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  • Tomou a vacina da dengue suspensa pelo Ministério da Saúde? Veja quais cuidados adotar e quando procurar ajuda

    Mais de 500 mil doses do imunizante já foram aplicadas no Brasil. Autoridades afirmam que a suspensão é temporária e preventiva, enquanto investigam possíveis reações adversas.

    Saúde – A decisão do Ministério da Saúde de suspender temporariamente a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan gerou preocupação entre pessoas que já receberam o imunizante. A medida, anunciada de forma preventiva, foi adotada após o registro de alguns eventos adversos que estão sendo analisados pelas autoridades sanitárias.

    De acordo com o governo federal, cerca de 500 mil doses já foram aplicadas no país desde o início da campanha, especialmente entre profissionais da saúde e moradores de municípios que participaram dos projetos-piloto de vacinação.

    Segundo os dados divulgados, foram registradas notificações de sintomas semelhantes aos da dengue e três eventos considerados graves, incluindo dois óbitos que ainda estão sob investigação para verificar se há relação direta com a vacina. O Ministério da Saúde reforça que esse tipo de monitoramento faz parte dos protocolos de farmacovigilância adotados para todos os imunizantes após sua liberação para uso na população.

    O que fazer se você já tomou a vacina?

    As autoridades orientam que as pessoas vacinadas mantenham a tranquilidade e fiquem atentas ao surgimento de sintomas persistentes ou mais intensos. Até o momento, não há recomendação para revacinação nem indicação de qualquer tratamento preventivo adicional para quem já recebeu a dose.

    Entre os sintomas que devem ser observados estão:

    – febre alta;
    – dor de cabeça intensa;
    – dor atrás dos olhos;
    – dores musculares e nas articulações;
    – náuseas e vômitos;
    – cansaço excessivo;
    – manchas vermelhas na pele.

    Especialistas lembram que algumas reações leves podem ocorrer após a vacinação e nem sempre representam um problema grave. No entanto, determinados sinais exigem avaliação médica imediata.

    Procure atendimento com urgência se houver:

    – falta de ar;
    – desmaios;
    – convulsões;
    – sangramentos;
    – dor abdominal intensa;
    – queda acentuada da pressão arterial;
    – reações alérgicas graves.

    Pessoas que apresentarem qualquer um desses sintomas devem buscar uma unidade de saúde ou serviço de emergência para avaliação médica.

    Quem já foi vacinado continua protegido?

    Até o momento, o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan afirmam que não há indicação de doses extras ou de repetição do esquema vacinal. Os estudos realizados antes da aprovação do imunizante apontaram eficácia global de 79,6% contra a dengue e proteção de 89% contra formas graves da doença.

    O Instituto Butantan informou que continua colaborando com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com o Ministério da Saúde na investigação dos casos registrados, além de manter o acompanhamento dos vacinados.

    Quando a vacinação será retomada?

    Ainda não existe uma previsão oficial para a retomada da campanha. A suspensão permanecerá em vigor até que todas as notificações sejam analisadas e as autoridades concluam se há ou não relação entre os eventos adversos e a aplicação da vacina.

    Em nota, o Instituto Butantan destacou que a medida foi adotada por precaução e reafirmou o compromisso com a segurança da população.

    “O Instituto Butantan mantém seu compromisso e rigor absoluto com a ciência e a saúde da população e seguirá apoiando o Ministério da Saúde e a Anvisa, fornecendo todas as informações disponíveis sobre a vacina e acompanhando o trabalho de farmacovigilância”, informou a instituição.

    Enquanto as investigações prosseguem, especialistas reforçam que o combate à dengue continua dependendo de medidas fundamentais, como eliminar recipientes que possam acumular água parada, utilizar repelentes e adotar estratégias de proteção individual, especialmente em regiões com alta circulação do mosquito transmissor.

    Por jornalista Lília Marques