Categoria: Geral

  • Moraes autoriza Bolsonaro a receber tratamento contra soluço com estímulo elétrico

    Ex-presidente deve ser atendido na prisão pelo médico Ricardo Caiado

    Geral – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a receber tratamento com estímulo elétrico craniano dentro da prisão.

    A decisão atende a um pedido da defesa com o objetivo de tratar as crises de soluço, além de depressão e insônia.

    Bolsonaro deve ser atendido, com esse objetivo, três vezes por semana por um psicólogo e neurocientista.

    O protocolo contará com a participação do médico Ricardo Caiado, que, segundo decisão de Moraes, “poderá portar o aparelho utilizado para a aplicação do estímulo elétrico craniano, tais como clipes auriculares bilaterais necessários ao procedimento, devidamente vistoriados pelo estabelecimento”.

    Segundo a equipe médica de Bolsonaro, o tratamento pretende promover “a regulação funcional da atividade neurofisiológica central”, aplicado por meio de clipes auriculares bilaterais.

    Durante as sessões, que duram entre 50 minuto e 1 hora, Bolsonaro permanecerá “em repouso consciente“.

    Fonte: R7

  • Alckmin reage a ataque dos EUA e Israel ao Irã: ‘Brasil é promotor da paz’

    O Itamaraty divulgou nota na qual condena o ataque dos EUA e Israel a alvos no Irã

    Geral – O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) reagiu às ações militares dos Estados Unidos e Israel em direção ao Irã e reforçou o papel da diplomacia brasileira frente a conflitos. “Brasil é o país promotor da paz”, disse.

    “A diplomacia brasileira atua na defesa e promoção da paz. Essa é a postura brasileira: da paz”, completou o vice-presidente. A fala foi dada durante agenda em São Paulo para divulgar o programa Move Brasil, que prevê renovação de frota de caminhões.

    O que diz o MRE brasileiro

    O Ministério das Relações Exteriores divulgou comunicado condenando o ataque e dizendo enxergar com “grave preocupação” as investidas realizadas pelos Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã.

    Segundo o governo brasileiro, as ações ocorreram em meio a negociações diplomáticas, consideradas o “único caminho viável para a paz”.

    “O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”, diz o comunicado

    Flávio reage

    O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “inaceitável” o posicionamento divulgado pelo MRE (Ministério das Relações Exteriores), que condenou e expressou “grave preocupação” com os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado (28).

    “Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo”, afirmou Flávio, que deve enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial de outubro, em uma publicação no X.

    Fonte: R7

  • Warner Bros assina acordo com a Paramount, diz agência

    Geral – Após a desistência da Netflix, a oferta da empresa comandada por David Ellison, avaliada em cerca de US$ 110 bilhões, passa a ser a principal candidata a fechar o negócio.

    A Warner Bros. Discovery assinou um acordo com a Paramount Skydance nesta sexta-feira (27), diz a agência Reuters. A notícia teria sido divulgada pelo diretor de receita e estratégia, Bruce Campbell, em reunião geral da empresa. 

    O acordo vem após a Netflix anunciar que não irá aumentar sua proposta e abandonar a disputa pelo estúdio. Com isso, vence a oferta da empresa comandada por David Ellison, avaliada em cerca de US$ 110 bilhões.

    A união da Warner Bros. Discovery pela Paramount deve criar um dos maiores grupos de entretenimento do mundo, com um catálogo que reúne marcas como HBO, DC Comics, “Harry Potter” e “Game of Thrones” e uma base estimada em cerca de 200 milhões de assinantes.

    O negócio, que ainda precisa ser aprovado pelo conselho da Warner e por órgãos reguladores nos Estados Unidos e Europa, tem potencial para redesenhar o mercado global do entretenimento e do streaming. 

    A disputa pela Warner

    Antes, a Warner havia informado que a nova oferta da Paramount, de US$ 31 por ação, era superior ao acordo em vigor com a Netflix. 

    Com isso, a plataforma de streaming teria quatro dias úteis para apresentar uma contraproposta ou abandonar a disputa — o que acabou ocorrendo após o anúncio da Warner. 

    “A transação que negociamos criaria valor para os acionistas com um caminho claro para a aprovação regulatória. No entanto, com o preço necessário para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o acordo deixou de ser financeiramente atraente”, afirmaram os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, em comunicado.

    A oferta da Paramount avalia a Warner em cerca de US$ 110 bilhões, incluindo a dívida, enquanto a proposta da Netflix somava US$ 83 bilhões e excluía ativos como CNN e Discovery. 

    A disputa começou em dezembro de 2025, quando a Netflix firmou um acordo para comprar parte dos ativos da Warner, com foco nos negócios de estúdio e streaming.

    Em seguida, a Paramount entrou na negociação com uma proposta concorrente para adquirir a empresa inteira, incluindo os canais tradicionais. 

    Nesta quinta, a Warner classificou a nova oferta da Paramount como “superior” e deu prazo para que a Netflix cobrisse o valor — o que não aconteceu.

    A proposta da Paramount prevê o pagamento de US$ 31 por ação e inclui a dívida da Warner. A empresa também se comprometeu a pagar uma multa maior caso o negócio seja barrado por autoridades regulatórias, numa tentativa de tornar a oferta mais atrativa para os acionistas. 

    O que está em jogo

    O impacto da operação vai além do valor bilionário. A Warner concentra algumas das marcas mais valiosas da indústria do entretenimento, enquanto a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming. 

    • 💰 Ao contrário da Netflix, a proposta da Paramount envolve todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV a cabo. 
    • 🗞️ Caso a operação seja aprovada, a família Ellison passará a controlar algumas das principais marcas do jornalismo nos EUA, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN.

    Com a incorporação dos ativos da Warner, a Paramount também ampliaria sua base de assinantes e fortaleceria sua presença em cinema, TV e plataformas digitais. 

    Analistas avaliam que o movimento pode criar um grupo com catálogo mais robusto, maior poder de negociação e mais recursos para produção de conteúdo. 

    Embora a Warner tenha classificado a oferta da Paramount como superior à da Netflix, a operação depende de etapas formais, como a aprovação do conselho de administração, a assinatura dos contratos definitivos e o aval dos órgãos reguladores dos Estados Unidos, que vão avaliar os impactos sobre concorrência e concentração no setor de mídia.

    Fonte: G1

  • Time de elite do Mineiro sub-20 tem alojamento destruído após chuvas em MG;

    Atual campeão da segunda divisão estadual, Uberabinha perdeu camas e eletrodomésticos por causa de enchente; material seria levado para novo alojamento no dia seguinte ao da tragédia

    Geral – As chuvas que geraram alagamentos, deslizamentos e mais de 40 mortes em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, também causaram destruição para o esporte da cidade. O Uberabinha, novo integrante da primeira divisão do Campeonato Mineiro sub-20, teve o alojamento destruído pelas enchentes (confira fotos a seguir). 

    A equipe, que é atual campeã da segunda divisão do Campeonato Mineiro da categoria e se preparava para estrear na elite estadual daqui a um mês, não sabe se terá condições estruturais para competir no torneio.

    De acordo com publicação no perfil oficial da equipe, a agremiação perdeu oito beliches e 16 colchões, além de três freezers, duas geladeiras, duas estufas, chapa, micro-ondas e máquina de lavar roupas.

    O fato curioso é que o material que estava neste local, situado no Bairro Cerâmica, uma das áreas mais afetadas pelas chuvas em Juiz de Fora, seria levado para o novo alojamento da equipe em Benfica, bairro que também está na Zona Norte da cidade. 

    Este material seria levado para o novo alojamento, que fica mais perto do refeitório municipal, para facilitar a logística. A questão é que a casa onde os atletas ficariam só foi liberada na terça-feira (24 de fevereiro), e a chuva que gerou toda a tragédia foi na segunda (23 de fevereiro). Não deu para levar nada para lá, perdemos tudo — contou Sérgio Eduardo, presidente do Uberabinha.

    O Uberabinha foi campeão da segunda divisão do Campeonato Mineiro sub-20 em 2025 e se garantiu pela primeira vez na elite do Estadual. O Campeonato Mineiro está previsto para começar em 21 de março. De folga na primeira rodada, Uberabinha estreia contra o Coimbra no dia 27 de março, fora de casa.

    Fonte: G1

  • Militares de Cuba matam 4 após confronto com lancha dos EUA

    Embarcação norte-americana entrou em águas cubanas e atirou contra militares ao ser abordada, segundo governo cubano. Outros seis ocupantes da lancha ficaram feridos.

    Militares cubanos mataram quatro pessoas que estavam em uma lancha com matrícula da Flórida, nos Estados Unidos, após um confronto em águas territoriais de Cuba, informou nesta quarta-feira (25) o Ministério do Interior. Duas outras pessoas ficaram feridas e foram detidas.

    O governo cubano informou ainda que os 10 ocupantes eram cubanos que residiam nos EUA. 

    Uma nota oficial divulgada após a detenção das duas pessoas afirma que os sobreviventes alegaram que pretendiam “realizar uma infiltração com fins terroristas”. 

    O ministério afirmou ainda que fuzis de assalto, pistolas, coquetéis Molotov e outros equipamentos de estilo militar foram encontrados na embarcação, e que os 10 atacantes eram todos cubanos residentes nos Estados Unidos. 

    Segundo o comunicado oficial do governo cubano, a embarcação foi detectada na manhã desta quarta-feira a cerca de 2 quilômetros da costa do município de Corralillo, no norte da ilha. 

    De acordo com o governo cubano, uma unidade das Tropas Guardafronteiras, com cinco militares a bordo, se aproximou para identificar a lancha. Nesse momento, ainda segundo a versão oficial, os ocupantes da embarcação abriram fogo contra os agentes cubanos.

    O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que os EUA abriram uma investigação independente para apurar o incidente. “Vamos descobrir o que aconteceu e responder de acordo”, afirmou a jornalistas. Segundo Rubio, a investigação também apurará se os mortos eram cidadãos dos EUA.

    O Ministério do Interior afirmou que, como consequência do confronto, quatro “agressores” foram mortos e seis ficaram feridos. Os sobreviventes foram socorridos e receberam atendimento médico. O comandante da embarcação cubana também ficou ferido. 

    O incidente ocorre em meio ao aumento das tensões entre Cuba e os Estados Unidos. O presidente Donald Trump tem pressionado a ilha após determinar um embargo ao envio de petróleo ao país. A medida agravou a crise energética no território

    Nesta quarta-feira, Cuba declarou que mantém a disposição de proteger as águas territoriais e afirmou que a defesa nacional é um pilar para garantir a soberania e a estabilidade na região. 

    As autoridades disseram que o caso segue sob investigação.

    Fonte: G1

  • O dinheiro está todo sequestrado’: o drama de clientes do Will Bank após a liquidação pelo BC

    Clientes ouvidos pelo g1 afirmam que o saldo seria usado para despesas básicas e que, sem esse dinheiro, ficarão inadimplentes. Eles não podem movimentar os valores até que o liquidante divulgue as regras de reembolso.

    O efeito cascata da liquidação extrajudicial do Banco Master parece não ter fim. Entre corretoras, gestoras de recursos e outros bancos ligados ao grupo de Daniel Vorcaro, sete instituições já foram encerradas desde novembro. 

    O caso mais dramático, porém, é o do Will Bank. A liquidação do banco digital deixou clientes mais vulneráveis, de renda média e baixa, com todo o dinheiro bloqueado e sem prazo definido para reembolso.

    Clientes ouvidos pelo g1 afirmam que o saldo depositado no Will seria usado para despesas básicas, como alimentação, aluguel, medicamentos e contas de luz. Sem esse dinheiro, dizem que ficarão inadimplentes. 

    O que se sabe é que o reembolso será dividido em duas partes. 

    Investidores em CDBs e letras de crédito (LCIs e LCAs) do Will Bank estão cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo funciona como um tipo de seguro e cobre perdas de até R$ 250 mil por instituição. 

    Já os clientes comuns utilizavam contas de pagamento, que não têm cobertura do FGC. Ainda assim, pela lei, os valores são mantidos no Banco Central — ou seja, o dinheiro fica separado do patrimônio do Will Bank e deverá ser devolvido integralmente, sem limite por pessoa. 

    A questão é que a devolução só deve começar após o liquidante do banco, nomeado pelo Banco Central, concluir a lista oficial de credores — o que ainda não ocorreu nem tem prazo para acontecer. (entenda mais abaixo)

    No dia 13 de fevereiro, o FGC antecipou pagamentos para clientes com até R$ 1 mil a receber, numa tentativa de reduzir a espera de cerca de 6 milhões de pessoas. Mas quem tinha valores mais altos ou investiu por meio de corretoras ficou de fora.

    O servidor público Felipe Cândido, de 50 anos, precisou se afastar do trabalho para acompanhar a esposa durante o tratamento contra um câncer de mama. Ela faleceu no início deste ano. 

    Ele viu a renda diminuir e passou a ser responsável por quatro filhos — entre eles, gêmeas de 9 anos — e por uma neta de 2 anos. “Eu sofri um combo bem azarado. Foi uma coisa muito triste”, afirmou.

    A morte da esposa levou a um novo afastamento do trabalho por questões de saúde mental. Em janeiro, ele depositou todas as economias no Will Bank. Os cerca de R$ 6 mil seriam usados para pagar a mudança de casa e a matrícula de uma das filhas na escola.

    Quatro dias depois, o BC decretou a liquidação do Will Bank e bloqueou o saldo, sem aviso prévio. 

    Como o valor ultrapassa R$ 1 mil, Felipe não foi incluído na antecipação do FGC e continua sem acesso ao dinheiro. Ele já teve o fornecimento de energia elétrica cortado em casa e passou a depender da ajuda de vizinhos para manter aparelhos básicos funcionando. 

    “Estou com uma extensão ligada na casa da vizinha. Daqui sai energia para a geladeira, a televisão e o ventilador das crianças. Não tem como ficar sem luz”, contou.

    Deise Juliana, também de 50 anos, está desempregada e afirma que usava a conta do Will Bank para guardar o dinheiro obtido com a venda de salgados e sacolés. Segundo ela, o valor representava quase tudo o que tinha disponível naquele momento. 

    “Era pouco o que eu tinha na conta, mas era meu”, disse. “Para minha surpresa, quando abri o aplicativo, apareceu a mensagem de liquidação”, relatou. Ela foi uma das correntistas com saldo de até R$ 1 mil que conseguiram acesso antecipado.

    Felipe e Deise não sabiam, mas, desde novembro de 2025, o Will Bank operava sob Regime Especial de Administração Temporária (Raet), uma medida para tentar viabilizar a venda da instituição após a liquidação do Master, que era seu controlador.

    Seria uma última alternativa para tentar salvá-lo. Como a venda a um novo investidor não se concretizou e houve acúmulo de dívidas, o BC constatou que não restaram alternativas viáveis de reestruturação, tornando inevitável a liquidação do Will Bank. 

    A angústia da espera

    O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) estima desembolsar cerca de R$ 6,3 bilhões com a liquidação do Will Bank. Segundo o fundo, os pagamentos devem começar entre 30 e 60 dias após o envio da lista de credores. 

    O procedimento é totalmente digital: pessoas físicas fazem a solicitação pelo aplicativo do FGC, enquanto empresas utilizam o site. Após a conferência dos dados, o valor é depositado em até 48 horas úteis. 

    Quem mantinha recursos em conta digital do Will Bank — público mais vulnerável — também precisa aguardar a lista de credores. Contas correntes tradicionais têm cobertura do FGC, mas a instituição não tinha licença bancária e oferecia contas de pagamento.

    Fonte: G1

  • André Mendonça autoriza que irmãos de Toffoli não compareçam a CPI do Crime Organizado

    Convocação foi aprovada pela comissão na quarta-feira, junto com quebras de sigilos da empresa pertencente aos dois irmãos e ao próprio ministro.

    Geral – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça permitiu nesta quinta-feira (26) que os irmãos do ministro do STF Dias Toffoli, José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli, não compareçam à CPI do Crime Organizado do Senado. O pedido havia sido feito pela defesa dos dois.

    A defesa dos irmãos alegou ao STF que os dois foram convocados na condição de investigados e, portanto, a presença era facultativa. 

    Mendonça afirmou que tem decidido no sentido de que não há obrigatoriedade de investigados comparecerem à CPI. 

    O ministro entendeu que os dois foram convocados como investigados e, por isso, têm a garantia constitucional de não se autoincriminarem. Caso eles decidam ir à comissão, eles:

    • poderão permanecer em silêncio;
    • não precisam ser submetidos ao compromisso de dizer a verdade;
    • não podem sofrer constrangimentos físicos ou morais.

    Convocação e quebras de sigilo

    A convocação foi aprovada pela comissão na quarta-feira (25). Também foi aprovada a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático do Banco Master, da empresa Maridt Participações e da empresa Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

    O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira, afirmou que os depoimentos foram solicitados com base em indícios de conexão entre os três e a Reag Trust, por meio de participações no resort em Ribeirão Claro (PR). 


    O colegiado também determinou oitivas de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e de outros diretores ligados à instituição financeira. Além de convites para ouvir os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes.

    “Acho errado mudar escopo de CPI que estava apresentado com um intuito para querer fazer palanque eleitoral sobre outro assunto. CPI tem escopo, CPI tem fato determinado, e não é correto se pegar uma CPI para investigar aquilo que não foi o fato inicial o qual ela foi proposta, que é isso que infelizmente estamos vendo no Senado Federal”, disse.

    Fonte: G1




  • Modelo brasileira escapou de recrutador de Epstein por causa da mãe: ‘Estava no meio do furacão’

    Geral – Investigação da BBC News Brasil mostra como a rede de Jeffrey Epstein atuou no Brasil e no Equador. Aliado de criminoso sexual foi ao RS selecionar adolescente para concurso de modelo.

    Se eu tivesse desobedecido a minha mãe e ido para Nova York, o que será que teria acontecido comigo?”

    A pergunta ronda há anos a cabeça de Gláucia Fekete. Em 2004, quando a gaúcha tinha 16 anos e dava os primeiros passos para tentar a carreira na moda, ela foi convidada a participar de um concurso de modelos no Equador.

    A competição oferecia um prêmio de US$ 300 mil e a promessa de contratos internacionais. Ela sairia de lá direto para trabalhar em Nova York. 

    Mas a mãe dela, Bárbara Fekete, ficou desconfiada. 
    Para convencer Bárbara, o criador do concurso, o francês Jean-Luc Brunel, decidiu fazer ele mesmo uma visita à casa da família no interior do Rio Grande do Sul. 

    Foi assim que Brunel, o agente de modelos que anos depois seria acusado de ser um aliciador de meninas ligado ao criminoso sexual Jeffrey Epstein, passou uma tarde na cidade de Santa Rosa, a cerca de 500 km de Porto Alegre. 

    Brunel, próximo a Epstein ao menos desde os anos 1980, seria ele mesmo acusado de estuprar e assediar mulheres e preso na França em 2020. Morreu em 2022 na cadeia, sem ter sido julgado.

    Naquele 2004, o francês conseguiu convencer a família de Gláucia e ela embarcou com a equipe dele para participar do concurso de modelos. 

    Cerca de 50 jovens de diferentes países desfilaram em Guayaquil, no litoral do Equador, no Models New Generation. Houve ampla cobertura local. 

    O jornal equatoriano El Universo publicou fotos do evento, afirmou que as aspirantes tinham entre 15 e 19 anos e que o concurso havia coroado como vencedora a brasileira Aline Weber, então com 15 anos e hoje modelo com carreira internacional. 

    Vetada pela mãe, Gláucia Fekete acabou rejeitando o convite de Brunel para viajar com ele aos EUA. “Aí eu voltei braba com a minha mãe, porque ela não me deixou ir para Nova York.” 

    Mas agora, aos 38 anos, ela revisita o episódio e faz outra reflexão: “Mesmo sem saber, estava no meio desse furacão todo, né?” 

    “Realmente foi um livramento”, diz ela.

    A história de Gláucia é parte do novo capítulo de uma investigação da BBC News Brasil sobre os passos de Epstein e de sua rede em território brasileiro e na região. 

    A reportagem reconstituiu bastidores do concurso no Equador com documentos e entrevistas e identificou ações concretas de Brunel no Brasil, inclusive a serviço do bilionário. 
    A BBC News Brasil encontrou evidência de que o próprio Epstein esteve em Guayaquil no dia da final do concurso do qual a gaúcha participou, segundo os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. 

    Também encontrou registro de que ao menos uma modelo menor de idade que participou da competição no Equador viajou no avião de Epstein pelo menos duas vezes naquele mesmo ano. 

    Segundo os documentos do caso, Brunel usava sua agência — primeiro a Karin Models e depois a MC2, que recebeu investimento do bilionário — como forma de atrair garotas em diversos países, inclusive menores de idade, para a rede sexual de Epstein. 

    A estratégia do francês envolvia a emissão de vistos de trabalho por meio de sua agência de modelos, pagos pelo criminoso, para que meninas e jovens mulheres de outros países pudessem viajar aos EUA — método que a BBC News Brasil agora confirmou também ter ocorrido no Brasil em ao menos uma oportunidade. 

    No ano do primeiro evento no Equador ainda não havia qualquer acusação formal contra Epstein, que começou a ser investigado no ano seguinte, em 2005, e só se declararia culpado em 2008, por solicitação de prostituição envolvendo uma menor de idade.

    Brunel viajou ao Rio Grande do Sul para recrutar 

    Gláucia Fekete começou a carreira de modelo aos 13 anos, descoberta pelo olheiro Dilson Stein, famoso nacionalmente por ter revelado a modelo Gisele Bündchen. 

    De acordo com Gláucia, foi Stein quem trouxe a ideia do concurso no Equador à família e a apresentou a Jean-Luc Brunel, que naquele ano do concurso, 2004, não era alvo de investigação policial. 

    A reação inicial de Bárbara, mãe de Gláucia, foi desconfiar do convite para a filha.

    FONTE: G1


  • Lotado em UPP do Complexo do Alemão: quem é o PM preso com o bicheiro Adilsinho

    Adilson Oliveira Coutinho Filho foi preso na manhã desta quinta-feira (26), em Cabo Frio

    GERAL – O policial militar preso na mansão do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, foi identificado como Diego D’arribada Rebello de Lima. Os dois foram presos na manhã desta quinta-feira (26) em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Adilsinho era o bicheiro mais procurado do Rio de Janeiro. 

    O PM, segundo a polícia, estava atuando como segurança dele. Diego é lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha, no Complexo do Alemão. 

    A Polícia Militar ainda não tinha se posicionado até a última atualização da matéria. O G1 apurou que Diego ingressou na corporação em 2019 e não possui registros disciplinares na PM.

    Trabalho árduo’, diz PF 

    Segundo o superintendente regional da Polícia Federal, Fábio Galvão, foram três tentativas até conseguirem prender o bicheiro, considerado pela polícia como “o mais sanguinário do jogo do bicho”. 

    “É um trabalho árduo, muito difícil. Terceira tentativa de prisão, que é muito dificultado pela proteção, sobretudo de policiais, que goza principalmente a máfia do jogo do bicho. E hoje a gente conseguiu prender o mais sanguinário dos capos do jogo do bicho. Então foi um presente para a sociedade fluminense a prisão, um baque para a máfia do jogo do bicho”, destacou Fábio.

    O superintendente falou também da força conjunta para o sucesso da operação. “A gente já havia estourado três fábricas clandestinas de cigarro, que é um dos meios de dinheiro principal do bicheiro, fora as máquinas caça-níqueis e a exploração do jogo do bicho”. 

    O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, destacou ainda que Adilsinho é investigado por uma série de homicídios. 

    “Importante ressaltar que esse marginal é responsável por dezenas de homicídios investigados, homicídios de rivais, de pessoas de desafetos, de contraventores, de integrantes da máfia do cigarro e também de alguns policiais”, disse Curi. 

    ‘Condição análoga à escravidão’

    Fábio Galvão destacou também que uma das fábricas de cigarro clandestinas ligadas ao bicheiro mantinha estrangeiros trabalhando em condição análoga à escravidão. 

    “A gente, em uma delas, constatou a presença de mais de 20 paraguaios que estavam trabalhando em condição análoga à escravidão. Isso sem falar nas outras duas fábricas que a gente deu a batida e apreendeu todos os equipamentos, sobretudo na região da Baixada Fluminense”.

    A prisão foi feita em Cabo Frio, na Região dos Lagos fluminense, pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ) — composta por agentes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil do RJ, com apoio do Ministério Público Federal (MPF). Um monitoramento por drones confirmou onde o contraventor estava. 
    Adilsinho faz parte da cúpula do jogo do bicho no Rio e controla áreas da Zona Sul, Centro e Zona Norte da capital. Ele ainda é apontado como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado. 

    O PM Diego D’arribada Rebello de Lima, que fazia a segurança de Adilsinho, também foi preso. Ele servia na UPP Fazendinha/Alemão. 

    Contra o contraventor havia pelo menos 4 mandados de prisão em aberto: 

    • Na Justiça Federal, é apontado como chefe da máfia dos cigarros;
    • Na Justiça do RJ, responde como mandante da execução de Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinhos Catiri, rival da contravenção;
    • Na Justiça do RJ, responde como mandante do assassinato de Fábio Alamar Leite;
    • Na Justiça do RJ, responde como mandante da morte de Fabrício Alves Martins de Oliveira.

    A polícia ainda apura se Adilsinho está envolvido em pelo menos 20 crimes cometidos por um grupo de extermínio — entre homicídios e tentativas de assassinato. 

    O que diz a defesa de Adilsinho 

    O advogado de Adilsinho, Ricardo Braga, afirmou que “a prisão ocorreu com toda a tranquilidade, sem qualquer intercorrência. Ele continua confiando na Justiça e vai provar sua inocência nos processos que correm na Justiça”. 

    Segundo a defesa, Adilsinho estava se exercitando dentro da própria residência por orientação médica no momento da prisão.


    Fonte: G1

  • ‘Parece que sou um produto criado pra ir atrás de uma herança’: o homem no centro de disputa bilionária das Casas Pernambucanas

    Geral – Artur Miceli é um dos entrevistados em série documental do Globoplay que investiga batalha judicial de quase uma década envolvendo o patrimônio de R$ 2 bilhões da empresária Anita Harley. Ela está em coma desde 2016.

    Artur Miceli, de 31 anos, está no centro de uma disputa bilionária que envolve a história de Anita Harley, herdeira de um império do varejo brasileiro, as Casas Pernambucanas. A empresa virou alvo de uma disputa judicial sem precedentes. 

    Anita, dona de uma fortuna estimada em R$ 2 bilhões, está em coma há quase 10 anos, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) em novembro de 2016.

    Atualmente, Anita Harley encontra-se em um leito de UTI, em um estado descrito pela diretora do documentário “O Testamento”, Camila Appel, como um “grande pesadelo”:

    A Anita se encontra num estado que é um grande pesadelo para todos nós, que é um estado em que você é considerado vivo. Clinicamente vivo, né. Mas não pode responder nem tomar decisões.”

    A batalha, que envolve o controle das Pernambucanas e a vida pessoal da empresária, é o foco da série documental “O Testamento – O Segredo de Anita Harley”, que estreou na segunda-feira (23) no Globoplay

    Um dos entrevistados na produção é Artur Miceli, filho biológico de Sônia Soares, conhecida como Suzuki. Um ano após a internação de Anita, ela entrou com uma ação alegando que as duas viviam em união estável havia 36 anos.

    A Justiça deu decisão favorável a Sônia, reconhecendo a relação do casal. 

    “Eu estou aqui porque eu preciso da minha história e não da história que contam”, afirmou Sônia no documentário. 

    A Justiça também decidiu que Artur deve ser considerado filho socioafetivo de Anita Harley e, portanto, seu herdeiro. 

    Em entrevista ao documentário, Artur afirma que a disputa o forçou a provar sua própria existência e seus laços familiares: 

    “Essencialmente, eu sou um filho”, diz sobre a história dele com Anita. 

    “Eu acho que a única forma que eu tenho de tirar essa narrativa da mão dos outros é que eu possa contar a minha história. É muito ruim você ter que provar que você existe. E que eu tive uma família, e que eu fui amado, e que eu tive estrutura e tal, é muito chato. Porque parece que eu só vim, que eu sou um produto criado pra ir atrás de uma herança”, disse.

    Relação contestada na Justiça

    Suzuki e Anita moravam em uma mansão de 96 cômodos e 37 banheiros na Aclimação, em São Paulo, imóvel doado a Sônia pela empresária e avaliado em R$ 50 milhões. 

    • Pergunta do documentário: “Quanto tempo vocês moraram juntas?”
    • Sônia: “36 anos. Até o AVC.”
    • Pergunta: “Você ama ela?”
    • Sônia: “Muito.”

    Essa relação entre é contestada por Cristine Rodrigues, que trabalhou com Anita e também reivindica na Justiça ser a verdadeira companheira da empresária. 

    “Ela é minha companheira de vida”, declarou Cristine. 

    Sobre a alegação de Sônia, Cristine rebateu: 

    “Olha. Não preciso nem enxergar. Ninguém pode estar em dois lugares. Será que não dá pra entender? Não vale a pena.”

    Cristine Rodrigues contesta essa visão, afirmando que Anita era apenas generosa e pagava estudos e bens para muitos funcionários, mas nunca tratou Artur como filho. 

    “Anita tratava ele bem, como você trata uma criança que mora na sua casa. O fato de você tratar bem uma criança, de você pagar os estudos dessa criança… é normal. Não é só dele que ela pagava. Faculdade, colégio. Pagava convênio de muita gente. Já deu casas pra funcionários, carros. Ela era uma pessoa muito, muito generosa. O fato de tratar bem, gostar do menino, não quer dizer que seja filho. Ela nunca se referiu a ele como filho. Se ele disser isso, ele está mentindo”

    Linguagem de ficção para uma história real

    Para contar essa trama de “amores escondidos” e “reviravoltas judiciais”, a direção do documentário optou por uma estética diferenciada, reconstruindo os cenários em estúdio. 

    “A gente optou pela ideia de reconstruir os cenários todos num estúdio e escancara isso. A gente não finge que aquele cenário é a casa. A gente mostra o estúdio. Tinha essa intenção de transformar aquela narrativa numa narrativa com mais cara de ficção mesmo”, explica Monica Almeida, diretora de gênero da Globo.

    Investigação e complexidade

    A série documental é resultado de cinco anos de investigação jornalística. A diretora de gênero de documentários, Monica Almeida, explicou que a produção optou por reconstruir cenários em estúdio para dar uma narrativa próxima à ficção a esse drama real.

    Para a diretora Camila Appel, a série reflete sobre a vulnerabilidade daqueles que perdem a voz: “É uma série que fala sobre o que pode acontecer com aqueles que não podem falar por si mesmos. Isso gera uma identificação de todo mundo, de pensar: puxa, e se acontecesse comigo?”. 

    “Eu até estava em busca de uma verdade. Mas no meio do caminho eu percebi que eu não ia conseguir alcançá-la. E eu acho que abrir mão dessa busca me fez muito bem no processo de investigação e no resultado da série. Porque aí eu foquei em trazer a complexidade dessa história, trazer todas as vozes, que são muitas, e elas realmente brigam entre si. E me desprender da ideia de que pode ter uma única verdade. Talvez todo mundo ali enxergue a sua verdade.”

    O desfecho da investigação promete uma revelação surpreendente que pode mudar novamente os rumos da história. Enquanto isso, o futuro das Casas Pernambucanas permanece incerto em meio ao que envolvidos descrevem como uma briga por “dinheiro, poder e influência”.

    Fonte: G1