Atual ministra do governo Lula, Tebet disse que deve deixar a pasta até o fim do mês de março para poder disputar as eleições
Política – O PSB confirmou neste sábado (21) a filiação da ministra do Planejamento, Simone Tebet, em São Paulo. Ela deixou o MDB após quase 30 anos na sigla para disputar uma vaga no Senado na próxima eleição.
Tebet estava no MDB desde 1997 e construiu toda a sua trajetória política na legenda, pela qual foi senadora e candidata à Presidência da República em 2022. Agora, ao migrar para o PSB, ela passa a integrar o mesmo partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
No dia 12, a ministra já havia anunciado que vai disputar uma das vagas ao Senado por São Paulo. A declaração foi feita durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, realizado em Campo Grande (MS).
Simone traz consigo uma combinação rara na vida pública brasileira: firmeza moral, experiência institucional, capacidade de dialogar com o Brasil real, coragem cívica e compromisso democrático. Advogada, professora, prefeita reeleita com 76% dos votos, vice-governadora, senadora, candidata à Presidência da República e ministra do Planejamento”, diz um trecho da nota
Na semana passada , Tebet disse que ainda não há data definida para entregar o cargo no ministério, mas a previsão é confirmar sua saída até o fim de março.
Simone relembrou que no dia 27 de janeiro teve uma conversa informal com o presidente Lula durante uma viagem ao Panamá, em que discutiram política. Na ocasião, Lula pediu à ministra que ela pensasse sobre o processo eleitoral e “ser candidata pelo Senado em São Paulo”.
O pedido formal aconteceu no dia 3 de fevereiro, após Tebet ter conversado também com o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Nascida em Três Lagoas (MS), Simone Tebet é filha de Ramez Tebet, ex-governador, ex-senador sul-mato-grossense e ex-ministro da Integração Nacional.
Mestre em Direito do Estado, Tebet é professora universitária e desde a década de 1990 é filiada ao MDB.
A ministra foi deputada estadual em Mato Grosso do Sul e se tornou em 2004 a primeira mulher a ser eleita prefeita de Três Lagoas. Quatro anos depois, foi reeleita para o cargo.
Em 2011, Tebet assumiu o cargo de vice-governadora de Mato Grosso do Sul, na chapa encabeçada por André Puccinelli. Durante parte do mandato, foi secretária estadual de Governo.
Em 2014, Tebet se elegeu senadora pelo Mato Grosso do Sul. Na Casa, teve destaque ao compor, em 2016, a comissão especial do Senado do impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).
Ela votou a favor do afastamento da presidente sob o argumento de que ela havia cometido crime de responsabilidade.
Em 2019, Tebet foi a primeira mulher a ocupar a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Dois anos depois, representou a bancada feminina na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado.
Em 2022, na tentativa de se criar uma terceira via na corrida presidencial, Tebet concorreu pelo MDB. Recebeu 4,9 milhões de votos (4,16%) e ficou em terceiro lugar na disputa.
Inicialmente, Tebet chegou a ser cogitada para o ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, uma área com a qual a senadora dizia ter “afinidade”
Fonte: G1
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