Categoria: Mundo

  • Macron propõe a Trump uma cúpula do G7 na quinta-feira em Paris

    Mensagem confirmada pela equipe do presidente francês nesta terça-feira (20) sugere a inclusão de Rússia e Síria em conversas paralelas ao encontro, previsto para ocorrer após o Fórum de Davos, na Suíça.

    Mundo – O presidente francês, Emmanuel Macron, propôs, em “mensagem privada” ao seu homólogo americano, Donald Trump, a realização de uma cúpula do G7 na quinta-feira (22) em Paris, para a qual poderia convidar “os russos à margem” do encontro.

    Os europeus romperam praticamente todos os contatos — com poucas exceções — com Moscou após o início da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, com o objetivo de isolar seu líder, Vladimir Putin.

    Trump publicou a mensagem de Macron em sua plataforma de mídia social, Truth Social, na qual o presidente francês também propõe convidar os ucranianos, os dinamarqueses — para tratar da questão da Groenlândia — e os sírios. A mensagem foi confirmada nesta terça-feira (20) pela equipe do presidente francês.

    “Meu amigo, estamos totalmente alinhados em relação à Síria. Podemos fazer grandes coisas no Irã. Não entendo o que você está fazendo na Groenlândia”, disse o presidente francês em sua mensagem.

    Trump quer que os Estados Unidos assumam o controle da Groenlândia, uma ilha ártica estrategicamente localizada, alegando razões de “segurança nacional”, pois, segundo ele, caso contrário, a ilha será controlada pela China ou pela Rússia.

    “Posso organizar uma reunião do G7 em Paris na tarde de quinta-feira, depois de Davos”, na Suíça, e “convidar os ucranianos, os dinamarqueses, os sírios e os russos para as discussões paralelas da reunião”, acrescentou Macron em sua mensagem. O Kremlin, no entanto, disse à AFP que ainda não recebeu nenhum convite para participar das negociações em Paris.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Colisão entre trens deixa ao menos 39 mortos na Espanha

    A tragédia contabilizou cerca de 123 feridos, cinco em estado grave e 24 em estado crítico, segundo o Ministério do Interior da Espanha.

    Mundo – Um acidente entre dois trens deixou no domingo pelo menos 39 mortos e dezenas de feridos na província espanhola de Córdoba.

    O número de mortos na tragédia aumentou durante a noite, chegando a 39 na manhã desta segunda-feira (19), segundo um porta-voz do Ministério do Interior. O balanço anterior de mortos era de 21.

    O desastre também deixou aproximadamente 123 feridos, cinco deles em estado grave e 24 em estado crítico, de acordo com a mesma fonte. Os feridos foram levados para hospitais em Córdoba e Andújar, informaram os serviços de emergência da Andaluzia na rede X durante a madrugada.

    O que aconteceu?

    A tragédia ocorreu às 19h45 locais, perto da estação de Andamuz, na região da Andaluzia, quando um trem da espanhola Iryo que ia de Málaga para Madri descarrilou e invadiu a via por onde trafegava um trem da Renfe, com o qual colidiu e que também descarrilou, publicou no X a administradora pública da rede de trens (Adif).

    “A frente do trem que viajava de Madri para Huelva colidiu, pelo que sabemos até o momento, com um ou mais vagões que haviam cruzado os trilhos”, disse o ministro dos Transportes, Óscar Puente.

    Imagens divulgadas pela TV pública mostravam vagões descarrilados cercados de pessoas e ambulâncias, enquanto membros dos serviços de emergência atendiam os feridos. Voluntários também se aproximavam para ajudar nos trabalhos.

    Outras imagens obtidas pela AFP mostravam dois vagões do mesmo trem completamente fora dos trilhos e inclinados, com pessoas trabalhando ao lado.

    “Parece um filme de terror”, disse Lucas Meriako, passageiro do trem Iryo, ao canal de televisão La Sexta. “Houve um impacto muito forte por trás e a sensação de que o trem inteiro ia desabar… Muitas pessoas ficaram feridas por estilhaços de vidro”, acrescentou.

    Causas ainda não conhecidas 

    Autoridades não apontaram uma possível causa do acidente, que Óscar Puente descreveu como “extremamente estranho”. Ele destacou que o trem da Iryo tinha quatro anos e era “praticamente novo”, e que a via havia sido “totalmente reformada”.

    “Todos os especialistas ferroviários que estiveram aqui hoje e que estão neste centro, e aqueles que pudemos consultar, estão extremamente surpresos com o acidente porque, como eu disse, é muito estranho”, acrescentou.

    A Casa Real da Espanha expressou “grande preocupação” com o acidente. O chefe de governo do país, Pedro Sánchez, suspendeu sua agenda de amanhã e expressou no X condolências às famílias das vítimas. “Hoje é uma noite de profunda dor para o nosso país”, publicou.

    Na estação de Madri e em várias da Andaluzia, autoridades montaram espaços para atender familiares das vítimas, informou a Adif. As linhas de alta velocidade entre a capital e o sul da Espanha não vão operar amanhã, por causa do acidente, acrescentou a entidade.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Avião da Turkish Airlines faz pouso de emergência em Barcelona após ameaça de bomba por brincadeira no celular

    Aeronave, com 148 passageiros e sete tripulantes, decolou de Istambul (Turquia) e pousou em Barcelona, seu destino, às 10h57 (hora local), com um atraso de cerca de 30 minutos.

    Mundo – Um avião da Turkish Airlines fez na quinta-feira (15) um pouso de emergência no aeroporto de Barcelona devido a uma ameaça de bomba, um alerta que acabou sendo apenas um susto após a constatação de que a origem do incidente havia sido uma brincadeira no celular de um passageiro. A aeronave, com 148 passageiros e sete tripulantes, decolou de Istambul (Turquia) e pousou em Barcelona, seu destino, às 10h57 (hora local), com um atraso de cerca de 30 minutos em relação ao horário previsto.

    O avião tocou o solo sem incidentes e foi encaminhado a uma zona de segurança para revisão. Os passageiros desembarcaram por conta própria e foram levados a uma sala de segurança, enquanto a Guarda Civil inspecionou a aeronave e descartou a presença de artefatos explosivos a bordo.

    Diante da ameaça de bomba, a aeronave teve que ser escoltada por um caça francês quando sobrevoava o espaço aéreo da França, o que levou o Ministério da Defesa espanhol a autorizar a entrada do avião militar em território espanhol. A Turkish Airlines explicou em um comunicado que, durante a aproximação do voo a Barcelona, detectou que um passageiro havia criado um ponto de acesso à internet durante a viagem e configurado o nome da rede para incluir uma ameaça de bomba.

    A Guarda Civil abriu uma investigação para determinar a autoria desta falsa ameaça e tomará o depoimento dos passageiros, que também foram revistados, a fim de apurar responsabilidades.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Alerta sobre vistos: novas regras de Trump geram dúvidas, mas turistas brasileiros não serão afetados

    Suspensão anunciada pelos EUA atinge apenas vistos de imigração e não interfere em viagens de turismo, estudo ou trabalho temporário.

    Mundo – O anúncio de que os Estados Unidos pretendem suspender a concessão de vistos para cidadãos de cerca de 75 países causou apreensão entre brasileiros com viagem marcada ao país. A informação, divulgada por canais ligados ao governo do presidente Donald Trump, levantou dúvidas principalmente entre turistas e viajantes temporários.

    Apesar da repercussão, a medida não deve impactar quem pretende visitar os EUA por um período limitado. Segundo informações preliminares, a suspensão será direcionada exclusivamente aos pedidos de vistos de imigração — ou seja, destinados a estrangeiros que desejam morar de forma permanente em território americano. Até o momento, não houve a publicação de um ato oficial formalizando a decisão.

    A restrição tem como base o princípio conhecido como public charge, que permite ao governo americano negar a entrada de pessoas consideradas com potencial de depender de benefícios públicos. Em nota, o Departamento de Estado afirmou que a iniciativa busca proteger recursos governamentais e reforçar critérios mais rigorosos para a imigração.

    Estão incluídos na suspensão pedidos de vistos feitos por pessoas com vínculos familiares nos Estados Unidos, como cônjuges e parentes diretos de cidadãos ou residentes permanentes, além de trabalhadores que desejam se estabelecer no país, incluindo religiosos. Por outro lado, vistos temporários — como turismo, intercâmbio estudantil, viagens a trabalho, missões diplomáticas, atividades jornalísticas e serviços profissionais — não serão afetados.

    Especialistas avaliam que a paralisação deve ser temporária. A expectativa é que a concessão de vistos de imigração seja retomada após a reformulação das regras, possivelmente com exigências mais rigorosas para determinados perfis.

    Em relação aos processos já em andamento, a advogada especialista em imigração Ana Barbara Schaffert explica que entrevistas consulares e emissões de novos vistos de imigrantes ficarão suspensas por tempo indeterminado. No entanto, pessoas que já estão nos Estados Unidos e precisam apenas ajustar ou renovar o status migratório continuarão sendo atendidas normalmente. Renovações de vistos temporários também seguem sem alterações.

  • Agente do ICE atira em venezuelano durante operação em Mineápolis

    Caso reacende tensões na cidade uma semana após morte de mulher em operação contra migrantes; autoridades pedem calma e criticam ações do governo federal.

    Mundo – Um agente federal de imigração atirou em um venezuelano na quarta-feira (14) em Mineápolis, informaram autoridades locais, que pediram “manter a calma” uma semana após a morte de uma mulher nessa mesma cidade dos Estados Unidos.

    “Entendemos que há indignação (…). A cidade de Minneapolis volta a exigir que o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega) deixe a cidade e o estado (Minnesota) imediatamente”, escreveram as autoridades no X.

    Funcionários do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) confirmaram os disparos no X e informaram que “um imigrante ilegal da Venezuela” foi detido em uma blitz de trânsito e resistiu à prisão.

    “Enquanto o indivíduo e o agente policial lutavam no chão, duas pessoas saíram de um apartamento próximo e também atacaram o agente com uma pá de neve e um cabo de vassoura”, informou o DHS.

    O agente “efetuou um disparo defensivo para proteger sua vida” e feriu na perna o primeiro indivíduo.

    Esse fato ocorre após Renee Nicole Good, uma americana de 37 anos, ter sido morta em seu carro em 7 de janeiro por tiros de um agente do ICE durante uma operação contra migrantes em Mineápolis.

    Desde que voltou à Casa Branca em janeiro de 2025, Trump tem impulsionado uma onda de deportações em massa, uma de suas promessas de campanha.

    Autoridades de Mineápolis e do estado de Minnesota criticam as ações dos agentes do DHS, incluindo os do ICE.

    Em um vídeo publicado na quarta-feira nas redes sociais, o governador de Minnesota, Tim Walz, denunciou “o caos, a interferência e o trauma que o governo federal está despejando sobre nossa comunidade”, descrevendo interrogatórios de porta em porta realizados por agentes do ICE “armados, mascarados e com pouca capacitação”.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Promotoria sul-coreana pede pena de morte para ex-presidente por tentativa de golpe

    Acusação apresenta memorando que ordenava “se livrar” de jornalistas e políticos; defesa diz que lei marcial foi apenas simbólica.

    Mundo – O cenário político da Coreia do Sul mais uma vez passa por um momento histórico e muito dramático, que vem dividindo opiniões pelo mundo. Nas últimas horas, promotores do país formalizaram o pedido de condenação à pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk Yeol, apontado como mentor intelectual de uma tentativa de golpe de Estado.

    Inicialmente, o julgamento gira em torno da fracassada decretação de lei marcial ocorrida em dezembro de 2024, que mergulhou o país em caos temporário. A acusação foi dura em seus argumentos, classificando o político como o “líder de uma insurreição”.

    Segundo informações da Bloomberg, os promotores afirmam que a motivação do ex-mandatário não foi a segurança nacional, mas sim uma “sede de poder” desenfreada. Para sustentar o pedido de pena capital, foram apresentadas provas documentais, incluindo um memorando militar alarmante.

    O texto sugeria que a lei marcial serviria como pretexto para “se livrar” de opositores, com alvos claros: jornalistas críticos e legisladores que faziam oposição ao governo. A equipe jurídica de Yoon Suk Yeol tenta desqualificar a gravidade dos fatos em meio a toda a polêmica que surgiu.

    O argumento central da defesa é que a medida extrema foi, na verdade, um “gesto simbólico” e desesperado para proteger a nação do que ele considerava uma paralisia causada pela oposição. Os advogados sustentam ainda que, como presidente na época, ele detinha prerrogativas constitucionais para tomar tal atitude.

    Fonte e Foto: Léo Dias

  • Trump diz que EUA vão tomar ‘medidas duras’ se Irã executar manifestantes

    Anúncio veio no mesmo dia em que o regime iraniano informou que nesta quarta-feira (14) irá executar um manifestante que participou dos protestos contra o governo.

    Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, na terça-feira (13) que ‘tomará medidas duras’ se o Irã enforcar manifestantes. “Patriotas iranianos, continuem protestando – ocupem suas instituições!!!! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores”, escreveu Trump em sua conta nas redes sociais. “Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes pare. A ajuda está a caminho”, acrescentou.

    O anúncio veio no mesmo dia em que o regime iraniano informou que na quarta-feira (14) irá executar um manifestante que participou dos protestos contra o governo. A vítima é Erfan Soltani, de 26 anos. Ele foi mantido em detenção sem acesso a um advogado, e as autoridades não o acusaram formalmente.

    A população do Irã denunciou ao jornal The New York Times que as manifestações no país estão sendo reprimidas de forma “brutal”. Os relatos são de que as forças armadas foram autorizadas a “atirar para matar”. Segundo informou dois funcionários do Ministério da Saúde iraniano ao veículo, pelo menos 3.000 pessoas foram mortas desde o início dos protestos.

    Diante dos relatos e do aumento de número de mortos, Trump, que no final de semana disse que ajudaria os iranianos se libertarem do regime islâmico, informou que atacar o Irã é mais provável que improvável. As informações são do jornal The Wall Street Journal. Um funcionário da Casa Branca afirmou ao veículo que “todas as opções” de medidas contra o Irã foram apresentadas ao presidente dos Estados Unidos.

    Há duas semanas, os iranianos estão indo às ruas em manifestações que são as maiores já vistas desde 2022, quando Mahsa Amini foi presa por supostamente violar o código de vestimenta feminino. Dessa vez, os protestos são contra o governo com pressão econômica, que é um dos problemas do país há anos devido às sanções dos Estados Unidos e da União Europeia devido às ambições nucleares iranianas.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Irã restabelece ligações internacionais, mas mantém bloqueio à internet em meio a protestos

    Governo atribui apagão digital a ‘operações terroristas’, enquanto ONGs acusam regime de tentar ocultar repressão que já deixou centenas de mortos.

    Mundo – A conexão telefônica internacional foi restabelecida nesta terça-feira(13) no Irã, constatou um jornalista da AFP, mas o país segue sem acesso à internet devido, segundo o governo iraniano, a “operações terroristas” durante os protestos.

    Defensores dos direitos humanos acusaram a República Islâmica de cortar o acesso à internet para ocultar a repressão que, segundo eles, provocou centenas de mortes, ou até mais.

    Os protestos começaram há duas semanas. No início eram contra o aumento do custo de vida, mas com o passar dos dias se transformaram em um movimento contra o regime teocrático que governa o Irã desde a Revolução Islâmica de 1979, que derrubou o xá.

    O país está sem acesso à internet desde 8 de janeiro, ou seja, há mais de 108 horas, segundo a ONG NetBlocks.

    O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarou nesta terça-feira ao canal Al Jazeera que o apagão foi estabelecido por supostas “operações terroristas” durante os protestos, que representam um grande desafio para o governo do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos.

    “O governo dialogava com os manifestantes. A internet foi cortada apenas depois que nos vimos confrontados com operações terroristas e constatamos que as ordens vinham do exterior”, afirmou o ministro.

    Desde sexta-feira os iranianos também não podiam ligar para o exterior, mas nesta terça-feira as linas telefônicas foram restabelecidas, constatou um correspondente da AFP. A repressão a esses protestos desencadeou uma onda de condenações e indignação a nível internacional.



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Milei descarta diálogo com Lula sobre Venezuela e declara apoio a Flávio Bolsonaro

    Líder argentino classificou propostas do atual governo brasileiro como “socialistas”, enquanto o senador do PL celebrou o apoio vindo de Buenos Aires.

    Mundo – O presidente da Argentina, Javier Milei, não poupou as críticas ao governo brasileiro em entrevista recente. Durante a conversa, o líder argentino afirmou categoricamente que não vê motivos para manter diálogo com o presidente Lula a respeito da situação política na Venezuela.

    Milei, que defende uma postura de confronto direto contra o regime venezuelano, manifestou sua preferência pela vitória do senador Flávio Bolsonaro na próxima disputa presidencial brasileira, evidenciando o distanciamento ideológico entre os atuais mandatários das duas maiores economias da América do Sul.

    As declarações ocorrem em um momento de transformações drásticas na região, especialmente após a captura de Nicolás Maduro em uma operação coordenada pelos Estados Unidos. Enquanto o governo brasileiro mantém uma linha diplomática contrária a intervenções militares estrangeiras, Milei endossa integralmente as ações de Washington. O presidente argentino classificou as propostas de Lula como heranças do socialismo e afirmou que projeta uma solução para a região com a família Bolsonaro no poder, embora tenha ressaltado que as divergências políticas não devem interromper as relações comerciais que beneficiam ambos os países.

    Apoio de Milei a Flávio Bolsonaro

    O senador Flávio Bolsonaro recebeu com entusiasmo o apoio vindo de Buenos Aires, utilizando suas redes sociais para destacar a sintonia entre as lideranças que defendem a liberdade econômica.

    O parlamentar projeta que, a partir de 2027, uma eventual convergência política entre Brasil e Argentina poderia resultar em uma parceria comercial mais assertiva, com foco na redução de barreiras e na reestruturação do Mercosul. Esse movimento ocorre em paralelo à aprovação histórica do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que promete extinguir tarifas sobre a maioria das mercadorias trocadas entre os blocos.

    No campo diplomático, a tensão entre Brasília e Buenos Aires ganhou novos contornos com a decisão do Itamaraty de deixar de representar os interesses argentinos na Venezuela. A custódia da embaixada da Argentina em Caracas, que era exercida pelo Brasil desde o rompimento das relações entre Milei e o regime chavista, será transferida para a Itália.

    A mudança sinalizou a um esfriamento nas relações de cooperação direta entre os ministérios das relações exteriores dos dois países, refletindo as abordagens opostas adotadas diante da crise institucional venezuelana.



    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Número de mortos em protestos no Irã passa dos 500

    O presidente Masoud Pezeshkian prometeu abordar as queixas econômicas, mas não mostrou sinais de recuar de uma severa repressão.

    Mundo – O número de mortos pela repressão à onda de protestos no Irã subiu para 538, informou a Iran Human Rights, uma organização não governamental com sede na Noruega que monitora a situação no país. Outras 10.600 pessoas foram detidas durante as duas semanas de protestos, segundo a entidade. O mais recente balanço de mortes nos protestos contra o regime teocrático do aiatolá Ali Khamenei ocorre em meio à denúncias de violência policial feitas por manifestantes. O chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, afirmou neste domingo que “o nível de confronto contra os manifestantes se intensificou”. Enquanto isso, mais protestos foram convocados.

    O governo do Irã descreveu a luta contra o que chamou de “tumultos” como uma “batalha de resistência nacional iraniana contra os Estados Unidos e o regime sionista”. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, prometeu abordar as queixas econômicas, mas não mostrou sinais de recuar de uma severa repressão. Ao contrário: ele conclamou a população a participar de uma “marcha de resistência nacional” com manifestações em todo o país na segunda-feira (12), para denunciar a violência, que o governo atribuiu a “criminosos e terroristas urbanos”, informou a televisão estatal.

    “Nosso dever é resolver e atender às queixas do povo. Mas também temos o dever de não deixar que manifestantes desestabilizem o país”, disse o presidente, Masoud Pezeshkian, em uma entrevista à televisão estatal iraniana no sábado. Ele falou enquanto os manifestantes no Irã enfrentam uma repressão intensificada e letal por parte das autoridades.

    À medida que os protestos escalam, a teocracia do Irã parece cada vez mais vulnerável, e altos funcionários procuraram culpar os Estados Unidos e Israel, dizendo que ambos apoiam os manifestantes.

    As instalações militares e nucleares do Irã foram danificadas por uma guerra de 12 dias com Israel em junho passado, e o país vem afundando em uma grave crise econômica após a reativação de sanções econômicas da ONU no ano passado.

    Aumentando a pressão, o Presidente Trump disse que poderia atacar o Irã se as autoridades matassem manifestantes pacíficos, e vários funcionários dos EUA disseram ao The New York Times no sábado que ele foi informado sobre novas opções de ataques militares.

    O novo balanço de mortes nos protestos contra o governo do aiatolá Ali Khamenei, que tomaram as ruas do país há quase duas semanas, ocorre em meio a denúncias de violência policial feitas por manifestantes. Iranianos ouvidos por jornais dos EUA e do Reino Unido afirmaram que policiais atiraram contra manifestantes ao longo das mais de 100 cidades que registraram protestos pelo país.

    “Desde o início dos protestos, a Iran Human Rights confirmou a morte de pelo menos 490 manifestantes e 48 agentes de segurança”, afirmou a ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega O número real de mortos pode ser muito maior, já que um bloqueio de internet que dura dias dificulta a verificação dos dados.

    O governo iraniano não divulgou números oficiais de vítimas das manifestações. Há o temor de que o bloqueio cibernético esteja encorajando o regime do país a reprimir os manifestantes de forma sangrenta.

    Maiores protestos em 15 anos; líder fala em ‘vândalos’ e acusa EUA

    As manifestações, iniciadas há duas semanas por insatisfação com a situação econômica do país, são as maiores em uma década. Para além da pauta econômica, os protestos passaram a ecoar contra o regime político do Irã. O país está sem acesso à internet há 48 horas, após um apagão nacional imposto pelas autoridades do regime teocrático, segundo a ONG de cibersegurança Netblocks. Apesar do bloqueio à rede, os protestos seguem em crescente.

    O líder supremo do Irã criticou os “vândalos” que, segundo ele, estão por trás dos protestos, e acusou os Estados Unidos de incitá-los.

    “Estamos em plena guerra”, declarou Ali Larijani, um dos conselheiros do aiatolá e chefe da principal agência de segurança do país, denunciando “incidentes orquestrados no exterior”.

    No sábado, a televisão estatal exibiu imagens dos funerais de integrantes das forças de segurança mortos durante os protestos. Na cidade de Shiraz, no sul do país, o comparecimento nos ritos fúnebres foi expressivo.

    Ameaça aos EUA; Israel em ‘alerta máximo’

    O Irã afirmou que atacará alvos militares e navios dos EUA no caso de um ataque dos Estados Unidos em apoio aos manifestantes durante a onda de protestos em curso no país, afirmou o presidente do parlamento neste domingo.

    Em meio aos protestos, a Guarda Revolucionária do Irã, organização militar que tem como foco a defesa do regime Khamenei, afirmou que proteger a “segurança nacional é um ponto inegociável”.

    As Forças Armadas dos EUA afirmaram que, no Oriente Médio, estão “posicionadas com forças que abrangem toda a gama de capacidade de combate para defender nossas forças, nossos parceiros e aliados e os interesses dos EUA”.

    Tais ameaças ganharam força após a captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas forças dos EUA, no início deste mês. “Se os Estados Unidos tomarem ação militar, tanto os territórios ocupados quanto as rotas militares e marítimas dos EUA serão nossos alvos legítimos”, disse Mohammed Ghalibaf, presidente do parlamento do Irã, em um comunicado no domingo, de acordo com a agência de notícias semi-oficial do Irã, Tasnim. Bases militares dos EUA e de Israel também poderiam ser alvos, ele acrescentou.

    O exército de Israel disse estar “preparado defensivamente” para qualquer ataque, enquanto o primeiro-ministro do país, Binyamin Netanyahu, elogiou os manifestantes.

    “Israel apoia a luta deles pela liberdade e condena firmemente os assassinatos em massa de civis inocentes”, disse ele. “Todos nós esperamos que a nação persa em breve seja libertada do jugo da tirania, e, quando esse dia chegar, Israel e Irã serão novamente parceiros fiéis”.

    As autoridades iranianas vêm tentando um delicado equilíbrio em sua resposta aos protestos, ao reconhecer as queixas econômicas e tomar medidas para abordá-las, enquanto também acusam tanto os Estados Unidos quanto Israel de apoiar os “arruaceiros” que eles retratam como “sequestradores das manifestações”.

    Os protestos dos últimos dias não apenas cresceram significativamente em tamanho, mas parecem ter se tornado cada vez mais violentos de ambos os lados. Edifícios do governo foram incendiados, enquanto o chefe da polícia do Irã, o brigadeiro-general Ahmadreza Radan, culpou as mortes e ferimentos em “soldados não pagos dos inimigos do Irã”.

    “Uma parte significativa dos mortos morreu por armas brancas e ferimentos de faca. Nos casos envolvendo tiros, a distância dos disparos era muito próxima, indicando que essas ações não foram realizadas pelas forças de segurança, mas por elementos treinados e dirigidos”, disse o General Radan.

    Alguns ativistas relataram forças de segurança iranianas invadindo hospitais para procurar os feridos. Skylar Thompson, diretora adjunta da HRANA, disse que as dificuldades de comunicação com pessoas dentro do Irã tornaram difícil assegurar o que estava acontecendo dentro das instalações médicas. Mas ela disse que a organização havia confirmado casos de manifestantes feridos sendo removidos dos hospitais.

    “Temos documentos hospitalares que mostram indivíduos afetados por gás lacrimogêneo, temos casos semelhantes de pessoas atingidas por balas – balas de borracha e munição real – e sendo transferidas para instalações de detenção sem o devido cuidado”, disse ela.

    Ao contrário de alguns oficiais de segurança iranianos e até do líder supremo, o Aiatolá Ali Khamenei, Pezeshkian anteriormente tentou adotar um tom de responsabilidade governamental pelas dificuldades econômicas que muitos iranianos estão sentindo, oferecendo pequenas reformas, embora economistas digam que não são suficientes para solucionar a severidade da crise.

    Papa reza pelas vítimas

    No Vaticano, o Papa Leão XIV rezou pelas vítimas da repressão e afirmou que, caso não haja distensão, “muitas vidas serão ceifadas”.

    “Meus pensamentos se voltam para o que está acontecendo atualmente no Oriente Médio, particularmente no Irã e na Síria, onde tensões persistentes estão causando a morte de muitas pessoas”, disse o pontífice. “Espero e rezo pelo cultivo paciente do diálogo e da paz, para o bem comum de toda a sociedade.”



    Fonte e Foto: JP Notícias