Estudo mostrou que foram encontrados cerca de 3.500 coliformes fecais nas amostras feitas em três pontos da praia. Pela legislação, o limite para banho é de até 2 mil
Manaus –
Uma análise da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) apontou alta concentração de coliformes fecais na água da praia da Ponta Branca, no bairro Educandos, na Zona Sul de Manaus. A avaliação foi feita após a reabertura do local pela prefeitura e concentrar grande procura pela população, no último domingo (15), e indica que a área é imprópria para banho, segundo os parâmetros de balneabilidade.
A análise foi feita pelo Laboratório de Águas da UEA, que acompanha a região há quase dez anos pelo Programa de Monitoramento de Água, Ar e Solos do Amazonas (ProQAS/AM). Na segunda-feira (16), técnicos coletaram amostras em três pontos da praia.
Os resultados mostraram cerca de 3.500 coliformes fecais nas amostras. Pela legislação, o limite para banho é de 2 mil. Em 2025, um dos pontos chegou a registrar 340 mil, e em áreas da bacia do Educandos os índices podem chegar a 5 milhões.
À Rede Amazônica, o coordenador do laboratório, Sérgio Duvoisin, explicou que os dados indicam risco à saúde. “A quantidade de bactérias que tem naquelas águas está muito acima da recomendada para tomar banho”, afirmou.
Ele também alertou para possíveis problemas causados pelo contato com a água contaminada, como infecções gastrointestinais, otite e irritações nos olhos.
O estudo alerta que a aparência da praia não reflete a qualidade da água. “O mais importante não é aquilo que a gente vê. Existem profissionais que fazem essa análise e mostram que a qualidade da água realmente não é boa”, destacou.
Reabertura
A análise ocorre após a revitalização da área promovida pela Prefeitura de Manaus, que coordenou uma força-tarefa de limpeza com apoio da Marinha do Brasil. Equipes da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) atuaram na retirada de resíduos e organização da faixa de areia.
Durante a reabertura, vídeos nas redes sociais mostraram grande movimentação de banhistas e embarcações no local, o que gerou repercussão.
Segundo a prefeitura, a ação buscou recuperar um espaço histórico da cidade, frequentado por famílias até a década de 1980. O município também estuda ampliar a faixa de areia da praia, em diálogo com a Marinha, já que a área pertence à União.
O g1 questionou a Prefeitura de Manaus se houve análise da água antes da reabertura e se, após o estudo da UEA, o banho será mantido ou novas medidas serão tomadas. Até a última atualização, não houve resposta.
Fonte: G1 Amazonas
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