O volume é suficiente para saturar o solo e elevar o risco de deslizamentos pontuais em áreas vulneráveis da capital.
Manaus – Manaus entrou em estado de atenção nesta quinta-feira (26) após registrar acumulados de até 43 milímetros de chuva em apenas uma hora. Nas últimas 24 horas, o índice chegou a 48 milímetros, volume considerado significativo para a capital amazonense e suficiente para saturar o solo em diferentes regiões.
O impacto imediato foi o aumento do risco de deslizamentos pontuais, erosões e alagamentos, especialmente em áreas de encosta e bairros historicamente vulneráveis. Ao todo, 15 ocorrências foram registradas por meio do Disque 199 e encaminhadas às equipes da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec).
Bairros com maiores acumulados
Os pontos com maior volume de chuva nas últimas 24 horas foram registrados nas áreas do igarapé do 40 (45,2 mm), Puraquequara (35,6 mm), igarapé do Mindu (30,8 mm), Santa Etelvina (29,9 mm), Mauazinho (27,1 mm), Cidade de Deus (27,1 mm), bairro da União (25,4 mm) e Redenção (24,8 mm).
Todas essas regiões estão sob acompanhamento técnico da Defesa Civil Municipal, que realiza monitoramento contínuo diante da persistência do solo encharcado.
Apesar da previsão indicar céu parcialmente nublado e possibilidade de chuva isolada durante a noite e madrugada, a umidade relativa do ar pode alcançar 98%, com temperaturas variando entre 23°C e 24°C. A cota do rio Negro está em 24,49 metros.
Ocorrências registradas nas zonas da cidade
As 15 ocorrências atendidas incluem situações de alagamento, rachaduras em imóveis e solo, deslizamento, bueiros abertos, erosão, infiltração e riscos estruturais.
Entre os registros, houve um alagamento na zona Leste; quatro casos de rachaduras distribuídos entre zonas Oeste, Norte e Leste; um deslizamento também na zona Leste; dois bueiros abertos nas zonas Oeste e Norte; uma erosão na zona Leste; uma infiltração na zona Oeste; três riscos de desabamento nas zonas Sul, Leste e Oeste; além de duas solicitações de vistoria técnica.
As demandas foram encaminhadas às equipes de campo, que atuam de forma integrada com outros órgãos municipais.
Ações estruturantes e coleta de resíduos
No último domingo, por exemplo, 350 toneladas de resíduos foram transferidas ao aterro sanitário. A gestão municipal atribui a diminuição do volume ao bloqueio prévio do lixo nas barreiras instaladas ao longo dos cursos d’água.
Descarte irregular agrava impactos das chuvas
De acordo com o prefeito, o acúmulo de resíduos nos igarapés está diretamente ligado ao descarte irregular nas vias públicas. Durante chuvas intensas, o lixo deixado nas ruas é arrastado para bueiros e redes de drenagem, podendo causar entupimentos e ampliar alagamentos.
Parte desse material é retida nas ecobarreiras; o restante segue para o rio Negro, onde é posteriormente recolhido pelas balsas.
Alerta para áreas de risco
A Prefeitura de Manaus reforçou o alerta para moradores de áreas de encosta e regiões suscetíveis a instabilidade do solo. Em caso de rachaduras, inclinação de árvores ou sinais de movimentação de terra, a orientação é deixar o local imediatamente e acionar a Defesa Civil pelo número 199.
A administração municipal também informou que mantém programação diária de aplicação de até 300 toneladas de asfalto para manutenção da malha viária, mas as chuvas têm dificultado a execução plena dos serviços.
Monitoramento contínuo
A atuação ocorre de forma integrada entre Defesa Civil, Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), Limpeza Urbana (Semulsp), Assistência Social (Semasc), Saúde (Semsa) e Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).
Mesmo com previsão de chuva isolada nas próximas horas, o monitoramento permanece contínuo. O objetivo é agir preventivamente, reduzir danos e garantir segurança à população durante o período chuvoso.
Fonte: AM POST
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