Líder espiritual é preso após vídeos mostrarem agressões contra mulher durante ritual em Santa Catarina

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Conhecido como “Bruxo Jhon Alex”, suspeito é investigado por tortura, ameaça, constrangimento ilegal e lesão corporal; defesa nega acusação e alega estado de incorporação espiritual.

Brasil – Um homem de 25 anos, conhecido nas redes sociais e entre frequentadores de um templo religioso como “Bruxo Jhon Alex”, foi preso em São Lourenço do Oeste, no Oeste de Santa Catarina, após ser alvo de uma investigação que apura agressões contra uma mulher durante uma sessão religiosa.

A prisão ocorreu na terça-feira (3), depois que a Polícia Civil teve acesso a vídeos que mostram a vítima sendo agredida dentro do imóvel utilizado como residência e sede do templo liderado pelo investigado. As imagens passaram a integrar o conjunto de provas reunidas pelas autoridades.


Além da suspeita de tortura, o homem também é investigado por ameaça, constrangimento ilegal e lesão corporal. Segundo os investigadores, os registros indicam que a vítima estaria em situação de vulnerabilidade no momento das agressões.

De acordo com a Polícia Civil, os vídeos mostram a mulher deitada sobre um colchão enquanto sofre agressões durante um suposto ritual religioso. As autoridades afirmam ainda que o suspeito utilizava sua posição de liderança espiritual para exercer influência e controle psicológico sobre pessoas que frequentavam o local.

Veja ao vídeo

https://www.instagram.com/reel/DZIE3T6h8Lb/?igsh=MTdtdjVoZGxnb250eQ==

Com base nas evidências reunidas durante a investigação, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. A operação foi realizada na residência do suspeito, localizada no bairro Perpétuo Socorro, e contou com a participação da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), da Divisão de Investigação Criminal (DIC) e do Núcleo de Operação com Cães (NOC).

A defesa do investigado contesta a principal acusação. Em entrevista à imprensa local, a advogada Rafaela Cortina afirmou que os fatos não configuram tortura e que o caso deveria ser tratado como lesão corporal.

Segundo a defesa, a mulher que aparece nas imagens frequentava o templo religioso, mas não possuía qualquer relação pessoal ou afetiva com o investigado. A advogada também alegou que, no momento das agressões registradas, o homem estaria em estado de incorporação espiritual.

Ainda conforme a defesa, após o episódio, o suspeito teria desmaiado e sido levado para casa por pessoas que estavam presentes no local. A versão apresentada sustenta que os atos registrados não teriam sido praticados de forma consciente pelo investigado.

O homem permanece à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia. Enquanto isso, a Polícia Civil segue apurando o caso para esclarecer todas as circunstâncias dos fatos e verificar a existência de possíveis outras vítimas ligadas ao templo religioso.

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