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  • Operação “A Máscara Caiu” leva à prisão presidente de escola de samba por violência e perseguição à ex-companheira

    Mesmo após prisão e pagamento de fiança, suspeito continuou descumprindo medida protetiva e praticando violência psicológica contra a vítima, segundo a Polícia Civil.

    Polícia – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu preventivamente, nesta quinta-feira (05/02), um presidente de escola de samba, de 34 anos, suspeito de praticar uma série de crimes no contexto de violência doméstica contra a ex-companheira, de 29 anos. A ação faz parte da Operação “A Máscara Caiu”, deflagrada pela Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) Centro-Sul.

    O homem é investigado pelos crimes de descumprimento de Medida Protetiva de Urgência (MPU), violência psicológica e perseguição. Durante a operação, os policiais também cumpriram dois mandados de busca e apreensão: um na residência do suspeito e outro na escola de samba onde ele exercia a função de presidente, localizada no bairro São José Operário, zona leste de Manaus.

    Segundo a Polícia Civil, o investigado já havia sido preso em flagrante em janeiro deste ano pelos mesmos crimes. No entanto, após o pagamento de fiança, ele foi colocado em liberdade e, mesmo assim, continuou perseguindo a vítima, ignorando as determinações judiciais.

    As investigações apontam ainda que, como forma de retaliação, o suspeito teria afastado a ex-companheira da escola de samba da qual ambos faziam parte, intensificando o sofrimento psicológico da vítima e reforçando o padrão de violência denunciado.

    Diante da reincidência e da gravidade dos fatos, a Justiça decretou a prisão preventiva do investigado. Ele foi encaminhado à unidade policial e permanece à disposição do Poder Judiciário.

    A Polícia Civil informou que mais detalhes sobre a operação e o andamento das investigações serão apresentados durante coletiva de imprensa.

  • Um vestígio microscópico mudou tudo: como um pelo pubiano desmascarou o crime que levou Flordelis à prisão

    Encontrado dentro do cano da arma, o material genético derrubou a tese de latrocínio e abriu caminho para a prova de DNA no assassinato do pastor Anderson do Carmo.

    Brasil – Um detalhe quase invisível foi decisivo para desmontar a versão inicial do assassinato do pastor Anderson do Carmo, morto a tiros em 2019, em Niterói (RJ). Um pelo pubiano encontrado no interior do cano da pistola usada no crime tornou-se uma das provas-chave que mudaram o rumo da investigação e ajudaram a levar à condenação dos envolvidos no caso que culminou na prisão da ex-deputada Flordelis.

    O vestígio foi identificado durante a perícia técnica da arma, uma pistola calibre 9 mm apreendida na investigação. Segundo o perito criminal Diego Lameirão, especialista em locais de crime, o material estava preservado o suficiente para análise genética, algo incomum devido às condições internas do cano da arma.

    A descoberta teve impacto imediato: indicava que a pistola havia sido guardada junto ao corpo de quem a portava, possivelmente na cintura — circunstância incompatível com a narrativa de que o crime teria sido um assalto seguido de morte, versão sustentada nos primeiros momentos do caso.

    Vestígio que derrubou a versão de latrocínio

    O pastor Anderson do Carmo foi morto dentro da garagem da residência onde morava com Flordelis, em junho de 2019. A hipótese de latrocínio começou a ruir à medida que a perícia avançava não apenas no local do crime, mas também nos objetos apreendidos.

    O pelo encontrado no cano da arma passou a ser um ponto de partida técnico para aprofundar as investigações. Para os peritos, o vestígio reforçava a tese de que o autor dos disparos tinha familiaridade com a arma e que a dinâmica não correspondia a uma ação criminosa aleatória.

    DNA apontou o autor dos disparos

    Com o foco voltado para o círculo íntimo da vítima, a genética forense tornou-se essencial. O material biológico foi analisado em laboratório e comparado com amostras de pessoas investigadas.

    O resultado, somado a imagens de câmeras de segurança e outros elementos probatórios, indicou Flávio dos Santos, filho biológico de Flordelis, como o responsável pelos disparos que mataram o pastor. A conclusão foi determinante para o avanço do processo judicial.

    Da cena do crime ao laboratório

    O caso ilustra como vestígios mínimos — como fios de cabelo, fragmentos de tecido ou material biológico — podem ser decisivos. Após a coleta criteriosa, os itens passam por processos de purificação e amplificação, até a formação de um perfil genético individual, considerado único.

    Banco nacional fortalece investigações

    Depois de obtido, o perfil pode ser cruzado com o Banco Nacional de Perfis Genéticos, criado em 2013 e que reúne centenas de milhares de registros. A base é composta, entre outros, por condenados por crimes graves, obrigados por lei a fornecer material genético.

    Além de esclarecer crimes específicos, o sistema permite conectar ocorrências distintas a um mesmo autor, sendo uma ferramenta central em investigações complexas. No caso Flordelis, um vestígio quase imperceptível foi suficiente para revelar uma trama que a versão inicial tentou esconder.

  • Polícia prende falso dentista por estupro e exercício ilegal da profissão no interior do AM

    O autor também tem outras passagens por estupro de vulnerável, furto e exercício ilegal da medicina, arte dentária ou farmacêutica.

    Polícia – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da 58ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Uarini (a 565 quilômetros de Manaus), cumpriu, na segunda-feira (02/02), mandado de prisão preventiva em nome de um indivíduo, de 49 anos, que se passava por dentista, por estupro cometido contra uma paciente, de 23 anos. Ele também responderá por exercício ilegal da profissão.

    Conforme a delegada Brenda Viana, o homem atuava em um consultório de odontologia particular no município. O crime de estupro contra a jovem ocorreu em dezembro de 2025, durante uma consulta com o autor.

    “A PC-AM tomou conhecimento do caso em 27 de janeiro deste ano, quando a vítima passou por um exame médico. Visivelmente, ela estava abalada e, desconfiado, o médico fez uma escuta ativa com ela, que revelou ter sido vítima de estupro”, relatou a delegada.

    Segundo a autoridade policial, a partir disso, a Polícia Civil foi acionada e, imediatamente, iniciou as investigações. A jovem relatou, em depoimento, que o autor teria sido esse indivíduo que atuava como dentista. Diante disso, foi representada pela sua prisão preventiva.

    “Verificamos que o indivíduo possui duas passagens pela polícia por exercício ilegal da medicina, arte dentária ou farmacêutica; uma passagem por estupro de vulnerável, a qual ele foi condenado e cumpriu pena; e uma terceira por furto”, mencionou Brenda Viana.

    Ainda segundo a delegada, o homem foi preso na segunda-feira, na recepção do consultório onde ele trabalhava.

    “Há a possibilidade de haver outras vítimas em razão da subnotificação, quando as vítimas não têm coragem de realizar as denúncias”, afirmou.

    O autor responderá por estupro e exercício ilegal da odontologia. Ele permanece à disposição do Poder Judiciário.


    Fonte e Foto: A Acrítica

  • Polícia Civil apresenta prisão de homem acusado de matar filho de 3 anos e atacar ex-companheira em Japurá

    Polícia – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) apresentou, na segunda-feira (26), a prisão em flagrante de um homem de 51 anos acusado de matar o próprio filho, de apenas 3 anos, e de agredir violentamente a ex-companheira, de 28 anos, no município de Japurá, a 744 quilômetros de Manaus. A ação foi realizada por equipes da 59ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM).

    De acordo com as autoridades, o crime ocorreu durante a madrugada e mobilizou rapidamente as forças de segurança da cidade. A criança morreu após ser envenenada, enquanto a mãe foi brutalmente agredida pelo suspeito. Após os ataques, o homem ainda tentou tirar a própria vida, mas não conseguiu.

    Horas depois, ele foi localizado e preso em flagrante, sendo conduzido à delegacia do município. A rápida resposta das equipes foi fundamental para a captura do suspeito e para o atendimento inicial à vítima sobrevivente.

    O caso é tratado como homicídio qualificado e violência doméstica, crimes que causaram forte comoção em Japurá. A Polícia Civil informou que outras informações, incluindo detalhes da investigação e das medidas judiciais adotadas, serão divulgadas durante coletiva de imprensa.