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  • Como funciona a castração química? Entenda procedimento e efeitos

    Medida prevê o uso de substâncias para inibir a libido e reduzir os níveis de testosterona em condenados por crimes sexuais

    Saúde – O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, apresentou nesta quinta-feira (18), em São Paulo, um plano de segurança pública composto por 12 medidas estratégicas para sua plataforma eleitoral. O pacote inclui propostas de impacto como a aplicação da castração química para condenados por estupro.

    O anúncio, realizado ao lado dos senadores Sérgio Moro e Guilherme Derrite, busca consolidar uma agenda de “linha dura” no enfrentamento a facções criminosas e na vigilância de fronteiras.

    Um PL (Projeto de Lei) que tramita nas casas legislativas prevê a aplicação da medida de forma cumulativa às penas de prisão já previstas, e consiste em um método não invasivo baseado na administração de substâncias hormonais para inibir a libido masculina.

    O que é e como atua no organismo

    Diferente da castração física, a castração química é um tratamento hormonal reversível. A técnica, também chamada de terapia antagonista de testosterona, utiliza medicamentos que atuam diretamente na hipófise, uma glândula localizada no cérebro responsável por regular a produção de hormônios.

    Ao receber essas substâncias, a hipófise deixa de enviar sinais aos testículos para a produção de testosterona.

    Como resultado, ocorre uma queda drástica nos níveis de hormônio no sangue, o que leva à redução do desejo sexual e pode causar disfunção erétil.

    Especialistas apontam que a medida é mais eficaz quando aliada à psicoterapia, especificamente à terapia cognitivo-comportamental.

    Entre as substâncias comumente utilizadas para este fim estão:

    • Acetato de medroxiprogesterona: Hormônio que impede a sinalização para produção de testosterona.
    • Acetato de leuprorrelina (leuprolida): Medicamento que atua no controle dos impulsos e desejos sexuais.
    • Inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRSs): Antidepressivos que podem ser usados de forma complementar para ajudar no controle de fantasias sexuais.

    Contexto legal e divergências

    A proposta de castração química faz parte de um projeto de lei que também cria um cadastro público de pedófilos, com fotos e dados de condenados por crimes como estupro de vulnerável e exploração sexual infantil.

    Defensores da medida argumentam que ela reduz o risco de reincidência e oferece uma resposta rigorosa à gravidade dos delitos.

    Por outro lado, críticos e parlamentares contrários afirmam que a castração química pode ser ineficaz em muitos casos, uma vez que o crime sexual muitas vezes está ligado a relações de poder e agressividade, e não exclusivamente à libido.

    Fonte: CNN Brasil

  • Analfabetismo no Brasil cai para 4,9% e atinge menor taxa de série histórica, diz IBGE

    Taxa de analfabetismo ficou abaixo de 5% pela primeira vez na série histórica da PNAD Contínua Educação. Apesar da queda, Nordeste ainda concentra mais da metade das pessoas que não sabem ler e escrever no país.

    Educação – 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais não sabiam ler e escrever no Brasil em 2025, segundo dados da PNAD Contínua Educação, divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (19).

    O número corresponde a uma taxa de analfabetismo de 4,9%, a menor desde o início da série histórica da pesquisa, em 2016.

    É a primeira vez que o índice fica abaixo de 5%. Em 2024, a taxa era de 5,3%.

    Com isso, o país teve uma redução de cerca de 592 mil pessoas analfabetas em um ano. Em 2016, no primeiro ano da série, o percentual era de 6,7%.

    Apesar da queda, os dados mostram que o analfabetismo ainda é marcado por fortes desigualdades regionais, etárias e raciais.

    Mais da metade dos analfabetos do país estão no Nordeste: 4,8 milhões de pessoas na região, o equivalente a 57,4% do total nacional. A taxa nordestina ficou em 10,6%, mais que o dobro da média do Brasil.

    O Norte também fica acima da média nacional, com uma taxa de 5,7%. Já os menores percentuais foram registrados no Sul, com 2,4%, e no Sudeste, com 2,3%. No Centro-Oeste, o índice foi de 3,3%.

    A pesquisa mostra ainda que o analfabetismo segue mais concentrado entre os idosos. Em 2025, pessoas com 60 anos ou mais representavam 58% de todos os analfabetos do país. Eram 4,8 milhões de idosos que não sabiam ler e escrever um bilhete simples.

    Nesse grupo, a taxa de analfabetismo foi de 13,8%, bem acima da registrada entre pessoas de 15 a 59 anos, que ficou em 2,6%.

    Entre os idosos, a PNAD também registrou uma mudança inédita: pela primeira vez, a taxa de analfabetismo das mulheres com 60 anos ou mais ficou abaixo da dos homens. O percentual foi de 13,7% entre elas e de 14,1% entre eles.

    As desigualdades raciais continuam expressivas. Entre pessoas de 15 anos ou mais, 2,8% dos brancos eram analfabetos em 2025, contra 6,5% dos pretos ou pardos.

    Na população com 60 anos ou mais, a distância é ainda maior: a taxa foi de 7,3% entre brancos e de 20,6% entre pretos ou pardos, quase três vezes mais.

    Escolaridade sobe, mas desigualdades seguem

    A PNAD também aponta avanço no nível de escolaridade da população adulta. Pela primeira vez, mais da metade das pessoas pretas ou pardas com 25 anos ou mais tinha concluído ao menos o ensino médio.

    O percentual chegou a 51,3% em 2025. Entre as pessoas brancas, a proporção era de 64,9%.

    No total da população com 25 anos ou mais, 57,4% tinham terminado a educação básica obrigatória, ou seja, concluído pelo menos o ensino médio.

    Em 2016, essa parcela era de 46%. O percentual de pessoas com ensino superior completo também cresceu e chegou a 21,4% em 2025.

    Outros dados da pesquisa mostram que:

    • a média de anos de estudo da população com 25 anos ou mais chegou a 10,2 anos em 2025, contra 9,1 anos em 2016;
    • as mulheres seguiram com escolaridade média maior que a dos homens: 10,4 anos, contra 10 anos;
    • pessoas brancas tinham, em média, 11,1 anos de estudo, e pessoas pretas ou pardas, 9,5 anos;
    • 41,7% das crianças de 0 a 3 anos frequentavam escola ou creche, percentual ainda abaixo da meta do Plano Nacional de Educação, que previa ao menos 50% até 2024;
    • no Norte, 35,2% dos bebês de 0 a 1 ano e 44,5% das crianças de 2 a 3 anos estavam fora da creche por falta de unidade, de vaga ou porque a matrícula não foi aceita por causa da idade;
    • entre crianças de 6 a 14 anos, a proporção na etapa ideal do ensino fundamental foi de 96,1%, atingindo a meta do PNE, mas ainda sem voltar ao patamar anterior à pandemia;
    • o abandono escolar se concentrou principalmente a partir dos 16 anos: 18,5% deixaram a escola nessa idade, 20% aos 17 anos e 17,6% aos 18;
    • um em cada quatro jovens de 14 a 29 anos que não concluíram o ensino médio disse não ter interesse em estudar;
    • entre as mulheres, os principais motivos para abandonar os estudos foram trabalho, citado por 26,2%, e gravidez, apontada por 24,7%.

    A pesquisa mostra ainda queda no grupo de jovens que não trabalhavam, não estudavam e não faziam curso de qualificação profissional. Em 2025, o Brasil tinha 46,6 milhões de pessoas de 15 a 29 anos, e 17,5% delas estavam nessa condição. Em 2019, eram 22,4%.

    Em números absolutos, o total de jovens nessa situação caiu de 11 milhões, em 2019, para 8,2 milhões, em 2025. Na comparação com 2024, quando havia 8,6 milhões, a queda foi de 4,8%.

    Mesmo com a melhora, a desigualdade permanece. Entre as mulheres jovens, 22,8% não estavam ocupadas, nem estudavam ou se qualificavam. Entre os homens, o percentual foi quase a metade: 12,4%.

    O recorte por cor ou raça também mostra diferença: 19,8% dos jovens pretos ou pardos estavam nessa condição, contra 14% dos jovens brancos.

    A PNAD aponta ainda que 24,8 milhões de pessoas com 14 anos ou mais frequentavam algum curso de qualificação profissional em 2025, o equivalente a 14,2% da população nessa faixa etária.

    Fonte: G1

  • Copa do Mundo 2026: empresa é obrigada a liberar funcionários para ver jogos? Entenda

    Seleção brasileira fará dois jogos em dias úteis na fase de grupos. Pesquisa mostra que maioria das empresas pretende flexibilizar a rotina durante as partidas.

    Esportes – O primeiro jogo do Brasil em dia útil acontece nesta sexta-feira (19), e empresas de todo o país já se prepararam para mudanças na rotina de trabalho durante os jogos.

    As partidas da seleção reacendem dúvidas frequentes entre trabalhadores e empregadores: empresas são obrigadas a liberar funcionários? É permitido assistir aos jogos durante o expediente? As horas podem ser compensadas?

    Além do jogo de hoje, o Brasil fará mais um jogo da fase de grupos em dia útil, mas ambos são à noite, no horário de Brasília. Caso a seleção avance no torneio, novas partidas podem voltar a coincidir com o horário de trabalho.

    Embora seja comum que empresas flexibilizem horários ou reduzam o expediente durante a Copa, a legislação trabalhista não prevê folga obrigatória em dias de jogo.

    Uma pesquisa da Catho, realizada com 420 empresas, mostra que apenas 5% pretendem manter o expediente normal durante os jogos da seleção brasileira. A maioria afirma que deve adotar algum tipo de flexibilização para os colaboradores.

    Segundo o levantamento, 76% das empresas dizem que a Copa impacta, ao menos em parte, a rotina corporativa.

    Além disso, 60% afirmam que os jogos coincidem com o horário de trabalho — cenário que tende a afetar principalmente setores com operação noturna, como supermercados, shoppings, padarias, varejo, alimentação e prestação de serviços.

    Entre as medidas mais adotadas, 26% das empresas afirmam que irão transmitir os jogos no próprio ambiente de trabalho, enquanto 24% pretendem liberar os funcionários antes das partidas.

    Para Patricia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, grupo responsável pela Catho, a tendência é que as empresas busquem equilibrar produtividade e experiência do colaborador durante eventos de grande interesse coletivo.

    Folga durante a Copa é obrigatória?

    Apesar da tradição em anos de Mundial, dias de jogo da seleção brasileira não são feriados. A legislação trabalhista não prevê nenhuma regra específica para a Copa do Mundo e, por isso, a jornada normal de trabalho continua valendo.

    Na prática, isso significa que a empresa não é obrigada a liberar funcionários, reduzir expediente ou flexibilizar horários por causa dos jogos. Quando a liberação ocorre, a decisão parte exclusivamente do empregador.

    Algumas empresas optam por liberar os funcionários sem desconto salarial, enquanto outras permitem que os trabalhadores assistam às partidas no próprio ambiente de trabalho. Há ainda empresas que mantêm o expediente normalmente.

    Quando a dispensa ocorre sem desconto no salário, a folga é considerada remunerada. Em outros casos, as horas podem ser compensadas posteriormente.

    O advogado trabalhista Marcel Zangiácomo, sócio do escritório Galvão Villani, Navarro, Zangiácomo e Bardella Advogados, explica que a compensação pode ser exigida quando a empresa decide liberar parcial ou totalmente os funcionários durante o expediente.

    Segundo ele, a compensação precisa ser previamente combinada e respeitar os limites previstos na legislação trabalhista

    De acordo com o advogado, a compensação pode ocorrer em até um ano, desde que seja firmado o tipo adequado de acordo — individual verbal, individual escrito ou coletivo, dependendo do caso.

    Já a falta injustificada em dias de jogo continua sendo tratada como uma ausência comum. O trabalhador pode sofrer desconto salarial e até perder o descanso semanal remunerado.

    Advertências e suspensões também podem ocorrer em casos de reincidência. Ainda assim, especialistas ressaltam que faltar apenas para assistir a uma partida, sem aviso ou negociação prévia, não configura motivo automático para justa causa.

    Para profissionais que atuam em regime de escala ou em setores essenciais — como saúde, transporte, segurança e atendimento ao público — as regras tendem a ser mãos rígidas.

    Nesses casos, acordos individuais costumam ser mais frequentes, com avaliação das condições operacionais de cada equipe.

    O advogado também alerta que assistir aos jogos sem autorização, mesmo dentro do ambiente de trabalho, pode ser interpretado como indisciplina.

    Especialistas destacam que, diante da ausência de uma regra única, o diálogo entre empresa e trabalhador é a melhor alternativa para evitar conflitos e garantir segurança para ambos os lados.

    Fonte: G1

  • Trabalhador vítima de descarga elétrica em rede de alta tensão morre após três dias internado em Manaus

    Colaborador de empresa terceirizada sofreu graves queimaduras durante serviço na BR-174 e não resistiu aos ferimentos após permanecer em estado crítico no Centro de Tratamento de Queimados.

    Manaus – O trabalhador Arleson Martins Ramos morreu nesta quinta-feira (19) após não resistir às graves lesões provocadas por uma descarga elétrica de alta tensão sofrida durante um serviço de manutenção em uma rede de energia no município de Presidente Figueiredo, a 117 quilômetros de Manaus.

    A confirmação do falecimento foi divulgada pela empresa Norte Tech, onde Arleson atuava como colaborador. Em nota de pesar publicada nas redes sociais, a empresa lamentou a perda e prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho.

    “É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de nosso colaborador Arleson Martins Ramos. Neste momento de dor e despedida, expressamos nossas mais sinceras condolências aos familiares, amigos e colegas de trabalho”, informou a empresa.

    O acidente ocorreu na manhã da última terça-feira (16), durante uma atividade em uma rede elétrica localizada às margens da BR-174. Imagens registradas por testemunhas mostraram o momento em que o trabalhador ficou suspenso próximo à estrutura da rede após ser atingido pela descarga elétrica.

    Vídeos gravados no local também registraram o desespero de colegas de trabalho, que tentaram prestar os primeiros socorros enquanto aguardavam a chegada das equipes de emergência.


    Após o acidente, Arleson recebeu atendimento inicial e foi transferido para Manaus, onde permaneceu internado no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto. O quadro clínico era considerado gravíssimo, com a vítima necessitando de ventilação mecânica e cuidados intensivos.

    Na ocasião, a Âmbar Energia Amazonas informou que acompanhava o caso e prestava suporte ao trabalhador e aos familiares. A concessionária também declarou que colaboraria com a apuração das circunstâncias do acidente.

    As causas da ocorrência ainda deverão ser esclarecidas por meio das investigações conduzidas pelos órgãos competentes. Entre os pontos que deverão ser analisados estão os procedimentos de segurança adotados durante a execução do serviço e as circunstâncias que levaram à energização da rede no momento da intervenção.

    A morte de Arleson gerou grande comoção entre familiares, amigos e colegas de profissão, que utilizaram as redes sociais para prestar homenagens e lamentar a perda do trabalhador.

    A empresa Norte Tech destacou que a dedicação, o profissionalismo e a contribuição de Arleson permanecerão na memória de todos que conviveram com ele ao longo de sua trajetória.

  • Omar Aziz reforça liderança no interior com anúncios de obras, moradias e investimentos no Juruá

    Senador intensifica agenda em Itamarati, Carauari e Juruá, reúne apoiadores e apresenta pacote de ações voltadas à infraestrutura, habitação, saúde e desenvolvimento rural.

    Política – O senador Omar Aziz (PSD) ampliou sua presença política no interior do Amazonas ao cumprir uma extensa agenda nos municípios de Itamarati, Carauari e Juruá, onde anunciou novos investimentos em infraestrutura, habitação e apoio à produção rural. As visitas ocorreram ao lado do senador Eduardo Braga (MDB), deputados federais e lideranças locais, mobilizando centenas de moradores nas cidades da região do Juruá.

    Durante a passagem pelos municípios, Omar destacou a importância de fortalecer os investimentos públicos para melhorar a qualidade de vida da população e impulsionar o desenvolvimento econômico do interior amazonense.

    Em Itamarati, o senador acompanhou obras em andamento e anunciou a pavimentação de 3,6 quilômetros de vias urbanas, além da entrega de equipamentos destinados ao setor agrícola. Segundo ele, as ações têm como objetivo facilitar o escoamento da produção rural, melhorar a mobilidade e gerar novas oportunidades de trabalho para a população.

    Já em Carauari, foram assinadas ordens de serviço para recuperação e pavimentação de ruas em diversos bairros. Os investimentos ultrapassam R$ 10 milhões e contemplam obras de infraestrutura consideradas prioritárias pela administração municipal. A agenda também incluiu discussões sobre projetos voltados ao fortalecimento da agricultura familiar e ao aumento da produtividade rural.

    No município de Juruá, Omar Aziz participou de uma grande mobilização popular e anunciou a construção de novas unidades habitacionais por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. Além disso, confirmou a destinação de maquinário agrícola para apoiar pequenos produtores da região e fortalecer a economia local.

    Durante os encontros com moradores, o senador ouviu reivindicações ligadas principalmente às áreas de saúde, educação e segurança pública. Omar reafirmou seu compromisso com a melhoria dos serviços essenciais e defendeu uma atuação mais próxima das comunidades do interior.

    “Nosso compromisso é trabalhar para levar mais qualidade de vida às pessoas, garantindo investimentos que cheguem a quem realmente precisa. O interior do Amazonas precisa de atenção permanente e de políticas públicas que gerem resultados concretos”, afirmou.

    A agenda também serviu para consolidar alianças políticas e ampliar o diálogo com prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias. Nos bastidores, a movimentação é vista como parte do fortalecimento da base política de Omar Aziz no interior, região considerada estratégica para as eleições de 2026.

    Com os anúncios realizados e a forte participação popular registrada durante as visitas, o senador reforça sua presença nos municípios amazonenses e amplia sua articulação em torno de um projeto voltado ao desenvolvimento regional e à melhoria das condições de vida da população do interior do estado.

  • Anvisa determina recolhimento de antibiótico após fragmento de vidro ser encontrado em frasco lacrado

    Agência também suspendeu lotes de outros dois medicamentos por falhas de qualidade e orienta interrupção imediata do uso dos produtos afetados.

    Saúde – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote do antibiótico Polycid após a identificação de um fragmento de vidro dentro de um frasco ampola lacrado. A medida inclui a proibição da comercialização, distribuição e utilização do medicamento, visando garantir a segurança dos pacientes.

    A decisão foi tomada depois que a própria fabricante, a farmacêutica União Química, comunicou a ocorrência às autoridades sanitárias e iniciou voluntariamente o processo de recolhimento do produto.

    Segundo a Anvisa, a determinação atinge o lote 2519879 do Polycid 500 UI, medicamento utilizado em aplicações injetáveis. O problema foi detectado em uma unidade íntegra e fechada, o que levou à adoção imediata de medidas preventivas para evitar possíveis riscos relacionados ao uso do produto.


    Além do antibiótico, a agência sanitária também anunciou a suspensão e o recolhimento de lotes de outros dois medicamentos após a identificação de desvios nos padrões de qualidade exigidos pela legislação brasileira.

    Entre os produtos afetados está o lote 24101854 do fosfato de clindamicina injetável, fabricado pela Hypofarma. De acordo com a Anvisa, foram constatadas alterações na coloração da solução, que apresentava aspecto amarelado, além da presença de partículas estranhas em frascos lacrados.

    Outro produto atingido pela medida é o lote 2513588 do soro fisiológico fabricado pela Equiplex. Embora a resolução publicada pela agência não detalhe o defeito identificado, o documento informa que o lote descumpre requisitos sanitários relacionados à qualidade, segurança e eficácia do medicamento.

    A Anvisa reforça que medicamentos devem seguir rigorosos padrões de fabricação e controle de qualidade para garantir a proteção dos pacientes e a eficácia dos tratamentos. Qualquer desvio identificado pode resultar em recolhimento imediato dos produtos.

    Em nota, a Hypofarma informou que está colaborando integralmente com os órgãos reguladores e adotando todas as providências necessárias dentro dos protocolos estabelecidos.

    Diante das determinações, a orientação é que pacientes, hospitais, clínicas, farmácias e distribuidoras verifiquem os números dos lotes dos medicamentos em estoque e suspendam imediatamente o uso caso possuam alguma das unidades afetadas.

    Em situações de dúvida, a recomendação é procurar orientação de profissionais de saúde ou entrar em contato diretamente com os fabricantes antes de utilizar qualquer medicamento pertencente aos lotes recolhidos.

  • Evento gratuito terá transmissão do jogo do Brasil e shows ao vivo no Centro de Manaus

    Torcedores poderão acompanhar a partida da Seleção Brasileira contra o Haiti em telão, além de curtir atrações musicais e programação especial nesta sexta-feira.

    Evento – Os torcedores amazonenses terão um ponto de encontro especial para acompanhar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026. Nesta sexta-feira (19), o Centro de Manaus receberá a Fan Fest da Copa do Mundo, evento gratuito que promete reunir esporte, música e entretenimento em uma grande celebração da paixão nacional pelo futebol.

    A programação terá início às 19h e contará com a transmissão ao vivo da partida entre Brasil e Haiti, válida pela segunda rodada da competição mundial. O confronto será exibido em um telão instalado especialmente para receber o público e criar o clima de arquibancada no coração da capital amazonense.

    Antes da bola rolar, os torcedores poderão curtir o show da banda Marrakesh, que abrirá a noite com um repertório recheado de axé e outros ritmos populares. A proposta é aquecer a torcida e transformar o espaço em uma grande festa verde e amarela.

    Durante o intervalo da partida, a animação ficará por conta da DJ Rafa Militão, que comandará a trilha sonora do evento e manterá o público envolvido enquanto acompanha o desempenho da Seleção Brasileira.

    O duelo acontece no Lincoln Financial Field, na cidade da Filadélfia, nos Estados Unidos, e é considerado fundamental para as pretensões do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo.

    Após o encerramento da partida, a programação continuará com o cantor Bernardo Nunes, que subirá ao palco para apresentar sucessos do arrocha e do sertanejo pop, encerrando a noite em clima de comemoração.

    A condução do evento ficará sob responsabilidade da apresentadora Suelen Gonzaga, que fará a interação com os torcedores ao longo da programação, promovendo dinâmicas e participações especiais.

    Com entrada gratuita, a Fan Fest se apresenta como uma opção para quem deseja viver a emoção da Copa do Mundo em um ambiente festivo, cercado por outros apaixonados por futebol. A programação seguirá até as 23h30, reunindo música, entretenimento e a expectativa por mais uma atuação da Seleção Brasileira no maior torneio de futebol do planeta.

  • Luto no Vale do Paraíba: morre aos 38 anos a ‘Chiquinha de Taubaté’, querida por gerações

    Ana Cláudia Barrios ficou conhecida por interpretar uma versão da personagem inspirada em Chaves e também atuava em projetos sociais e culturais na região.

    Brasil – A região do Vale do Paraíba amanheceu de luto com a notícia da morte de Ana Cláudia Barrios, conhecida popularmente como “Chiquinha de Taubaté”. A artista faleceu aos 38 anos em São José dos Campos, no interior de São Paulo. A informação foi confirmada na quarta-feira (17) pelo Instituto Visão Solidária, entidade onde ela desenvolvia trabalhos sociais.

    Em nota publicada nas redes sociais, a instituição lamentou profundamente a perda da colaboradora e prestou solidariedade aos familiares, amigos e admiradores.

    A causa da morte não foi divulgada.

    Ana Cláudia conquistou reconhecimento regional ao interpretar uma personagem inspirada na icônica Chiquinha, do seriado mexicano Chaves. Com roupas características, tranças e o jeito irreverente que remetia à personagem original, ela participava de festas infantis, eventos culturais, apresentações beneficentes e diversas ações comunitárias.

    Ao longo dos anos, a “Chiquinha de Taubaté” tornou-se uma figura bastante conhecida na região, especialmente entre crianças e famílias que acompanhavam suas apresentações. Seu trabalho ajudou a levar entretenimento e alegria para inúmeros eventos, consolidando sua popularidade em várias cidades do Vale do Paraíba.

    Além da atuação artística, Ana Cláudia também construiu uma trajetória ligada à comunicação. Ela trabalhou como produtora na TV Cidade Taubaté, participando de iniciativas voltadas à valorização da cultura local e de projetos de interesse comunitário.

    Nos últimos anos, passou a integrar a equipe do Instituto Visão Solidária, onde ampliou sua atuação em ações sociais voltadas ao atendimento e apoio de pessoas em situação de vulnerabilidade.

    A morte da artista gerou forte comoção nas redes sociais. Amigos, colegas de trabalho e admiradores compartilharam mensagens de despedida, destacando seu carisma, dedicação ao próximo e a alegria que transmitia durante suas apresentações.

    O velório foi realizado no Memorial Sagrada Família, em Taubaté, reunindo familiares, amigos e pessoas que acompanharam sua trajetória ao longo dos anos.

    Lembrada por seu sorriso, sua energia e pelo carinho demonstrado com o público, Ana Cláudia deixa um legado marcado pela arte, pela solidariedade e pela contribuição à cultura popular da região.

  • Borracheiro é executado dentro da própria oficina com tiros na cabeça em Manaus

    Crime ocorreu durante a madrugada no bairro Adrianópolis; polícia investiga se homicídio tem relação com disputa por terreno onde a vítima vivia e trabalhava.

    Polícia – O borracheiro Fabrício da Silva Brandão, de 32 anos, foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (19) dentro da oficina onde trabalhava e morava, localizada na rua Belo Horizonte, no bairro Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus. A vítima foi atingida por quatro disparos na cabeça, em um crime que está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

    Segundo informações preliminares, a execução ocorreu durante a madrugada. A esposa de Fabrício relatou que ouviu barulhos semelhantes a tiros, mas não imaginou que os disparos haviam ocorrido dentro do imóvel. Após ouvir os estampidos, ela retornou ao quarto para cuidar do filho pequeno.

    O crime só foi descoberto por volta das 6h, quando a mulher entrou na oficina e encontrou o marido caído e sem sinais vitais. A cena causou grande comoção entre familiares e moradores da região.

    De acordo com as primeiras linhas de investigação, a polícia apura a possibilidade de o assassinato estar relacionado a uma disputa envolvendo o terreno onde a vítima residia e mantinha o estabelecimento comercial. No entanto, outras hipóteses também estão sendo analisadas pelos investigadores.

    Equipes da Polícia Civil estiveram no local para realizar os levantamentos iniciais e coletar informações que possam ajudar na identificação dos autores do crime. O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para fazer a remoção do corpo.

    A DEHS segue investigando o caso e busca esclarecer a motivação da execução, bem como identificar os responsáveis pelo homicídio.

    Por jornalista Lília Marques

  • Sintomas da doença falciforme vão além da anemia; saiba mais

    Doença hereditária e genética pode causar dores intensas.

    Saúde – Genética e hereditária, a doença falciforme é mais abrangente que uma anemia, nome pela qual ela costuma ser conhecida. Em entrevista, a hematologista Marimília Pita esclareceu esse e outros mitos sobre essa condição de saúde, que afeta até 100 mil brasileiros, segundo estimativa do Ministério da Saúde.

    “Todo doente falciforme é anêmico. A doença falciforme é uma doença sistêmica que afeta todos os órgãos. Ela é genética, hereditária e passada de pais para filhos”, resumiu a médica.

    Criadora da organização não governamental (ONG) Lua Vermelha, que conscientiza a sociedade sobre a doença falciforme, Marimília Pita também é oncohematologista pediátrica e fundadora do Comitê de Hematologia Pediátrica da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).

    Neste dia 19 de junho, celebra-se o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme. A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para dar visibilidade a essa condição genética, reduzir o preconceito e melhorar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento.

    Hemácias em forma de foice

    A anemia é o primeiro grande sintoma dessa doença que costuma ser diagnosticado. Isso ocorre porque o que causa essa condição de saúde é uma alteração nas hemácias, também conhecidas como glóbulos vermelhos, que são as células sanguíneas responsáveis por levar o oxigênio aos tecidos.

    Em uma pessoa que apresenta essa condição genética, a hemácia perde o seu formato natural, semelhante ao de um grão de feijão, e assume uma aparência mais alongada, parecida com uma foice. Daí o nome falciforme, que significa forma de foice.

    “Como essa célula é muito comprida, ela não dura a mesma quantidade de dias que uma célula normal, que dura 120 dias. Na doença falciforme, ela se quebra com 20 dias, 30 e até 80 dias. Então, o paciente está sempre com anemia”.

    Além disso, a hemácia comprida é rígida e, quando ela se quebra, entope os vasos sanguíneos, enquanto a hemácia normal é superflexível e leva oxigênio para todos os microvasos do indivíduo.

    Ao longo da vida, esse paciente passa a sofrer as consequências de as hemácias com esse formato não chegarem a todos os tecidos, ocasionando “microinfartos” que podem atingir desde membros até órgãos, como o coração e os olhos.

    “Aquela área fica sem sangue, ela não respira, fica infartada, e a função do órgão vai diminuindo. Isso significa que, à medida que o paciente vai crescendo, ele se torna um indivíduo cardiopata, pneumopata, nefropata e, assim, sucessivamente”.

    Teste do pezinho

    O diagnóstico da doença falciforme, entretanto, pode se dar antes disso. Há 25 anos, o Ministério da Saúde incluiu uma pesquisa de hemoglobina capaz de detectá-la no Teste do Pezinho, exame obrigatório e gratuito para bebês recém-nascidos.

    O diagnóstico precoce, ainda na maternidade, torna a evolução do paciente bem mais tranquila, segundo a hematologista. Entre os principais ganhos está a prevenção de infecções, uma das principais causas de morte entre esses pacientes antes dos 7 anos de idade.

    Na maior parte dos casos, a doença não tem cura, mas pode ser acompanhada e ter seus sintomas atenuados com tratamento médico. Em alguns casos, é possível um tratamento curativo por meio do transplante de medula, quando o paciente atende aos critérios de elegibilidade e encontra um doador compatível.

    Dor intensa

    Outro sintoma comum da doença falciforme é a ocorrência de crises de dor intensa. Esse quadro é causado pela obstrução de pequenos vasos sanguíneos pelos glóbulos vermelhos em forma de foice.

    A dor é mais frequente nos ossos e nas articulações, podendo, porém, atingir qualquer parte do corpo. Nas crianças pequenas, as crises de dor podem acometer pequenos vasos sanguíneos das mãos e dos pés, causando inchaço e vermelhidão no local, além de dor.

    Essas dores podem ser tão intensas que muitos pacientes têm de ser internados em unidades de terapia intensiva (UTI), para que possam receber morfina, conta a hematologista. Ela lamenta que, muitas vezes, os profissionais de saúde não estão preparados para lidar com esse quadro de dor aguda.

    A médica representa o Brasil em um grande estudo internacional com 2 mil doentes, dos quais 260 eram brasileiros. Nesse estudo, só 34% dos pacientes do Brasil receberam morfina durante crises de dor, enquanto, nos Estados Unidos, são 98% e, no Canadá, 99%.

    “O paciente sofre com isso. E, ao longo do tempo, ele vai piorando clinicamente. E o pior de tudo isso é que esse paciente, na maioria das vezes, é considerado um adicto [dependente químico]. Porque ele chega no pronto-socorro uivando de dor e pedindo, pelo amor de Deus, uma morfina”.

    Racismo

    Entre todos os desafios enfrentados pelos pacientes com doença falciforme, Marimília destaca um que vem de fora do corpo dos pacientes: o racismo estrutural. A doença é mais frequente na população negra, porque a mutação genética que causa o quadro teria sido originada no continente africano, explicou a médica.

    “Então, acontece a questão do racismo, porque é uma doença hematológica, crônica, que mata, e os pacientes são pobres. No Brasil, existe uma relação direta da raça negra com a condição socioeconômica do indivíduo”.

    A doença, porém, não é restrita ao continente africano nem exclusiva da população negra, principalmente em um país miscigenado como o Brasil. 

    “É uma doença mundial. Ela ocorre também na Índia, na Arábia, na Europa, nas Américas, na Austrália, no Caribe, em tudo que é lugar do mundo”, reforçou.

    Diagnóstico cedo

    Nilceia Alves Gomes da Silva descobriu que seu filho Agner Eduardo da Silva tinha a doença falciforme quando ele ia completar 2 anos. 

    “Começou com as crises que, até então, eu não sabia o que eram, com dores na mão, no pé, que ficavam inchados. Aí, eu levava ele no pronto-socorro, e os médicos falavam que era algum bicho que tinha mordido e coisas assim”, disse Nilceia.

    Somente quando pagou uma consulta em um médico particular, ela soube que havia a possibilidade de o filho ter doença falciforme, devido a todos os sintomas que estava apresentando. Ao saber da situação financeira de Nilceia, o médico encaminhou o caso para duas instituições gratuitas de São Paulo: a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital das Clínicas.

    “Ali, começou a nossa trajetória”, lembrou Nilceia, que viu o filho ser internado pela primeira vez aos 12 anos. Hoje, ele está com 47 anos e já foi hospitalizado cinco vezes com crises de doença falciforme.

    Apesar das dificuldades, Nilceia se orgulha do fato de os filhos terem estudado. Agner é advogado, casado e tem uma filha. 

    “Ele tem a doença até hoje, mas não é coitadinho. Tem que saber conviver com a doença, correr atrás dos seus direitos e viver”, afirmou Nilceia.

    Internações constantes

    Também paciente da hematologista Marimília, Lucas Henrique Gama Nascimento está atualmente com 35 anos de idade e nasceu com a doença falciforme. 

    “Você não entende direito que tem que ser um pouco diferente das outras crianças. Sempre tem aquela coisa de não faz isso, evita aquilo. E você tem que ir lidando com as limitações”, contou Lucas.

    Internações foram uma constante em sua vida, com fortes crises de dor. Ele destacou que a doença falciforme acarreta uma série de coisas não só físicas, mas também emocionais. 

    “Você não tem nenhuma segurança. Você está bem, mas não pode planejar muito. Às vezes, você planeja e é frustrado, porque acorda com dor”, contou ele, que teve apoio para superar esses problemas. “Graças a Deus, eu tive uma mãe que nunca fez disso um peso. Ela sempre me colocava para cima e falava: ‘Você pode, sim, você é igual às outras pessoas, você é forte’”.

    Ele comemora que, mesmo com as dificuldades, conseguiu ser a primeira pessoa da família a fazer uma faculdade federal, formando-se no curso de Tecnologia em Sistemas Eletrônicos Digitais, no Instituto Federal de São Paulo (IFSP).

    Lucas atuou na área por 12 anos e, atualmente, está afastado, por conta de uma sequela da doença falciforme ─ uma necrose no fêmur. Para receber uma prótese, como os médicos recomendam, ele precisa estar bem de saúde, mas, no momento, Lucas se recupera de um transplante de medula que não teve sucesso e aguarda para fazer a intervenção no osso da coxa.

    Casado e com dois filhos pequenos, de 1 e 4 anos, Lucas também é escritor. Ele publicou o livro Você tem um propósito, em que ajuda as pessoas a terem inteligência emocional e espiritual para superar dificuldades.


    Fonte e Foto: Agência Brasil