Categoria: Amazonas

  • Índice de desenvolvimento humano do Amazonas cresce 9,5%, mas segue abaixo da média nacional

    Dados foram divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o IBGE.

    Amazonas – O Amazonas registrou avanço no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) em 2024, mas segue abaixo da média nacional, segundo dados pelo Radar IDHM 2024. O estado alcançou índice de 0,767, enquanto o Brasil chegou a 0,805 e entrou, pela primeira vez, no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano.

    Os dados foram divulgados, na terça-feira (26), pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Entre 2021 e 2024, o IDHM do Amazonas cresceu 9,5%, passando de 0,700 para 0,767. Em 2012, o índice do estado era de 0,706.

    O levantamento leva em conta indicadores de longevidade, educação e renda. O índice varia de 0 a 1 e, quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano.

    A Região Metropolitana de Manaus também apresentou crescimento no período. O índice passou de 0,716, em 2021, para 0,786, em 2024.

    Cenário nacional

    No cenário nacional, o Brasil saiu de 0,744, em 2012, para 0,805 em 2024. Segundo o estudo, todas as unidades da federação registraram crescimento no período.

    Apesar da melhora nos índices, o relatório aponta desigualdades sociais persistentes no país. A população branca alcançou IDHM de 0,851, considerado de muito alto desenvolvimento humano, enquanto a população negra registrou 0,774, na faixa de alto desenvolvimento humano.

    O levantamento também mostra diferença entre homens e mulheres. Os homens tiveram índice de 0,802, enquanto as mulheres registraram 0,798

    Fonte: G1

  • TRF1 determina fiscalização permanente em terra indígena no Amazonas

    Decisão atende pedido do MPF para reforçar combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Tenharim Marmelos, entre Humaitá e Manicoré.

    Amazonas – A Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve, por unanimidade, a condenação da União e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) a implementarem medidas imediatas de fiscalização permanente na Terra Indígena Tenharim Marmelos, localizada na região de Humaitá (AM).

    O julgamento, que rejeitou os recursos dos entes públicos em ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), confirmou a decisão liminar concedida no processo, o que confere eficácia imediata às obrigações estipuladas, independentemente do trânsito em julgado da ação (quando não há mais possibilidade de recursos), tendo em vista a gravidade e a permanência dos riscos à segurança da comunidade afetada.

    O Tribunal rejeitou os argumentos da defesa que tentavam afastar a responsabilidade da administração federal. Os magistrados entenderam que a atuação da Justiça não viola a separação dos poderes quando há demora excessiva e injustificada do poder público na garantia de direitos fundamentais.

    Também afastaram a alegação de limitação orçamentária, ao considerar que justificativas genéricas sobre falta de recursos não eximem o cumprimento de deveres constitucionais. Além disso, foi negado o pedido de inclusão do Estado do Amazonas na ação, já que a responsabilidade pela demarcação, proteção e fiscalização de terras indígenas é da União, conforme prevê a Constituição.

    Plano de Fiscalização

    Em termos práticos, a decisão impõe uma série de obrigações que devem ser executadas de maneira coordenada. A Funai e a União estão obrigadas a estruturar um plano de fiscalização permanente para a região de Humaitá, vinculando necessariamente o planejamento à realização de um protocolo de consulta prévia, livre e informada junto ao povo Tenharim Marmelos, assegurando que as lideranças locais participem da organização territorial.

    Para dar suporte à segurança da área, a União deve mobilizar e deslocar contingentes efetivos da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e de órgãos vinculados à defesa nacional. A decisão determina ainda a instalação de, no mínimo, dois postos de controle fixos em pontos estratégicos para impedir de forma ostensiva o ingresso de invasores, grileiros e exploradores ilegais de recursos naturais, prevendo pagamento de multa em caso de descumprimento das medidas estabelecidas.

    Histórico do caso

    A atuação do Ministério Público Federal ao longo do processo foi pautada na demonstração de um cenário histórico de degradação ambiental e conivência estatal na região. O órgão ministerial resgatou evidências consolidadas de grilagem de terras públicas na região de Santo Antônio do Matupi, extração ilegal de madeira de grande porte e episódios sucessivos de exploração mineral ilícita no entorno da reserva.

    O agravamento do quadro de vulnerabilidade social e de violência culminou, no final do ano de 2017, em ataques criminosos com o uso de fogo contra embarcações e instalações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) na cidade de Humaitá.

    Esse ambiente de grave instabilidade e hostilidade forçou os integrantes do povo Tenharim a abandonarem temporariamente suas aldeias tradicionais para buscarem refúgio no interior das florestas, configurando o perigo de dano iminente à integridade física e o risco à vida que fundamentaram a concessão da tutela de urgência agora mantida pela corte federal.

    Fonte: D24am.

  • Lula promete atenção ambiental na reconstrução da BR-319 e deve visitar rodovia no AM

    Declaração foi feita pelo presidente durante a entrega de unidades do programa Minha Casa, Minha Vida, em Manaus, nesta terça-feira (26).

    Amazonas – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (26), em Manaus, que a reconstrução da BR-319 deverá ocorrer com rígidos critérios de preservação ambiental. A declaração foi feita durante a entrega de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, realizada no bairro Tarumã-Açu, na Zona Oeste da capital amazonense.


    A BR-319, que conecta Manaus a Porto Velho, enfrenta há décadas problemas de trafegabilidade, principalmente no período chuvoso. A recuperação da rodovia é defendida por lideranças políticas e setores econômicos do Amazonas, mas também gera preocupação entre ambientalistas devido aos possíveis impactos sobre a floresta amazônica.


    Durante o discurso, Lula destacou que o governo federal vem debatendo há meses formas de garantir segurança ambiental no projeto de reconstrução da estrada. Segundo o presidente, a BR-319 está localizada em uma área considerada sensível da Amazônia, o que exige atenção redobrada na definição das medidas de proteção ambiental antes da autorização das obras.

    Segundo Lula, o projeto prevê uma atuação integrada entre órgãos federais, estaduais e forças de segurança para impedir o avanço do desmatamento ilegal nas áreas próximas à rodovia.

    “O que a gente não quer é que as pessoas, sem nenhum critério, desmatem a floresta para ganhar dinheiro vendendo madeira, sem levar em conta o prejuízo que isso pode causar ao meio ambiente”, disse.

    O presidente afirmou ainda que a BR-319 poderá se tornar referência internacional em obras com controle ambiental.

    Lula também deve visitar, ainda nesta terça-feira, um trecho da BR-319 acompanhado de ministros e outras autoridades do governo federal

    As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocorrem em meio ao avanço das obras previstas para o chamado “trecho do meio” da BR-319, considerado um dos pontos mais críticos da rodovia.

    No início de maio, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) reabriu o prazo de licitação de dois editais voltados para melhorias no pavimento da estrada.


    As licitações haviam sido suspensas pela Justiça Federal após uma ação civil pública movida pelo Observatório do Clima, que questionou a dispensa de licenciamento ambiental para a realização das obras. A entidade alegou que os serviços previstos configuram reconstrução e pavimentação da rodovia, o que exigiria estudos de impacto ambiental.


    No entanto, a decisão foi revertida poucas horas depois pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), após recurso apresentado pelo Dnit e pela Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo o entendimento da Corte, a paralisação poderia comprometer a execução das obras durante a chamada “janela hidrológica” de 2026, período de estiagem considerado mais adequado para os serviços.


    Os editais contemplam intervenções em quatro trechos da BR-319, entre os quilômetros 250 e 590, além da construção de uma ponte sobre o rio Igapó-Açu. O investimento previsto é de R$ 678 milhões, com prazo de execução estimado em três anos.

    Por jornalista Débora Alcântara

  • Vídeo de agressão contra mulher revolta moradores em Eirunepé; suspeito seria policial militar

    Imagens da discussão viralizaram nas redes sociais e mostram o momento em que uma mulher é atingida com um soco durante o desentendimento.

    Amazonas – Um vídeo que começou a circular nas redes sociais na segunda-feira (25) causou indignação entre moradores de Eirunepé, no interior do Amazonas, após mostrar uma mulher sendo agredida durante uma discussão em via pública.

    As imagens registram o momento em que um homem se aproxima da vítima e desfere um soco durante o confronto. O caso rapidamente ganhou repercussão em grupos de mensagens e perfis locais, gerando revolta entre internautas.

    Veja ao vídeo

    https://www.instagram.com/reel/DYzf5EJh4tH/?igsh=a2hnbGJ1dTMxdWVi

    De acordo com relatos compartilhados nas redes sociais, o suspeito seria um policial militar, informação que ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades competentes.

    Segundo as informações divulgadas por moradores, a discussão teria começado após o homem pedir acesso ao aparelho celular da mulher. A vítima teria se recusado a entregar o dispositivo, o que teria provocado a agressão.

    O vídeo mostra parte da discussão e o instante em que o homem agride a mulher, enquanto pessoas ao redor acompanham a cena. A gravação passou a ser amplamente compartilhada, aumentando a pressão por esclarecimentos sobre o caso.

    Publicações nas redes também apontam que o suspeito teria ligação política com o prefeito do município de Itamarati, João Campelo, mas essa informação também não foi confirmada oficialmente.

    Até o momento, não há informações sobre registro de boletim de ocorrência, abertura de investigação formal ou eventual prisão relacionada ao episódio. A identidade do homem envolvido nas imagens também não foi divulgada oficialmente.

    O caso deve ser apurado pelas autoridades competentes.

  • Entenda o impacto das novas leis de proteção às mulheres no ambiente digital

    Exigência de canais de denúncia, vedação do uso de IA para criação de imagens sexualizadas e responsabilização de crimes cometidos online estão entre as mudanças.

    Amazonas – No Brasil, 8,8 milhões de mulheres declararam ter sofrido algum tipo de violência online em 2025. Para ampliar a proteção e garantir a responsabilização de crimes cometidos em ambiente digital contra elas, um pacote de leis e decretos foram aprovados na última quinta-feira (21), pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No Amazonas, o Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem) acompanha as mudanças na legislação.

    A frase “internet é uma terra sem lei” é bastante ouvida e difundida pela população, mas não representa o atual cenário do ambiente digital no Brasil, que já tem punições mais severas para quem comete crime nesse meio, especialmente contra as mulheres.

    Para a defensora pública e coordenadora do Nudem, Caroline Braz, as redes foram invadidas por discursos de ódio contra o público feminino e a consequência disso ultrapassa as telas, impactando diretamente as vítimas, que se sentem desamparadas e violadas virtualmente.

    “A aprovação deste pacote legislativo também tem um forte significado simbólico e jurídico, ao reafirmar que o ambiente virtual não é uma ‘terra sem lei’. É necessário que haja seriedade no combate aos crimes praticados nas plataformas digitais, reforçando que não é possível ofender, perseguir, expor ou ameaçar alguém na internet sem qualquer consequência, especialmente quando tratamos de violências direcionadas às mulheres, que são atingidas de forma desproporcional por crimes como divulgação não autorizada de imagens íntimas, perseguição virtual e ataques misóginos”, destacou a defensora pública.

    Ainda de acordo com Caroline Braz, as leis e decretos criam mecanismos mais efetivos de responsabilização e representam um importante avanço, sobretudo porque reconhecem que as agressões virtuais produzem impactos reais, profundos e muitas vezes devastadores na vida das vítimas.

    “Essas medidas ampliam os instrumentos de proteção e contribuem para que mulheres se sintam mais seguras para denunciar situações de violência, exposição indevida, perseguição e ameaças ocorridas nas plataformas digitais”, acrescentou.

    Novas leis e decretos: o que muda a partir de agora

    Canal permanente de denúncias: o decreto determina que as plataformas digitais têm o dever de criar canais permanentes e facilitados de denúncias relacionadas à violência contra as mulheres, como em casos de exposição de imagens íntimas, assédio, perseguição, entre outros tipos de situações.

    Responsabilização e resposta das plataformas: a partir do momento que uma denúncia for feita às plataformas, elas terão o prazo de até duas horas para retirar o material do ar. Além disso, deverão armazenar as provas e informações necessárias para que a situação seja investigada pelas autoridades competentes.

    Uso de IA na sexualização de meninas e mulheres: o uso da Inteligência Artificial também virou mais um problema na violência enfrentada por mulheres. A partir de agora, está proibido o uso desse mecanismo para criar imagens sexualizadas e íntimas.

    O papel da Defensoria Pública

    A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) conta com o Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem), responsável por garantir que a legislação e os mecanismos de proteção das amazonenses em situação de vulnerabilidade sejam cumpridos.

    Com uma equipe 100% feminina, composta por psicóloga, assistentes sociais e defensoras, o núcleo realiza um atendimento humanizado e individualizado e está disponível para prestar assistência e orientação jurídica para mulheres que necessitam do acesso à Justiça.

    O Nudem fica localizado na Avenida André Araújo, nº 7, bairro Adrianópolis, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. O agendamento pode ser feito presencialmente no núcleo e pelo WhatsApp da Defensoria (92) 98559-1599.

    Fonte: D24am

  • Conta de energia fica 3,79% mais cara no Amazonas a partir desta terça-feira (26)

    Aumento vale para cerca de 99,65% dos consumidores de baixa tensão, grupo que inclui residências, pequenos comércios e propriedades rurais.

    Amazonas – A conta de energia elétrica ficará 3,79% mais cara para a maioria dos consumidores do Amazonas a partir desta terça-feira (26). O reajuste foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e será aplicado pela concessionária Âmbar Energia, antiga Amazonas Energia.

    O aumento vale para cerca de 99,65% dos consumidores de baixa tensão, grupo que inclui residências, pequenos comércios e propriedades rurais.

    Para os consumidores residenciais da categoria B1, como casas, apartamentos e condomínios, o reajuste será de 3,77%. Já para os clientes de média e alta tensão, como indústrias, hospitais, shoppings e grandes estabelecimentos comerciais, o aumento será de 13,24%. Considerando todas as categorias, o reajuste médio no estado ficou em 6,58%.

    A Âmbar Energia atende cerca de 1,06 milhão de unidades consumidoras em todo o Amazonas.

    Segundo a Aneel, o reajuste foi impactado principalmente pelos custos de compra e transporte de energia elétrica, além dos encargos setoriais cobrados no setor.

    A agência informou ainda que os índices aprovados só não foram maiores por causa da antecipação de R$ 735 milhões da repactuação de cotas de Uso de Bem Público (UBP), medida prevista em lei que ajudou a reduzir o impacto nas tarifas.

    O reajuste tarifário acontece todos os anos e está previsto no contrato de concessão das distribuidoras de energia elétrica.

    Moradora relata impacto no orçamento

    Com o novo aumento, consumidores afirmam que seguem tentando reduzir o consumo de energia para evitar impactos maiores no orçamento no fim do mês.

    “Aqui a gente procurou economizar bastante, bastante mesmo. Saiu do quarto, desliga a luz. Nós não usamos micro-ondas, nós não ligamos ar-condicionado porque pesa no final do mês, e tudo que a gente faz é economizando e desligando tudo”, disse uma moradora.

    Fonte: G1

  • Estudo aponta que cheias e secas mais extremas ampliam impactos em comunidades ribeirinhas do AM

    Pesquisa analisou dados entre 1970 e 2023 e concluiu que, desde 2005, as cheias e secas passaram a ocorrer de forma mais extrema

    Amazonas – Um estudo publicado na revista científica Environmental Research Letters apontou que o Amazonas vive uma intensificação sem precedentes no ciclo hidrológico do rio Amazonas. A pesquisa analisou dados entre 1970 e 2023 e concluiu que, desde 2005, as cheias e secas passaram a ocorrer de forma mais extrema, aumentando os impactos nas várzeas e nas comunidades ribeirinhas do estado.

    O levantamento foi realizado por pesquisadores do Brasil, França e Reino Unido. Para chegar aos resultados, os cientistas combinaram medições históricas do nível e da vazão do rio com imagens de satélite e modelos computacionais que simulam o comportamento da água ao longo de um trecho de 1,1 mil quilômetros do rio Amazonas.

    Diferente de estudos anteriores, a pesquisa focou no fluxo de água que entra em grandes áreas de várzea, que são regiões alagadas durante o período de cheia. Foram analisadas quatro áreas entre Amazonas e Pará: Jatuarana, em Manaus; Parintins; Curuai, em Santarém; e Monte Alegre.

    Parintins

    Em Parintins, os pesquisadores identificaram que as cheias de 2009 e 2021 bateram recordes históricos. Segundo o estudo, a quantidade de água que passou pelas várzeas durante esses eventos foi comparável à vazão de alguns dos maiores rios do mundo.

    As enchentes atingiram comunidades ribeirinhas e causaram impactos em casas, plantações e áreas urbanas. O estudo alerta que o aumento da velocidade da água nas várzeas pode acelerar processos de erosão e transporte de sedimentos, provocando mudanças duradouras na região.

    Manaus

    Na capital amazonense, os dados da estação fluviométrica do Porto de Manaus, que monitora o rio desde 1902, mostram um aumento na diferença entre os níveis mínimos e máximos do rio ao longo do ano.

    Segundo os pesquisadores, isso indica que as secas e cheias estão ficando mais severas. O estudo aponta um aumento de 18% nessa variação em comparação com o século passado.

    O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) participou das análises sobre os efeitos das mudanças no ciclo dos rios. Segundo o ecólogo Jochen Schöngart, pesquisadores também utilizam anéis de crescimento de árvores da floresta para identificar mudanças históricas nos períodos de cheia e seca.

    O estudo destaca ainda a importância da vegetação das várzeas para reduzir os impactos das enchentes. Árvores, gramíneas e plantas aquáticas ajudam a diminuir a força das correntezas e protegem as margens dos rios.

    Em Tefé, os pesquisadores relacionaram os efeitos da seca histórica de 2023 ao aumento da temperatura da água no lago Tefé, que chegou a 41°C. O fenômeno provocou a morte de mais de 200 botos vermelhos e tucuxis.

    Segundo estudos citados na pesquisa, a estiagem também reduziu em até 8% a superfície coberta por água na Amazônia Central, enquanto alguns lagos perderam até 80% da área alagada.

    O município abriga o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, que participou de pesquisas sobre os impactos das secas e cheias na biodiversidade amazônica.

    Preservação da vegetação

    Os pesquisadores alertam que poucas áreas de várzea estão protegidas por unidades de conservação. Por isso, defendem medidas de preservação dessas regiões diante do avanço das mudanças climáticas.

    Fonte: G1

  • “É campeão no jaraqui!”: disputa para tratar peixe mais rápido viraliza no interior do Amazonas

    Competição divertida movimentou o Festival do Jaraqui, em Borba, e arrancou risadas nas redes sociais com a habilidade dos participantes.

    Amazonas – Uma competição inusitada e cheia de tradição amazônica viralizou nas redes sociais após movimentar o fim de semana na comunidade Foz do Canumã, no município de Borba, a 151 quilômetros de Manaus. O desafio? Descobrir quem consegue tratar um peixe jaraqui no menor tempo possível.

    Nas imagens compartilhadas na internet, homens e mulheres aparecem alinhados em uma grande mesa, cada um munido de faca e jaraqui nas mãos, enquanto moradores acompanham a disputa em clima de torcida organizada. O objetivo era limpar o peixe com rapidez e habilidade, arrancando aplausos, gritos e muitas risadas do público.

    Vídeo:

    https://www.instagram.com/reel/DYw6p-DBxDU/?igsh=cXV6bW9veHA0azhj

    A competição faz parte da programação do tradicional Festival do Jaraqui, realizado anualmente no distrito de Canumã. O evento celebra a cultura ribeirinha e destaca um dos peixes mais populares da culinária amazonense.

    Além da divertida disputa, o festival reúne atrações culturais, apresentações musicais e o tradicional desfile dos grupos folclóricos “Jaraqui Escama Grossa” e “Jaraqui Escama Fina”, que mantêm viva a identidade cultural da região.

    A criatividade da competição chamou atenção dos internautas, que lotaram as redes sociais com comentários bem-humorados sobre a destreza dos participantes. Muitos destacaram que, no Amazonas, tratar peixe rápido é quase uma “habilidade obrigatória” para quem cresceu às margens dos rios.

    O vídeo segue repercutindo e reforçando o orgulho das tradições populares do interior amazonense, onde cultura, gastronomia e diversão caminham lado a lado.

  • Cinco países europeus são convidados a participar de investigações na Amazônia

    Convite foi feito à Alemanha, Bélgica, Espanha, Itália e Países Baixos durante visita de embaixadores da União Europeia ao Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI), em Manaus.

    Amazonas – Representantes de 17 países da Europa visitaram, nesta sexta-feira (22), o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI), em Manaus. O encontro faz parte da missão anual agendada pela embaixada da União Europeia e resultou em um convite formal para que cinco países integrassem as atividades de investigação na região.

    A visita tem relação com o acordo de cooperação firmado entre a Polícia Federal (PF) e a Agência da União Europeia para a Cooperação Policial (Europol) em março de 2025. Na época, a justificativa da assinatura era a de apoio de um bloco econômico ao outro no combate ao crime organizado em todas as frentes.

    Estiveram presentes na sede do CCPI representantes da Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Finlândia, Irlanda, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polônia, Portugal, República Tcheca e Suécia.

    Durante a visita, o coordenador do CCPI, Paulo Henrique Oliveira Rocha, afirmou que um convite formal para integrar as atividades de investigação na região foi feito à Alemanha, Bélgica, Espanha, Itália e Países Baixos.

    Dos oito países componentes da Pan-Amazônia, Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, apenas a última mencionada ainda não integrou o CCPI, de acordo com o coordenador.

    A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, contou que a agenda de combate ao crime organizado está no topo das prioridades da UE.

    Conforme agenda informada, os diplomatas encerraram as atividades de visita aos órgãos políticos e acadêmicos, como a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e de segurança de Manaus e farão reuniões fechadas durante o fim de semana

    Fonte: G1

  • Amazonas participa da construção de política nacional de proteção à infância

    FVS-RCP integra fórum estratégico sobre enfrentamento das violências sexuais contra crianças e adolescentes

    Amazonas – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) participa, de 18 a 21 de maio, em Brasília, do 3º Congresso Internacional de Enfrentamento das Violências Sexuais contra Crianças e Adolescentes. O evento reúne representantes do poder público, pesquisadores, sociedade civil e adolescentes de diferentes estados brasileiros para debater estratégias de prevenção, proteção e fortalecimento das políticas públicas voltadas à infância e adolescência.

    Durante a programação, acontece o Fórum Nacional para a construção do Plano Nacional de Enfrentamento das Violências Sexuais contra Crianças e Adolescentes. A coordenadora estadual do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva) da FVS-RCP, Cassandra Torres, foi eleita representante titular do governo do Amazonas para participar das discussões e da elaboração da política nacional.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca a relevância da participação do Amazonas no debate nacional e o papel da vigilância em saúde na articulação de ações integradas de proteção.

    “A participação da FVS-RCP nesse espaço nacional fortalece a atuação do Amazonas na proteção de crianças e adolescentes e amplia o diálogo para construção de políticas públicas mais integradas no enfrentamento das violências sexuais. A vigilância em saúde tem papel fundamental nesse processo de identificação, prevenção e promoção do cuidado”, afirmou Tatyana Amorim.

    Representação do Amazonas no debate nacional

    De acordo com a coordenadora do Viva da FVS-RCP, Cassandra Torres, o fórum nacional representa um espaço estratégico para fortalecer a atuação em rede entre diferentes setores e estados brasileiros.

    Cassandra explica que a participação na etapa nacional ocorre após eleição realizada durante o Fórum Regional Norte, promovido na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). “O Fórum Regional reuniu representantes dos estados da região Norte para o desenvolvimento dessa etapa preparatória, incluindo a eleição dos representantes do governo, da sociedade civil e dos adolescentes”, esclareceu.

    A coordenadora também destacou a responsabilidade de representar o Amazonas na construção da política nacional. “Estou representando o governo do Amazonas nesse processo de discussão e elaboração da política nacional de enfrentamento das violências sexuais contra crianças e adolescentes. É uma construção coletiva muito importante para fortalecer as ações de proteção em todo o país”, afirmou Cassandra Torres.

    O encontro nacional busca fortalecer estratégias integradas de prevenção, vigilância, proteção e promoção dos direitos de crianças e adolescentes, ampliando o diálogo entre saúde, educação, assistência social, segurança pública e sociedade civil organizada.

    Fonte: Maíra Pessoa/ FVS-RCP