Homem de 30 anos foi detido durante fiscalização da Base Arpão no Rio Solimões, em Coari; carga tinha pirarucu e jaraqui.
Polícia – Um homem, de 30 anos, foi detido no domingo (10) com 26 toneladas de pescado ilegal, entre pirarucu e jaraqui, avaliadas em R$ 234 mil, em uma embarcação no Rio Solimões, no município de Coari (a 363 quilômetros de Manaus).
De acordo com a polícia, durante diligências e varreduras na câmara fria da embarcação, os agentes localizaram os pescados irregulares.
Ainda conforme a polícia, o material seria comercializado na capital amazonense.
O material apreendido foi apresentado na Delegacia Interativa de Polícia (DIP) da Base Arpão. Um inquérito policial foi instaurado para investigar o caso.
Ação realizada na capital e no interior teve apoio da Polícia Federal e mirou investigados com mandados judiciais em aberto.
Polícia – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu 57 pessoas durante a Operação Segurança Presente, deflagrada entre os dias 5 e 7 de maio, em Manaus e em municípios do interior do estado. Todos os alvos possuíam mandados de prisão em aberto por não pagamento de pensão alimentícia.
A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada em Capturas e Polinter (DECP), com apoio dos Departamentos de Polícia Metropolitana (DPM) e do Interior (DPI), além da colaboração da Superintendência Regional da Polícia Federal no Amazonas, por meio do Grupo de Capturas (GCAP).
Segundo o delegado Alessandro Albino, diretor do DPM, o resultado da operação foi possível graças ao trabalho integrado dos 30 Distritos Integrados de Polícia (DIPs) da capital. Ele destacou ainda que esse tipo de ação costuma ser intensificado em períodos próximos a datas comemorativas.
“Além do cumprimento das ordens judiciais, essas operações também têm um caráter pedagógico para conscientizar sobre a obrigação legal do pagamento da pensão alimentícia”, afirmou o delegado.
O titular da Polinter, delegado Fábio Aly, ressaltou que a principal finalidade da operação é garantir assistência às vítimas, especialmente crianças e adolescentes que dependem do benefício para manutenção básica.
“Muitos desses indivíduos passam anos sem cumprir suas obrigações e só buscam regularizar a situação quando são alvo de medidas coercitivas”, explicou.
A Polícia Civil também reforçou a importância da participação da população por meio de denúncias anônimas, que ajudam na localização de foragidos e no cumprimento das ordens judiciais.
As denúncias podem ser feitas pelos números (92) 3667-7727, WhatsApp da Polinter; 3667-7575; 197, da Polícia Civil do Amazonas; além do 181, da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM). O sigilo do denunciante é garantido.
Investigações apontam que as pistas eram utilizadas para receber aeronaves vindas de países que fazem fronteira com a Amazônia, como Colômbia, Peru e Venezuela.
Policial – Agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) destruíram pistas de pouso clandestinas usadas pelo tráfico internacional de drogas em municípios do interior do Amazonas. A operação, iniciada na terça-feira (5) e que segue até esta quinta-feira (7), tem como alvo estruturas construídas em áreas de floresta utilizadas para a logística de organizações criminosas.
Segundo a Polícia Federal (PF), as pistas eram utilizadas para receber aeronaves vindas de países que fazem fronteira com a Amazônia, como Colômbia, Peru e Venezuela. Depois do pouso, a droga era transferida para embarcações que seguiam viagem pelos rios da região.
Para inutilizar os locais, os agentes cavaram crateras nas pistas e detonaram explosivos. De acordo com a PF, os buracos impedem pousos e decolagens de aeronaves usadas pelo tráfico
O delegado da Polícia Federal no Amazonas, Victor Motta, afirmou que o objetivo agora é atingir a estrutura logística das facções criminosas.
A PF informou ainda que as áreas destruídas serão monitoradas por satélite para evitar que as pistas sejam reconstruídas e reutilizadas pelos criminosos.
As investigações apontam que as pistas clandestinas já eram conhecidas pelas forças de segurança e estavam ligadas a operações recentes de combate ao narcotráfico no Amazonas.
Neste ano, ações da Polícia Federal resultaram na destruição de aeronaves, apreensão de armas de grosso calibre, quase uma tonelada de drogas apreendidas e prisões de suspeitos envolvidos com o tráfico internacional.
As ações foram realizadas pela Ficco, força-tarefa formada pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e outros órgãos de segurança.
null
PF destrói pistas clandestinas usadas pelo tráfico internacional no Amazonas
Investigações apontam que as pistas eram utilizadas para receber aeronaves vindas de países que fazem fronteira com a Amazônia, como Colômbia, Peru e Venezuela.
Por Alexandre Hisayasu, Rede Amazônica — Manaus
07/05/2026 13h43 Atualizado há 14 minutos
Agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) destruíram pistas de pouso clandestinas usadas pelo tráfico internacional de drogas em municípios do interior do Amazonas.
A operação teve como alvo estruturas construídas em áreas de floresta para dar apoio à logística das organizações criminosas.
Segundo a Polícia Federal (PF), as pistas eram utilizadas para receber aeronaves vindas de países que fazem fronteira com a Amazônia, como Colômbia, Peru e Venezuela.
PF destrói pistas clandestinas usadas pelo tráfico internacional no Amazonas — Foto: Foto: Divulgação/PF
null
Agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) destruíram pistas de pouso clandestinas usadas pelo tráfico internacional de drogas em municípios do interior do Amazonas. A operação, iniciada na terça-feira (5) e que segue até esta quinta-feira (7), tem como alvo estruturas construídas em áreas de floresta utilizadas para a logística de organizações criminosas.
Segundo a Polícia Federal (PF), as pistas eram utilizadas para receber aeronaves vindas de países que fazem fronteira com a Amazônia, como Colômbia, Peru e Venezuela. Depois do pouso, a droga era transferida para embarcações que seguiam viagem pelos rios da região.
Para inutilizar os locais, os agentes cavaram crateras nas pistas e detonaram explosivos. De acordo com a PF, os buracos impedem pousos e decolagens de aeronaves usadas pelo tráfico.
O delegado da Polícia Federal no Amazonas, Victor Motta, afirmou que o objetivo agora é atingir a estrutura logística das facções criminosas.
“Agora a gente vai atacar essa parte logística para justamente inutilizar, para que o tráfico não consiga mais utilizar essas pistas no transporte de entorpecentes”, disse.
Vídeos em alta no g1
A PF informou ainda que as áreas destruídas serão monitoradas por satélite para evitar que as pistas sejam reconstruídas e reutilizadas pelos criminosos.
As investigações apontam que as pistas clandestinas já eram conhecidas pelas forças de segurança e estavam ligadas a operações recentes de combate ao narcotráfico no Amazonas.
Neste ano, ações da Polícia Federal resultaram na destruição de aeronaves, apreensão de armas de grosso calibre, quase uma tonelada de drogas apreendidas e prisões de suspeitos envolvidos com o tráfico internacional.
As ações foram realizadas pela Ficco, força-tarefa formada pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e outros órgãos de segurança.
Amazônia tem milhares de pistas clandestinas
Um levantamento do Ministério da Defesa, obtido pelo jornal O Globo por meio da Lei de Acesso à Informação, aponta que a Amazônia possui 2.837 pistas clandestinas ligadas ao tráfico de drogas e ao garimpo ilegal.
As maiores concentrações estão nos estados de Mato Grosso, com 967 pistas, Pará, com 942, e Roraima, com 385.
Segundo o delegado Victor Motta, os grupos criminosos têm alto poder financeiro e muitos integrantes tentam esconder a atuação ilegal se passando por empresários.
O autor já possuía histórico de violência doméstica e perseguição contra a mulher.
Polícia – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da 70ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Juruá (a 674 quilômetros de Manaus), cumpriu, na quarta-feira (06/05), mandado de prisão preventiva contra um homem, de 34 anos, por descumprimento de medida protetiva em favor da ex-companheira, de 27 anos, e da filha, de 5 anos.
De acordo com o delegado Célio Lima, o autor possui histórico de episódios envolvendo violência doméstica contra as vítimas, o que reforça a situação de perseguição e ameaça à segurança de ambas.
“No dia do descumprimento, ele estava dentro de um carro, parado em frente à residência de um vizinho, no bairro Tancredo Neves 2, a poucos metros do imóvel da ex-companheira, e teria pedido a uma criança que estava no local que chamasse sua filha”, explicou o delegado.
Segundo a autoridade policial, a criança foi até a casa das vítimas e informou que o suspeito estava no local pedindo para ver a filha, mas a mãe não atendeu ao pedido.
“Após a saída do ex-companheiro do local, a mulher registrou em vídeo a presença dele no endereço”, disse Célio Lima.
Com base nas informações repassadas, foi representada à Justiça pela prisão preventiva do suspeito. A ordem judicial foi decretada e cumprida no Centro Cultural do município.
Procedimentos
O homem foi encaminhado à unidade policial e responderá pelo crime de descumprimento de medida protetiva. Ele permanecerá à disposição da Justiça.
Ministro mantém prisão após anulação da condenação e cita gravidade do caso.
Justiça – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liberdade de Ademar Farias Cardoso Neto, irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, que morreu em maio de 2024. A decisão foi tomada na terça-feira (5) pelo ministro Sebastião Reis Júnior.
Preso desde maio de 2024, Ademar teve a soltura solicitada pela defesa sob a alegação de demora no andamento do processo, que está parado há cerca de cinco meses após a anulação da sentença condenatória. Os advogados também argumentaram que ele poderia responder ao processo em liberdade, com medidas cautelares.
Ao analisar o caso, o ministro entendeu que não há ilegalidade na manutenção da prisão. Segundo ele, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) apresentou fundamentos suficientes para manter o investigado detido, destacando a gravidade da conduta, a suposta atuação organizada e a necessidade de preservar a ordem pública.
Na decisão, o magistrado também afastou a tese de excesso de prazo, levando em consideração a complexidade do processo, que envolve vários réus e etapas processuais.
Apesar de negar a soltura, o ministro solicitou informações atualizadas sobre o andamento do caso à Justiça de primeira instância e ao próprio TJAM.
Outro pedido apresentado pela defesa, que solicita a liberdade de Cleusimar de Jesus Cardoso, mãe de Djidja, ainda não foi analisado até o momento.
Condenação anulada
Em dezembro de 2024, Ademar e outros réus foram condenados por tráfico de drogas e associação para o tráfico, com penas superiores a 10 anos de prisão. As investigações apontaram a comercialização de cetamina, substância que afeta o sistema nervoso central.
No entanto, em setembro de 2025, a sentença foi anulada pela Primeira Câmara Criminal do TJAM. Os desembargadores entenderam que houve cerceamento de defesa, já que os advogados não tiveram acesso prévio ao laudo toxicológico definitivo antes da decisão judicial.
Com a anulação, o processo voltou a tramitar, mas Ademar permanece preso enquanto o caso segue em análise pela Justiça.
Segundo a delegada Mayara Magno, o caso começou a ser investigado no ano passado, após a mãe de um dos alunos encontrar mensagens no celular do filho.
Policial – Um homem de 48 anos, dono de uma escolinha de futebol, foi preso nesta quarta-feira (6), no bairro Zumbi dos Palmares, na zona leste de Manaus. Ele é investigado por crimes sexuais contra crianças e adolescentes atendidos no local. A prisão foi feita pela Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).
Segundo a delegada Mayara Magno, o caso começou a ser investigado no ano passado, após a mãe de um dos alunos encontrar mensagens no celular do filho. “Ela viu conversas inadequadas, em que professor pedia fotos íntimas. Ao questionar o filho, ele contou o que estava acontecendo, e ela procurou a delegacia”, explicou.
De acordo com a polícia, além de solicitar imagens de conteúdo sexual, o suspeito também teria praticado atos libidinosos contra o adolescente, o que configura estupro de vulnerável.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e busca e apreensão. O homem também foi preso em flagrante após a apreensão do celular, onde foram encontrados conteúdos de pornografia infantil.
A investigação segue para identificar outras possíveis vítimas. Segundo a polícia, pelo menos 60 crianças e adolescentes eram atendidos na escola.
Ainda conforme a delegada, o suspeito usava o sonho das vítimas de se tornarem atletas profissionais para se aproximar. “Ele utilizava desse sonho das crianças e adolescentes para cometer os abusos”, afirmou.
Os crimes também eram praticados pelo padrasto da vítima, que se encontra foragido da Justiça.
Polícia – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da 37ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Presidente Figueiredo (a 117 quilômetros de Manaus), cumpriu na segunda-feira (04/05), mandado de prisão preventiva contra uma mulher, de 39 anos, pelos crimes de estupro qualificado e maus-tratos contra a própria filha, uma adolescente de 14 anos. A prisão ocorreu na comunidade do Maroaga, no município.
De acordo com a delegada Beatriz Andrade, a vítima afirma que morava com o seu pai, quando sua mãe a chamou para morar com ela e o seu padrasto Luís Gabriel de Oliveira Fonseca, que está foragido, onde após se mudar para o imóvel, passou a ser estuprada por ele entre fevereiro e maio de 2025.
“A adolescente revelou que enquanto o seu padrasto a agredia sexualmente, a sua mãe cobria o rosto dela com um edredom e segurava os seus braços. Ela também afirmou que o casal a obrigava a ingerir bebidas alcoólicas e a fumar maconha para que os atos fossem consumados”, explicou a delegada.
Conforme a autoridade policial, ela era submetida a maus-tratos físicos e psicológicos, sendo diversas vezes obrigada a se ajoelhar no milho e agredida com uma arma branca nas mãos quando parava de fazer os serviços domésticos.
“A vítima relatou os abusos sofridos ao Conselho Tutelar no dia 3 de junho de 2025 na presença do pai que esteve ciente dos crimes nesta data”, informou Beatriz Andrade.
A adolescente foi encaminhada para o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), onde recebeu o atendimento psicológico adequado para tratar os traumas psíquicos desenvolvidos na época das agressões.
Procurado
Luís Gabriel de Oliveira Fonseca está sendo procurado pelos crimes. A PC-AM destaca que qualquer informação sobre o paradeiro dele deve ser informada pelos números (92) 99336-9226, disque-denúncia da 37ª DIP; ou 197 e (92) 3667-7575, da PC-AM; ou pelo 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). A identidade do denunciante será mantida em sigilo.
Procedimentos
A mulher foi encaminhada para unidade policial e responderá pelos crimes de estupro qualificado e maus-tratos. Ela passará por audiência de custódia e ficará à disposição do Poder Judiciário.
O autor aproveitava-se da deficiência intelectual da vítima para praticar os abusos.
Polícia – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da 44ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de São Sebastião do Uatumã (a 247 quilômetros de Manaus), cumpriu, na terça-feira (05/05), mandado de prisão em razão de sentença condenatória contra um homem, de 86 anos, por estupro de vulnerável. Ele foi condenado a nove anos de reclusão.
De acordo com o delegado Henrique Maciel, as diligências tiveram início após a equipe policial constatar, por meio de sistema, a existência de um mandado de prisão em aberto contra o indivíduo.
“À época do fato, o autor atraía a vítima, sem idade identificada, até a sua residência para praticar os atos libidinosos, aproveitando-se de sua vulnerabilidade em razão da deficiência intelectual”, explicou o delegado.
Conforme a autoridade policial, com base nas informações coletadas, foi realizado um levantamento dos possíveis locais onde o autor poderia ser encontrado.
A partir das buscas, a localidade foi identificada e a ordem judicial foi devidamente cumprida no bairro Trindade, no município.
O homem foi condenado a nove anos de reclusão em regime fechado por estupro de vulnerável e ficará à disposição do Poder Judiciário.
Rosa Iberê Tavares Dantas foi condenada a 3 anos de detenção pela prática de homicídio culposo contra o personal trainer Talis Roque da Silva.
Justiça – A influencer Rosa Iberê Tavares Dantas foi condenada a 3 anos de detenção, além de suspensão da habilitação para dirigir por 1 ano e 6 meses, pela prática de homicídio culposo que teve como vítima o personal trainer, Talis Roque da Silva, de 31 anos, em acidente de trânsito ocorrido em agosto de 2023.
A sentença condenatória foi proferida na segunda-feira (4) pelo titular da 10ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, juiz Áldrin Henrique de Castro Rodrigues, no processo n.° 0683986-06.2023.8.04.0001. Com fundamento no art. 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal, o cumprimento da pena privativa de liberdade teve regime inicial fixado como semiaberto.
O magistrado manteve ainda a prisão preventiva, considerando que a acusada deixou o país e descumpriu medidas cautelares impostas durante o processo.
De acordo com a decisão, a pena não foi substituída por medidas alternativas, e a ré também não terá direito à suspensão condicional da pena, prevista no Código Penal Brasileiro, também são chamadas de penas restritivas de direitos, como por exemplo, prestação de serviços à comunidade; pagamento de multa; limitação de fim de semana; proibição de frequentar determinados lugares.
Na fundamentação, o juiz destacou que a conduta da acusada ultrapassou a imprudência comum prevista no tipo penal, evidenciando maior grau de culpabilidade. Também foram consideradas as consequências do crime, especialmente o impacto causado à família da vítima.
O magistrado manteve ainda a prisão preventiva, considerando que a acusada deixou o país e descumpriu medidas cautelares impostas durante o processo, acarretando também em multa processual, fixada no valor total de 300 mil reais acrescido de juros.
Lei e revisão
Na sentença, o magistrado fez considerações sobre os limites legais da resposta penal nos crimes de trânsito, chamando atenção para a necessidade de revisão da Lei para considerar penas maiores para o tipo penal. O artigo 302 sobre praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor a pena é de detenção de dois a quatro anos e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor.
“O presente feito revela, como tantos outros submetidos ao Poder Judiciário, a tensão existente entre a gravidade concreta de determinadas condutas praticadas no trânsito e a resposta penal abstratamente prevista pelo legislador para o crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor. No caso dos autos, além do resultado morte, que por si só representa a consequência mais grave possível no plano da vida humana, houve circunstâncias posteriores relevantes, notadamente a saída da Ré do país e o descumprimento de medidas cautelares regularmente impostas por este Juízo. Tais elementos, embora não autorizem a transformação do tipo penal culposo em figura mais gravosa que não foi imputada na denúncia, revelam a insuficiência prática, em certos casos, da resposta penal atualmente prevista para delitos de trânsito com resultado fatal”, diz trecho da sentença.
Nas alegações finais, o Ministério Público se manifestou pela absolvição da denunciada, o que foi negado pelo magistrado ressaltando que o julgador não está vinculado a esse posicionamento, podendo decidir com base nas provas produzidas no processo.
A sentença também deixou de fixar valor mínimo para indenização, por ausência de pedido expresso na denúncia, sem prejuízo de eventual reparação na esfera cível.
Após o trânsito em julgado, a decisão prevê o cumprimento da pena e as comunicações necessárias aos órgãos competentes.
A pena
Segundo a sentença, o acidente ocorreu em 31 de agosto de 2023, no bairro Vieiralves, zona Centro-Sul de Manaus, quando a ré realizou uma manobra imprudente ao atravessar a via, interceptando a trajetória do personal, que dirigia uma motocicleta. A colisão resultou na morte da vítima ainda no local.
A vítima atualmente tem 15 anos, mas os crimes ocorrem desde que ela tinha cinco anos.
Polícia – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Humaitá (a 590 quilômetros de Manaus), cumpriu, no domingo (03/05), mandado de prisão preventiva contra um homem de 43 anos pelos crimes de importunação sexual, violência psicológica e maus-tratos no contexto de violência doméstica contra sua enteada, de 15 anos.
A ação policial faz parte da Operação Caminhos Seguros, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que visa combater crimes e violências contra crianças e adolescentes em todo o país.
De acordo com a delegada Wagna Costa, os crimes tiveram início quando a vítima passou a conviver com o padrasto, aos cinco anos de idade. Em uma ocasião, ele se aproveitou do fato de a mãe e o irmão da vítima estarem dormindo para exibir suas partes íntimas à menina.
“Durante a internação da mãe da vítima por problemas de saúde, ela era submetida a tarefas domésticas mediante ameaças e era vítima de contato físico inadequado. Diante da situação, a genitora orientou a vítima a dormir na casa da avó materna”, relatou a delegada.
Segundo a autoridade policial, no decorrer das investigações, foi representada à Justiça a prisão preventiva do autor, e a ordem judicial foi deferida. O homem foi localizado e preso após comparecer à residência da vítima.
O autor responderá pelos crimes de importunação sexual, violência psicológica e maus-tratos em contexto de violência doméstica e familiar e permanecerá à disposição da Justiça.