Polícia – Um homem identificado como Paulo Rubens Lima Marques, 41, foi morto a pauladas na madrugada do último sábado (1), na avenida Chaves, bairro Santo Agostinho, zona Oeste de Manaus. O crime ocorreu por volta das 2h e teria sido cometido por um ‘colega de bebedeira’.
De acordo com a 8ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que atendeu a ocorrência, eles foram acionadas após informações repassadas por moradores de que um homem estaria desacordado em via pública, vítima de agressão.
Ao chegar ao local, os policiais constataram a ocorrência e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que confirmou o óbito. Segundo o Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a vítima foi encontrada caída na via, com sangramento intenso na região da cabeça.
Conforme relatos colhidos no local pela equipe da 8ª Cicom e repassado para os investigadores da DEHS, Paulo e o suspeito, conhecido como “Pachola”, costumavam consumir bebidas alcoólicas e entorpecentes juntos. Na madrugada do crime, os dois estariam ingerindo álcool quando iniciaram uma discussão.
Durante o desentendimento, o suspeito teria utilizado um pedaço de madeira para agredir a vítima, causando ferimentos graves que levaram à morte ainda no local. Após o crime, o suspeito fugiu. Equipes da 8ª Cicom realizaram buscas no endereço informado e nas redondezas, mas até o momento ele não foi localizado.
O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML) e o caso segue investigado pela DEHS.
Fonte e Foto: A Acrítica
Categoria: Policial
-
Homem é morto a pauladas por colega de bebedeira na zona Oeste de Manaus
-
Policial militar aposentado morto a tiros em sítio havia sido condenado por chacina em Manaus
Max” havia sido condenado a 64 anos de prisão por uma chacina em 2015, onde quatro pessoas morreram em disputa de terras.
Policial – O policial militar aposentado Francisco Marques dos Reis, de 51 anos, morto a tiros em um sítio no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, havia sido condenado por participação em uma chacina no bairro Santa Etelvina, na Zona Norte da capital. Na época, quatro pessoas foram mortas após uma disputa de terras entre bairros.
Francisco, conhecido como “Max”, foi executado, na sexta-feira (27), por homens encapuzados e armados com fuzis. Outro homem, que ainda não teve a identidade divulgada, também foi morto na ação. O caso é investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
De acordo com o Tribunal de Justiça do Amazonas, o ex-policial foi condenado a 64 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, pela participação em uma chacina ocorrida em 2015, no bairro Santa Etelvina. Inicialmente, ele havia sido absolvido em julgamento realizado em 2018. No entanto, o Ministério Público recorreu da decisão, e o tribunal anulou a absolvição, determinando a realização de um novo júri.
No novo julgamento, os jurados condenaram Francisco Marques pelo homicídio qualificado das quatro vítimas. Segundo a denúncia, ele foi contratado para matar uma das vítimas e teria recebido R$ 10 mil pelo crime. As demais mortes ocorreram porque as vítimas estavam no local e manuseavam armas de fogo, conforme o processo.
A sentença determinou o cumprimento imediato da pena. Ainda cabia recurso da decisão.
Morte no sítio
Francisco foi morto dentro de um sítio no Tarumã. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ele é surpreendido por quatro homens armados, agredido e levado para outro cômodo, onde foi executado a tiros.
Segundo a polícia, outro homem que estava no sítio também foi morto durante a ação criminosa. O corpo dele foi encontrado dentro de um carro estacionado no imóvel.
De acordo com informações obtidas pela Rede Amazônica, a polícia trabalha com duas hipóteses para a motivação da morte: uma delas apura se o crime foi cometido por outros policiais militares em um provável acerto de contas. A outra linha investiga se familiares de Max estariam envolvidos no crime.
Fonte: G1 Amazonas
-
PM prende responsáveis por guarda após fuga de 17 policiais do Batalhão de Guardas
Corporação aponta divergência na contagem de presos militares e determina prisão em flagrante dos agentes que estavam de serviço.
Polícia – A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) informou que os policiais responsáveis pela guarda dos militares custodiados no Núcleo Prisional do Batalhão de Guardas, no bairro Monte das Oliveiras, zona Norte de Manaus, foram detidos após a constatação da fuga de 17 presos.
De acordo com nota oficial, durante uma revista de rotina realizada na sexta-feira (27), foi identificada divergência na contagem dos policiais militares que cumprem pena na unidade. No momento da inspeção, 21 detentos não estavam no local. Após a verificação, quatro retornaram, mas 17 permaneciam não localizados até o fechamento da apuração inicial.
Diante da situação, o Comando da corporação determinou a prisão em flagrante e o afastamento imediato das funções dos policiais que faziam a guarda no momento da ocorrência. Equipes das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) e do Batalhão de Choque foram acionadas e atuaram na detenção dos militares responsáveis pela custódia.
A Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) foi mobilizada para conduzir os procedimentos administrativos e disciplinares, além de apurar eventuais responsabilidades criminais relacionadas ao caso.
Em nota, a PMAM destacou que todas as situações que envolvem possíveis irregularidades praticadas por seus agentes são tratadas com rigor e transparência, em respeito aos princípios da legalidade, disciplina e hierarquia. A corporação reforçou ainda que condutas individuais não representam os valores institucionais da Polícia Militar.
As buscas pelos policiais considerados foragidos seguem em andamento, enquanto a investigação interna avança para esclarecer as circunstâncias da ocorrência. -
Fuga em massa: 17 PMs que cumpriam pena escapam do Batalhão de Guardas em Manaus
Ao todo, 21 militares estavam ausentes durante revista; quatro retornaram e policiais responsáveis pela guarda foram presos.
Polícia – Dezessete policiais militares que cumpriam pena no Batalhão de Guardas da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), localizado no bairro Monte das Oliveiras, zona Norte de Manaus, foram considerados foragidos após uma revista realizada no fim da tarde de sexta-feira (27).
Segundo informações preliminares, 21 policiais militares não estavam nas dependências da unidade no momento da inspeção. Após a constatação da ausência, quatro deles retornaram ao batalhão, enquanto os outros 17 seguem sendo procurados.
Diante da gravidade da situação, equipes das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) e do Batalhão de Choque foram acionadas. Durante a ação, também foram presos policiais militares que estavam responsáveis pela guarda dos detentos no momento da ocorrência. As circunstâncias da fuga e a eventual facilitação do escape serão apuradas pelas autoridades competentes.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), a Polícia Militar do Amazonas e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) foram acionadas para prestar esclarecimentos sobre o caso.
As buscas pelos foragidos seguem em andamento, e a corporação deve instaurar procedimento interno para investigar responsabilidades administrativas e possíveis falhas na segurança da unidade. -
PMs presos por tráfico foram detidos quando desembarcavam três toneladas de drogas de lancha em Manaus
Suspeitos e toda a carga apreendida foram encaminhados ao Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) nesta quinta-feira (26), onde o caso é investigado.
Policial – Os seis policiais militares foram presos suspeitos por tráfico de drogas e associação para o tráfico na tarde de quinta-feira (27), em Manaus. Eles foram flagrados por uma equipe das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) enquanto desembarcavam cerca de três toneladas de entorpecentes de uma balsa no bairro Tarumã, Zona Oeste da cidade. Além deles, cinco tripulantes da embarcação também foram detidos.
De acordo com informações obtidas pela Rede Amazônica, a prisão ocorreu após denúncia de movimentação suspeita de tráfico de drogas na região. Ao chegar ao local, os agentes da Rocam encontraram duas viaturas da 19ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) já rendendo os tripulantes da embarcação.
Segundo as informações, a área, no entanto, não pertence à circunscrição da 19ª Cicom, e os policiais não teriam informado seus superiores sobre a operação.
Durante a abordagem, os tripulantes relataram que a droga estaria sendo retirada aos poucos da embarcação, sob orientação dos policiais militares.
Diante disso, os seis PMs foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, junto com os tripulantes. A carga de entorpecentes, estimada em aproximadamente três toneladas, foi apreendida e encaminhada para o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).
Quem são os policiais
A Rede Amazônica conseguiu confirmar a identidade dos policiais detidos. São eles:
- Thiago Torquato Herculano Viana — cabo
- David Ramires Alencar — sargento
- Mabio Castro Nascimento — cabo
- Tellson da Costa Antunes — sargento
- Joabe Vasconcelos Maia — 2º sargento
- Mariley da Silva Aparicio — cabo
O g1 tenta localizar a defesa dos citados.
O que diz a PM
Por meio de nota, a Polícia Militar informou que equipes das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) atuaram na ocorrência.
“A PMAM reafirma que não tolera qualquer desvio de conduta por parte de seus integrantes, que serão responsabilizados dentro do devido processo legal, nas esferas administrativa e criminal. A PMAM tem atuado de forma permanente no enfrentamento ao crime organizado, com adoção de providências imediatas e rigorosas como o afastamento de policiais envolvidos e reitera seu compromisso com a legalidade, a disciplina e a transparência”, informou a Polícia Militar na nota.
Dez PMs foram presos na capital em seis dias
Em menos de uma semana, dez policiais militares foram presos em diferentes casos no Amazonas. Um deles, identificado como Osimar Vieira Nascimento, foi preso durante a operação da Polícia Civil do Amazonas que investiga um suposto “núcleo político” ligado ao Comando Vermelho, na sexta-feira (20).
Outros três policiais militares da ativa e dois homens foram presos na madrugada de terça-feira (24), suspeitos de tentar roubar cerca de uma tonelada de drogas de criminosos durante uma ação no Rio Negro, no Amazonas. Os PMs não estavam em serviço no momento da ocorrência.
Fonte: G1 Amazonas
-
Homem atropela e mata mulher em Manaus
Luciano Vieira Gonçalves segue foragido, a polícia pede ajuda para encontrá-lo.
Polícia – Imagens de câmeras de vigilância registraram o momento em que Luciano Vieira Gonçalves, 33, atropela e mata Cibele Felix de Lima, 20, no bairro Petrópolis, zona sul de Manaus. O crime ocorreu na madrugada do dia 14 de fevereiro deste ano, por volta das 4h.
O vídeo, de conteúdo forte, mostra o suspeito em alta velocidade atingindo a jovem, que é arrastada e cai no asfalto. Em seguida, ele desce do veículo e desfere vários chutes contra a vítima, que já estava caída no chão.
De acordo com o delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), as investigações apontaram que o atropelamento foi intencional e ocorreu após uma discussão em uma festa realizada no local.
“A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada a uma unidade hospitalar na zona leste da cidade, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e foi a óbito”, informou o delegado.
Luciano Vieira Gonçalves segue foragido. A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) solicita a colaboração da população para localizar o suspeito. Informações podem ser repassadas pelos telefones (92) 98118-9535, disque-denúncia da DEHS; 197 e (92) 3667-7575, da PC-AM; ou 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).
Segundo a polícia, a identidade do informante será mantida em absoluto sigilo.
Veja vídeo:https://www.instagram.com/reel/DVQ-9DCjsQA/?igsh=MTAxcGRqdm43eW93eA==
Fonte: D24am -
Quatro policiais militares são presos em flagrante por tráfico de drogas em Manaus
Toneladas de drogas e um carro foram apreendidos durante a abordagem.
Polícia – Quatro policiais militares foram presos em flagrante por tráfico de drogas na tarde desta quinta-feira (26), na Rua Rio Amazonas, bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus. Toneladas de drogas e um carro foram apreendidos durante a abordagem.
De acordo com informações preliminares, uma denúncia anônima informou que uma viatura estaria transportando entorpecentes na localidade. Policiais militares da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) chegaram no local e encontraram os policiais militares e com eles, sacolas cheias de drogas.
Os policiais juntamente com as drogas apreendidas foram conduzidos para o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), onde o caso foi registrado e será investigado. Uma coletiva de imprensa foi marcada para a manhã desta sexta-feira (27) e que contará com a presença do secretário de segurança do Estado.
Em nota, a Polícia Militar do Amazonas informou que “não tolera qualquer desvio de conduta por parte de seus integrantes, que serão responsabilizados dentro do devido processo legal, nas esferas administrativa e criminal”.
A nota tambem ressalta que o órgão de segurança tem adotado providências com rigorosidade para combater o crime organizado dentro da corporação, como o afastamento imediato de policiais envolvidos e reiterou seu compromisso com a legalidade, a disciplina e a transparência.
Confira a nota na íntegra:
A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) informa que equipes das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) atuam na ocorrência relacionada ao tráfico de drogas, ainda em andamento. Quatro policiais militares foram presos durante a ação e a PMAM reafirma que não tolera qualquer desvio de conduta por parte de seus integrantes, que serão responsabilizados dentro do devido processo legal, nas esferas administrativa e criminal.
A PMAM tem atuado de forma permanente no enfrentamento ao crime organizado, com adoção de providências imediatas e rigorosas como o afastamento de policiais envolvidos e reitera seu compromisso com a legalidade, a disciplina e a transparência.
Mais informações serão apresentadas em coletiva de imprensa marcada para esta sexta-feira (27/02).
Fonte e Foto: A Acrítica -
Policiais da Depca prendem homem investigado por armazenar pornografia infantil
Polícia Civil do Amazonas informou que entre as vítimas identificadas nas imagens está a filha do autor.
Polícia – Policiais civis da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) cumpriram na quarta-feira (25), um mandado de prisão temporária de um homem, de 34 anos, investigado pelo crime de armazenamento de material pornográfico envolvendo criança e adolescente.
Conforme a delegada Mayara Magna, as investigações iniciaram após os responsáveis por um estabelecimento hospitalar da rede privada, onde o suspeito trabalhava, realizar uma denúncia sobre o crime.
“No dia 15 de fevereiro, durante a troca de turno no ambiente hospitalar privado, dois funcionários abriram o computador e se depararam com um vasto conteúdo de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes, armazenados na conta de e-mail que ele deixou conectada”, disse a delegada.
Segundo a delegada, entre as vítimas identificadas nas imagens está a filha do autor, uma adolescente de 14 anos. Com base na materialidade, foi representada pela prisão temporária do autor, a qual foi deferida pelo Poder Judiciário e cumprida na zona Norte de Manaus.
“As investigações seguem em andamento pois, a partir de agora, precisamos identificar se a filha do indivíduo foi vítima de algum tipo de crime sexual. Quando foi interrogado, ele afirmou que participava de grupos por meio dos quais recebia esse tipo de conteúdo. Quanto à imagem de sua própria filha, alegou que a encontrou no telefone dela e a enviou para si mesmo para que ele e a mãe da adolescente pudessem conversar com ela sobre o material”, explicou a delegada.
A delegada ressaltou que o armazenamento de material pornográfico envolvendo criança e adolescente é um crime hediondo e alimenta uma cadeia criminosa muito grande que envolve cifras milionárias, tanto no âmbito nacional quanto no âmbito internacional, além de incentivar que novos abusos aconteçam.
“Os aparelhos celulares que apreendemos serão encaminhados para perícia para que a equipe de investigação possa analisar os demais conteúdos armazenados. Por fim, gostaria de parabenizar a atitude do estabelecimento hospitalar privado em levar o caso ao conhecimento das autoridades assim que encontrou as imagens e nos deu todo o suporte para a investigação”, finalizou a delegada.
O homem responderá por armazenamento de material pornográfico envolvendo criança e adolescente e ficará à disposição do Poder Judiciário.
Fonte e Foto: A Acrítica -
Adilsinho, bicheiro mais procurado do Rio, é preso em Cabo Frio
Segundo a Polícia Federal (PF), Adilsinho é considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado e integra a cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro.
O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, um dos mais procurados do Rio de Janeiro, foi preso na manhã desta quinta-feira (26), após anos de buscas.
Policial – A prisão foi feita em Cabo Frio, na Região dos Lagos fluminense, pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ) — composta por agentes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil do RJ, com apoio do Ministério Público Federal (MPF). Um monitoramento por drones confirmou onde o contraventor estava.
Adilsinho faz parte da cúpula do jogo do bicho no Rio e controla áreas da Zona Sul, Centro e Zona Norte da capital. Ele ainda é apontado como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado.
O PM Diego D’arribada Rebello de Lima, que fazia a segurança de Adilsinho, também foi preso. Ele servia na UPP Fazendinha/Alemão.
Contra o contraventor havia 5 mandados de prisão em aberto:
- Na Justiça Federal, é apontado como chefe da máfia dos cigarros;
- Na Justiça do RJ, responde como mandante da execução de Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinhos Catiri, rival da contravenção;
- Na Justiça do RJ, responde como mandante do assassinato de Fábio Alamar Leite;
- Na Justiça do RJ, responde como mandante da morte de Fabrício Alves Martins de Oliveira.
- E um inquérito sigiloso na Justiça Federal.
Mas a polícia apura se Adilsinho tem envolvimento em pelo menos 27 crimes cometidos por um grupo de extermínio — entre homicídios e tentativas de assassinato.
O advogado de Adilsinho, Ricardo Braga, afirmou que “a prisão ocorreu com toda a tranquilidade, sem qualquer intercorrência. Ele continua confiando na Justiça e vai provar sua inocência nos processos que correm na Justiça”.
Segundo a defesa, Adilsinho estava se exercitando dentro da própria residência por orientação médica no momento da prisão.
Anos de buscas
Adilsinho foi preso no âmbito da Operação Libertatis, deflagrada pela Polícia Federal em março de 2023, com uma 2ª fase em março de 2025. O objetivo era reprimir os crimes de tráfico de pessoas, redução a condição análoga à de escravo, fraude no comércio, sonegação por falta de fornecimento de nota fiscal e delito contra as relações de consumo.
Na 1ª etapa, há 3 anos, a PF estourou uma fábrica de cigarros clandestina em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. No local, no bairro Figueiras, os agentes encontraram 19 pessoas em condições análogas à escravidão — todos eram paraguaios.
Segundo a PF, os estrangeiros estavam alojados na própria fábrica e trabalhavam em jornada excessiva: 12 horas por dia, 7 dias por semana, em 2 turnos, inclusive de madrugada, e sem descanso semanal.
“Além disso, os trabalhadores se encontravam em local sem as mínimas condições de higiene, convivendo com animais, esgoto a céu aberto e com os próprios resíduos da produção dos cigarros. Eles não recebiam qualquer remuneração pelos serviços prestados, tinham a liberdade de locomoção restrita e ainda eram forçados a laborar sem equipamentos de proteção”, disse a PF, na época.
As investigações prosseguiram e, 2 anos depois, a PF deflagrou a 2ª fase da Libertatis. Doze pessoas foram presas — Adilsinho era um dos alvos, mas não foi encontrado.
A máfia do cigarro
Em 2024, o g1 mostrou como agia a máfia do cigarro no RJ . Na ocasião, segundo as investigações, a quadrilha de Adilsinho já controlava ao menos 45 dos 92 municípios do estado. Nessa região, só os maços produzidos pela quadrilha podiam ser vendidos. Quem desrespeitasse corria risco de vida.
Trata-se de um negócio de bilhões: de 2018 a 2023, segundo dados do Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), só de sonegação fiscal o mercado do cigarro falsificado deixou de pagar R$ 10 bilhões em impostosem todo o Brasil – mais de R$ 2 bilhões só no Rio de Janeiro.
A marca Gift já era vendida ilegalmente no Rio – contrabandeada do Paraguai e rendendo milhões aos responsáveis pelo crime. Para ter o monopólio da venda ilegal, a máfia do cigarro no Rio passou a falsificar os cigarros em fábricas locais, com mão de obra inicialmente paraguaia – para que os cigarros mantivessem a qualidade daquele país.
Mas a fabricação hoje já é feita por brasileiros. Após produzirem os cigarros, a máfia obriga donos de bancas de jornal e comerciantes a oferecer somente o produto falsificado e fiscaliza constantemente os pontos de venda.
Histórico de crimes
Em 2009, Adilsinho foi alvo da Operação Furacão, que investigou a cúpula do jogo do bicho do estado e seu envolvimento com máquinas de caça-níquel.
Segundo investigações da época, programas de apostas eletrônicas instalados nas máquinas das casas de jogos do Rio eram alterados para ludibriar apostadores e lavar dinheiro. Por essa investigação, ele chegou a ser condenado a 3 anos e meio de reclusão, mas depois teve sua pena extinta pelo desembargador Paulo Espirito Santo.
Em 2011, o nome de Adilson voltou a ganhar os noticiários por conta da Operação Dedo de Deus. Na casa dele, na Barra da Tijuca, policiais acharam R$ 4,6 milhões escondidos em fundos falsos de paredes e na rede de esgoto, além de material do jogo do bicho.
Na pandemia, Adilson deu uma festa de luxo para 500 pessoas e shows com cantores famosos, para comemorar seu aniversário. O evento, que teve direito a traje black-tie, era para comemorar os 51 anos de Adilsinho.
A ideia era fazer a grande festa em 2020, quando ele completou 50 anos, mas com o início da pandemia, ele adiou o evento.
O g1 teve acesso a um vídeo-convite do aniversário de Adilsinho. O “save the date” mostra os saguões do hotel ao som de um tema que lembra o do “Poderoso Chefão”.
Futebol e carnaval
Em 2010, Adilsinho fundou um clube, o Clube Atlético Barra da Tijuca, agremiação que chegou a disputar divisões inferiores do campeonato estadual.
No time, além de ser fundador, Adilsinho atuou como jogador e batedor oficial de pênaltis.
O contraventor também é patrono da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro.
Fonte: G1
-
Policial penal e esposa advogada são encontrados mortos em Goiânia, diz polícia
Rogério Naves de Lima e Sara Núbia Siqueira Guedes Torres foram encontrados em casa, no bairro Vila São João, em Goiânia. Corpos tinham marcas de tiros, mas a polícia ainda investiga as circunstâncias das mortes.
Policial – Um policial penal de Goiás e a sua esposa foram encontrados mortos em Goiânia , segundo a Polícia Civil. Os corpos de Rogério Naves de Lima, de 49 anos, e da advogada Sara Núbia Siqueira Guedes Torres, de 39, foram encontrados dentro de casa, no bairro Vila São João. De acordo com a Polícia Militar, eles estavam no quarto, com ferimentos por disparos de arma de fogo.
As mortes aconteceram na madrugada de quarta-feira (25). De acordo com a Polícia Civil, a investigação sobre a dinâmica das mortes ainda está em fase inicial pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) da capital.
Nas redes sociais, a advogada costumava postar fotos com o esposo em seu perfil do Instagram. Muitas postagens tinham declarações de amor. “Família não é sorte. É ordem, responsabilidade e propósito”, disse.
Em seu perfil do Instagram, a Polícia Penal de Goiás lamentou a morte de Rogério, se solidarizando com familiares e amigos. “Que Deus conceda conforto, força e fé para atravessar este momento de dor”, afirmou a instituição.
Amigo do casal, o vereador Wenison Ramos, de Campestre de Goiás, no oeste do estado, contou ao g1 que os dois estavam casados há 10 anos. Eles não tinham filhos. Apenas Rogério tinha, de outro relacionamento.
O parlamentar conta que o policial era amigo da sua família há mais de 20 anos.
“Convivi com o Rogério desde a minha infância. Para mim, é uma perda muito grande, pois tinha uma consideração muito grande por ele. Ficam aqui os meus sinceros sentimentos a toda família”, afirmou.
Fonte: G1