Categoria: Amazonas

  • Caminhadas e ações nas escolas marcam o Dia de Combate ao Abuso Infantil em Manaus e no Amazonas

    Atividades de conscientização mobilizaram estudantes, educadores e redes de proteção na segunda-feira (18), reforçando a importância da denúncia e da proteção de crianças e adolescentes.

    Manaus – Caminhadas, palestras, rodas de conversa, apresentações educativas e mobilizações em escolas marcaram nesta segunda-feira (18) o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em Manaus e no interior do Amazonas.

    As ações fazem parte da campanha “Maio Laranja”, realizada em todo o país para conscientizar a população sobre a importância da prevenção, da denúncia e da proteção da infância. Em diversas unidades de ensino, estudantes participaram de atividades educativas voltadas ao reconhecimento de sinais de abuso, ao fortalecimento do diálogo e à importância de buscar ajuda.

    Em Manaus, caminhadas e atos públicos reuniram profissionais da educação, assistência social, conselheiros tutelares e representantes de instituições que atuam na defesa dos direitos das crianças e adolescentes. Durante as atividades, faixas, cartazes e mensagens de conscientização chamaram atenção para a necessidade de romper o silêncio e denunciar casos de violência sexual infantil.

    A campanha deste ano reforçou principalmente o papel das escolas na orientação e proteção de crianças e adolescentes. Muitas unidades promoveram debates e dinâmicas para ensinar os alunos a identificar situações de abuso, reconhecer comportamentos inadequados e procurar adultos de confiança.

    O dia 18 de maio foi instituído nacionalmente em memória da menina Araceli Crespo, de 8 anos, vítima de um crime brutal ocorrido em 1973, no Espírito Santo. Desde então, a data se tornou símbolo da luta contra a violência sexual infantojuvenil no Brasil.

    Dados recentes reforçam o alerta sobre a gravidade do problema no Amazonas. Informações divulgadas neste ano apontam aumento nos registros de estupro e estupro de vulnerável no estado, ampliando a preocupação das redes de proteção.

    Especialistas destacam que a denúncia é uma das principais formas de combater esse tipo de crime. Casos suspeitos podem ser comunicados de forma anônima por meio do Disque 100, do Conselho Tutelar, da Polícia Militar pelo 190 ou diretamente nas delegacias especializadas.

    A orientação é que familiares, professores e responsáveis estejam atentos a mudanças bruscas de comportamento, isolamento, medo excessivo e sinais físicos ou emocionais apresentados por crianças e adolescentes.

    A mobilização busca lembrar que proteger a infância é uma responsabilidade coletiva e que o silêncio pode prolongar o sofrimento das vítimas.

  • Pedaço de metal e ovo de barata: estudantes denunciam precariedade em refeições servidas na Ufam

    Imagem mostra um objeto semelhante a um pedaço de grampo em uma das refeições servidas. Segundo as denúncias, no mesmo dia, ovos de barata foram encontrados em um mamão servido no café da manhã.

    Amazonas – Acadêmicos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) denunciaram a precariedade do alimento servido no Restaurante Universitário (RU) da instituição em Manaus. Um vídeo feito por estudantes mostra um pequeno objeto metálico, semelhante a um pedaço de grampo, em uma das refeições servidas. 

    Segundo as denúncias, no mesmo dia, ovos de barata foram encontrados em um mamão servido no café da manhã.

    Os casos foram registrados na última semana e confirmados pela instituição, que afirmou estar investigando os relatos.

    Ao g1, a estudante de geologia Karlla Matos disse que havia se sentado para almoçar no restaurante universitário e presenciou o momento em que o pequeno pedaço de metal foi encontrado na comida por uma aluna do curso de administração. A jovem afirmou ter sentido nojo e classificou a situação como descaso com os universitários.

    “O sentimento foi de nojo, de insegurança pela forma como estão preparando nossa comida. Tenho noção de que a comida é feita em grande quantidade e que não é possível ter controle absoluto o tempo todo, mas isso ter acontecido mais de uma vez em apenas um mês mostra descaso com os alunos”, disse.

    Segundo informações obtidas pelo g1, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) convidou a reitoria, na última quarta-feira (13), para uma “reunião de emergência” com o objetivo de discutir problemas relacionados ao Restaurante Universitário. O comunicado encaminhado aos acadêmicos menciona a realização de uma “conversa franca e transparente” sobre a situação do espaço.

    Em nota, a Ufam informou que determinou a reativação imediata da Comissão Paritária de Acompanhamento do RU.

    Este grupo, que conta com a participação direta de representantes discentes, irá apoiar a fiscalização diária sobre a execução do serviço. A universidade declarou que um canal de comunicação direta será disponibilizado para que denúncias de irregularidades sejam registradas em tempo real.

    A instituição informou, ainda, que a empresa prestadora de serviços está sendo formalmente notificada para prestar esclarecimentos sobre as denúncias apresentadas e confirmou que o processo de coleta de evidências foi intensificado.

    “A universidade orienta que, ao encontrar qualquer irregularidade ou corpo estranho, o estudante deve entregar o prato intacto à fiscalização para que este seja lacrado e enviado para análise técnica nos laboratórios da Engenharia de Alimentos (FCA)”, disse a UFAM.

    A universidade também informou que lamenta os episódios relatados e afirma que a segurança alimentar de seus estudantes é uma prioridade absoluta e inegociávelA universidade declarou que a reitoria mantém um canal de diálogo franco e transparente com o movimento estudantil e reitera que todas as denúncias formais serão apuradas com o rigor necessário.

    Fonte: G1

  • Ao menos três municípios do AM com terras indígenas estão sob alta vulnerabilidade ao crime organizado, diz estudo

    Divulgado pelo Governo Federal, estudo aponta que facções criminosas têm avançado sobre os territórios indígenas por meio do narcotráfico, garimpo ilegal, crimes ambientais e ameaças a lideranças indígenas.

    Amazonas – Terras indígenas de ao menos três municípios do Amazonas estão em áreas classificadas com alta vulnerabilidade ao avanço do crime organizado, segundo um levantamento inédito divulgado pelo Governo Federal nesta segunda-feira (18), em Manaus.

    O estudo aponta que Tabatinga, Atalaia do Norte, Barcelos e São Gabriel da Cachoeira concentram algumas das áreas mais críticas do estado, principalmente por causa da presença de rotas do narcotráfico e crimes ambientais em regiões de fronteira.

    Os dados fazem parte do Índice de Vulnerabilidade ao Crime Organizado: Territórios Indígenas (IVCO-TI), apresentado durante o lançamento do programa “Território Seguro, Amazônia Soberana: Proteção da Amazônia e da Faixa de Fronteira”, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

    Segundo o levantamento, facções criminosas têm avançado sobre os territórios indígenas por meio do narcotráfico, garimpo ilegal, crimes ambientais e ameaças a lideranças indígenas.

    Em entrevista ao g1, a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), Marta Machado, afirmou que o estudo reúne dados sobre atuação do crime organizado e indicadores sociais das comunidades.

    O levantamento analisou 39 indicadores, incluindo degradação ambiental, presença de rotas do tráfico, pistas de pouso clandestinas, renda, moradia, educação, saúde e registros de violência.

    De acordo com o relatório, 51,2% dos 1,7 milhão de indígenas do Brasil vivem na Amazônia Legal. O estudo também aponta que organizações criminosas aproveitam a ausência de serviços públicos e a fragilidade do Estado para ampliar atuação nas comunidades.

    Ainda segundo o estudo, em 2024 foram registrados 1.241 casos de violência relacionados à propriedade em territórios indígenas no Brasil, incluindo 230 invasões de terras e exploração ilegal de recursos naturais.

    O índice foi desenvolvido pelo Centro de Estudos sobre Drogas e Desenvolvimento Social Comunitário (Cdesc), em parceria com a Senad, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

    Operações na Amazônia

    Durante o evento, o Ministério da Justiça também apresentou resultados de operações realizadas na Amazônia Legal entre 2023 a 2026. Segundo o governo federal, ações da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Força Nacional apreenderam 37,8 toneladas de cocaína e aumentaram em 318% a apreensão média anual de ouro ilegal, que chegou a 86 quilos.

    As operações também resultaram na destruição de 1.951 dragas usadas no garimpo ilegal e no cumprimento de quase 1.600 mandados de busca e apreensão.

    Fonte: G1

  • Conheça a cidade do Amazonas que separa o Brasil da Colômbia por uma avenida

    De Tabatinga, no Amazonas, para Letícia, na Colômbia, o vaivém de pedestres e motoristas é constante e não exige documentação, revista ou qualquer tipo de burocracia para que se entre ou saia dos dois países: basta atravessar a rua

    Amazonas – A cidade de Tabatinga, no interior do Amazonas, desafia as noções tradicionais de fronteira. Por lá, a divisão entre o território brasileiro e a cidade de Letícia, na Colômbia, não é feita por muros ou rios intransponíveis que separam os dois países, mas sim por uma simples via: a Avenida da Amizade.

    Nesta fronteira seca, o vaivém de pedestres e motoristas é constante e não exige documentação, revista ou qualquer tipo de burocracia para que se entre ou saia dos dois países: basta atravessar a rua.

    No local, apenas um letreiro simboliza essa divisão, que só divide mesmo na teoria. Na prática, a integração é tão profunda que pesquisadores a definem como uma “cidade gêmea” ou um organismo urbano único.

    Essa dualidade é sentida no comércio: de um lado, o português e o real; do outro, o espanhol e o peso colombiano. Na comunicação, o “portunhol” é a língua franca que domina as interações sociais. Mas se engana quem pensa que isso gera problemas para quem vive no local

    A professora de espanhol e Miss Tabatinga, Maria Rita, define a vivência na região como uma experiência que ignora as divisões cartográficas tradicionais. Para ela, a fronteira é sentida mais pela cultura do que pela burocracia.

    “Viver na tríplice fronteira é experimentar uma geografia que desafia os mapas. Na prática, a fronteira é invisível na rotina. Atravessar a rua não é um ato burocrático de mudar de país, é um movimento natural de quem vive em um organismo único, onde Tabatinga e Letícia funcionam como bairros de uma mesma grande metrópole amazônica”, afirma Maria Rita.

    Maria ainda diz que a condição de “cidade gêmea” reflete não apenas a proximidade física, mas uma estrutura mental diferenciada para quem nasce na região. Ela explica que a identidade de quem vive no extremo Oeste do Amazonas é ampliada pelo convívio binacional.

    “Eu me sinto profundamente brasileira, mas ser de Tabatinga é possuir uma singularidade que o restante do país nem sempre compreende: eu sou uma brasileira da fronteira. Como pesquisadora, entendo que o cidadão que nasce e cresce aqui desenvolve uma estrutura cognitiva e cultural diferenciada. Nosso olhar para o mundo é mais ‘elástico’, porque fomos alfabetizados nesse contexto linguístico e pela convivência com o outro”, ressalta.

    Desafios e potencialidade

    Segundo José Albuquerque, apesar da riqueza cultural e da posição estratégica, a cidade enfrenta desafios proporcionais à sua complexidade. A segurança pública e a logística de transporte, que depende quase exclusivamente do Rio Solimões ou de voos, são temas recorrentes nas pesquisas acadêmicas locais.

    Por outro lado, o potencial turístico é vasto. Quem visita Tabatinga pode:

    • Cruzar a fronteira a pé: basta caminhar pela Avenida da Amizade para trocar de país em segundos.
    • Explorar o Rio Solimões: passeios de barco que conectam comunidades indígenas e áreas de preservação.
    • Gastronomia mista: saborear desde o tacacá amazonense até a famosa patarashca colombiana, prato típico a base de peixe.

    Maria Rita ressalta que o acesso a serviços e opções de lazer em Letícia, na Colômbia, é feito sem burocracias, o que torna a rotina dos moradores mais diversificada. Para ela, a cidade vizinha funciona como uma extensão do quintal de casa

    Além da vizinhança terrestre com a Colômbia, Tabatinga também estabelece o limite do território brasileiro com o Peru. No entanto, a dinâmica com os peruanos ganha um contorno diferente: em vez de uma rua, a fronteira é ditada pelas águas do Rio Solimões. A travessia para a ilha de Santa Rosa, a localidade peruana mais próxima, é feita em poucos minutos por meio de pequenas embarcações, conhecidas na região como “peque-peques”.

    Porta de entrada para tráfico internacional de drogas

    Tabatinga também sofre com ações de organizações criminosas, a cidade apontada por estudos como o ponto inicial da chamada “Rota do Solimões”, um dos principais corredores de tráfico internacional de drogas na Amazônia. Devido a localização, a cidade funciona como porta de entrada da cocaína produzida nos países vizinhos, que segue pelos rios até Manaus e depois para outras regiões do Brasil e do exterior.

    A vulnerabilidade social e a ausência de fiscalização permanente tornam o território estratégico para facções criminosas. De acordo com o estudo Cartografias da Violência na Amazônia, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) disputam o controle da região, aproveitando-se da extensa fronteira fluvial e da circulação livre entre Tabatinga, Letícia, e Santa Rosa, no Peru.

    A dinâmica na fronteira entre os territórios também proporcionou com que organizações criminosas brasileiras expandissem a atuação com dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

    Em entrevista ao g1, o coronel colombiano Rodriguez Contreras Carlos detalhou que facções como o CV e o PCC mantêm parcerias estratégicas com guerrilheiros para o controle de crimes ambientais e o tráfico de drogas na região de fronteira.

    Mesmo com as problemáticas, a via que une Brasil e Colômbia ainda consegue fazer sobressair na rotina dos moradores o significado que carrega no nome: a amizade entre duas nações.

    Fonte: G1

  • Trecho da Avenida Margarita será interditado para obras nesta sexta-feira (15); veja o que muda

    Parte da via ficará interditada entre 22h desta sexta e 6h de sábado (16), mas a partir das 20h haverá redução de faixa e estreitamento do fluxo de veículos para o início dos serviços.

    Manaus – Um trecho da Avenida Margarita, na Zona Norte de Manaus, será interditado a partir desta sexta-feira (15). A alteração temporária acontece nas proximidades da rotatória do Hiper DB Nova Cidade, para execução de obras da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás).

    De acordo com o planejamento operacional, a partir das 20h haverá redução de faixa e estreitamento do fluxo de veículos para o início dos serviços. Já entre 22h, desta sexta-feira, e 6h, deste sábado (16), o trecho será totalmente interditado no sentido bairro — Museu da Amazônia (Musa).

    Equipes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (Immu) estarão no local realizando o monitoramento do trânsito, orientando condutores e garantindo a segurança viária durante a execução da obra.

    Após vistoria técnica realizada na área, a avaliação é de que a intervenção não deverá causar grandes transtornos no fluxo de veículos, em razão do horário de menor movimentação.

    A recomendação é de que os condutores redobrem a atenção à sinalização provisória e, se possível, busquem rotas alternativas durante o período da interdição.

    Fonte: G1

  • Acidente entre moto e caminhão deixa homem morto na BR-174, no Amazonas

    Segundo informações preliminares, motociclista estaria trafegando pela via quando bateu de frente com um caminhão usado para transportar combustível.

    Amazonas – Um grave acidente de trânsito envolvendo um caminhão e uma motocicleta deixou uma pessoa morta na rodovia BR-174, que liga Manaus a Presidente Figueiredo, na tarde desta sexta-feira (15).

    O acidente ocorreu na altura do quilômetro 914, nas proximidades da ponte sobre o Rio Tarumã-Açu. Chovia no momento do acidente.

    Segundo informações preliminares, o motociclista estaria trafegando pela via quando bateu de frente com um caminhão usado para transportar combustível. Não há informações sobre o estado de saúde do motorista do caminhão.

    A vítima foi identificada como Judson Marialva e Marialves. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

    O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para fazer a remoção do corpo

    Fonte: G1

  • Amazonas registra média de três estupros por dia em 2026

    Levantamento feito pelo g1 com base em dados disponibilizados pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas revela aumento de 36% nos casos em comparação com o mesmo período de 2025

    Amazonas – O Amazonas registrou 313 casos de estupro e estupro de vulnerável contra crianças e adolescentes entre janeiro e março deste ano, segundo levantamento feito pelo g1 com base em dados disponibilizados pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). O número representa uma média de três crimes sexuais por dia no estado.

    Os dados da SSP-AM também apontam para um aumento de 36% nos casos em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 230 crimes sexuais contra crianças e adolescentes no Amazonas.

    Do total de ocorrências, 124 foram registradas em Manaus. No interior, Itacoatiara lidera o ranking com 18 casos, sendo 15 de estupro de vulnerável e três de estupro. Em seguida aparecem Lábrea (11 casos), Santo Antônio do Içá (10) e Manacapuru (9).

    Confira os dez municípios com mais registros em 2026:

    1. Manaus: 124 casos;
    2. Itacoatiara: 18;
    3. Lábrea: 11;
    4. Santo Antônio do Içá: 10;
    5. Manacapuru: 9;
    6. Iranduba: 7;
    7. Manaquiri: 7;
    8. Autazes: 6;
    9. Humaitá: 6;
    10. Maués: 6.

    No ano passado, Manaus também liderou o número de ocorrências, com 107 casos, seguida por Itacoatiara (15), Manacapuru (11) e Iranduba (8). Todos os municípios ficam na Região Metropolitana da capital amazonense

    Um dos casos de estupro registrados neste ano ocorreu na zona rural de Tabatinga, na Tríplice Fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), a vítima é uma indígena Tikuna de 12 anos, abusada pelo próprio padrasto. O crime resultou em gravidez.

    De acordo com as investigações, uma testemunha afirmou ter presenciado um dos abusos em 1º de fevereiro, na comunidade indígena Belém do Solimões. A polícia informou ainda que o suspeito oferecia um líquido à vítima antes dos crimes.

    Fonte: G1

  • Saiba como é nova unidade prisional da PM para onde foram transferidos mais de 70 policiais presos no Amazonas

    Nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), contará com atendimento de saúde, atividades laborais, serviços jurídicos e estrutura para receber inicialmente até 72 custodiados.

    Amazonas – A nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), para onde foram transferidos os policiais militares presos nesta terça-feira (12), contará com atendimento de saúde, atividades laborais, serviços jurídicos e estrutura para receber inicialmente até 72 custodiados, segundo informações divulgadas pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM)

    Instalada no antigo prédio da Penitenciária Feminina de Manaus (PFM), na BR-174, Zona Rural da capital, a unidade foi apresentada pelo MPAM como uma alternativa para substituir o antigo Núcleo Prisional da PM, alvo de críticas por superlotação, insalubridade e falhas estruturais.

    Segundo o promotor de Justiça Armando Gurgel, o novo espaço possui estrutura considerada adequada para garantir segurança e assistência aos presos.

    Entre os serviços previstos na unidade estão parlatório para atendimento de advogados, assistência médica com clínico geral, enfermeiro, plantão técnico e escalas de especialistas, além de encaminhamento hospitalar em casos de emergência.

    A unidade também deverá oferecer oficinas e atividades laborais voltadas ao público masculino, além de serviços de cartório aos custodiados.

    Durante entrevista, Armando Gurgel afirmou que a nova estrutura foi analisada tecnicamente antes da transferência e descartou riscos apontados por familiares dos presos sobre a proximidade da unidade com o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).

    Segundo ele, o prédio já funcionou anteriormente como presídio feminino sem registros de situações de risco envolvendo rebeliões ou invasões às áreas destinadas às mulheres.

    De acordo com o MPAM, a estrutura foi considerada viável após avaliações feitas por técnicos da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), pelo Comando-Geral da Polícia Militar e profissionais ligados à administração penitenciária.

    Ainda segundo Armando Gurgel, a transferência ocorreu principalmente por causa da superlotação, da falta de vagas e das condições insalubres do antigo núcleo prisional da PM, na Zona Norte de Manaus

    O promotor também afirmou que o antigo núcleo apresentava falhas graves de segurança.

    “Quem não saía dali era porque não queria sair”, declarou, ao comentar as dificuldades de controle dos presos na antiga unidade.

    Presos foram transferidos sob protestos

    A transferência dos presos ocorreu nesta terça-feira, durante a Operação Sentinela Maior, coordenada pelo MPAM, Polícia Militar e Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Após cerca de seis horas de atraso e protestos de familiares, a transferência de policiais militares presos foi concluída.

    A mudança ocorre meses após a fuga de 23 policiais militares registrada em fevereiro deste ano, caso que desencadeou investigações e levou à desativação definitiva do antigo núcleo prisional.

    Os detentos foram levados para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), instalada no antigo prédio da Penitenciária Feminina de Manaus, na BR-174, Zona Rural da capital.

    Segundo o MP, embora a nova estrutura ainda não represente a solução definitiva, ela retira o Amazonas de uma situação de “total falta de governança” no sistema de custódia de policiais militares presos.

    Ao todo, 71 policiais militares foram distribuídos em três ônibus usados na operação de transferência. Com a retirada dos custodiados, a desativação da antiga unidade deve ser concluída.

    Durante a ação, familiares realizaram protesto em frente à unidade e também na saída dos ônibus com os agentes. O grupo tentou impedir a saída dos detentos e houve confronto verbal com equipes de segurança, incluindo o Batalhão de Choque e o Comando de Policiamento Especializado (CPE)

    Antigo núcleo prisional da PM

    O antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas contava com estrutura precária. Imagens divulgadas pelo Ministério Público mostram que unidade possuía camas improvisadas, mau cheiro, ausência de divisões seguras, grades e corredores apropriados.

    Nas imagens é possível observar que a estrutura que servia de carceragem para 71 detentos é um único quarto. No local havia uma televisão, geladeira, mesa, fogão e freezer de uso comunitário, além de um banheiro. No mesmo espaço, dezenas de beliche adaptados eram utilizados pelos presos. Há malas com pertences espalhadas pelo lugar, tudo em condições insalubres.

    As irregularidades foram detalhadas pelo promotor Armando Gurgel, que classificou o espaço como “totalmente disfuncional”. De acordo com o promotor, o local tinha capacidade para cerca de 30 presos, mas chegou a abrigar mais de 70 policiais militares custodiados.

    Fonte: G1

  • Vítimas da Covid-19 e profissionais de saúde são homenageados em projeção no Centro Histórico de Manaus

    Ação do Ministério da Saúde marca a sanção do Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, oficializado nesta segunda-feira (11) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Amazonas – Os nomes das vítimas da Covid-19 e mensagens em homenagem às mais de 700 mil vidas perdidas na pandemia foram projetadas no Centro Cultural Casarão de Ideias, no Centro Histórico de Manaus, no início da noite desta segunda-feira (11). A ação do Ministério da Saúde marca a sanção do Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, oficializado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Durante a homenagem, a projeção revelou imagens que reforçam a importância da memória coletiva diante dos impactos da pandemia no país e destacam o papel do Sistema Único de Saúde (SUS), dos profissionais de saúde da linha de frente, da vacinação e das políticas públicas no enfrentamento da maior emergência sanitária recente do país.

    Além de Manaus, a homenagem ocorreu em outras cinco capitais. As projeções foram realizadas no Cristo Redentor e no Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), no Rio de Janeiro (RJ); no Congresso Nacional, em Brasília (DF); na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, em São Paulo (SP); no Complexo Cultural Estação das Artes, em Fortaleza (CE); e no Centro de Oncologia do Hospital Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS).

    O Amazonas foi um dos estados mais impactados pela Covid-19 durante a pandemia. Até janeiro de 2022, foram cerca de 14 mil mortes registradas segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).

    Um ano antes, em janeiro de 2021, Manaus sofreu com o colapso que levou à falta de oxigênio nos hospitais públicos durante a segunda onda da doença, o que deixou centenas de pacientes sem o insumo essencial para respirar.

    A servidora pública aposentada Lucynier Omena, que perdeu o filho Daniel Tiago Omena Melo, de 39 anos, durante a pandemia, afirmou que a homenagem às vítimas da Covid-19 ajuda a manter viva a memória das pessoas que morreram pela doença, mas defendeu punição aos responsáveis pela condução da crise sanitária no país.

    A superintendente substituta do Ministério da Saúde no Amazonas, Gisele Andrade, afirmou que a homenagem às vítimas da Covid-19 realizada em Manaus busca preservar a memória das pessoas que morreram durante a pandemia e reconhecer o trabalho dos profissionais de saúde que atuaram na linha de frente da crise sanitária.

    Lei sancionada e críticas a Bolsonaro

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que institui a data de 12 de março como o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19.

    A sanção ocorreu em uma cerimônia no Palácio do Planalto repleta de críticas à gestão Jair Bolsonaro, que era o presidente do Brasil durante a pandemia.

    A data escolhida, 12 de março, marca o registro da primeira morte pela doença no Brasil e busca reconhecer o impacto da pandemia na vida de milhões de pessoas.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Recém-nascida é encontrada em mochila em lixão no AM

    Bebê foi localizada em área de lixão na estrada de Novo Airão, um policial relatou tentativa de salvar a criança.

    Amazonas – Uma recém-nascida encontrada abandonada dentro de uma mochila em uma área de lixão na rodovia AM-352, estrada que liga Manacapuru a Novo Airão (a 115 quilômetros de Manaus), morreu após ser socorrida na manhã da última segunda-feira (11).

    De acordo com informações da Polícia Militar do Amazonas, moradores encontraram a criança próximo ao lixão público da comunidade Castanheira, no quilômetro 1 da rodovia, e acionaram a polícia.

    Os policiais militares capitão Robson Bezerra e tenente Sidomar atenderam a ocorrência e levaram a bebê às pressas para o Hospital Geral de Manacapuru.

    Segundo o capitão Robson Bezerra, a criança ainda apresentava sinais vitais no momento do resgate.

    “Eu rasguei a bolsa para tentar salvar. A minha obrigação foi trazer imediatamente para o hospital para que os médicos avaliassem a situação dela”, declarou o policial.

    A equipe médica da unidade hospitalar realizou procedimentos de reanimação, mas a recém-nascida não resistiu e morreu pouco depois de dar entrada no hospital.

    “É uma maldade muito grande. Infelizmente é uma situação muito triste”, lamentou o capitão durante entrevista.

    Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a mochila onde a bebê foi encontrada, causando forte comoção entre moradores do município.

    A Polícia Civil do Amazonas esteve no hospital para realizar os procedimentos legais e investigar o caso. Até o momento, não há informações sobre a identidade da mãe ou de possíveis suspeitos.

    O caso também deverá ser acompanhado pelo Conselho Tutelar. As autoridades investigam as circunstâncias do abandono e tentam identificar os responsáveis.

    Fonte: D24am