Agricultores do AP recebem R$ 26 milhões para combater praga da mandioca e garantir alimentos

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Valor será destinado pelo Governo Federal para programas de reflorestamento, compra de insumos e estudos de novas culturas.

Geral – A praga da mandioca tem afetado agricultores do Amapá, prejudicando a economia e a produção de alimentos básicos consumidos por famílias em áreas tradicionais do Estado há pelo menos dois anos.

O fungo já destruiu várias plantações e comprometeu a produção de alimentos essenciais da região Norte, como farinha e mandioca. Povos indígenas, principais produtores, estão entre os mais afetados.

Desde a detecção da praga, foram criadas barreiras fitossanitárias e iniciados estudos para conter a proliferação. Nesta quinta-feira (26), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar anunciou o envio de R$ 26 milhões ao Amapá.

Os recursos serão usados em assistência técnica para povos indígenas, ações emergenciais contra a praga e projetos de incentivo às chamadas florestas produtivas.

A proposta busca unir produção agrícola e preservação ambiental. Segundo Camilo Capiberibe, presidente da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), uma das medidas prevê o reflorestamento das áreas atingidas e o estudo de novas culturas.

“É fundamental garantir comida na mesa do agricultor, que hoje enfrenta dificuldades e depende de cestas básicas. Ao mesmo tempo, é preciso diversificar a produção”, disse Camilo.

Municípios do Amapá onde a doença foi detectada:

Os investimentos serão aplicados ao longo de dois anos. Segundo o ministro Paulo Teixeira, a meta é não apenas conter a crise, mas criar um modelo agrícola sustentável para o futuro.

“Com esses recursos, vamos orientar a substituição por espécies mais resistentes e o descanso das áreas, para evitar a disseminação do fungo no Amapá”, explicou Teixeira.

Os investimentos devem beneficiar 950 famílias atendidas pela Anater no Amapá. A ação faz parte de uma estratégia nacional para ampliar o apoio à agricultura familiar e enfrentar desafios sanitários.

Fonte: G1

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