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  • Brasil está na mira de Trump após ação na Venezuela?

    Ações do presidente americano reacendem temores na América Latina e ampliam pressão sobre países estratégicos da região.

    Política -;A intensificação das ações internacionais do governo Donald Trump, iniciada com a intervenção direta na Venezuela, começa a gerar preocupação em outros países do mundo. Com a prisão de Maduro, a questão que ficou é: quais países são os próximos na mira de Trump?

    Desde o início de seu novo mandato, Trump tem adotado um discurso que reforça a ideia de que Washington deve exercer controle rigoroso sobre o hemisfério ocidental. A operação que resultou na retirada forçada da cúpula do governo venezuelano marcou, na prática, a retomada de uma política de intervenção aberta, algo que não era visto há décadas nesse formato.

    Brasil ganha relevância no tabuleiro regional

    Embora não esteja no centro das declarações públicas do presidente americano, o Brasil é visto como peça-chave no redesenho da influência dos Estados Unidos na América do Sul. O tamanho da economia, a liderança diplomática regional e as relações do país com governos considerados adversários de Washington colocam Brasília em posição sensível.

    Especialistas apontam que a pressão não deve ocorrer por meio de ações militares, mas por instrumentos diplomáticos, comerciais e políticos. Entre os pontos de atenção estão a postura brasileira em relação à Venezuela, o diálogo com China e Rússia e a condução da política externa independente do Palácio do Planalto.

    Pressão se espalha pelo continente

    A movimentação americana não se restringe ao Brasil. Outros países já sentem os efeitos da nova postura:

    Colômbia passou de aliada prioritária a alvo de críticas duras da Casa Branca, principalmente por falhas no combate ao narcotráfico.

    México voltou a ser citado como corredor do tráfico e da imigração irregular, o que reacendeu tensões na fronteira sul dos EUA.

    Cuba, enfraquecida economicamente, é tratada pelo governo americano como um regime próximo do colapso.

    Irã, apesar de fora da região, entrou novamente no discurso beligerante de Trump, com ameaças ligadas à repressão de protestos internos.

    Groenlândia também entrou no radar estratégico dos EUA por razões militares e econômicas, provocando atrito com a Europa.

    Novo cenário para a diplomacia brasileira

    Com o endurecimento do discurso americano, o Brasil pode ser chamado a assumir um papel mais ativo ,ou mais alinhado, nas decisões regionais. Para o Itamaraty, o desafio será equilibrar interesses nacionais, manter autonomia diplomática e evitar atritos com Washington em um momento de instabilidade geopolítica.

    A ofensiva contra a Venezuela sinaliza que o governo Trump está disposto a ir além da retórica. Para o Brasil, o alerta está dado: a América Latina voltou ao centro da estratégia global dos Estados Unidos.


    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Após Trump capturar Maduro, Colômbia teme ser o próximo e busca apoio do Brasil

    Após Trump capturar Maduro, Colômbia teme ser o próximo e busca apoio do Brasil

    A movimentação ocorreu após Trump fazer ameaças de uma possível ação militar norte-americana contra o país colombiano.

    Política – O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, tem buscado novas alianças com o Brasil e procurou técnicos do Itamaraty para discutir mecanismos de proteção internacional após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, capturar o líder da Venezuela, Nicolás Maduro.

    De acordo com a avaliação de um integrante do alto escalão do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, há preocupação de que Washington não limite suas ações ao país vizinho, ampliando o alcance das operações na América do Sul.

    Assessores do presidente colombiano buscaram apoio junto à diplomacia brasileira diante do temor de que os Estados Unidos promovam incursões em território colombiano, especialmente sob a justificativa de combater o que classificam como “narcoterrorismo”.

    A movimentação ocorreu após Trump fazer ameaças de uma possível ação militar norte-americana contra o país sul-americano.

    “A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos”, afirmou Trump a bordo do avião presidencial, a caminho de Washington, em referência direta ao presidente colombiano, Gustavo Petro.

    “Ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, acrescentou. Além das ameaças de caráter militar, o cenário político colombiano é atravessado pelas eleições presidenciais marcadas para maio deste ano. Pela Constituição do país, Petro não pode concorrer à reeleição para um segundo mandato consecutivo.


    Fonte e Foto: BacciNoticias