Categoria: Brasil

  • Incêndio atinge prédio da Faculdade de Direito da USP no centro de SP

    As chamas começaram por volta das 22h22 de quinta-feira (26) na Sanfran; as causas ainda são desconhecidas.

    Brasil – Um incêndio atingiu o prédio da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), conhecida como Sanfran, entre a noite de quinta-feira (26) e a madrugada desta sexta-feira (27), no centro da capital paulista.

    De acordo com nota da Defesa Civil estadual, o fogo começou por volta das 22h22 e atingiu o edifício conhecido como Palácio do Comércio, atual sede da faculdade, localizado na Rua Benjamin Constant, 170, na região da Sé. As causas do incêndio ainda são desconhecidas. Não houve vítimas.

    A Defesa Civil Municipal também esteve no local e, após vistoria, constatou que as chamas consumiram uma área de aproximadamente 50 metros quadrados. O espaço afetado foi interditado preventivamente.

    O incêndio foi controlado e extinto, e o prédio foi deixado em condições seguras, segundo as autoridades.

    Equipamento de ar-condicionado

    Em nota, a direção da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco informou que o incêndio teve início no mezanino do Palácio do Comércio e pode ter sido provocado por um equipamento de ar-condicionado, atingindo parte do forro e do telhado.

    Segundo a instituição, o Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente pela equipe de segurança e retornou outras duas vezes durante a madrugada para controlar novos focos de incêndio. O edifício foi parcialmente interditado para a elaboração de laudo técnico, mas as aulas serão mantidas normalmente no prédio histórico e no edifício Dalmo Dallari.

  • CPI investiga se Vorcaro usou empresa da família Toffoli para lavar dinheiro, diz relator

    CPI do Crime Organizado aprovou a convocação dos dois irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a quebra de sigilo da empresa.

    Brasil – O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou nesta quinta-feira (26) que investiga a hipótese de que a empresa ligada à família Toffoli tenha sido utilizada como mecanismo de lavagem de dinheiro do grupo criminoso por trás do Banco Master, de Daniel Vorcaro. 

    A CPI aprovou na quarta-feira (25) a convocação de José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli, irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a quebra de sigilo da empresa. 

    “A gente tem convocação dos dois irmãos e quebra de sigilo da empresa. Qual a hipótese investigada? A hipótese é de que a empresa tenha sido utilizada para lavar dinheiro do crime do grupo criminoso Banco Master”, afirmou Vieira em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews.

    Nesta quinta, o relator do Caso Master no STF, o ministro André Mendonça autorizou que os irmãos de Toffoli não compareçam à CPI no Senado. A defesa dos irmãos alegou ao STF que os dois foram convocados na condição de investigados e, portanto, a presença era facultativa. 

    A comissão quer ouvir os dois irmãos do ministro sobre as relações com a Reag, gestora de fundos ligada ao Banco Master. 

    “O ministro Dias Toffoli não é investigado pela CPI. Estamos investigando os mecanismos de lavagem e de infiltração no poder público por parte desse grupo criminoso vinculado ao Banco Master. A hipótese final é corrupção”, afirmou o senador. 

    Ainda de acordo com o relator, a CPI investiga hipóteses de corrupção no Poder Judiciário. “Corrupção na CVM, eventualmente em outras unidades de fiscalização do poder público e, talvez, hipótese de corrupção no Judiciário”, disse.

    Fonte: G1

  • Mortes chegam a 54 e buscas continuam em Minas Gerais

    Pelo menos 12 pessoas foram retiradas com vida de oito casas que desabaram durante a madrugada desta quinta (26) em Juiz de Fora

    Brasil – A Zona da Mata mineira chega à manhã desta quinta-feira (26) com 54 mortes confirmadas após ostemporais que atingem a região desde o início da semana. Segundo atualização do Corpo de Bombeiros, são 48 vítimas em Juiz de Fora e seis em Ubá.

    Ainda há 13 desaparecidos em Juiz de Fora e dois em Ubá. Ao todo, oito frentes de trabalho do Corpo de Bombeiros estão mobilizadas na região, seis em Juiz de Fora e duas em Ubá.

    Em relação às vítimas, a Defesa Civil apresenta um número diferente e fala em 57 mortos no total. 

    Nova chuva agrava situação em Juiz de Fora

    Entre a noite de quarta-feira (25) e a madrugada desta quinta (26), Juiz de Fora voltou a ser atingida por chuva intensa. No período mais crítico, em cerca de uma hora, foram registrados 114 milímetros de precipitação.

    Os bombeiros receberam aproximadamente 30 chamados de socorro e atenderam 18 ocorrências de diversas naturezas, incluindo resgates de pessoas ilhadas. Pelo menos 12 pessoas foram retiradas com vida de oito casas que desabaram durante a madrugada.

    A prefeitura informou registros de alagamentos, deslizamentos e desabamento de construções, principalmente nas regiões Leste, Centro e Sul da cidade.

    No bairro Vila Ideal, uma construção desabou na rua Vera Consuelo Nascimento. No Guaruá, outra edificação cedeu. Equipes foram enviadas aos dois locais.

    Na rua Octavio Malvaccini, um ônibus ficou preso em um alagamento. Os passageiros foram resgatados sem ferimentos. A Defesa Civil reforçou o alerta para que moradores evitem áreas alagadas.

    Rio Paraibuna atinge quatro metros

    O Rio Paraibuna chegou a quatro metros de altura durante o temporal. A prefeitura classificou a situação como crítica e orientou que a população evite transitar por vias que margeiam o rio.

    No bairro Três Moinhos, bombeiros e Guarda Civil realizam a retirada preventiva de moradores após o deslizamento de uma encosta. As autoridades alertam para o risco iminente de novos deslizamentos e pedem que ninguém permaneça em áreas interditadas.

    A Defesa Civil Municipal emitiu alerta máximo para risco de deslizamentos, inundações e alagamentos e orientou que moradores de áreas vulneráveis deixem suas casas e busquem locais seguros.

    Exército reforça operações

    Diante da gravidade da situação, dez caminhões do Exército Brasileiro, com cerca de 100 militares, devem chegar a Juiz de Fora nesta quinta-feira para auxiliar nas ações de resposta e apoio às comunidades afetadas.

    Enquanto as buscas por desaparecidos continuam, a região permanece em alerta, com equipes mobilizadas e risco elevado devido ao solo encharcado e à possibilidade de novas chuvas.

    Fonte: R7

  • Vídeo mostra jovem tentando escapar antes de ser morta pelo companheiro na Zona Norte de SP

    Priscila Versão, de 22 anos, foi agredida após tentar fugir; suspeito foi preso em flagrante e apresentou versão contraditória à polícia.

    Brasil – Imagens de câmeras de segurança registraram os últimos momentos de Priscila Versão, de 22 anos, morta na última segunda-feira (23) na Zona Norte de São Paulo. O principal suspeito é o companheiro dela, Deivit Bezerra Pereira, de 35 anos, preso em flagrante.

    O vídeo mostra a jovem tentando escapar ao escalar o portão de um imóvel. Instantes depois, o homem aparece, estaciona o carro e a retira do local à força. Já no chão, Priscila é atingida por chutes, enquanto tenta se defender.



    Após as agressões, o próprio suspeito levou a vítima ao hospital. Ela, no entanto, já chegou sem vida à unidade de saúde.

    Segundo o laudo médico, Priscila apresentava:

    Hematomas e escoriações pelo corpo;

    Sangramento nasal;

    Roupas com forte odor de gasolina.


    Versão do suspeito

    No hospital, de acordo com a polícia, Deivit demonstrou comportamento instável e chegou a ameaçar atear fogo ao próprio corpo. Em depoimento, apresentou uma versão diferente da registrada pelas câmeras.

    Ele afirmou que o casal teria discutido em um bar e que saiu para comprar gasolina com a intenção de tirar a própria vida. Disse ainda que, ao desistir e retornar, encontrou Priscila caída na rua e decidiu socorrê-la.

    A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio e analisa as imagens de segurança e outros elementos da ocorrência.

    Contexto familiar e ligação com outro caso

    Priscila morava no bairro Brasilândia e deixa três filhos, de 6 anos, 4 anos e um bebê de 6 meses — todos do relacionamento com o acusado.

    Ela também era amiga de Tainara Souza Santos, jovem que morreu em dezembro após ser atropelada e arrastada na Marginal Tietê, em um caso que também teve grande repercussão.

    A mãe de Priscila, Selma Alves Ribeiro, afirmou que a filha vivia um relacionamento abusivo.

    > “Ela estava dentro de um relacionamento abusivo e tóxico… Fiz o que pude para ela sair”, declarou à TV Globo.

    O caso segue sob investigação, enquanto familiares e amigos cobram justiça.

  • Juiz de Fora: desastre reflete negligência com aquecimento global

    Brasil – Os temporais que deixaram pelo menos 3 mil pessoas desabrigadas, 400 desalojados e 47 mortos na Zona da Mata mineira são reflexo de negligência com as mudanças climáticas. A avaliação é de especialistas ouvidos  que consideram os fatores climáticos e humanos responsáveis pelas fortes chuvas em Juiz de Fora e Ubá, com enxurradas, deslizamentos de terra e cheias de rios acima do normal.

    “Quando estamos falando de extremos, de riscos ambientais, estamos falando de mudanças climáticas”, afirmou o geógrafo Miguel Felippe, professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

    De acordo com ele, a prevenção passa pela adoção de uma agenda de políticas públicas para o meio ambiente, tema que tendo sido negligenciado nos últimos anos. “Toda essa onda negacionista, relacionada às mudanças climáticas, obviamente reverbera agora em desastres como esses”.

    Para Felippe, especialista em hidrologia, geografia física e riscos socioambientais, as chuvas extremas, os eventos extremos, tendem a ficar mais comuns daqui para a frente.

    A negligência ocorre em todos os níveis de governo no Brasil e no mundo, onde a pauta climática, da qual faz parte o planejamento urbano, é apresentada por políticos como um entrave ao desenvolvimento econômico, analisou o geógrafo. “Essa falsa contraposição continua sendo usada como ativo na disputa eleitoral”, analisou.

    Mesmo assim, explica, é na política que é preciso buscar soluções. O professor da UFJF  sugere começar pelo ordenamento urbano das cidades. Segundo ele, o poder público perdeu o controle dos terrenos para o capital imobiliário que, na prática, define qual o valor dos imóveis e, logo, o perfil socioeconômico dos moradores. O resultado é que as pessoas pobres são empurradas para áreas de menor valor econômico, que são as de maior risco de desastre ambiental.

    “O discurso de que as pessoas pobres não devem ocupar áreas de risco despreza o elemento mais importante: é o capital imobiliário que define quem vai morar aonde”, destacou.

    Dessa forma, segundo Felippe, as áreas com maiores perdas de vidas e materiais, em Juiz de Fora, são os bairros pobres. “Esta é a população com menor capacidade de resiliência e que vai ter mais dificuldade de se reconstituir”

    O professor lembrou que as áreas de risco são conhecidas. No entanto, ações de mitigação, parte da política ambiental, esbarram na falta de recursos. “Pelo que li nos jornais, em Minas Gerais verbas destinadas ao enfrentamento de chuvas sofreram cortes expressivos entre 2023 e 2025”, afirmou.

    Levantamento realizado pelo Jornal O Globo, com dados oficiais do Portal da Transparência, mostra que caíram os recursos para a defesa civil estadual, de R$ 135 milhões para R$ 6 milhões, coincidindo com o segundo governo de Romeu Zema. Procurado pela reportagem, o governo estadual não comentou.

    As políticas e resiliência precisam incluir também a conscientização da população, de acordo com Felippe. Em muitos casos, moradores de áreas de risco não sabem o que fazer em casos de alertas geológicos. “É preciso ir a campo, conversar com as pessoas, instruir, ter um plano de contingência muito claro”, recomendou.

    A maioria das vítimas dos temporais de segunda-feira (23) é de Juiz de Fora, cidade que tem uma das maiores proporções de pessoas morando em áreas de risco, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). De acordo com o órgão, o município recebeu, em um dia, quase toda a chuva esperada para fevereiro, com impactos concentrados nos bairros Morro do Imperador, Paineiras e Parque Burnier.

    Combinação de riscos

    A topografia da cidade, em área de montanha, com suscetibilidade natural a deslizamentos e inundações, ajuda a explicar porque ela é uma das que mais recebem alertas do Cemaden.  A posição geográfica faz com que Juiz de Fora receba umidade vinda direta do mar. E, como o mar está mais quente, há mais evaporação de água que, ao subir e encontrar as montanhas, deságua em chuvas, explicou Marcelo Seluchi, coordenador-geral de Operações e Modelagem do Cemaden.

    De acordo com o meteorologista, o aquecimento global está por trás desse efeito. “O Oceano Atlântico está muito mais quente do que o normal. Na costa, a temperatura está 3 graus Celsius (°C) acima do normal e isso é muito para o oceano”, avaliou. Seluchi explicou que o ar que transita em cima do mar carrega mais umidade.

    “Nos últimos anos, temos mais umidade do que costumamos ter nesta época e isso é uma consequência do aquecimento global”, afirmou. “Esse é um preço que pagamos pelas decisões tomadas no passado”, avaliou, criticando o descumprimento de acordos internacionais para conter os impactos no clima.

    “O que nos resta? Nos adaptarmos. Tornar as cidades mais resilientes a esses desastres, o que é muito mais difícil”. Como considera que conter inundações e deslizamentos é mais difícil, para ele o certo é retirar as pessoas sempre que houver um alerta, além de controlar a expansão de áreas de risco.

    Seluchi cita como exemplo a experiência do Japão, país frequentemente afetado por grandes desastres, que treina os moradores para escapar nesses casos. “A Defesa Civil não evacua um por um. Ali, as pessoas já sabem a rota de fuga”.

    Resiliência das cidades

    Pensando também na resiliência das cidades, dentro de uma política para o enfrentamento das mudanças climáticas, há soluções de engenharia que podem ser adotadas, na visão do professor da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Matheus Martins, especialista em drenagem urbana.

    Ele lembrou que Juiz de Fora cresceu do vale do Rio Paraibuna para as encostas e que, por isso, é uma cidade muito suscetível a cheias e a deslizamentos com as chuvas.

    “Trata-se de um vale encharcado que, quando tem excesso de chuva, a água ocupa a planície, inundando a várzea, que é onde a cidade cresceu”, afirmou. 

    Para evitar tragédias nessas áreas mais próximas aos rios, ele sugere intervenções como pôlders, uma técnica que consiste em isolar uma área inundável por meio de muros e utilizar bombas para remover o excesso aos poucos. Essa intervenção de engenharia, conhecida no Brasil, vem da Holanda, país no nível do mar que exige manutenção constante, embora só seja usada a cada dez ou 20 anos.

    “Talvez, para grandes volumas [de chuva], o alagamento seja inevitável”, disse o professor da UFRJ. “Mas temos que trabalhar a cidade para que ela consiga conviver o melhor possível com isso e os pôlderes são uma das soluções”. 

    Nessas áreas mais baixas, de várzea, próximas aos rios, outra opção, sugere, é a construção de parques públicos, quando possível, além de intervenções para tornar o solo mais permeável, medida que deve ser adotada também nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, que também vêm sofrendo com inundações.

    “No solo com floresta, projetamos que 10% da chuva vão escoar, mas 90% ficam retidos, se infiltrando aos poucos no solo. Uma chuva de dia a dia, num bairro urbanizado,  é quase o contrário: 10% ficam retidos em pequenos pontos, no telhado, em buracos; na urbanização, 90% viram escoamento superficial [que gera alagamento]”, disse.

    A prefeitura de Juiz de Fora tem estudos para fazer intervenções em bairros específicos, mas as obras ainda não foram concluídas. Somente o governo federal aprovou R$ 30,1 milhões para contenção de encostas no município entre 2024 e 2025 por meio do Novo PAC, mas, segundo o Ministério das Cidades, recursos de R$ 1,2 milhão foram liberados. Para drenagem urbana, há um repasse de R$ 356 milhões programado.

    As obras são do projeto de macrodrenagem Juiz de Fora + 100, da prefeitura, e incluem os bairros de Santa Luzia, Industrial, Mariano Procópio e Democrata.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Polícia Civil começa a liberar corpos de vítimas em Juiz de Fora e Ubá

    Ao menos 19 corpos já foram liberados desde a noite de terça-feira (24); mortes foram decorrentes de soterramento.

    Brasil – A PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais iniciou, na noite desta terça-feira (24), a liberação dos corpos das vítimas de soterramento aos familiares após as fortes chuvas que assolaram as cidades de Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata, em Minas Gerais, no início da semana.

    Em nota, a PCMG informou que os corpos passaram por exames de necropsia e identificação, passando por todos os protocolos legais. A atualização mais recente aponta para a liberação de ao menos 19 corpos, sendo 14 em Juiz de Fora e cinco em Ubá. Três corpos ainda aguardam reconhecimento.

    De acordo com o Corpo de Bombeiros, 31 pessoas morreram em função de ocorrências relacionadas aos temporais e 38 seguem desaparecidas.

    Veja relação de idades das vítimas

    Conforme divulgado pela Polícia Civil, as vítimas morreram soterradas após as chuvas intensas que atingiram os dois municípios. Uma relação feita pela corporação aponta a idade das vítimas. Veja:

    Juiz de Fora

    Confirmadas 20 mortes, sendo:

    Masculino, 68 anos

    Masculino, 60 anos

    Feminino, 63 anos

    Masculino, 13 anos

    Masculino, 44 anos

    Feminino, 43 anos

    Feminino, 69 anos

    Masculino, 5 anos

    Masculino, 7 anos

    Feminino, 53 anos

    Masculino, 11 anos

    Feminino, 40 anos

    Masculino, 38 anos

    Feminino, 5 anos

    Feminino, 37 anos

    Masculino, 13 anos

    Feminino, 22 anos

    Feminino, 58 anos

    Feminino, 2 anos

    Feminino, 58 anos

    Desses, 14 já foram liberados aos familiares, dois aguardam reconhecimento e quatro ainda passam por necropsia.

    Ubá

    Confirmados seis óbitos, sendo:

     Feminino, 77 anos

     Masculino, 74 anos

    Feminino, 65 anos

    Feminino, 32 anos

    Masculino, 35 anos

    Masculino, idade estimada acima de 40 anos, ainda não identificado

    Desses, cinco corpos foram liberados e um aguarda reconhecimento.

    Chuvas e cenário de destruição

    Em função das fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais, entre a madrugada de segunda-feira (23) e terça-feira (24), ao menos 31 pessoas morreram vítimas de soterramento e 36 desapareceram, segundo a última atualização fornecida pelo CBM-MG (Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais).

    As prefeituras das respectivas cidades decretaram estado de calamidade pública após registrarem mortes, desabamentos, deslizamentos e enxurradas.

    Em Ubá, na Zona da Mata mineira, o cenário foi de destruição. Os temporais provocaram o desmoronamento de uma casa, enchentes e obstrução de vias.

    Segundo a prefeitura da cidade, um ponto de coleta e atendimento foi instalado na sede da Secretaria de Desenvolvimento Social, localizada no antigo Fórum Cultural, na Praça São Januário, para fornecer suporte as famílias desabrigadas. Doações de alimentos e materias de higiene pessoal estão sendo recebidos pelo órgão.

    Em Juiz de fora, o volume acumulado de chuva chegou à marca de 584 milímetros na segunda-feira (23), tornando fevereiro de 2026 o mês mais chuvoso já registrado na história do município, com chuvas quase quatro vezes acima da média histórica para o período.

    Por volta das 21h15 de segunda, até as 4h de terça (24), foram citados 211 chamados. Segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, esses chamados marcam ocorrências de deslizamentos, desmoronamentos, pessoas ilhadas e soterramentos.

    Em razão das mortes, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), se manifestou e afirmou que está acompanhando de perto a situação nas regiões. Será decretado luto oficial de três dias em todo o Estado.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Amiga de mulher que teve pernas amputadas ao ser atropelada e arrastada é vítima de feminicídio

    Priscila Versão, de 22 anos, foi levada ao hospital pelo companheiro já morta e com marcas de agressão. Ele é suspeito do crime e foi preso. Defesa dele não foi encontrada.

    Brasil – Uma amiga da mulher que morreu em dezembro após ter as pernas amputadas ao ser atropelada e arrastada por um homem até a Marginal Tietê foi morta na segunda-feira (23) também vítima de feminicídio. O suspeito do crime é o companheiro dela e está preso.

    Priscila Versão tinha 22 anos, trabalhava como autônoma e morava na Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo. Ela deixou três filhos, fruto do relacionamento que tinha com o acusado do crime: um de seis anos, um de quatro anos e um bebê de seis meses.

    Ela foi levada pelo namorado ao Hospital Municipal Vereador José Storopoli, no Parque Novo Mundo, já sem sinais de vida e com marcas de agressão, hematomas e escoriações pelo corpo, segundo o Guia de Encaminhamento de Cadáver, que traz os dados clínicos da paciente. O documento relata ainda que ela tinha um sangramento no nariz e as roupas dela tinham cheiro de gasolina.

    De acordo com o boletim de ocorrência, o companheiro dela, o motorista Deivit Bezerra Pereira, de 35 anos, chegou ao hospital com Priscila já morta e ameaçando atear fogo ao próprio corpo. A defesa de Deivit não foi localizada pela reportagem.

    Após se acalmar, ele explicou aos policiais militares chamados ao hospital que ele e Priscila estavam em um pagode num boteco quando brigaram e ele foi até um posto de combustível onde comprou gasolina e teria despejado no próprio corpo com a intenção de se suicidar, mas desistiu.

    Ainda segundo o BO, Deivit contou que resolveu voltar ao bar, mas que, antes de chegar no boteco, viu a jovem jogada no chão com um sangramento no nariz. Ele disse, então, que pegou Priscila e a levou ao hospital.

    O caso de Tainara Souza Santos, de 31 anos, que foi atropelada e arrastada por um ex-ficante e morreu após passar por várias cirurgias e ficar quase um mês internada chocou o país. Priscila e Tainara moravam no mesmo bairro, e Priscila muito próxima de uma irmã de Tainara.

    Outros casos

    Em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, uma jovem de 20 anos também foi vítima de feminicídio pelo ex-companheiro de 25 anos na própria casa após uma discussão, segundo informações da Polícia Civil.

    Bruno Rodrigou Martins chegou a fugir de moto, mas foi preso em flagrante. Vitória Silva de Oliveira Pedroso tinha uma medida protetiva contra o ex, que já acumulava diversas passagens policiais, incluindo pelos crimes de agressão, lesão corporal e roubo. A vítima apresentava sinais de estrangulamento. A defesa dele não foi localizada pela reportagem.

    houve ainda uma tentativa de feminicídio contra uma jovem de 18 anos no bairro de Guaianases, na Zona Leste de São Paulo. O suspeito do crime é o companheiro dela, Alex Barbosa da Silva, de 37 anos, que foi preso após esfaquear a vítima.

    Imagens de câmera de segurança mostram o momento do ataque na rua. A jovem, que é balconista, teve perfurações no pulmão. A defesa do acusado também não foi encontrada.

    Fonte: G1

  • Defesa Civil determina evacuação de áreas de risco em Juiz de Fora; cerca de 600 famílias devem deixar casas

    Brasil – Por causa da instabilidade do solo e da previsão de mais chuva, a Defesa Civil determinou a evacuação total das áreas consideradas de risco em bairros de Juiz de Fora nesta terça-feira (24).

    Cerca de 600 famílias devem ser evacuadas. Todas poderão ser acolhidas em estruturas instaladas em escolas municipais, listadas pela Prefeitura. No total, 24 ruas e uma avenida foram incluídas na lista.

    Confira os locais:

    Três Moinhos

    • Rua Maria Florice dos Santos
    • Rua João Luzia
    • Rua José de Castro Ribeiro
    • Rua José Luiz Flores
    • Rua Manoel Clemente
    • Rua Vicente Paulo Bacelar
    • Rua Natalina de Andrade Guerra

    Vila Ideal

    • Avenida Antônio Miranda
    • Rua Giuseppe Novelino
    • Rua Jorge Angel Livraga
    • Rua José Monteiro
    • Rua Vera Consuelo Nascimento
    • Rua Miracema

    Esplanada

    • Rua Mammed Camilo
    • Rua Nicolau Capelli
    • Rua Walquirio Seixas de Faria
    • Rua Expedicionário Antônio
    • Novaes (Monte Castelo)

    Paineiras, todas no trecho acima da Olegário Maciel

    • Rua Luís Sansão
    • Rua Pasteur
    • Rua Constantino Paleta
    • Rua Marechal Deodoro
    • Rua Halfeld
    • Rua Renato Cruz Frederico
    • Rua do Carmelo
    • Rua Redentor

    Temporal deixa mortos e causa rastro de destruição

    A chuva que caiu na cidade na segunda-feira (23) deixou pelo menos 16 mortos e desabrigados. Diversos serviços foram afetados nesta terça-feira.

    Algumas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) estão com atendimentos temporariamente interrompidos ou suspensos preventivamente para avaliação das condições de segurança e de funcionamento.

    Onde as pessoas podem procurar abrigo?

    • Escola Municipal Raymundo Hargreaves (Bom Jardim)
    • Escola Municipal Áurea Bicalho (Linhares)
    • Escola Municipal Marlene Barros (Marumbi)
    • Escola Municipal Murilo Mendes (Grajaú)
    • Escola Municipal Dilermando Cruz (Vila Ideal)
    • Escola Municipal Belmira Duarte (JK)
    • Escola Municipal Irineu Guimarães (São Benedito)
    • Escola Municipal Dante Jaime Brochado (Santo Antônio)
    • Escola Municipal Gabriel Gonçalves (Ipiranga)
    • Escola Municipal Fernão Dias (Bandeirantes)
    • Escola Municipal Adhemar Resende (São Pedro)
    • Escola Municipal Henrique José (Cidade do Sol)
    • Escola Municipal Nilo Ayupe (Paineiras)
    • Escola Municipal Paulo Rogério (Monte Castelo)
    • Escola Municipal Paulo Japyassu (Parque Guarani)

    Fonte: G1

  • Juiz de Fora registra o fevereiro mais chuvoso da história

    Até o dia 24, cidade somou 579,3 milímetros no mês, que corresponde a 27% acima do volume do último fevereiro mais chuvoso na cidade.

    Brasil – Juiz de Fora registrou 579,3 milímetros de chuva em fevereiro, quase o triplo da média histórica de 170,3 milímetros para o mês.

    O volume de precipitação superou em 27% o recorde anterior de 1988, que havia sido de 456,1 milímetros.

    Os dados são do Inmet na UFJF, que contabilizou 763,4 milímetros de chuva acumulada desde 1º de janeiro.

      Com 579,3 milímetros de precipitações nos 24 primeiros dias do mês, Juiz de Fora já registra o fevereiro mais chuvoso da história do município. Os dados são referentes ao acumulado do pluviômetro do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), instalado na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

      Até então, conforme dados históricos do Inmet, o fevereiro com maior volume de precipitações havia sido em 1988, quando foram 456,1 milímetros. Confira no gráfico mais abaixo a quantidade de chuvas no mês de fevereiro em Juiz de Fora desde 1961, na série histórica registrada pelo Inmet.

      Na segunda-feira (23), uma forte chuva causou a morte de 16 pessoas e deixou mais de 440 desabrigadas na cidade. O volume de água fez o rio Paraibuna transbordar, fechou o Mergulhão e causou deslizamentos em vários pontos de Juiz de Fora.

      Fonte: G1

    • Discussão de casal termina em tumulto e homem desmaia após intervenção de seguranças em SE

      Brasil – Uma discussão entre um casal terminou em confusão na noite de segunda-feira (23), no município de Aliança, em Sergipe. O desentendimento começou com troca de acusações em voz alta, em um ponto de grande circulação da cidade, e rapidamente evoluiu para empurrões, chamando a atenção de moradores e comerciantes da região.

      Testemunhas relataram que o clima ficou tenso em poucos minutos, formando aglomeração ao redor do casal. Diante da situação, seguranças que atuavam nas proximidades intervieram para conter os ânimos e evitar que a briga tomasse proporções ainda maiores.

      Segundo relatos de pessoas que acompanhavam a ocorrência, durante a abordagem houve resistência por parte do homem. Após a intervenção, ele acabou desacordado. Populares prestaram os primeiros socorros enquanto aguardavam esclarecimentos sobre o que havia ocorrido.

      O caso gerou repercussão nas redes sociais após a circulação de vídeos que mostram parte da confusão. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais detalhadas sobre o estado de saúde do envolvido nem sobre possíveis encaminhamentos às autoridades.

      A situação reacende o alerta para episódios de violência em espaços públicos e a necessidade de mediação adequada em conflitos para evitar desfechos mais graves.