Categoria: Mundo

  • Estudante mata colega a tiros e dispara contra si em faculdade na Índia

    Caso ocorreu em um campus no estado de Punjab nesta segunda-feira (9).

    Mundo – Uma estudante de direito foi morta a tiros por um colega de classe no campus de uma faculdade no estado de Punjab, no norte da Índia, nesta segunda-feira (9). Após o ataque, o autor dos disparos atirou contra si mesmo. As informações são do jornal The Times of India.

    A polícia informou que ele está em estado crítico. Entretanto, o chefe da vila de Mallian, onde o suspeito morava, afirmou que o rapaz morreu.

    O caso ocorreu na Usma Law College, localizada no distrito de Tarn Taran, pouco antes do início das aulas. A vítima, identificada como Sandeep Kaur, de 19 anos, morreu no local. O autor, Prince Raj Singh, de cerca de 20 anos, também estudante do primeiro ano do curso de direito, foi levado a um hospital da região.

    Segundo a polícia, o disparo aconteceu em uma sala de aula, na presença de outros alunos. Equipes de segurança foram acionadas após o ocorrido, e o campus foi isolado para os trabalhos de investigação.

    As autoridades locais informaram que ainda não há confirmação sobre a motivação do crime. A polícia recolheu imagens de câmeras de segurança e está ouvindo testemunhas, além de familiares e colegas dos envolvidos.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Trump critica show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl

    Cantor porto-riquenho se apresentou em meio à repressão do governo Trump contra imigrantes.

    Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou na noite do domingo (8) o show de intervalo do Super Bowl, no qual o cantor porto-riquenho Bad Bunny fez críticas à repressão contra os imigrantes. “Absolutamente terrível”, opinou.

    “O show Não faz sentido, é um insulto à Grandeza da América e não representa nossos padrões de Sucesso, Criatividade ou Excelência”, disse o presidente, em publicação na rede Truth Social.

    Bad Bunny cantou e falou em espanhol durante a maior parte do show. “Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo”, disse Trump, que considerou a apresentação um “tapa na cara” do país.

    Trump ainda atacou a imprensa pelos elogios ao artista e a Liga Nacional de Futebol (NFL) pela promoção do evento.

    Em outra publicação, o presidente americano projetou que o Dow Jones atingirá os 100 mil pontos devido à política tarifária que estabeleceu desde o ano passado.


    Fonte e Foto: Estadão

  • Argentina assina acordo de comércio e investimento com os Estados Unidos

    Presidência argentina informou que o acordo tem como objetivo ‘reduzir barreiras tarifárias e não tarifárias, facilitar o comércio de bens e serviços, modernizar os procedimentos aduaneiros’.

    Mundo – A Argentina assinou um acordo de comércio e investimento recíproco com os Estados Unidos, informou na quinta-feira (5) o governo de Javier Milei, segundo o qual o tratado dará à carne argentina acesso “sem precedentes” ao mercado americano. Os países haviam anunciado em novembro um acordo-quadro para que a Argentina abrisse seu mercado a produtos dos Estados Unidos em troca de uma redução das tarifas sobre algumas de suas exportações.

    A Presidência argentina informou que o acordo tem como objetivo “reduzir barreiras tarifárias e não tarifárias, facilitar o comércio de bens e serviços, modernizar os procedimentos aduaneiros e promover o investimento em setores estratégicos como energia, minerais críticos, infraestrutura e tecnologia”.

    “O acordo entre Estados Unidos e Argentina reduz as barreiras comerciais de longa data e proporciona um acesso significativo ao mercado para os exportadores americanos”, destacou Jamieson Greer, representante comercial dos EUA (USTR) e signatário do documento. Segundo ele, o tratado vai beneficiar a entrada na Argentina “de veículos automotores a uma ampla gama de produtos agrícolas”.

    O acordo-quadro anunciado em novembro também previa o acesso preferencial a produtos de outros setores, como medicamentos, químicos, maquinário, tecnologias da informação e dispositivos médicos. Por sua vez, os Estados Unidos propunham eliminar as tarifas recíprocas “sobre certos recursos naturais não disponíveis e produtos não patenteados para aplicações farmacêuticas”, informou então a embaixada americano na Argentina.

    A publicação do documento assinado nesta quinta-feira é aguardada para conhecer os detalhes do pacto. A chancelaria argentina adiantou em comunicado que os Estados Unidos “eliminarão as tarifas recíprocas para 1.675 produtos argentinos”.

    Além disso, “concederão uma ampliação sem precedentes para 100 mil toneladas no acesso preferencial da carne bovina ao seu mercado”, o que “permitirá incrementar em cerca de 800 milhões de dólares [R$ 4,2 bilhões] as exportações argentinas desse produto”. Washington também “ratificou seu compromisso de revisar oportunamente as tarifas sobre o aço e o alumínio”, prosseguiu o comunicado.

    A Presidência argentina detalhou que o acordo será encaminhado ao Congresso e que Milei “confia em que os legisladores compreendam a responsabilidade que têm pela frente para estar à altura dessa oportunidade sem precedentes”.

    Os dois países assinaram ontem um acordo-quadro para o fornecimento de minerais críticos. O convênio estabelece que os dois países promoverão “subsídios, garantias, empréstimos e investimentos de capital para impulsionar projetos de mineração e processamento” e que serão implementadas “medidas para agilizar os processos de obtenção de licenças”, informou nesta quinta-feira a embaixada dos Estados Unidos na Argentina.

    O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, havia afirmado na quarta-feira que a Argentina tem as capacidades necessárias para se tornar uma produtora de terras raras.

    Os minerais e as terras raras tornaram-se um setor crítico para a fabricação de produtos tecnológicos, de telefones a computadores e satélites, e o governo de Donald Trump transformou essa busca por recursos em um de seus principais objetivos de política econômica externa.

    O saldo do intercâmbio comercial com os Estados Unidos em 2025 foi superavitário para a Argentina (8,338 bilhões de dólares em exportações e 6,704 bilhões em importações). As principais vendas do país sul-americano concentraram-se nos setores de combustíveis e energia e de manufaturas de origem industrial.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Homem que tentou matar Trump é condenado à prisão perpétua

    Ryan Routh, de 59 anos, compareceu pela manhã a um tribunal federal de Fort Pierce, no sudeste da Flórida, para ouvir sua sentença.

    Mundo – A Justiça dos Estados Unidos condenou na quarta-feira (4) à prisão perpétua o homem acusado de tentar assassinar Donald Trump em seu campo de golfe na Flórida em 2024, dois meses antes das eleições presidenciais vencidas pelo republicano.

    Ryan Routh, de 59 anos, compareceu pela manhã a um tribunal federal de Fort Pierce, no sudeste da Flórida, para ouvir sua sentença.

    Em setembro, um júri o havia declarado culpado de cinco acusações, entre elas a de tentativa de assassinato de um candidato presidencial. Ao ouvir o veredicto, o acusado tentou então se esfaquear com uma caneta, mas foi impedido por agentes de segurança.

    A juíza Aileen Cannon atendeu nesta quarta-feira ao pedido da promotoria e aplicou a Routh a pena máxima possível “para proteger as pessoas de futuros crimes cometidos por ele”.

    Routh também foi considerado culpado de posse ilegal de arma devido a seus antecedentes criminais, posse de arma com o número de série raspado, posse de arma de fogo com a finalidade de cometer um crime violento e agressão a um agente federal.

    Em 15 de setembro de 2024, um agente do Serviço Secreto dos Estados Unidos — responsável por proteger as principais autoridades políticas do país — viu o cano de um rifle aparecendo entre arbustos do campo de golfe de West Palm Beach, onde Trump jogava uma partida.

    O agente abriu fogo e Routh, que fugiu em um veículo, foi detido pouco depois pela polícia.

    A polícia encontrou no local um rifle semiautomático carregado, equipado com mira telescópica e um carregador com munição adicional.

    “Uma casca vazia”

    Após permanecer em silêncio, com o semblante franzido e sem demonstrar qualquer emoção aparente durante a audiência, Routh tomou a palavra. Colocou óculos pretos grossos e começou a ler um discurso de 20 páginas que havia preparado.

    “Minha sentença é totalmente insignificante. Diante de vocês não há nada; não sou mais do que uma casca vazia”, declarou, antes de se definir como uma boa pessoa, trabalhadora e dedicada ao seu país.

    A juíza Cannon o interrompeu várias vezes e pediu que encurtasse um discurso que considerou irrelevante para o caso. Routh chegou a dizer, por exemplo, que trocaria sua vida pela de palestinos vítimas do conflito com Israel.

    O condenado voltou a demonstrar sua fixação pela invasão russa da Ucrânia, para onde havia viajado a fim de se juntar a voluntários estrangeiros, e lamentou a passividade do mundo diante dessa guerra.

    À sua frente, o promotor John Shipley tentou desmontar a imagem de bom cidadão defendida por Routh e por seu advogado, Martin Roth.

    “Ele tentou realizar um massacre a sangue-frio”, com o “objetivo de subverter a democracia americana” ao matar o então candidato republicano e atual presidente, Donald Trump, afirmou Shipley.

    “Lamento muito ter falhado com vocês”

    Durante o julgamento, uma testemunha declarou que Routh havia deixado uma caixa em sua residência que incluía uma carta manuscrita com a mensagem: “Querido mundo. Esta foi uma tentativa de assassinato contra Donald Trump, mas lamento muito ter falhado com vocês”.

    Este foi o segundo atentado contra o candidato republicano, que acabou vencendo as eleições presidenciais de 2024.

    Trump havia escapado por pouco de um ataque em 13 de julho de 2024, durante um comício em Butler, na Pensilvânia (nordeste). Naquela ocasião, Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, conseguiu disparar várias vezes antes de ser abatido pelo Serviço Secreto.

    Trump foi atingido na orelha. As imagens dele com o rosto ensanguentado e o punho erguido correram o mundo, e o episódio foi considerado um momento-chave da campanha que o levou de volta à Casa Branca.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Vírus Nipah reacende alerta global: viajar para a Índia é seguro?

    Mesmo com casos confirmados, OMS afirma que risco de disseminação é baixo e não recomenda restrições de viagens ou comércio.

    Saúde – A confirmação de novos casos do vírus Nipah na Índia voltou a acender o sinal de alerta internacional e levantou dúvidas entre turistas e viajantes. Apesar da preocupação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e autoridades sanitárias reforçam que não há recomendação para restringir viagens ou comércio com o país e avaliam que o risco de propagação global é baixo.

    Na última sexta-feira (30), a OMS informou oficialmente que acompanha a situação, mas considera o cenário controlado, mesmo após a confirmação de dois casos da doença em território indiano. Segundo o órgão, não há indícios de transmissão sustentada que justifiquem medidas mais duras.

    Monitoramento e quarentena

    Como parte do protocolo de contenção, cerca de 110 pessoas estão em quarentena na Índia. O grupo inclui contatos próximos dos pacientes infectados e profissionais de saúde que atuaram diretamente no atendimento.

    A OMS destaca que ações como identificação precoce, isolamento dos casos e rastreamento rigoroso de contatos são fundamentais para evitar a disseminação do vírus — estratégias que já vêm sendo aplicadas pelas autoridades locais.

    Como ocorre a transmissão

    O vírus Nipah é transmitido, principalmente, de animais para humanos. Os morcegos frugívoros são considerados os reservatórios naturais do vírus e podem contaminá-lo ao entrar em contato com alimentos.

    Durante a alimentação, esses animais podem deixar secreções em frutas ou na seiva de palmeiras. O consumo desses produtos crus ou sem higienização adequada aumenta o risco de infecção. Por esse motivo, o Nipah é classificado como uma zoonose, doença transmitida de animais para pessoas.

    Contágio entre humanos é raro

    Embora possível, a transmissão de pessoa para pessoa é considerada incomum e geralmente ocorre em situações de contato próximo, como no ambiente familiar ou em unidades de saúde.

    O contágio acontece por meio de gotículas respiratórias, liberadas ao falar, tossir ou espirrar. Como essas partículas têm curto alcance, o risco aumenta apenas em situações de proximidade prolongada.

    Doença grave e sem vacina

    A OMS classifica o vírus Nipah como prioritário devido à gravidade dos quadros clínicos e à ausência de vacina ou tratamento específico. O atendimento médico é voltado apenas para o controle dos sintomas.

    Em casos mais severos, a infecção pode evoluir para problemas respiratórios graves e encefalite, uma inflamação no cérebro que pode ser fatal.

    Então, é seguro viajar?

    De acordo com a OMS, sim. Não há, até o momento, qualquer orientação para evitar viagens à Índia. A recomendação é seguir cuidados básicos de saúde, como higienização adequada dos alimentos, evitar consumo de frutas cruas em áreas afetadas e manter atenção às orientações das autoridades locais.

    As entidades de saúde reforçam que o cenário atual não indica risco de pandemia, e que a vigilância permanece ativa para conter possíveis novos surtos.

  • Violência continua em Gaza e ataques israelenses matam 17 durante cessar-fogo

    Defesa Civil palestina afirma que vítimas incluem crianças e mulheres; Israel diz ter reagido a disparos contra soldados.

    Mundo – Pelo menos 17 pessoas morreram nesta quarta-feira (4) em ataques israelenses na Faixa de Gaza, informou a Defesa Civil do território palestino, uma ação que o Exército do Estado hebreu justificou ao denunciar disparos contra seus soldados, que deixaram um militar gravemente ferido.

    A violência na Faixa de Gaza continua apesar do cessar-fogo, em vigor desde 10 de outubro, no âmbito do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Israel e o Hamas trocam acusações sobre violações da trégua.

    Dezessete pessoas, incluindo três crianças e seis mulheres, morreram e dezenas ficaram feridas nos ataques que atingiram o norte e o sul da Faixa, segundo a Defesa Civil, organismo de primeiros socorros vinculado ao Hamas.

    Alguns corpos foram levados ao hospital Nasser, em Khan Yunis, após os ataques, que atingiram tendas e residências na localidade do sul de Gaza. Outras vítimas foram levadas para o hospital Al-Shifa após bombardeios na Cidade de Gaza, no norte do território, segundo a mesma fonte.

    O Exército israelense afirmou que efetuou “ataques de precisão” depois que “terroristas abriram fogo” contra seus soldados, ataque que deixou um militar gravemente ferido.

    No sábado, os bombardeios israelenses deixaram 32 mortos, segundo a Defesa Civil. O Exército israelense afirmou que executou os ataques em resposta a violações do cessar-fogo.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Sob pressão de Trump, Irã autoriza negociações nucleares com os EUA

    Presidente iraniano deu aval ao chanceler Abbas Araghchi para diálogo, desde que sem ameaças ou exigências consideradas irreais.

    Mundo – O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, anunciou nesta terça-feira (3) que ordenou ao chanceler Abbas Araghchi o início de negociações nucleares “equitativas” com os Estados Unidos, após a advertência do presidente Donald Trump de que “coisas ruins” podem acontecer se não houver um acordo.

    A reunião entre os dois países pode acontecer em 6 de fevereiro na Turquia, informou nesta terça-feira à AFP uma fonte árabe sob a condição de anonimato. O provável encontro é resultado das “gestões de Egito, Catar, Turquia e Omã”, acrescentou.

    “Instruí meu ministro das Relações Exteriores a, desde que exista um ambiente adequado — livre de ameaças e expectativas não razoáveis —, prosseguir com negociações justas e equitativas”, escreveu Pezeshkian na rede social X.

    Depois de anunciar a ameaça de uma intervenção militar e enviar uma dezena de navios ao Golfo, Trump afirmou no domingo que esperava “alcançar um acordo” com o Irã.

    A pressão sobre Teerã intensificou-se desde o início de janeiro, após a repressão feroz aos protestos que sacudiram o país, inicialmente contra o custo de vida, mas que acabaram derivando em um movimento contra o regime teocrático que governa o Irã desde a revolução de 1979.

    Contudo, Trump advertiu na segunda-feira que, se o Irã não alcançar o acordo com Washington, vão acontecer “coisas ruins”.

    “Neste momento, estamos falando com eles, estamos falando com o Irã, e se pudermos encontrar uma solução seria estupendo. E se isso não for possível, provavelmente vão acontecer coisas ruins”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca.

    O site americano Axios e a agência iraniana Tasnim já haviam indicado que Araghchi era o candidato para representar Teerã nas negociações com Steve Witkoff, o enviado de Trump.

    Segundo o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baqai, “os países da região atuam como mediadores para a troca de mensagens”. Egito, Arábia Saudita e Turquia participaram das consultas.

    O porta-voz, no entanto, negou ter recebido um ultimato por parte de Trump: o Irã “nunca aceita ultimatos”, destacou.

    “Inúteis”

    Os países ocidentais suspeitam que a República Islâmica pretende desenvolver armamento atômico, o que Teerã nega.

    As partes já negociaram no ano passado, antes da guerra de 12 dias desencadeada em junho por Israel. Mas as conversações fracassaram, em particular devido à questão do enriquecimento de urânio.

    O governo dos Estados Unidos exige que o Irã renuncie completamente ao enriquecimento, algo a que Teerã se recusa, alegando o seu direito em virtude do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), do qual é signatário.

    “O presidente Trump diz ‘não às armas nucleares’ e estamos totalmente de acordo com esse ponto […] Claro, em troca, esperamos uma suspensão das sanções”, disse Araghchi no domingo ao canal CNN.

    A República Islâmica assinou em 2015 um acordo que regulamentava estritamente suas atividades nucleares, mas este perdeu efeito após a retirada unilateral dos Estados Unidos, ordenada por Trump durante seu primeiro mandato.

    Nas ruas da capital iraniana, Ali Hamidi, um aposentado de 68 anos, considera “inúteis” as “tensões atuais”.

    “Os Estados Unidos deveriam cuidar de seus próprios assuntos”, disse ele à AFP, acrescentando que “os dirigentes iranianos também têm culpa por não atenderem às necessidades do povo”.

    Prisão de estrangeiros

    Enquanto isso, a repressão continua na República Islâmica. A televisão estatal informou nesta segunda-feira que quatro cidadãos estrangeiros, cujas nacionalidades não foram especificadas, foram detidos por “participação nos distúrbios”.

    Segundo a ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, mais de 42.000 pessoas foram detidas durante os protestos e 6.854 morreram, a maioria manifestantes.

    As autoridades iranianas reconhecem a morte de milhares de pessoas, mas afirmam que a maior parte eram agentes de segurança ou transeuntes assassinados por “terroristas”.

    Segundo o governo, a onda de protestos foi orquestrada por Estados Unidos e Israel.

    Teerã também decidiu convocar os embaixadores europeus no país depois que a União Europeia (UE) decidiu designar a Guarda Revolucionária como “organização terrorista”.

    Por sua vez, o governo britânico anunciou nesta segunda a imposição de sanções contra dez autoridades iranianas, incluindo o ministro do Interior.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Menino de cinco anos detido pelo ICE volta para casa

    Liam Conejo Ramos e seu pai ficaram 12 dias em um centro de detenção para famílias migrantes no Texas, a 1.800 quilômetros de distância de Minnesota, onde moram.

    Mundo – Liam Conejo Ramos, o menino de cinco anos cuja detenção, duas semanas atrás, em Minneapolis, por agentes federais de imigração deu a volta ao mundo, voltou para casa após ser libertado no sábado, informou no domingo (1º) um legislador.

    “Liam já está em casa, com seu gorro e sua mochila”, escreveu no X Joaquín Castro, representante democrata do Texas, junto a uma fotografia do menino.

    Em 20 de janeiro, Liam e seu pai foram detidos nas ruas de Minneapolis em uma operação realizada por agentes do serviço de imigração (ICE) destinada a deter e expulsar imigrantes indocumentados.

    Esse órgão federal está no centro de polêmicas pela margem ampla com que vem operando desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, especialmente após a morte de dois manifestantes pelas mãos de dois agentes do ICE em janeiro, em Minneapolis.

    A foto do menino no momento de sua detenção, na qual ele aparece assustado, usando um gorro azul com orelhas de coelho e uma mochila, sendo segurado por uma silhueta vestida de preto, comoveu o mundo.

    O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que o menino havia sido detido pelo ICE depois que seu pai, supostamente um imigrante ilegal, tentou fugir para evitar sua prisão.

    Pai e filho ficaram 12 dias em um centro de detenção para famílias migrantes no Texas, a 1.800 quilômetros de distância dessa cidade do estado americano de Minnesota.

    Um juiz federal ordenou no sábado a libertação de ambos.

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    O magistrado afirmou em sua decisão que “este assunto tem sua origem na implantação, mal concebida e mal executada pelo governo, de cotas diárias de expulsões, ainda que isso implique traumatizar crianças”.

    “Também parece que o governo ignora um documento histórico dos Estados Unidos chamado Declaração de Independência”, escreveu esse juiz do Texas nomeado por um presidente democrata.

    Após a decisão do magistrado, pai e filho foram libertados no sábado, e Joaquín Castro, segundo ele próprio disse, os levou neste domingo pela manhã para Minnesota.

    “Não vamos parar até que todas as famílias, todas as crianças, estejam de volta em seus lares”, assegurou.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Cirurgião das celebridades é condenado após morte de bilionário em procedimento íntimo em Paris

    Médico famoso que atendia a elite europeia recebeu pena de prisão e foi banido definitivamente da medicina após cirurgia estética terminar em morte.

    Mundo – A Justiça francesa condenou o cirurgião plástico Guy H., conhecido por atender celebridades e empresários de alto poder aquisitivo, pela morte do bilionário Ehud Arye Laniado, ocorrida durante um procedimento estético para aumento do pênis, em março de 2019, em Paris. A sentença, anunciada na última quarta-feira (28), determinou um ano e três meses de prisão e a proibição definitiva de exercer a medicina.

    Ehud Laniado, negociante de diamantes belga-israelense, morreu após sofrer uma parada cardíaca dentro da clínica Saint-Honoré-Ponthieu, especializada em procedimentos de luxo. Segundo o processo, a cirurgia foi realizada fora do horário comercial, em condições consideradas irregulares pelas autoridades.

    As investigações apontaram que o bilionário era paciente frequente do cirurgião, realizando procedimentos estéticos de duas a quatro vezes por ano, com valores que chegavam a dezenas de milhares de euros. O caso, inicialmente tratado como homicídio culposo, evoluiu para acusações mais graves, incluindo omissão de socorro, uso irregular de substâncias e exercício ilegal da medicina.

    Um ponto crucial para a condenação foi o tempo de resposta diante da emergência. De acordo com o jornal Le Parisien, embora o primeiro pedido de ajuda tenha ocorrido por volta das 20h, os bombeiros só foram acionados cerca de duas horas depois, atraso considerado determinante para o desfecho fatal.

    Médico auxiliar também condenado

    O médico que auxiliava Guy H. durante o procedimento também foi condenado a 12 meses de prisão, com pena suspensa, e igualmente proibido de exercer a profissão.

    Em depoimento, os réus afirmaram que o bilionário estava agitado e insistia em continuar o procedimento, apesar de relatar dores. A defesa alegou ainda que Laniado sofria de úlcera, o que teria dificultado a identificação de um problema cardíaco.

    Durante o julgamento, o advogado do cirurgião, Martin Reynaud, tentou minimizar a responsabilidade do médico, argumentando que o infarto poderia ter ocorrido em qualquer circunstância. A tese, no entanto, foi rejeitada pelo tribunal.

    Sob anonimato, um médico parisiense declarou à imprensa que o caso não causou surpresa no meio profissional, afirmando que, em clínicas voltadas à elite, protocolos básicos de segurança muitas vezes são relativizados.

    A decisão encerra um processo que se arrastava há quase sete anos e reacende o debate internacional sobre limites éticos, fiscalização e riscos em procedimentos estéticos, especialmente aqueles realizados fora dos padrões médicos adequados.

  • Ex-âncora da CNN Don Lemon é preso em protesto contra o ICE nos EUA

    Jornalista estava com dezenas de manifestantes em Minneapolis.

    Mundo – O ex-âncora da CNN Internacional Don Lemon foi detido na noite de quinta-feira (29), em Los Angeles, informou o advogado dele.

    Lemon estava com dezenas de manifestantes contrários ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) que invadiram a Igreja Cities em St. Paul, na cidade de Minnesota, no início deste mês, interrompendo um culto e provocando confrontos tensos.

    “Don Lemon foi detido por agentes federais na noite passada em Los Angeles, onde cobria a cerimônia do Grammy”, disse seu advogado, Abbe Lowell, em um comunicado na manhã desta sexta-feira. “Don é jornalista há 30 anos e seu trabalho, protegido pela Constituição, em Minneapolis, não foi diferente do que ele sempre fez. A Primeira Emenda existe para proteger jornalistas cujo papel é revelar a verdade e responsabilizar aqueles que detêm o poder.”

    “Em vez de investigar os agentes federais que mataram dois manifestantes pacíficos em Minnesota, o Departamento de Justiça de Trump está dedicando seu tempo, atenção e recursos a essa prisão, e essa é a verdadeira prova de irregularidades neste caso”, acrescentou Lowell.

    Segundo a defesa, a prisão é um “ataque sem precedentes à Primeira Emenda e a tentativa transparente de desviar a atenção das muitas crises que esta administração enfrenta não serão tolerados. Don lutará contra essas acusações com vigor e rigor no tribunal.”

    Lemon, ex-âncora da CNN, afirmou que estava presente na manifestação como jornalista e não como manifestante. Em um vídeo do episódio que ele postou no YouTube, Lemon diz: “Estou aqui apenas fotografando, não faço parte do grupo… Sou jornalista”.

    Mesmo assim, altos funcionários do Departamento de Justiça afirmaram imediatamente e publicamente que ele  seria indiciado.

    Segundo eles, Lemon não tinha o direito de estar na propriedade privada da igreja e interromper um culto religioso poderia ter infringido o direito constitucional dos fiéis de expressarem sua religião.

    A procuradora-geral Pam Bondi condenou o protesto durante uma visita a Minneapolis, dizendo em uma entrevista à Fox News que a cena era “horrível”. Ela não mencionou Lemon especificamente.


    Fonte e Foto: CNN Brasil