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  • Polícia prende mais dois suspeitos de fraude em cartões de meia-passagem em Manaus

    Prisões fazem parte da Operação Meia Verdade, que investiga um esquema de cadastros falsos no sistema do transporte público para liberar o benefício de forma irregular.

    Policial  – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu mais dois suspeitos de integrar um grupo criminoso que fraudava cartões de meia-passagem em Manaus. A ação faz parte da Operação Meia Verdade, que investiga o uso de cadastros falsos para liberar o benefício no transporte público.

    De acordo com a investigação, os criminosos criavam empresas e escolas fictícias para cadastrar pessoas sem direito ao benefício. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) calcula prejuízo de cerca de R$ 4 milhões por ano.

    Na primeira fase da operação, realizada em 15 de janeiro, quatro pessoas foram presas. Dias depois, em 19 de janeiro, um casal apontado como mentor do esquema também foi detido.

    De acordo com as investigações, o golpe começava no cadastro de supostos estudantes no sistema público. Em muitos casos, as inscrições estavam ligadas a escolas inexistentes, que anunciavam a venda do benefício nas redes sociais.

    Ainda segundo o Sinetram, o impacto pode ser maior. “O grupo causou um impacto de cerca de R$ 6 milhões no pagamento de subsídios, que acabam sendo arcados pela população”, afirmou o gerente de operações Tarcío Marques

    Os investigados devem responder por associação criminosa, estelionato e inserção de dados falsos em sistemas de informação.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Caminhada de conscientização e enfrentamento à tuberculose, no Centro de Manaus

    Ação integra data mundial de combate à doença, celebrada nesta última terça-feira (24/03)

    Saúde – O Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), promoveu, na manhã desta terça-feira (24/03), uma caminhada alusiva ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose, no Centro de Manaus. A passeata iniciou as suas atividades na Praça Heliodoro Balbi e seguiu até o Teatro Amazonas.

    Reunindo gestores, profissionais de saúde, educação e sociedade civil, a ação teve como objetivo ampliar a visibilidade da doença, que ainda representa um importante desafio de saúde pública, e reforçar a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, enfatizou a importância do Estado na luta contra a tuberculose, lembrando que pacientes diagnosticados, bem como seus familiares, precisam ser acompanhados pelas unidades de saúde. “É uma data que traz a questão de toda a mobilização, toda a sociedade sensibilizada para a questão deste agravo, que é um agravo sério, mas que tem cura, tuberculose tem cura, desde que você consiga ter o diagnóstico precoce. O tratamento dura em média seis meses e é preciso completá-lo”, afirmou.

    Tatyana destacou, ainda, o papel da FVS-RCP no enfrentamento à doença. “Um dos escopos de trabalho da Fundação de Vigilância em Saúde é o Programa Estadual de Controle da Tuberculose. Então, todas as ações estratégicas para o enfrentamento da doença são sob a coordenação da FVS-RCP, tanto do eixo prevenção, diagnóstico e tratamento”.

    Segundo o coordenador do Comitê de Controle da Tuberculose do Amazonas, Euclides de Souza, a mobilização dos diversos setores da sociedade é de extrema relevância para o combate à doença. “O importante para nós, nesse 24 de março, é chamar a atenção da população de Manaus, do Amazonas e do Brasil para que a tuberculose está aí e nós, do âmbito social, sabemos que o serviço está à disposição de qualquer pessoa que procure uma unidade de saúde, para que a gente possa fazer o diagnóstico, fazer o tratamento e para que a pessoa não venha abandoná-lo”, ressaltou.

    Vacinação      

    Em 2025, o Amazonas registrou 4.519 casos novos e 281 óbitos. Embora ainda represente um desafio de saúde pública, observa-se desaceleração no aumento dos casos, reflexo da ampliação do diagnóstico e das ações de prevenção do Governo do Estado.

    Entre os avanços, destacam-se a descentralização do teste rápido molecular no interior, a ampliação do diagnóstico da infecção latente e o fortalecimento do tratamento preventivo, que cresceu cerca de 470% entre pessoas vivendo com HIV, no interior.

    Para seguir reduzindo esses índices, a FVS-RCP dispõe, como uma das frentes de atuação, a vacinação. “Nós temos a vacina BCG, que previne as crianças das formas graves da doença. Ela está disponível no Sistema Único de Saúde e é realizada logo ao nascer, então, está disponível nas maternidades e pode ser feita até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. Então, verifique as carteiras da sua criança”, ressaltou a coordenadora do Programa Estadual do Controle da Tuberculose, Lara Bezerra.

    “Outra forma de prevenção é o diagnóstico precoce. São aquelas pessoas que têm sinais e sintomas da doença, para procurar a unidade de saúde mais próxima ser diagnosticada e realizar o tratamento. Além do diagnóstico precoce e tratamento oportuno, nós temos também o tratamento preventivo da tuberculose. A gente tem disponível regimes encurtados, ou seja, de três meses de tratamento, com doses semanais que reduzem até 90% o risco de adoecer por tuberculose no futuro”, acrescentou a coordenadora.

    Educação  

    A professora do magistério superior da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Mariana Brasil, esteve presente na caminhada e falou sobre a importância do tema na área educacional. “A tuberculose é uma doença endêmica aqui no Estado do Amazonas e no Brasil. Então, a importância [da tuberculose] está envolvida em vários âmbitos e é importante a gente estudar. A Ufam, em particular, está envolvida na extensão, na pesquisa e também, ali, na comunidade acadêmica no ensino. Através da informação, a gente consegue prevenir”, pontuou Mariana.

    Aluno do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Professor Francisco Albuquerque, Lohan Sampaio, de 17 anos, avaliou como positiva a iniciativa da FVS-RCP. “É sempre muito bom ficar atento sobre essas doenças, porque elas são silenciosas, só aparece uma tosse. (…) Mas é sempre bom fazer exame, ir no posto [de saúde], como a moça falou, fazer o exame do escarro, porque muitas vezes a tuberculose não aparece e só vai ver quando ela está grave”, finalizou.

    Sobre a data

    A mobilização desta terça-feira integra o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, celebrado em 24 de março, reforçando que a doença tem cura e que o diagnóstico e o tratamento são gratuitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    Fonte: Tiago Corrêa/Secom

  • O que acontece quando um clone é clonado repetidas vezes? Ciência finalmente tem a resposta

    Pesquisa de 20 anos indica que mutações no DNA se acumulam ao longo das gerações e reduzem a taxa de nascimento; reprodução sexual ajuda a “corrigir” esses erros. Entenda mais.

    Curiosidade – Uma dúvida antiga da ciência acaba de ganhar uma resposta mais clara: afinal, até onde dá para ir clonando um animal repetidamente?

    Um estudo publicado nesta terça-feira (24) na prestigiada revista científica “Nature Communications” mostra que esse processo tem limite, pelo menos em pequenos mamíferos roedores.

    Ao acompanhar camundongos clonados ao longo de 20 anos, pesquisadores japoneses descobriram que a clonagem sucessiva NÃO pode ser mantida indefinidamente em mamíferos

    Na prática, segundo o estudo, os clones continuam parecidos e até vivem normalmente por um bom tempo. Mas, aos poucos, algo sempre começa a dar errado

    O estudo produziu mais de 1.200 camundongos clonados a partir de um único animal doador ao longo das duas décadas.

    E a sua descoberta central é que essas mutações genéticas de grande escala se acumulam progressivamente a cada geração de clonagem, até um ponto em que os animais simplesmente deixam de nascer vivos.

    Embora cada mutação tenha pouco ou nenhum efeito no animal adulto, acreditamos que o acúmulo dessas mutações acabou ultrapassando um limite, levando à incapacidade de reprodução”.

    Como o experimento funcionou

    O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Yamanashi, no Japão.

    O grupo começou os experimentos em janeiro de 2005 com uma única camundonga doadora e foi clonando os animais sucessivamente, geração após geração, por quase duas décadas.

    A técnica usada se chama transferência nuclear de células somáticas.

    Nesse processo, o núcleo de uma célula comum do corpo (aquela que carrega o DNA) é retirado e inserido em um óvulo esvaziado. Esse óvulo reconstituído é então implantado no útero de uma fêmea receptora, que leva a gravidez até o fim.

     A cada nova geração, as células dos clones mais recentes eram usadas para gerar a geração seguinte.

    Nas primeiras gerações, tudo parecia correr bem. Os camundongos nasciam com peso normal, viviam em média dois anos (tempo esperado para a espécie) e a taxa de sucesso da clonagem chegou a 15,5% na 26ª geração.

    Por isso, os pesquisadores chegaram a acreditar, em um primeiro momento, que o processo poderia continuar indefinidamente.

    Contudo, a partir da 27ª geração, a taxa de nascimentos começou a cair. Na 57ª geração, apenas 2,2% dos embriões transferidos resultavam em filhotes vivos.

    Já na 58ª geração, todos os camundongos que nasceram morreram no dia seguinte.

    Para entender por quê, a equipe fez sequenciamento completo do genoma de animais de diferentes gerações, uma leitura detalhada de todo o material genético dos clones.

    O resultado mostrou que o problema não estava em erros na forma como os genes eram ativados ou silenciados, mas no DNA em si.

    Fonte: G1

  • Caso Djidja: Justiça nega novo pedido de revogação de prisão preventiva da mãe e irmão de ex-sinhazinha

    Segundo os advogados, o tempo de prisão é excessivo, principalmente após anulação de uma condenação anterior, o que teria prolongado o processo sem responsabilidade da defesa.

    Policial – A desembargadora Luiza Cristina Nascimento da Costa Marques, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), negou no dia 13 de março de 2026 novos pedidos liminares de habeas corpus para Cleusimar de Jesus Cardoso e Ademar Farias Cardoso Neto, mãe e irmão da ex-sinhazinha Djidja Cardoso, encontrada morta em Manaus em 2024. Eles estão presos desde 2024, após a morte de Djidja em Manaus.

    Os acusados foram denunciados por captar, distribuir e usar de forma indiscriminada a substância alucinógena cetamina, de uso veterinário, também conhecida como ketamina. O caso passou a ser investigado depois da morte de Djidja, ex-sinhazinha do Boi Garantido.

    A defesa alega que os réus estão presos há 617 dias por suspeita de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Segundo os advogados, o tempo de prisão é excessivo, principalmente após anulação de uma condenação anterior, o que teria prolongado o processo sem responsabilidade da defesa.

    A defesa também diz que as prisões se mantêm apenas por justificativas genéricas, como a gravidade do crime, sem fatos concretos. Os advogados afirmam ainda que a fase de produção de provas já terminou e que não há risco de interferência no processo.

    A defesa pediu a revogação das prisões preventivas ou a substituição por medidas cautelares, como monitoramento ou outras restrições.

    Ao analisar o pedido, a desembargadora afirmou que decisões liminares em habeas corpus são excepcionais e só devem ser concedidas quando há indícios claros de ilegalidade. Segundo ela, neste momento inicial, não há elementos suficientes que justifiquem a soltura imediata.

    Com a decisão, os pedidos liminares foram negados. O caso ainda será analisado pelo colegiado do tribunal, após a coleta de informações da primeira instância e manifestação do Ministério Público.

    O mérito dos habeas corpus ainda não foi julgado.

    A empresária e ex-sinhazinha do Boi Garantido no Festival de Parintins, Djidja Cardoso, foi encontrada morta no dia 28 de maio de 2024 dentro de casa, em Manaus. O caso ganhou repercussão nacional por envolver drogas, religião e crimes como tráfico e associação para o tráfico, resultando em condenações pela Justiça.

    Meses antes da morte, Djidja revelou que enfrentava um quadro de depressão. No dia 3 de fevereiro, quando completou 32 anos, ela publicou um vídeo nas redes sociais comemorando a data com amigos e familiares, no qual compartilhou a informação: “Só tenho a agradecer, principalmente por ter passado e superado esses meses doente (depressão, gastrite, etc)”.

    Djidja Cardoso tinha 32 anos quando foi encontrada morta. Entre 2016 e 2020, encantou os torcedores do Garantido ao representar a sinhazinha da fazenda, personagem filha do dono da fazenda, que representa a história branca dentro do auto do boi no Festival Folclórico de Parintins.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Vídeo mostra motorista fugindo sem pagar após abastecer carro em Manaus

    Câmeras de segurança do estabelecimento registraram a ação que ocorreu em um posto de combustíveis na Avenida Djalma Batista, no bairro Chapada.

    Manaus – Um motorista fugiu sem pagar após abastecer o carro em um posto de combustíveis na Avenida Djalma Batista, no bairro Chapada, zona centro-sul de Manaus, na manhã de terça-feira (23). A ação foi registrada por câmeras de segurança e o vídeo circula nas redes sociais.

    As imagens mostram o momento em que o frentista termina o abastecimento do veículo. No momento em que ele se vira para guardar a mangueira, o motorista acelera e sai sem pagar.

    Ao perceber a fuga, o frentista ainda tenta acenar para o veículo, mas não consegue impedir a saída do motorista.

    O posto informou que deve registrar um boletim de ocorrência junto à polícia para apurar o caso.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Precisão no diagnóstico: FVS-RCP capacita profissionais para enfrentar a leishmaniose

    Treinamento fortalece a vigilância e amplia o acesso ao diagnóstico em municípios prioritários do Amazonas

    Saúde – Para ampliar o acesso ao diagnóstico da leishmaniose, especialmente em municípios com maior dificuldade, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) inicia, nesta segunda-feira (23/03), treinamento em diagnóstico laboratorial da doença, na sede do órgão, na zona oeste de Manaus.

    Com programação presencial até sexta-feira (27/03), a capacitação reúne atividades teóricas e práticas, com a participação de profissionais de Juruá, Alvarães, Benjamin Constant, Iranduba, Manaquiri, Anamã, Jutaí e Careiro da Várzea.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca o direcionamento estratégico da ação. “O Amazonas apresenta desafios geográficos e operacionais que impactam a identificação precoce da doença e o acesso aos serviços laboratoriais. Por isso, investir na qualificação é fundamental para ampliar a resposta nos territórios”, afirmou.

    Segundo o diretor de Vigilância Epidemiológica, Alexsandro Melo, o treinamento abrange todas as etapas do diagnóstico. “Os participantes são capacitados em biossegurança, coleta e preparo de amostras, coloração de lâminas, manuseio de microscópios e leitura diagnóstica, fortalecendo a atuação técnica nos municípios”, explicou.

    Descentralização do serviço

    A iniciativa contribui para descentralizar o diagnóstico da leishmaniose, ampliando a capacidade de resposta local, reduzindo o tempo para confirmação dos casos e agilizando o início do tratamento.

    Para o enfermeiro do Departamento de Vigilância Epidemiológica (DVE), Diego Queiroz, a capacitação tem impacto direto na assistência. “Com o diagnóstico mais rápido, conseguimos iniciar o tratamento de forma oportuna e adequada no Sistema Único de Saúde”, destacou.

    A biomédica do Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), Lisele Martins, reforça o ganho para a rede laboratorial. “Com profissionais mais qualificados, melhoramos a qualidade das amostras, reduzimos inconsistências e damos mais agilidade à liberação dos resultados”, afirmou.

    A FVS-RCP destaca que o fortalecimento da vigilância epidemiológica, aliado à qualificação das equipes, amplia a capacidade de enfrentamento da leishmaniose no estado.

    Fonte: Maíra Pessoa/ FVS-RCP 

  • Lollapalooza 2026: fãs enfrentam calor, filas, espera e busca por lugar na sombra no 1º dia de festival

    Público enfrenta calor, filas e horas de espera no Autódromo de Interlagos no primeiro dia do Lollapalooza 2026, enquanto se prepara para maratona de shows que tem Sabrina Carpenter como principal atração da noite.

    Geral – O Lollapalooza 2026 começou nesta sexta-feira (20), em São Paulo, com portões abertos às 11h e milhares de fãs já ocupando o Autódromo de Interlagos desde as primeiras horas do dia. Em meio ao calor, filas e ansiedade, o público encara uma verdadeira maratona até os shows mais aguardados da noite — com direito a perrengue, estratégia e muita expectativa.

    Logo cedo, antes mesmo da abertura, já havia gente esperando para garantir um bom lugar perto dos palcos. Ao longo da manhã, o sol de 27 ºC virou um dos principais desafios para quem decidiu chegar cedo. Mas para quem ainda não chegou, a previsão é de chuva durante o meio da tarde.

    Ainda do lado de fora, o público lidou com filas para entrada e revista. Depois, já dentro do autódromo, a disputa por sombra virou prioridade. Em um espaço amplo e com poucos pontos cobertos, grupos se apertavam debaixo de estruturas, tendas e até placas para fugir do sol direto.

    A estudante Raquel de Andrade, de 19 anos, veio especialmente para ver Sabrina Carpenter — a principal atração do dia. Mesmo tendo chegado por volta de 10h30, ela já se preparava para enfrentar horas até o show, previsto para a noite.

    Trouxemos bastante comida, porque o importante é não passar mal. A gente vai se manter hidratada e respeitar o nosso corpo, parar, descansar um pouco. Não compensa ficar direto no calor até a noite”, contou, enquanto se abrigada em uma sombra atrás de uma estrutura montada distante do palco.

    A estratégia é comum entre fãs mais experientes: intercalar momentos de descanso com idas ao palco, garantir alimentação e fugir do sol sempre que possível. Ainda assim, o desgaste é inevitável. O trajeto entre palcos também exige fôlego, especialmente para quem quer assistir a vários shows.

    Raquel está no festival pela primeira vez — e não esconde que o motivo principal tem nome e sobrenome

    Próximo ao palco Palco Budweiser, onde Sabrina Carpenter sobe para cantar às 21h30, as três amigas Yasmin Elias, Celini Felix e Ingrid Rodrigues, que se conheceram na escola se reuniram especialmente para o festival.

    O grupo comprou ingressos ainda em agosto, na semana de abertura das vendas, já planejando viver os três dias de evento. Com o calor, elas improvisaram uma estrutura que lembra uma cabana. Para isso, usaram cangas amarradas ao gradil e presas com uma corda em volta dos pés.

    Nesta sexta, o line-up é um dos mais diversos do festival. Além de Sabrina Carpenter, nomes como Doechii — que faz sua estreia no Brasil — e a banda Deftones, que volta ao país após mais de uma década, estão entre os destaques.

    Também se apresentam Interpol, Blood Orange e o brasileiro Edson Gomes. Na música eletrônica, a curiosidade fica por conta de Shaquille O’Neal, que se apresenta como DJ Diesel, além do norueguês Kygo.

    Fonte: G1

  • Três vítimas do desabamento da Ponte JK seguem desaparecidas e famílias não foram indenizadas

    Novas imagens, divulgadas nas redes sociais, mostram o momento em que carros, caminhões e uma moto foram arremessados. O Dnit informou que não há previsão de quando indenizações serão pagas.

    Geral – Três vítimas do desabamento da Ponte JK, entre Tocantins e Maranhão, seguem desaparecidas. O colapso da estrutura aconteceu em dezembro de 2024 e as buscas seguiram até janeiro de 2025. Novas imagens, divulgadas nas redes sociais nesta quinta-feira (19), mostram o momento em que carros, caminhões e uma moto foram arremessados.

    O acidente aconteceu no dia 22 de dezembro de 2024, pouco antes das 15h. O vão central colapsou e derrubou parte da estrutura, levando diversos veículos para o fundo do Rio Tocantins. A tragédia deixou 14 mortos, três desaparecidos, e um ferido. Famílias ainda não foram indenizadas.

    As vítimas que seguem desaparecidas são:

    • Salmon Alves Santos, de 65 anos,
    • Felipe Giuvannuci Ribeiro, 10 anos
    • Gessimar Ferreira da Costa, de 38 anos

    Felipe viajava com os avós Salmon e Alessandra Ribeiro, que teve o corpo localizado pelas equipes de buscas.

    “A gente precisa fechar esse ciclo que a gente não fechou. A gente está nesta expectativa, nessa espera que é angustiante, que demora demais. A gente não sabe onde buscar, a quem recorrer. É muito difícil para a família”, disse Maristelia Alves Santos, irmã de Salmon, em entrevista à TV Anhanguera.

    g1 questionou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, a Marinha do Brasil e o Corpo de Bombeiros do Tocantins se novas buscas serão realizadas, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem.

    Em dezembro de 2025, a Marinha informou que as buscas pelas vítimas desaparecidas chegaram ao limite técnico-operacional no dia 29 de janeiro daquele ano, um mês após o desabamento.

    O Dnit informou que não há uma previsão de quando as indenizações serão pagas.

    “No momento, não é possível estabelecer uma previsão geral para o pagamento das indenizações. No caso das ações judiciais, eventuais pagamentos dependerão do regular andamento processual e ocorrerão por meio de requisições judiciais, como precatórios ou RPVs (Requisições de Pequeno Valor), após decisão definitiva

    Como foi o desabamento

    A Ponte JK tinha sido construída em 1960 e há anos era alvo de reclamações dos usuários. A última grande reforma da estrutura ocorreu entre 1998 e 2000. O laudo da Polícia Federal apontou que queda foi provocada pela deformação do vão central, causada pelo excesso de peso dos veículos.

    A ponte colapsou por volta das 14h50 do dia 22 de dezembro de 2024. No desabamento, caíram no Rio Tocantins três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões, sendo que dois deles carregavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e os outros dois levavam 22 mil litros de defensivos agrícolas.

    Antes da ponte cair, moradores do Tocantins e do Maranhão alertavam as autoridades sobre a situação da estrutura. A queda aconteceu no exato momento em que o vereador de Aguiarnópolis, Elias Júnior (Republicanos), filmava o local para denunciar os problemas da ponte.

    O que restou da ponte passou por uma implosão em fevereiro de 2025. Logo após o procedimento, as obras da nova estrutura que passa pela rodovia BR-226 começaram. A nova ponte foi inaugurada no dia 22 de dezembro de 2025.

    Advogada cobra providências

    A advogada Melissa Fachinello divulgou outros trechos das imagens que mostram o desabamento, registradas por câmeras de segurança de caminhões que afundaram no rio.

    Ela atua como advogada de empresas e de pescadores afetados, e afirmou que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) não iniciou as indenizações aos pescadores.

    “Uma tragédia que poderia ter sido evitada se houvesse cuidado, manutenção, fiscalização e responsabilidade. Que a memória desse dia nos lembre que vidas não podem ser tratadas com descaso, silêncio e irresponsabilidade. Respeito e indenização já”, desabafou.

    O Dnit afirmou que as demandas relacionadas às indenizações estão judicializadas e está em tratativas para realizar mutirões com foco na busca de soluções consensuais.

    O DNIT informa que as demandas relacionadas às indenizações decorrentes do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, ocorrido entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), em dezembro de 2024, encontram-se atualmente judicializadas.

    Há diversas ações em tramitação, ajuizadas por particulares, por entes públicos — como o Ministério Público — e por organizações da sociedade civil. Nessas demandas, são discutidos diferentes tipos de indenização, incluindo danos materiais, danos morais, lucros cessantes e eventuais danos ambientais.

    Nesse contexto, estão em tratativas, junto à Justiça Federal, iniciativas voltadas à realização de mutirões com foco na busca de soluções consensuais, com o objetivo de conferir maior celeridade e efetividade às respostas às famílias atingidas. Também há a possibilidade de celebração de acordos, observados os procedimentos e critérios estabelecidos na Portaria nº 498/AGU, a partir da análise de viabilidade jurídica e administrativa das propostas apresentadas pelas partes envolvidas.

    No momento, não é possível estabelecer uma previsão geral para o pagamento das indenizações. No caso das ações judiciais, eventuais pagamentos dependerão do regular andamento processual e ocorrerão por meio de requisições judiciais, como precatórios ou RPVs (Requisições de Pequeno Valor), após decisão definitiva.

    A condução das demandas judiciais envolve a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU), por meio do DNIT e dos órgãos de representação judicial da autarquia, em articulação com o DNIT e demais órgãos competentes.

    Fonte: G1

  • China restringe exportações de fertilizantes; país é um dos principais fornecedores do Brasil

    Produto chinês representou 11,5% das compras brasileiras em 2025, totalizando mais de US$ 93 milhões.

    Geral – A China está restringindo as exportações de fertilizantes para proteger seu mercado interno, segundo várias fontes do setor, informou a agência de notícias Reuters.

    A medida coloca pressão adicional sobre os mercados globais que já estão lutando contra a escassez causada pela guerra dos EUA e Israel contra o Irã.

    O país é o terceiro maior fornecedor de fertilizantes do Brasil. Segundo dados do Comexstat, plataforma do Ministério do Comércio Exterior, o país representou 11,5% das compras brasileiras em 2025, totalizando mais de US$ 93 milhões.

    O país também é importante para o restante do mundo. Seus embarques foram avaliados em mais de US$13 bilhões no ano passado.

    Apesar disso, a China já tem um histórico de controle das exportações para manter os preços baixos para os agricultores.

    As remessas pelo Estreito de Ormuz, bloqueado pela guerra, são responsáveis por cerca de um terço do suprimento por via marítima. Em meados de março, Pequim proibiu as exportações de misturas de fertilizantes de nitrogênio e potássio e de certas variedades de fosfato, disseram fontes à Reuters.

    A proibição, que não foi formalmente revelada, foi reportada no início desta semana pela Bloomberg News.

    Além das proibições existentes e das cotas de exportação de ureia, apenas alguns fertilizantes — principalmente o sulfato de amônio — podem ser exportados, disseram cinco fontes à Reuters.

    Isso significaria que cerca de metade das exportações da China no ano passado estão restritas, potencialmente até 40 milhões de toneladas, de acordo com uma estimativa da Reuters.

    “Esse padrão é consistente: a China restringe os suprimentos em vez de vir em socorro durante a escassez global”, disse Matthew Biggin, analista sênior de commodities da BMI à Reuters.

    As restrições de Pequim, como a medida tomada na semana passada de proibir as exportações de combustível refinado, ocorrem no momento em que os governos limitam as exportações de produtos cujos insumos foram ameaçados pela interrupção da guerra, agravando a escassez e os preços mais altos em todo o mundo.

    Os preços internacionais da ureia aumentaram cerca de 40% em relação aos níveis anteriores à guerra. Na China, os futuros da ureia estão próximos de uma máxima de 10 meses.

    Apesar disso, para os produtores brasileiros, esse encarecimento deve afetar apenas as safras que são plantadas a partir do segundo semestre, aponta Paulo Pavinato, professor associado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP)

    Isso ocorre porque o fertilizante usado agora já foi comprado. Nos Estados Unidos, a situação é diferente: os produtores ainda estão adquirindo o produto e podem sentir o impacto de forma imediata.

    Os fertilizantes são essenciais para o crescimento das plantas e o rendimento das colheitas. Os preços mais altos podem levar à redução do uso, ou os agricultores podem mudar para culturas que exijam menos fertilizantes.

    No ano passado, a China enviou ao Brasil, à Indonésia e à Tailândia cerca de um quinto de suas importações de fertilizantes, e esse número ficou em um terço para a Malásia e a Nova Zelândia, de acordo com dados do International Trade Centre. Para a Índia, foi cerca de 16%, de acordo com dados comerciais.

    Entre metade e 80% dessas exportações estão agora restritas, de acordo com uma análise da Reuters dos dados alfandegários chineses.

    “Compradores esperavam que a China interviesse e preenchesse a lacuna de fornecimento, mas essa decisão apenas restringirá ainda mais o fornecimento”, disse um funcionário de uma empresa de fertilizantes com sede em Nova Délhi, em referência às recentes restrições

    O funcionário da empresa não quis se identificar devido à sensibilidade do assunto.

    Na quarta-feira, as Filipinas disseram que a China havia garantido que as exportações de fertilizantes não seriam restringidas.

    Questionado sobre os comentários um dia depois, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China encaminhou a questão para outros departamentos.

    A Administração Geral de Alfândega da China, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e o Ministério do Comércio não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters.

    Em uma conferência sobre fertilizantes em Xangai na quarta-feira (18), cinco vendedores disseram que não esperavam que as proibições de fertilizantes fossem suspensas antes de agosto, após o período de pico de exportação da China, de junho a agosto.

    Os produtores estão atentos aos sinais do governo após o plantio da primavera para saber se as proibições poderiam ser estendidas.

    Fonte: G1

  • Justiça determina prisão de desembargador aposentado condenado por estuprar a própria neta no AM

    Segundo a decisão, pena deve ser cumprida em regime fechado. Rafael de Araújo Romano foi condenado pelo crime que, segundo a vítima, começou a ser praticado quando ela tinha 7 anos.

    Polícial – A Justiça do Amazonas determinou a expedição de mandado de prisão contra o desembargador aposentado Rafael de Araújo Romano, condenado a 47 anos de prisão por estuprar a própria neta. A decisão ocorreu na quarta-feira (18), após o trânsito em julgado da sentença, quando não há mais possibilidade de recurso, e marca o início do cumprimento da pena.

    De acordo com a decisão da 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes, a prisão deve ser cumprida em regime fechado. O documento também determina a comunicação a órgãos responsáveis pelo cumprimento da ordem, como a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), a Polinter e a Polícia Federal.

    Após a prisão, o desembargador aposentado deverá ser encaminhado ao sistema prisional, com a emissão da guia de execução penal. A decisão estabelece ainda que, caso o procedimento não tenha sido realizado, ele deverá passar pela coleta de material genético para inclusão em um banco de dados.

    A vítima será comunicada sobre o desfecho do processo e poderá buscar, na esfera cível, o recebimento da indenização fixada na sentença.

    Em relação à perda do cargo público e à possível cassação da aposentadoria, a Justiça informou que caberá aos órgãos competentes adotar as medidas necessárias, sendo determinada apenas a comunicação formal à Procuradoria-Geral do Estado.

    Entenda o caso

    Rafael Romano é avô paterno da vítima, que tinha 7 anos quando os abusos começaram, em 2009. As situações foram relatadas pela jovem em depoimento à Delegacia Especializada em Proteção à Crianças e Adolescentes (Depca). Os relatos foram incluídos na denúncia do Ministério Público do Amazonas.

    Segundo a vítima, o último caso ocorreu quando a menina já estava com 14 anos, em 2016. Na ocasião, ela disse que uma tia chegou a ver a situação, mas negou quando foi questionada sobre os abusos por “sentir vergonha”.

    O caso veio à tona depois que a mãe denunciou o crime ao Ministério Público, em 2018. Na época, ela relatou à Rede Amazônica que soube da situação pela própria filha. Ela disse que visitava uma amiga em um hospital quando a filha decidiu revelar a situação.

    Na época, a advogada publicou um texto nas redes sociais onde expõe a denúncia e chama o ex-sogro de “monstro horroroso” e “pedófilo”.

    Fonte: G1