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  • Lula diz que pobres compram celulares roubados e anuncia ofensiva para recuperar 2,5 milhões de aparelhos

    Presidente defendeu ampliação do programa Celular Seguro e afirmou que usuários de aparelhos furtados poderão ser notificados para devolução.

    Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pessoas de baixa renda costumam comprar celulares roubados por causa do preço mais acessível dos aparelhos. A declaração foi feita durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, realizada em Brasília.

    Ao comentar as novas ações do governo federal para combater o mercado de celulares furtados e roubados, Lula disse que a busca por produtos mais baratos acaba alimentando a circulação desses aparelhos.

    “Eu sei que rico não compra telefone roubado, mas eu sei que os pobres compram. Quem é que não gosta de comprar uma coisinha barata? Todo mundo gosta. Ou mais barata”, declarou o presidente.

    A fala ocorreu durante o anúncio da ampliação do programa Celular Seguro, iniciativa criada pelo Ministério da Justiça para auxiliar no bloqueio e na recuperação de aparelhos furtados ou roubados em todo o país.

    Veja ao vídeo

    https://www.instagram.com/reel/DZsMbLABZ1A/?igsh=OTRpNHBsNjQ4OHMw

    Segundo Lula, o governo federal possui atualmente um cadastro com informações de aproximadamente 2,5 milhões de celulares que foram registrados como produtos de roubo ou furto.

    “Nós temos o cadastro, o endereço e o chassi de 2,5 milhões de celulares roubados. Nós não sabemos quem roubou, mas sabemos que os telefones foram roubados”, afirmou.

    O presidente explicou que a intenção do governo é utilizar esse banco de dados para notificar pessoas que estejam utilizando aparelhos com registro de origem ilícita. A medida busca incentivar a devolução voluntária dos equipamentos e reduzir a comercialização de produtos provenientes de crimes.

    “Eu ia apertar um botãozinho e passar uma mensagem dizendo que todos os dois milhões e meio de pessoas que estão com o celular roubado têm que devolver. Precisa devolver porque ele pode estar cometendo um delito e, se ele for pego, ele pode sofrer uma punição desnecessária”, disse Lula.

    Como parte da nova estratégia, o governo estuda permitir que a devolução dos aparelhos seja realizada em agências dos Correios. A proposta busca facilitar o processo para os usuários e evitar que as pessoas precisem procurar delegacias para entregar os celulares.

    Lula argumentou que muitos cidadãos sentem receio de comparecer a unidades policiais e que os Correios poderiam funcionar como um canal mais acessível para a devolução dos equipamentos.

    “Porque devolver na delegacia, as pessoas têm até medo porque não sabem o tipo de delegado que vai encontrar, ou o tipo de policial. Então vamos tentar que a gente vá no Correio”, afirmou.

    A ampliação do programa Celular Seguro faz parte das ações do governo federal voltadas ao combate aos crimes patrimoniais e ao mercado clandestino de aparelhos eletrônicos. Os detalhes operacionais da nova etapa ainda estão sendo definidos pelo Ministério da Justiça, que deverá divulgar o cronograma de implementação nos próximos meses.

  • BTG/Nexus: Lula lidera no 1º e 2º turnos contra Flávio Bolsonaro

    Levantamento aponta que o atual presidente possui 42% no primeiro turno e 49% em eventual disputa direta contra o senador.

    Política – Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (15) mostra que o presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto para a eleição presidencial de 2026 nos cenários de primeiro e segundo turnos contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).

    No primeiro cenário estimulado para o primeiro turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que soma 33%. Na sequência, aparecem o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) com 4% cada. O ex-chefe do Executivo de Minas Gerais Romeu Zema (NOVO) tem 2%.

    Em um segundo cenário testado, somente com a presença de Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Caiado, Zema e o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, o atual presidente mantém a liderança com 43%, enquanto o filho do ex-presidente Bolsonaro registra 34%.

    Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento indica que o atual presidente venceria a disputa com 49% dos votos. O senador aparece com 43%.

    Lula também lidera todos os outros cenários de segundo turno que a pesquisa testou. Contra Zema, o atual presidente aparece com 49%, enquanto o mineiro tem 39%.

    Já contra Caiado, Lula aparece com 48%, enquanto o goiano tem 39%. No duelo contra Renan Santos, o atual presidente tem 49%, contra 36%.

    A pesquisa ouviu 2.017 eleitores entre os dias 12 e 14 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06645/2026.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Sob Milei, Argentina deixa de ser principal destino internacional de Lula

    No Lula 1 e Lula 2, vizinho era comandado por Néstor e Cristina Kirchner e foi mais país visitado pelo petista; cenário muda em terceiro mandato.

    Mundo – A Argentina deixou de ser o principal destino internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seu terceiro mandato, segundo levantamento com dados de sua agenda oficial. O mandatário reduziu a frequência de viagens ao vizinho desde que Javier Milei assumiu a Casa Rosada.

    No Lula 1 e Lula 2, a Argentina foi o destino internacional mais visitado pelo presidente. O mandatário viajou ao vizinho sete vezes entre 2003 e 2006 e dez vezes de 2007 a 2010. Nestes períodos, o vizinho foi comandado por aliados do petista, Néstor Kirchner e Cristina Kirchner.

    Até aqui em seu terceiro mandato, Lula foi à Argentina somente três vezes – sendo que duas viagens aconteceram em 2023, quando o país ainda tinha o esquerdista Alberto Fernández como presidente. A única visita sob Milei se deu em participação na Cúpula do Mercosul, em julho de 2025.

    Auxiliares do presidente admitiram, sob reserva, que a menor frequência de viagens se deve ao distanciamento ideológico entre os mandatários. Lula e Milei expuseram divergências políticas publicamente mais de uma vez ao longo dos últimos anos.

    Até aqui, os principais destinos de Lula em seu terceiro mandato foram Colômbia e Estados Unidos – mesmo em meio à tensão na relação diplomática entre Brasília e Washington. O petista viajou cinco vezes para cada um desses países.

    A África também perdeu espaço na agenda de Lula no atual governo. No Lula 1 e 2, foi o continente mais visitado pelo petista, com 17 viagens e 14 viagens respectivamente. Em sua terceira passagem pelo Palácio do Planalto, o mandatário foi ao país somente sete vezes.

    Segundo fontes palacianas, uma das razões para a menor frequência de viagens ao continente é o número de conflitos armados internos que se espalham por países africanos – e impossibilitam qualquer tipo de visita diplomática.

    Lula reduz ritmo de viagens

    O presidente Lula desacelerou o ritmo de viagens internacionais em seu terceiro mandato. O petista registra 70 visitas a outros países e soma 127 dias fora do Brasil.

    O tempo em viagens internacionais equivale a cerca de 10% do terceiro mandato do petista – ou pouco mais de quatro meses. Em 2023, Lula passou 51 dias fora do Brasil; em 2024, 23 dias; em 2025, 40 dias; e em 2026, 13 dias.

    O levantamento considera as viagens já realizadas pelo presidente. Lula deve ter mais duas agendas no primeiro semestre: a primeira é a Cúpula do G7, na França, na próxima semana; a segunda é a cúpula do Mercosul, no Paraguai, que acontece no fim de junho. No segundo semestre, o petista ainda deve comparecer à Assembleia Geral da ONU, à Cúpula do G20, ambos nos Estados Unidos, e à COP31, na Turquia, mas priorizará agendas nacionais em campanha à reeleição.

    O número de deslocamentos está distante daqueles registrados no Lula 1 e Lula 2. Em seu primeiro mandato, o presidente realizou 104 visitas e passou 216 dias fora do Brasil; e no segundo governo acelerou este ritmo, com 146 visitas e 276 dias no exterior.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Lula afirma que Brasil é referência ambiental mundial: ‘Hoje somos tratados como ninguém’

    Durante evento no Palácio do Planalto, presidente destacou avanços na preservação ambiental, elogiou Marina Silva e lançou programa de recuperação da Caatinga.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na quarta-feira (10) que o Brasil conquistou a maior credibilidade ambiental do mundo, resultado que, segundo ele, é fruto do trabalho conjunto entre o governo, ambientalistas e instituições comprometidas com a preservação dos biomas brasileiros.

    A declaração foi feita durante cerimônia em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. Na ocasião, Lula destacou a mudança na percepção internacional sobre o país e afirmou que o Brasil voltou a ocupar posição de protagonismo nos debates sobre sustentabilidade.

    “Hoje, o Brasil é tratado como ninguém no mundo na questão ambiental. Recuperamos a credibilidade e mostramos que é possível crescer economicamente protegendo nossas riquezas naturais”, declarou o presidente.

    Veja ao vídeo

    https://www.instagram.com/reel/DZctBgrBjBQ/?igsh=bGhqYzF0bXI3ZmNo

    Lula atribuiu esse reconhecimento às políticas voltadas ao combate ao desmatamento e à ampliação das ações de preservação ambiental implementadas ao longo de seu governo. O presidente também fez elogios à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ressaltando sua atuação na condução das políticas públicas do setor.

    Durante o discurso, o chefe do Executivo defendeu a construção de consensos para avançar nas pautas ambientais e criticou posições extremas que, segundo ele, dificultam soluções concretas.

    “Quando as pessoas adotam a lógica do tudo ou nada, normalmente não avançam. É preciso dialogar, negociar e construir caminhos que permitam resultados reais para o meio ambiente e para a população”, afirmou.

    No evento, Lula sancionou a lei que cria a Política Nacional para Recuperação da Caatinga, considerada um marco para a proteção e restauração do único bioma exclusivamente brasileiro. A iniciativa busca fortalecer ações de conservação, recuperação de áreas degradadas e desenvolvimento sustentável na região.

    Além da sanção da nova legislação, o governo federal lançou o Programa Recaatingar, voltado à recuperação ambiental e ao incentivo de atividades sustentáveis no semiárido brasileiro. A iniciativa contará com investimento inicial de R$ 60 milhões, provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Nordeste.

    A expectativa do governo é que os recursos sejam destinados a projetos de restauração ecológica, manejo sustentável e fortalecimento das comunidades locais que dependem diretamente dos recursos naturais da Caatinga.

    Ao encerrar o evento, Lula reforçou o compromisso do Brasil com a agenda climática internacional e afirmou que o país pretende ampliar sua participação nas discussões globais sobre preservação ambiental, especialmente diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

    As declarações ocorrem em um momento em que o governo brasileiro busca consolidar sua imagem internacional na área ambiental, ao mesmo tempo em que se prepara para sediar importantes debates globais sobre sustentabilidade e desenvolvimento nos próximos anos.

  • Lula transforma embate com Trump em trunfo eleitoral, mas negociação com EUA será inevitável

    Presidente aposta no discurso da soberania para fortalecer sua imagem política, enquanto governo avalia como conduzir relação com Washington diante das pressões norte-americanas.

    Política – A crescente tensão entre o governo brasileiro e a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem produzido efeitos que vão além da diplomacia. Nos bastidores de Brasília, a avaliação é que o embate vem oferecendo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma oportunidade política valiosa em meio ao cenário pré-eleitoral.

    Sempre que surgem pressões vindas de Washington, Lula adota um discurso firme em defesa da soberania nacional e reforça a narrativa de proteção dos interesses brasileiros. A estratégia tem potencial para mobilizar setores do eleitorado que veem com preocupação qualquer tentativa de influência externa sobre decisões internas do país.

    Ao mesmo tempo, integrantes do governo reconhecem que a retórica política não elimina a necessidade de diálogo. Mais cedo ou mais tarde, Brasília e Washington precisarão sentar à mesa para discutir temas de interesse comum, como comércio, segurança, meio ambiente e cooperação internacional.

    Nesse contexto, a próxima reunião do G7 surge como uma oportunidade relevante para uma possível aproximação entre Lula e Trump. O encontro poderá servir como espaço para conversas reservadas, longe dos discursos públicos e das disputas políticas que têm marcado a relação entre os dois líderes.

    Dentro do Palácio do Planalto ainda existe debate sobre qual estratégia seguir. Uma ala do governo avalia que um encontro pode ajudar a reduzir tensões e abrir canais de negociação. Outra considera que manter distância, pelo menos neste momento, pode render mais ganhos políticos internos.

    O desafio, porém, vai além da construção de uma imagem pública. Analistas observam que qualquer negociação de alto nível exige objetivos concretos e interesses claramente definidos. Nesse cenário, cresce a discussão sobre quais contrapartidas o Brasil poderia apresentar em uma eventual conversa direta com o governo norte-americano.

    Embora encontros presidenciais costumem gerar forte repercussão midiática, especialistas destacam que resultados efetivos dependem de acordos práticos e agendas bem estruturadas. Sem isso, reuniões de alto nível podem acabar produzindo apenas simbolismos políticos e imagens de impacto momentâneo.

    Enquanto o debate avança, Lula continua utilizando o discurso de defesa da soberania nacional como um dos pilares de sua comunicação política. Já a relação com os Estados Unidos permanece como um dos temas centrais da política externa brasileira e pode ganhar ainda mais relevância à medida que o calendário eleitoral se aproxima.


    Por jornalista Lília Marques

  • Lula responsabiliza clã Bolsonaro por ataque dos EUA ao Pix e taxação

    Presidente diz que governo não irá ceder à interferência.

    Política – Em discurso no Hospital Universitário de Rio Verde (GO), na terça-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para “intervir no Pix” brasileiro.

    “O tal do bolsonarista foi nos Estados Unidos. Ele não estava focado e pediu para o Trump intervir no Pix brasileiro. Você acha que a gente vai deixar? Não vai deixar”, disse o presidente

    No final do mês passado, Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República, reuniu-se com Trump na Casa Branca, em Washington, em companhia do irmão, o autoexilado ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, ambos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Dias depois do encontro, o governo dos Estados Unidos anunciou que passaria a classificar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Hoje, os norte-americanos divulgaram relatório em que acusam o Pix de prejudicar “injustamente” as empresas que prestam serviços de pagamento eletrônico, como MasterCard, Visa e o Whatsapp Pay, além de propor nova taxação aos produtos brasileiros.  

    Mais cedo, em evento em Catalão (GO), Lula criticou diretamente Flávio Bolsonaro, dizendo que ele agora nega que tenha pedido interferência de Trump nas tarifas brasileiras.

    “Esse cidadão hoje aparece na imprensa dizendo: ‘eu não falei nada’. Todo covarde é assim”, disse. 

    “Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula. Ele vai prejudicar é o povo brasileiro. Ele vai prejudicar os empresários brasileiros. Ele vai vai prejudicar é o agronegócio”, completou Lula. 

    O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) listou nesta terça-feira o impacto financeiro e os setores produtivos que correm risco caso a proposta dos Estados Unidos de taxar em 25% os produtos brasileiros venha a ser implementada. A decisão tarifária ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano. 

    Em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que pediu a Trump para não taxar os produtos brasileiros no encontro no final de maio. O senador afirmou ainda que enviou uma carta ao presidente dos EUA reforçando sua posição. 

    Pix assusta EUA

    Para o presidente Lula, o Pix é mais vantajoso que sistemas de empresas estadunidenses e, por isso, assusta os EUA. 

    A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) saiu em defesa do sistema de pagamento brasileiro. Segundo a entidade, o Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial. 

    A Febraban considera que a tecnologia favorece “a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica”. 

    De acordo com a entidade, não existem barreiras para a entrada de novos participantes, independentemente do porte ou segmento de atuação.

    SUS

    No evento de Rio Verde, o presidente Lula visitou o hospital universitário que atende integralmente pelo SUS. A unidade realizou, em janeiro, a primeira cirurgia do Centro-Oeste com o sistema cirúrgico robótico Da Vinci X, um dos sistemas mais modernos do mundo, que proporciona maior precisão, segurança e recuperação mais rápida aos pacientes. 

    Na ocasião, dois pacientes, com câncer de próstata, foram submetidos ao procedimento cirúrgico de forma robótica. Essas duas cirurgias foram feitas com sucesso e os dois pacientes seguem em recuperação.

    Segundo o governo, a incorporação dessa tecnologia ao SUS do município representa um passo decisivo na redemocratização do acesso a procedimentos de alta complexidade, que tradicionalmente estavam restritos à rede privada.

    O presidente destacou que todo brasileiro que precise fazer radioterapia deve ter acesso gratuito em igualdade de condições. “A Constituição diz que todos nós somos iguais perante a Constituição. O SUS é possivelmente o melhor e único sistema de saúde que existe num país com mais de 100 milhões de habitantes”, afirmou. 

    Ele chegou a tirar o chapéu para falar sobre o tratamento contra o câncer de pele em seu couro cabeludo.

    “Você está vendo minha cabeça? Está machucada porque eu tive um câncer de pele e eu estou tratando para ficar bonitão”.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Lula chega ao Parque das Tribos, acena para apoiadores e aparece ao lado de Omar Aziz em Manaus

    Presidente iniciou agenda oficial no Amazonas com recepção calorosa de apoiadores no Parque das Tribos e reforçou aproximação política com Omar Aziz.

    Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta terça-feira (26) sua agenda oficial em Manaus com uma recepção marcada por aplausos, acenos e forte presença de apoiadores no Parque das Tribos, na zona oeste da capital amazonense.

    Logo ao chegar ao local do evento, Lula desceu do veículo cumprimentando o público presente, acenando para moradores e conversando rapidamente com apoiadores que acompanhavam a movimentação. O momento marcou o primeiro compromisso oficial do presidente durante a visita ao Amazonas.

    Ao lado de Lula estava o senador Omar Aziz (PSD), apontado como pré-candidato ao Governo do Amazonas nas eleições de 2026. A presença do parlamentar ao lado do presidente reforçou a aproximação política entre o grupo ligado ao Palácio do Planalto e lideranças locais no estado.

    Veja ao vídeo

    https://www.instagram.com/reel/DYzokHmhHgu/?igsh=ZHd3MHJwNm5yNjIz

    A agenda presidencial em Manaus inclui a entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida no Residencial Morar Melhor, localizado na região do Parque das Tribos. O governo federal também prevê anúncios de investimentos em infraestrutura, habitação e setor naval durante a passagem do presidente pelo Amazonas.

    Além das entregas habitacionais, Lula deve cumprir compromissos relacionados à BR-319 e ao fortalecimento da indústria naval amazonense, incluindo visitas a estaleiros e reuniões com lideranças políticas e empresariais.

    Nos bastidores políticos, a visita também é vista como estratégica para consolidar alianças no Amazonas visando as eleições de 2026, especialmente diante da aproximação entre o PT e o grupo político liderado por Omar Aziz.

  • Lula defende fim da escala 6×1 e diz que trabalhador quer tempo até para ‘namorar’

    Presidente afirmou a empresários que mudança na jornada é inevitável e prometeu diálogo para adaptar regras a cada setor da economia.

    Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender nesta terça-feira (19) o fim da escala de trabalho 6×1 e afirmou que os brasileiros desejam mais tempo livre para lazer, convivência familiar, estudos e até para “namorar”.

    A declaração foi feita durante a abertura de um evento internacional da indústria da construção civil, em São Paulo, diante de empresários e representantes do setor produtivo.

    Segundo Lula, a redução da jornada de trabalho é uma necessidade diante das mudanças sociais e dos avanços tecnológicos.

    “Não fiquem assustados. A escala 6×1 é uma coisa necessária, porque hoje o povo quer mais tempo pra ficar em casa, pra lazer, pra estudar, pra namorar”, declarou o presidente.



    Lula cita tecnologia e automação

    Durante o discurso, o presidente também falou sobre o avanço da automação nas indústrias e o crescimento do uso de robôs em processos produtivos.

    Ao comentar uma demonstração tecnológica no evento, Lula ironizou o fato de máquinas não reivindicarem direitos trabalhistas.

    “Imagina que o robô não vai fazer greve, não vai pedir aumento de salário. Imagina que beleza pra vocês. Mas enquanto tiver trabalhador a gente precisa respeitá-los”, afirmou.

    O presidente defendeu que o avanço tecnológico precisa caminhar junto com melhores condições de vida para os trabalhadores.

    Mudanças serão negociadas, diz governo

    Lula tentou tranquilizar empresários ao afirmar que eventuais mudanças nas jornadas não serão impostas de forma abrupta.

    Segundo ele, cada categoria profissional e setor econômico terá sua realidade considerada nas negociações.

    “Nós sabemos que a jornada de trabalho vai ser alterada levando em conta a realidade de cada categoria, de cada profissão e de cada setor econômico”, disse.

    O petista reforçou que o governo pretende construir a proposta em diálogo com trabalhadores e empresários.

    Debate divide setor produtivo

    A discussão sobre o fim da escala 6×1 vem gerando preocupação em setores empresariais, que avaliam possíveis impactos nos custos operacionais e na competitividade das empresas.

    Especialistas apontam que uma eventual redução da jornada exigirá aumento de produtividade, qualificação profissional e investimentos em inovação para equilibrar os efeitos econômicos.

    Apesar da resistência de parte do mercado, o governo considera o tema uma das prioridades no debate trabalhista.

    Lula destaca números da construção civil

    Durante o evento, o presidente também apresentou dados sobre habitação e crédito imobiliário.

    Segundo Lula, a Caixa Econômica Federal alcançou carteira de crédito imobiliário de R$ 976,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026, representando 68% do mercado nacional.

    O presidente ainda afirmou que foram assinados 2,84 milhões de contratos imobiliários desde o início de 2023 e destacou crescimento de 93% nos contratos do programa Minha Casa Minha Vida na modalidade FGTS em comparação com 2023.

  • Lula conversou com Messias após derrota no Senado e disse: “A vaga é sua”

    Segundo fontes, presidente sinalizou que não cederia a pressões e disse esperar momento certo para nova indicação ao STF.

    Política – O compromisso firmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com Jorge Messias, assegurando uma nova indicação para o STF (Supremo Tribunal Federal), foi sacramentado pouco depois da derrota histórica do advogado-geral da União no Senado.

    Lula sinalizou que não cederia a pressões do Congresso e afirmou que estava convencido de que fez a melhor escolha para a cadeira no Supremo.

    “A vaga é sua”, disse Lula a Messias, de acordo com relato de uma fonte próxima a ambos. Foi nessa mesma conversa que Lula pediu ao auxiliar que permanecesse no governo. Ao tranquilizar o amigo, Lula avisou que era apenas questão de encontrar o momento certo para uma nova nomeação.

    A decisão de Lula vem apesar de uma ala do governo e do PT defender que ele evite o desgaste na relação com o Legislativo. Esse grupo vinha insistindo que ele deveria indicar uma mulher para a vaga, para aliviar a resistência.

    Na direção contrária, os que defendem uma nova indicação de Messias afirmam que o presidente precisa demonstrar força perante o Congresso. A ideia é que a nova indicação seja feita somente em terreno firme, quando o Palácio do Planalto tiver certeza de que não correrá o risco de uma nova rejeição.

    O Planalto sabe que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), será peça-chave do processo. Uma possibilidade, segundo interlocutores de Messias, é que isso aconteça somente após as eleições, apostando em uma vitória de Lula.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Lula cogita reconduzir Messias ao STF após derrota inédita no Senado

    Presidente avalia timing político e estuda alternativas enquanto tenta reverter desgaste causado pela rejeição do indicado.

    Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia indicar novamente Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, mesmo após a rejeição do nome pelo Senado em uma votação que surpreendeu o governo e expôs fragilidades na articulação política do Planalto.

    Nos bastidores, Lula sinalizou a aliados que não descarta insistir no nome de Messias, mas pondera que a nova indicação exige estratégia. Uma das possibilidades em análise é aguardar um cenário mais favorável, como o período pós-eleitoral, quando a correlação de forças no Congresso pode mudar.

    A derrota no Senado, por 42 votos contrários e 34 favoráveis, gerou incômodo no núcleo do governo. Segundo interlocutores, o presidente não vê justificativas técnicas para a rejeição e atribui o resultado a articulações políticas contrárias à indicação.


    Estratégia e cálculo político

    A equipe do Planalto avalia que uma eventual recondução de Messias dependerá de uma construção mais sólida com lideranças do Senado, incluindo o presidente da Casa, Davi Alcolumbre. A leitura é de que, com maior base de apoio, a indicação poderia ter outro desfecho.

    Outra alternativa em estudo é indicar um novo nome para a vaga atual no STF e, em um momento posterior, tentar novamente a aprovação de Messias, especialmente em um cenário político mais favorável ao Executivo.

    Repercussão e bastidores

    Aliados do governo também apontam que houve resistência articulada envolvendo setores da oposição e nomes influentes, como o senador Flávio Bolsonaro, além de tensões institucionais que teriam influenciado o resultado.

    Apesar da insatisfação, Lula tem adotado cautela e evitado qualquer movimento público de retaliação. A orientação no governo é preservar o diálogo institucional e evitar ampliar o desgaste com o Congresso.

    Possíveis mudanças no governo

    Enquanto define os próximos passos, o presidente também avalia ajustes na Esplanada. Uma das hipóteses discutidas é transferir Messias para outro ministério, como o da Justiça, mantendo-o em posição estratégica enquanto o cenário para o STF não se torna mais favorável.

    A decisão final ainda não foi tomada, mas deve ocorrer nas próximas semanas, à medida que o governo reavalia sua estratégia política e tenta reorganizar sua base de apoio no Legislativo.