Categoria: Amazonas

  • Nova lei de licenciamento ambiental ameaça Unidades de Conservação e a biodiversidade no AM, apontam especialistas

    Com a nova regra, que entra em vigor a partir de fevereiro, áreas ainda em processo de regularização podem ser exploradas sem análise prévia dos órgãos ambientais.

    Amazonas – A nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, prevista para entrar em vigor no país a partir de fevereiro, dispensa a necessidade de licença para atividades como pecuária extensiva e cultivo de lavouras, mesmo em propriedades que ainda não tiveram o Cadastro Ambiental Rural (CAR) homologados no Amazonas.

    Com a nova regra, áreas ainda em processo de regularização podem ser exploradas sem análise prévia dos órgãos ambientais. Na prática, isso significa que produtores podem expandir áreas de gado, soja e milho sem passar por etapas de análise que antes eram obrigatórias, o que, segundo especialistas, cria um cenário de insegurança jurídica e favorece práticas ilegais.

    A dispensa de licenciamento reduz a capacidade de monitoramento do Estado e amplia o risco de desmatamento em regiões sensíveis, colocando em xeque a proteção de espécies ameaçadas e a integridade dos corredores ecológicos que garantem a conectividade da floresta.

    O que mudou?

    Antes da lei, empreendimentos agropecuários com mais de mil hectares ou localizados em áreas sensíveis, como Unidades de Conservação (UCs), precisavam apresentar Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (Rima).

    Agora, o artigo 9º da nova legislação estabelece a dispensa de licenciamento para pecuária intensiva de pequeno porte, pecuária extensiva e semi-intensiva, cultivo agrícola e pesquisas agropecuárias.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou vetar justamente o trecho que liberava licenciamento para imóveis não homologados, mas o Congresso derrubou o veto junto com outros 51 pontos.

    No Amazonas, os efeitos podem ser significativos. O estado concentra 100 Unidades de Conservação, maior número da Amazônia Legal, e possui mais de 11 mil registros de CARs em áreas protegidas, muitos ainda sem homologação. Entre as regiões mais vulneráveis estão:

    🌳 Área de Proteção Ambiental Tapuruquara, com quase 18 mil km² – localizada em Santa Isabel do Rio Negro

    🌳Floresta Estadual Sucunduri, com 17 mil km² – localizada em Apuí

    Por meio de nota, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) alertou que a nova lei representa um grave retrocesso na legislação atual, flexibilizando todas as etapas do licenciamento ambiental, com redução de instrumentos e normas, dispensa de estudos e monitoramento de impactos e diminuição do poder da fiscalização por parte dos órgãos públicos

    “A ausência de autorização por parte do ICMBio pode trazer ainda prejuízos à segurança jurídica dos projetos, uma vez que podem ser licenciados empreendimentos que comprometam os atributos protegidos ou sejam incompatíveis com as unidades de conservação – exigindo, nestes casos, a futura adoção de medidas cabíveis”, diz um trecho da nota.

    O que dizem os especialistas

    A recente mudança na legislação de licenciamento ambiental preocupa especialistas da região. Para o advogado e doutorando em ciências ambientais pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Raimundo Albuquerque, a dispensa de licença para o setor agropecuário abre brechas que podem acelerar o avanço do desmatamento sobre áreas sensíveis da floresta.

    “Com a dispensa para o setor agropecuário, esse controle deixa de existir. Ocupantes irregulares conseguem inscrever áreas invadidas no Cadastro Ambiental Rural e alegam estar em regularização, o que impede os fiscais de embargar desmatamentos imediatos”, explica.

    Para mitigar os riscos trazidos, principalmente Artigo 9º, Norte defende medidas mais rigorosas de controle. “É preciso exigir que o CAR esteja de fato homologado antes de dispensar o licenciamento. A mera inscrição não pode servir de salvo-conduto para atividades ilegais”, ressalta.


    Fonte e Foto: G1 Amazonas

  • Sobrinho do prefeito de Itacoatiara morre em acidente de carro no Amazonas

    Filho de vereadora e sobrinho do prefeito perdeu o controle do veículo.

    Amazonas – O empresário Chibly Calil Abrahim Bisneto, de 25 anos, morreu na manhã deste domingo (25) após se envolver em um grave acidente de trânsito no município de Itacoatiara, a 176 quilômetros de Manaus. Ele era filho da vereadora Nilda Abrahim e sobrinho do prefeito da cidade, Mário Abrahim.

    O acidente aconteceu por volta das 7h, na rua Beija-Flor, no bairro Prainha. Chibly conduzia um veículo quando perdeu o controle da direção e colidiu violentamente contra uma árvore localizada no canteiro central da via. Com o impacto, o automóvel pegou fogo e foi rapidamente tomado pelas chamas.

    Populares que estavam nas proximidades tentaram prestar os primeiros socorros até a chegada das equipes de emergência. A vítima chegou a ser retirada do veículo e socorrida, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu pouco tempo depois.

    Equipes de atendimento atuaram no local para controlar o incêndio, isolar a área e organizar o tráfego, que ficou parcialmente interditado durante os trabalhos de resgate e remoção do veículo.

    INVESTIGAÇÃO E COMOÇÃO

    As circunstâncias do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades. Entre os fatores que devem ser investigados estão a velocidade do veículo, as condições da pista, possíveis falhas mecânicas e outras situações que possam ter contribuído para a perda de controle da direção.

    A morte do empresário causou grande comoção em Itacoatiara, principalmente em razão de sua ligação com a família Abrahim, que possui forte atuação política no município. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre velório e sepultamento.

    Fonte: AM POST

  • Prefeitura de Manacapuru entra na mira do TCE-AM após denúncia em pregão da saúde

    Decisão foi divulgada no diário oficial da Corte de Contas.

    MANAUS – O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) instaurou procedimento para apurar possíveis irregularidades no Pregão Eletrônico nº 020/2025, realizado pela Prefeitura de Manacapuru, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). A licitação trata da contratação de empresa especializada em serviços laboratoriais para atender o Hospital Geral Lázaro Reis.

    A apuração teve início após representação protocolada pelo Laboratório de Análises Clínicas Arnaldo Oliveira S/A, que questiona sua inabilitação no certame e aponta possíveis violações à Lei Federal nº 14.133/2021, a nova Lei de Licitações.



    O pregão tinha como objetivo a contratação de uma empresa responsável por:

    Exames de análises clínicas

    Fornecimento de equipamentos automatizados em regime de comodato

    Insumos e mão de obra especializada

    Sistema de informação laboratorial integrado

    Monitoramento remoto 24 horas

    Plataforma digital (site e aplicativo) para acesso aos resultados pelos pacientes

    Os serviços seriam destinados ao laboratório do Hospital Geral Lázaro Reis, unidade vinculada à rede municipal de saúde.

    Alegação de inabilitação indevida
    Segundo o laboratório representante, a empresa foi desclassificada por ausência de um documento que, conforme sustenta, não é exigível para sociedades anônimas, sua natureza jurídica. A decisão teria resultado na declaração de fracasso do pregão, levantando questionamentos sobre a condução do processo.

    A empresa afirma que houve:

    Restrição à competitividade

    Violação aos princípios da legalidade e da isonomia

    Descumprimento do edital

    Prejuízo à escolha da proposta mais vantajosa para a administração pública

    Posição inicial do Tribunal de Contas
    Ao analisar o pedido de medida cautelar, o relator destacou que o pregão já se encontra homologado, o que exige maior cautela por parte do Tribunal para evitar interferência direta na execução das políticas públicas de saúde.

    Em avaliação preliminar, o TCE-AM entendeu que não há elementos suficientes, neste momento, para conceder ou negar a suspensão do certame, optando por aprofundar a instrução do processo.

    Prefeitura será notificada
    Como próximo passo, o Tribunal determinou a notificação da Prefeitura de Manacapuru, que terá cinco dias úteis para apresentar esclarecimentos e documentos. A gestão municipal deverá explicar, entre outros pontos:

    Os fundamentos da inabilitação do laboratório

    A regularidade das exigências do edital frente à Lei nº 14.133/2021

    As razões para a homologação do certame, mesmo após as impugnações

    Somente após essa manifestação o TCE-AM irá reavaliar o pedido de medida cautelar.

    Possibilidade de sanções
    O Tribunal também alertou que o não cumprimento das determinações pode resultar na aplicação de multa aos responsáveis, conforme previsto na Lei Orgânica do TCE-AM.

    Fonte: AM POST

  • Lancha escolar naufraga durante forte temporal no município de Alvarães, no interior do AM

    Segundo informações preliminares, a embarcação estava ancorada no momento do incidente e não houve feridos.

    Amazonas – Uma lancha escolar naufragou na manhã da quarta-feira (21), no município de Alvarães, no interior do Amazonas, durante um forte temporal. Segundo informações preliminares, a embarcação estava ancorada e vazia no momento do incidente. Ninguém ficou ferido.

    De acordo com a administração local, a chuva intensa provocou o alagamento da lancha, o que levou ao naufrágio. Logo após o ocorrido, equipes iniciaram os ajustes necessários e providenciaram o resgate da embarcação.

    Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o local onde a lancha estava ancorada no momento do temporal.



    Conforme testemunhas, as pessoas que utilizam a embarcação estão de férias, e não havia passageiros a bordo no momento do incidente.

    O portal solicitou informações da Marinha do Brasil para saber se há registro oficial sobre o naufrágio, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.



    Fonte e Foto: G1 Amazonas

  • Rodovia que liga Autazes à BR-319 terá obras após intervenção do MP-AM

    Com a reabertura dos procedimentos administrativos em 2026, o cronograma foi retomado, permitindo o planejamento do início das obras.

    Amazonas – A rodovia estadual AM-254, principal ligação entre a BR-319 e o município de Autazes, deve finalmente receber obras de reforma e manutenção a partir de maio deste ano. A confirmação veio após a atuação do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça de Autazes, que acompanha o caso por meio de procedimento administrativo.

    Atuação do MPAM acelerou providências
    O Ministério Público instaurou o procedimento para fiscalizar e acompanhar as ações do Governo do Estado relacionadas à reconstrução da via. Segundo o MP, apesar de já existir licitação concluída, o início das obras previsto para o fim de 2025 não ocorreu, o que motivou a cobrança direta junto à Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra).

    De acordo com o promotor de Justiça Carlos Firmino Dantas, responsável pelo procedimento, a intervenção do MP foi decisiva para destravar o processo. “O contrato já está assinado e a Seinfra informou que as obras terão início no verão, em maio de 2026. Esse resultado demonstra a atuação resolutiva do Ministério Público em favor da população local”, afirmou.

    Governo afirma que licitação e contrato já estão prontos
    Em resposta ao MPAM, a Seinfra informou que concluiu todos os levantamentos técnicos necessários para a recuperação do primeiro trecho da rodovia, com extensão de 41,95 quilômetros. A pasta explicou que a homologação do processo ocorreu ainda em outubro do ano passado, mas os trâmites financeiros foram interrompidos devido ao fechamento anual da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

    Com a reabertura dos procedimentos administrativos em 2026, o cronograma foi retomado, permitindo o planejamento do início das obras.

    Verão amazônico é fator decisivo para execução

    Segundo técnicos da Seinfra, a escolha do mês de maio para o início da reforma está relacionada às condições climáticas. Durante o inverno amazônico, o alto volume de chuvas compromete a execução dos serviços, afetando a qualidade, a produtividade e a durabilidade das intervenções na pista.

    A expectativa é que, com clima mais favorável, os trabalhos garantam melhorias duradouras na rodovia, considerada estratégica para o deslocamento de moradores, escoamento da produção e acesso a serviços essenciais.

    A AM-254 é uma das principais vias de acesso ao município de Autazes, conectando a cidade à BR-319. Moradores e produtores da região relatam há anos dificuldades de tráfego, especialmente durante o período chuvoso, o que reforça a importância da recuperação da estrada.

    Fonte: AM POST

  • Mulher morre esmagada ao ser arrastada por carreta no Amazonas

    Carreta frigorífica atingiu grupo que havia parado no acostamento para prestar auxílio em moto com defeito mecânico.

    Amazonas – Uma tragédia marcou o início da manhã na BR-174, no trecho que corta a zona rural de Manaus. Segundo informações preliminares, motociclistas trafegavam em grupo pela rodovia quando uma das motos apresentou falha mecânica nas proximidades de uma curva. Para prestar auxílio, os condutores decidiram parar no acostamento.

    Dinâmica do acidente
    Enquanto o grupo estava parado, uma carreta frigorífica que seguia no sentido Boa Vista se aproximou do local e acabou atingindo os motociclistas. O motorista do veículo pesado teria tentado evitar o atropelamento, mas não conseguiu frear ou desviar a tempo, já que havia outro automóvel trafegando no sentido contrário da pista.

    Com o impacto, a mulher de 27 anos foi atingida e morreu ainda no local, antes da chegada do socorro. A identidade da vítima não havia sido divulgada até a última atualização.

    Atendimento e investigação

    Equipes de resgate e forças de segurança foram acionadas para atender a ocorrência e realizar os procedimentos necessários. O corpo da vítima foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal, em Manaus.

    As circunstâncias do acidente serão investigadas para apurar responsabilidades e esclarecer a dinâmica completa da colisão no trecho da rodovia.

    Fonte: AM POST

  • Concurso do Ipaam abre inscrições com salários de até R$ 11,6 mil no AM; veja como fazer

    De acordo com o edital, os candidatos passarão por provas objetivas e, no caso dos cargos de nível superior, também por avaliação discursiva.

    Amazonas – O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) abriu nesta sexta-feira (16) as inscrições para o concurso público com 140 vagas de níveis médio e superior. Os salários podem chegar a R$ 11,6 mil. As provas estão previstas para 29 de março de 2026, em Manaus.

    As inscrições devem ser feitas pela internet, no site do Cebraspe, banca organizadora do certame, até as 23h59 do dia 30 de janeiro de 2026. A taxa é de R$ 70 para candidatos a cargos de nível médio e R$ 90 para os de nível superior.

    As vagas são para:

    Assistente ambiental – voltadas a quem possui ensino médio completo

    Analista ambiental – destinadas a profissionais com formação superior em diversas áreas ligadas à proteção e gestão ambienta

    De acordo com o edital, os candidatos passarão por provas objetivas e, no caso dos cargos de nível superior, também por avaliação discursiva. Algumas funções exigirão ainda análise de títulos. A aplicação está marcada para o fim de março, em Manaus.

    O governo do Amazonas destaca que o concurso do Ipaam é um dos maiores já realizados pelo instituto e faz parte de um esforço para ampliar a capacidade de atuação na defesa do meio ambiente, em um estado que concentra a maior parte da floresta amazônica.



    Fonte e Foto: G1 Amazonas

  • MPAM pede revisão de decisão sobre flutuantes e preservação do Tarumã-Açu

    Agravo de instrumento pede revisão de decisão que indeferiu barreiras de contenção, retirada de flutuantes e criação de unidade gestora.

    Amazonas – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) ajuizou, nesta terça-feira (13), um agravo de instrumento contra decisão judicial que negou a adoção de providências urgentes para assegurar o cumprimento de uma ação civil pública (ACP) relacionada à organização da área do Tarumã-Açu. O recurso busca reverter o indeferimento de medidas consideradas essenciais para a preservação ambiental da orla.

    Promotoria aponta risco de retrocesso ambiental


    Para a promotora de Justiça Lilian Maria Pires Stone, o agravo tem como objetivo evitar retrocessos ambientais. Segundo ela, o MP não pretende apenas a interrupção pontual de ilícitos, mas a reorganização progressiva de uma situação que considera incompatível com a Constituição Federal.

    Barreira de contenção e princípios ambientais

    Entre as medidas solicitadas estão a instalação de barreiras de contenção nos 11 igarapés afluentes da bacia do Tarumã-Açu. O pedido foi negado sob a justificativa de ausência de estudos técnicos e possível impacto na navegabilidade. O MPAM contesta o entendimento e afirma que a decisão desconsidera os princípios constitucionais da precaução e da prevenção ambiental.

    Atualização de flutuantes e retirada parcial


    Outro ponto questionado é a dispensa da atualização do levantamento de flutuantes, com base em dados da Semmas de 2023. Para o MP, a ocupação da área é dinâmica e exige monitoramento contínuo. A decisão também limitou a remoção apenas a flutuantes classificados como poluidores, excluindo flutuantes-garagens, que, segundo o órgão, estimulam a ocupação irregular.

    Unidade gestora e execução da sentença


    O MPAM também contesta o indeferimento da criação de uma unidade gestora da bacia. A promotoria defende uma instância ativa de governança para coordenar e acompanhar a execução da sentença, ressaltando que a medida visa garantir efetividade e não criar burocracia.

    Fonte: AM POST

  • Policial da PRF morre e dois ficam feridos após acidente em perseguição na BR-174, no Amazonas

    Segundo informações preliminares repassadas pela PRF, a viatura se envolveu em uma ocorrência de perseguição quando perdeu o controle e saiu da pista.

    Amazonas – Um acidente com uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) deixou um agente morto e outros dois feridos, no km 1008, da BR-174, entre Manaus e Presidente Figueiredo, no Amazonas. O acidente foi registrado na madrugada desta segunda-feira (12).

    De acordo com a PRF, a viatura participava de uma perseguição quando perdeu o controle e saiu da pista. O acidente aconteceu a cerca de 2 km antes do posto da corporação localizado em Presidente Figueiredo

    Um dos policiais não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Outros dois agentes foram socorridos e encaminhados ao hospital do município. O estado de saúde deles ainda não foi divulgado.

    A Polícia Civil e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionadas para a perícia e remoção do corpo. A ocorrência segue em andamento e novas informações devem ser divulgadas ao longo do dia.


    Fonte e Foto: G1 Amazonas

  • MP-AM abre procedimento para viabilizar retorno de voos comerciais em Eirunepé

    A iniciativa foi motivada pela suspensão das operações da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, empresa que realizava voos regulares para o município.

    Amazonas – O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um procedimento administrativo para acompanhar e cobrar providências relacionadas à suspensão dos voos comerciais no município de Eirunepé, no interior do estado. A medida busca apurar as condições do aeroporto local e acelerar a retomada do transporte aéreo regular, considerado essencial para a região.

    O Procedimento Administrativo nº 186.2025.000135, conduzido pela Promotoria de Justiça de Eirunepé, tem como foco verificar se a infraestrutura aeroportuária atende às exigências técnicas e de segurança estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O trabalho também envolve o acompanhamento das ações necessárias para que os voos sejam restabelecidos o mais breve possível.

    A iniciativa foi motivada pela suspensão das operações da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, empresa que realizava voos regulares para o município. Segundo o MPAM, a interrupção do serviço gera impactos diretos à população local e a cidades vizinhas, especialmente devido às dificuldades de acesso por vias terrestres e fluviais.

    O promotor de Justiça Cláudio Moisés Rodrigues Pereira, responsável pelo procedimento, destacou que a atuação do Ministério Público tem como objetivo proteger direitos fundamentais da população. De acordo com ele, o transporte aéreo é decisivo para garantir mobilidade, acesso a serviços essenciais e dignidade aos moradores da região.

    Para esclarecer a situação, a Promotoria encaminhou ofícios à Secretaria de Estado de Infraestrutura do Amazonas (Seinfra-AM) e à Anac, solicitando informações sobre os motivos técnicos da suspensão, as medidas já adotadas para adequação do aeroporto e o cronograma previsto para a liberação e retomada dos voos comerciais.

    O MPAM informou que seguirá acompanhando de forma permanente as ações dos órgãos responsáveis, com o objetivo de assegurar o retorno imediato das operações aéreas regulares em Eirunepé, reforçando a importância do serviço para o direito de locomoção da população.

    Fonte: AM POST.