Categoria: Mundo

  • Morte de El Mencho: onda de violência no México mata 25 membros da Guarda Nacional

    Agentes morreram em uma série de ataques no estado de Jalisco, em retaliação à morte do chefe do cartel Jalisco Nova Geração. Segundo autoridades, 34 suspeitos foram mortos.

    A onda de violência que tomou regiões do México após morte do narcotraficante El Mencho matou 25 membros da Guarda Nacional, segundo o governo. Os agentes foram mortos em 6 ataques distintos em Jalisco. Também morreram 34 suspeitos e outras 3 pessoas.

    Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, foi morto durante uma operação militar no domingo (22). Ele comandava o cartel Jalisco Nova Geração – que trafica cocaína, metanfetamina, fentanil aos Estados Unidos, e era o criminoso mais procurado do país. 

    Em coletiva de imprensa nesta segunda (23), o ministro da Segurança do México, Omar García Harfuch, revelou que os militares morreram em ataques em Jalisco. Também morreram um agente penitenciário, um integrante do Ministério Público estadual e uma mulher não identificada. 

    Harfuch afirmou ainda que cerca de 30 suspeitos de integrar organizações criminosas foram mortos em Jalisco e outros quatro foram mortos em Michoacán. 

    Ainda de acordo com Harfuch, 70 pessoas foram presas, em sete estados, durante os atos violentos deste domingo, organizados por partidários do cartel.

    Quem são os mortos na onda de violência no México:

    • 25 membros da Guarda Nacional;
    • Um agente penitenciário, um integrante do Ministério Público estadual e uma mulher não identificada;
    • 30 suspeitos de integrar organizações criminosas em Jalisco;
    • 4 suspeitos em Michoacán.

    Autoridades também revelaram detalhes da operação contra o narcotraficante. O secretário de Defesa do México, Ricardo Trevilla, informou que o paradeiro de El Mencho foi descoberto após uma visita de sua namorada.

    México em alerta

    O México permanece em estado de alerta nesta segunda-feira (23), com escolas fechadas em pelo menos oito estados. 

    A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu calma à população, afirmou que espera que os voos de e para Puerto Vallarta sejam retomados até esta terça-feira (24), e que já não há mais bloqueios nas estradas do país – no domingo, 229 foram registrados. 

    Reação de Trump

    Em uma rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o México precisa intensificar seus esforços contra os cartéis de drogas. Os EUA ajudaram a ação militar mexicana neste domingo.

    Ex-policial, El Mencho comandava havia anos um dos cartéis mais influentes do México, o Jalisco Nova Geração (CJNG), e era considerado uma das figuras mais violentas do crime organizado. 

    Segundo o Ministério da Defesa mexicano, ele morreu ao amanhecer de domingo na cidade de Tapalpa, no estado de Jalisco, na região centro-oeste do país.

    Ele sofreu ferimentos graves durante a operação e não resistiu enquanto era transferido de avião para a Cidade do México, afirmou o órgão em nota oficial. Vários outros membros do cartel também morreram na ação.

    O Ministério da Defesa também informou que vários veículos blindados e armas — incluindo lançadores de foguetes — foram apreendidos durante a operação. Além disso, três membros do exército ficaram feridos e foram levados para hospitais na Cidade do México. 

    Sob o comando de El Mencho, o cartel se expandiu rapidamente na última década, dedicando-se à produção e venda de drogas, além da extorsão de empresas locais.

    O grupo ganhou notoriedade por ataques ousados às forças de segurança e por espalhar medo em comunidades de diferentes regiões do país. 

    Em poucos anos, o cartel ampliou sua atuação em outros países e tornou-se rival do Cartel de Sinaloa, liderado por Joaquín “El Chapo” Guzmán, que cumpre pena nos Estados Unidos. 

    Os EUA já chegaram a oferecer recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à captura de El Mencho.

    Reações à morte

    Após notícias sobre a morte do narcotraficante, foram registrados incêndios de veículos e bloqueios de estradas em Jalisco, no oeste do México. 

    A presidente do país, Claudia Sheinbaum Pardo, afirmou, em publicação no X, que “há total coordenação com os governos de todos os estados” e pediu calma à população.

    Meu reconhecimento ao Exército Mexicano, à Guarda Nacional, às Forças Armadas e ao Gabinete de Segurança. Trabalhamos todos os dias pela paz, segurança, justiça e bem-estar do México”, escreveu.

    O governador Pablo Lemus Navarro afirmou mais cedo que uma operação na cidade de Tepalpa provocou confrontos na região e em outras áreas de Jalisco. Segundo ele, grupos não identificados incendiaram veículos e os posicionaram nas vias, dificultando ações das autoridades. 

    O governo dos EUA comemorou a morte do narcotraficante. Christopher Landau, subsecretário de Estado, classificou a ação como um “grande avanço para o México, os EUA, a América Latina e o mundo”. 

    “Estou acompanhando as cenas de violência no México com grande tristeza e preocupação”, acrescentou Landau em uma publicação no X.

    O Departamento de Estado dos EUA emitiu ainda um alerta para que cidadãos americanos permaneçam abrigados nos estados de Jalisco, Tamaulipas, e em áreas dos estados de Michoacán, Guerrero e Nuevo León. 

    A Embaixada do México em Washington também se manifestou. Em publicação nas redes sociais, o consulado afirmou que os EUA forneceram informações para a operação militar que resultou na morte de El Mencho. 

    “Além dos esforços centrais de inteligência militar, informações complementares foram fornecidas pelas autoridades dos EUA no âmbito da coordenação e cooperação bilateral com os Estados Unidos”, escreveu a embaixada.

  • Quem era ‘El Mencho’, líder do cartel mais poderoso do México morto no domingo

    Fundador do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) era considerado o último grande narcotraficante do país.

    Mundo – Nemesio “El Mencho” Oseguera, fundador do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), transformou-o no cartel mais poderoso do México por meio do uso da violência, desafiando o governo.

    Morto no domingo (22), aos 59 anos, durante uma operação do exército, ele era considerado o último dos grandes narcotraficantes do país desde a prisão e o encarceramento nos Estados Unidos dos fundadores do Cartel de Sinaloa, Joaquín “El Chapo” Guzmán e Ismael “Mayo” Zambada. Washington havia oferecido uma recompensa de US$ 15 milhões por sua captura.

    O criminoso, “violento por natureza”, segundo o especialista em narcotráfico José Reveles, atacava diretamente as autoridades, enquanto outras organizações semelhantes permaneciam na defensiva.

    Em 20 de junho de 2020, ele lançou um ataque sem precedentes contra o atual Secretário Federal de Segurança Pública, Omar García Harfuch, então chefe da polícia da capital, ferindo-o. Três pessoas foram mortas, incluindo dois guarda-costas.

    Cinco anos antes, seu cartel já havia atacado a recém-formada Gendarmaria Nacional de Jalisco e, em seguida, emboscado um comboio de policiais daquele estado mexicano.

    Seus narcotraficantes abateram um helicóptero militar com um lança-foguetes e causaram bloqueios de estradas e incêndios. Dezenas de pessoas foram mortas, incluindo 20 policiais e nove soldados.

    Raramente visto em público

    Embora tenha aparecido em dois shows de “narcocorridos” em 2025, grupos que cantam em louvor aos narcotraficantes, El Mencho “foi muito cuidadoso para não se expor publicamente; pouco se sabe sobre sua vida”, disse o Sr. Reveles à AFP.

    Imagens dele são raras. No cartaz de procurado do Departamento de Estado dos EUA, ele aparece com um rosto anguloso, cabelo impecavelmente penteado e um bigode fino, enquanto em um arquivo de 1989 da Administração de Repressão às Drogas dos EUA (DEA), ele é visto com cabelo encaracolado e uma aparência mais grosseira.

    Nascido em 1966 em uma família pobre em Michoacán, onde o cultivo ilegal de cannabis era desenfreado, ele imigrou para os Estados Unidos ainda jovem. Na década de 1980, foi condenado por tráfico de heroína e deportado após cumprir sua pena.

    Ao retornar a Michoacán, juntou-se ao Cartel del Milenio, do qual foi expulso após disputas internas de poder.

    “El Mencho” então deixou seu estado natal rumo ao vizinho Jalisco, onde em 2009 fundou o “Mata Zetas”, logo renomeado para Cartel Jalisco Nueva Generación. Em 2011, o cartel cometeu um de seus massacres mais simbólicos, deixando 35 corpos perto de uma reunião de promotores em Veracruz (leste de Jalisco).

    Com a vantagem sobre diversos grupos rivais, o CJNG cresceu rapidamente. Após a extradição de “El Chapo” e “Mayo” para os Estados Unidos, seu cartel tornou-se o mais poderoso em um país onde a violência ligada a esses grupos já ceifou mais de 450.000 vidas e deixou mais de 100.000 desaparecidos desde 2006.

    No ano passado, o Departamento de Estado dos EUA declarou o CJNG uma organização terrorista, enfatizando sua “natureza transnacional com presença em praticamente todo o México”. Tráfico de drogas, venda de armas, extorsão, tráfico de pessoas e roubo de petróleo e minerais — Washington o acusou de uma série de crimes.

    Incapaz de competir com seus rivais que controlavam a fronteira com os Estados Unidos, “El Mencho” se infiltrou em outros mercados.

    “A Europa, a Ásia, a África e até mesmo a Austrália eram menos disputadas pelos mexicanos, e as drogas alcançam preços mais altos nesses lugares”, explica o Sr. Reveles.

    Divorciado, Oseguera teve três filhos. Sua ex-esposa e dois de seus filhos foram presos. Ela foi libertada, enquanto seu irmão mais velho, conhecido como “El Menchito”, recebeu uma sentença de prisão perpétua nos Estados Unidos.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Brasil e Coreia do Sul decidem retomar diálogo por acordo comercial com Mercosul

    Reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Lee Jae-myung marca nova etapa nas relações econômicas bilaterais.

    Mundo – Os presidentes do Brasil e da Coreia do Sul concordaram nesta segunda-feira (23), em Seul, em retomar as negociações para um acordo de livre comércio entre o país asiático e o Mercosul.

    Após uma reunião bilateral, o sul-coreano Lee Jae Myung e o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva anunciaram um conjunto de acordos em diversas áreas, da agricultura à cooperação empresarial, sem deixar de lado os produtos de “K-beleza”, como são conhecidos os produtos coreanos de cuidados com a pele.

    “Sobre as negociações de livre comércio entre o Brasil e a República da Coreia, discutimos caminhos para retomar as negociações interrompidas em 2021”, afirmou Lula em uma entrevista coletiva.

    Lee afirmou que os dois concordaram que os benefícios da cooperação econômica “devem ser ampliados” aos seus países vizinhos.

    “O Brasil é um membro chave do Mercosul. Reiterei a necessidade de retomar as negociações para um acordo de livre comércio entre a Coreia e o Mercosul, e o presidente Lula concordou”, declarou Lee.

    Lula destacou que os dois países apresentaram um plano de ação “com iniciativas concretas para os próximos três anos”.

    “O Brasil é o principal destino dos investimentos coreanos na América Latina e, com 11 bilhões de dólares, a Coreia é o nosso quarto parceiro comercial na Ásia”, afirmou.

    Também disse que sua visita a Seul “conclui um ciclo fundamental da política externa brasileira em meu terceiro mandato. Nos últimos três anos, fortalecemos as relações com a Ásia, centro dinâmico da economia mundial. Visitei a China, a Índia, a Indonésia, a Malásia e o Vietnã”.

    Antes da reunião, Lee afirmou que ele e Lula conseguiram chegar ao topo após infâncias difíceis.

    Lee trabalhou em uma oficina têxtil para sustentar a família, enquanto Lula precisou abandonar a escola para trabalhar e ajudar a família.

    Lula chegou à Coreia do Sul procedente da Índia e também visitará os Emirados Árabes Unidos.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Serviço Secreto dos EUA mata homem que tentou entrar em Mar-a-Lago, resort de Trump na Flórida

    O presidente e a primeira-dama estavam em Washington no momento do incidente, ocorrido durante a madrugada.

    Mundo – O Serviço Secreto dos EUA informou neste domingo (22) que seus agentes mataram a tiros um homem que tentou entrar ilegalmente no perímetro de segurança do resort Mar-a-Lago, do presidente Donald Trump, em West Palm Beach, Flórida.

    O invasor teria entre 20 e 30 anos e não teve sua identidade revelada.

    Apesar de viajar frequentemente à Flórida nos finais de semana, Trump se encontrava em Washington no momento do incidente.

    A primeira-dama Melania Trump também estava com o presidente na Casa Branca na noite de sábado (21).

    De acordo com o Serviço Secreto, ele foi “visto no portão norte da propriedade de Mar-a-Lago carregando o que parecia ser uma espingarda e um galão de combustível”. O incidente ocorreu à 1h30 da manhã de domingo.

    O suspeito, que era da Carolina do Norte, foi dado como desaparecido há alguns dias por sua família. Os investigadores acreditam que ele saiu da Carolina do Norte em direção ao sul, pegando uma espingarda no caminho, disse o porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi.

    A caixa da arma foi encontrada em seu veículo, disse Guglielmi. O homem passou pelo portão norte de Mar-a-Lago enquanto outro veículo saía e foi abordado por agentes do Serviço Secreto. Os agentes confrontaram o homem armado e ele foi morto a tiros. Os investigadores estão trabalhando para traçar um perfil psicológico e a motivação ainda está sendo investigada.

    Ele foi baleado por agentes do Serviço Secreto e por um xerife do Condado de Palm Beach, informou a agência.

    Ameaças e atentado

    Trump já havia enfrentado ameaças de morte anteriormente. Ele foi ferido durante uma tentativa de assassinato em um comício de campanha em Butler, Pensilvânia, em 13 de julho de 2024.

    Em 15 de setembro de 2024, um homem armado com um rifle foi capturado após esperar perto do campo de golfe de Trump em West Palm Beach enquanto o presidente jogava. Ele foi condenado à prisão perpétua no início deste mês.

    O incidente ocorre em um momento em que os EUA têm sido abalados diversas vezes nos últimos anos por violência política. Só no ano passado, o país passou pelo o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, o assassinato da líder democrata na Câmara dos Representantes do estado de Minnesota e seu marido, o atentado contra outro parlamentar e sua esposa, e um ataque incendiário à residência oficial do governador da Pensilvânia, Josh Shapiro.

    Fonte: G1

  • Espanha encontra pista inédita sobre elefantes ‘máquina de guerra’

    Mundo – Descoberta sugere que os lendários elefantes de guerra de Aníbal realmente passaram pela Europa Ocidental

    Arqueólogos na Espanha descobriram um osso de elefante de 2.200 anos e acreditam que ele pertenceu a um animal que serviu como uma “máquina de guerra” em um exército enviado para invadir a República Romana.

    Após encontrarem o osso do tornozelo no sítio arqueológico Colina de los Quemados, na cidade de Córdoba, no sul da Espanha, os pesquisadores utilizaram datação por radiocarbono para determinar que ele pertencia a um elefante que viveu entre o fim do século 3 e o início do século 4 a.C., segundo um estudo publicado no Journal of Archaeological Science: Reports.

    Nessa época, a cidade-estado de Cartago, localizada onde hoje é a Tunísia, disputava com a República Romana a supremacia no Mediterrâneo.

    Os cartagineses eram conhecidos por usar elefantes como “máquinas de guerra” em seus exércitos, de acordo com a pesquisa. Relatos clássicos sugerem que o famoso comandante Aníbal conduziu um grupo de 37 elefantes através do território que hoje corresponde à Espanha e à França, tentando por fim invadir a Itália atravessando os Alpes durante a Segunda Guerra Púnica, que ocorreu entre 218 e 201 a.C.

    Apesar de a visão extraordinária dos elefantes de Aníbal ter marcado os registros históricos, nenhuma evidência física direta de sua presença na Europa Ocidental havia sido encontrada até então.

    Além da datação por radiocarbono — que se alinha aproximadamente ao período da Segunda Guerra Púnica — os pesquisadores afirmam que outros indícios reforçam a teoria de que o osso está relacionado a Aníbal. Entre eles estão 12 esferas de pedra utilizadas como munição de artilharia encontradas próximas ao osso, o que “provavelmente indica um contexto militar”.

    Embora reconheçam que a descoberta de um único osso isolado não garante que todo o animal estivesse naquele local — já que o osso poderia ter sido levado para lá como curiosidade ou lembrança —, “os registros históricos e arqueológicos sugerem que sua associação com os eventos da Segunda Guerra Púnica, direta ou indiretamente, oferece a explicação mais plausível”, escreveram os pesquisadores. Eles citam ainda a presença de projéteis e pontas de flecha, possivelmente deixados após um episódio violento.

    Armas prestigiosas e “psicológicas”

    Elefantes de guerra nessa época eram “armas de prestígio, mas também armas psicológicas”, segundo Fernando Quesada-Sanz, autor principal do estudo e arqueólogo da Universidade Autônoma de Madrid, na Espanha.

    Os animais eram “muito impressionantes e assustadores para tropas que não estavam acostumadas a enfrentá-los”, disse ele à CNN em um comunicado divulgado na quinta-feira.

    “Eles também eram particularmente úteis contra cavalaria e para desorganizar linhas de infantaria inimiga”, acrescentou Quesada-Sanz. “Eram até usados como ponta de lança para liderar ataques contra paliçadas de fortificações temporárias, como acampamentos militares.”

    Quesada-Sanz afirmou que “esta é a primeira vez, até onde sabemos, que restos autênticos de um dos elefantes do exército cartaginês são encontrados em solo europeu”, e acrescentou que poderia se tratar de um dos 21 elefantes que, segundo fontes clássicas, Aníbal deixou na Península Ibérica antes de iniciar sua marcha para a Itália.

    “Esta descoberta pode ser um alerta para o estudo de coleções de antigas escavações guardadas em depósitos de museus na Espanha, no sul da França ou até na Itália, que podem conter mais exemplos”, disse ele. “Além disso, ossos de futuras escavações precisam ser examinados com cuidado.”

    Eve MacDonald, arqueóloga e professora sênior de história antiga na Universidade de Cardiff, no País de Gales, e autora de Carthage: A New History, que não participou do estudo, disse à CNN que a descoberta é significativa porque finalmente fornece evidências físicas para a crença de longa data de que os cartagineses introduziram elefantes na Península Ibérica durante o século 3 a.C.

    O contexto da descoberta — em um depósito contendo armas de artilharia e outros instrumentos de guerra — adiciona “uma camada convincente à interpretação” dos autores do estudo, afirmou ela.

    “Há algo profundamente satisfatório em momentos em que o registro arqueológico surge e confirma o que a história há muito sugeria”, disse MacDonald por e-mail.

    “A lenda de Aníbal cruzando os Alpes com 37 elefantes captura a imaginação das pessoas há milênios; os antigos romanos ficaram maravilhados com isso, e nós continuamos maravilhados até hoje”, acrescentou.

    “Este pequeno osso… nos leva um passo mais perto de uma das histórias militares mais extraordinárias do mundo antigo.”

    Fonte: R7

  • Brasil e Índia fecham acordo sobre minerais críticos e terras raras

    Mundo – Brasil e Índia fecham acordo sobre minerais críticos e terras raras. O Brasil e a Índia firmaram um acordo sobre minerais críticos e terras raras. O anúncio foi feito neste sábado (21), durante agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.
    Nas assinaturas realizadas neste sábado, consta o memorando de entendimento entre o Ministério de Minas do Governo da República da Índia e o Ministério de Minas e Energia da República Federativa do Brasil sobre cooperação no campo de elementos de terras raras e minerais críticos.
    “Ampliar os investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje”, disse Lula.

    A matéria-prima tem sido tema de amplo destaque internacional, já que é considerada estratégica e utilizada no desenvolvimento de diversas tecnologias. Alguns itens como veículos elétricos, smartphones, painéis solares e até motores de aeronaves necessitam desse tipo de elemento em sua produção.Nesse cenário, o Brasil aparece com relevância entre os players internacionais, tendo em vista que o país possui a segunda maior reserva desses recursos no mundo, ficando atrás apenas da China.O interesse indiano pelo acordo é justamente o de reduzir a dependência chinesa para esse tipo de minério.
    O documento assinado por ambos os países explica as áreas de cooperação. Um dos objetivos do acordo é o de promover investimentos recíprocos na exploração, mineração e desenvolvimento de infraestrutura para ETRs (elementos terras raras) e minerais críticos em ambos os países.

    O documento cita ainda apoio à exploração de ETRs e minerais críticos em áreas greenfield e brownfield, ou seja, áreas ainda sem nenhum tipo de infraestrutura e instalações e áreas que já possuem aparato, mas que carece de revitalização e expansão.

    O acordo também mira tecnologias de processamento e reciclagem para as terras raras e os minerais.

    Com a assinatura, o tratado já entrou em vigor por um prazo de cinco anos e, a partir de então, será automaticamente prorrogado por períodos sucessivos de cinco anos cada, a menos que ocorra uma rescisão. No caso do Brasil, o Ministério de Minas e Energia, chefiado pelo ministro Alexandre Silveira, ficará responsável por implementar e conduzir as ações que envolvem o acordo.

    O presidente Lula cumpre uma série de agendas na Ásia desde quarta-feira (18). O presidente viaja no domingo (22) para a Coreia do Sul.

    Maior parceiro comercial na América Latina
    Brasil e Índia são parceiros estratégicos desde 2006, com cooperação em comércio, defesa, energia, agricultura, saúde, minerais críticos, tecnologia e infraestrutura digital.

    O Brasil é o maior parceiro comercial da Índia na região da América Latina e do Caribe, e os dois países trabalham em estreita colaboração em questões globais, como a reforma da ONU, as mudanças climáticas e o combate ao terrorismo.
    Lula defendeu na quinta-feira que o Brasil e a Índia realizem transações comerciais em suas próprias moedas, em vez de liquidar transações em dólares, mas descartou especulações de que o Brics, grupo do qual ambos os países fazem parte, criaria uma moeda comum.

    Fonte: CNN Brasil

  • Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço de Trump e abre nova janela para exportações brasileiras

    Decisão que considerou ilegais as taxas impostas com base em lei de emergência pode beneficiar setores como mel, pescados, uva e café solúvel; indústria pede cautela diante de possível “plano B”.

    Economia – A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de considerar ilegais parte das tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump reacendeu o otimismo em setores estratégicos da economia brasileira. O julgamento, decidido por seis votos a três, derrubou taxas aplicadas com base no International Emergency Economic Powers Act (IEEPA), legislação de 1977 que permite ao presidente regular transações econômicas após declarar emergência nacional.

    Com isso, produtos brasileiros que ainda enfrentavam sobretaxas — como mel, pescados, uva e especialmente o café solúvel — podem ganhar competitividade no mercado norte-americano. Esses itens não haviam sido contemplados nas rodadas anteriores de retirada de tarifas.

    No entanto, a decisão não atinge todas as medidas protecionistas. Tarifas sobre aço, alumínio, madeira e veículos permanecem em vigor, pois foram aplicadas com base na chamada Seção 232, dispositivo ligado à segurança nacional.

    Setores avaliam impactos

    Entidades representativas adotaram postura cautelosa. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a suspensão das tarifas pode impactar cerca de US$ 21,6 bilhões (aproximadamente R$ 111 bilhões) em exportações brasileiras para os Estados Unidos. “Acompanhamos a decisão com atenção e cautela”, afirmou o presidente da entidade, Ricardo Alban.

    A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) manifestou-se favoravelmente ao entendimento da Corte americana, destacando que o café solúvel vinha sendo diretamente afetado por uma tarifa de até 50%. Para o café torrado e o grão in natura, que já estavam fora do tarifaço, o cenário permanece estável. Segundo a entidade, um ambiente comercial mais previsível ajuda a reduzir pressões adicionais sobre os preços e traz maior segurança ao comércio internacional.

    Já a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) alertou que o Brasil ainda é investigado com base na Seção 301 da legislação comercial americana, o que pode resultar em novas sanções. A entidade também mencionou a possibilidade de uma sobretaxa adicional de 10%, anunciada por Trump.

    Trump fala em “plano B”

    Em coletiva, Donald Trump afirmou que seu governo possui alternativas para manter a política tarifária, sinalizando que países considerados “não tão bons” com os EUA poderão enfrentar novas cobranças. A declaração reforça a incerteza sobre a estabilidade das relações comerciais bilaterais.

    Histórico recente de negociações

    Em 2025, após diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Trump, parte das tarifas já havia sido retirada. Produtos como carne bovina, frutas, madeira e fertilizantes saíram da lista de taxação, após negociação diplomática. Uma sobretaxa adicional de 10% também havia sido removida anteriormente.

    Na ocasião, Trump declarou que houve “progresso inicial” nas tratativas com o governo brasileiro, abrindo espaço para revisão de medidas comerciais.

    O que pode mudar

    Especialistas apontam que, caso a decisão da Suprema Corte seja plenamente implementada, setores do agronegócio e da indústria de alimentos podem recuperar margens e ampliar presença no mercado americano. O impacto positivo, porém, dependerá da reação política em Washington e de eventuais novas medidas executivas.

    Para o Brasil, o momento representa uma oportunidade estratégica: consolidar ganhos comerciais recentes, diversificar exportações e fortalecer o diálogo diplomático. Mas, diante das incertezas, o cenário ainda exige prudência.

  • Venezuela aprova lei histórica de anistia que pode libertar presos políticos

    Medida aprovada visa libertar centenas de detidos por motivos políticos sob o chavismo, mas pode excluir grupos importantes.

    Mundo – A Venezuela aprovou na quinta-feira (19) uma lei histórica de anistia geral, que deve levar à libertação em massa de presos políticos sob o chavismo, mas analistas alertaram que o seu alcance do texto é excludente.

    O Parlamento aprovou a lei por unanimidade, após votar cada artigo. “Sanciona-se a lei de anistia para o convívio democrático”, anunciou o líder da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, sob aplausos da maioria governista e de alguns opositores.

    A lei foi uma iniciativa da presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, que sancionou o documento no palácio presidencial.

    “Deve-se saber pedir perdão e também recebê-lo”, declarou. “Foi um ato de grandeza. Estamos abrindo novos caminhos para a política na Venezuela.”

    Insuficiente

    Após a promulgação, o dirigente opositor Juan Pablo Guanipa anunciou que estava em “liberdade plena”.

    O ex-deputado, aliado da vencedora do Nobel da Paz María Corina Machado, ficou detido por nove meses, acusado de conspiração e, poucas horas após ser liberado, ele foi novamente preso em 8 de fevereiro por suposta violação da liberdade condicional.

    Desde então, estava em prisão domiciliar. Não está claro se a libertação de Guanipa está relacionada com a anistia, que ele criticou desde o início.

    “É um documento insuficiente, que pretende chantagear muitos venezuelanos inocentes e que exclui vários irmãos que permanecem injustamente atrás das grades”, escreveu no X. “A libertação de presos políticos não é nenhum ato de clemência”.

    Seu irmão, Tomás Guanipa, foi um dos deputados que votou pela aprovação da lei de anistia.

    A breve libertação de Guanipa em fevereiro fez parte de um primeiro processo anunciado por Rodríguez em 8 de janeiro. Desde então, 448 opositores foram libertados e 644 permanecem detidos na Venezuela, segundo a ONG Foro Penal.

    Entre a esperança e o desgaste, dezenas de familiares de presos políticos se reúnem há quase dois meses no entorno das prisões, à espera das libertações. Eles acompanharam emocionados o debate.

    “Feliz, esperançosa, mas sempre apreensiva”, disse Petra Vera, em frente às instalações da polícia em Caracas, onde seu cunhado está preso. “Enquanto não os virmos do lado de fora, não deixaremos de lutar.”

    “Excludente”

    O projeto passou por uma consulta pública, que incluiu juristas e parentes de presos políticos, assim como negociações com a pequena bancada opositora na Assembleia Nacional.

    “O balanço da lei é negativo”, resumiu Ali Daniels, diretor da ONG Acesso à Justiça, que aponta “graves deficiências estruturais”.

    O artigo 8 especifica 13 momentos-chave dos 27 anos de chavismo no poder, resultado de discussões árduas fora do parlamento. Inclui desde o golpe de Estado contra Hugo Chávez e a greve petroleira de 2002 até os protestos contra a reeleição de Maduro em 2024.

    “Isso por si só é excludente e ignora o fato de que a perseguição tem sido contínua”, disse à AFP o diretor da Foro Penal, Gonzalo Himiob. Os críticos argumentavam que a anistia deveria abranger os 27 anos de chavismo, sem exceções.

    O artigo 9, por sua vez, exclui “pessoas que se encontrem ou possam ser processadas ou condenadas por promover, instigar, solicitar, invocar, favorecer, facilitar, financiar ou participar de ações armadas ou de força contra o povo, a soberania e a integridade territorial da República Bolivariana da Venezuela por parte de Estados, corporações ou pessoas estrangeiras”.

    Também exclui as acusadas de corrupção, crime ao qual são associadas inabilitações políticas contra opositores, segundo Daniels.

    Corina Machado, assim como outras lideranças opositoras, está inelegível e foi acusada em várias ocasiões de defender invasões contra a Venezuela, embora até agora não tenha sido indiciada.

    Ela está nos Estados Unidos depois de passar mais de um ano na clandestinidade em seu país. A líder opositora promete retornar à Venezuela quando houver condições de segurança.

    Atraso

    A aprovação da lei havia sido adiada em 12 de fevereiro, entre o lamento das famílias e o protesto dos defensores dos direitos humanos.

    Uma greve de fome iniciada no último dia 14 por um grupo de 10 mulheres, das quais restava apenas uma na quinta-feira, foi encerrada com a aprovação da lei.

    O artigo 7, que levou no último dia 12 ao adiamento do debate, foi alterado e aprovado por unanimidade. Ele determina que a anistia abrange “toda pessoa que se encontre ou possa ser processada ou condenada por crimes ou faltas cometidos” em 27 anos de chavismo.

    O novo texto permite aos afetados no exílio enviar um representante perante o juiz. “Após apresentar o pedido de anistia, a pessoa não poderá ser privada de liberdade pelos fatos previstos nesta lei, e deverá comparecer pessoalmente perante o tribunal competente para a sua concessão”, diz o texto.

    A anistia faz parte de uma agenda que inclui uma maior abertura petroleira e uma virada na relação com os Estados Unidos, rompida em 2019. Washington afirma comandar a Venezuela pós-Maduro.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Estados Unidos podem atacar Irã a qualquer momento, diz emissora

    Operação ainda precisaria ser aprovada em decisão final do presidente Donald Trump.

    Mundo – Os Estados Unidos estão prontos para um possível ataque contra o Irã no próximo sábado (21), informou a emissora CBS News nesta quarta-feira (18). A operação, segundo a reportagem, ainda depende de decisão final do presidente Donald Trump.

    Atualmente, Washington e Teerã negociam um acordo para limitar o programa nuclear iraniano. O governo iraniano sustenta que o desenvolvimento tem fins pacíficos, enquanto os norte-americanos afirmam temer a produção de uma arma nuclear.

    As rodadas mais recentes de conversas registraram avanços pontuais, mas sem definição de um entendimento formal. Trump declarou que poderá ordenar um ataque caso não haja acerto.

    Estados Unidos ameaçam Irã

    De acordo com a CBS, as Forças Armadas dos Estados Unidos já estariam preparadas para iniciar uma ofensiva no sábado, podendo estender as ações além do fim de semana. As informações teriam sido repassadas por fontes do governo familiarizadas com o planejamento.

    Nos próximos dias, o Pentágono deverá transferir parte do pessoal americano estacionado no Oriente Médio para outras regiões, como Europa e território norte-americano, procedimento comum em cenários de tensão.

    O Irã afirmou que reagirá contra bases americanas no Oriente Médio caso seja alvo de bombardeios. O país também anunciou exercícios navais conjuntos com forças russas no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico nesta quinta-feira (19).

    “Vários argumentos” para atacar o Irã

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que os Estados Unidos possuem “vários argumentos” que poderiam fundamentar uma ação militar. Segundo ela, Trump segue priorizando a via diplomática, mas considera prudente que o Irã avance em um acordo. A Casa Branca ainda avalia possíveis escaladas e impactos políticos de uma eventual ofensiva.

    Mais tarde, o jornal The New York Times informou que Israel está em estado de alerta elevado há semanas e intensificou preparativos diante da possibilidade de conflito. Uma reunião do governo israelense prevista para quinta-feira (19) teria sido adiada para domingo (22).


    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Ex-príncipe Andrew é preso por suspeita de ‘má conduta oficial’

    De acordo com a polícia britânica, revelações recentes sugerem que Andrew pode ter encaminhado documentos potencialmente confidenciais a Jeffrey Epstein enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido.

    Mundo – O ex-príncipe Andrew, filho da falecida rainha Elizabeth II e irmão do rei Charles III, foi detido nesta quinta-feira (19) sob suspeita de “má conduta no exercício das funções oficiais”, segundo informações divulgadas pela imprensa britânica.

    De acordo com a polícia britânica, revelações recentes sugerem que Andrew pode ter encaminhado documentos potencialmente confidenciais a Jeffrey Epstein enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido.

    Andrew, que já havia se afastado de compromissos públicos e perdido títulos militares e patronatos reais após envolvimento em controvérsias nos últimos anos, volta ao centro de uma nova crise que repercute no Reino Unido e amplia a pressão sobre a família real.



    Fonte e Foto: JP Notícias