Polícia vai rastrear contas que receberam PIX de família enganada por mulher que fingiu ter 12 anos em SC

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Farsa foi descoberta na terça-feira (2), após a desconfiança de uma familiar gerar uma denúncia e prisão da suspeita. Mulher de 37 anos confessou o crime.

Geral – A Polícia Civil vai rastrear contas que receberam transferências via PIX destinadas à mulher de 37 anos presa em Joinville (SC) que fingiu ser uma adolescente de 12 anos e conseguiu ser adotada por uma família. Amanda Maria Souza de Oliveira teve a prisão preventiva decretada pela Justiça na tarde de quarta-feira (3).

Segundo a Polícia Civil, no começo de 2025 a suspeita se aproximou do casal por intermédio de uma igreja e chegou a receber ajuda financeira das vítimas antes de morar na casa delas. Depois, ficou 14 meses acolhida na casa da família até a verdadeira identidade descoberta.

A farsa foi descoberta na terça-feira (2), após a desconfiança de uma familiar gerar uma denúncia e prisão da suspeita. Segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso, até o momento a apuração não identificou o envolvimento de outros suspeitos no golpe.

Ela confessou o crime e é investigada por estelionato e falsa identidade.

A polícia não informou onde a mulher esteve nesse período de três semanas nem como ela pedia dinheiro à família.

“Temos informação de que ela indicava conta de outras pessoas para receber dinheiro da família via PIX, conta de terceiros. Isso antes, isso lá no início, no início do ano passado. Então, a gente vai tentar identificar quem são esses terceiros”, disse o delegado.

Durante os 14 meses em que viveu com a família, Amanda não fez novos pedidos de dinheiro, conforme o delegado. No período, porém, os moradores assumiram gastos relacionados a alimentação, moradia e medicamentos.

A mulher conheceu as vítimas ao procurar uma igreja e relatar ter fugido do Pará por sofrer maus-tratos e ter sido violentada sexualmente. Após se aproximar da comunidade religiosa e ganhar a confiança dos membros, ela recebeu ajuda financeira.

Conforme o delegado, além da família, o pastor e a comunidade foram vítimas do golpe, pois se sensibilizaram no início do ano passado para tentar achar um lugar para ela ficar. Os nomes das vítimas foram preservados pela investigação.

Além de uma festa de aniversário de 12 anos, a investigada ganhou remédio para emagrecer e um quarto com decorações e brinquedos infantis.

A família procurou a polícia após uma parente suspeitar da mulher, pesquisar na internet o caso e descobrir que ela já havia cometido outros crimes parecidos. A partir disso, a delegacia de Joinville identificou que ela era reincidente nessa modalidade de golpes, classificados como estelionato.

Nos outros estados, ela também sempre se passava por adolescente. Ela inventava outros nomes. Aqui, ela inventou o nome de Gabriele, a família a chamava de Gabi”, detalhou.

Fonte: G1

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