Categoria: Política

  • STF decide se Eduardo Bolsonaro será condenado no processo do tarifaço

    Julgamento está previsto para começar às 14h.

    Política – Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta terça-feira (16) se o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro será condenado pelo crime de coação no curso do processo da trama golpista.

    O caso trata da articulação de Eduardo para incentivar os Estados Unidos a decretarem, no ano passado, o tarifaço contra as exportações brasileiras para pressionar a Corte a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro.  

    O julgamento está previsto para começar às 14h. O primeiro a falar será o relator, ministro Alexandre de Moraes, que fará a leitura do relatório do processo, um resumo de todas as etapas percorridas.

    Em seguida, a acusação será lida pelo representante da Procuradoria-Geral da República (PGR).

    A defesa de Eduardo Bolsonaro será feita pela Defensoria Pública da União (DPU).

    Após as sustentações, a palavra será concedida a Moraes, que votará pela condenação ou absolvição do filho do ex-presidente.

    Os demais votos serão proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e o presidente do colegiado, Flávio Dino.

    O quórum do julgamento será composto pelos quatro ministros. No ano passado, após o ministro Luiz Fux se transferir para a Segunda Turma, a quinta cadeira ficou vaga. A vacância ocorreu em função da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. 

    Acusação 

    Em novembro do ano passado, o STF aceitou denúncia da PGR no inquérito que apurou a atuação de Eduardo Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte e a aplicação de sanções econômicas da Lei Magnitsky. 

    Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

    Segundo a PGR, Eduardo cometeu condutas criminosas ao realizar postagens nas redes sociais e conceder entrevistas à imprensa com objetivo de ameaçar a obtenção de sanções estrangeiras para tentar “livrar” Jair Bolsonaro da condenação a 27 anos e três meses no processo da trama golpista.

    Para a procuradoria,  as ameaças do ex-deputado foram concretizadas e trouxeram prejuízos para as exportações brasileiras.

    “A estratégia criminosa culminou em prejuízos concretos a diversos setores produtivos onerados pelas sobretarifas norte-americanas, alcançando, em última instância, trabalhadores vinculados a essas cadeias econômicas, completamente alheios aos processos penais atacados”, afirmou a PGR.

    Conforme o Código Penal, a pena prevista para o crime de coação no curso do processo varia entre um e quatro anos de prisão. Além disso, podem incidir agravantes, que podem elevar a pena.

    A PGR também solicitou ao STF a fixação de um valor para reparação pelos danos econômicos provocados por Eduardo.

    Defesa

    Durante a tramitação do processo, o ministro Alexandre de Moraes determinou a notificação do ex-deputado por edital, mas ele não foi encontrado nem indicou advogado particular.

    Diante da situação, o ministro autorizou que a defesa seja realizada pela DPU.

    Nas alegações apresentadas ao Supremo, o órgão defendeu a anulação do processo e disse que Moraes não pode julgar o caso por ter sido vítima do cancelamento de vistos e das sanções financeiras oriundas da Lei Magnitsky.

    “Aqui o julgador é, ao mesmo tempo, a principal vítima das condutas que é chamado a julgar”, disse o órgão.

    A DPU também alegou que a turma está com quatro ministros. Dessa forma,  um ministro da Segunda Turma deveria ser convocado para compor o quórum do julgamento.




    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Omar Aziz amplia base política no interior e reforça projeto para 2026 com novas filiações ao PSD

    Pré-candidato ao Governo do Amazonas recebeu o apoio de seis prefeitos nos últimos dias, consolidando a expansão do partido nos municípios do estado.

    Política – O senador Omar Aziz (PSD), pré-candidato ao Governo do Amazonas, ampliou sua força política no interior do estado com a filiação de seis prefeitos ao Partido Social Democrático (PSD) durante o feriadão. O movimento reforça a estratégia de fortalecimento da legenda nos municípios e amplia a rede de apoio ao projeto político liderado pelo parlamentar para as eleições de 2026.

    Na sexta-feira (5), oficializaram ingresso no PSD os prefeitos Nicson Marreira, de Tefé; Matulinho Braz, de Caapiranga; e Socorro Nogueira, de Rio Preto da Eva. Também se filiou à sigla Anderson Souza, ex-prefeito e atual presidente da Associação Amazonense dos Municípios (AAM).

    As novas adesões se somam às filiações já anunciadas anteriormente dos prefeitos Emerson Melo, de Beruri, e Otávio Farias, de Novo Airão, consolidando um cenário de crescimento da base partidária no interior amazonense.

    O avanço do PSD nos municípios é interpretado nos bastidores políticos como um indicativo da aproximação de lideranças locais em torno da pré-candidatura de Omar Aziz ao comando do Executivo estadual. O senador destacou que o fortalecimento do partido passa pelo diálogo com gestores municipais e pela construção de propostas voltadas às necessidades da população do interior.

    “Estamos fortalecendo um projeto que olha para os municípios, escuta os prefeitos e entende as dificuldades reais da população do interior. Essas filiações mostram que existe um sentimento de união e confiança em um projeto que quer fazer o Amazonas voltar a crescer”, afirmou Omar Aziz.

    A movimentação ocorre em um momento estratégico do calendário político. Com pouco mais de três meses para o início oficial da campanha eleitoral, lideranças partidárias intensificam articulações em busca de alianças e apoio nos municípios, considerados peças fundamentais na definição dos rumos da disputa estadual.

    Além do crescimento da estrutura partidária, Omar Aziz aparece na liderança dos levantamentos eleitorais divulgados até o momento para o Governo do Amazonas. Mesmo diante de diferentes cenários e nomes testados pelos institutos de pesquisa, o senador tem mantido posição de destaque na preferência do eleitorado.

    Com a ampliação da base no interior, o PSD busca consolidar uma frente política capaz de fortalecer a pré-candidatura de Omar Aziz e ampliar sua presença em regiões consideradas decisivas para o resultado das eleições de 2026.

  • BTG/Nexus: Lula lidera no 1º e 2º turnos contra Flávio Bolsonaro

    Levantamento aponta que o atual presidente possui 42% no primeiro turno e 49% em eventual disputa direta contra o senador.

    Política – Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (15) mostra que o presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto para a eleição presidencial de 2026 nos cenários de primeiro e segundo turnos contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).

    No primeiro cenário estimulado para o primeiro turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que soma 33%. Na sequência, aparecem o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) com 4% cada. O ex-chefe do Executivo de Minas Gerais Romeu Zema (NOVO) tem 2%.

    Em um segundo cenário testado, somente com a presença de Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Caiado, Zema e o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, o atual presidente mantém a liderança com 43%, enquanto o filho do ex-presidente Bolsonaro registra 34%.

    Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento indica que o atual presidente venceria a disputa com 49% dos votos. O senador aparece com 43%.

    Lula também lidera todos os outros cenários de segundo turno que a pesquisa testou. Contra Zema, o atual presidente aparece com 49%, enquanto o mineiro tem 39%.

    Já contra Caiado, Lula aparece com 48%, enquanto o goiano tem 39%. No duelo contra Renan Santos, o atual presidente tem 49%, contra 36%.

    A pesquisa ouviu 2.017 eleitores entre os dias 12 e 14 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06645/2026.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Sob Milei, Argentina deixa de ser principal destino internacional de Lula

    No Lula 1 e Lula 2, vizinho era comandado por Néstor e Cristina Kirchner e foi mais país visitado pelo petista; cenário muda em terceiro mandato.

    Mundo – A Argentina deixou de ser o principal destino internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seu terceiro mandato, segundo levantamento com dados de sua agenda oficial. O mandatário reduziu a frequência de viagens ao vizinho desde que Javier Milei assumiu a Casa Rosada.

    No Lula 1 e Lula 2, a Argentina foi o destino internacional mais visitado pelo presidente. O mandatário viajou ao vizinho sete vezes entre 2003 e 2006 e dez vezes de 2007 a 2010. Nestes períodos, o vizinho foi comandado por aliados do petista, Néstor Kirchner e Cristina Kirchner.

    Até aqui em seu terceiro mandato, Lula foi à Argentina somente três vezes – sendo que duas viagens aconteceram em 2023, quando o país ainda tinha o esquerdista Alberto Fernández como presidente. A única visita sob Milei se deu em participação na Cúpula do Mercosul, em julho de 2025.

    Auxiliares do presidente admitiram, sob reserva, que a menor frequência de viagens se deve ao distanciamento ideológico entre os mandatários. Lula e Milei expuseram divergências políticas publicamente mais de uma vez ao longo dos últimos anos.

    Até aqui, os principais destinos de Lula em seu terceiro mandato foram Colômbia e Estados Unidos – mesmo em meio à tensão na relação diplomática entre Brasília e Washington. O petista viajou cinco vezes para cada um desses países.

    A África também perdeu espaço na agenda de Lula no atual governo. No Lula 1 e 2, foi o continente mais visitado pelo petista, com 17 viagens e 14 viagens respectivamente. Em sua terceira passagem pelo Palácio do Planalto, o mandatário foi ao país somente sete vezes.

    Segundo fontes palacianas, uma das razões para a menor frequência de viagens ao continente é o número de conflitos armados internos que se espalham por países africanos – e impossibilitam qualquer tipo de visita diplomática.

    Lula reduz ritmo de viagens

    O presidente Lula desacelerou o ritmo de viagens internacionais em seu terceiro mandato. O petista registra 70 visitas a outros países e soma 127 dias fora do Brasil.

    O tempo em viagens internacionais equivale a cerca de 10% do terceiro mandato do petista – ou pouco mais de quatro meses. Em 2023, Lula passou 51 dias fora do Brasil; em 2024, 23 dias; em 2025, 40 dias; e em 2026, 13 dias.

    O levantamento considera as viagens já realizadas pelo presidente. Lula deve ter mais duas agendas no primeiro semestre: a primeira é a Cúpula do G7, na França, na próxima semana; a segunda é a cúpula do Mercosul, no Paraguai, que acontece no fim de junho. No segundo semestre, o petista ainda deve comparecer à Assembleia Geral da ONU, à Cúpula do G20, ambos nos Estados Unidos, e à COP31, na Turquia, mas priorizará agendas nacionais em campanha à reeleição.

    O número de deslocamentos está distante daqueles registrados no Lula 1 e Lula 2. Em seu primeiro mandato, o presidente realizou 104 visitas e passou 216 dias fora do Brasil; e no segundo governo acelerou este ritmo, com 146 visitas e 276 dias no exterior.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Bolsonaro apresenta piora no estado de saúde e equipe médica determina novos exames

    Relatório encaminhado ao STF aponta agravamento das crises de soluço e aumento da preocupação dos médicos com a recuperação do ex-presidente.

    Política – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou uma piora em seu quadro clínico após enfrentar novas crises de soluço entre terça-feira (9) e quarta-feira (10). A informação consta no relatório médico semanal encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), conforme determinação relacionada ao acompanhamento de sua prisão domiciliar humanitária.

    De acordo com o documento, a equipe médica responsável decidiu intensificar o tratamento, promovendo o aumento da dosagem dos medicamentos utilizados pelo ex-presidente e solicitando uma nova bateria de exames para investigar as causas dos sintomas persistentes.

    Entre os procedimentos indicados estão a realização de uma endoscopia digestiva alta, uma manometria esofágica de alta resolução e uma pHmetria gástrica. Os exames têm como objetivo avaliar possíveis alterações no sistema digestivo que possam estar relacionadas às recorrentes crises de soluço.

    O relatório aponta que os profissionais de saúde acompanham o caso com atenção diante do agravamento recente dos sintomas. Até o momento, os médicos ainda buscam identificar a origem exata das crises apresentadas por Bolsonaro.

    O ex-presidente está em prisão domiciliar humanitária desde 27 de março, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que acolheu pedido da defesa em razão do estado de saúde do ex-chefe do Executivo. A medida concedeu um período inicial de 90 dias para que Bolsonaro pudesse realizar tratamento e se recuperar de um quadro de broncopneumonia.

    Bolsonaro cumpre pena após ter sido condenado a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. A condenação foi proferida pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em setembro de 2025.

    Com a aproximação do fim do prazo estabelecido para a prisão domiciliar, ainda não há definição sobre a manutenção do benefício. A continuidade da medida dependerá das avaliações médicas e da análise do STF sobre a evolução do quadro clínico do ex-presidente.

    Enquanto isso, os novos exames deverão auxiliar os médicos na definição dos próximos passos do tratamento e na elaboração de novos relatórios que serão encaminhados periodicamente à Corte.

  • PT pede ao STF investigação de recursos destinados a filme sobre Bolsonaro

    A legenda alegou haver indícios de propaganda político-eleitoral, abuso de poder econômico e caixa dois ligados ao projeto cinematográfico.

    Política – O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou na quarta-feira (10), junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), notícia de fato na qual pediu a investigação de recursos destinados ao filme “Dark Horse”, que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. A legenda alegou haver suspeitas sobre a origem do financiamento do filme, possível propaganda político-eleitoral, abuso de poder econômico e caixa dois.

    No documento, o partido apresentou como “ponto central dos potenciais ilícitos” a destinação de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, pertencente a Karina Ferreira Gama. Ela também é proprietária da Go Up Entertainment, que produziu o filme “Dark Horse”.

    Segundo o PT, o volume de recursos destinados a organizações ligadas ao filme sobre Bolsonaro por meio de emendas parlamentares pode configurar caixa dois e abuso de poder econômico se utilizado para influenciar o processo eleitoral. “A exaltação pública da trajetória de Bolsonaro constitui mecanismo apto a fortalecer a imagem, a notoriedade e a percepção positiva daqueles que se apresentam como herdeiros de seu legado político”, argumentou a legenda.

    A partir disso, o partido pediu a abertura de um processo para apurar a produção de “Dark Horse” ou a inclusão da apuração na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854. A ação está ligada às decisões do STF que declararam inconstitucional as emendas de relator (R9), o chamado “Orçamento Secreto”. Atualmente sob relatoria do ministro Flávio Dino, o dispositivo serve como instrumento de monitoramento da transparência e da execução das emendas parlamentares.

    O PT solicitou também a apuração de possíveis “recursos privados de origem não identificada”. No documento, a legenda apresentou reportagens que noticiaram informações sobre o financiamento do projeto cinematográfico após a divulgação de áudios do senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nos quais ele pedia dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para a produção do filme.

    Para investigar as suposições apresentadas, o PT:

    Afirmou ser necessária a verificação de registros regulatórios audiovisuais junto à Agência Nacional do Cinema (Ancine), à Biblioteca Nacional e ao Escritório de Direitos Autorais dos Estados Unidos;

    Pediu para checar a situação migratória e trabalhista dos profissionais estrangeiros da produção, como o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh;

    Solicitou a apuração da existência de um pacote de seguros “proporcional à magnitude da produção declarada”;

    Apontou a pertinência de examinar os contratos dos roteiristas, do diretor e do elenco, o instrumento de cessão da história de vida do Bolsonaro e do argumento criado pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP), bem como identificar quem detém o controle da versão final do filme e os direitos autorais e de comercialização;

    Requereu a verificação junto ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos da incidência da Lei de Registro de Agentes Estrangeiros sobre as atividades desenvolvidas pela rede do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro no Texas, como o fundo Havengate que gere o projeto cinematográfico;

    Propôs a averiguação dos documentos da operação feita de Vorcaro para o fundo Havengate e o repasse para a Go Up Entertainment.

    Ao STF, a legenda argumentou ainda que a investigação é importante para “afastar ou confirmar” o uso de recursos públicos em “atividades com potencial finalidade político-eleitoral”. Similarmente, o PT afirmou ser necessário apurar o aporte privado de “origem não identificada”, “estruturas empresariais opacas”, “mecanismos de interposição patrimonial” ou “fluxos transnacionais” no financiamento do filme sobre Bolsonaro.




    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Lula afirma que Brasil é referência ambiental mundial: ‘Hoje somos tratados como ninguém’

    Durante evento no Palácio do Planalto, presidente destacou avanços na preservação ambiental, elogiou Marina Silva e lançou programa de recuperação da Caatinga.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na quarta-feira (10) que o Brasil conquistou a maior credibilidade ambiental do mundo, resultado que, segundo ele, é fruto do trabalho conjunto entre o governo, ambientalistas e instituições comprometidas com a preservação dos biomas brasileiros.

    A declaração foi feita durante cerimônia em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. Na ocasião, Lula destacou a mudança na percepção internacional sobre o país e afirmou que o Brasil voltou a ocupar posição de protagonismo nos debates sobre sustentabilidade.

    “Hoje, o Brasil é tratado como ninguém no mundo na questão ambiental. Recuperamos a credibilidade e mostramos que é possível crescer economicamente protegendo nossas riquezas naturais”, declarou o presidente.

    Veja ao vídeo

    https://www.instagram.com/reel/DZctBgrBjBQ/?igsh=bGhqYzF0bXI3ZmNo

    Lula atribuiu esse reconhecimento às políticas voltadas ao combate ao desmatamento e à ampliação das ações de preservação ambiental implementadas ao longo de seu governo. O presidente também fez elogios à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ressaltando sua atuação na condução das políticas públicas do setor.

    Durante o discurso, o chefe do Executivo defendeu a construção de consensos para avançar nas pautas ambientais e criticou posições extremas que, segundo ele, dificultam soluções concretas.

    “Quando as pessoas adotam a lógica do tudo ou nada, normalmente não avançam. É preciso dialogar, negociar e construir caminhos que permitam resultados reais para o meio ambiente e para a população”, afirmou.

    No evento, Lula sancionou a lei que cria a Política Nacional para Recuperação da Caatinga, considerada um marco para a proteção e restauração do único bioma exclusivamente brasileiro. A iniciativa busca fortalecer ações de conservação, recuperação de áreas degradadas e desenvolvimento sustentável na região.

    Além da sanção da nova legislação, o governo federal lançou o Programa Recaatingar, voltado à recuperação ambiental e ao incentivo de atividades sustentáveis no semiárido brasileiro. A iniciativa contará com investimento inicial de R$ 60 milhões, provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Nordeste.

    A expectativa do governo é que os recursos sejam destinados a projetos de restauração ecológica, manejo sustentável e fortalecimento das comunidades locais que dependem diretamente dos recursos naturais da Caatinga.

    Ao encerrar o evento, Lula reforçou o compromisso do Brasil com a agenda climática internacional e afirmou que o país pretende ampliar sua participação nas discussões globais sobre preservação ambiental, especialmente diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

    As declarações ocorrem em um momento em que o governo brasileiro busca consolidar sua imagem internacional na área ambiental, ao mesmo tempo em que se prepara para sediar importantes debates globais sobre sustentabilidade e desenvolvimento nos próximos anos.

  • CCJ do Senado aprova Projeto que cria o Pix Pensão alimentícia

    Texto vai ao plenário do Senado; proposta foi aprovada pela Câmara em setembro de 2025.

    Política – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou na quarta-feira (10), o Projeto de Lei 4978/2023, que cria o Pix Pensão, para facilitar o pagamento da pensão alimentícia. O colegiado votou o requerimento de urgência para tramitação da matéria e, em seguida, aprovou o parecer. Agora, o texto vai ao plenário do Senado. A proposta foi aprovada pela Câmara em setembro de 2025.

    O PL institui a transferência automática de pensão alimentícia, permitindo que o beneficiário opte por essa forma de pagamento em qualquer momento do cumprimento da sentença.Atualmente, a pensão pode ser debitada automaticamente do salário do devedor. No entanto, não quando ele não tem vínculo formal de trabalho, o beneficiário precisa acionar a Justiça a cada atraso.



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • PEC que reduz maioridade penal avança na Câmara e reacende debate sobre segurança pública


    Política – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos previstos no texto. A decisão marca um novo avanço de um dos temas mais debatidos do Congresso Nacional.


    Com a aprovação na comissão, a proposta será encaminhada para uma comissão especial, onde o mérito será analisado antes de seguir para votação no plenário da Câmara dos Deputados. Caso seja aprovada, ainda precisará passar pelo Senado Federal para entrar em vigor.


    A discussão divide opiniões entre parlamentares e especialistas. Os defensores da medida afirmam que a mudança pode contribuir para o combate à criminalidade e aumentar a responsabilização por crimes graves.

    Já os críticos argumentam que a redução da maioridade penal não resolve as causas da violência e defendem investimentos em educação, inclusão social e fortalecimento das políticas voltadas à juventude.


    Apesar do avanço na CCJ, a PEC ainda não altera a legislação atual. O texto continuará tramitando no Congresso e dependerá de novas votações antes de uma possível promulgação.

    Por Débora Alcântara

  • CCJ do Senado aprova PEC que reduz idade e prevê aposentadoria integral para agentes de saúde e endemias

    Governo cita impacto de R$ 99 bilhões. Texto, que vai a plenário, também prevê a chamada paridade, ou seja, que o aposentado receba os mesmos reajustes dados a quem está na ativa.

    Política – A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta-feira (10) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê aposentadoria integral e com paridade a agentes de saúde e de combate a endemias. A votação foi simbólica e a matéria segue para análise do plenário.

    Também pelo texto, os agentes passam a ter direito à aposentadoria com idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, condicionada a 25 anos de contribuição e efetivo exercício na atividade.

    Pela regra atual, consolidada após a reforma da Previdência, a idade de aposentadoria é de 62 anos para mulher e 65 anos para homem.

    A PEC também estabelece uma transição. Para agentes ativos que tiverem 25 anos de contribuição até 2030, será garantida a aposentadoria especial com idade mínima de 50 anos para mulheres e 52 para homens.

    Após isso, a cada cinco anos, a idade mínima será acrescida de dois anos. Com isso, a partir de 2041, valerão as idades mínimas de 57 anos para mulheres e 60 para homens.

    Pauta-bomba

    O impacto estimado pelo ministério da Fazenda é de R$ 99 bilhões. Neste terça (9), o ministro Dario Durigan esteve com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para discutir projetos sensíveis à equipe econômica pelo elevado impacto nas contas públicas e a PEC foi um dos temas Essas propostas são comumente chamadas de pautas-bomba.

    Segundo interlocutores do presidente do Senado, apesar dos senadores terem aprovado a quebra de intervalo — que permite que a PEC siga para o plenário — Alcolumbre não deve colocar o texto na pauta desta semana da Casa.

    A PEC também determina que sejam considerados, para a aposentadoria, o período exercido em mandato classista e o tempo em que o servidor ficou readaptado em outra função por causa de acidente de trabalho, doença profissional ou doença relacionada ao trabalho.

    A proposta vale tanto para os agentes vinculados ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) quanto ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), com regras de transição específicas, escalonamento de idades e um sistema de pontos.

    Além disso, disciplina a regularização do vínculo funcional desses profissionais e estabelece providências de natureza financeira envolvendo União, estados, Distrito Federal e municípios, incluindo aporte ao Fundo do RGPS.

    Fonte: G1