Militar teria deixado o posto com a justificativa de comprar água, mas desviou veículo da corporação para encontro com acompanhante; caso foi registrado em vídeo.
Brasil – Um 1º sargento da Polícia Militar do Distrito Federal tornou-se réu na Justiça após ser acusado de abandonar o serviço e utilizar uma viatura oficial da corporação para fins pessoais. A denúncia foi formalizada pela Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, por meio da Auditoria Militar, e aceita pelo Judiciário.
De acordo com as investigações, o militar estava de serviço no 28º Batalhão, localizado na região do Riacho Fundo, quando deixou o posto alegando a um colega que sairia rapidamente para comprar água. No entanto, segundo o Inquérito Policial Militar, ele percorreu cerca de cinco quilômetros com uma viatura caracterizada até um motel para se encontrar com uma acompanhante.
O episódio aconteceu em setembro de 2024 e teria sido registrado em vídeo pela própria acompanhante. As imagens mostram a chegada do veículo oficial à garagem privativa da suíte e foram posteriormente divulgadas nas redes sociais, o que acabou chamando a atenção das autoridades e motivando a abertura da investigação.
Durante o vídeo, a acompanhante aparece comentando o episódio em tom irônico, mencionando que o policial faria parte de um público diferente daquele que ela costuma atender.
Veja o vídeo:
https://www.instagram.com/reel/DVgZry6jkSD/?igsh=MTlqdnF6NHRzMjJ5dA==
Crimes apontados pelo Ministério Público
Na denúncia apresentada, a Promotoria de Justiça Militar aponta que o sargento pode ter cometido dois crimes previstos na legislação militar. O primeiro é o abandono de posto, caracterizado quando um militar deixa o local de serviço sem autorização de seus superiores.
O segundo é o peculato-desvio, que ocorre quando um servidor público utiliza bens ou recursos do Estado para interesses particulares. No caso investigado, a acusação considera o uso indevido da viatura e do combustível da corporação para fins pessoais.
Com o recebimento da denúncia pela Justiça, o policial passa oficialmente à condição de réu e responderá ao processo na esfera militar. Caso seja condenado ao final da ação, ele poderá sofrer penas de detenção, além de sanções administrativas que podem incluir a exclusão definitiva dos quadros da Polícia Militar do Distrito Federal.
O caso segue em tramitação na Justiça Militar, e a corporação poderá instaurar procedimentos disciplinares paralelos para apurar a conduta do sargento.
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