Categoria: Política

  • Flávio é ovacionado na Bahia e recebe apoio aos gritos de ‘mito’ durante evento do agronegócio

    Pré-candidato ao Planalto foi cercado por apoiadores na Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, em sua primeira visita ao estado após anunciar entrada na disputa presidencial.

    Política – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi recebido por uma multidão de apoiadores aos gritos de “mito” durante participação na Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano, na terça-feira (9). O parlamentar, que recentemente anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República, protagonizou uma das cenas mais movimentadas do evento ao ser acompanhado por simpatizantes desde a chegada ao local.

    Em vídeos compartilhados nas redes sociais, apoiadores aparecem cercando o veículo do senador enquanto entoam palavras de apoio e o coro de “É o zero-um”, apelido associado a Flávio por ser o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Veja ao vídeo

    https://www.instagram.com/reel/DZaGcXrBhj4/?igsh=ZDRybmVsdTU5aTk=

    A visita marcou a primeira agenda de Flávio Bolsonaro na Bahia desde o lançamento de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto. O senador foi recepcionado pelo presidente estadual do PL, João Roma, pelo prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá, além de outras lideranças políticas ligadas ao partido no estado.

    Durante a passagem pela maior feira de tecnologia agrícola do Norte e Nordeste, Flávio conversou com produtores rurais, empresários e representantes do setor do agronegócio, segmento considerado estratégico para a construção de sua plataforma política.

    Nos bastidores, aliados avaliam que a recepção calorosa reforça a estratégia do senador de ampliar sua presença em regiões consideradas decisivas para a disputa eleitoral de 2026. A Bahia, tradicional reduto do PT, passou a integrar o roteiro de viagens do parlamentar na tentativa de consolidar apoios fora dos estados onde o bolsonarismo já possui maior influência.

    A Bahia Farm Show é um dos principais eventos do agronegócio brasileiro e reúne anualmente expositores, investidores e produtores de diversas regiões do país. A presença de pré-candidatos à Presidência tem se tornado cada vez mais frequente, transformando o espaço também em palco para articulações políticas e demonstrações de força eleitoral.

    A passagem de Flávio Bolsonaro pelo evento ocorre em meio ao início das movimentações para a corrida presidencial, em um cenário que ainda deve ser marcado pela intensificação das agendas públicas e pela busca de alianças nos diferentes estados brasileiros.

  • Genial/Quaest: Lula lidera contra Flávio Bolsonaro no 1º e no 2º turno

    Pesquisa, realizada entre os dias 5 e 8 de junho, mostra vantagem do petista na corrida estimulada e em simulações de confronto direto contra o senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Política – A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) aponta que o presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto para a eleição presidencial tanto no primeiro quanto no segundo turno em cenários contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).

    No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que tem 29%. Na sequência, aparecem Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) com 3% cada, e Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo) com 2% cada.

    Já em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o atual presidente venceria com 44% dos votos, enquanto o senador registra 38%. A distância entre os dois candidatos, que era de 16 pontos em agosto de 2025 (48% a 32%), oscilou para seis pontos no levantamento atual. Brancos, nulos e os que não vão votar somam 14%, e 4% não souberam responder.

    A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre os dias 5 e 8 de junho, com 2.004 entrevistas. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-07661/2026.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • CCJ da Câmara discute PEC da maioridade penal de 16 anos nesta terça

    Se aprovada por maioria simples, proposta segue para comissão especial antes de ir ao plenário.

    Política – Será retomada, nesta terça-feira (09), a discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2015, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O debate será realizado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, sendo o único item em pauta do colegiado.

    O projeto transita há tempos em instâncias superiores, tendo sido apresentado em 2015 e figurando na comissão desde 2016. Na ocasião, o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, pautou a PEC e conseguiu maioria para aprovação do texto, mas o projeto foi arquivado pelo Senado Federal. Atualmente, a relatoria é do deputado Coronel Assis (PL-MT), que apresentou parecer favorável ao avanço da proposta.

    No texto, o parlamentar defende que a redução da maioridade penal não viola cláusulas pétreas da Constituição e, portanto, pode ser objeto de emenda constitucional. O relator também propôs que a PEC trate exclusivamente da responsabilização penal, retirando do texto as mudanças sobre direitos civis e regras eleitorais previstas na proposta original.

    Votação foi adiada em duas oportunidades recentes

    A demora para a continuidade no processo de votação ocorreu em mais de uma ocasião. A mais recente aconteceu em 27 de maio, quando foi apresentado um pedido de vista pelos deputados governistas Erika Kokay (PT-DF), Orlando Silva (PCdoB-SP), Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Talíria Petrone (PSOL-RJ). Anteriormente, no dia 19 de maio, o adiamento se deu por conta do início da Ordem do Dia do Plenário, regra regimental que impede outras votações na CCJ.

    Além da PEC 32/2015, a CCJ analisa duas propostas apensadas: a PEC 8/2026, que restringe a responsabilização penal de menores a casos de crimes hediondos ou crueldade extrema, e a PEC 9/2026, que reduz a imputabilidade para 16 anos de forma ampla e prevê punição para adolescentes a partir de 12 anos em crimes violentos.

    Na CCJ, os deputados não entram no mérito das propostas. A análise se limita à compatibilidade dos textos com as normas constitucionais. Para ser aprovada, a PEC precisa de maioria simples na comissão, ou seja, o parecer positivo de pelo menos 308 deputados. Se aprovadas, as PECs seguem para a comissão especial antes de ir ao plenário.

    A maioria da população brasileira é favorável à mudança

    Levantamento da Real Time Big Data, do dia 05 de maio deste ano, mostrou que ao menos 9 em cada 10 brasileiros são favoráveis à redução da maioridade penal para 16 anos. Segundo a pesquisa, 90% dos entrevistados apoiam a mudança, enquanto 8% são contrários e 2% não souberam responder.

    O tema, ainda, encontra apoio tanto em eleitores de esquerda quanto de direita. Ao separar por espectro político, 87% dos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são favoráveis, enquanto 10% são contrários e 3% não souberam responder.

    O cenário também é positivo para a medida entre os eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ao menos 96% apoiam a redução, enquanto 2% são contrários e outros 2% não souberam responder. Apesar do apoio da base lulista, a pauta é rejeitada pelo atual presidente, que não pretende explorar o tema em campanha. Já no outro lado da disputa, Flávio Bolsonaro pretende usá-la como um dos eixos da campanha eleitoral na disputa deste ano.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Omar lidera corrida ao Governo e disputa pelo 2º turno fica acirrada entre David, Maria do Carmo e Cidade

    Pesquisa aponta senador na frente das intenções de voto, enquanto três pré-candidatos aparecem tecnicamente empatados na briga por uma vaga no segundo turno.

    Política – A corrida pelo Governo do Amazonas em 2026 começa a ganhar contornos de uma disputa intensa. Pesquisa divulgada pela Eficaz Pesquisa e Tecnologia nesta segunda-feira (8) mostra o senador Omar Aziz (PSD) na liderança das intenções de voto, enquanto David Almeida (Avante), Maria do Carmo (PL) e Roberto Cidade (União Brasil) travam uma disputa acirrada pela segunda colocação.

    No cenário estimulado, quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos eleitores, Omar Aziz aparece com 25,3% das intenções de voto. Em seguida surgem David Almeida, com 19,0%, Maria do Carmo, com 18,8%, e Roberto Cidade, com 18,5%.


    Considerando a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, os três concorrentes aparecem tecnicamente empatados na disputa pela vaga que poderia levá-los ao segundo turno ao lado de Omar.

    O levantamento também mostra que a distância entre Omar Aziz e David Almeida fica dentro da margem de erro, o que caracteriza empate técnico entre os dois primeiros colocados. Ainda assim, o senador mantém a liderança isolada numericamente e apresenta vantagem consistente sobre os demais adversários.

    Brancos e nulos somam 11,9%, enquanto 6,4% dos entrevistados disseram não saber em quem votar ou preferiram não responder.

    Omar também lidera na espontânea


    Na pesquisa espontânea, quando os eleitores respondem sem acesso a uma lista de candidatos, Omar Aziz também aparece na frente, com 10,9% das citações.

    Maria do Carmo surge em segundo lugar, com 7,4%, seguida por Roberto Cidade, com 6,4%, e David Almeida, com 3,5%.

    O dado que mais chama atenção nesse cenário é o elevado índice de indecisos: 70,5% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar ou não responderam à pergunta.

    Rejeição pode influenciar disputa


    A pesquisa também mediu o índice de rejeição dos possíveis candidatos. David Almeida registra o maior percentual, com 29,9%, seguido por Omar Aziz, que aparece com 22,8%.

    Maria do Carmo soma 17,0% de rejeição, enquanto Roberto Cidade apresenta o menor índice entre os principais concorrentes, com 10,4%.

    Outros 9,2% afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes apresentados, e 10,7% não responderam.

    Interior fortalece Omar

    Os números revelam diferenças importantes entre a capital e o interior do estado. Omar Aziz apresenta desempenho mais expressivo nos municípios do interior, onde alcança 31,8% das intenções de voto.

    Em Manaus, o senador registra 19,4%.

    Já Maria do Carmo e Roberto Cidade concentram melhor desempenho na capital amazonense. A empresária aparece com 22,3% em Manaus, enquanto o governador registra 21,9% entre os eleitores da cidade.

    Cenário segue aberto

    Apesar da liderança de Omar Aziz, o levantamento indica que a disputa pelo Governo do Amazonas ainda está longe de uma definição. O alto número de indecisos e o empate técnico entre os candidatos que aparecem logo atrás do senador mostram que o cenário permanece aberto e sujeito a mudanças ao longo dos próximos meses.

    A pesquisa ouviu 1.507 eleitores entre os dias 31 de maio e 4 de junho de 2026, em Manaus e outros 11 municípios do Amazonas. O levantamento possui margem de erro de três pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado sob o número AM-06823/2026.

  • PEC da 6×1: Alcolumbre deve convocar reunião para definir tramitação

    Proposta aprovada pela Câmara ainda aguarda despacho no Senado; governo pressiona por rapidez, mas presidente da Casa sinaliza cautela.

    Política – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deve reunir os líderes partidários nesta terça-feira (9) para definir o calendário de tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6×1, modelo em que se trabalha seis dias por semana e descansa um.

    A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados na última semana de maio, chegou ao Senado há mais de dez dias, mas ainda aguarda despacho formal de Alcolumbre. A expectativa é que o tema seja discutido no encontro com os chefes de bancada, quando o presidente da Casa deve alinhar os próximos passos da tramitação.

    Alcolumbre já afirmou que a PEC não seguirá diretamente ao plenário e precisará passar pela análise das comissões da Casa. Apesar da pressão do governo para uma votação rápida, o senador tem defendido uma discussão mais ampla da matéria e sinalizado que o Senado poderá promover alterações no texto aprovado pelos deputados.

    A proposta é considerada uma das principais bandeiras do governo e ganhou força após a aprovação na Câmara. Nos bastidores, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que a medida tem potencial de impacto eleitoral e defendem celeridade na análise.

    O presidente do Senado, porém, tem adotado um discurso mais cauteloso. Em declarações recentes, Alcolumbre afirmou que o Senado não atuará apenas como uma Casa “carimbadora” das decisões da Câmara e que a proposta será analisada “sem pressa”.

    A discussão ocorre durante mais um período de tensão entre Alcolumbre e o Planalto. O desgaste aumentou após a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

    Em paralelo, um texto alternativo, que determina a remuneração por hora trabalhada, já recebeu despacho de Alcolumbre e foi enviado à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A matéria foi articulada pela oposição e apresentada no Senado para contrapor o fim da escala 6×1.

    No entanto, a proposta da redução na jornada de trabalho aprovada na Câmara deve ter prioridade na análise na CCJ. Uma vez enviada para a comissão, caberá ao presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), indicar o relator.

    O texto aprovado pelos deputados estabelece uma transição de 14 meses para reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial. A mudança ocorreria em duas etapas: a primeira, com corte de duas horas, 60 dias após a promulgação da emenda; a segunda, 12 meses depois.

    A PEC também prevê a garantia de dois dias de descanso por semana, medida que passaria a valer já na primeira fase da transição. O texto determina ainda que o repouso semanal ocorra, preferencialmente, aos domingos.

    Enquanto o governo e centrais sindicais defendem a proposta como forma de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, representantes do setor produtivo afirmam que a redução da jornada pode elevar custos de produção e de prestação de serviços, especialmente em segmentos que dependem de funcionamento contínuo.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Lula transforma embate com Trump em trunfo eleitoral, mas negociação com EUA será inevitável

    Presidente aposta no discurso da soberania para fortalecer sua imagem política, enquanto governo avalia como conduzir relação com Washington diante das pressões norte-americanas.

    Política – A crescente tensão entre o governo brasileiro e a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem produzido efeitos que vão além da diplomacia. Nos bastidores de Brasília, a avaliação é que o embate vem oferecendo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma oportunidade política valiosa em meio ao cenário pré-eleitoral.

    Sempre que surgem pressões vindas de Washington, Lula adota um discurso firme em defesa da soberania nacional e reforça a narrativa de proteção dos interesses brasileiros. A estratégia tem potencial para mobilizar setores do eleitorado que veem com preocupação qualquer tentativa de influência externa sobre decisões internas do país.

    Ao mesmo tempo, integrantes do governo reconhecem que a retórica política não elimina a necessidade de diálogo. Mais cedo ou mais tarde, Brasília e Washington precisarão sentar à mesa para discutir temas de interesse comum, como comércio, segurança, meio ambiente e cooperação internacional.

    Nesse contexto, a próxima reunião do G7 surge como uma oportunidade relevante para uma possível aproximação entre Lula e Trump. O encontro poderá servir como espaço para conversas reservadas, longe dos discursos públicos e das disputas políticas que têm marcado a relação entre os dois líderes.

    Dentro do Palácio do Planalto ainda existe debate sobre qual estratégia seguir. Uma ala do governo avalia que um encontro pode ajudar a reduzir tensões e abrir canais de negociação. Outra considera que manter distância, pelo menos neste momento, pode render mais ganhos políticos internos.

    O desafio, porém, vai além da construção de uma imagem pública. Analistas observam que qualquer negociação de alto nível exige objetivos concretos e interesses claramente definidos. Nesse cenário, cresce a discussão sobre quais contrapartidas o Brasil poderia apresentar em uma eventual conversa direta com o governo norte-americano.

    Embora encontros presidenciais costumem gerar forte repercussão midiática, especialistas destacam que resultados efetivos dependem de acordos práticos e agendas bem estruturadas. Sem isso, reuniões de alto nível podem acabar produzindo apenas simbolismos políticos e imagens de impacto momentâneo.

    Enquanto o debate avança, Lula continua utilizando o discurso de defesa da soberania nacional como um dos pilares de sua comunicação política. Já a relação com os Estados Unidos permanece como um dos temas centrais da política externa brasileira e pode ganhar ainda mais relevância à medida que o calendário eleitoral se aproxima.


    Por jornalista Lília Marques

  • PoderData: 41% acham o governo Lula melhor que o de Bolsonaro; 37% dizem que é pior

    O atual presidente leva vantagem entre os ateus, agnósticos e praticantes de todas as religiões pesquisadas, exceto entre os evangélicos, que tendem a preferir Bolsonaro.

    Política – Pesquisa PoderData divulgada na sexta-feira (4) mostra que 41% dos entrevistados consideram o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) melhor do que o governo de Jair Bolsonaro (PL), encerrado em 2022. Por outro lado, 37% dizem considerar que a passagem do capitão da reserva pelo Planalto foi melhor do que o terceiro mandato do petista. 21% dos ouvidos consideram os governos “iguais” e os que não souberam responder correspondem a 1%.

    Mulheres (46%), nordestinos (65%), pessoas com mais de 60 anos (50%) e que ganham até dois salários mínimos (53%) são as que mais consideram o governo de Lula melhor que o de Bolsonaro.  Homens (42%), sulistas (56%) com 24 anos ou menos (44%) e que ganham mais de cinco salários mínimos (54%) tendem a preferir o governo anterior.

    O atual presidente leva vantagem entre os ateus, agnósticos e praticantes de todas as religiões pesquisadas, exceto entre os evangélicos, que tendem a preferir Bolsonaro.

    De 30 de maio a 1º de junho, o PoderData entrevistou 2.500 pessoas em 166 municípios por meio de ligação telefônica. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • STF marca julgamento de Eduardo Bolsonaro por suposta tentativa de interferir em ação da trama golpista

    Primeira Turma da Corte analisará em 16 de junho processo em que ex-deputado é acusado de coação e obstrução da Justiça após articulações junto a autoridades dos Estados Unidos.

    Política – O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 16 de junho o julgamento do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por supostos crimes de coação no curso do processo e obstrução da Justiça. A data foi definida pelo ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma da Corte, após a liberação da ação penal pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

    Eduardo tornou-se réu após o STF aceitar denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que aponta uma suposta atuação do ex-parlamentar junto a autoridades norte-americanas com o objetivo de pressionar instituições brasileiras e interferir em processos ligados à investigação da tentativa de golpe de Estado.

    De acordo com a acusação, Eduardo Bolsonaro teria buscado apoio de integrantes do governo dos Estados Unidos para promover medidas que afetariam diretamente autoridades brasileiras, incluindo a imposição de sanções, restrições diplomáticas e outras ações voltadas ao cenário político nacional.

    A ação penal será julgada pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, relator do processo, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

    Segundo a denúncia da PGR, as movimentações atribuídas ao ex-deputado ocorreram durante o período em que avançavam as investigações sobre a trama golpista que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os procuradores sustentam que houve tentativa de constranger o funcionamento da Justiça brasileira por meio de articulações internacionais.

    O caso teve origem em inquérito que investigou a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde ele permanece desde o ano passado. Durante esse período, o ex-parlamentar participou de agendas políticas e reuniões com representantes ligados ao governo norte-americano.

    A Procuradoria também cita iniciativas relacionadas ao chamado “tarifaço” contra exportações brasileiras e à defesa de medidas restritivas envolvendo integrantes do governo federal e ministros do Supremo Tribunal Federal.

    Eduardo Bolsonaro nega irregularidades e afirma que suas ações ocorreram dentro dos limites da atividade política e da liberdade de expressão. A defesa sustenta que não houve tentativa de obstrução da Justiça nem qualquer prática criminosa.

    O julgamento previsto para junho será uma das etapas mais importantes do processo e poderá definir o futuro jurídico do ex-deputado, que perdeu o mandato parlamentar após sucessivas ausências às sessões da Câmara dos Deputados enquanto permanecia nos Estados Unidos.

    A expectativa é que o caso tenha ampla repercussão política, especialmente por envolver um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e ocorrer em meio ao avanço das investigações relacionadas aos atos antidemocráticos e à tentativa de ruptura institucional no país.

  • Lula responsabiliza clã Bolsonaro por ataque dos EUA ao Pix e taxação

    Presidente diz que governo não irá ceder à interferência.

    Política – Em discurso no Hospital Universitário de Rio Verde (GO), na terça-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para “intervir no Pix” brasileiro.

    “O tal do bolsonarista foi nos Estados Unidos. Ele não estava focado e pediu para o Trump intervir no Pix brasileiro. Você acha que a gente vai deixar? Não vai deixar”, disse o presidente

    No final do mês passado, Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República, reuniu-se com Trump na Casa Branca, em Washington, em companhia do irmão, o autoexilado ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, ambos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Dias depois do encontro, o governo dos Estados Unidos anunciou que passaria a classificar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Hoje, os norte-americanos divulgaram relatório em que acusam o Pix de prejudicar “injustamente” as empresas que prestam serviços de pagamento eletrônico, como MasterCard, Visa e o Whatsapp Pay, além de propor nova taxação aos produtos brasileiros.  

    Mais cedo, em evento em Catalão (GO), Lula criticou diretamente Flávio Bolsonaro, dizendo que ele agora nega que tenha pedido interferência de Trump nas tarifas brasileiras.

    “Esse cidadão hoje aparece na imprensa dizendo: ‘eu não falei nada’. Todo covarde é assim”, disse. 

    “Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula. Ele vai prejudicar é o povo brasileiro. Ele vai prejudicar os empresários brasileiros. Ele vai vai prejudicar é o agronegócio”, completou Lula. 

    O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) listou nesta terça-feira o impacto financeiro e os setores produtivos que correm risco caso a proposta dos Estados Unidos de taxar em 25% os produtos brasileiros venha a ser implementada. A decisão tarifária ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano. 

    Em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que pediu a Trump para não taxar os produtos brasileiros no encontro no final de maio. O senador afirmou ainda que enviou uma carta ao presidente dos EUA reforçando sua posição. 

    Pix assusta EUA

    Para o presidente Lula, o Pix é mais vantajoso que sistemas de empresas estadunidenses e, por isso, assusta os EUA. 

    A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) saiu em defesa do sistema de pagamento brasileiro. Segundo a entidade, o Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial. 

    A Febraban considera que a tecnologia favorece “a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica”. 

    De acordo com a entidade, não existem barreiras para a entrada de novos participantes, independentemente do porte ou segmento de atuação.

    SUS

    No evento de Rio Verde, o presidente Lula visitou o hospital universitário que atende integralmente pelo SUS. A unidade realizou, em janeiro, a primeira cirurgia do Centro-Oeste com o sistema cirúrgico robótico Da Vinci X, um dos sistemas mais modernos do mundo, que proporciona maior precisão, segurança e recuperação mais rápida aos pacientes. 

    Na ocasião, dois pacientes, com câncer de próstata, foram submetidos ao procedimento cirúrgico de forma robótica. Essas duas cirurgias foram feitas com sucesso e os dois pacientes seguem em recuperação.

    Segundo o governo, a incorporação dessa tecnologia ao SUS do município representa um passo decisivo na redemocratização do acesso a procedimentos de alta complexidade, que tradicionalmente estavam restritos à rede privada.

    O presidente destacou que todo brasileiro que precise fazer radioterapia deve ter acesso gratuito em igualdade de condições. “A Constituição diz que todos nós somos iguais perante a Constituição. O SUS é possivelmente o melhor e único sistema de saúde que existe num país com mais de 100 milhões de habitantes”, afirmou. 

    Ele chegou a tirar o chapéu para falar sobre o tratamento contra o câncer de pele em seu couro cabeludo.

    “Você está vendo minha cabeça? Está machucada porque eu tive um câncer de pele e eu estou tratando para ficar bonitão”.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Governo manifesta “indignação” com ameaça de novo tarifaço dos EUA

    Nota afirma que as tarifas possuem motivação política e têm sido aplicadas para “impor danos à economia nacional e à geração de emprego e renda”

    Política – O governo federal manifestou, em comunicado divulgado nesta terça-feira (2), “indignação” com a recomendação do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) de imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil.

    O USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) propôs, em documento divulgado na noite de segunda-feira (1°), a aplicação de novas tarifas de 25% sobre todas as importações brasileiras.

    A proposta de taxação dos EUA considera como motivação atos, políticas e práticas do governo brasileiro relevantes e “passíveis de medidas legais”, suscetíveis de serem investigados por meio da Seção 301, da Lei do Comércio de 1974.

    No documento divulgado, o favorecimento do Pix, acordos de comércio preferenciais, etanol, desmatamento, entre outras questões, estão entre os tópicos citados pelos Estados Unidos como motivo para a recomendação de imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil.

    Segundo a nota do governo brasileiro, a investigação contra “alegadas práticas comerciais desleais do Brasil” e, consequentemente, a aplicação de novas tarifas está associada a atuação da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos. O documento afirma que a viagem do senador Flávio Bolsonaro à Washington para encontrar o presidente estadunidense, Donald Trump, na última semana, teve impacto direto na medida.

    “Essa investigação teve início em 15 de julho de 2025 por provocação da família Bolsonaro e está associada à tentativa de ingerência em temas internos do nosso país, como feito na recente viagem do senador Flávio Bolsonaro a Washington. Essas investidas têm contado com o auxílio de falsos patriotas que usam cargos e funções públicas para conspirar contra os interesses nacionais”, declara

    Ainda de acordo com a declaração, as tarifas possuem motivação política e têm sido aplicadas para “impor danos à economia nacional e à geração de emprego e renda”.

    “O principal efeito das tarifas unilaterais, politicamente motivadas, aplicadas ao nosso país tem sido impor danos à economia nacional e à geração de emprego e renda, além de diminuir o papel dos EUA como nosso parceiro comercial”, declara o governo brasileiro

    A expectativa do Governo é de que as recomendações da USTR não se convertam em tarifas efetivas. Entretanto, serão tomadas todas e quaisquer medidas capazes de “reduzir os danos que venham a ser causados à economia, aos empregos e à renda dos brasileiros

    Leia na íntegra a nota

    “Governo brasileiro manifesta indignação com a conclusão preliminar anunciada ontem (1/6) pelo USTR relativa à investigação da Seção 301 contra alegadas práticas comerciais desleais do Brasil.

    Essa investigação teve início em 15 de julho de 2025 por provocação da família Bolsonaro e está associada à tentativa de ingerência em temas internos do nosso país, como feito na recente viagem do senador Flávio Bolsonaro a Washington. Essas investidas têm contado com o auxílio de falsos patriotas que usam cargos e funções públicas para conspirar contra os interesses nacionais.

    É lastimável que todo o trabalho de diálogo e articulação que o Governo brasileiro tem feito, inclusive com envolvimento pessoal dos Presidentes Lula e Trump, seja sabotado por interesses meramente eleitorais e familiares.

    Não havia e não há justificativa para essas medidas unilaterais contra o nosso país ou contra patrimônios brasileiros como o PIX, mencionado explicitamente nas recomendações preliminares. Segundo estatísticas do “Bureau of Economic Analysis”, os EUA acumularam US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos (2011-2025). Só no ano passado, o superávit comercial de bens dos EUA com o Brasil totalizou US$ 14,46 bilhões. Considerando bens e serviços a cifra sobe a US$ 40,52 bilhões.

    Em 2025, 76% das importações originárias dos Estados Unidos entraram no Brasil sem pagar imposto de importação. Oito dos dez principais produtos importados dos Estados Unidos pelo Brasil tiveram tarifa efetiva zero, incluindo petróleo e derivados, aeronaves, gás natural e carvão. A alíquota média efetivamente cobrada dos produtos norte-americanos no Brasil foi de apenas 3,1%

     principal efeito das tarifas unilaterais, politicamente motivadas, aplicadas ao nosso país tem sido impor danos à economia nacional e à geração de emprego e renda, além de diminuir o papel dos EUA como nosso parceiro comercial. No primeiro trimestre de 2026, a participação dos EUA nas exportações brasileiras atingiu o menor valor da série histórica ao somar 9,4%.

    Conforme acordado pelos Presidentes Lula e Trump por ocasião da reunião em Washington no dia 7 de maio, estão em curso negociações tarifárias entre os dois países em busca de soluções que resultem no encerramento da investigação da Seção 301, previsto para 15 de julho, sem imposição de medidas contra o Brasil. O Governo brasileiro também dará continuidade ao diálogo com o setor privado com esse objetivo.

    O Brasil se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, para fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro, sem amparo nas regras do comércio internacional.

    O Governo reafirma a expectativa de que as recomendações não se convertam em tarifas efetivas, mas reitera que adotará toda e qualquer medida capaz de reduzir os danos que venham a ser causados à economia, aos empregos e à renda dos brasileiros.

    É preciso estar atento aos traidores da pátria e trabalhar em defesa da nossa soberania e dos interesses do povo brasileiro.”

    Fonte: CNN Brasil