Categoria: Mundo

  • Tragédia aérea na Colômbia: o que já se sabe sobre a queda de avião que deixou 15 mortos

    Aeronave caiu em região montanhosa após enfrentar forte nebulosidade; autoridades apontam clima como principal hipótese.

    Mundo – As autoridades colombianas avançam na investigação sobre a queda de um avião da companhia estatal Satena, que resultou na morte de 15 pessoas na terça-feira (28), no nordeste do país. A aeronave fazia o voo NSE 8849, entre as cidades de Cúcuta e Ocaña, transportando 13 passageiros e dois tripulantes. Não houve sobreviventes.

    O avião caiu em uma área rural do município de La Playa de Belén, em uma região de difícil acesso e considerada sensível do ponto de vista da segurança pública, o que dificultou as primeiras ações de resgate e localização dos destroços.

    Destroços foram encontrados após denúncia

    Segundo a Satena, a localização da aeronave foi informada pelo presidente da junta de ação comunal da vereda Curasica, que alertou as autoridades sobre a presença de restos do avião em um corregimento da região. A partir da denúncia, equipes de emergência e investigação foram mobilizadas para confirmar o acidente e iniciar os procedimentos técnicos.

    Condições climáticas estão no centro da apuração

    As condições meteorológicas surgem como a principal linha de investigação até o momento. Informações preliminares indicam que a região enfrenta chuvas intensas há mais de uma semana, especialmente no trecho montanhoso entre Cúcuta e a área de Catatumbo.

    A forte nebulosidade teria reduzido drasticamente a visibilidade, fator que pode ter contribuído para o acidente. Imagens feitas após a localização dos destroços mostram nuvens baixas cobrindo a região, cenário confirmado por moradores da zona rural.

    Último contato ocorreu minutos antes do pouso

    De acordo com a companhia aérea, o avião decolou do aeroporto de Cúcuta às 11h42 e tinha previsão de pouso em Ocaña às 12h05. O último contato com o controle de tráfego aéreo foi registrado às 11h54, poucos minutos antes do fim do trajeto. Após a perda de comunicação, os protocolos de emergência foram acionados imediatamente.

    Investigação segue em andamento

    A aeronave envolvida no acidente é um Beechcraft 1900, de matrícula HK-4709, operado pela empresa SEARCA. As investigações estão sendo conduzidas pelo Centro de Comando e Controle da Força Aeroespacial Colombiana, em conjunto com a Direção Técnica de Investigação de Acidentes da Aeronáutica Civil.

    As equipes analisam dados de voo, condições climáticas e relatos de moradores que auxiliaram na localização do local do impacto. As causas exatas da tragédia ainda serão confirmadas após a conclusão dos laudos técnicos.

  • Ex-primeira-dama da Coreia do Sul é condenada por corrupção

    Kim Keon-hee recebe pena de 1 ano e 8 meses de prisão por aceitar subornos da Igreja da Unificação e de um xamã em troca de favores para a organização.

    Mundo – O tribunal da Coreia do Sul condenou nesta quarta-feira (28) a ex-primeira-dama do país asiático, Kim Keon-hee, a um ano e oito meses de prisão por corrupção, após declará-la culpada de aceitar subornos da controversa Igreja da Unificação.

    Kim foi sentenciada por aceitar, em 2022, presentes de luxo de um xamã e de membros da Igreja da Unificação em troca de favores para a organização, segundo determinou o Tribunal do Distrito Central de Seul em uma audiência transmitida ao vivo pela televisão. A sentença também contempla o pagamento de uma multa de cerca de US$ 9 mil.

    A condenação contra Kim, a primeira contra uma ex-primeira-dama na história da Coreia do Sul, é consideravelmente menor que os 15 anos de prisão pedidos pelo Ministério Público, que também havia solicitado uma multa de mais de US$ 1 milhão.

    Finalmente, o tribunal considerou Kim culpada apenas por aceitar alguns dos bens indicados pelos promotores. A ex-primeira-dama foi absolvida da acusação de financiamento político irregular, assim como da suposta manipulação de ações da Deutsch Motors, distribuidora local da BMW, entre 2010 e 2012.

    Kim, em prisão preventiva desde agosto, enfrenta outros dois processos judiciais: um por seu suposto envolvimento no recrutamento em massa de membros da Igreja da Unificação para se filiarem ao então governista Partido do Poder Popular (PPP), e outro por supostamente aceitar presentes de luxo em troca de favores trabalhistas no governo.

    A líder da organização, pejorativamente conhecida como “seita Moon”, Han Hak-ja, e o ex-chefe da sede global da igreja, Yun Yeong-ho, também enfrentam processos judiciais em meio a um crescente escrutínio no país asiático contra esta instituição, conhecida por seus casamentos coletivos, bem como por sua influência política e econômica internacional.

    A decisão ocorre dias depois de o marido de Kim, o ex-presidente Yoon Suk-yeol, ter sido sentenciado a cinco anos de prisão em um dos oito processos judiciais que enfrenta, metade deles relacionados à sua fracassada imposição da lei marcial em dezembro de 2024, que resultou em sua destituição.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Trump recua e diz que enfermeiro morto pelo ICE ‘não agia como assassino’

    Republicanoa ressaltou, porém, que “ninguém pode entrar armado em um protesto” e classificou o ocorrido como “um incidente muito infeliz”.

    Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou na terça-feira, 27, demitir a secretária de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem, em meio às críticas à atuação de agentes federais de imigração (ICE) em Minneapolis. “Não vou demiti-la”, afirmou de forma direta. A declaração foi dada antes de o republicano embarcar no helicóptero Marine One, na saída da Casa Branca.

    Trump comentou o caso do enfermeiro Alex Pretti, morto a tiros por um agente federal durante protestos contra operações migratórias na cidade. O presidente disse que pretende aguardar o resultado de uma “investigação honesta e honorável” antes de formar um juízo definitivo. Segundo ele, Pretti “não estava agindo como um assassino”, contrariando declarações iniciais de autoridades federais após o episódio. Trump ressaltou, porém, que “ninguém pode entrar armado em um protesto” e classificou o ocorrido como “um incidente muito infeliz”.

    De acordo com o presidente, uma ampla apuração está em curso e ele acompanhará pessoalmente os desdobramentos. As declarações ocorrem enquanto agentes federais começam a deixar Minneapolis, após acordo com autoridades locais, e em meio à pressão política sobre a Operação Metro Surge, conduzida pelo DHS.

    O presidente também afirmou que “há muitas coisas boas ainda para acontecer” na relação entre Rússia e Ucrânia, sem dar detalhes.

    Trump seguiu viagem para o Estado de Iowa, onde deve discursar sobre redução do custo de vida (affordability), tema central da estratégia da Casa Branca às vésperas das eleições de meio de mandato.


    Fonte e: JP Notícias

  • Virús letal que inspirou filme ‘Contágio’ tem novo surto na Índia

    Infecção ataca o cérebro e pode acabar levando a pessoa infectada ao coma.

    Mundo – Cinco casos do vírus Nipah (NiV) foram confirmados na Índia, segundo comunicado do governo tailandês, deixando o país em alerta e forçando o governo a entrar em estado de quarentena. A infecção ataca o cérebro e pode levar a pessoa ao coma.

    Dois casos foram registrados em enfermeiros do Hospital in Barasat em Bengala Ocidental, segundo o jornal britânico ‘The Telegraph’. Um dos enfermeiros ficou em coma, e ambos os profissionais teriam se infectado por um outro paciente com sintomas respiratórios agudos, que morreu antes dos testes da doença serem realizados. 180 pessoas foram testadas e 20 pessoas foram colocadas em quarentena.

    O comunicado pede que as pessoas lavem “bem as frutas antes do consumo e lavando as mãos com sabão após manusear animais, carne ou carcaças, especialmente morcegos, porcos, cavalos, gatos, cabras e ovelhas.”

    A porta-voz adjunta do Gabinete do Primeiro-Ministro da Tailândia avisou que não foram registrados casos no país. O teste e para diagnosticar a doença é o RT-PCR, o mesmo da Covid-19.

    O vírus foi inspiração para o filme “Contágio“, em que médicos investigam a origem de uma doença letal. O surto, usado como base do filme, aconteceu em 1999, na vila Sungai Nipah. 105 pessoas morreram, com 160 infectados. Também acabou com a economia local de porcos. Profissionais infectad.

    Histórico

    O vírus Nipah é uma infecção zoonótica transmitida de animais que pode ser transmitida de pessoa para pessoa ou alimentos contaminados, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Os sintomas inicias incluem febre, dor de cabeça, mialgia (dores musculares), vômitos e garganta inflamada. O quadro pode evoluir para tontura, sonolência, confusão mental.

    Em casos mais graves, a pessoa pode desenvolver doença respiratória aguda até convulsões e encefalite (inflamação no cérebro), que podem levar ao coma de 24 a 48 horas.

    Pode ser transmitida por animais e frutas, se infectadas previamente por urina e saliva de morcegos, como já ocorreu em Bangladesh e Índia. O período de incubação do vírus é de quatro a 14 dias. A maioria das pessoas se recupera, mas alguns ficam com sequelas devido à encefalite.

    A quantidade de mortos pela infecção do Nipah é de 40 a 75% segundo a OMS, mas pode variar dependendo de como os casos são tratados.

    A infecção não tem drogas especificas desenvolvidas para o tratamento.

    Outros surtos

    Os primeiros casos do vírus aconteceram em 1999, na Malásia e Singapura. Surgindo em fazendas de porcos na vila de Sungai Nipah. A Índia teve outros pequenos surtos da doença, além de Bangladesh, sem grandes repercussões.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Balsa com 342 passageiros afunda e deixa mortos; veja vídeo

    Há oito mortes oficialmente confirmadas até o momento. Equipes de resgate seguem mobilizadas para localizar possíveis vítimas e prestar atendimento aos sobreviventes.

    Mundo – Uma balsa que transportava 342 passageiros afundou nesta segunda-feira no sul das Filipinas, noite de domingo pelo horário de Brasília, deixando pelo menos oito mortos. A informação foi confirmada por autoridades locais horas após o acidente.

    O naufrágio envolveu a embarcação M/V Trisha Kerstin 3 e ocorreu na região da província de Basilan, segundo publicação feita nas redes sociais pela prefeita Arsina Laja Kahing-Nanoh.

    Resgate de passageiros e atendimento médico

    De acordo com a prefeita, há oito mortes oficialmente confirmadas até o momento. Equipes de resgate seguem mobilizadas para localizar possíveis vítimas e prestar atendimento aos sobreviventes.

    A socorrista Ronalyn Perez informou à agência AFP que pelo menos 138 pessoas foram resgatadas com vida. Segundo ela, o número elevado de vítimas tem dificultado o atendimento. Ao menos 18 passageiros precisaram ser encaminhados para hospitais da região.



    Rota da embarcação e atuação da guarda costeira

    A balsa fazia o trajeto entre a Cidade de Zamboanga e a ilha de Jolo quando ocorreu o afundamento. As circunstâncias do acidente ainda não foram esclarecidas pelas autoridades.

    A guarda costeira filipina informou que está coordenando ativamente as operações de busca e salvamento em apoio à estação localizada no sul da ilha de Mindanao.

    Histórico de acidentes marítimos no país

    As Filipinas, arquipélago com cerca de 116 milhões de habitantes, enfrentam um histórico recorrente de acidentes envolvendo balsas, utilizadas como principal meio de transporte entre as ilhas.

    Em 2023, um incêndio a bordo de uma embarcação no sul do país resultou na morte de mais de 30 pessoas, reacendendo o debate sobre segurança no transporte marítimo.



    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • ‘Basta de ordens de Washington na Venezuela’, diz Delcy Rodríguez

    Presidente interina defende que divergências internas sejam resolvidas pela política venezuelana, sem interferência dos Estados Unidos.

    Mundo – A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou no domingo (25) que é preciso pôr fim às “ordens de Washington” sobre os políticos venezuelanos e reforçou que as questões internas devem ser resolvidas pela própria política venezuelana. A declaração foi feita durante um ato com trabalhadores petroleros na cidade de Puerto La Cruz, no noroeste do país, transmitido pela emissora estatal Venezolana de Televisión (VTV).

    Rodríguez destacou a importância de abrir espaço para a divergência democrática, mas ressaltou que essas diferenças devam ser tratadas com respeito e com foco nas soluções internas.

    “Aqueles que se atreveram a ir aos Estados Unidos agradecer pelo bombardeio contra nosso povo não merecem a dignidade deste país nem sua nacionalidade”, frisou, sem mencionar nomes.

    A presidente interina lembrou que, na sexta-feira, propôs a convocação de um “verdadeiro diálogo”, uma iniciativa que – segundo disse na ocasião – deve incluir tanto setores políticos “coincidentes” quanto “divergentes”, encomendando a tarefa ao seu irmão e presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez.

    Delcy também pediu que esse diálogo tenha “resultados concretos e imediatos”, que seja venezuelano e que “não se imponham mais ordens externas, nem de Washington, nem de Bogotá, nem de Madri”.

    No sábado, Delcy Rodríguez classificou como “vergonhoso” que um venezuelano celebre e agradeça o ataque militar dos EUA no qual o governante Nicolás Maduro foi capturado, uma semana após a líder opositora María Corina Machado se reunir com o presidente americano, Donald Trump.

    Em 15 de janeiro, Machado entregou a Trump, durante um encontro na Casa Branca, a medalha do Prêmio Nobel da Paz 2025 que lhe foi concedida pelo Comitê Norueguês do Nobel.

    A medalha, emoldurada, estava acompanhada por uma mensagem de “gratidão” do povo venezuelano pelas ações de Trump para alcançar a “liberdade” do país sul-americano, segundo fotos divulgadas pelo jornal “The New York Post”.

    O presidente americano afirmou em 4 de janeiro, em entrevista à revista “The Atlantic” – um dia após o ataque militar contra a Venezuela -, que se a mandatária interina venezuelana “não fizer o que é correto, pagará um preço muito alto, provavelmente mais alto que o de Maduro”.

    No entanto, após uma conversa telefônica com a líder chavista, Trump a descreveu, em 14 de janeiro, como “uma pessoa fantástica” com quem disse ter “trabalhado muito bem”.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Resgate recupera corpos de todas as vítimas de queda de avião na Indonésia

    Aeronave com dez pessoas caiu em área montanhosa de Sulawesi no sábado (17).

    Mundo – As equipes de resgate concluíram a recuperação dos restos mortais de todas as dez pessoas a bordo de um pequeno avião que caiu em uma montanha na Indonésia no último fim de semana, informou uma autoridade local nesta sexta-feira (23).

    O turboélice da Indonesian Air Transport, fretado pelo Ministério da Pesca da Indonésia, transportava sete tripulantes e três funcionários quando perdeu contato com o controle de tráfego aéreo no último sábado.

    A aeronave caiu no monte Bulusaraung, na ilha central de Sulawesi.

    No início desta semana, oito corpos foram recuperados enquanto as equipes de resgate vasculhavam as encostas íngremes da montanha, com os esforços dificultados pelo terreno acidentado e pelas más condições climáticas.

    Os corpos das duas pessoas que ainda estavam desaparecidas foram encontrados nesta sexta-feira e serão recuperados, disse o oficial de resgate local, Andi Sultan.

    A caixa-preta do avião foi localizada na quarta-feira e pode esclarecer as causas do acidente, que ocorreu pouco antes do pouso programado da aeronave na cidade de Makassar, de acordo com a agência local de busca e resgate.

    Os destroços do avião, incluindo a fuselagem, partes da cauda e janelas, foram encontrados no domingo perto do topo da montanha.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Venezuela liberta genro de Edmundo González, rival de Maduro nas eleições

    Após assumir o país, a presidente interina, Delcy Rodríguez, assumiu o compromisso de libertar presos políticos.

    Mundo – A Venezuela libertou Rafael Tudares, genro do adversário do presidente deposto Nicolás Maduro nas contestadas eleições de 2024, em meio aos compromissos assumidos pela nova presidente interina com os Estados Unidos após o ataque de 3 de janeiro.

    Delcy Rodríguez herdou o poder com a captura de Maduro e mudou a relação com Washington ao estabelecer acordos sobre o petróleo e assumir o compromisso de libertar presos políticos, ao mesmo tempo que reorganiza o gabinete de ministros e comandos militares. Ela tem prevista uma reunião com o presidente Donald Trump na Casa Branca, em data a ser determinada.

    ‘Luta estoica’

    Rafael Tudares é casado com a filha de Edmundo González Urrutia, candidato no lugar da vencedora do Nobel da Paz María Corina Machado nas eleições presidenciais de 28 de julho de 2024.

    Maduro foi proclamado reeleito pelas autoridades, que foram acusadas de servi-lo.

    González Urrutia partiu para o exílio na Espanha. Sua filha Mariana e Rafael Tudares permaneceram no país com a família.

    Tudares foi posteriormente detido em janeiro do ano passado por homens encapuzados quando ia à escola com seus dois filhos, e condenado à pena máxima de 30 anos de prisão por acusações de terrorismo. A decisão foi qualificada como “represália” pelo ex-rival de Maduro.

    “Após 380 dias de uma injusta prisão arbitrária e de ter padecido, por mais de um ano, uma situação desumana de desaparecimento forçado, meu esposo Rafael Tudares Bracho voltou para casa nesta madrugada”, escreveu Mariana González. “Foi uma luta estoica e muito dura por mais de 1 ano”, acrescentou.

    A ONG Foro Penal contabiliza, até 19 de janeiro, 777 presos políticos, com 143 solturas desde o anúncio do governo em 8 de janeiro. O processo tem sido muito lento. Dezenas de familiares dormem em frente às penitenciárias na esperança de ver seus presos saírem em liberdade.

    Entre os opositores que continuam atrás das grades destaca-se Juan Pablo Guanipa, importante aliado de Machado e vinculado a uma suposta conspiração contra as eleições de governadores e deputados em 2025.

    Na mesma situação estão Freddy Superlano, detido em julho de 2024, em meio aos protestos contra a reeleição de Maduro, e o ativista Javier Tarazona, preso desde 2021 por “terrorismo”, “traição” e “incitação ao ódio”.

    A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) denunciou que a Venezuela mantém “centros de detenção clandestinos”.

    ‘Sem medo algum’

    Rodríguez era vice-presidente de Maduro e, em teoria, está encarregada do governo até o retorno do governante, preso em Nova York para ser julgado por narcotráfico. A Constituição determina que governará por até seis meses, quando devem ser convocadas novas eleições.

    A presidente interina, no entanto, assumiu o controle total do governo. Trocou ministros e impulsionou legislações, como a reforma da lei de hidrocarbonetos para incentivar o investimento estrangeiro no setor petrolífero venezuelano, peça-chave na agenda de Trump para a Venezuela pós-Maduro. Na quarta-feira (21), reestruturou os comandos militares, nomeando generais para 12 das 28 comandâncias regionais em todo o país.

    A mandatária já havia designado antes um ex-chefe do serviço de inteligência, o Sebin, como novo comandante de sua guarda presidencial e como diretor da agência de contrainteligência DGCIM.

    Trump disse na quarta-feira, no Fórum de Davos, que “os líderes do país têm sido muito, muito inteligentes”, em referência a Rodríguez, e a Casa Branca anunciou uma visita em data ainda a ser definida.

    “Estamos em um processo de diálogo, de trabalho com os Estados Unidos, sem medo algum, para enfrentar as diferenças, as dificuldades”, disse Rodríguez na quarta-feira, sem fazer referência ao convite. Ela ainda é alvo de sanções de Washington, incluindo o congelamento de bens.

    Entretanto, o poderoso ministro do Interior, Diosdado Cabello, negou ter se reunido com funcionários dos Estados Unidos antes da queda de Maduro, enquanto o partido governista, que ele dirige, organiza protestos diários pelo “sequestro” do presidente deposto e sua esposa, Cilia Flores.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Trump afirma que ‘Conselho de Paz’ atuará em conjunto com a ONU

    Em Davos, o presidente dos EUA criticou a ausência de ações efetivas da Organização das Nações Unidas na promoção da paz: ‘Tem potencial, mas não o usam’.

    Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o “Conselho de Paz”, oficializado nesta quinta-feira (22), em Davos, trabalhará em conjunto com a ONU.

    Em discurso, Trump reconheceu a importância da Organização das Nações Unidas, mas criticou a ausência de ações efetivas na promoção da paz.

    “Trabalharemos em conjunto com a ONU. As Nações Unidas tem um potencial tremendo, mas não o usam. Juntos acabaremos com décadas de sofrimento, acabar com gerações e gerações de ódio e sangue derramado. Teremos paz no mundo e criaremos um legado”, afirmou Trump.

    O presidente dos EUA também afirmou que o “Conselho de Paz” terá como foco a resolução de conflitos em todas as partes do mundo, e não apenas no Oriente Médio e na Europa, cenários das guerras mais complexas do atual contexto internacional, como as da Ucrânia e da Palestina.

    “Será um bom plano. Teremos sucesso em outras partes do mundo. Faremos muito mais coisas, uma vez que o Conselho esteja completo com todos os integrantes”, garantiu o presidente dos EUA.

    Com a presença de alguns dos líderes que integram o grupo, Trump afirmou que, juntos, eles são “as pessoas mais poderosas do mundo” e que usarão esses “gênios” em favor da paz.

    *Reportagem em atualização


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • China defende o sistema internacional da ONU após convite para ‘Conselho de Paz’ de Trump

    Sem se pronunciar sobre a possibilidade de aceitar o convite, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, indicou nesta quarta-feira que Pequim apoiará uma ordem mundial baseada nos objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas.

    Mundo – A China afirmou, nesta quarta-feira (21), que defenderá o sistema internacional com a ONU em seu centro, um dia após anunciar que havia sido convidada a participar do “Conselho de Paz” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Pequim confirmou na terça-feira que recebeu o convite para participar do conselho, que visa a resolução de conflitos, de acordo com seus estatutos consultados pela AFP.

    A China não se pronunciou sobre se aceitará o convite, mas o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, indicou nesta quarta-feira (21) que Pequim apoiará uma ordem mundial baseada na ONU.

    “Não importa como muda a situação internacional, a China defende firmemente o sistema internacional com as Nações Unidas em seu centro, uma ordem internacional baseada nos objetivos e princípios da Carta da ONU”, acrescentou Guo.

    A China, segunda maior economia do mundo e membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, tradicionalmente defende o sistema das Nações Unidas, embora tenha solicitado reformas.


    Fonte e Foto: JP Notícias