Categoria: Policial

  • PM é preso em Manaus suspeito de estupro

    Durante a ação, a polícia apreendeu um veículo e um computador que devem auxiliar nas investigações.

    Policial – O soldado da Polícia Militar do Amazonas, Josué Praia Guimarães, foi preso nesta segunda-feira (30), no bairro Praça 14, Zona Sul de Manaus. Ele é suspeito de estuprar duas adolescentes em 2025. As investigações apontam que os crimes teriam acontecido em 2025.

    Na operação, os policiais apreenderam um carro e um computador, que serão usados nas investigações.

    Guimarães entrou na Polícia Militar em 2021, após aprovação em concurso público. Em 2023, passou no Teste de Aptidão Física e hoje está na ativa. Além da carreira policial, atua como advogado e tem registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM).

    Em nota, a OAB Amazonas informou que foi comunicada sobre a prisão e identificou possível irregularidade. Segundo a entidade, o policial não solicitou a suspensão da inscrição na Ordem ao assumir o cargo público, como exige a legislação.

    De acordo com a OAB, há indícios de que ele possa ter exercido as duas funções ao mesmo tempo, o que é proibido. A situação deve ser esclarecida pelas autoridades.

    O g1 procurou a Polícia Militar do Amazonas e a Polícia Civil do Amazonas para obter mais informações sobre o caso e aguarda retorno.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Juiz prorroga por 90 dias investigação da PF sobre suposto esquema de compra de votos com lideranças religiosas em Manaus

    O prazo foi ampliado a pedido da PF, que ainda analisa provas, como dados de celulares apreendidos na operação feita na véspera do segundo turno.

    Policial – A Justiça Federal prorrogou por mais 90 dias o prazo para que a Polícia Federal (PF) conclua as investigações sobre um suposto esquema de corrupção eleitoral envolvendo lideranças religiosas durante as eleições municipais de 2024, em Manaus.

    O prazo foi ampliado a pedido da PF, que ainda analisa provas, como dados de celulares apreendidos na operação feita na véspera do segundo turno.

    Um dos principais elementos da investigação é um laudo pericial que aponta que Gabriel Alexandre da Silva Lima, genro do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), teria atuado como intermediador em uma suposta negociação de compra de votos com pastores.

    O documento reúne mensagens, áudios e arquivos encontrados em quatro celulares apreendidos com líderes ligados à Igreja Pentecostal Unida do Brasil (IPUB).

    No total, foram periciados quatro celulares. Em um dos aparelhos, atribuído ao pastor e líder da IPUB, Flaviano Negreiros, a análise identificou conversas entre líderes religiosos e um contato salvo como “Gabriel Davi Almeida”, em um grupo de WhatsApp. De acordo com a PF, trata-se do genro do prefeito.

    Os investigadores afirmam que há registros de mensagens diretas e áudios enviados a Gabriel, nos quais pastores tratam de valores e da mobilização de apoio político.

    Um dos trechos citados na perícia mostra um pedido direto a Gabriel para o envio de R$ 80 mil. Em um áudio enviado por um pastor, o religioso afirma que o valor deveria ser repassado para que pudesse ser dividido entre as lideranças religiosas. Segundo a transcrição do laudo, o pastor diz:

    Para os investigadores, a mensagem sugere que o dinheiro seria distribuído entre pastores e obreiros com objetivo de estimular apoio político.

    De acordo com a perícia, o valor de R$ 80 mil teria relação com apoio político no segundo turno das eleições municipais de 2024. As mensagens também indicam que um pagamento teria ocorrido no primeiro turno, mas o valor não foi especificado.

    A PF afirma que há conversas em que líderes religiosos cobram o pagamento restante que teria sido prometido por Gabriel.

    Em um dos áudios analisados, um pastor afirma que seria necessário entrar em contato com Gabriel para resolver o pagamento prometido. Na transcrição feita pela PF, ele diz:

    Outra mensagem enviada por um pastor questiona as lideranças se “já chegou o faz me rir”. Em resposta, Flaviano avisa que o dinheiro está “encravado”. A perícia identificou que o próprio Flaviano cobrou os valores atrasados a Gabriel por mensagem. 

    Outro áudio recuperado nos celulares mostra que Gabriel também teria solicitado apoio na divulgação da campanha. Na mensagem enviada em um grupo de pastores, um dos investigados afirma:

    O número citado seria o número eleitoral do candidato apoiado nas eleições.

    Segundo a PF, a mensagem sugere tentativa de mobilizar lideranças religiosas para ampliar a propaganda política entre os fiéis.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Homem é preso após agredir e ameaçar a própria irmã durante discussão em Manaus

    Vítima sofreu lesões após ter o braço atingido por portão diversas vezes; agressões ocorreram na frente das filhas.

    Polícia – Um homem de 34 anos foi preso na última quinta-feira (26) suspeito de agredir e ameaçar a própria irmã, de 29 anos, no bairro Cidade de Deus, zona norte de Manaus. O caso foi atendido pela Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) Norte/Leste.

    De acordo com a delegada Nathalia Oliveira, as investigações começaram após a vítima registrar Boletim de Ocorrência relatando as agressões sofridas durante uma discussão com o irmão.

    Agressões com portão causaram ferimentos

    Segundo o depoimento da vítima, o homem bateu o portão contra o braço esquerdo dela e, mesmo após ela reclamar de dores, continuou a ação de forma violenta, repetindo o movimento por cerca de quatro vezes.

    A agressão resultou em hematomas no cotovelo, no joelho esquerdo e inchaço na mão, evidenciando a gravidade da violência.

    Ameaças e injúrias na frente das crianças

    Além das agressões físicas, o suspeito também proferiu ameaças e injúrias contra a irmã. Ao ser informado de que seria denunciado, ele voltou a intimidá-la, afirmando que iria agredi-la novamente.

    Conforme a polícia, as ofensas continuaram dentro da residência e ocorreram na presença das duas filhas da vítima, o que agravou ainda mais a situação.

    Diante dos fatos, a mulher solicitou uma medida protetiva de urgência.

    O homem foi preso e responderá pelos crimes de lesão corporal, ameaça e injúria, permanecendo à disposição da Justiça.

  • Homem é encontrado morto em apartamento em Manaus; cães se alimentaram do corpo, diz polícia

    Segundo a polícia, os vizinhos acionaram as autoridades após perceberem um forte odor vindo do apartamento e estranharem a ausência do morador, que não era visto há vários dias.

    Polícial – Um homem identificado como João Carmino Rogero Bonfim de Carvalho, de 55 anos, foi encontrado morto dentro do próprio apartamento, na rua Nova Palma, bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul de Manaus. O caso ocorreu na tarde de quinta-feira (26).

    Ao g1, a Polícia Civil do Amazonas, informou que o corpo estava em estado avançado de decomposição e apresentava sinais de ter sido parcialmente devorado pelos 11 cães que viviam no imóvel.

    Segundo a polícia, os vizinhos acionaram as autoridades após sentirem um forte odor vindo do apartamento e perceberem que o morador não era visto há vários dias. Ao entrar no local, os agentes encontraram o corpo caído no chão e os animais soltos dentro da residência.

    A principal hipótese da investigação é que João Carmino tenha morrido de causas naturais. Sem acesso a alimento, os cães acabaram se alimentando do corpo do dono.

    Equipes do Departamento Técnico-Científico e do Instituto Médico Legal foram chamadas para realizar a perícia e remover o corpo. O caso segue sob investigação.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Alvo certo: operação prende 17 condenados por crimes sexuais contra crianças no Amazonas

    A operação contou com a participação do Departamento de Polícia do Interior (DPI) e reforço da Polícia Federal. Todos os presos já tinham condenação pela Justiça e estavam foragidos.

    Polícial – Durante a “Operação Alvo Certo: Infância Protegida “, 17 condenados por estupro de vulnerável contra menos de idade foram presos nesta sexta-feira (17) . As prisões ocorreram em Manaus, pela Polícia Civil do Amazonas, e em municípios do interior, além de Santa Catarina.

    A operação foi coordenada pela Delegacia Especializada em Capturas e Polinter, com apoio do Departamento de Polícia do Interior e da Polícia Federal. Um dos alvos foi localizado em Navegantes (SC), com auxílio da Polícia Federal.

    • Barreirinha;
    • Parintins;
    • Silves;
    • Tabatinga;
    • Tefé.

    Todos os presos já tinham condenação pela Justiça e estavam foragidos.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Polícia prende mais dois suspeitos de fraude em cartões de meia-passagem em Manaus

    Prisões fazem parte da Operação Meia Verdade, que investiga um esquema de cadastros falsos no sistema do transporte público para liberar o benefício de forma irregular.

    Policial  – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu mais dois suspeitos de integrar um grupo criminoso que fraudava cartões de meia-passagem em Manaus. A ação faz parte da Operação Meia Verdade, que investiga o uso de cadastros falsos para liberar o benefício no transporte público.

    De acordo com a investigação, os criminosos criavam empresas e escolas fictícias para cadastrar pessoas sem direito ao benefício. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) calcula prejuízo de cerca de R$ 4 milhões por ano.

    Na primeira fase da operação, realizada em 15 de janeiro, quatro pessoas foram presas. Dias depois, em 19 de janeiro, um casal apontado como mentor do esquema também foi detido.

    De acordo com as investigações, o golpe começava no cadastro de supostos estudantes no sistema público. Em muitos casos, as inscrições estavam ligadas a escolas inexistentes, que anunciavam a venda do benefício nas redes sociais.

    Ainda segundo o Sinetram, o impacto pode ser maior. “O grupo causou um impacto de cerca de R$ 6 milhões no pagamento de subsídios, que acabam sendo arcados pela população”, afirmou o gerente de operações Tarcío Marques

    Os investigados devem responder por associação criminosa, estelionato e inserção de dados falsos em sistemas de informação.

    Fonte: G1 Amazonas

  • Criança perde dente após ser espancado com corda pela mãe no interior do Amazonas

    Caso chocante foi descoberto durante ação do Conselho Tutelar em escola; vítima apresentava marcas de agressão pelo corpo.

    Polícia – Um grave caso de violência doméstica contra criança foi registrado no município de Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas. A vítima perdeu um dente após ser agredido com uma corda pela própria mãe dentro de casa.



    A situação veio à tona durante uma ação de rotina do Conselho Tutelar em uma escola da zona rural do município. Durante a visita, conselheiros identificaram que a criança apresentava marcas visíveis de agressão pelo corpo, o que levantou suspeitas e levou à intervenção imediata.

    Ao ser acolhida pela equipe, a vítima relatou, em meio ao choro, que os ferimentos foram causados pela mãe. Segundo o depoimento, ela foi atingida diversas vezes com uma corda, sofrendo lesões graves, incluindo a perda de um dente.



    Os conselheiros descreveram a situação como “chocante”, diante da gravidade dos ferimentos e da violência relatada.

    O caso foi encaminhado à Polícia Civil do Amazonas, que instaurou procedimento para investigar a ocorrência. A criança passou por atendimento médico, realizou exames periciais e está recebendo acompanhamento da rede de proteção do município.



    A mãe deverá responder pelo crime de maus-tratos, além de outras possíveis responsabilizações pelo excesso cometido contra o filho.

  • Suspeitos são presos com 1,6 kg de ouro ilegal na BR-230 no Amazonas

    Durante a vistoria, os policiais encontraram uma barra de ouro escondida sob o banco do motorista, além de um objeto utilizado para moldar o metal.

    Policial – Dois homens foram presos na noite de segunda-feira (23) em Humaitá, no Sul do Amazonas. Eles foram flagrados transportando 1,6 kg de ouro ilegal na BR-230. A operação foi feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em parceria com a Polícia Militar do Amazonas.

    De acordo com a PRF, os homens viajavam em duas caminhonetes e deram versões contraditórias. Na vistoria, os policiais acharam uma barra de ouro escondida sob o banco do motorista e um objeto usado para moldar o metal.

    Os suspeitos admitiram que não tinham nota fiscal nem autorização para transportar o ouro. Eles informaram que o minério seria vendido em Porto Velho (RO) e também enviado para um contato na Bolívia.

    Os suspeitos e o material foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Humaitá para os procedimentos cabíveis.

    Fonte: G1

  • Caso Benício: defesa da médica pede afastamento de delegado após suposto vazamento de informações sigilosas

    Segundo os advogados, o delegado afirmou publicamente que o vídeo apresentado pela defesa seria falso ou adulterado, sem que qualquer perícia oficial tivesse sido realizada

    Policial – A defesa da médica Juliana Brasil, investigada no caso da morte do menino Benício Xavier de Freitas, pediu o afastamento do delegado Marcelo Martins de Almeida Silva, responsável pelo inquérito. O pedido foi protocolado nesta terça-feira (24) e aponta que o delegado teria divulgado informações sigilosas à imprensa e feito declarações sem respaldo técnico sobre provas ainda não periciadas.

    De acordo com a investigação, a via e a dosagem prescritas não eram indicadas para o quadro clínico da criança. Após a aplicação, o menino sofreu múltiplas paradas cardíacas e não resistiu.

    O delegado Marcelo Martins disse à Rede Amazônica que não vai se manifestar.

    Segundo a defesa, o delegado declarou publicamente que o vídeo apresentado pela defesa seria falso ou adulterado, sem que qualquer perícia oficial tivesse sido realizada. Para a defesa, a postura compromete a imparcialidade da investigação e influencia indevidamente a opinião pública.

    O documento também ressalta que nenhuma decisão judicial até o momento se baseou no vídeo questionado, mas sim na ausência dos requisitos legais para prisão preventiva. A defesa acusa o delegado de criar uma narrativa distorcida e de expor indevidamente a imagem da médica.

    Os advogados também mencionam uma reportagem publicada pelo g1, em 24 de março de 2026. Nela, o delegado afirmou que Juliana teria “encomendado e pago por vídeo adulterado para justificar erro em prescrição”. Para a defesa, a divulgação desse tipo de informação à imprensa demonstra “forte indício de vazamento indevido de informação protegida por sigilo legal”.

     Entre os pedidos, estão:

    • a apuração de possível violação de sigilo funcional e abuso de autoridade;
    • a realização de perícia técnica no vídeo, com observância da cadeia de custódia;
    • e o afastamento do delegado da condução do inquérito.

    O caso segue em análise na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus.

    Médica pagou por vídeo adulterado

    Segundo a Polícia Civil do Amazonas, a médica Juliana Brasil Santos encomendou e pagou pela adulteração de um vídeo para tentar justificar o erro na prescrição de adrenalina durante o atendimento que resultou na morte de Benício. Segundo a investigação, o vídeo foi apresentado pela defesa da médica e sustentava a versão de que a prescrição teria sido resultado de uma falha no sistema do Hospital Santa Júlia.

    No entanto, perícias comprovaram que o conteúdo foi manipulado. Mensagens extraídas do celular de Juliana mostram que ela pediu ajuda a colegas e ofereceu dinheiro para que o material fosse produzido.

    Em áudios obtidos pela polícia, Juliana afirma que precisava de alguém para editar o vídeo e chega a dizer que “amanhã vai chegar o vídeo pra mim, já alterado”. Para os investigadores, a tentativa de fraude processual reforça a suspeita de dolo eventual no caso, que segue em apuração pelo 24º Distrito Policial.

    Quantas pessoas já foram ouvidas pela polícia?

    A Polícia Civil já ouviu mais de 20 pessoas, incluindo os pais de Benício, as investigadas, médicos, enfermeiros e representantes do hospital.

    O hospital é investigado?

    O fundador da unidade, Édson Sarkis, prestou depoimento e afirmou que o hospital possui protocolos de segurança e dupla checagem. Segundo ele, havia enfermeira responsável pelo protocolo no plantão, mas ela não foi acionada durante o atendimento.

    Fonte: G1

  • Caso Benício: Delegado diz que médica encomendou e pagou por vídeo adulterado para justificar erro em prescrição

    Vídeo foi apresentado pela defesa de Juliana Brasil e sustentava a versão de que a prescrição de adrenalina intravenosa teria sido resultado de uma falha no sistema do hospital.

    Policial – A Polícia Civil do Amazonas concluiu que a médica Juliana Brasil encomendou e pagou pela adulteração de um vídeo para justificar o erro na prescrição de adrenalina durante o atendimento médico que resultou na morte do menino Benício Xavier, de 6 anos em Manaus.

    Benício morreu em 23 de novembro, após receber adrenalina na veia durante atendimento hospitalar. De acordo com a investigação, a via e a dosagem prescritas não eram indicadas para o quadro clínico da criança. Após a aplicação, o menino sofreu múltiplas paradas cardíacas e não resistiu.

    O vídeo foi apresentado pela defesa da médica e sustentava a versão de que a prescrição de adrenalina intravenosa teria sido resultado de uma falha no sistema do hospital, mas perícias comprovaram que o conteúdo foi manipulado.

    Segundo informações obtidas com exclusividade pela Rede Amazônica, as mensagens extraídas do celular da médica mostram que ela encomendou e pagou pela produção do vídeo.

    No dia 26 de novembro, Juliana fez contatos com outros médicos e enfermeiros para montar um vídeo que mostrasse supostas falhas no sistema do Hospital Santa Júlia. A ideia era mostrar que o sistema receitava aplicação de adrenalina na veia, mesmo se o médico indicasse aplicação via oral.

    Juliana afirma que precisaria de alguém para fazer o vídeo e a edição, mas que não sabe quem poderia ajudar.

    Juliana também conversou com uma amiga, que seria médica. A mulher diz que ofereceu dinheiro para uma enfermeira fazer o vídeo. Juliana fica animada e afirma que vai procurar outras pessoas também.

    Em outro áudio, Juliana diz: “Amanhã vai chegar o vídeo pra mim, já alterado”. Para a polícia, a tentativa de fraude processual reforça a suspeita de dolo eventual.

    O delegado destacou que quem é inocente não tentaria adulterar nenhum vídeo e que a atitude da médica reforça a suspeita de dolo eventual.

    Além da adulteração de provas, as investigações revelaram que Juliana Brasil negociava cosméticos por aplicativo de mensagem enquanto atendia Benício na Sala Vermelha, em estado crítico após receber a medicação

    Em nota, a defesa de Juliana Brasil afirmou que o vídeo é íntegro e foi feito por uma pessoa de confiança em outro hospital que utiliza o mesmo sistema usado no Santa Júlia. A defesa também negou o pagamento citado pelo delegado.

    A polícia aponta erro na prescrição e na aplicação da adrenalina por via intravenosa. O protocolo médico indicaria outra via e dosagem. A aplicação inadequada está associada à rápida piora do quadro clínico da criança

    A médica Juliana Brasil, responsável pela prescrição, e a técnica de enfermagem Raiza Bentes, que aplicou a medicação, são as principais investigadas. As duas foram afastadas das atividades profissionais por decisão judicial e estão proibidas de atuar por 12 meses. Não há prisões decretadas até o momento.

    Em depoimento, a médica reconheceu que errou ao prescrever adrenalina por via intravenosa e afirmou que a medicação deveria ter sido administrada por outra via. Ela disse ter se surpreendido por a equipe de enfermagem não questionar a prescrição.

    A defesa da médica alega que o erro ocorreu por falha no sistema de prescrição do Hospital Santa Júlia, que teria alterado automaticamente a via do medicamento durante instabilidades no dia do atendimento.

    A defesa da médica alega que o erro ocorreu por falha no sistema de prescrição do Hospital Santa Júlia, que teria alterado automaticamente a via do medicamento durante instabilidades no dia do atendimento.

    A técnica de enfermagem afirmou que apenas seguiu a prescrição médica ao aplicar a adrenalina, sem diluição, e que informou a mãe da criança sobre o procedimento. Segundo ela, após a aplicação, Benício apresentou palidez, dor no peito e dificuldade para respirar.

    A Polícia Civil já ouviu mais de 20 pessoas, incluindo os pais de Benício, as investigadas, médicos, enfermeiros e representantes do hospital.

    O inquérito também apura a responsabilidade do Hospital Santa Júlia quanto à estrutura, aos protocolos de segurança e a eventuais falhas no sistema de prescrição.

    O fundador da unidade, Édson Sarkis, prestou depoimento e afirmou que o hospital possui protocolos de segurança e dupla checagem. Segundo ele, havia enfermeira responsável pelo protocolo no plantão, mas ela não foi acionada durante o atendimento.

    Fonte: G1 Amazonas