Justiça de Wisconsin apontou grave quebra de confiança e destacou vulnerabilidade da vítima, que participava de programa contra dependência química.
Mundo – Uma enfermeira foi condenada no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, após manter relações sexuais repetidas com um paciente em tratamento contra dependência química e, posteriormente, acusá-lo falsamente de agressão sexual. A Justiça considerou que houve quebra grave de ética profissional e abuso de confiança.
Melissa Knutson trabalhava em 2022 no Tribunal de Drogas do Condado de Monroe County, onde acompanhava pessoas inseridas em programas de reabilitação por determinação judicial. Entre suas atribuições estava a aplicação do medicamento Vivitrol, utilizado no tratamento contra dependência de álcool e opioides.
Segundo os promotores, a relação entre a enfermeira e um dos pacientes ocorreu diversas vezes durante o período de acompanhamento. O caso veio à tona após autoridades receberem alertas sobre o comportamento da profissional.
Ao ser questionada, Melissa afirmou inicialmente que havia sido vítima de agressão sexual por parte do paciente. No entanto, durante a investigação, a análise de mensagens de celular e outras provas indicou que o relacionamento havia sido iniciado por ela. As evidências também mostraram que a enfermeira pretendia negar o envolvimento caso a situação fosse descoberta.
Posteriormente, durante o processo judicial, Melissa admitiu ter inventado a acusação para tentar evitar consequências profissionais e criminais.
De acordo com a promotoria, quando confrontado com a denúncia, o paciente optou por permanecer em silêncio por receio de prejudicar a enfermeira ou causar impactos negativos à família dela.
O promotor distrital Kevin Croninger afirmou que a conduta representou uma violação séria da confiança no sistema de saúde e no programa de reabilitação. Ele destacou ainda que o paciente estava em condição de vulnerabilidade por participar de tratamento contra dependência química.
Melissa Knutson foi condenada a um ano e meio de prisão. Após cumprir a pena, ela deverá permanecer por dois anos sob supervisão judicial.
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