Justiça condena envolvidos em esquema de corrupção na Petrobras a penas que chegam a 14 anos de prisão

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Seis executivos e operadores financeiros foram sentenciados por corrupção e lavagem de dinheiro em ação ligada aos contratos fraudados investigados pela Operação Lava Jato.

Economia – A Justiça Federal do Paraná condenou seis executivos e operadores financeiros por participação em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro relacionado a contratos da Petrobras. As penas chegam a 14 anos e sete meses de prisão e fazem parte de uma ação remanescente da Operação Lava Jato, investigação que revelou um amplo cartel de empreiteiras e o pagamento de propinas envolvendo contratos da estatal.

A decisão foi proferida pela 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, considerada o berço da Lava Jato. Segundo a sentença, os condenados participaram de práticas ilícitas que incluíam fraude em licitações, pagamento de vantagens indevidas e ocultação de recursos obtidos de forma ilegal em contratos firmados com a Petrobras.

A estatal atuou no processo como assistente da acusação, na condição de vítima dos prejuízos causados pelo esquema investigado.

Entre os condenados, a maior pena foi aplicada a Jesús de Oliveira Ferreira Filho, sentenciado a 14 anos, sete meses e 15 dias de prisão em regime fechado pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Ricardo Teixeira Fontes recebeu pena de 13 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, também em regime fechado, enquanto Carlos Maurício Lima de Paula Barros foi condenado a 12 anos, dois meses e sete dias de reclusão.

Outros três réus — Flávio Henrique de Oliveira Macedo, Eduardo Aparecido de Meira e Igor Belan — foram condenados por lavagem de dinheiro. Cada um recebeu pena de sete anos, seis meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto.

A sentença foi assinada pelo juiz Guilherme Roman Borges e possui mais de 100 páginas. O magistrado acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, que apontou a atuação coordenada de ex-executivos de empresas de engenharia e operadores financeiros para movimentar recursos provenientes do esquema criminoso.

As irregularidades investigadas fazem parte do conjunto de contratos celebrados entre empreiteiras e a Petrobras durante o período analisado pela Lava Jato, que apurou desvios bilionários envolvendo grandes obras e contratos da estatal entre 2004 e 2014.

As defesas dos condenados ainda podem recorrer da decisão às instâncias superiores. O advogado Alberto Zacharias Toron, que representa um dos réus condenados, já informou que pretende apresentar recurso para contestar a sentença.

Mesmo após o encerramento formal da Operação Lava Jato, processos derivados das investigações continuam tramitando na Justiça e resultando em novas decisões relacionadas aos casos de corrupção revelados ao longo da última década.



Por jornalista Lília Marques

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