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  • Por que diagnosticar e tratar a endometriose é um desafio da medicina

    Apesar de avanços científicos, doença que afeta milhões de mulheres é frequentemente diagnosticada tarde e tem limitações importantes no tratamento.

    Saúde – Cólicas incapacitantes, dor crônica e dificuldade para engravidar fazem parte da rotina de quem vive com endometriose. A doença afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e entre 5% e 15% no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. O diagnóstico pode demorar anos e não há cura, apesar de avanços no tratamento e no entendimento de seus mecanismos biológicos.

    A endometriose se caracteriza pela presença de tecido semelhante ao endométrio, o revestimento interno do útero, fora da cavidade uterina. Essas células podem se implantar nos ovários, nas tubas uterinas, no intestino ou no peritônio (membrana abdominal) e reagem aos hormônios do ciclo menstrual da mesma forma que o endométrio intrauterino: crescem, se rompem e sangram. Fora do útero, porém, esse sangramento não tem como ser expelido, o que provoca inflamação, aderências e dor.

    Por esse comportamento, a doença é considerada benigna, mas crônica e recidivante. Até hoje, não há tratamento capaz de eliminar completamente as lesões e impedir que elas retornem. “É uma doença que depende de mecanismos genéticos que a fazem persistir no corpo da mulher”, explica o ginecologista Rubens Paulo Gonçalves Filho, especialista em endometriose do Einstein Hospital Israelita.

    Isso não significa que todas as pacientes convivam com sintomas ao longo da vida. Com acompanhamento e tratamento adequados, muitas conseguem controlar a dor e preservar a fertilidade. “Se ela não tem dor e vive bem, por que não dizer que poderia estar ‘curada’?”, questiona o ginecologista Ricardo De Almeida Quintairos, presidente da Comissão Nacional Especializada em Endometriose da Federação Brasileira das Associações em Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

    A ausência de cura, no entanto, não resume o principal desafio da endometriose: a doença ainda é pouco compreendida, frequentemente subdiagnosticada e tem seus impactos subestimados pelos sistemas de saúde.

    Condição multifatorial

    Descrita há mais de um século, a endometriose passou a ser compreendida com mais profundidade pela medicina apenas nas últimas décadas, à medida que os avanços nas pesquisas sobre inflamação, dor crônica e infertilidade revelaram a complexidade de seus mecanismos. Hoje, está bem estabelecido que se trata de uma doença multifatorial, resultado da interação entre fatores genéticos, hormonais e imunológicos.

    Essa combinação explica a variedade de manifestações clínicas. Os sintomas mais frequentes incluem cólicas menstruais intensas, dor pélvica crônica, dor durante relações sexuais, alterações intestinais ou urinárias cíclicas e dificuldade para engravidar. Segundo a Febrasgo, a infertilidade está presente em 30% a 50% dos casos. “A dor pode vir acompanhada da dificuldade de engravidar, que pode coexistir com outros sintomas. As manifestações mais comuns são dor pélvica e infertilidade, mas isso não exclui que a mulher apresente todo o conjunto”, relata o médico do Einstein.

    Do ponto de vista biológico, a predisposição genética parece criar um terreno favorável, enquanto alterações hormonais — especialmente relacionadas ao estrogênio — e falhas no sistema imunológico contribuem para a instalação e a progressão da doença. A resposta inflamatória exacerbada na pelve desempenha papel central tanto no crescimento das lesões quanto nos quadros de dor persistente.

    A ciência também identifica grupos de maior risco, como mulheres com menarca precoce, ciclos menstruais curtos, fluxo intenso e ausência de gestações. “A medicina já sabe muita coisa: que é uma doença genética, imunológica, como cuidar, tratar e diagnosticar”, afirma Quintairos. “O que ainda não sabemos é por que, em algumas mulheres, a endometriose é leve, e em outras, tão grave.” Essa mesma lógica multifatorial ajuda a entender a resposta desigual aos tratamentos. Enquanto algumas pacientes evoluem bem com terapias hormonais simples, outras precisam de múltiplas cirurgias e continuam convivendo com sintomas, reforçando que não há um único caminho ou explicação para a doença.

    Outra questão em aberto diz respeito à origem do tecido endometrial fora do útero. A hipótese mais aceita é a da menstruação retrógrada, em que parte do fluxo menstrual retorna pelas tubas uterinas para a cavidade abdominal, permitindo que células endometriais se implantem em locais inadequados. A teoria, porém, não explica todos os casos: esse fenômeno ocorre na maioria das mulheres, mas apenas entre 6% e 10% desenvolvem endometriose, segundo estudo publicado em 2024 no International Journal of Molecular Sciences.

    Alívio dos sintomas

    Enquanto ainda não há um tratamento capaz de erradicar completamente a endometriose, o manejo da doença se concentra no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida das pacientes. As estratégias disponíveis combinam medicamentos e procedimentos cirúrgicos, definidos caso a caso, conforme a gravidade do quadro, a idade da mulher, o desejo de engravidar e a resposta a tratamentos anteriores.

    Entre as opções medicamentosas, os anti-inflamatórios não hormonais são usados para o controle da dor, enquanto os tratamentos hormonais buscam suprimir a menstruação e reduzir o estímulo ao tecido endometriótico. Pílulas anticoncepcionais combinadas, progestagênios isolados, dispositivos intrauterinos com levonorgestrel e análogos do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) fazem parte do arsenal terapêutico. Esses métodos, porém, não eliminam as lesões existentes e, com frequência, os sintomas retornam após a interrupção do tratamento.

    “Uma mulher pode fazer tratamentos muito bem-feitos e a endometriose, infelizmente, voltar”, lamenta Gonçalves Filho.

    Estudos recentes têm investigado o papel de terapias complementares no alívio dos sintomas. Uma pesquisa publicada em 2021 na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia apontou que a acupuntura pode contribuir para a redução da dor em pacientes com endometriose. Evidências semelhantes aparecem em análises sobre atividade física: uma revisão sistemática publicada em 2025 na PLOS ONE associou a prática regular de exercícios a melhora da regulação hormonal, redução da inflamação sistêmica e ganhos na qualidade de vida.

    A alimentação e a suplementação também vêm sendo exploradas como estratégias adjuvantes. Uma revisão publicada em 2023 na Frontiers in Nutrition indica que a vitamina D pode ajudar a reduzir a dor endometrial por meio do aumento da capacidade antioxidante, enquanto a suplementação de vitaminas C e E mostrou redução significativa dos sintomas em comparação com placebo. Os autores ressaltam, no entanto, que ainda são necessárias mais evidências para a definição de protocolos terapêuticos consistentes.

    Quando o manejo clínico não é suficiente — especialmente em casos de dor refratária, comprometimento de órgãos ou infertilidade associada —, a cirurgia pode ser indicada. O procedimento mais comum é a videolaparoscopia, que permite identificar e remover os focos de endometriose. Técnicas mais recentes, como a cirurgia robótica, têm sido empregadas para aumentar a precisão e preservar estruturas anatômicas.

    Ainda assim, mesmo após a retirada das lesões, a recorrência da doença é possível. “Não existe um tratamento melhor, existe um tratamento melhor para determinadas condições clínicas que a mulher tem”, aponta Quintairos. “Ela pode ser mínima, leve, moderada ou grave. Consequentemente, em cima de cada estágio de gravidade da doença se impõe um tratamento adequado.”

    Diagnóstico precoce

    O principal desafio para médicos e pacientes continua sendo o diagnóstico da endometriose. O exame padrão-ouro é a videolaparoscopia com biópsia, mas o procedimento é invasivo e não indicado como primeira abordagem. Nos últimos anos, exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética pélvica ganharam espaço por apresentarem boa acurácia na identificação das lesões, especialmente nos casos de endometriose profunda.

    Mesmo com essas ferramentas, porém, o avanço mais urgente da ciência está na identificação precoce da doença — uma dificuldade que não se restringe a países com menos recursos. “No mundo todo, há uma grande dificuldade para fazer o diagnóstico precoce. É uma barreira que ao longo do tempo não melhorou”, pontua o especialista da Febrasgo.

    No Brasil, detectar a doença leva, em média, sete anos, segundo o Ministério da Saúde. E isso após a paciente passar por diversos médicos. “Na verdade, o diagnóstico é extremamente fácil de ser feito. O problema é que, muitas vezes, essas mulheres vão em médicos generalistas que não conhecem a doença”, observa Quintairos. Esse atraso tem consequências diretas na evolução da endometriose e na vida das pacientes. Quanto mais tempo a doença permanece sem tratamento adequado, maior o risco de comprometimento de órgãos, agravamento da dor e desenvolvimento de infertilidade.

    Os impactos não se limitam ao aspecto físico. Uma revisão sistemática publicada em 2021 identificou associação entre endometriose e maior prevalência de sintomas de ansiedade e depressão. E um estudo brasileiro de 2025 ampliou esse elo ao apontar a ocorrência frequente de distúrbios do sono e estresse crônico, além de indicar que abordagens multidisciplinares, incluindo acompanhamento psicológico e terapias complementares, contribuem para a melhora da qualidade de vida.

    O peso da doença também se reflete em custos econômicos elevados. Uma revisão sistemática publicada em 2017 na Annals of Reproductive Medicine and Treatment estimou que a endometriose gera custos anuais entre US$ 2,2 mil e US$ 8,5 mil por mulher recém-diagnosticada e entre US$ 11,7 mil e US$ 12,9 mil por paciente com diagnóstico prévio, considerando dólares internacionais ajustados por paridade do poder de compra. Segundo o estudo, os custos indiretos, especialmente a perda de produtividade, representam a maior parcela desse impacto.

    “O que falta é um pouco de trabalho do ponto de vista governamental e político com campanhas públicas que massifiquem a mensagem para que as mulheres entendam que aquela cólica forte não é normal. A partir do momento que elas têm cólica menstrual intensa, devem procurar o sistema de saúde”, frisa Ricardo Quintairos.

    Novas abordagens

    As limitações no diagnóstico precoce e no tratamento ajudam a explicar por que a pesquisa em endometriose tem se concentrado, nos últimos anos, no desenvolvimento de abordagens mais eficazes e menos invasivas. O objetivo é duplo: melhorar o controle dos sintomas e reduzir os impactos da doença ao longo do tempo.

    Entre as frentes mais exploradas estão as terapias antifibróticas, voltadas a inibir a formação de tecido cicatricial associada à progressão da endometriose. Uma das dificuldades no controle da doença é justamente a capacidade das lesões de se tornarem fibrosadas, promovendo aderências e dor crônica. Um estudo experimental de 2023 mostrou que a neferina, composto derivado do embrião da planta lótus, reduziu a fibrose endometriótica ao inibir a expressão de proteínas ligadas à formação de tecido cicatricial e à progressão das lesões em modelos celulares e animais.

    Outra linha de pesquisa envolve medicamentos que atuam de forma mais seletiva no eixo hormonal. Fármacos moduladores dos receptores de progesterona e antagonistas de GnRH de segunda geração, como elagolix e relugolix, vêm sendo testados com resultados encorajadores, inclusive por permitirem maior controle de efeitos colaterais, como a perda de massa óssea. Uma revisão publicada em 2021 no International Journal of Molecular Sciences indica que essas drogas oferecem controle dos sintomas com menor risco de eventos adversos prolongados.

    A busca por tratamentos mais personalizados também tem impulsionado o avanço da medicina de precisão na endometriose. Pesquisadores investigam marcadores genéticos e moleculares capazes de indicar a presença da doença, sua progressão e a resposta individual às terapias. Um estudo publicado em 2022 no Journal of Clinical Medicine mostrou que a análise de microRNAs na saliva foi capaz de distinguir mulheres com endometriose daquelas sem a condição. Se confirmada em estudos maiores, a abordagem pode contribuir para diagnósticos mais precoces e menos dependentes de procedimentos cirúrgicos.

    Nesse esforço, a inteligência artificial (IA) começa a ser incorporada sobretudo como ferramenta diagnóstica. Modelos de aprendizado de máquina vêm sendo treinados para identificar padrões em exames de imagem e prontuários eletrônicos que escapam à análise humana, embora uma revisão de 2025 indique que essas aplicações ainda estão em estágios iniciais.

    Além da análise de exames, há iniciativas baseadas em IA voltadas ao desenvolvimento de assistentes digitais que orientam pacientes sobre sintomas, opções terapêuticas e encaminhamento adequado, com potencial para reduzir o tempo até o diagnóstico e ampliar o acesso à informação. “Acho que nos próximos quatro ou cinco anos sairão medicamentos interessantes”, especula Quintairos. “O problema é que o preço muitas vezes é incompatível com a realidade que vivemos aqui. Mas espero que, com o tempo, a gente consiga usar e resolver alguns casos de maneira mais tranquila.”



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Polícia resgata três crianças em situação de abandono no São Raimundo

    Bebê de sete meses era cuidado por crianças de oito e nove anos na Zona Oeste da capital amazonense.

    Polícia – Três crianças em situação de extrema vulnerabilidade foram resgatadas na tarde desta terça-feira (6), no bairro São Raimundo, zona Oeste de Manaus. Entre as vítimas, um bebê, de apenas sete meses, era mantido sob os cuidados de uma criança de oito e outra de nove anos, que não reside no local.

    Uma denúncia anônima via Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) levou a equipe policial até o local, e ao chegarem, encontraram as vítimas sozinhas. Segundo o sargento Albert Weiber, que atendeu a ocorrência, a precariedade era evidente.

    “Encontramos a criança de oito anos segurando o bebê de sete meses no braço, na rua, sem ninguém por perto. A situação era de fome e total abandono. Depois apareceu a outra criança, que nem mora na região, é do bairro Compensa”, acrescentou.

    Segundo os relatos da criança de nove anos, ela teria sido deixada ali com a responsabilidade de cuidar das outras duas crianças, apesar de não possuir parentesco direto ou condições para isso. Os pais ou responsáveis legais não foram localizados durante a ação policial.

    Ainda conforme o sargento, vizinhos, que preferiram não se identificar por segurança, “afirmaram que a negligência não é um fato isolado e que a situação de maus-tratos já ocorria “há muito tempo”, concluiu.

    As crianças foram encaminhadas à Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), onde receberam os primeiros atendimentos e alimentação. O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso e garantir o acolhimento dos menores em um abrigo municipal.



    Fonte e Foto: A Acrítica

  • Conta de luz deve ficar mais cara; entenda o motivo

    Considerando a possível adoção de bandeiras tarifárias ao longo do ano, o aumento estimado varia entre 3,9% e 4,7%.

    Economia – Os brasileiros devem iniciar 2026 com um peso extra no orçamento. A conta de energia elétrica pode ficar mais cara, com um reajuste próximo de 5%. Considerando a possível adoção de bandeiras tarifárias ao longo do ano, o aumento estimado varia entre 3,9% e 4,7%.

    De acordo com a CNN, um levantamento traçou dois cenários para o próximo ano: um mais conservador e outro mais pessimista, que prevê maior incidência da bandeira vermelha. Essa modalidade é aplicada em períodos de escassez na geração de energia, como em épocas de estiagem ou quando há necessidade de acionar usinas termelétricas.

    Os cálculos foram realizados pela TR Soluções. Caso não haja períodos com bandeira verde, quando não há cobrança adicional, a tarifa pode chegar a uma alta de até 5,4%.

    “Essa projeção é superior à estimativa que leva em conta as bandeiras, pois a taxa extra tende a ser menor em 2026 do que foi em 2025, reduzindo o impacto tarifário”, explica Helder Sousa, diretor de Regulação da TR.

    Já a empresa Ampere aponta o seguinte cenário provável para o Brasil em 2026:

    Janeiro: bandeira verde (confirmada)

    Fevereiro a julho: bandeira verde

    Agosto e setembro: bandeira vermelha 1

    Outubro e novembro: bandeira vermelha 2

    Dezembro: indefinido

    Expectativa de chuvas

    O estudo também analisa o comportamento das chuvas até o fim de novembro. Para dezembro, há indicação de condições pluviométricas mais favoráveis ao setor elétrico.

    “Vale destacar que, ao final do período úmido, a partir de maio, quando normalmente haveria mudança para bandeiras amarela ou vermelha, as previsões meteorológicas apontam para volumes expressivos de chuva na Região Sul”, afirma Guilherme Ramalho de Oliveira, sócio e consultor da Ampere.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Brasil está na mira de Trump após ação na Venezuela?

    Ações do presidente americano reacendem temores na América Latina e ampliam pressão sobre países estratégicos da região.

    Política -;A intensificação das ações internacionais do governo Donald Trump, iniciada com a intervenção direta na Venezuela, começa a gerar preocupação em outros países do mundo. Com a prisão de Maduro, a questão que ficou é: quais países são os próximos na mira de Trump?

    Desde o início de seu novo mandato, Trump tem adotado um discurso que reforça a ideia de que Washington deve exercer controle rigoroso sobre o hemisfério ocidental. A operação que resultou na retirada forçada da cúpula do governo venezuelano marcou, na prática, a retomada de uma política de intervenção aberta, algo que não era visto há décadas nesse formato.

    Brasil ganha relevância no tabuleiro regional

    Embora não esteja no centro das declarações públicas do presidente americano, o Brasil é visto como peça-chave no redesenho da influência dos Estados Unidos na América do Sul. O tamanho da economia, a liderança diplomática regional e as relações do país com governos considerados adversários de Washington colocam Brasília em posição sensível.

    Especialistas apontam que a pressão não deve ocorrer por meio de ações militares, mas por instrumentos diplomáticos, comerciais e políticos. Entre os pontos de atenção estão a postura brasileira em relação à Venezuela, o diálogo com China e Rússia e a condução da política externa independente do Palácio do Planalto.

    Pressão se espalha pelo continente

    A movimentação americana não se restringe ao Brasil. Outros países já sentem os efeitos da nova postura:

    Colômbia passou de aliada prioritária a alvo de críticas duras da Casa Branca, principalmente por falhas no combate ao narcotráfico.

    México voltou a ser citado como corredor do tráfico e da imigração irregular, o que reacendeu tensões na fronteira sul dos EUA.

    Cuba, enfraquecida economicamente, é tratada pelo governo americano como um regime próximo do colapso.

    Irã, apesar de fora da região, entrou novamente no discurso beligerante de Trump, com ameaças ligadas à repressão de protestos internos.

    Groenlândia também entrou no radar estratégico dos EUA por razões militares e econômicas, provocando atrito com a Europa.

    Novo cenário para a diplomacia brasileira

    Com o endurecimento do discurso americano, o Brasil pode ser chamado a assumir um papel mais ativo ,ou mais alinhado, nas decisões regionais. Para o Itamaraty, o desafio será equilibrar interesses nacionais, manter autonomia diplomática e evitar atritos com Washington em um momento de instabilidade geopolítica.

    A ofensiva contra a Venezuela sinaliza que o governo Trump está disposto a ir além da retórica. Para o Brasil, o alerta está dado: a América Latina voltou ao centro da estratégia global dos Estados Unidos.


    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Parto no meio do rio: bebê nasce em bote durante travessia para maternidade no Amazonas

    Mulher entrou em trabalho de parto a caminho do hospital; mãe e recém-nascido passam bem e seguem em observação médica em Maués.

    Amazonas – Uma cena marcada por urgência e emoção foi registrada na manhã desta segunda-feira (5), no interior do Amazonas. Um bebê nasceu dentro de um bote, em pleno Rio Maués-Açú, enquanto a mãe era transportada de uma comunidade rural até a maternidade do município de Maués.

    A gestante, identificada como Izele, entrou em trabalho de parto durante a travessia fluvial, antes de conseguir chegar à unidade hospitalar. Diante da situação, profissionais de saúde foram acionados e prestaram atendimento ainda na embarcação, auxiliando no nascimento da criança em meio ao percurso pelo rio.

    Após o parto, mãe e bebê foram levados ao Hospital de Maués, onde receberam os cuidados necessários. Segundo a unidade de saúde, o recém-nascido, que recebeu o nome de Brian, nasceu bem e não apresentou complicações. Izele também se encontra em estado estável.

    A família mora na comunidade Laguinho do Apocuitaua Miri, localizada na zona rural do município, região onde o deslocamento até serviços de saúde depende, muitas vezes, exclusivamente do transporte fluvial. O caso evidencia a realidade enfrentada por moradores de áreas ribeirinhas, que percorrem longas distâncias para acesso a atendimento médico.



    De acordo com o hospital, mãe e filho permanecem sob acompanhamento médico e a previsão é de que recebam alta nesta terça-feira (6). O nascimento, ocorrido em circunstâncias inusitadas, mobilizou profissionais de saúde e chamou atenção para os desafios da assistência materna em comunidades afastadas dos centros urbanos no Amazonas.

  • Climão em alto-mar: web reage a reencontro de Ana Castela e Zé Felipe em show após término

    Ex-casal divide o palco pela primeira vez desde a separação e internautas apontam desconforto durante apresentação no cruzeiro da cantora.

    Famosos – O reencontro de Ana Castela, de 22 anos, e Zé Felipe, de 27, no palco do cruzeiro “Férias com a Boiadeira em Alto-Mar” virou um dos assuntos mais comentados das redes sociais nesta segunda-feira (5). Uma semana após anunciarem o fim do namoro, os dois cantores se apresentaram juntos e levantaram suspeitas de um “climão” percebido pelo público.

    Durante a performance da música “Sua Boca Mente”, parceria lançada enquanto ainda estavam juntos, Ana subiu ao palco para cantar ao lado do ex-namorado. Embora tenham cumprido o compromisso profissional, vídeos do momento circularam rapidamente e internautas passaram a comentar a postura dos artistas durante a apresentação.

    No X (antigo Twitter), usuários apontaram o que consideraram sinais de desconforto. “Ela não olha em nenhum momento para ele”, escreveu uma internauta. “Está visivelmente desconfortável”, comentou outro. Também houve quem observasse a interação entre os dois: “Ele encara o tempo todo, enquanto ela desvia”.

    Zé Felipe, que já estava confirmado como atração do cruzeiro antes do anúncio do término, chegou a ter sua participação questionada pelos fãs. Mesmo assim, decidiu manter o compromisso. Antes de embarcar, ele comentou em suas redes sociais que o show aconteceria normalmente, demonstrando animação com a apresentação.



    O relacionamento entre Ana Castela e Zé Felipe foi assumido publicamente em outubro de 2025, após meses de rumores. A relação durou cerca de dois meses e foi marcada por aparições públicas, declarações intensas e colaborações musicais. Ao anunciar o fim, Zé Felipe afirmou que a decisão foi tomada em comum acordo e com respeito mútuo, destacando que ambos optaram por seguir caminhos diferentes em busca de objetivos pessoais.

    Apesar das especulações dos fãs, nenhum dos dois se manifestou oficialmente sobre o clima percebido durante o show, deixando o assunto restrito às interpretações do público nas redes sociais.

  • Entregador é atingido por galho de árvore e fica ferido durante trajeto em Manaus

    Acidente mobilizou equipe de resgate e reacende alerta sobre riscos causados por árvores em vias urbanas.

    Manaus – Um entregador ficou ferido após ser atingido por um galho de árvore enquanto trafegava de motocicleta por uma via de Manaus, na manhã desta terça-feira. O momento do acidente foi registrado em vídeo por testemunhas e rapidamente se espalhou nas redes sociais, chamando atenção para a violência do impacto.

    Segundo relatos de pessoas que estavam no local, o motociclista seguia normalmente pelo trajeto quando um galho de grande porte se desprendeu de uma árvore e caiu repentinamente, atingindo-o em cheio. Com o impacto, o entregador perdeu o controle da moto e caiu no asfalto.

    Populares acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que chegou rapidamente ao local. A equipe realizou os primeiros socorros, imobilizou a vítima e a encaminhou para uma unidade de saúde. Até o momento, não há informações de que o estado de saúde seja grave.



    O trecho da via precisou ser parcialmente isolado para a remoção do galho e para garantir a segurança de motoristas e pedestres. A ocorrência foi registrada pelas autoridades de trânsito.

    Moradores da região destacaram que quedas de galhos são um risco recorrente, especialmente em períodos de chuvas e ventos fortes. O caso reacende o debate sobre a necessidade de manutenção preventiva das árvores em áreas urbanas, a fim de evitar novos acidentes e garantir mais segurança para quem circula pela cidade.

  • Exclusivo: Irmão de Eliza Samudio reage a revelação sobre passaporte e diz que notícia o abalou

    Documento encontrado em Portugal reacende dúvidas sobre o caso de 2010; Arlie Moura afirma que soube da descoberta pela imprensa e pede investigação rigorosa.

    Brasil – A reaparição do passaporte de Eliza Samudio, localizado em Portugal e sem registro oficial de saída do país, voltou a colocar em evidência um dos crimes mais emblemáticos da história recente do Brasil. O surgimento do documento levantou novas dúvidas sobre a cronologia dos fatos envolvendo o desaparecimento da modelo, ocorrido em 2010, e reacendeu questionamentos que, até então, pareciam encerrados.

    Em entrevista exclusiva ao portal Bacci Notícias, Arlie Moura, irmão de Eliza, afirmou que foi pego de surpresa com a informação e revelou que, mais uma vez, a família não foi comunicada oficialmente pelas autoridades. Segundo ele, a descoberta chegou primeiro por meio das redes sociais e da imprensa.

    “Referente a essa notícia do passaporte, fiquei sabendo por uma amiga minha em um grupo de WhatsApp. Depois foram chegando outras informações. Basicamente, eu recebi pela mídia, como sempre. Mesmo quando tinha contato com minha mãe, tudo o que acontecia em relação à minha irmã ou ao meu sobrinho a gente ficava sabendo pela imprensa”, relatou.

    A existência do documento, sem registro migratório de saída, levanta dúvidas que, na avaliação de Arlie, precisam ser esclarecidas com base em dados oficiais. Ele questiona se houve emissão de uma segunda via do passaporte ou algum erro nos sistemas de controle internacional, reforçando que somente uma apuração detalhada pode oferecer respostas concretas.

    A notícia teve impacto emocional significativo para o irmão de Eliza, especialmente por coincidir com a data que marcaria o aniversário de seu pai. Segundo ele, o momento trouxe lembranças dolorosas e reacendeu sentimentos difíceis, ainda que evite tirar conclusões precipitadas.

    “Foi uma coisa que balançou bastante. Ainda mais hoje, que seria aniversário do meu pai. Mexe muito com a gente, traz lembranças, a cabeça começa a pensar em muitas coisas. Mas eu não vou afirmar nada. Tem que ser investigado pelas autoridades, puxar todos esses dados para a gente ter pelo menos um norte”, afirmou.

    Apesar de admitir que qualquer nova informação desperta esperança, Arlie mantém cautela ao falar sobre a possibilidade de a irmã estar viva. Ele reconhece o conflito entre o desejo emocional da família e os elementos já apresentados ao longo das investigações.

    “A gente espera que sim, mas por todos os fatos, por tudo o que aconteceu e foi divulgado, a gente tem ciência da realidade. Tem a questão do depoimento do Bruno, todas essas questões”, disse.

    Ao recordar da irmã, Arlie traz à tona memórias fragmentadas da infância. Ele contou que a última vez que viu Eliza pessoalamente foi entre 2008 e 2009, em Foz do Iguaçu, quando ainda era criança. A lembrança que guarda é vaga, mas marcada pela imagem de uma mulher alta e pela convivência familiar antes da tragédia.

    Sobre o goleiro Bruno, condenado pelo crime, Arlie afirma que nunca teve contato e não pretende ter. Ele diz não nutrir ódio, mas prefere manter distância absoluta.

    “Não tive nenhum contato e não pretendo. Não é raiva, nem ódio. É só alguém com quem eu não quero contato. Ele no canto dele, eu no meu, assim como eu e minha mãe”, declarou.

    Para Arlie, o reaparecimento do passaporte não encerra nem reabre certezas, mas reforça a necessidade de que todos os pontos ainda obscuros do caso sejam esclarecidos oficialmente, para que a família possa, finalmente, ter respostas definitivas.

  • Prefeito com alta rejeição no Brasil minimiza pesquisas e afirma que maioria aprova sua gestão

    David Almeida comenta levantamento nacional durante evento público e sustenta que administração municipal tem respaldo popular.

    Política – O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), comentou publicamente os resultados de pesquisas de avaliação administrativa e afirmou que sua gestão conta com o apoio da maioria da população da capital amazonense. A declaração foi feita nesta segunda-feira (5), durante a entrega da Unidade de Saúde da Família (USF) Adalgiza Barbosa de Lima, de porte 4, localizada no bairro Lírio do Vale, zona Oeste da cidade.

    Em discurso direcionado a servidores da saúde, o prefeito destacou que foi reconduzido ao cargo nas eleições municipais de 2024 e ressaltou que, apesar das críticas, sua administração mantém respaldo popular. “Nossa gestão tem a aprovação da população, mas vocês fiquem tranquilos”, afirmou.

    David Almeida também defendeu que, em um sistema democrático, a decisão da maioria deve prevalecer. “Nós não precisamos agradar a todos, mas agradamos a maioria. E, na democracia, a maioria é quem tem a voz final”, declarou. Segundo ele, a população de Manaus aprova tanto a condução da prefeitura quanto as ações desenvolvidas na área da saúde básica.

    Ao encerrar sua fala, o prefeito citou avanços no setor da saúde municipal e afirmou que os resultados da gestão já ultrapassaram os limites da cidade. “Os resultados estão aí. A saúde básica de Manaus já saiu das fronteiras da nossa cidade”, disse.

    As declarações ocorrem dias após a divulgação de uma nova rodada da pesquisa AtlasIntel, que aponta um cenário de desgaste da atual administração. De acordo com o levantamento, David Almeida registra 70% de rejeição e 23% de avaliação positiva, figurando entre os prefeitos com pior desempenho entre as capitais brasileiras.

    No comparativo nacional, o estudo indica que Adriane Lopes, prefeita de Campo Grande (MS), lidera o ranking negativo, com 79% de rejeição e 14% de aprovação. Já entre os gestores mais bem avaliados estão Eduardo Braide (São Luís-MA), com 82% de aprovação, Dr. Furlan (Macapá-AP), com 78%, e Léo Moraes (Porto Velho-RO), com 75%.

    Mesmo diante dos números apresentados pela pesquisa, David Almeida reforçou seu posicionamento de que a avaliação positiva de sua gestão se reflete nas urnas e nas ações em andamento no município.

  • Leitura labial: Gabigol leva “enquadro” da torcida organizada do Santos

    Jogador foi pressionado durante apresentação na Vila Belmiro.

    Esporte – Durante a apresentação de Gabriel Barbosa como novo reforço do Santos, o atleta levou uma “enquadrada” de membros da torcida organizada Sangue Jovem, na segunda-feira (5), na Vila Belmiro.

    Ao ser apresentado para as torcidas e vestir a camisa das organizadadas, um dos membros manda a real para o ex-Flamengo e Cruzeiro. “Nós só quer que tu represente. Nós tá comprando teu bagulho, mano. Tá ligado? Maior galera não queria você aqui, mas nós vamos comprar teu bagulho. Mas não esquece do gol”.

    A leitura labial foi publicada pelo influencer Velloso. Gabigol ouve, cumprimenta e responde: – Tá suave.

    Após o momento, a torcida organizada Sangue Jovem afirmou nas redes sociais que fez “só o básico”.

    Polêmica

    Quando atuava pelo Flamengo, Gabigol, que é formado no Santos, fez provocações ao Alvinegro. Em 2019, após marcar um gol diante do ex-clube, o camisa 9 mostrou uma tatuagem com a taça da Libertadores, que ganhou no time carioca.

    No ano seguinte, fez mais três gols contra o Peixe e colocou as mãos nos ouvidos em direção à torcida santista.

    Gabigol no Santos

    A contratação de Gabigol foi anunciada oficialmente pelo Santos no último sábado (3).

    O atacante de 29 anos, que defendeu o Cruzeiro em 2025, assinou contrato de empréstimo por uma temporada.

    Dos 49 jogos em que entrou em campo em 2025 pela Raposa, o atleta foi titular em 23. Ao todo, anotou 13 gols e distribuiu quatro assistências. Gabigol perdeu espaço no time diante da chegada do técnico Leonardo Jardim e da ascensão de Kaio Jorge.

    Essa é a terceira passagem de Gabigol pelo Santos. Menino da Vila, o atacante defendeu o clube entre 2013 e 2018. O jogador se projetou para a Europa e defendeu Internazionale-ITA e Benfica-POR. Ele também já atuou pela Seleção Brasileira.


    Fonte e Foto: CNN Brasil