas até a mesma data.

    Caso não tenha recebido o documento, o contribuinte deve pedi-lo diretamente à empresa ou utilizar a declaração pré-preenchida disponível no sistema da Receita Federal a partir do primeiro dia de declaração.

    Outros comprovante

    Os comprovantes usados para deduções no Imposto de Renda também foram enviados até 27 de fevereiro.

    Os informes de pagamentos a planos de saúde individuais e recolhimentos a fundos de pensão serão usados pelo contribuinte para deduzir os valores cobrados no Imposto de Renda e aumentar a restituição.



    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Diesel fica mais caro neste sábado após reajuste da Petrobras em meio à disparada do petróleo

    Alta de R$ 0,38 para distribuidoras entra em vigor com barril acima de US$ 100; governo tenta amortecer impacto após zerar impostos federais.

    Economia – Entrou em vigor neste sábado (14) o reajuste anunciado pela Petrobras no preço do diesel A vendido às distribuidoras. A estatal elevou o valor do combustível em R$ 0,38 por litro, medida tomada em meio à forte alta do petróleo no mercado internacional.

    Segundo a empresa, considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A com 15% de biodiesel, o reajuste representa um aumento aproximado de R$ 0,32 por litro no diesel B, combustível efetivamente vendido nos postos.

    Com a mudança, o preço médio do diesel A comercializado pela Petrobras para as distribuidoras passa a ser de R$ 3,65 por litro, enquanto a participação da companhia no valor final do diesel B nos postos será, em média, de R$ 3,10 por litro.

    Governo tenta reduzir impacto

    O reajuste ocorre poucos dias após o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciar a isenção de PIS e Cofins sobre o diesel, medida adotada para tentar conter os efeitos da escalada internacional dos preços do petróleo.

    De acordo com a Petrobras, sem a redução dos tributos federais o repasse às distribuidoras poderia chegar a R$ 0,70 por litro. A estatal afirmou que a desoneração ajuda a mitigar o impacto do reajuste para consumidores e transportadores.

    Disparada do petróleo pressiona mercado

    A pressão sobre os combustíveis vem do mercado internacional. O preço do petróleo do tipo Brent, referência global, subiu de cerca de US$ 70 por barril no fim de fevereiro para aproximadamente US$ 100, movimento impulsionado por tensões geopolíticas e incertezas sobre o abastecimento global.

    Segundo cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), antes do reajuste o diesel vendido pela Petrobras estava 72% abaixo da paridade de importação, o equivalente a R$ 2,34 por litro de defasagem em relação aos preços internacionais.

    Novos ajustes não estão descartados

    A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a companhia acompanha a volatilidade do mercado e não descarta novas mudanças nos preços.

    “Novas medidas podem ser tomadas a qualquer momento”, disse a executiva durante coletiva à imprensa. Ela ressaltou que o reajuste segue a estratégia da companhia de evitar repasses imediatos da volatilidade internacional ao mercado doméstico, mas mantendo equilíbrio econômico nas operações.

    Combustíveis já sobem nos postos

    Dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que os combustíveis já vêm registrando alta nas bombas.

    Na última semana, o preço médio da gasolina subiu 2,54%, passando de R$ 6,30 para R$ 6,46 por litro, enquanto o diesel também registrou aumento pelo segundo levantamento consecutivo.

    A expectativa do setor é que a evolução dos preços nos próximos dias dependa principalmente do comportamento do petróleo no mercado internacional e da estabilidade no cenário geopolítico.

  • Com guerra no Irã, governo projeta preço médio do barril de petróleo a US$ 100 e inflação acima de 4% no pior cenário para 2026

    Nesse cenário, arrecadação federal líquida também subiria e chegaria a quase R$ 100 bilhões. Preço do petróleo tem sofrido elevações diante do conflito no Oriente Médio

    Economia – Diante da guerra no Oriente Médio e seu impacto no preço do petróleo, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda divulgou nesta sexta-feira (13) um documento com projeções para a economia brasileira.

    No pior cenário, chamado de “disruptivo” ou “radical”, o preço médio do petróleo neste ano iria a US$ 100 por barril. Isso, conforme as projeções, pressionaria “fortemente” a inflação, que ficaria acima de 4%.

    A arrecadação federal líquida, calculada após a transferências obrigatórias a estados e municípios, também subiria, e chegaria a R$ 96,6 bilhões em 2026.

    Há também um impacto indireto em outras receitas cuja base tributária possa se alterar em razão da mudança no preço da commodity [petróleo]”, acrescenta a pasta.

    Veja os cenários traçados pelo governo para o preço do petróleo eu seu impacto na economia:

    1. Choque temporário: preço médio do barril de petróleo neste ano subiria para US$ 73,1, com impacto de 0,14 ponto percentual na inflação, aumento de US$ 2,5 bilhões no saldo comercial e elevação de R$ 21,4 bilhões na arrecadação.
    2. Choque persistente: preço médio do barril de petróleo neste ano subiria para US$ 82, com impacto de 0,33 ponto percentual na inflação, aumento de US$ 5,1 bilhões no saldo comercial e elevação de R$ 48,3 bilhões na arrecadação.
    3. Choque disruptivo: preço médio do barril de petróleo neste ano subiria para US$ 100, com impacto de 0,58 ponto percentual na inflação, aumento de US$ 10,3 bilhões no saldo comercial e elevação de R$ 96,6 bilhões na arrecadação.

    O Ministério da Fazenda avaliou que o impacto de variações mais extremas no preço do petróleo sobre a atividade e a inflação não é linear.

    De acordo com o governo, mesmo diante do choque no petróleo, as perspectivas macroeconômicas para 2026 permanecem favoráveis

    Por isso, acrescenta, a expectativa para 2026, mesmo diante do conflito, é de que o crescimento econômico siga “resiliente”, que a inflação continue em queda e que a meta para o resultado primário (superávit nas contas do governo) seja atingida.

    Projeções para 2026

    No cenário base do governo, que considera um choque temporário no preço do petróleo, com o barril em um preço médio de US$ 73,6 neste ano, a inflação subiu de 3,6% para 3,7% em 2026. No ano passado, a inflação oficial somou 4,26%.

    Ao mesmo tempo, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano permaneceu em 2,3%. Este é o mesmo patamar registado em 2025, ou seja, não haveria aceleração e nem desaceleração da economia.

    Guerra no Oriente Médio

    O conflito no Oriente Médio se instalou após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em território iraniano, com o objetivo declarado de neutralizar o programa nuclear do país.

    A magnitude da operação foi sentida de forma imediata com a notícia da morte de lideranças centrais do regime em Teerã, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, o que desencadeou retaliações iranianas com mísseis contra bases americanas e infraestruturas em países aliados na região.

    Essa instabilidade militar atingiu em cheio o Estreito de Ormuz, uma das principais vias do comércio energético mundial, por onde transita cerca de um quarto do petróleo global.

    Com a paralisação do fluxo de petroleiros e a ameaça constante de novos ataques, o mercado de energia entrou em um estado de tensão, com oscilações no preço do petróleo.

    Fonte: G1

  • Governo zera impostos sobre diesel para frear alta dos combustíveis após tensão no Oriente Médio; entenda

    Medida do Planalto busca conter impacto da disparada do petróleo provocada pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

    Economia – O governo federal decidiu zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel como estratégia para evitar uma alta mais forte no preço dos combustíveis no Brasil. A medida foi adotada após a recente disparada do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio.

    O anúncio será feito no Palácio do Planalto por integrantes da equipe ministerial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Devem participar da apresentação os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Wellington César Lima e Silva (Justiça) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).

    Pressão internacional sobre o petróleo

    A decisão ocorre em meio à instabilidade no mercado global após ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. O aumento das tensões levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, responsável por grande parte do fluxo global da commodity.

    Com o risco de interrupção no abastecimento internacional, o preço do barril disparou, elevando o temor de que o impacto chegasse rapidamente ao mercado brasileiro de combustíveis.

    Preocupação com inflação

    Segundo integrantes da equipe econômica, a alta do petróleo pode pressionar o preço do diesel e gerar efeitos em cadeia na economia, já que o combustível é essencial para o transporte de cargas e impacta diretamente os custos logísticos e a inflação.

    Nos últimos dias, o Ministério da Fazenda elaborou uma nota técnica avaliando os possíveis reflexos da valorização do petróleo na economia brasileira. Ao mesmo tempo, o Ministério de Minas e Energia passou a monitorar as cadeias globais de suprimento e a logística de distribuição de combustíveis no país.

    Impacto limitado, mas monitorado

    Apesar da tensão geopolítica, a avaliação inicial do governo é que a exposição direta do Brasil ao conflito ainda é limitada, já que o país possui produção própria de petróleo e diversificação nas fontes de abastecimento.

    Mesmo assim, a decisão de zerar os impostos sobre o diesel foi adotada como medida preventiva, para evitar que uma escalada mais intensa da guerra no Oriente Médio provoque aumentos imediatos no preço do combustível para consumidores e transportadores brasileiros.

    Integrantes do governo afirmam que, até o momento, as oscilações do petróleo estão dentro do esperado para períodos de instabilidade internacional, mas ressaltam que o cenário seguirá sendo acompanhado de perto nas próximas semanas.

  • Polo Industrial de Manaus tem maior produção de motos em 15 anos no 1º bimestre de 2026

    Ao todo, 348.732 unidades foram fabricadas entre janeiro e fevereiro, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo).

    Economia – O Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou a maior produção de motocicletas dos últimos 15 anos no primeiro bimestre de 2026. Ao todo, 348.732 unidades foram fabricadas entre janeiro e fevereiro, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo). O volume é 1,7% maior que o registrado no mesmo período de 2025.

    Em fevereiro, foram produzidas 164.104 motocicletas. O número é 7,1% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado e 11,1% inferior ao de janeiro.

    As motocicletas da categoria Street lideraram a produção no primeiro bimestre, com 180.488 unidades fabricadas. O volume representa 51,8% do total produzido no período.

    Na sequência aparecem os modelos Trail, com 19,4% da produção, e as Motonetas, com 13,3%.

    A maior parte da produção foi de motocicletas de baixa cilindrada, com 270.919 unidades fabricadas, o equivalente a 77,7% do total. Os modelos de média cilindrada representaram 19,5% da produção.

    Já as motocicletas de alta cilindrada somaram 9.725 unidades no primeiro bimestre, o que corresponde a 2,8% da produção total. O volume é 22% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

    Vendas

    Os licenciamentos de motocicletas também registraram crescimento no início do ano. Entre janeiro e fevereiro, foram emplacadas 350.110 unidades no país, o maior volume já registrado para o período. O número representa alta de 13,7% na comparação com o mesmo bimestre de 2025.

    Somente em fevereiro, as vendas no varejo somaram 171.548 unidades. O volume é 10% maior que o registrado no mesmo mês do ano passado, mas 3,9% menor que o de janeiro.

    Segundo a Abraciclo, a queda em relação ao mês anterior também está relacionada ao menor número de dias úteis, de 21 em janeiro contra 18 em fevereiro. A média diária de vendas foi de 9.530 motocicletas.

    Exportações

    As exportações de motocicletas produzidas no Polo Industrial de Manaus também cresceram no início de 2026.

    Nos dois primeiros meses do ano, foram embarcadas 8.015 unidades para o mercado externo, alta de 43,1% na comparação com o mesmo período de 2025.

    Somente em fevereiro, as associadas da Abraciclo exportaram 4.748 motocicletas, volume 70% maior que o registrado no mesmo mês do ano passado e 45,3% superior ao de janeiro.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Brasil realiza primeira compra feita por inteligência artificial em parceria entre Visa e Banco do Brasil

    Transação inédita foi concluída por um agente de IA autorizado pelo cliente, abrindo caminho para uma nova era de compras automatizadas no varejo digital.

    Economia – O Brasil deu um passo inédito no uso de inteligência artificial no sistema financeiro. A Visa e o Banco do Brasil realizaram, na quarta-feira (11), a primeira transação do país conduzida por um agente de inteligência artificial, em que a compra foi iniciada e finalizada automaticamente por um assistente digital em nome do consumidor.

    A operação ocorreu em um ambiente de produção controlado e utilizou a plataforma Visa Intelligent Commerce. O sistema permitiu que o agente de IA realizasse o pagamento de forma autônoma, respeitando parâmetros previamente definidos pelo cliente, como limite de gastos, preferências de compra e critérios de segurança.

    Como funciona o “comércio agêntico”

    A transação faz parte de um novo conceito chamado comércio agêntico, modelo em que assistentes inteligentes passam a executar tarefas que antes exigiam interação direta do usuário.

    Nesse formato, o consumidor pode autorizar a inteligência artificial a buscar produtos, comparar preços, escolher a melhor oferta e concluir a compra automaticamente.

    O processo envolve três etapas principais:

    Autonomia: o cliente concede permissão para que a IA realize a busca e finalize a compra.

    Tokenização: os dados reais do cartão são substituídos por tokens digitais únicos, aumentando a proteção contra fraudes.

    Segurança em tempo real: a rede de pagamentos analisa riscos e autentica a transação instantaneamente, garantindo conformidade com normas financeiras.


    Segundo a Visa, a adoção desse modelo amplia a conveniência para os consumidores sem comprometer os níveis de segurança já estabelecidos nas transações digitais.

    Novo cenário para o varejo digital

    A iniciativa abre caminho para que o mercado brasileiro adote assistentes de compra automatizados em larga escala, capazes de cuidar da parte burocrática do consumo — como pesquisa de preços, comparação de produtos e finalização de pagamentos.

    Para empresas e varejistas, o avanço representa uma transformação importante: o comprador nem sempre será uma pessoa, mas um algoritmo programado para encontrar as melhores oportunidades.

    Especialistas apontam que o uso de agentes de inteligência artificial tende a acelerar a digitalização do comércio e mudar a forma como consumidores interagem com marcas e serviços.

    O movimento também inaugura uma nova fase no setor de pagamentos, em que a IA passa a desempenhar papel ativo nas decisões de compra, redefinindo padrões de conveniência, eficiência e competitividade no varejo digital.