Categoria: Política

  • Lula conversou com Messias após derrota no Senado e disse: “A vaga é sua”

    Segundo fontes, presidente sinalizou que não cederia a pressões e disse esperar momento certo para nova indicação ao STF.

    Política – O compromisso firmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com Jorge Messias, assegurando uma nova indicação para o STF (Supremo Tribunal Federal), foi sacramentado pouco depois da derrota histórica do advogado-geral da União no Senado.

    Lula sinalizou que não cederia a pressões do Congresso e afirmou que estava convencido de que fez a melhor escolha para a cadeira no Supremo.

    “A vaga é sua”, disse Lula a Messias, de acordo com relato de uma fonte próxima a ambos. Foi nessa mesma conversa que Lula pediu ao auxiliar que permanecesse no governo. Ao tranquilizar o amigo, Lula avisou que era apenas questão de encontrar o momento certo para uma nova nomeação.

    A decisão de Lula vem apesar de uma ala do governo e do PT defender que ele evite o desgaste na relação com o Legislativo. Esse grupo vinha insistindo que ele deveria indicar uma mulher para a vaga, para aliviar a resistência.

    Na direção contrária, os que defendem uma nova indicação de Messias afirmam que o presidente precisa demonstrar força perante o Congresso. A ideia é que a nova indicação seja feita somente em terreno firme, quando o Palácio do Planalto tiver certeza de que não correrá o risco de uma nova rejeição.

    O Planalto sabe que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), será peça-chave do processo. Uma possibilidade, segundo interlocutores de Messias, é que isso aconteça somente após as eleições, apostando em uma vitória de Lula.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Flávio Bolsonaro ataca uso de dinheiro público em ‘propaganda política’ e defende filme sobre Jair Bolsonaro

    Senador elogiou investimento privado de Daniel Vorcaro em produção sobre o ex-presidente e criticou recursos públicos destinados a eventos ligados ao governo Lula.

    Política – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o uso de verba pública para o que chamou de “propaganda política” ao defender o investimento do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no filme “Dark Horse”, produção que contará a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    A declaração foi feita nesta sexta-feira (15), durante evento em São Paulo que marcou o lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado.

    Flávio compara investimento privado e recursos públicos

    Durante o discurso, Flávio afirmou que há diferença entre produções financiadas pela iniciativa privada e projetos que utilizam dinheiro público.

    “Tem filme que é com dinheiro privado, tem filme que é com dinheiro público. Tem filme que, para fazer propaganda para os outros, toma dinheiro dos impostos do trabalhador”, declarou.

    O senador também citou áreas como saúde, educação e segurança pública ao defender que recursos governamentais deveriam ser destinados a serviços essenciais.

    Segundo ele, o investimento privado no longa sobre Bolsonaro não poderia ser comparado a iniciativas financiadas com recursos estatais.

    Críticas ao Carnaval e à Embratur

    Flávio Bolsonaro também criticou o apoio público a manifestações culturais que, segundo ele, favorecem politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    O parlamentar mencionou o samba-enredo da escola Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula no Carnaval de 2026.

    “Eu não posso bater na porta da Embratur e pedir dinheiro público para fazer desfile de escola de samba que é propaganda política antecipada para o Lula”, afirmou.

    Na fala, o senador ainda acusou o governo de utilizar recursos públicos para promover a imagem do presidente.

    Filme sobre Bolsonaro vira alvo de disputa política

    A produção “Dark Horse” ganhou repercussão após reportagem revelar negociações envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para financiamento do projeto cinematográfico sobre Jair Bolsonaro.

    Ao comentar o caso, o senador criticou o portal responsável pela publicação da matéria e classificou o veículo como formado por “pessoas muito suspeitas”.

    Flávio projeta disputa presidencial

    Durante o evento, Flávio Bolsonaro voltou a sinalizar pretensões para a disputa presidencial e afirmou acreditar em vitória da direita ainda no primeiro turno.

    O senador é apontado nos bastidores como um dos possíveis nomes do grupo bolsonarista para a corrida ao Palácio do Planalto em 2026.

  • PT fecha aliança com Omar Aziz para 2026 e lança Marcelo Ramos ao Senado no Amazonas

    Reunião da Executiva Estadual do partido selou apoio unânime ao senador na disputa pelo Governo do Estado e reforçou frente política ligada ao presidente Lula.

    Política – O Partido dos Trabalhadores (PT) no Amazonas oficializou na quinta-feira (14) uma aliança política com o senador Omar Aziz (PSD) mirando as eleições de 2026. A decisão foi consolidada durante reunião da Executiva Estadual da legenda, realizada na residência do parlamentar, em Manaus.

    Ao fim do encontro, o partido confirmou apoio unânime à pré-candidatura de Omar Aziz ao Governo do Amazonas e também definiu o ex-deputado federal Marcelo Ramos como pré-candidato ao Senado Federal.

    A movimentação fortalece o bloco político alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado e amplia a articulação da base governista para a disputa eleitoral do próximo ano.

    União do campo progressista



    Durante a reunião, lideranças estaduais e municipais do PT defenderam a construção de uma frente ampla no Amazonas, reunindo partidos e nomes ligados ao campo progressista.

    Nos bastidores, integrantes da legenda avaliam que a aproximação com Omar Aziz amplia o poder de articulação política do grupo e fortalece a estratégia eleitoral para enfrentar a disputa estadual de 2026.

    O encontro contou com a presença do deputado estadual Sinésio Campos, presidente estadual do PT, do presidente municipal da sigla, Valdemir Santana, do vereador Zé Ricardo, além de Anne Moura, Marcelo Ramos e outros dirigentes partidários.

    Marcelo Ramos ganha força para o Senado

    A definição do nome de Marcelo Ramos para a disputa ao Senado também foi tratada como peça estratégica dentro da composição majoritária.

    Ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados e aliado do governo Lula, Marcelo Ramos surge como um dos principais nomes do campo progressista no Amazonas para a corrida por uma vaga no Congresso Nacional.

    A presença dele na chapa é vista como tentativa de fortalecer a representatividade da base governista no Senado e ampliar a influência política do grupo no estado.

    Omar Aziz se consolida no cenário eleitoral

    Com o apoio oficial do PT, Omar Aziz amplia sua base de sustentação política e passa a reunir partidos ligados ao governo federal em torno de sua possível candidatura ao Governo do Amazonas.

    Nos bastidores políticos, a avaliação é de que o senador desponta como um dos nomes mais fortes da corrida eleitoral de 2026, especialmente após a consolidação do apoio petista.

    A articulação também sinaliza uma reorganização do cenário político amazonense, com partidos de esquerda e centro buscando união para a próxima disputa estadual.

  • PF muda comando de investigação sobre Lulinha e caso segue no STF

    Delegado responsável por apurações envolvendo supostas fraudes no INSS foi substituído; novos investigadores já foram apresentados ao ministro André Mendonça.

    Política – A Polícia Federal promoveu uma mudança no comando do inquérito que investiga supostas fraudes relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e que inclui um pedido de quebra de sigilo envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

    Os novos delegados responsáveis pelas apurações foram apresentados nesta sexta-feira (15) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo acompanhamento do caso na Corte.

    Pedido de quebra de sigilo permanece no inquérito

    O pedido de quebra de sigilo de Lulinha foi apresentado ainda durante a gestão do delegado anterior que conduzia as investigações. A medida integra uma série de diligências ligadas às suspeitas de irregularidades envolvendo benefícios e possíveis fraudes no INSS.

    O inquérito tramita sob sigilo, e até o momento a Polícia Federal não divulgou oficialmente os motivos da troca no comando da investigação.

    Novos delegados assumem apurações

    Com a substituição, os novos responsáveis devem dar continuidade às diligências já em andamento, incluindo análises documentais, depoimentos e demais medidas autorizadas no âmbito do processo.

    A troca acontece em meio à continuidade das investigações conduzidas pela PF e acompanhadas pelo Supremo Tribunal Federal.

    Caso segue sob supervisão do STF

    O ministro André Mendonça permanece responsável pela supervisão do inquérito no STF. A expectativa é que as investigações avancem nas próximas semanas com os novos delegados à frente do caso.

    Até agora, não houve divulgação pública sobre eventuais conclusões da apuração ou novas decisões judiciais relacionadas ao processo.

  • Ex-governador do RJ, Cláudio Castro é alvo de operação da PF

    Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, Operação Sem Refino apura lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo conglomerado do setor de combustíveis.

    Política – O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) foi alvo, nesta sexta-feira (15), da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A ação investiga possíveis fraudes fiscais da Refit, a primeira refinaria privada do RJ e a antiga Refinaria de Manguinhos.

    O dono da Refit, o empresário Ricardo Magro, também é alvo da PF nesta sexta.

    Agentes da Polícia Federal estiveram no apartamento de Castro, localizado na Barra da Tijuca, zona sudoeste do estado, para realizar as buscas e apreensões.

    De acordo com a corporação, a operação tem como objetivo apurar a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis acusado de utilizar a estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.

    A ação foi ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADPF das Favelas, que investiga a atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no RJ.

    “Na ação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal”, diz a PF.

    O portal procurou as defesas de Cláudio Castro e da empresa Refit, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria. O espaço segue aberto.

    Renúncia ao governo do RJ

    A operação da PF acontece em meio a polêmicas sobre quem está no comando do estado do RJ. Atualmente, o governador interino do Rio é o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça.

    Cláudio Castro renunciou ao cargo de chefe do Executivo carioca no dia 23 de março, um dia antes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) torná-lo inelegível por abuso de poder político e econômico.

    Com a inelegibilidade, Castro não poderá disputar eleições por oito anos, a contar do pleito de 2022. Desta forma, ele deve ficar impedido de concorrer até 2030.

    Julgamento no STF

    A crise política no Rio de Janeiro ainda aguarda um desfecho definitivo no STF. A Corte realiza um julgamento para definir a forma como o próximo governador oficial será escolhido.

    O TSE havia determinado a realização de eleições indiretas – quando os deputados estaduais escolhem o governador -. Contudo, no final de março, o ministro do STF Cristiano Zanin concedeu uma liminar suspendendo essa decisão, sob o argumento de que a renúncia de Cláudio Castro às vésperas de sua cassação foi uma “burla” à Justiça e que, pelas regras eleitorais, a população fluminense deveria escolher o novo governador por meio de eleições diretas.

    O julgamento dessa liminar pelo plenário do STF começou em abril, mas foi suspenso por um pedido de vista – mais tempo para análise – do ministro Flávio Dino.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Valor pedido por Flávio para filme de Bolsonaro supera o orçamento de vencedores do Oscar

    Senador negociou a quantia de R$ 134 milhões com o banqueiro; filmes como Anora, Parasita e Moonlight custaram menos e nenhum filme brasileiro jamais atingiu o valor.

    Política – O valor acertado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Daniel Vorcaro, ex-dono do banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, produção que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro e tem previsão de lançamento para 11 de setembro de 2026, supera o orçamento de filmes de grande filmes de Hollywood, incluindo vencedores recentes do Oscar de Melhor Longa Metragem. A cifra também é maior do que as de todos os filmes nacionais lançados até hoje.

    As mensagens indicam uma negociação na qual Vorcaro se comprometeu a repassar 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na época) para o financiamento de “Dark Horse”. As informações foram reveladas pelo site The Intercept Brasil. Ainda segundo a reportagem, cerca de R$ 61 milhões chegaram a ser repassados por Vorcaro ao longa.

    O valor supera por muito os orçamentos das produções nacionais “Ainda Estou Aqui”, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2024, e “O Agente Secreto”, indicado em 4 categorias na última cerimônia. O longa dirigido por Walter Salles custou cerca de R$ 45 milhões, enquanto o protagonizado por Wagner Moura teve orçamento de R$ 28 milhões.

    O dinheiro prometido por Vorcaro supera, inclusive, os orçamentos de três produções que levaram recentemente o Oscar de Melhor Longa Metragem: “Moonlight” (2016), custou cerca de US$ 1,5 milhão (R$ 14,3 milhões em valores corrigidos pela inflação; “Parasita” (2019), teve orçamento de cerca de US$ 11 milhões (R$ 91 milhões); já “Anora” (2024), teve custo de produção de US$ 6 milhões (R$ 32 milhões).

    Sound of Freedom, também protagonizado por Jim Caviezel e que fez sucesso com o público conservador teve orçamento de R$ 75 milhões, também em valores corrigidos.

    Em um comunicado divulgado à imprensa, Flávio defendeu a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o escândalo sobre o Master. “É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, escreveu.

    O presidenciável disse que conheceu Vorcaro em 2024, antes das revelações sobre o banco. “Quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”, acrescentou.

    Procurada pela reportagem, a defesa de Daniel Vorcaro disse que não vai se manifestar.

    Entenda

    Daniel Vorcaro trocou mensagens com o senador Flávio antes de ser preso tentando fugir do país em novembro de 2025. A informação foi divulgada pelo portal Intercept Brasil nesta quarta-feira (13).

    16 de novembro de 2025

    Daniel Vorcaro: — Fala, ‘irmãozão’. Estou na igreja, terminando, te chamo.

    Flávio Bolsonaro:  [manda duas imagens de visualização única, seguidas da mensagem] — Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abraços!

    Daniel Vorcaro: [manda uma imagem de visualização única]

    Flávio Bolsonaro: — Amém!

    Os documentos apontam que pelo menos 10 milhões de dólares haviam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis oportunidades para financiar o projeto. O envolvimento do banqueiro teria sido negociado diretamente com o pré-candidato, mas também teve outros intermediários com Eduardo Bolsonaro e Mario Frias, ambos do PL de São Paulo.

    Em setembro de 2025, Flávio e Vorcaro já mantinham contato direto, segundo o portal. Nesse período, os diálogos apontam encontros presenciais em São Paulo.

    24 de setembro de 2025

    Flávio Bolsonaro: [duas ligações de voz]

    Daniel Vorcaro: — Irmão, infelizmente vou precisar ficar em São Paulo amanhã. Poderíamos marcar terça no final do dia ou quarta a qualquer hora?

    Flávio Bolsonaro: — Fala, ‘mermão’, veja o que for melhor para você. Vou estar aqui a semana toda.

    Daniel Vorcaro: — Quarta, 14:30?

    Flávio Bolsonaro: [ligação de voz]

    Em outubro, os dois discutem a produção do filme, quando Flávio afirma estar “no limite”. Eles também marcam um encontro na casa do banqueiro, com a presença do ator Jim Caviezel e do diretor Cyrus Nowrasteh, em 2 de novembro. A tentativa de venda do Master para o Banco de Brasília coincidiu com o financiamento do filme.

    Ao longo do segundo semestre de 2025, a pressão financeira sobre Vorcaro aumentou e Flávio começou a interagir mais com o banqueiro.

    22 de outubro de 2025

    Flávio Bolsonaro: — Bom dia, ‘mermão’. Já estamos no terceiro dia de gravação. Estamos no limite. Mais uma vez, com toda a liberdade que temos, se não me fala, que procuro urgente outro caminho.

    Daniel Vorcaro: — Deixa comigo, irmão, vou ver agora.

    Flávio Bolsonaro: [figurinha enviada] — Topa jantar com o Jim Caviezel e o Cyrus em São Paulo no dia 2/Nov (segunda)? Totalmente reservado.

    Daniel Vorcaro: — Topo, claro. Será onde? Quer fazer na minha casa?

    Flávio Bolsonaro: — Pode ser na sua casa, sim! Acho até melhor!

    Daniel Vorcaro: — Boa, tinha uma viagem. Vou me reorganizar aqui.

    Flávio Bolsonaro: — Fechado!

    No dia 7 de novembro, Flávio envia um vídeo de visualização única para Vorcaro  e afirma que “tudo isso só está sendo possível” por causa de Vorcaro.

    Flávio Bolsonaro: [vídeo de visualização única] – Tá perdendo, irmão! Tudo isso só está sendo possível por causa de você!

    Daniel Vorcaro: – Que demais. Ficou perfeito.



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • STF começa a julgar validade de lei da igualdade salarial entre homem e mulher

    Após ouvir as partes, plenário inicia nesta quinta-feira (14) os votos sobre a norma de 2023 que exige relatórios de transparência e pune empresas por discriminação.

    Economia – O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou na quarta-feira (13) o julgamento sobre a constitucionalidade da lei que garantiu igualdade salarial entre homens e mulheres.

    O plenário analisa três ações: uma ação declaratória de constitucionalidade (ADC), protocolada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) para garantir a aplicação da lei, e duas ações diretas de inconstitucionalidade (ADI), impetradas pela Confederação Nacional de Indústria (CNI) e o Partido Novo contra a norma.

    A sessão de quarta foi dedicada às sustentações das partes envolvidas nos processos. Os votos dos ministros serão proferidos na sessão desta quinta-feira (14).

    Em julho de 2023, o presidente Lula (PT) sancionou a Lei 14.611 para obrigar as empresas a garantir a igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função.

    A norma alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para definir que as empresas deverão pagar multa de dez vezes o valor do salário em caso de discriminação por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade.

    Além disso, a lei determina a divulgação semestral de relatórios de transparência salarial por empresas com mais de 100 empregados.

    Sustentações

    A advogada Camila Dias Lopes, representante do Instituto Nós por Elas, argumentou que as ações contra a lei são equivocadas.

    Segundo Camila, a obrigatoriedade de divulgação de relatórios de transparência salarial e a possibilidade de punição das empresas são ferramentas necessárias para concretizar os direitos fundamentais de igualdade e de não discriminação entre homens e mulheres.

    “É inconcebível que mulheres recebam 20% em média a menos que homens exercendo a mesma função. É inconcebível que esta Suprema Corte, em pleno 2026, seja provocada a afirmar o óbvio”, afirmou.

    Mádila Barros de Lima, advogada da Central Única dos Trabalhadores (CUT), disse que a desigualdade não é acidental e se perpetua pela história. Ela ressaltou que as desigualdades enfrentadas pelas mulheres produzem efeitos no mercado de trabalho.

    “Assim como as mulheres negras, outras mulheres enfrentam diariamente os atravessamentos do machismo, do etarismo, do capacitismo. Esses problemas refletem diretamente sobre as remunerações, oportunidades e sobre os sonhos”, completou.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Flávio surpreende, elogia Lula e diz que presidente “fez a coisa certa” ao revogar taxa das blusinhas

    Política – O senador Flávio Bolsonaro surpreendeu ao elogiar publicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a revogação da chamada “taxa das blusinhas”, medida que atingia compras internacionais de pequeno valor.

    A declaração foi feita na terça-feira (12), durante cerimônia no Tribunal Superior Eleitoral que marcou a posse do ministro Nunes Marques na presidência da Corte.

    Apesar das críticas frequentes ao governo federal, Flávio afirmou que Lula acertou ao recuar da cobrança sobre importações e disse estar satisfeito com a decisão.

    “Fico feliz que ele tenha feito a revogação da taxa das blusinhas”, declarou o senador.

    Críticas ao governo e sinal político

    Mesmo reconhecendo a medida como positiva, Flávio Bolsonaro afirmou que o governo ainda precisa avançar em outras pautas econômicas, especialmente na redução de impostos e da burocracia para empresas brasileiras.

    Segundo ele, apenas derrubar a taxa não resolve os problemas enfrentados pela indústria nacional.

    Vídeo:

    https://www.instagram.com/reel/DYSB4mQhjmK/?igsh=dXBlYzlucWczMGln

    “O governo precisa reduzir a carga tributária e o peso do Estado sobre os produtores nacionais”, afirmou.

    O senador também sugeriu que a decisão do governo pode ter relação com o cenário político e eleitoral, embora não tenha detalhado diretamente a crítica.

    Mudança repercutiu nas redes

    A revogação da taxa das blusinhas provocou forte repercussão entre consumidores, influenciadores e setores do varejo digital. A cobrança havia gerado críticas de parte da população, especialmente de usuários de plataformas internacionais de compras online.

    A fala de Flávio chamou atenção justamente por representar um raro momento de concordância pública entre integrantes da oposição e o presidente Lula em um tema econômico de grande repercussão popular.

  • Desafio do TSE é conter uso ilegal de IA na eleição, diz Nunes Marques

    Política – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, disse na terça-feira (12) que o tribunal terá o desafio de combater o uso inadequado da inteligência artificial nas eleições de outubro.

    No início da noite de hoje, o ministro tomou posse como presidente da Corte e vai comandar o pleito eleitoral, que elegerá o presidente da República, deputados federais, estaduais, distritais, governadores e senadores.

    No discurso de posse, o novo presidente disse que a utilização inadequada da tecnologia ameaça o processo democrático.

    “Devemos estar atentos a tecnologias, que, quando mal utilizadas, podem representar ameaças ao nosso processo democrático. Vivemos em uma era em que as campanhas eleitorais não chegam às urnas sem atravessar algoritmos, em que a disputa política já não se desenvolve nas ruas e nos espaços tradicionais da vida pública, mas também no ambiente digital”, afirmou. 

    Em março deste ano, a Corte aprovou limitações para o uso de IA nas campanhas. 

    O presidente também disse que o pleito de outubro será um dos mais importantes desde a redemocratização do país e deverá ter o eleitor como protagonista. 

    “O voto não constitui mero ato formal de participação política, representa expresso de pertencimento cívico, de dignidade democrática e de confiança nas instituições da República. O processo eleitoral de um país verdadeiramente democrático deve ter como protagonista seus eleitores”, destacou. 

    Eleições limpas

    O novo presidente afirmou que o TSE vai cumprir seu papel institucional de garantir eleições limpas a transparentes. 

    “Reputo essencial que o Tribunal Superior Eleitoral cumpra com sua missão constitucional de organizar, orientar e fiscalizar as eleições, para sejam eleições limpas e transparentes”. 

    Urnas eletrônicas

    Nunes Marques também defendeu o sistema eletrônico de votação e disse que o mecanismo é um “patrimônio da democracia”. 

    “O sistema eletrônico de votação brasileiro constitui patrimônio institucional da nossa democracia. No tocante à apuração, recepção e divulgação dos votos, o nosso sistema é o mais avançado do mundo”, completou. 

    Perfil

    Natural de Teresina, Kassio Nunes Marques tem 53 anos e foi indicado ao Supremo, em 2020, pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para ocupar a vaga deixada pelo ministro aposentado Celso de Mello.

    Antes de chegar ao Supremo, atuou como desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, sediado em Brasília. Também foi advogado por cerca de 15 anos e juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Piauí.

    O mInistro André Mendonça será o vice-presidente do TSE. Ele tem 53 anos e chegou ao Supremo em dezembro de 2021, indicado por Bolsonaro.

    O ministro tem doutorado em direito pela Universidade de Salamanca (Espanha). Foi servidor de carreira da advocacia pública federal entre os anos de 2000 e 2021. Ele também exerceu os cargos de advogado-geral da União e ministro da Justiça durante o governo Bolsonaro.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • PGR pede ao Supremo condenação de Eduardo Bolsonaro por coação

    Pedido faz parte das alegações finais enviadas ao STF.

    Política – A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu na segunda-feira (11) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação no curso do processo.

    O pedido faz parte das alegações finais enviadas ao Supremo pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

    Em novembro do ano passado, o STF aceitou denúncia da PGR no inquérito que apurou a atuação do ex-parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte.

    Nas alegações, Gonet disse que Eduardo apresentou condutas criminosas ao realizar postagens nas redes sociais e conceder entrevistas à imprensa com objetivo de ameaçar a obtenção de sanções estrangeiras contra ministros da Corte e o país para “livrar” Jair Bolsonaro da condenação no processo da trama golpista.

    “Comprovou-se que o réu deliberadamente se utilizou de graves ameaças contra as autoridades responsáveis pelo julgamento da AP 2.668, algumas concretizadas, a fim de favorecer o interesse de seu pai, livrando-o de qualquer responsabilização criminal”, afirmou o procurador.

    A acusação da PGR também ressaltou que as ameaças do ex-deputado foram concretizadas e trouxeram prejuízos para o Brasil.

    “A estratégia criminosa culminou em prejuízos concretos a diversos setores produtivos onerados pelas sobretarifas norte-americanas, alcançando, em última instância, trabalhadores vinculados a essas cadeias econômicas, completamente alheios aos processos penais atacados”, completou Gonet.

    Desde o ano passado, Eduardo está nos Estados Unidos. Ele perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

    Defesa

    Durante a tramitação do processo, Eduardo Bolsonaro não constituiu advogado e foi defendido pela Defensoria Pública da União (DPU). O órgão alegou que as declarações do ex-deputado estão acobertadas pela imunidade parlamentar.



    Fonte e Foto: Agência Brasil