Pastor Sargento Isidório afirmou na Câmara que jornada reduzida é essencial para saúde das famílias e até para “ter filhos com mais tranquilidade”; proposta foi aprovada em dois turnos.
Política – A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que encerrou a escala de trabalho 6×1 na Câmara dos Deputados, ganhou forte repercussão nas redes sociais após um discurso considerado incomum no plenário. Durante a orientação de bancada na noite desta quarta-feira (27), o deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) defendeu a mudança na jornada de trabalho com argumentos que misturaram crítica social e tom descontraído.
Vice-líder do Avante, o parlamentar afirmou que a rotina de seis dias consecutivos de trabalho compromete a saúde dos trabalhadores e prejudica a convivência familiar. Segundo ele, o novo modelo 5×2 seria mais adequado para garantir equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
Em seu pronunciamento, Isidório destacou que o excesso de trabalho afeta diretamente o bem-estar das famílias e defendeu que os trabalhadores precisam de mais tempo livre. Em um dos trechos mais comentados da fala, ele afirmou que a redução da jornada permitiria mais tranquilidade na vida pessoal e familiar, incluindo aspectos ligados à vida íntima dos casais.
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O deputado também criticou o que classificou como rotina exaustiva imposta pela escala atual. “Trabalhador não é escravo”, declarou, ao defender que o acúmulo de estresse compromete a produtividade e a qualidade de vida.
A PEC foi aprovada em dois turnos por ampla maioria, com 461 votos favoráveis e 19 contrários. A proposta segue agora para novas etapas legislativas no Congresso.
O discurso de Isidório, que fugiu do tom técnico predominante da sessão, rapidamente repercutiu entre parlamentares e internautas, se tornando um dos principais assuntos políticos do dia.
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