Categoria: Política

  • PT quer intensificar desgaste contra Flávio Bolsonaro após fala de Valdemar sobre Vorcaro

    Partido comemora ‘deslize’ do presidente do PL e avalia que crise na pré-campanha do senador dá fôlego a Lula nas pesquisas.

    Política – O PT quer aproveitar a declaração do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sobre o encontro do senador Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro para intensificar o desgaste do pré-candidato à presidência. O partido comemorou o que classificou como um “deslize” de Valdemar e avalia que a crise aberta na pré-campanha de Flávio oferece um “fôlego” para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) amplie sua vantagem nas pesquisas, segundo interlocutores ouvidos.

    Aliados de Flávio Bolsonaro já haviam classificado a fala de Valdemar como um “desastre”. A declaração do presidente do PL contradiz a versão apresentada pelo senador sobre o motivo do encontro com Vorcaro e aprofundou a crise em torno da divulgação de um áudio no qual Flávio pede R$ 134 milhões ao banqueiro.

    Uma das estratégias petistas para ampliar o desgaste é intensificar a campanha “BolsoMaster” nas redes sociais, associando a crise com o banco ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) enviou um pedido à Polícia Federal para que a corporação investigue a fala de Valdemar e a relação de Flávio e Eduardo Bolsonaro com o dono do Banco Master.

    O movimento ocorre em paralelo a uma movimentação no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta terça-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se pronuncie sobre a inclusão de Flávio e do ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que investiga uma possível obstrução de justiça cometida pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O pedido também foi apresentado por Lindbergh Farias. A PGR tem cinco dias para se manifestar.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Ao defender fim da 6×1, Lula diz que vida da mulher é mais ‘grave’ porque, além do trabalho, tem louça, banheiro e casa pra cuidar

    Petista disse ter feito um ‘acordo’ com o Congresso para o avanço da proposta de redução de jornada, encampada pelo governo. Lula entregou moradias populares em Manaus (AM).

    Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender nesta terça-feira (26) o fim da escala de trabalho 6×1, ideia encampada pelo governo que está em análise no Congresso Nacional.

    Durante discurso em Manaus (AM) – onde entregou 576 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida – o petista, ao falar sobre a 6×1, disse que a vida da mulher é “mais grave” porque, além do emprego, tem dupla jornada com os afazeres de casa.

    De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022, as mulheres dedicaram 9,6 horas por semana a mais do que os homens aos afazeres domésticos ou ao cuidado de pessoas.

    Essa desigualdade na divisão de tarefas domésticas é alvo de críticas, sobretudo, de mulheres e de movimentos feministas.

    Ainda sobre a redução de jornada, Lula disse que o governo fez um acordo com o Congresso para o avanço da proposta que acaba com a escala 6×1.

    Nesta segunda-feira (26), o deputado Léo Prates (Republicanos-BA) apresentou relatório na comissão especial que analisa as propostas de redução da jornada de trabalho.

    O relatório de Prates prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, em um prazo de até 14 meses após a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

    O texto ainda será votado pela comissão especial, onde deve ser aprovado, e a expectativa é de que a análise da PEC no plenário principal da Câmara ocorra na quinta-feira (28).

    No discurso em Manaus, Lula também falou sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. Ele disse que o governo tem compromisso com essa causa.

    Eleições

    Em tom eleitoral, Lula disse que o Brasil é um país que “já poderia estar melhor” mas não está porque “de vez em quando” são eleitos políticos que “não tem compromisso com pessoas”.

    O petista também voltou a dizer que é contra o uso de ferramentas de inteligência artificial em campanhas eleitorais.

    Fonte: G1

  • Em visita ao Norte, Lula fortalece alianças no Amazonas e participa de reunião com prefeitos

    Em Manaus, presidente se reúne com Omar Aziz (PSD) para discutir a composição estadual e participa de jantar com prefeitos e gestores municipais

    Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou nesta terça-feira (26) em Manaus. A pouco menos de cinco meses do primeiro turno das eleições de outubro, esta é a primeira agenda oficial do chefe do Executivo federal na região Norte em 2026.

    Além dos compromissos oficiais divulgados pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também deve aproveitar a passagem por Manaus para se reunir com o senador Omar Aziz, apontado como pré-candidato ao Governo do Amazonas nas eleições deste ano.

    Além de Omar Aziz, a reunião prevista para a tarde desta terça-feira deve contar com a presença do senador Eduardo Braga e do ex-deputado federal Marcelo Ramos, ambos cotados para a disputa ao Senado pelo campo progressista.


    Também participam do encontro o presidente estadual do PT, Sinésio Campos, e João Pedro, uma das principais lideranças petistas no estado.


    Nos bastidores, a reunião deve servir para avançar nas articulações do grupo político no Amazonas, especialmente diante das divergências sobre a composição das candidaturas ao Senado. Enquanto Eduardo Braga busca consolidar apoio como principal nome do grupo, o PT mantém a defesa da candidatura de Marcelo Ramos para a segunda vaga na chapa.


    A expectativa é que os pré-candidatos ligados ao campo progressista acompanhem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas agendas oficiais em Manaus entre esta terça-feira (26) e quarta-feira (27).

    Além da reunião política, o senador Omar Aziz também articulou um jantar com prefeitos do Amazonas e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite desta terça-feira. Segundo apuração, Aziz entrou em contato com os 62 prefeitos do estado para convidá-los ao encontro, e 57 gestores municipais confirmaram presença.

    O Amazonas foi o único estado da região Norte onde o PT conseguiu ampliar seu desempenho eleitoral entre as disputas presidenciais de 2018 e 2022.


    No segundo turno de 2018, quando Fernando Haddad enfrentou Jair Bolsonaro, o partido saiu derrotado na maior parte dos estados nortistas, conquistando vitória apenas no Pará e no Tocantins.


    Já nas eleições de 2022, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva repetiu as vitórias no Pará e Tocantins e ainda conseguiu reverter o cenário no Amazonas, estado em que o PT havia sido derrotado quatro anos antes.

    Por jornalista Débora Alcântara

  • Lula chega ao Parque das Tribos, acena para apoiadores e aparece ao lado de Omar Aziz em Manaus

    Presidente iniciou agenda oficial no Amazonas com recepção calorosa de apoiadores no Parque das Tribos e reforçou aproximação política com Omar Aziz.

    Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta terça-feira (26) sua agenda oficial em Manaus com uma recepção marcada por aplausos, acenos e forte presença de apoiadores no Parque das Tribos, na zona oeste da capital amazonense.

    Logo ao chegar ao local do evento, Lula desceu do veículo cumprimentando o público presente, acenando para moradores e conversando rapidamente com apoiadores que acompanhavam a movimentação. O momento marcou o primeiro compromisso oficial do presidente durante a visita ao Amazonas.

    Ao lado de Lula estava o senador Omar Aziz (PSD), apontado como pré-candidato ao Governo do Amazonas nas eleições de 2026. A presença do parlamentar ao lado do presidente reforçou a aproximação política entre o grupo ligado ao Palácio do Planalto e lideranças locais no estado.

    Veja ao vídeo

    https://www.instagram.com/reel/DYzokHmhHgu/?igsh=ZHd3MHJwNm5yNjIz

    A agenda presidencial em Manaus inclui a entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida no Residencial Morar Melhor, localizado na região do Parque das Tribos. O governo federal também prevê anúncios de investimentos em infraestrutura, habitação e setor naval durante a passagem do presidente pelo Amazonas.

    Além das entregas habitacionais, Lula deve cumprir compromissos relacionados à BR-319 e ao fortalecimento da indústria naval amazonense, incluindo visitas a estaleiros e reuniões com lideranças políticas e empresariais.

    Nos bastidores políticos, a visita também é vista como estratégica para consolidar alianças no Amazonas visando as eleições de 2026, especialmente diante da aproximação entre o PT e o grupo político liderado por Omar Aziz.

  • Omar Aziz promete reforço na segurança e escola profissionalizante durante agenda em Parintins

    Senador participou da inauguração do Ginásio da Vila Amazônia e defendeu investimentos em educação integral, capacitação técnica e fortalecimento da Guarda Municipal.

    Política – O senador Omar Aziz cumpriu agenda neste fim de semana em Parintins, no interior do Amazonas, acompanhado de lideranças políticas estaduais e municipais. A programação foi marcada pela inauguração do Ginásio da Vila Amazônia, além de visitas institucionais e encontros com moradores da região.

    Durante o evento, Omar destacou a importância de obras voltadas ao esporte e à educação como ferramentas de transformação social e melhoria da qualidade de vida da população do interior do estado.

    “Essa obra é importante. Como toda obra na área de esporte e educação, ela melhora a vida das pessoas”, afirmou o senador durante discurso na comunidade.

    Na área da educação, Omar anunciou a proposta de implantação de uma escola de tempo integral com foco em formação profissional para jovens do município. Segundo ele, a iniciativa pretende oferecer capacitação técnica e atividades agrotécnicas, ampliando oportunidades de emprego e fortalecendo a preparação dos estudantes para o mercado de trabalho.

    O parlamentar também abordou a questão da segurança pública e defendeu o fortalecimento das guardas municipais nas comunidades de Parintins. A proposta inclui estruturação, equipamentos e ampliação da atuação das forças locais para reforçar a segurança da população.

    Além da inauguração do ginásio, Omar Aziz visitou a Carreta da Saúde e o Instituto Autismo de Parintins, onde conversou com profissionais e moradores sobre demandas da região.

    A agenda contou ainda com a presença do senador Eduardo Braga, do deputado federal Saullo Vianna, da deputada estadual Mayra Dias, do prefeito Mateus Assayag e do ex-prefeito Bi Garcia.

  • Lula desembarca em Manaus para entregar moradias e anunciar novos investimentos no Amazonas

    Presidente participa da entrega de apartamentos do Minha Casa, Minha Vida e deve cumprir agenda voltada ao setor naval e industrial da Zona Franca.

    Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a Manaus nesta terça-feira (26) para uma agenda oficial voltada à habitação popular e ao fortalecimento da economia amazonense. Entre os principais compromissos está a entrega de 576 apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, no Residencial Morar Melhor, localizado no bairro Tarumã-Açu, zona oeste da capital.

    A cerimônia está marcada para ocorrer pela manhã e contará com a presença de ministros, parlamentares e autoridades federais. O empreendimento recebeu investimento de mais de R$ 92 milhões por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e deve beneficiar cerca de duas mil pessoas.

    As unidades habitacionais possuem aproximadamente 50 metros quadrados, varanda e estrutura com áreas de convivência, quadra esportiva, biblioteca, churrasqueiras e espaços comerciais. O residencial também fica próximo de escolas, creches e unidade de saúde.

    Além da agenda habitacional, Lula também deve participar de compromissos ligados ao setor industrial e naval do Amazonas. Na quarta-feira (27), a previsão é de visitas ao Estaleiro Bertolini e ao Estaleiro Juruá, onde o governo federal deve anunciar investimentos envolvendo a Petrobras e o BNDES.

    A visita presidencial ocorre em meio às discussões sobre fortalecimento da Zona Franca de Manaus e retomada de investimentos estratégicos na região Norte. Integrantes do governo avaliam que os anúncios buscam ampliar a geração de empregos e impulsionar setores ligados à indústria e à logística fluvial.

    A programação oficial ainda pode sofrer ajustes, segundo informações do Palácio do Planalto.

  • Fim da escala 6×1: relator propõe que um dia de folga seja no domingo

    Texto prevê redução da jornada de 44 para 40 horas semanais.

    Política – O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala 6×1, deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), propõe que um dos dias de repouso semanal remunerado seja, preferencialmente, no domingo.

    O deputado apresentou na segunda-feira (25) o relatório à comissão especial da Câmara dos Deputados sobre o tema, que analisa a proposta ainda nesta segunda-feira.

    O texto prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

    Pela proposta, o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

    O relator ainda modifica Artigo 7º da Constituição Federal, determinando que a duração do trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”

    Transição

    A proposta do relator traz um período de transição para a redução da jornada de trabalho.

    Em 60 dias após a promulgação da Emenda Constitucional, a jornada passaria de 44 horas para 42 horas semanais.

    Um ano após a entrada em vigor da mudança, reduziria mais duas horas, para 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias.

    Após o prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal para “viabilizar a distribuição da duração semanal do trabalho”. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

    Prates reconhece que a redução da jornada representa uma intervenção relevante no mercado de trabalho, “cujas consequências econômicas de curto prazo devem ser consideradas”, porém que a queda gradual reduz eventuais riscos.

    “Com a implementação progressiva, estamos permitindo que empresas e setores planejem investimentos em tecnologia e na reorganização operacional, em vez de recorrerem imediatamente a eventuais cortes de empregos ou repasse de custos a consumidores”, defendeu.

    O parecer diz ainda que lei ordinária poderá dispor sobre a jornada e descanso de regimes diferenciados, a exemplo dos trabalhadores com jornada de seis horas em turnos ininterruptos de revezamento.

    “Excepcionalmente, convenção ou acordo coletivo de trabalho poderão, inclusive para os trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados de trabalho estabelecidos em lei ou norma regulamentadora, estabelecer regime compensatório que assegure, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês-calendário, garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”, diz o texto.

    As novas regras não se aplicam aos trabalhadores com carga de trabalho igual ou inferior a 40 horas semanais.

    Uma lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.

    “A vinculação das medidas de mitigação à manutenção dos níveis de emprego reflete a premissa de que o tratamento diferenciado conferido a esse segmento deve servir à preservação dos postos de trabalho  existentes”, afirmou.

    >> O que prevê o relatório:

    60 dias após a promulgação da emenda constitucional:     

    escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso após ; 

    jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas. 

    Em 14 meses:

    jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5X2. 

    Pejotização

    Outro ponto do texto diz que a redução da jornada diária não se aplicará aos empregados com diploma de nível superior, remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS, atualmente em R$ 8.475,55.

    Nesses casos, a redução da jornada só ocorrerá por liberalidade do empregador (quando é concedido sem obrigação legal) ou se estiver prevista em acordo ou convenção coletiva de trabalho. O texto, contudo, determina a realização da escala 5×2.

    Segundo o relator, a medida se aplica aos trabalhadores, classificados como “hipersuficientes”, que têm “significativa capacidade de negociação e autonomia na definição das condições em que desempenham suas atividades”.

    Para Prates, a medida enfrenta o fenômeno da “pejotização”, no qual trabalhadores são contratados como pessoas jurídicas.

    “Em muitos casos, o motivo pelo qual esses trabalhadores optam pela formalização como pessoa jurídica não é somente para escapar ao controle de jornada, mas sim porque o regime atualmente existente não oferece a flexibilidade compatível com a natureza de suas atividades”, disse.

    “Essa medida é importante para modernizar as relações laborais de profissionais hipersuficientes, combatendo diretamente o fenômeno da ‘pejotização’, que prejudica substancialmente o financiamento da Previdência Social”, acrescentou.

    A exceção não se aplica aos empregados públicos da administração direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

    Contratos com a administração pública

    Nos casos de contratos da administração pública direta e indireta, a redução da duração do trabalho será aplicada “após aditamento contratual para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro, conforme o regime jurídico aplicável, a ser formalizado no prazo máximo de 12 meses contado da publicação desta Emenda Constitucional.”

    A medida vale para os contratos regidos pela legislação de licitações e contratos administrativos, de concessões e permissões de serviços e obras públicas, de parcerias público-privadas e de outros instrumentos de colaboração com a iniciativa privada.

    Nesses casos, os empregados contratados passam a ser abrangidos pela nova jornada na data da formalização do aditamento ou ao final do prazo de 12 meses previsto para a realização do aditamento.

    “Os contratos aditados no prazo de 60 dias da data de publicação desta Emenda Constitucional deverão observar as disposições sobre redução da duração do trabalho normal e incremento do repouso semanal remunerado a partir do respectivo início das vigências instituídas nesta Emenda Constitucional”, diz o texto.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Após reunião com Lula, Motta diz que PEC do fim da escala 6×1 prevê jornada de 40 horas sem corte de salário e transição de um ano

    Presidente da Câmara afirmou que pontos são ‘inegociáveis’. Motta adiantou que proposta prevê, após 60 dias da promulgação da PEC, redução imediata de duas horas de trabalho e, após 12 meses, de mais duas horas.

    Política – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (25), após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que a proposta de fim da escala 6×1 deve prever a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salários, e um período de transição de um ano.

    Segundo Motta, o texto também deve estabelecer uma implementação escalonada, com redução inicial de duas horas após 60 dias da promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e mais duas horas ao fim de 12 meses

    Após o encontro, Motta concedeu entrevista coletiva no Salão Verde da Câmara, onde afirmou que há consenso sobre os principais pontos da proposta e classificou três pilares como “inegociáveis”.

    “Começamos essa discussão com questões que são inegociáveis e chegamos ao final desse trabalho com esses pilares bastante consolidados e mantidos”, disse.

    Segundo ele, o texto do relator deve prever a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas.

    Transição de um ano

    Apesar do consenso sobre o conteúdo, Motta indicou que o texto deve prever um período de transição para a redução da jornada.

    Segundo ele, a proposta será implementada de forma escalonada ao longo de um ano.

    A previsão contraria a posição defendida por Lula, que tem se manifestado contra a adoção de uma transição longa.

    Na última sexta-feira (22), o presidente disse que a redução deveria ser feita de forma imediata.

    Impacto sobre MEIs

    Motta também disse que tratou com Lula um projeto de lei com medidas para mitigar impactos da mudança sobre o mercado de trabalho.

    Segundo ele, a ideia é facilitar contratações por microempreendedores individuais (MEIs).

    Próximos passos

    O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), deputado Léo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar o parecer final na tarde desta segunda na comissão especial.

    A expectativa é que o texto seja votado na comissão especial nesta terça (26) e a deliberação no plenário da Câmara ainda nesta semana. Se aprovado, seguirá para análise do Senado.

    Contexto

    Paralelamente à PEC, o governo apresentou um projeto de lei sobre o tema, que trata da jornada e da escala de trabalho sem alterar a Constituição.

    A proposta enfrenta resistência de representantes do setor produtivo, que apontam aumento de custos, e de economistas, que defendem que a medida seja acompanhada por ganhos de produtividade.

    Fonte: G1

  • Flávio Bolsonaro diz usar colete à prova de balas por segurança

    Pré-candidato afirmou que não pode “dar sopa ao azar” e associou risco ao clima político.

    Política – O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou na sexta-feira que passou a usar colete à prova de balas por questões de segurança. A declaração foi publicada em um vídeo nas redes sociais.

    “Muita gente pergunta por que eu tô usando colete. Tem trabalhador que usa farda, capacete. Infelizmente eu sei do que eles são capazes”, disse o senador.

    Durante a gravação, Flávio citou o atentado sofrido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2018 e afirmou que não pretende “dar sopa ao azar”.

    “Já tentaram fazer com meu pai, conseguiram. Eu não posso dar sopa pro azar”, declarou.

    O senador também afirmou que enfrenta “ódio”, “ataques” e “desumanização”, além de dizer que adversários políticos tentam intimidá-lo.

    Após a publicação, o vídeo repercutiu entre aliados e críticos nas redes sociais. Durante análise do conteúdo, o comentarista Elias Tavares afirmou que a imagem do colete funciona como um elemento de marketing político.

    Segundo ele, a estratégia busca reforçar a ideia de ameaça constante contra figuras da direita e recuperar a memória do atentado contra Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018.

    O comentarista também avaliou que a peça foi produzida para engajamento digital, mas alertou para o risco de exagero na comunicação, comparando o vídeo a estratégias adotadas pelo influenciador e empresário Pablo Marçal em campanhas recentes.

    A publicação ocorre em meio a mudanças na equipe de comunicação de Flávio Bolsonaro, após críticas de aliados à condução de crises recentes envolvendo a campanha do senador.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Brasileiro quer mais rigor contra o crime, mas rejeita discurso extremista, aponta pesquisa

    Levantamento mostra que população defende punição mais eficiente e polícia mais preparada, enquanto discursos radicais perdem força no debate sobre segurança pública.

    Política – Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Sou da Paz revelou uma mudança importante na percepção dos brasileiros sobre segurança pública. Apesar de defenderem penas mais rígidas e maior eficiência no combate ao crime, a maioria da população rejeita discursos extremistas como a frase “bandido bom é bandido morto”, aceita por apenas 20% dos entrevistados.

    O levantamento mostra que 73% dos brasileiros acreditam que criminosos devem ser julgados, punidos e presos, enquanto apenas uma parcela menor apoia soluções baseadas em violência ou execução.

    O estudo também aponta que 69% da população concorda com a frase “a polícia prende e a Justiça solta”, demonstrando forte sensação de impunidade no país. Ao mesmo tempo, 55% defendem que o Brasil aplique corretamente as penas já existentes, em vez de simplesmente aumentar punições.

    Segurança pública no centro da disputa política

    Os dados surgem em um momento em que segurança pública se consolida como um dos principais temas da pré-campanha presidencial de 2026, especialmente entre nomes ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao senador Flávio Bolsonaro, ambos apontados como protagonistas da disputa nacional.

    Flávio Bolsonaro tem intensificado o discurso de combate ao crime nas últimas semanas, mas tentando equilibrar firmeza e moderação. Em março, afirmou que criminosos que enfrentarem policiais serão “neutralizados”, reforçando um tom duro sem repetir slogans mais radicais associados ao bolsonarismo tradicional.

    Segundo a leitura de analistas, o posicionamento mais moderado pode dialogar melhor com o perfil revelado pela pesquisa: um eleitorado que cobra rigor, mas rejeita excessos e violência como política pública.

    Já o presidente Lula enfrenta o desafio oposto. O petista busca demonstrar firmeza contra o crime organizado sem adotar uma narrativa agressiva. Em discursos recentes, afirmou que “as cidades pertencem ao povo, não ao crime”, além de defender cooperação internacional no combate às facções criminosas.

    Após encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula revelou que propôs a criação de um grupo de trabalho entre os dois países para discutir estratégias de combate ao crime organizado.

    População rejeita mais armas e apoia tecnologia policial

    A pesquisa também mostrou forte apoio ao uso de câmeras corporais por policiais. Segundo o levantamento, 82% acreditam que os equipamentos ajudam a proteger bons agentes e produzem provas contra criminosos.

    Outro dado relevante aponta que 73% discordam da ideia de que armar a população aumenta a segurança. Para a maioria, mais armas significam aumento da violência e das mortes.

    Além disso, 65% afirmaram que o Brasil não precisa necessariamente de mais policiais nas ruas, mas sim de uma polícia melhor preparada e mais eficiente.

    Mudança de percepção

    Para especialistas do Instituto Sou da Paz, os resultados indicam desgaste de discursos simplistas sobre segurança pública e mostram que a população busca soluções mais práticas e eficientes.

    Segundo Carolina Ricardo, diretora-executiva da organização, frases de efeito que dominaram o debate nos últimos anos já não encontram a mesma adesão popular.

    Ela afirma que existe uma “maioria silenciosa” cansada de radicalismos e interessada em políticas que tragam resultados concretos no combate à criminalidade.