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  • Prefeitura de Novo Airão Promove “Dia do Campo” para Fortalecer a Agricultura Familiar e o Desenvolvimento Rural

    Por Ivan Damasceno

    Novo Airão, AM — Com o objetivo de impulsionar o setor agropecuário local e valorizar os trabalhadores da terra, a Prefeitura de Novo Airão, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Pecuária (SEMAPP), realiza neste sábado, 23 de maio de 2026, o tradicional Dia do Campo.
    O evento, que terá início às 07h30, será sediado no Sítio do Vovô Roosevelt, localizado no Km 25 da rodovia de acesso. O encontro promete reunir produtores rurais, famílias, especialistas e lideranças do setor para um dia de intensa programação voltada ao fortalecimento da agricultura do município.

    Tecnologia, Capacitação e Parcerias

    O Dia do Campo foi desenhado como uma vitrine de inovação e fomento para o produtor local. A programação deste ano conta com uma estrutura robusta que visa oferecer suporte prático e teórico para a rotina no campo:

    • Exposição de Maquinários Agrícolas: Apresentação de tecnologias e ferramentas modernas para otimizar a produção e o manejo da terra.
    • Capacitações e Networking: Espaço dedicado à troca de experiências entre produtores e palestras técnicas para o aprimoramento de práticas sustentáveis.
    • Fomento ao Produtor: Durante o evento, haverá a entrega de kits agrícolas essenciais para o dia a dia dos trabalhadores, além do tradicional sorteio de brindes.
      Para garantir o sucesso e o suporte técnico do evento, a ação conta com o apoio de instituições de peso como o Sebrae, IDAM (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas), UEA (Universidade do Estado do Amazonas), Sicredi e o restaurante Anavilhanas Grill.

    Valorização e Comunidade

    Além do caráter técnico e de negócios, o Dia do Campo reforça o papel social e cultural da agricultura familiar na região. Para receber os participantes, a organização preparou uma recepção acolhedora que inclui café da manhã na abertura e almoço para todos os convidados.

    “Esperamos você para juntos fortalecermos o desenvolvimento rural do nosso município!”, destaca o convite oficial da Prefeitura.

    A administração municipal reforça o convite a toda a população de Novo Airão e comunidades vizinhas para prestigiar este momento de celebração e avanço para a economia rural.
    Serviço:

    • Evento: Dia do Campo – Novo Airão
    • Data: Sábado, 23 de maio de 2026
    • Horário: A partir das 07h30
    • Local: Sítio do Vovô Roosevelt – Km 25

    Portal 8Viu – O Seu Olhar na Notícia

  • Nova tecnologia do SUS reduz tempo de diagnóstico para doenças raras

    Plataforma de sequenciamento completo de DNA deve reduza o tempo de diagnóstico de sete anos para seis meses.

    Saúde – O SUS (Sistema Único de Saúde) vai contar com uma tecnologia para agilizar e deixar mais preciso o diagnóstico de doenças raras. A estimativa é que nova plataforma de sequenciamento completo de DNA que vai ser ofertada na rede pública atenda até 20 mil demandas de todo o Brasil por ano e reduza o tempo de espera de um diagnóstico de sete anos para seis meses.

    O anúncio foi feito, na quinta (26), pelo Ministério da Saúde, em evento em Brasília.  A estimativa é que pelo menos 13 milhões de pessoas tenham doenças raras no País.

    “Nós colocamos para o SUS o sequenciamento completo do exoma, que é um exame que custaria R$ 5 mil”, detalhou Padilha.

    A redução do tempo de diagnóstico é fundamental para o tratamento e para a qualidade de vida dos pacientes, conforme ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que assinou a habilitação de novos serviços para tratamento de doenças raras. Padilha lembrou que o próximo sábado é dia mundial para conscientização sobre doenças raras.

    Ampliação de serviços

    O ministro defendeu que o país tenha autonomia de pesquisa, produção e tratamento de doenças raras, inclusive prevendo transferências de tecnologias de outros centros de ponta nessa área. “Quando a gente amplia esses serviços para estados que não tinham nenhum serviço ainda, a gente está garantindo um acesso mais próximo onde as pessoas vivem e moram”, ponderou.

    O coordenador de doenças raras do ministério, Natan Monsores, explicou que todo paciente que for atendido em um serviço de referência or for identificado dentro de um serviço de referência de triagem neonatal poderá ser encaminhado para os polos de sequenciamento. “Foi um investimento de R$ 26 milhões nesse primeiro ano. Nós conseguimos fazer a oferta desse exame, que em preços de mercado podem chegar até R$ 5 mil, por R$ 1,2 mil”.

    Monsores esclarece que a resolução diagnóstica é bastante precisa.

    “É um ganho enorme para a comunidade de pessoas com doenças raras. Fornecendo para os médicos geneticistas, para as equipes de neurologia e de pediatria, uma ferramenta essencial para fechar esse diagnóstico”.

    Início com um cotonete

    A coleta do material é feita com um cotonete na parte interna da bochecha, que colhe células a serem encaminhadas para os laboratórios. Esse teste também pode ser feito com sangue.

    “Permite avançar no diagnóstico de deficiências intelectuais, de condições que implicam no atraso do desenvolvimento global das crianças, e também uma enorme diversidade de condições genéticas que podem afetar essas crianças”, diz Monsores.

    O coordenador disse que existem 11 unidades da federação com serviços ativados. Em 90 dias após ação com a ferramenta, foi possível verificar 412 testes já com sequenciamento feito com 175 laudos.

    “A nossa perspectiva é fazer a expansão dessa rede para todas as unidades da federação até abril de 2026”.

    Outro anúncio do Ministério da Saúde foi o tratamento das crianças com uma terapia gênica inovadora para crianças com atrofia muscular espinhal (AME). “É uma doença que, se não tratada em tempo hábil, é letal. Todas as crianças que receberam essa terapia têm a interrupção da progressão dessa condição”.

    Avanços

    A presidente da Associação dos Familiares, Amigos e Pessoas com Doenças Graves, Raras e Deficiências, Maria Cecília Oliveira, que estava no evento do anúncio, celebrou o que chamou de “avanços” nas políticas públicas relacionadas aos pacientes com doenças raras.

    “Eu espero que o programa Agora tem especialistas seja realmente um programa que possa impactar significativamente os pacientes com doenças raras, que é a nossa luta”, disse Maria Cecília.

    Outra representante de pacientes nesta condição, Lauda Santos, que é presidente da Amaviraras (Associação Maria Vitoria de Doenças Raras e Crônicas) e cofundadora e vice-presidente da Febrararas (Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras) destacou a importância da divulgação do serviço para o SUS.

    Lauda diz entender que um dos maiores desafios do governo é que essas informações cheguem até os pacientes. “As dificuldades continuam. A gente espera que isso mude porque tudo leva um tempo para poder entrar nos trilhos”.

    Ela ainda defendeu que deve haver o fortalecimento de entidades que defendam os pacientes e lamentou a carga de impostos para os medicamentos.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Doenças raras: quando a investigação genética pode fazer a diferença no diagnóstico

    A Importância da Genética no Diagnóstico de Doenças Raras: Superando Desafios e Oportunidades na Busca por Respostas

    Saúde – O Dia Mundial das Doenças Raras, celebrado em 28 de fevereiro, é uma oportunidade para ampliar o entendimento sobre condições que afetam cerca de 13 milhões de brasileiros, segundo a Rede Nacional de Doenças Raras (Raras). Embora pouco frequentes de forma isolada, essas doenças impõem um desafio comum: saber quando a investigação genética deve ser considerada, já que nem sempre os sintomas são associados primeiramente a elas, especialmente na infância.
    O Brasil considera como doenças raras aquelas que afetam até 65 a cada 100 mil pessoas, proporção que pode variar em outros países. Mundialmente, a estimativa é que existam cerca de 6 mil a 8 mil doenças raras descritas. Dois exemplos mais conhecidos são a fibrose cística, doença genética congênita que afeta o sistema respiratório e o aparelho digestivo, e a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença progressiva que destrói os neurônios motores, impedindo a comunicação entre cérebro e músculos.
    A médica geneticista e consultora do Sabin Diagnóstico e Saúde, Rosenelle Benício, afirma que a investigação genética passa a fazer diferença, sobretudo, quando o quadro clínico do paciente não se explica por causas comuns ou apresenta múltiplas manifestações ao longo do tempo.
    “Podem ser alterações do neurodesenvolvimento, como atraso do desenvolvimento, deficiência intelectual e transtorno do espectro autista, questões relacionadas ao crescimento, como baixa ou alta estatura, macrocrania (crânio maior) e alterações esqueléticas, além de manifestações neurológicas, oftalmológicas, surdez precoce, anomalias congênitas e até múltiplos diagnósticos de câncer no indivíduo ou na família”, complementa.
    Na prática clínica, esses sinais costumam surgir de forma fragmentada, levando o paciente a percorrer diferentes especialidades médicas sem que haja, inicialmente, uma conexão clara entre os sintomas. Esse percurso, conhecido como “odisseia diagnóstica”, é comum entre pessoas com doenças raras.
    “É importante reforçar que não existe uma única característica que indique ou afaste a necessidade de encaminhamento ao médico geneticista”, explica Rosenelle. “O que chama atenção é um conjunto de achados. Muitas vezes, o paciente está sendo acompanhado por múltiplas especialidades por alterações aparentemente não relacionadas, ou há histórico familiar das mesmas manifestações, além de situações como consanguinidade parental.”

    Diagnóstico
    Quando indicada, a investigação genética pode representar uma mudança significativa no cuidado. O diagnóstico precoce permite encerrar uma longa fase de incertezas e direcionar o acompanhamento de forma mais assertiva, com impacto direto no tratamento e na qualidade de vida.
    “O diagnóstico genético precoce pode permitir ao paciente e à família encerrar essa etapa inicial de investigação, trazendo a identificação da condição e a adoção das medidas indicadas em cada caso”, afirma a geneticista. “Além disso, ele auxilia a orientar o tratamento adequado, que frequentemente é interdisciplinar.”
    A confirmação diagnóstica também tem implicações que vão além do indivíduo. Ao identificar a causa genética de uma doença, é possível avaliar o risco de recorrência na família e oferecer informações mais precisas sobre a evolução do quadro. “Essas informações são valiosas para o paciente e para seus familiares, tanto do ponto de vista médico quanto no planejamento de vida”, comenta a especialista.

    Tecnologia
    Um ponto a considerar nos exames genéticos é que os avanços tecnológicos da última década têm tornado essas avaliações mais rápidas, acessíveis e precisas para os pacientes. Um exemplo são os testes baseados em Sequenciamento de Nova Geração (NGS), um método de sequenciação do DNA que forma vários fragmentos de leitura simultâneos que serão alinhados ao genoma humano de referência. A partir dos dados, é realizada uma análise criteriosa em busca de variantes genéticas que possam estar relacionadas a condições clínicas.
    “A disponibilidade das tecnologias de sequenciamento massivo paralelo levou a uma verdadeira revolução nos exames genéticos”, explica Rosenelle. Ela ressalta, no entanto, que em alguns casos o teste não aponta uma alteração genética conclusiva. Nesses cenários, é essencial que o exame seja bem indicado e que o resultado passe por interpretação especializada, capaz de avaliar o significado do achado e orientar de forma adequada os próximos passos da investigação.

    Foto: Freepik

    Por – Agência de Comunicação repercussão