Senador chegou ao presídio dois dias após a transferência do ex-presidente, contestou a restrição e deixou o local após cerca de meia hora de impasse.
Política – O senador Magno Malta (PL-ES) tentou acessar o Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha, para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas foi impedido pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) por não apresentar autorização judicial. O episódio foi comunicado oficialmente ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
De acordo com a PMDF, a tentativa de visita ocorreu no dia 17 de janeiro, apenas dois dias após Bolsonaro ter sido transferido para a unidade prisional por determinação do STF. Logo na chegada, o senador foi informado de que seu nome não constava na lista de visitantes autorizados pela Justiça, o que inviabilizava o ingresso no presídio.
Os policiais explicaram que, conforme as regras impostas pelo Supremo, apenas familiares previamente cadastrados e com autorização expressa podem realizar visitas regulares ao ex-presidente. Parlamentares, autoridades ou terceiros precisam de aval judicial específico. Mesmo após a orientação, Magno Malta teria questionado a decisão.
Segundo o registro encaminhado ao STF, após ser barrado na entrada da Papudinha, o senador solicitou permissão para realizar uma oração nas dependências do 19º Batalhão da Polícia Militar (19º BPM), que integra o complexo de segurança da região. O pedido também foi negado pelos agentes responsáveis.
O impasse entre Malta e os policiais durou cerca de 30 minutos. Após novas explicações sobre as restrições impostas pela Corte e as medidas cautelares em vigor, o senador reconheceu a impossibilidade da visita e deixou o local sem registro de confronto ou incidentes.
Bolsonaro preso na Papudinha
Jair Bolsonaro está detido na Papudinha desde o dia 15 de janeiro de 2026, após transferência da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, por ordem do ministro Alexandre de Moraes. A decisão do STF prevê acompanhamento médico contínuo ao ex-presidente.
Por determinação da Corte, uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) permanece de prontidão 24 horas por dia na unidade. A estrutura é uma Unidade de Suporte Intermediário (USI), equipada com equipe médica completa da Secretaria de Saúde, que atua em regime de revezamento.
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