Categoria: Política

  • ‘Tem que ser investigado como todos’, diz Ciro Nogueira sobre Flávio Bolsonaro

    Política – O senador Ciro Nogueira (PP-PI) evitou na quinta-feira (21) “defender ou acusar” o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em entrevista à TV Clube, afiliada da Rede Globo, o parlamentar afirmou que o colega “tem que ser investigado como todos”.

    “Se for inocente, que seja, lógico, reconhecida a sua inocência. Se for culpado, tem que pagar exemplarmente”, declarou Ciro Nogueira.

    O parlamentar disse ainda que o Brasil “não pode ter mais ninguém cometendo ilícito que possa ser beneficiado por proteção”. “Temos que investigar com isenção. E, quem for inocente, que seja inocente, quem for culpado, pague severamente de acordo com a lei”, afirmou.

    A declaração de Ciro se dá no momento em que a pré-candidatura de Flávio sofre com crise desencadeada pela divulgação de troca de mensagens entre o senador e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Entretanto, o parlamentar do Piauí foi alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes envolvendo a instituição financeira.

    Ciro também era um dos nomes cotados como vice de Flávio na corrida ao Planalto. Em entrevista ao programa Direto ao Ponto, o senador descartou a intenção de integrar a chapa do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou estar focado na reeleição à Casa Alta.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Flávio Bolsonaro articula visita à Casa Branca para agenda com Trump, dizem assessores

    Senador e pré-candidato à Presidência teria recebido convite da Casa Branca para visita a Washington. Não há, no entanto, data definida e agenda oficializada.

    Política – O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) articula um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo assessores do senador do PL, ele recebeu um convite da Casa Branca.

    Informações obtidas pela reportagem apontam que o convite foi feito a partir de articulação da equipe da campanha dele.

    O ex-redator da Casa Branca e atual conselheiro do Departamento de Estado dos EUA, Darren Beatie, estaria à frente das negociações, após contato do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Beattie agora articula o possível encontro com Trump por intermédio do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

    Questionado pela imprensa na saída do Congresso, Flávio negou que o encontro tenha sido um pedido da equipe dele, e afirmou que o assunto deve ser discutido com a Casa Branca.

    Segundo assessores, o senador ainda avalia a melhor data para viajar a Washington, o que poderia ser na próxima semana. O que está sendo discutido é se esse é o melhor momento para o encontro, e se a Casa Branca vai concordar com a reunião nos próximos dias.

    A ida de Flavio Bolsonaro aos Estados Unidos seria uma forma de tentar criar uma agenda positiva no momento em que o pré-candidato enfrenta uma crise em sua campanha por causa de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.

    Fonte: G1

  • Justiça impõe primeira derrota a Ratinho em ação contra Erika Hilton

    Ministério Público se posicionou contra pedido do apresentador e afirmou que interpelação judicial não pode ser usada para produzir provas contra a deputada.

    Política – O apresentador Ratinho sofreu um revés na Justiça em uma ação movida contra a deputada federal Erika Hilton. O caso tramita no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e envolve uma interpelação judicial criminal apresentada pelo comunicador após declarações feitas pela parlamentar nas redes sociais.

    A informação foi divulgada pela jornalista Fábia Oliveira.

    Entenda a origem da polêmica

    A disputa começou depois que Erika Hilton publicou mensagens no X, antigo Twitter, mencionando reportagens antigas que apontariam supostos casos de trabalho análogo à escravidão em propriedades ligadas ao apresentador no Paraná.

    Na mesma publicação, a deputada também afirmou que faria denúncias envolvendo um dos filhos de Ratinho e um suposto caso de estupro de vulnerável.

    Após as declarações, o apresentador acionou a Justiça alegando que as falas eram ofensivas, falsas e criminosas.


    Ratinho pediu explicações formais

    Na interpelação judicial, Ratinho solicitou que Erika Hilton esclarecesse detalhes das acusações publicadas nas redes sociais.

    Entre os questionamentos feitos estavam:

    Qual dos filhos estaria envolvido no suposto crime;

    Em quais circunstâncias o caso teria ocorrido;

    Em qual fazenda teria acontecido trabalho escravo;

    E quais seriam as condições relacionadas aos episódios mencionados.


    A medida era considerada um passo inicial para uma possível queixa-crime contra a deputada por crimes contra a honra.

    Ministério Público rejeitou pedido

    Na última segunda-feira (18), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios se manifestou contra o pedido do apresentador.

    Segundo o promotor Leonardo Carneiro Britto, a interpelação judicial foi utilizada de maneira inadequada.

    O representante do MP afirmou que esse instrumento jurídico serve apenas para esclarecer expressões ambíguas ou de interpretação duvidosa, e não para investigar fatos ou produzir provas para futuras ações penais.

    Promotor apontou “extrapolação”

    De acordo com o parecer, Ratinho demonstrou compreender claramente o conteúdo das declarações de Erika Hilton, já que ele próprio classificou as falas como criminosas.

    O Ministério Público também destacou que parte das acusações envolve diretamente um dos filhos do apresentador. Por isso, eventual pedido de esclarecimento deveria partir da própria pessoa citada, e não de Ratinho.

    Com base nesses argumentos, o MPDFT opinou pelo não acolhimento da interpelação judicial.

    Caso ainda terá decisão judicial

    Apesar do parecer do Ministério Público, a decisão final ainda caberá ao juiz Omar Dantas Lima, da 7ª Vara Criminal de Brasília.

    O magistrado deverá decidir se o pedido do apresentador seguirá tramitando ou se será arquivado.

  • 📌 LIDERANÇA INCONTESTÁVEL: Omar Aziz dispara com 40% dos votos válidos e consolida favoritismo rumo ao Governo do Amazonas

    Por Jornalista Theo / Portal 8Viu

    MANAUS (AM) – A corrida sucessória para o Governo do Amazonas ganhou um direcionamento nítido e de forte favoritismo. Os dados oficiais da nova pesquisa do instituto CENSUS, registrada no TSE sob o número AM-02868/2026 e coletada entre os dias 6 e 10 de maio, apontam o senador Omar Aziz (55 – PSD) em uma liderança isolada e amplamente consolidada. O parlamentar desponta no topo com 35% das intenções de voto na modalidade estimulada e atinge a marca avassaladora de 40% quando contabilizados apenas os votos válidos.  

    Os números consolidam Omar Aziz como o principal nome de oposição à atual gestão estadual, traduzindo em intenção de voto a aprovação popular de sua atuação firme em Brasília na defesa do povo amazonense e da Zona Franca de Manaus.  

    O detalhamento dos cruzamentos estatísticos da pesquisa CENSUS evidencia que a musculatura política de Omar Aziz é impulsionada por uma capilaridade geográfica espetacular. No interior do Estado, o senador alcança impressionantes 44% da preferência do eleitorado, estabelecendo uma distância intransponível para os demais concorrentes.  

    Domínio no Interior e Força Popular

    Além do domínio nas calhas dos rios, Aziz demonstra um desempenho excepcional entre as novas gerações: ele lidera com 44% na faixa jovem de 16 a 24 anos e atinge 47% entre os eleitores de ensino fundamental, evidenciando que seu discurso de renovação e proteção social encontra profunda ressonância nas camadas que buscam transformações reais para o Amazonas.  

    Distância dos Concorrentes nos Votos Válidos

    A superioridade de Omar fica ainda mais evidente ao observar o pelotão que tenta acompanhá-lo. Nos votos válidos (cenário que exclui brancos, nulos e indecisos), o senador abre uma vantagem confortável de 15 pontos percentuais sobre a segunda colocada, Maria do Carmo (PL), que aparece com 25%. O ex-prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), figura em terceiro lugar com 20%, seguido pelo atual governador Roberto Cidade (União), que soma apenas 16%.  

    Com apenas 6% de eleitores indecisos e outros 6% votando em branco ou nulo na modalidade estimulada, o eleitorado amazonense sinaliza que a decisão já está praticamente tomada, consagrando a experiência, o preparo e o nome de Omar Aziz como a escolha natural para liderar o destino do estado a partir do próximo ano.  

    O Portal 8Viu segue com a sua lupa apontada para os bastidores, trazendo os gráficos detalhados diretamente do Tribunal Superior Eleitoral.  

  • Banco Master: PF rejeita delação premiada de Daniel Vorcaro

    A PGR informou que mantém as negociações de colaboração com o banqueiro.

    Política – A Polícia Federal (PF) rejeitou na quarta-feira (20) o pedido de delação premiada do dono do Banco Master, Daniel Vocaro. Em paralelo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) mantém as negociações para firmar acordo de cooperação com o banqueiro.

    Na segunda-feira (18), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência de Vorcaro para uma cela comum na Superintendência Regional da PF no Distrito Federal e suspendeu o acesso dos advogados a qualquer hora do dia. Quando oficializou o processo de delação premiada, o banqueiro foi custodiado na mesma Sala de Estado-Maior onde o ex-presidente Jair Bolsonaro estava detido.

    A transferência de Vorcaro para uma cela comum era indicação de que as negociações de cooperação não avançariam. Em 6 de maio, a defesa do banqueiro enviou nova proposta de delação premiada após a PF e a PGR recusarem o primeiro material de colaboração. A corporação e o órgão entenderam que o conteúdo estava incompleto e não respondia às dúvidas dos investigadores.

    O último material produzido por Vorcaro foi entregue às autoridades em um pen drive. A defesa do banqueiro acreditava que a delação irá garantir a sua liberdade. A proposta continha uma série de anexos e sugeriria o pagamento de uma multa bilionária.

    Entenda o caso Master

    Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial de:

    Banco Master S/A;

    Banco Master de Investimentos S/A;

    Banco Letsbank S/A;

    Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

    Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do Master, teve o seu encerramento forçado.

    O processo de liquidação foi acompanhado pela Operação Compliance Zero. Também em 18 de novembro, a PF deflagrou a primeira fase da ação para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Diante da possibilidade de fuga, Vorcaro foi preso um dia antes. O banqueiro foi solto depois com o uso de tornozeleira eletrônica. Em 4 de março, ele foi detido novamente.

    Segundo as investigações, a instituição financeira oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, o Banco Master passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.

    Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.

    Em 17 de janeiro, o FGC iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Sonia Guajajara é eleita copresidenta de grupo parlamentar das Américas; deputada é a 1ª indígena brasileira a coordenar rede

    Deputada federal pelo PSOL foi escolhida para comandar grupo sobre direitos das mulheres e meninas indígenas durante assembleia em Ottawa, no Canadá; organização reúne parlamentos de 35 países das Américas e do Caribe.

    Política –  A deputada federal e ex-ministra Sonia Guajajara (PSOL) foi eleita copresidenta do Grupo Parlamentar sobre os Direitos das Mulheres e Meninas Indígenas do ParlAmericas, organização que reúne parlamentos de 35 países das Américas e do Caribe.

    A eleição ocorreu nesta terça-feira (19), em Ottawa, no Canadá, durante reunião preparatória para a 22ª Assembleia Plenária do ParlAmericas. Segundo a organização, Sonia é a primeira brasileira indígena a assumir uma coordenação dentro da rede diplomática interamericana.

    A deputada dividirá a copresidência com a senadora canadense Margo Greenwood, acadêmica indígena de ascendência Cree que atua nas áreas de saúde indígena, educação, infância e políticas públicas voltadas aos povos originários.

    Durante discurso no evento, Sonia defendeu maior presença indígena nos espaços de decisão política.

    Ela também disse que os povos indígenas entenderam que apenas os direitos garantidos pela Constituição e por tratados internacionais “não estavam sendo suficientes” para assegurar acesso concreto à educação, saúde, respeito às culturas e proteção dos territórios indígenas.

    “Precisávamos sentir concretamente o acesso à educação, o acesso à saúde, o respeito às culturas e, sobretudo, aos territórios”, declarou.

    O encontro teve como tema “Liderança Parlamentar de Mulheres Indígenas nas Américas: Fortalecendo Direitos, Representação e Ação Coletiva”.

    O congresso reuniu especialistas ligados à Organização dos Estados Americanos e à Organização das Nações Unidas, além de parlamentares indígenas de países como Equador, Colômbia, Argentina, Guatemala, México e Panamá.

    Fonte: G1

  • Lula defende fim da escala 6×1 e diz que trabalhador quer tempo até para ‘namorar’

    Presidente afirmou a empresários que mudança na jornada é inevitável e prometeu diálogo para adaptar regras a cada setor da economia.

    Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender nesta terça-feira (19) o fim da escala de trabalho 6×1 e afirmou que os brasileiros desejam mais tempo livre para lazer, convivência familiar, estudos e até para “namorar”.

    A declaração foi feita durante a abertura de um evento internacional da indústria da construção civil, em São Paulo, diante de empresários e representantes do setor produtivo.

    Segundo Lula, a redução da jornada de trabalho é uma necessidade diante das mudanças sociais e dos avanços tecnológicos.

    “Não fiquem assustados. A escala 6×1 é uma coisa necessária, porque hoje o povo quer mais tempo pra ficar em casa, pra lazer, pra estudar, pra namorar”, declarou o presidente.



    Lula cita tecnologia e automação

    Durante o discurso, o presidente também falou sobre o avanço da automação nas indústrias e o crescimento do uso de robôs em processos produtivos.

    Ao comentar uma demonstração tecnológica no evento, Lula ironizou o fato de máquinas não reivindicarem direitos trabalhistas.

    “Imagina que o robô não vai fazer greve, não vai pedir aumento de salário. Imagina que beleza pra vocês. Mas enquanto tiver trabalhador a gente precisa respeitá-los”, afirmou.

    O presidente defendeu que o avanço tecnológico precisa caminhar junto com melhores condições de vida para os trabalhadores.

    Mudanças serão negociadas, diz governo

    Lula tentou tranquilizar empresários ao afirmar que eventuais mudanças nas jornadas não serão impostas de forma abrupta.

    Segundo ele, cada categoria profissional e setor econômico terá sua realidade considerada nas negociações.

    “Nós sabemos que a jornada de trabalho vai ser alterada levando em conta a realidade de cada categoria, de cada profissão e de cada setor econômico”, disse.

    O petista reforçou que o governo pretende construir a proposta em diálogo com trabalhadores e empresários.

    Debate divide setor produtivo

    A discussão sobre o fim da escala 6×1 vem gerando preocupação em setores empresariais, que avaliam possíveis impactos nos custos operacionais e na competitividade das empresas.

    Especialistas apontam que uma eventual redução da jornada exigirá aumento de produtividade, qualificação profissional e investimentos em inovação para equilibrar os efeitos econômicos.

    Apesar da resistência de parte do mercado, o governo considera o tema uma das prioridades no debate trabalhista.

    Lula destaca números da construção civil

    Durante o evento, o presidente também apresentou dados sobre habitação e crédito imobiliário.

    Segundo Lula, a Caixa Econômica Federal alcançou carteira de crédito imobiliário de R$ 976,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026, representando 68% do mercado nacional.

    O presidente ainda afirmou que foram assinados 2,84 milhões de contratos imobiliários desde o início de 2023 e destacou crescimento de 93% nos contratos do programa Minha Casa Minha Vida na modalidade FGTS em comparação com 2023.

  • CCJ da Câmara adia análise de PEC sobre redução da maioridade penal

    Relator apresentou parecer favorável.

    Política – A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou nesta terça-feira (19) a análise da admissibilidade proposta de emenda à Constituição (PECs) sobre redução da maioridade penal no Brasil de 18 para 16 anos.

    De acordo com o texto, jovens com 16 anos passariam a responder criminalmente por seus atos como adultos, tendo de cumprir pena em presídios. Atualmente, jovens que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas pelo limite de três anos, estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

    A análise da proposta foi adiada por causa do início da Ordem do Dia do Plenário. Com isso, demais votações na Casa, como em comissões, devem ser interrompidas.

    A proposta (PEC 32/15) é de autoria do deputado Coronel Assis (PL-MT). Além da redução da maioridade penal, prevê que os jovens com 16 anos poderiam se casar, celebrar contratos, tirar carteira de habilitação e votar obrigatoriamente. O autor defende que 90% da população são a favor da redução da maioridade penal, conforme pesquisa recente.

    Parecer

    Antes de a sessão ser interrompida, o relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), apresentou parecer favorável à proposta, porém defendeu que a emenda trate apenas da punição criminal, sem abordar os direitos civis. Segundo ele, para evitar “confusão jurídica”.

    Não há consenso sobre o tema dentro da comissão.  A deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) argumenta que apenas 8% dos atos cometidos por jovens são considerados graves e que esses jovens podem acabar sendo aliciados pelo crime organizado se ingressarem no sistema prisional. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o país registra cerca de 12 mil adolescentes em unidades de internação ou em privação de liberdade – menos de 1% dos 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Flávio e Valdemar se encontram nesta terça-feira para alinhar discurso após polêmica do ‘Dark Horse’

    Encontro acontece às 11h da manhã dentro de um hotel em Brasília e será a portas fechadas, sem a presença – inclusive – dos assessores dos parlamentares.

    Política – Nessa terça-feira (19), Flávio Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, se encontram com deputados e senadores do partido, para discutir os próximos passos da campanha e afinar o discurso após as polêmicas sobre o investimento de Daniel Vorcaro ao filme que retrata a história de Jair Bolsonaro. 60 deputados e 04 senadores confirmaram presença no encontro.

    O encontro acontece às 11h da manhã dentro de um hotel em Brasília e será a portas fechadas, sem a presença – inclusive – dos assessores dos parlamentares.

    No dia seguinte, na quarta-feira (20), Flávio embarca para São Paulo e deve se encontrar com empresários, investidores e representantes do mercado financeiro ligados à Faria Lima. O motivo da viagem: também reduzir os impactos políticos e econômicos após o vazamento dos áudios entre o senador e Vorcaro.

    Para interlocutores da campanha, parte do empresariado que antes tinha consolidado o apoio à pré-campanha, hoje questiona a viabilidade eleitoral de Flávio. Uma ala do mercado, inclusive, avalia apoiar outras alternativas, como Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

    Ainda na tentativa de melhorar a imagem do filho 01 do ex-presidente, nas próximas semanas os compromissos incluem entrevistas, viagens e agendas econômicas. Segundo integrantes do partido, para demonstrar estabilidade no momento que, talvez, seja o mais turbulento da pré-campanha até aqui.

    Na próxima sexta-feira (22) o DataFolha vai divulgar uma nova pesquisa, com entrevistas feitas após a divulgação dos áudios entre Vorcaro e Flávio.

    As entrevistas serão feitas entre quarta (20) e sexta (22), e vão incluir o nome de Michele Bolsonaro como uma das presidenciáveis.

    No último sábado a pesquisa apontou Lula e Flávio empatados no segundo turno, com 45% das intenções de voto cada. Mas a maioria das entrevistas foi realizada antes da divulgação da polêmica.



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Lula diz que Brasil também pode se associar aos EUA na exploração de minerais críticos ‘se Trump deixar de brigar com Xi’

    Durante evento em Campinas, presidente afirmou que o país está disposto a negociar com chineses, americanos, alemães e ‘quem quiser’, desde que soberania do país seja respeitada. O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo.

    Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (18) que o Brasil precisa acelerar o mapeamento e a exploração de terras raras e minerais críticos no país.

    Ao comentar a disputa comercial e tecnológica no cenário internacional, Lula disse esperar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixe de “brigar” com o líder chinês Xi Jinping e passe a se associar ao Brasil em projetos ligados ao setor.

    O presidente, no entanto, ressaltou que o país “não abre mão da soberania” sobre suas riquezas minerais.

    As declarações foram dadas durante cerimônia de entrega de novas linhas do acelerador de partículas Sirius, em Campinas (SP). Na ocasião, Lula reforçou que o Brasil está aberto a parcerias internacionais e citou diferentes países ao defender investimentos no setor.

    “Estamos na era das terras raras, dos minerais críticos e não sei das quantas e o Brasil só tem 30% de conhecimento do que tem nesse seu território imenso. E vai ter que fazer um levantamento de 100% do Brasil. Eu estava pensando: o que o Sirius pode fazer pra gente? Porque, se a gente depender de fazer estudo cavando buraco, vai demorar muito”, disse Lula.

    Não temos veto, preferência por ninguém, pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano, quem quiser, desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania. Os minerais críticos são nossos, as terras raras são nossas e a gente quer explorar aqui dentro”, afirmou o presidente.

    Recentemente, Lula visitou Trump na Casa Branca. O petista declarou que, na reunião de quase três horas, disse ao norte-americano que os EUA pararam de investir no Brasil e esse espaço foi ocupado pela China.

    Neste ano, os Estados Unidos apresentaram, para diferentes países, uma proposta de cooperação voltada à exploração de terras raras e minerais críticos. O Brasil, porém, rejeitou o modelo por avaliar que ele feria princípios ligados à soberania nacional.

    Lula tem defendido que eventuais parcerias na área preservem o controle nacional sobre os recursos minerais. O governo também quer que a exploração das terras raras siga um modelo diferente do adotado historicamente com commodities, como, por exemplo, o ouro e minério de ferro.

    A ideia, segundo o presidente, é que o processamento e a industrialização desses minerais aconteçam dentro do Brasil, para gerar desenvolvimento tecnológico, agregar valor à produção e ampliar a riqueza produzida no país.

    No mesmo evento em Campinas, Lula afirmou que muitos jovens escolhem cursos de graduação pensando apenas nas demandas do mercado de trabalho e citou a medicina como exemplo.

    “Não podemos continuar deixando que o mercado determine o curso que o jovem faz. Muita gente que estuda medicina não é pra trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS), mas pra abrir uma clínica e ganhar muito dinheiro”, afirmou o presidente.

    Ao defender investimentos em ciência e na educação, o presidente disse que cabe ao Estado identificar as necessidades do país e orientar a formação de profissionais em áreas estratégicas.

    Fonte: G1